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Introdução. As possibilidades da blogosfera como um espaço de memória 1. Renata Silva dos Santos 2 Universidade Federal do Piauí-UFPI.

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As possibilidades da blogosfera como um espaço de memória 1 Renata Silva dos Santos 2 Universidade Federal do Piauí-UFPI Resumo O presente artigo explora as transformações nas relações entre memória e
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As possibilidades da blogosfera como um espaço de memória 1 Renata Silva dos Santos 2 Universidade Federal do Piauí-UFPI Resumo O presente artigo explora as transformações nas relações entre memória e jornalismo, no contexto da blogosfera, tanto no que tange à concepção do jornalismo enquanto fonte de memória para a produção de relatos históricos, quanto no que diz respeito às transformações aceleradas, no qual o fluxo de informações é constante e efêmero. Pretendemos desvendar as reais possibilidades da blogosfera como um espaço de memória. Palavras-chave: Memória; blogosfera; jornalismo. Introdução É fato que nossa sociedade passa por um momento no qual os processos de produção de memória estão mais ágeis, o estoque de memória social aumentou consideravelmente com o acesso da população às redes sociais, o que gera fluxos incessantes de informações. No entanto, esse enorme contingente de relatos, fatos e dados não está exatamente acessível sempre. Os blogs, nosso objeto nesse estudo, não foram propriamente idealizados para que a informação neles veiculada fosse facilmente arquivada ou de alguma forma preservada. Uma publicação pode ser deletada a qualquer momento e, a não ser que alguém tenha salvado o texto, o relato ficará perdido. Estudos revelam que uma página na web tem um tempo de vida entre 75 e 100 dias (DAY, 2003). A quantidade de informações é enorme, mas o acesso a essa memória social não é tão fácil e rápido como se poderia supor. Além disso, há o 1 Trabalho apresentado no GT 8 Historiografia da mídia do II Encontro Nordeste de História da Mídia, Teresina 20 e 21 de junho de Mestranda em Comunicação pela Universidade Federal do Piauí. 1 fornecimento excessivo de conteúdos duvidosos provenientes de fontes sem credibilidade ou, muitas vezes, anônimas. O fato dos blogs se pretenderem jornalísticos não significa que eles se limitem apenas à conteúdos jornalísticos: há coexistência de elementos estabilizados e elementos que representam a emergência, a improvisação. Ele apresenta elementos do jornalismo tradicional, como a orientação para a divulgação periódica de notícias, mas possibilitam novas práticas, como a inserção da opinião do jornalista e a interação mais direta com a audiência, o que, certamente, reflete as condições tecnológicas e sociais do momento. Como qualidade alegada e constantemente difundida sobre os blogs, está o seu alcance democrático que permite ser, muitas vezes, uma alternativa a mídia tradicional, tanto com relação à forma (discurso mais opinativo e interativo) quanto ao conteúdo, que diversas vezes traz informações complementares ou versões completamente diferentes das apresentadas pela mídia oficial, diminuindo ou se contrapondo ao poder manipulador da imprensa. Não há mais somente o discurso oficial da grande imprensa, pois se uma informação errada ou fora de contexto é noticiada tanto blogueiros quanto adeptos de outras redes sociais recorrem à suas contas para tecer comentários ou postar a sua verdade diante dos fatos. Mas como poderemos ter acesso a essas múltiplas informações e visões daqui a vinte, trinta ou cinquenta anos? Como um pesquisador poderá ter a noção exata dos contextos e separar especulação de informação válida? Como a blogosfera pode ser um espaço de memória daqui a décadas ou séculos? Sem dúvida é um desafio: difícil, porém não impossível. Através de pesquisa bibliográfica tentaremos responder a todas essas perguntas e dar conta de nossos objetivos neste trabalho. Os espaços de memória Quando se fala em memória, pensamos logo em recordações. Buscamos aquelas caixinhas onde estão armazenadas as nossas lembranças, seja em fotos, vídeos caseiros, CDs. Buscamos as lembranças sem registro físico, mas que foram preservadas através de imagens, sons e cheiros guardadas com carinho, com precaução ou com uma 2 ponta de rancor em nossas mentes. Todas essas formas de registro são documentos que contam uma ou várias histórias e estórias. São, num sentido amplo, espaços de memória. Os historiadores estão acostumados a recorrer a estes espaços sempre que precisam encontrar, confirmar ou refutar vestígios. Segundo Ricoeur, vestígio é uma marca deixada por aqueles que já passaram; um sinal de que alguém passou por determinado lugar e deixou rastros. Portanto, o vestígio indica aqui, ou seja, no espaço, e agora, ou seja, no presente, a passagem passada dos vivos; ele orienta a caça, a busca, a pesquisa, a investigação. Ora, a história é tudo isso. Dizer que ela é um conhecimento por vestígios é recorrer, em última instância, à significância de um passado terminado que no entanto continua preservado em seus sinais. (RICOEUR, 2011, p. 204,) No entanto, esses vestígios precisam ser selecionados, nem tudo é realmente uma marca, nem tudo tem credibilidade para ser elevado ao posto de documento histórico, pois este precisa ser uma garantia, um apoio, uma prova material para um acontecimento (RICOEUR, 2011, p.199). A transformação de um texto ou objeto em documento, em objetos abstratos de uma saber é um dos primeiros trabalhos realizados pelos historiadores para montar sua coleção, para determinar o curso dos acontecimentos ( CERTEAU, 1979, p. 30). É extremamente necessário, portanto, que os documentos 3 tenham credibilidade, possam de fato servir como um testemunho de fatos. Sem essa garantia, um documento pode facilmente ser refutado. Inserido nesse espaço de memória está a memória coletiva, pois, de acordo com Halbwachs, mesmo a memória individual está diretamente interligada às relações sociais. Muito do que nos lembramos de nossa infância, por exemplo, são pequenas 3 Documento é aqui entendido como tudo o que possa informar um pesquisador, cuja pesquisa esteja orientada por uma escolha fundamentada de questões, tem valor de documento. (RICOEUR, 2011, p. 200). 3 peças contadas por diferentes pessoas que nos ajudam a remontar um pedaço de nossa história como um quebra-cabeça. Hoje, nos deparamos não somente com uma memória coletiva, mas com uma memória coletiva virtual. Situada no ciberespaço, essa memória é contada e recontada por diferentes vozes e, muitas vezes, por autores omissos, vozes sem nome ou rosto. Constituído por blogs, twitters, orkuts e facebooks, essas coletividades contam, frequentemente, histórias diferentes das oficialmente divulgadas. E podem servir como documentos desde que sua credibilidade possa ser garantida e seus registros preservados. O jornalismo como espaço vivo de memória A notícia, produto do jornalismo, possui um alto grau de perecibilidade. Como bem diz Luciano Miranda no livro Pierre Bourdieu e o Campo da Comunicação, essa necessidade de novidade impele os jornalistas a buscarem os fatos mais recentes sem que haja uma contextualização dos fatos, uma inter-relação da notícia velha com a nova (2005, p.126). Esquecemos com facilidade as notícias do jornal de ontem e procuramos pelo que compreende o hoje e, se possível, o amanhã. Porém a função do jornal velho é muito maior do que simplesmente servir de embalagem para peixe na feira. As notícias são documentos históricos que podem ajudar a recontar a história de uma época, ou complicar, isso também é fato, caso a verdade não seja o objetivo dos meios de comunicação. Frequentemente tanto historiadores quanto comunicólogos que estudam a história da imprensa, recorrem a essas fontes. Ora, se considerarmos a história como um ato comunicacional, como uma reconstrução de atos comunicacionais dos homens do passado (BARBOSA, 2007, p.17) torna-se natural que busquemos a imprensa com uma fonte, um documento histórico de grande importância para unir fatos e torná-los um relato verídico. 4 Porém, o historiador assim como o comunicólogo precisa recuperar a historicidade dos meios de comunicação para que estes cumpram o seu papel de documento. Assim, se o objetivo do pesquisador é recuperar a historicidade dos meios de comunicação num determinado tempo e lugar, há que se construir um nexo a partir de narrativas configuradas em outros tempos e que chegaram ao presente sob a forma de rastros. Portanto, metodologicamente a noção de vestígio é fundamental para um certo olhar que se lança em direção à história dos meios. (BARBOSA, 2007, p. 26). Essa noção de vestígio, já comentada anteriormente, deve funcionar como um guia para o pesquisador. Essa marca, esses rastros deixados pelos homens podem ser evidenciadas de uma forma contraditória nos jornais. Por isso, o pesquisador deve sempre contextualizar os fatos, compreender de uma maneira abrangente a realidade da época estudada: os conflitos, interesses, a relação da política, da economia e da religião com os meios de comunicação na época pesquisada, etc. O jornalista é o historiador do instante 4 e o jornalismo responsável pela construção de uma história do imediato. No entanto, no ato de produção da notícia não há uma preferência pela abordagem histórica: contextualizada e seqüenciada. Por questões de tempo e mercado, o jornalismo acaba deixando de lado uma visão de notícia, um modo de produzi-las que tornaria o jornalismo ainda mais importante e fundamental para o relato histórico. Existe (...) um conjunto de ligações causais, entre as condições de mercado, dentro do qual a notícia é produzida, o próprio sistema de produção, o conceito de tempo dos produtores, e o produto. A notícia, como surge diariamente, e como é concebida, está em oposição radical à história. De facto, o sistema de ciclos ao do dia noticioso tende para a abolição da consciência histórica, criando uma perpétua série de primeiros planos, à custa do aprofundamento e do background. Em termos filosóficos, poderíamos argumentar que a obsessão por uma particular extensão do tempo (o dia) vem sobrecarregar a consciência da sequência. (SCHSELINGER apud SAID, 1997, p. 15). 4 Frase do escritor e filósofo argelino Albert Camus. 5 Mas estas análises não fazem com que o jornalismo perca de todo o seu valor como fonte histórica. É do encadeamento das notícias, desses relatos de um instante que o pesquisador poderá reconstituir a história. Ainda que abordagem do jornalismo não contribua para facilitar o trabalho tanto do historiador quanto do comunicólogo, ainda sim o jornalismo é um espaço vivo de memória. Um lugar onde o momento, o particular, o exótico é alçado no meio de um turbilhão de acontecimentos, tendo justamente nesse ponto algo em comum com a história, pois ela também prioriza determinados acontecimentos em detrimento de outros. Tanto o historiador quanto o jornalista fazem escolhas, e nessas escolhas muita coisa fica de fora. Mas será possível, tanto para um profissional quanto para o outro, abarcar todo um contexto? Incluir tudo em seus relatos? Definitivamente, a resposta é não. O olhar do jornalista e do historiador, suas experiências de vida, seus conceitos, suas crenças, tudo isso contribuirá para que os olhares sejam atraídos para determinado ponto, e para que outros passem sem merecer um segundo olhar. Isso não exclui a responsabilidade pouco percebida pelos jornalistas de relatar com o máximo de detalhes e buscando a imparcialidade 5, com a consciência de que seus relatos servirão de fonte para recontar a história de sua época. Pois a história também deve ser entendida a partir de eventos cotidianos. Sendo assim: A lógica da produção do discurso midiático forneceria elementos indispensáveis para a reconstrução de determinados contextos sociais, que passariam a ser percebidos no entroncamento de fatos aparentemente distintos, mas que guardam uma relação muito forte de interdependência e reciprocidade e que não acontecem ao acaso, ao devir, mas como resultado da ação interativa de sujeitos históricos interatuantes, no dia-a-dia das relações sociais estabelecidas ao longo do tempo. Enquanto processo, a essência do conhecimento histórico está vinculada à historicidade das estruturas sociais e do próprio gênero humano. (SAID, 1997, p. 25). 5 Optamos por buscando a imparcialidade ao invés de ser imparcial porque sabemos que esse princípio deve ser perseguido, mas que nunca será exercido em sua totalidade. Posto que o ser humano tem suas convicções e opiniões e ainda que tente deixá-las de lado em prol de um relato imparcial, ainda sim, em algum momento, seja na escolha dos fatos, da fontes, ou da abordagem do relato, essas crenças estarão presentes. 6 As práticas sociais presentes no jornalismo; as abordagens; as escolhas, assim como o que não é escolhido; a pretensa retratação dos valores sociais, sabidamente mutáveis; os silêncios, tornam o lugar do jornalismo um espaço de memória, talvez numa relação muito mais íntima do que a da história com a memória. Pois, A história é a reconstrução sempre problemática e incompleta do que não existe mais [e] a memória é um fenômeno sempre atual, um elo vivido no eterno presente; a história, uma representação do passado. (SODRÉ apud PALACIOS, 2010, p. 39). Já o jornalismo tem o seu posto como guardião de uma memória coletiva salvaguardado pela sua função de retratar, de enquadrar o passado das coletividades, não só especificamente o jornalismo, mas os meios de comunicação em geral (RIBEIRO e BRASILIENSE, 2006, p. 4). Mesmo o que não é dito no jornalismo, o que é omitido tem sua importância, talvez até maior do que aquilo que é explicitado. Como afirma Palacios, o jornalismo é um: [...] espaço vivo de produção da Atualidade, lugar de agendamento imediato, e igualmente lugar de memória, produtor de repositórios de registros sistemáticos do cotidiano, para posterior apropriação e (re)construção histórica. E, nesse sentido, pode ser tão importante para a (re)construção histórica aquilo que se publica nos jornais e se diz no rádio e na TV, como aquilo que não se publica, que não se diz: o dito e o interdito. (2010, p. 40). O que é uma simples notícia factual hoje, amanhã será um passado relatado com registros diversos nos mais variados meios de comunicação. Mas o jornalismo também reaviva essa memória coletiva quando relembra, comemora ou recontextualiza acontecimentos passados. Alçando algo já adormecido novamente ao presente. A memória na blogosfera A ideia inicial dos blogs era funcionar como um diário online, logo seu alcance e finalidade se ampliaram e tomaram proporções inesperadas. Há blogs corporativos, 7 jornalísticos, educacionais, literários, culturais; enfim, uma infinidade de temáticas, além de tipificações que tentam dar conta de um fenômeno relativamente recente. Primo (2008), por exemplo, classifica os blogs em: individuais (pessoais ou profissionais) e coletivos (grupal ou organizacional). O termo blog vem da contração de web e log (weblog), criado por John Barger em 1997, e foi usado para se referir a um conjunto de sites que divulgavam links na web. Visto como um modismo, um fenômeno passageiro, em 10 anos conseguiu a marca de 112 milhões de blogs na Technorati 6. Estima-se que no Brasil, há entre 3 a 6 milhões de blogueiros/blogs e 9 milhões de usuários, quase metade dos internautas ativos no país. Uma matéria do Estadão On-line apontou que 25% do conteúdo da internet será criado pelos próprios usuários em (RECUERO, AMARAL, MONTARDO (orgs), 2009, p. 9-12). Encontramos no livro Blogs.com três conceitos de blogs, cada um numa perspectiva diversa. Na concepção estrutural a ênfase é no formato, no qual os blogs são tidos como ferramentas de publicação de conteúdo com um formato particular. No conceito funcionalista, os blogs são meios de comunicação que se diferem dos outros por seu caráter social, enfatizando o aspecto coletivo da blogosfera. E por último o conceito de blogs que classifica os mesmos como artefatos culturais, nessa concepção os blogs são tidos como apropriações feitas pelos usuários que de alguma maneira retratam a subjetividade e bagagem cultural desses atores. (RECUERO, AMARAL, MONTARDO, 2009, p ). Os textos da blogosfera podem ser partilhados instantaneamente e tudo fica guardado em arquivo, separado por tags 7 ou assunto, podendo ser consultado a qualquer momento e por qualquer pessoa. Ideias, opiniões, artigos (científicos e opinativos), vídeos, fotos, são vários os tipos de conteúdo postado nos blogs, alguns com muita qualidade. Os bloggers provêm de meios diversos e, muitas vezes, oferecem aos leitores explicações extremamente bem fundamentadas e análises de artigos noticiosos 6 Site de buscas que armazena blogs. 7 Etiqueta em português, refere-se a palavras-chaves, um termo associado a determinado assunto para facilitar a busca por conteúdo dentro de um blog. 8 relacionados com o campo em que são especialistas (BLOOD apud RODRIGUES, 2006, p. 105). Porém, assim como é muito fácil criar uma página e divulgar o quiser, também é igualmente descomplicado apagar ou excluir essa mesma página. Recentemente no Brasil, por exemplo, as redes sociais de um modo geral, foram palco de agressões, de disseminação e incitação da violência racial (ataques a afrodescentes), de cunho sexual (estimulação de agressões a homossexuais) e a discrimação entre regiões brasileiras (insultos a nordestinos). Páginas e posts que denunciavam os agressores, ao ganhar repercussão e serem denunciadas, foram frequentemente excluídas para apagar as provas de atos que são por lei considerados crime. É comum posts com repercussão negativa serem deletados da rede, geralmente por medo de represálias. Um fenômeno também comum são os hackers 8 invadirem páginas, apagarem os arquivos e passarem a divulgar conteúdo próprio, seja como uma forma de protesto (como no caso de páginas do Governo Federal e da USP que recentemente foram hackeados por manifestantes) ou como uma espécie de punição (o twitter 9 de uma jovem foi hackeado por conter posts xenófobos). Uma boa parte desse conteúdo de grande repercussão é copiado por outros usuários de redes sociais, o que faz com que as postagens, ainda que sejam apagadas pelo autor, se mantenham na rede e sejam divulgadas. Ainda sim muita coisa perde-se na rede sem possibilidade de recuperação dos dados. No caso de um pesquisador (não somente historiadores e comunicólogos, mas também antropólogos, sociólogos ou mesmo membros do judiciário que desejam investigar denúncias), necessitar tanto de material noticioso quanto de informações que repercutiram na internet em determinado período, como ter acesso a informações antigas ou deletadas? Pesquisadores que pesquisam a blogosfera ou mesmo outras redes 8 Originalmente, o termo hacker (decifrador) designa pessoas com avançado conhecimento de informática que com suas habilidades modificam softwares e hardwares, instalando novas funções de forma legal. No entanto, seu uso para designar invasores de computadores que instalam softwares piratas violando de forma ilegal sites e redes sociais tornou-se mais frequente. A expressão que originariamente nomeava esses invasores era cracker (quebrador). 9 Microblog que permite aos usuários compartilharem informações com seus seguidores, além de visualizar tweets (posts do twitter com um número máximo de 140 caracteres) daqueles que o usuário segue. 9 sociais, terão acesso às informações daqui há 10, 20 ou 50 anos? Sem alternativas de preservação de conteúdo, provavelmente não. Atualmente, a responsabilidade pela preservação de blogs é única e exclusiva de seu administrador. A efemeridade de algumas páginas e a realidade da rede como uma terra de ninguém dificultam as possibilidades da blogosfera como um espaço de memória coletiva virtual. Em Portugal, por exemplo, há iniciativas no sentido de preservar esses arquivos virtuais tanto em bibliotecas quanto em arquivos nacionais. No entanto, esse tipo de iniciativa esbarra em empecilhos difíceis de administrar. Um dos principais problemas enfrentados por projetos de preservação de arquivos virtuais, principalmente vindos do governo, são os relacionados aos direitos do autor. [...] Estratégias de arquivo indiferenciado da Web, onde não é possível estabelecer protocolos legais para a incorporação de informação publicada, acarretam o risco de infringir as leis da propriedade intelectual. O problema é a
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