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LUDWICK FLECK E A CIRCULAÇÃO INTER E INTRACOLETIVA NA EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS Bárbara Grace Tobaldini de Lima (UFSC/UFFS) 1

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LUDWICK FLECK E A CIRCULAÇÃO INTER E INTRACOLETIVA NA EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS Bárbara Grace Tobaldini de Lima (UFSC/UFFS) 1 RESUMO: Pesquisar a respeito da formação de professores envolve a escolha por um
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LUDWICK FLECK E A CIRCULAÇÃO INTER E INTRACOLETIVA NA EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS Bárbara Grace Tobaldini de Lima (UFSC/UFFS) 1 RESUMO: Pesquisar a respeito da formação de professores envolve a escolha por um referencial epistemológico, e poucos se dedicaram a investigar como ocorre a disseminação do conhecimento como fez Ludwick Fleck. Orientada pelos conceitos fleckianos, em específico, na circulação inter e intracoletiva, este trabalho buscou compreender o que as pesquisas sobre a formação de professores apontam ou evidenciam a respeito da circulação do conhecimento. Foram selecionados e analisados, entre teses e dissertações, cinco trabalhos que apresentavam alguma discussão teórica ou metodológica com base no referencial citado. Com a pesquisa, percebemos que a discussão sobre a circulação inter e/ou intracoletiva na formação de professores ainda é tímida, mas que seu uso pode fortalecer a docência como uma profissão. PALAVRAS-CHAVES: formação de professores; círculo exotérico e esotérico; divulgação do conhecimento. INTRODUÇÃO É cada vez mais recorrente nas pesquisas em Educação em Ciências a utilização de uma referencial teórico de caráter epistemológico para adensar as discussões que envolvem o processo educativo. Na atualidade, século XXI, o uso das epistemologias contemporâneas, ou seja, aquelas que discutem a produção do conhecimento de maneira ampla e reflexiva, e em oposição ao empirismo lógico, se destaca. Essa discussão, por sua vez, é transposta para o contexto da Educação em Ciências e entre os epistemólogos contemporâneos que advogam nesse sentido podemos citar Thomas Kuhn, Gaston Bachelard, Ludwik Fleck, entre outros. O último diferencia-se dos demais pela abordagem sociológica a respeito da história da ciência e da natureza da produção e disseminação do conhecimento científico (LEONEL; ANGOTTI, 2013). O referencial produzido por Fleck permite o desenvolvimento de pesquisas sobre a produção e disseminação do conhecimento científico a partir de diferentes objetos de estudo, bem como pode ser utilizado para olhar o mesmo material a partir dos diferentes conceitos epistemológicos propostos por ele. Essas pesquisas podem ser sobre a análise de um fato científico (SCHEID, FERRARI, DELIZOICOV, 2005), a identificação de estilos e coletivos de pensamento (LAMBACH, MARQUES, 2009; SLONGO, 2004; BERTONI, 2012.), análise e problematização das categorias de Fleck (DELIZOICOV, et al., 2002; DELIZOICOV, 2004;) sobre a circulação coletiva de conhecimento (GONÇALVES, 2009; GONÇALVES; MARQUES, 2012), e ainda aquelas consideradas como estado do conhecimento (LORENZETTI, 2008; MELZER, 2011; 1 Aluna de doutarado do Programa de Pós Graduação em Educação Científica e Tecnológica da Universidade Federal da Fronteira Sul ( ) e docente da área de Ensino de Ciências da Universidade Federal da Fronteira Sul, campus Realeza PR. 1652 SOUZA, et al., 2014). A diversidade de como os conceitos fleckianos podem ser adotados nas pesquisas justifica-se pela flexibilidade dessa teoria, pois para Fleck (1986, p.96) sua teoria [...] proporciona comparar e investigar de forma uniforme o pensar primitivo, arcaico, ingênuo [...] também pode ser aplicado ao pensamento de um povo, de uma classe ou de um grupo [...]. A discussão sobre a coletividade, os fatores externos à ciência e suas implicações na sociedade e a circulação de ideias entre os grupos para produção e disseminação do conhecimento é o que torna a teoria de Fleck relevante para as pesquisas que objetivam uma discussão mais ampla a respeito da Ciência. No entanto, ela ainda não é tão utilizada como a de outros epistemólogos em nosso país. Como destacado por Gonçalves e Marques (2012), poucas são as pesquisas que têm realizado o uso dessa epistemologia nas pesquisas em ensino de Ciências. As pesquisas sobre o estado do conhecimento, citadas anteriormente, têm identificado que, no período de 1995 a 2014, a Universidade Federal de Santa Catarina foi a instituição com maior número de teses e dissertações que fizeram o uso desse referencial epistemológico. Instituições como a UFPR, UFPA, UNESP, UNIJUI, USP e UFMG também colaboram para a disseminação dos estudos de Fleck. O contexto da produção científica permite identificar seus principais conceitos. Fleck concebe que a produção do conhecimento ocorre a partir de um coletivo de pensamento e que eles compartilham de um estilo de pensamento. A extensão de conhecimento é a partir da circulação dos membros do coletivo em diferentes grupos, como será discutido mais adiante. Compreender os conceitos da teoria de Fleck pode favorecer a formação de professores, como assinalado por Queirós e Nardi (2009). Além disso, para Delizoicov (2004), a compreensão e a transposição da circulação inter e intracoletiva pode ser um ponto importante para os cursos de formação de professores. Diante disso, nos questionamos: Como a circulação inter e intracoletiva pode favorecer e potencializar a formação de professores na Educação em Ciências? Por se tratar de um artigo com espaço delimitado, o objetivo deste trabalho restringe-se em compreender o que pesquisas sobre a Formação de Professores, com apoio no referencial teórico de Fleck, nos apontam sobre a circulação de ideias. Assim, este trabalho foi organizado a partir de uma discussão permeada por algumas das categorias fleckianas, como: estilo de pensamento, coletivo de pensamento, fato científico, círculo exotérico e esotérico e circulação inter e intracoletiva de pensamento. UMA REVISÃO DAS CONTRIBUIÇÕES POSSIBILITADAS PELOS CONCEITOS FLECKIANOS PARA A FORMAÇÃO DE PROFESSORES Semelhante a outros epistemólogos, Fleck trabalha a partir de uma concepção construtivista do conhecimento, que está [...] ligada a pressupostos e condicionantes sociais, históricas 1653 antropológicas e culturais e à medida que se processa, transforma a realidade (DELIZOICOV, et al, 2002, p. 56). Assim, os conceitos da sua teoria possibilitam depreender um movimento de oposição ao positivismo lógico do Círculo de Viena e ao modelo empirista da ciência. Em análise dos trabalhos de Fleck, Parreiras (2006, p.25) considera que [...] suas produções filosóficas assumem uma evidente preocupação com a compreensão de como a ciência se desenvolve. A autora ainda pontua que os principais conceitos da teoria de Fleck correspondem ao estilo de pensamento e ao coletivo de pensamento, sendo eles centrais para o pensamento epistemológico, e que estão relacionados com os outros conceitos da teoria. O estilo de pensamento é marcado por elementos do problema que interessa a um coletivo, dos julgamentos que eles apresentam ou realizam e, ainda, sobre o método que utiliza. Tem como principal componente o que Fleck denomina do perceber orientado, ou seja, uma forma de ver ou observar o objeto de maneira conduzida e que segue uma formação ou tradição - que origina uma atitude estilizada (DELIZOICOV, et al, 2002). A atitude estilizada revela a transitoriedade da verdade sobre o fato científico, e assim a dinâmica a respeito da produção do conhecimento. Ao olhar para a transitoriedade é possível compreender que o estilo de pensamento é o resultado de um desenvolvimento amplo, que as posições defendidas podem ser alteradas e que não há uma verdade ou erro, mas sim [...] que até mesmo o saber especializado não apenas aumenta, mas também passa por mudanças fundamentais (FLECK, 2010, p.110). A dinâmica referente à produção do conhecimento científico é um movimento contextual, coletivo e social que se desenvolve, segundo Fleck, a partir de dois grupos que são hierarquizados - o círculo exotérico e esotérico. Além disso, ele ocorre em três etapas, sendo elas: a instauração/complementação, extensão/ampliação e transformação do estilo de pensamento (DELIZOICOV, 2004; GONÇALVES, 2009). O conceito de fato científico é para Fleck o resultado de um contexto social e cultural produzido a partir do trabalho colaborativo mediado por um estilo de pensamento compatível àquele período histórico e que as teorias anteriores, presentes e futuras, relacionam-se de tal forma a evidenciar que o conhecimento científico é uma construção contínua. Ainda para Fleck, o surgimento e o desenvolvimento de um fato estão relacionados com um ver confuso como sinal de resistência, em seguida pela formação de um conceito transformador e finalmente por um ver formativo reproduzido conforme o estilo de pensamento (PARREIRAS, 2006). Sobre o fato científico, Fleck considera que ações como erros ou fracassos cometidos durante a produção do conhecimento são elementos importantes na construção do referido fato científico, pois não há uma única verdade, mas sim, um caminho que se percorreu para chegar próximo de uma verdade para aquele contexto histórico e para determinado coletivo de 1654 pensamento. Segundo Delizoicov et al. (2002, p.58), as verdades que se mostram estão impregnadas de um estilo de pensamento condicionado pela atividade histórico-social do ser humano. Destaca-se, ainda, que os fatos científicos, ao serem assimilados e estilizados, sofrem modificações quando socializados e interpretados por outros coletivos de pensamentos, como podem ser compreendidos de maneiras diferentes. O coletivo de pensamento refere-se ao grupo que compartilha das práticas, concepções e tradições de um estilo de pensamento. Esse coletivo pode ser estratificado em níveis hierárquicos - no círculo exotérico, aquele representado pela comunidade externa (a sociedade), com grande número de participantes e que faz uso do conhecimento produzido pelo círculo esotérico, esse representado pela comunidade científica, por um pequeno grupo. Destaca-se, ainda, que as pessoas podem pertencer a diferentes coletivos de pensamento, no mesmo momento histórico. Um coletivo consiste na sobreposição de muitos círculos, de tal modo que um indivíduo possa pertencer a [...] vários círculos exotéricos e poucos círculos esotéricos (FLECK, 2010, p. 157). O movimento dos indivíduos entre outros estilos e em diferentes níveis hierarquizados faz com que eles sejam disseminadores do conhecimento. No entanto, Fleck ressalta que quanto maior a diferença entre dois estilos de pensamento, tanto menor o tráfego de pensamento (FLECK, 2010, p.160). O indivíduo do círculo exotérico (aquele que é considerado como não especialista) é o principal responsável pela disseminação do conhecimento científico, enquanto que os especialistas, pertencentes ao círculo esotérico, trabalham na manutenção do estilo de pensamento. Para Fleck (2010), os participantes do círculo exotérico apresentam uma relação de confiança com aqueles do círculo esotérico para se aproximarem e se apropriarem do estilo de pensamento. Porém, os especialistas (círculo esotérico) não são independentes, eles necessitam da opinião pública sobre o que foi produzido, assim, não se pode ignorar a presença e a influência do círculo exotérico na constituição de um estilo de pensamento. Segundo análise realizada por Parreiras (2006), a disseminação do conhecimento, ou do estilo de pensamento, para um público de não especialistas, acontece a partir da circulação intercoletiva, marcada pela interação entre o círculo esotérico e o exotérico de um mesmo coletivo de pensamento. Essa circulação é responsável pela popularização do estilo de pensamento para outros coletivos que não sejam de especialistas. Porém, quanto maior a diferença entre os estilos de pensamento, menor será a circulação intercoletiva, pois os princípios que orientam os membros de cada coletivo são muito discrepantes. Agora, quando a divergência é menor, a circulação intercoletiva pode gerar um conflito que culmina em uma possível transformação dos valores individuais envolvidos. Para Parreiras (2006), a efetivação da circulação intercoletiva ocorre a partir dos 1655 instrumentos de comunicação, que podem ser os livros de divulgação científica, os quais apresentam uma linguagem mais corriqueira, como também mais clara e objetiva. Além disso, algumas das informações presentes no círculo esotérico, até chegarem ao círculo exotérico, podem ser omitidas, e também haverá uma simplificação da ciência envolvida e o fato científico assume uma forma de objeto real. Portanto, é preciso estar alerta em relação à produção, pois [...] os pensamentos circulam de indivíduo a indivíduo, sempre com alguma modificação, pois outros indivíduos fazem outras associações. A rigor, o receptor nunca entende um pensamento da maneira como o emissor quer que seja entendido (FLECK, 2010, p.85). Na circulação intracoletiva, entre indivíduos do círculo esotérico, a responsabilidade é de contribuir para reforçar o Estilo de Pensamento (LAMBACH, 2007; PARREIRA, 2006). Os instrumentos de comunicação são as revistas e os livros, e, com isso, a linguagem será mais detalhada, e de caráter formal e técnico. Essa circulação ainda é responsável pela formação dos pares que compartilharão de um mesmo estilo de pensamento, favorecendo sua extensão (DELIZOICOV, 2004), como também, na fase da instauração, quando novos fatos são observados por um coletivo de pensamento (LAMBACH, 2007). Ainda que as categorias fleckianas tenham sido sistematizadas de maneira individual, é importante destacar que elas não se materializam na individualidade, mas que tanto na produção quanto na disseminação do conhecimento elas se entrelaçam e são dependentes umas das outros, reforçando o caráter histórico, social e coletivo proposto por Fleck e reforçado por Parreiras (2006). Para Delizoicov (2002b), a discussão a respeito da interação entre os produtores de conhecimento, os leigos, os leigos formados e a sociedade em geral pode ser entendida como um aspecto particular da proposta epistemológica de Fleck. A CIRCULAÇÃO DE CONHECIMENTO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES Para compreender sobre a circulação de pensamento, utilizamos cinco trabalhos, em que quatro (SLONGO, 2004; LAMBACH, 2007; LORENZETTI, 2008; NIEZWIDA, 2012) tinham como objetivo a identificação de estilos de pensamento, enquanto que o quinto trabalho (GONÇALVES, 2009) realizou uma discussão com os formadores e os licenciandos de um curso de Ciências Naturais a respeito das atividades experimentais. Destacamos que este trabalho não é uma pesquisa bibliográfica, mas sim, uma investigação de trabalhos que realizaram discussões a respeito da circulação inter e intracoletiva para a formação de professores, os quais são dissertações ou teses defendidas no Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica, da Universidade Federal de Santa Catarina. Slongo (2004) objetivou, em seu trabalho, caracterizar a área de Ensino de Biologia a partir da análise documental, a partir do que observou a presença de dois estilos de pensamentos que 1656 permeiam a formação de professores e as publicações analisadas. A circulação de ideias foi discutida a partir dos estilos de pensamento identificados. O primeiro estilo, aquele que prioriza aspectos epistemológicos, apresenta uma circulação intracoletiva com os pesquisadores em Ensino de Ciências/Biologia no domínio internacional. O segundo estilo, aquele que além de apresentar aspectos epistemológicos também compartilha reflexões da área educacional, realiza uma circulação inter e intracoletiva com predominância em produções nacionais. Assim, Slongo (2004) discute, ainda que brevemente, a influência da circulação de ideia na instauração e extensão de um estilo de pensamento. Lambach (2007), em sua dissertação, buscou caracterizar os estilos de pensamentos dos docentes da Educação de Jovens e Adultos (EJA), e para isso formulou algumas questões como: por quais círculos exotéricos e esotérico os professores participantes transitaram? Em quais coletivos conviveram? No estudo, discutiu a circulação intracoletiva principalmente no momento em que os participantes da pesquisa apontaram preferência por cursos de formação continuada ministrados por professores das universidades, alegando que assim há uma maior troca de experiência. Lorenzetti (2008) também analisou estilos de pensamento, nesse caso em Educação Ambiental (EA). Para isso, recorreu a análise de livros, documentos oficiais, teses e dissertações desenvolvidas em EA, como também entrevistou alguns pesquisadores dessa área. Na análise dos materiais, discutiu como eles podem ter contribuído na circulação de ideias. Dos trabalhos analisados pelo autor, citamos: 1) o livro Primavera Silenciosa e o relatório do Clube de Roma, que contribuíram para a circulação inter e intracoletiva, pois as ideias presentes no livro colaboraram na formulação de práticas e conhecimento que balizam e balizaram a EA, e as conclusões do relatório assinalaram a necessidade de mudanças da sociedade sobre a forma de agir e de se relacionar com o ambiente; 2) sobre a conferência de Belgrado, Lorenzetti (2008) verificou a circulação intracoletiva de ideias, na medida em que ela contribuiu para a consolidação da área em EA, nacionalmente e internacionalmente. Na atualidade, suas recomendações também são usadas na formação de educadores ambientais; 3) destacou ainda o papel dos eventos no desenvolvimento da área e na disseminação do estilo de pensamento, por ser esse um espaço que reúne os círculos exotéricos e esotérico, e proporciona a circulação de ideias. Retomando a discussão sobre os estilos de pensamento, verificamos um movimento de transição na formação de educadores ambientais e reforçou que a circulação de ideias colaborou para a constituição de uma comunidade de pesquisadores. No entanto, na análise das referências utilizadas nos textos constatou a baixa circulação intracoletiva nas pesquisas, e com as entrevistas e a análise do contexto prático também averiguou a baixa circulação intercoletiva. O autor finaliza afirmando que os materiais possibilitam e sinalizam uma circulação de ideias, mas que, na prática, essa circulação é pouco realizada, ou seja, ela pouco se efetiva no processo de formação de 1657 educadores ambientais. O trabalho de tese realizado por Gonçalves (2009) teve como objeto de pesquisa as atividades de experimentação na formação de professores de Ciências Naturais, em específico, na área de Química. O trabalho foi desenvolvido a partir da análise de 102 artigos publicados no periódico Química Nova, além de entrevista com formadores dos cursos de Química de diferentes universidades, sendo que parte deles também são os autores citados nos artigos analisados. A partir da geração de informações possibilitadas pelo escopo, o autor fez inferências sobre a Circulação Inter e Intracoletiva envolvida na discussão a respeito da experimentação no ensino de Ciências. Ao discorrer sobre a revista Química Nova, Gonçalves (2009) assinala que até 1995 ela contribuiu para a circulação intra e intercoletiva ao divulgar publicações dos pesquisadores da área de ensino para outros pesquisadores da mesma área, como também para os profissionais de outras áreas da Química, os quais não realizam trabalhos semelhantes àqueles. Para discorrer sobre a circulação dos conhecimentos, Gonçalves (2009) também discorreu sobre os relatos apresentados pelos formadores, o que permitiu a ele verificar o espaço e o tempo em que esses aprenderam ou ensinaram experimentação. Na análise, constatou a graduação, a pós-graduação e o exercício da docência de componentes que trabalham com os conteúdos específicos da Química como os espaços e tempos em que a experimentação esteve presente na vida dos formadores. Discorre em outro momento que a formação do profissional referente à experimentação não ocorre em um único ambiente, mas sim, em diferentes espaços e momentos. Em se tratando da ênfase de que a experimentação é ensinada e compreendida unicamente a partir dos componentes que trabalham os conteúdos específicos da área de química, Gonçalves (2009) afirma que esse posicionamento ocorre a partir da não confiança do círculo exotérico (formadores dos conteúdos específicos) no trabalho realizado pelo círculo esotérico (formadores da área de ensino), dificultando e muitas vezes anulando a circulação int
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