Slides

Reflexões sobre a avaliação no processo de ensino e aprendizagem

Description
1. FABÍOLA PrNEDA LOPES REFLEXÕES SOBRE A A VALIAÇÃO NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM ~ r' ~ r>. Ponta Grossa r=. 2003 r >; r--- r> 2.…
Categories
Published
of 46
All materials on our website are shared by users. If you have any questions about copyright issues, please report us to resolve them. We are always happy to assist you.
Related Documents
Share
Transcript
  • 1. FABÍOLA PrNEDA LOPES REFLEXÕES SOBRE A A VALIAÇÃO NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM ~ r' ~ r>. Ponta Grossa r=. 2003 r">; " r--- r>
  • 2. FABÍOLA PINEDA LOPES REFLEXÕES SOBRE A AVALIAÇÃO NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM Monografia apresentada como avaliação parcial do curso de Especialização em Matemática: Dimensões Teórico- Metodológicas da Universidade Estadual de Ponta Grossa. Orientadora: Prof. Ms. Marlene Perez . Ponta Grossa 2003
  • 3. AGRADECIMENTOS Á Deus, por ser a força que encontrei durante minha caminhada. Ao meu pai, César, que me apoiou na realização do curso. Ás amigas, Angelita e Márcia, por estarmos sempre juntas. Ao meu marido, Eros, que me incentivou. 11
  • 4. SUMÁRIO RESUMO iv INTRODUÇÃO 1 CAPÍTULO I - DIFERENTES OLHARES SOBRE A AVALIAÇÃO .4 CAPÍTULO II - RELACIONANDO A AVALIAÇÃO A PRÁTICA DO PROFESSOR DE MATEMÁ TICA ]O CAPÍTULO III - O PROCESSO DE AVALIAÇÃO SOBRE TRÊS PONTOS DE VIST A 19 CONSIDERAÇÕES FINAIS 26 REFERÊNCIAS CITADAS 29 REFERÊNCIAS CONSUL TADAS 31 ANEXO I - DELIBERAÇÃO 33 ANEXO 2 - OS NOVE JEITOS MAIS COMUNS DE AVALIAR. .42 111
  • 5. RESUMO r A pesquisa foi desenvolvida a partir da preocupação com o sistema de avaliação que as escolas ainda se utilizam refletindo, a partir de um referencial bibliográfico, sobre o significado da avaliação no processo de ensino e aprendizagem do sistema escolar, relatando o caminho da avaliação através da história, relacionando-a com o momento atual; procurou-se identificar o papel da avaliação no processo de ensino e aprendizagem da matemática, buscando identificar alguns dos instrumentos de avaliação utilizados pela maioria dos professores no processo educacional. Subsidiou-se a pesquisa na literatura existente, buscando junto ao regimento escolar uma reflexão das características de diferentes sistemas de avaliação. Palavras-chave: avaliação, prática pedagógica. f" IV
  • 6. 2 que objetivos do ensino já atingiram num determinado ponto do percurso e que dificuldades estão a revelar. Oportunidade ímpar encontrei então, no Curso de Especialização, onde havia um ambiente propício para pesquisar o que me preocupa no Ensino: A forma como o sistema de avaliação vem sendo proposto atualmente para a formação matemática do aluno de sa a 83 séries do Ensino Fundamental. Centrei-rne então, em três objetivos: 1. Refletir sobre o significado da avaliação no processo de ensino e aprendizagem dos sistemas utilizados em alguns dos estabelecimentos de Ensino do Município de Ponta Grossa. 2. Verificar o papel da avaliação no ensino e aprendizagem da matemática. 3. Identificar os instrumentos de avaliação mais utilizados pela maioria dos professores no processo de ensino e aprendizagem da matemática na atualidade. Norteando meus objetivos, proponho as seguintes hipóteses: ~ Muitos professores utilizam vários processos de avaliação, sem conhecer a fundo a essência de cada um . ~ Considerada como um componente fundamental da prática pedagógica, a avaliação tem sido vista como um aspecto problemático, pois, os professores vão se adaptando a novas metodologias de ensino, mas continuam a avaliar da forma antiga. ~ Para que um professor de matemática possa se fazer presente na busca do sucesso de seus alunos, deve ter uma boa relação com a matemática, refletindo sobre suas próprias experiências e desbravando caminhos possíveis na construção dos saberes matemáticos, além de escolher, utilizar e avaliar os efeitos de várias ferramentas didáticas. Busco através desse trabalho, uma reflexão direcionada para uma mudança de atitude com relação à avaliação, tendo em vista um trabalho que vise a construção do conhecimento e que leve este aluno a pensar, necessitando assim, de uma avaliação, seja ela diagnóstica (pretende deixar óbvio as dificuldades futuras e em certos casos, de resolver situações presentes), formativa
  • 7. 3 (visa identificar dificuldades e Ihes dar soluções) ou sornativa (corresponde a um balanço final, aferindo resultados de aprendizagem). Caracterizo a pesquisa como bibliográfica, sendo esta indispensável para o confronto de idéias e elucidação de indagações que acompanham a prática de um professor reflexivo. Com o suporte teórico foi possível refletir sobre a história e evolução da avaliação, sobre a avaliação na atualidade, diretamente ligada à prática dos professores, e ainda proporcionou uma reflexão sobre a minha prática em sala de aula. "A pesquisa bibliográfica se constitui num procedimento formal para a aquisição de conhecimentos sobre a realidade. Exige pensamento reflexivo e tratamento científico. Não se resume na busca da verdade; aprofunda-se na procura de respostas para todos os porquês envolvidos pela pesquisa." (ZUNINO, 1995, p.4O). No primeiro capítulo relato sobre alguns momentos dentro da história da avaliação e das diferentes visões que vários povos tiveram sobre avaliação, relacionando com o momento histórico em que viveram. Comento também sobre a ligação da avaliação com o conceito de sociedade e o tipo de homem que se deseja formar. No segundo capítulo comento sobre a postura que muitos professores têm com relação ao resultado de uma avaliação direcionando a culpa apenas no aluno, sem refletir sua prática ou suas formas de avaliar. A avaliação é um procedimento sério e complexo que envolve domínio do conteúdo, clareza nos objetivos a serem atingidos e conhecimento das características da comunidade e da realidade onde o aluno está inserido. Para que o aluno tenha sucesso em uma avaliação, precisa compreender aspectos da matemática como: abstração, raciocínio, linguagem e interpretação. Indago ainda sobre o que leva alguns professores a escolherem certas formas de avaliação. No terceiro capítulo apresento uma síntese do sistema de avaliação de três escolas, confrontando suas características e comentando o funcionamento de cada uma.
  • 8. I.DIFERENTES OLHARES SOBRE A AVALIAÇÃO Muitos entendem que avaliação está diretamente ligada a um processo de classificação, gerando práticas que dificultam a expressão dos saberes, silenciando as pessoas, suas culturas e seus processos de construção de conhecimento.Mas para compreendermos a expansão do processo de seleção e de exclusão, veremos que a denominação avaliação é uma prática que por muito tempo foi chamada de "exame". Estabeleceu-se um falso princípio didático de que um melhor sistema de exame levaria a um melhor sistema de ensino. A seguir falaremos da evolução da prática do exame na história da pedagogia, prática esta que produziu uma infinidade de problemas dos quais hoje padecemos. O exame não surgiu na escola, como muitos acreditam. "A primeira notícia que temos de exame nos é trazida por Weber quando se refere ao uso pela burocracia chinesa, nos idos de 1200 a.c. , para selecionar, entre sujeitos do sexo masculino, aqueles que seriam admitidos no serviço público." (GARCJA apud ESTEBAN, 2002, p.30). Portanto exame aparece como instrumento de controle social e não como caráter educativo. Segundo ESTEBAN, Durkhein encontrou exame na universidade medieval em três situações: para o Bacharel, para o Licenciado e para o Doutor, onde os candidatos teriam que mostrar certo grau de maturidade intelectual adquirido durante a escolaridade para poder ser reconhecido como Bacharel, Licenciado ou Doutor. No século XVII surgem duas formas de institucionalizar o exame: uma de Comenius e outra de La Salle, cujos efeitos se podem sentir até hoje. Para Comenius o exame era um auxílio para a prática docente mais adequada ao aluno, portanto caso o aluno não aprendesse, o método de ensino deveria ser repensado e que o processo ensino e aprendizagem se constitui numa dialética em que dois sujeitos interagem, influindo e sendo influenciados um pelo outro. Para La Salle, quem ensina contribui para que o aluno efetivamente aprenda. Para os seguidores de La Salle o importante é medir os resultados do ato de ensinar para aquele que aprende e o que considera importante ser aprendido, ou antes, memorizado. Alguns simpatizantes desse enfoque avaliativo acreditam que somente o tempo de aula é tempo de ensinar e de aprender e a prova é a
  • 9. 5 única forma de avaliar. Nesse sentido se compara o que está sendo ensinado e, aqueles que fazem certo, se sobressaem sobre os que não sabem bem o que fazem. Segundo GARCIA apud ESTEBAN (2002,p. 35) , o Sistema de Avaliação instituído no Brasil segue o proposto por La Salle, que está sendo aplicado ao Sistema Educacional Brasileiro desde as Ia séries do ensino fundamental até a pós-graduação, mesmo que os que o formulam não tenham consciência disto. Historicamente o exame foi perdendo a dimensão pedagógica e metodológica defendida por Comenius, ao passo que a defendida por La Salle assumiu crescente influência na escola, tomando o exame um espaço de problemas das mais diversas ordens podendo ser sociológico, técnico e psicopedagógico. Se o exame não é um problema ligado historicamente ao conhecimento, é um problema marcado pelas questões sociais, sobretudo aquelas que não se podem resolver. Assim, o exame é na realidade um espaço de convergência de inúmeros problemas". (...) "Em certo sentido, quando a sociedade não pode resolver problemas de ordem econômica (definição de orçamento), de ordem social (justiça na distribuição de satisfações), de ordem psicopedagógica (conhecer e promover os processos de conhecimento de cada sujeito) transfere essa impotência para uma excessiva confiança em "elevar a qualidade da educação", só através de racionalizar o uso de um instrumento: o exame. (BARRIGA apud ESTEBAN ,2002, p.56) r. Portanto o exame não pode por si só resolver tais problemas se a estrutura social for injusta. Melhorar a qualidade da educação com docentes mal pagos ou pouca formação intelectual; analisar os processos de aprendizagem de cada sujeito e seus problemas sociais; são algumas das muitas dificuldades encontradas hoje em nosso sistema educacional. "Os problemas de ordem social: possibilidade de acesso à educação, justiça social, estratos de emprego, estrutura de desenvolvimento industrial etc., são transladados a problemas de ordem técnica: objetividade, validade, confiabilidade". (BARRIGA apud ESTEBAN, 2002, p59) r O exame tomou-se um campo de estudo e foi usado muitas vezes como controle individual e social. Na evolução o termo exame se tornou um pouco mais sutil, mas neutro e igualmente efetivo: avaliação. As diferentes formas de avaliar, também estão ligadas à visão que o homem tem de sociedade, de trabalho e dos próprios homens, e esta faz com que diferentes caminhos se abram para as avaliações. Vamos lembrar algumas formas de avaliar ao longo da história. Pela visão grega, o homem é um ser racional que tem raciocínio e potencial para aprimorar seu modo de pensar. O trabalho é considerado serviço para classe inferior, para os
  • 10. 6 artesãos e escravos da época e cada sujeito da sociedade nascia predestinado a ser escravo, artesão ou cidadão, este com direito total a se dedicar somente a pensar, discursar, argumentar. Havia, então, a desigualdade entre os homens onde alguns nasciam para trabalhar e suprir as necessidades daqueles que deverias pensar sobre as coisas. Sob esta forma de ver o mundo, os gregos consideravam que a avaliação serviria para aperfeiçoar cada um e cada grupo de pessoas. Assim o escravo era avaliado pela qualidade dos produtos que oferecia ao cidadão, e este, pela qualidade de argumentar, descrever, fazer diferenças e ver semelhanças entre as coisas do mundo. Outra visão é a feudal, onde o homem é um animal racional porque Deus lhe deu alma que faz a diferença entre os vários seres do mundo. A característica de ter uma alma exige que todo empenho educativo deva-se ao conhecimento que cada um detém sobre Teologia, sobre a Sagrada Escritura, sobre os conhecimentos religiosos, que se tomam indispensáveis para o homem para que ele possa atingir seu fim, no Reino dos Céus. Essa valorização se toma tão importante que surge na Idade Média as primeiras universidades, onde só podem ser ensinados assuntos da Igreja, por teólogos e sacerdotes, e aquela valorização ao discurso, a argumentação sobre qualquer assunto deixa de existir. Cada homem, ao nascer, tinha na sociedade um lugar definido onde se discutia ,por exemplo, se o escravo tinha alma ou não. São Paulo afirmava a necessidade de subordinação dos escravos aos seus senhores uma vez que havia diferença entre os homens. Já Santo Agostinho e Tomás de Aquino justificavam a escravidão, a desigualdade entre os homens. As classes inferiores, não podiam tomar parte nos negócios e na direção do Estado. Esta forma de ver e analisar o mundo exigia que avaliações correspondessem à maneira de viver e de pensar da Idade Média e a preocupação com o conhecimento religioso e com a ordem social exigia também instrumentos de avaliação para a correção do comportamento dos homens, na sociedade, para que ninguém subvertesse a estrutura social já definida por leis divinas. A Inquisição Religiosa recebia dos govemantes do Estado todo o apoio para o extermínio das idéias ou das pessoas que sugerissem uma nova forma de pensar, de viver ou de trabalhar. A importância dada ao trabalho começa a aparecer na sociedade dos séculos XV, XVI e XVII. O trabalho - como fonte de riqueza para melhorar as condições de vida de todos os homens - não é mais entendida como expiação de pecados nem destinados a seres inferiores. A --r'-----------••~~~~~~~~~~~~~A>~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~------------ Com as varias crises economicas o nJvel de vIda da populaçao bâixõú e o analfabetIsmo cresceu. A Escola percebeu o erro, a falta de organização e de administração; então a Escola Tecnicista mostra o conhecimento da técnica, da elaboração de objetivos. E foi nesse período (entre 1968 - 1974) que o Brasil se transformou em potência econômica, pois nunca se produziu nem exportou
  • 11. 8 tanto. Em contrapartida a desigualdade econômica, ao contrário do que se imaginava, aumentou. A reprovação e a evasão escolar assustaram os educadores e os incentivaram a buscar novos caminhos, novas idéias, e encontrar uma pedagogia certa. Surge a necessidade de analisar a sociedade sobre problemas que enfrentam desde os idos de 1789 até os dias atuais, pois para uma sociedade sadia, devemos conhecer a evolução dos homens, suas conquistas e necessidades. Empregamos aqui um recurso de que a sociedade se utiliza: a avaliação. E esta começa com duas perguntas: -Que sociedade se pretende formar? Por que transformar a sociedade em que vivemos? E nesse processo de questionamento, a avaliação deve fazer com que cada educador pergunte o que sabe realmente sobre o mundo e os homens. Como diz NAGEL (1986, p.20): "Como haver seriedade em avaliações que partem do desconhecimento de como a sociedade e a escola se comportam, frente aos problemas do próprio homem?". Por isso a avaliação hoje se encontra na maioria dos discursos pedagógicos, seu papel, os instrumentos e meios utilizados para auxiliar o processo de ensino e aprendizagem. Estamos num momento de transformações políticas em um processo de democratização e exigências cada vez maiores de uma sociedade consciente de seus direitos. Por isso a preocupação com uma escola que desenvolva projetos compatíveis com a nova realidade transformando a avaliação de uma prática classificatória num processo de investigação. Mas por mais diferentes e criativas que sejam as propostas de trabalho, a maioria dos professores chega à mesma avaliação tradicional, vinculados a uma produção previamente determinada seguindo modelos pré-estabelecidos e impondo critérios para determinar o rendimento do aluno. Até pouco tempo ensinar estava associado à transmissão de conhecimentos e informações e a aprendizagem era vista como a capacidade de reproduzir o que o professor ensinou, também fortemente ligada à memória e a ênfase nos resultados. Ainda muitos profissionais da educação elogiam o bom nível do ensino tradicional, acreditando que o fracasso não provém do professor que transmite o conhecimento, mas de quem o recebeu e aprendeu mal. "...a ação de avaliar apresenta-se como uma competência profissional muito genérica que pode compreender práticas muito diversas". (SACRIST ÁN ]998, p.303) A prática da avaliação é muitas vezes explicada pela forma que cada instituição escolar desempenha suas funções, ou ainda, os diferentes estilos com que cada educador desenvolve seu
  • 12. 9 processo de transmissão de conhecimento, determinando assim diferenças nos resultados obtidos. Pergunta-se então por que determinadas formas de avaliar que as escolas usam não conduz o aluno' a superar as dificuldades nesse processo de ensino/aprendizagem? Por que os alunos estão sendo aprovados ou reprovados em função de critérios sem significado? Refletindo sobre tais questionamentos, vemos que, apesar das várias mudanças que vem ocorrendo no processo ensino/aprendizagem (objetivos, métodos, técnicas) a escola não consegue mudar a sociedade, pois essa mudança precisa estar em harmonia entre escola e sociedade, visto que uma é reflexo da outra. A avaliação começa dentro da escola, sobre um mundo que está fora dela e é um procedimento que deve levar cada educador a se perguntar o que ele realmente sabe sobre os homens que vivem nessa sociedade.
  • 13. 2. RELACIONANDO À AVALIAÇÃO A PRÁTICA DO PROFESSOR DE MATEMÁTICA A idéia de avaliar, atualmente não pode ser mais um instrumento de controle, classificação e seleção de saberes e pessoas, negando as diferenças e contribuindo para o silenciamento dos alunos que não se enquadram nos limites de avaliação pré-determinados, muitas vezes pelo regimento das escolas: semelhança e acerto. A avaliação em nível de educação fundamental deve exercer uma função informativa (outros níveis podem vir a exercer uma função somativa), isto é, fornecer informações para que professores e alunos conheçam pontos positivos e negativos do processo de ensino e aprendizagem, possibilitando a tomada de providências necessárias para que este se desenvolva com sucesso. A avaliação é considerada uma tarefa didática importante e permanente no trabalho docente, pois através dela os resultados obtidos no desenvolver das funções em conjunto com o professor e o aluno, serão comparados com os objetivos propostos para se constatar progressos, dificuldades e redefinir o trabalho para as correções necessárias. No pensamento e nas práticas de avaliações que ocorrem dentro do sistema educativo se misturam as diferentes missões e concepções de que foi objeto, de acordo com a evolução das instituições educativas. Hoje temos a avaliação desde uma perspectiva compreensiva, cujos objetos são muito avaliados, com as mais diversas metodologias ou técnicas de realiza-Ia e a serviço de um conhecimento melhor da realidade e do progresso dos alunos/as em particular. Mas na prática nas aulas, a avaliação evidencia sua servidão a serviço de outras políticas e de outras idéias: seleção, hierarquização, controle de conduta, etc. (SACRISTÁN, GÓMEZ, 1998, p.299) Muitas são as razões pelo insucesso do aluno e esse fracasso se localiza muito mais no âmbito da escola e do sistema educativo, do que no âmbito do aluno mas, é ele que acaba recebendo o rótulo de fracassado. Não devemos responsabilizar exclusivamente a avaliação como responsável pelo fracasso escolar, e também não isentá-Ia inteiramente dessa responsabilidade. Ela faz parte de um conjunto de mecanismos responsáveis pelo sucesso ou não do aluno. Um dos pensamentos que há tempos concluí sobre esta prática, vem de encontro com uma frase de LIBÂNEO (199], p.l 95) "A avaliação é uma tarefa complexa que não se resume à realização de provas e atribuição de notas."
  • 14. 11 Na prática, observando o trabalho de vários colegas de profissão, colhi dados importantes e ao mesmo tempo assustadores
  • Search
    Similar documents
    View more...
    Related Search
    We Need Your Support
    Thank you for visiting our website and your interest in our free products and services. We are nonprofit website to share and download documents. To the running of this website, we need your help to support us.

    Thanks to everyone for your continued support.

    No, Thanks