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REFLEXÕES SOBRE A PESQUISA NO COTIDIANO PROFISSIONAL DO ASSISTENTE SOCIAL

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REFLEXÕES SOBRE A PESQUISA NO COTIDIANO PROFISSIONAL DO ASSISTENTE SOCIAL Lucia Maria Patriota, Dayse Cristina Nunes do Nascimento, Adriana Freire Pereira Férriz, Sandra Amélia Sampaio Silveira. Universidade
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REFLEXÕES SOBRE A PESQUISA NO COTIDIANO PROFISSIONAL DO ASSISTENTE SOCIAL Lucia Maria Patriota, Dayse Cristina Nunes do Nascimento, Adriana Freire Pereira Férriz, Sandra Amélia Sampaio Silveira. Universidade Estadual da Paraíba/Departamento de Serviço Social, Rua Antonio Guedes, s/n, Resumo - Este artigo tem como foco a prática da pesquisa no cotidiano profissional do assistente social. Os objetivos da investigação foram verificar se e como a pesquisa é utilizada no cotidiano de trabalho dos referidos sujeitos; e, identificar as dificuldades para a utilização da pesquisa no cotidiano profissional. Compreendeu um estudo exploratório e descritivo, com abordagens quanti-qualitativa. Os sujeitos da pesquisa foram 20 assistentes sociais supervisores de estágio supervisionado do referido curso. De acordo com os resultados obtidos, os sujeitos pesquisados foram unânimes em afirmar a existência da relação serviço social x pesquisa, 95% responderam que consideram o assistente social um pesquisador e 65% afirmaram que desenvolvem algum tipo de pesquisa em seu cotidiano profissional. Quanto às dificuldades apontadas para a prática da pesquisa destacam-se o fator tempo, condições materiais desfavoráveis e as limitações postas pela própria formação. Mesmo considerando todos os avanços, a pesquisa no universo pesquisado ainda é escassa, desarticulada e pouco expressiva. Palavras-chave: Pesquisa, Supervisores de Estágio, Serviço Social. Área do Conhecimento: Ciências Sociais Aplicadas 1 - Introdução O surgimento do serviço social no Brasil anos 1930 tem sua origem no amplo movimento que a Igreja Católica desenvolve com o objetivo de recristianizar a sociedade, conhecido como Reação Católica. Nesse contexto, se identifica, também, a gênese da Questão Social no Brasil, devido o crescimento da industrialização e das populações das áreas urbanas. Dessa forma, surge a necessidade de controlar a massa operária emergente. Com isso, o Estado absorve parte das reivindicações populares, que demandavam condições de reprodução: alimentação, moradia, saúde, ampliando as bases do reconhecimento da cidadania social, através de uma legislação social e salarial. Essa atitude visava, principalmente, o interesse do Estado e das classes dominantes de atrelar as classes subalternas ao Estado, facilitando sua manipulação e dominação (IAMAMOTO, 1998). Assim, o serviço social, enquanto profissão situa-se no processo de reprodução das relações sociais, como atividade auxiliar e subsidiária no exercício do controle social e na difusão da ideologia da classe dominante entre a classe trabalhadora, configurando-se como um prolongamento da Ação Social, veículo de doutrinação e propaganda do pensamento da Igreja Católica. Trata-se de intervenção com ações educativas de cunho moralista, ressaltando a ação ideológica de ajustamento às relações sociais vigentes. Conforme Iamamoto (1985, p. 77): O serviço social se gesta e se desenvolve como profissão reconhecida na divisão social do trabalho, tendo por pano de fundo o desenvolvimento capitalista industrial e a expansão urbana. [...] É nesse contexto, em que se afirma a hegemonia do capital industrial e financeiro, que emerge sob novas formas a chamada questão social, a qual se torna a base de justificação desse tipo de profissional especializado. Nos primórdios da profissão a ação profissional está atrelada à resolução dos conflitos individuais ou coletivos dos trabalhadores, com um propósito de assegurar as relações de solidariedade que constituem a sociedade. Entretanto, o serviço social pelo fato de se constituir como uma profissão, que traz em essência a exigência da ação na sociedade, não 1 exclui a possibilidade e necessidade do mesmo dedicar-se a investigações e pesquisas, adensando o acervo da produção intelectual no amplo campo das expressões da questão social, contribuindo para o alargamento do patrimônio científico no campo das Ciências Sociais e Humanas (IAMAMOTO, 1998). De acordo com Bourguignon (2007), no serviço social a pesquisa deve gerar um conhecimento que reconheça os usuários e destinatários das políticas públicas e dos serviços sociais como sujeitos políticos que são capazes, também, de conhecer e intervir em sua própria realidade com autonomia. Nesse sentido, vale ressaltar a reflexão feita por Guerra (1997), quando comenta que o serviço social deve, necessariamente, conhecer os objetos sobre os quais a intervenção profissional opera e a instrumentalidade da profissão. Assim sendo, uma forma privilegiada do profissional do serviço social construir e fortalecer a sua instrumentalidade é desenvolvendo sua capacidade investigativa, ou seja, buscando, através de investigações, conhecer a realidade social em profundidade a fim de dar respostas competentes às demandas que lhes são apresentadas. 2 - O Serviço Social e a Pesquisa A prática da pesquisa com a conotação crítica e com a ênfase que hoje é dada a mesma não se fez presente nos primórdios da profissão, o que se deve, em grande medida ao referencial teórico-metodológico de base conservadora que orientou o serviço social tradicional. A formação profissional instituída com o surgimento das primeiras escolas na década de 1930 do século XX pautou-se na Doutrina Social da Igreja e no neotomismo, implicando numa compreensão da questão social como problema moral e religioso, na leitura acrítica e a-histórica da sociedade e numa prática profissional voltada à integração dos indivíduos ( clientes ) às relações sociais vigentes, pela via da mudança dos seus valores e comportamentos (YAZBEK; SILVA, 2005). Na verdade, a profissão, historicamente, não deu a ênfase hoje dada à pesquisa. De acordo com Sposati: É após o processo de reconceituação e, com ele, da construção da identidade social latino-americano do Serviço Social que, ao questionar sua base científica europeu-americana, a preocupação com o conhecimento no e para o Serviço Social se fortalece (SPOSATI, 2007, p.17). A relação do serviço social com a pesquisa surge em função de um processo de mudanças da sociedade em diversos aspectos, sociais, econômicos, políticos e culturais, que resultam em um conjunto de problemáticas que exigem novas respostas profissionais. Dessa forma, coube ao Assistente Social a busca de tais respostas através da pesquisa com a finalidade de compreender a realidade social propondo ações visando minimizar as manifestações da questão social. Foi somente na década de 1960 que se iniciou um processo de renovação do serviço social brasileiro, que provocou um desgaste do tradicionalismo, até então predominante na profissão. Este fenômeno se edificou em consonância com o Movimento de Reconceituação (MR) do Serviço Social, parte integrante do processo latino americano e internacional de erosão do serviço social tradicional. No lastro desse processo, no qual se delinearam linhas diferenciadas de fundamentação teórico-metodológicas e de referenciais interventivos para a profissão, foram constituídas nos anos de 1970 e 1980 as pós-graduações, com o surgimento dos programas de mestrado e doutorado na área de Serviço Social no Brasil. É possível verificar que a pesquisa vai deixando de ser considerada meramente como matéria básica, sendo concebida como um dos princípios e uma condição da formação profissional, devendo perpassá-la. A pesquisa se insere, pois, como uma exigência para superação do pragmatismo, que foi e, ainda, é marcante no serviço social. Nesse sentido, estimular a pesquisa no cotidiano do trabalho profissional é algo, sem dúvidas, necessário e fundamental, pois, não obstante os avanços alcançados na produção do conhecimento no serviço social no meio acadêmico, nem todos os(as) assistentes sociais utilizam esse instrumento no cotidiano do trabalho nas instituições (BOURGUIGNON, 2007). Nas instituições em que o assistente social atua, ele tem acesso a muitos dados que se analisados poderiam ajudar na sua prática cotidiana e que também poderiam ser usados para produzir conhecimentos, mas muitos profissionais não os utilizam com esse intuito. Daí percebermos, como afirma Setubal (2007, p. 66) o quanto é [...] necessário o desenvolvimento da prática investigativa, não apenas para cumprir exigências institucionais de ordem acadêmica, mas também para cumprir exigências do serviço social como profissão historicamente situada. 2 Diante do exposto procuramos através desta investigação verificar se os supervisores de estágio do curso de Serviço Social em Campina Grande/PB utilizam a pesquisa como forma de produção de conhecimentos, respondendo as seguintes indagações: A pesquisa faz parte do cotidiano desses profissionais? Quais as dificuldades postas por tais profissionais no exercício da investigação? 3 - Metodologia A pesquisa compreendeu um estudo exploratório e descritivo, com abordagens quantiqualitativa. O método de abordagem da realidade foi o crítico-dialético, que permite apreender o fenômeno estudado numa relação permanente entre o particular e o geral, considerando aspectos históricos, econômicos, sociais, políticos, ideológicos e culturais que permeiam o objeto de estudo. O mesmo é fruto de um projeto de pesquisa integrado composto por dois subprojetos que trazem como objeto de estudo comum a produção do conhecimento no âmbito do Serviço Social, enfocando a prática da pesquisa nos diferentes espaços sócio-ocupacionais, campos de estágio supervisionado do Curso de Serviço Social da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e na graduação, a partir dos TCC resultantes do estágio curricular (PIBIC/UEPB cota 2011/2012) e dá continuidade e complementaridade aos estudos que temos empreendido em torno da trajetória histórica do Curso de Serviço Social da referida universidade. A coleta de dados da pesquisa ocorreu no mês de novembro de 2011 e dos 29 assistentes sociais supervisores de Estágio Curricular do Curso de Serviço Social da UEPB no período , 20 responderam ao instrumento de coleta de dados, totalizando uma amostra de 68,9% do universo. Para a coleta de dados foi utilizado um questionário com perguntas abertas e fechadas e para tratamento dos dados a análise de conteúdo. O projeto foi encaminhado para apreciação do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) desta Universidade e atentou ao que preconiza a Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde (CNS). Assumiu o compromisso de respeito à autonomia dos sujeitos da pesquisa, garantindo-lhes todas as medidas de proteção: sigilo, anonimato e, ainda, o esclarecimento acerca dos objetivos da pesquisa e do que será feito com seus resultados, através do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), que foi elaborado em duas vias, sendo uma retida pelo sujeito da pesquisa e uma arquivada pelo pesquisador responsável pela pesquisa. Para o tratamento e análise dos dados, foi empregada a técnica de análise de conteúdo, que permite compreender criticamente os sentidos e significações explícitas e implícitas na fala dos sujeitos. Seguimos as fases da análise de conteúdo que, de acordo com Bardin (1979, apud RICHARDSON, 2007), se organizam em: 1) a préanálise, que constitui o momento da organização propriamente dito, objetivando operacionalizar e organizar as idéias; 2) a análise do material, que consiste na codificação e categorização dos dados; 3) o tratamento dos resultados, a inferência e a interpretação. 4 Resultados No que se refere à relação existente entre a pesquisa e o serviço social os sujeitos pesquisados são unânimes em afirmar a existência dessa relação. 100% dos sujeitos responderam positivamente a esta questão e algumas falas são bem pertinentes: O Serviço Social necessita da pesquisa de uma forma extremamente relevante, uma vez que a mesma dá suporte para que haja transformações concretas no campo da atuação do profissional de Serviço Social, já que este deve direcionar suas ações. (Entrevistado 2) Porque a profissão determina que se conheça a realidade para atuar considerando os aspectos de teóricos e práticos. (Entrevistado 3) Como profissão que se propõe a intervir na realidade e a trabalhar nas diversas nuances da questão social, se faz necessário, conhecer os diversos campos e acompanhar as modificações que a atualidade nos impõe. (Entrevistado 5) Esta relação é de fato reiterada o tempo todo pelos estudiosos do serviço social, a exemplo de Pereira (2005), para quem a pesquisa longe de ser um luxo intelectual é uma necessidade de realização consequente da profissão e condição de possibilidade de rupturas com atitudes e práticas voluntaristas, tópicas e impensadas, por isso, não pode ser dispensada, sob pena de esvaziar o Serviço Social de pertinência científica e, portanto, de status de profissão de nível superior que se apoia em embasamento teórico nutrido por contínuas e sistemáticas investigações da realidade. Para a citada autora a pesquisa é 3 parte integral e intrínseca do exercício da profissão, é na unidade entre teoria prática e investigação intervenção que o Serviço Social poderá encontrar a via alternativa, de sentido dialético, que o tornará mais crítico e enriquecedor. Quando questionados se consideram o assistente social um pesquisador, 95% das entrevistadas responderam que sim e apenas 5% responderam que não. Felizmente, e o dado acima nos confirma isso, evidencia-se no seio da categoria um novo perfil profissional, que percebe que a investigação não é uma atividade antagônica à intervenção, conforme assegura Pereira (2005). Se esse antagonismo ocorre, é devido a deformações profissionais que precisam ser urgentemente superadas, pois, sem investigação a intervenção torna-se cega e sem intervenção a investigação torna-se inútil. Para Iamamoto (2003) um dos maiores desafios que os assistentes sociais vivem no tempo presente é desenvolver sua capacidade de decifrar a realidade, enfim, é assumir-se como um profissional que pensa, analisa e pesquisa. Para efetivar esse perfil profissional é preciso romper com as práticas meramente burocráticas e exclusivamente interventivas, marcantes na trajetória da profissão. No que se refere à realização de pesquisas no âmbito profissional, 65% dos sujeitos afirmaram que as desenvolvem, enquanto 35% responderam que não desenvolvem pesquisas no seu cotidiano profissional. Destacamos as seguintes falas: [...] no espaço institucional em que atuo se faz necessário pesquisar diversos elementos da realidade dos usuários para poder intervir. (Entrevistado 13) Não há como você visualizar o Serviço Social, mais especificamente, a atuação do assistente social sem fazer o uso da pesquisa, como um dos pontos de partida para uma análise daquilo que se apresenta como concreto. (Entrevistada 14) Consideramos aqui que para o serviço social, seja na área acadêmica ou na área de intervenção profissional, é imprescindível a utilização da pesquisa como instrumento científico que possibilite sistematizar o conhecimento dos fatos e fenômenos presentes no cotidiano profissional, para que se possa imprimir a marca da competência ao exercício profissional, conforme ressaltam Morais; Juncá; Santos (2010). Quanto às dificuldades colocadas por esses profissionais para a utilização da pesquisa no cotidiano profissional destacamos as seguintes: o fator tempo, condições materiais desfavoráveis e as limitações postas pela própria formação, muitas destacaram que não se sentem aptas ao exercício da pesquisa. A necessidade de termos que dividir nossa carga horária entre 02 vínculos o que vem a diminuir nossa carga horária e automaticamente o tempo para desenvolvermos e analisarmos caso a caso nossas atividades perante os usuários, profissionais e familiares, isso inviabiliza a pesquisa. (Entrevistada 06) Primeiramente, limitações na formação e a incompreensão acerca da importância da pesquisa para a atuação profissional (Entrevistada 4). O espaço que não nos favorece, até nos limita. (Entrevistada 14) De fato a cotidianidade do processo de trabalho, de forma geral, apresenta uma multiplicidade de atividades que, ao se tornarem rotineiras e programáveis, correm o risco de ofuscar o exercício do pensar sobre o que é realizado, sobre a própria realidade que nos cerca. As mudanças no mundo do trabalho repercutem diretamente no fator tempo (LEWGOY, 2009). A grande maioria dos profissionais de serviço social encontra-se inserida em contextos de trabalhos precarizados que os obrigam a ter mais de um vínculo de trabalho, onde tudo depende de prazos, horários, datas, enfim, não se tem, de fato, condições objetivas e materiais para o exercício da pesquisa. Neste processo, a profissão sofre determinações estruturais que, contraditoriamente, tanto a desafiam, como, por vezes, lhe criam barreiras, impedindo que na singularidade da prática profissional, muitos profissionais ainda não percebam a vinculação orgânica entre intervenção/investigação. Reiteramos a importância do processo de formação na construção do profissional pesquisador. Setúbal (2005) assevera que não podemos considerar a pesquisa apenas como resultante da formação da pós-graduação, pois estaríamos desconsiderando a necessária sistematização dialética para a intervenção profissional, ou seja, a pesquisa é indispensável ao assistente social em toda ação, seja na produção de uma tese na universidade ou na análise socioeconômica na instituição social, no seu cotidiano profissional. 4 5 - Discussão No âmbito do Serviço Social, a pesquisa passa a ocupar um lugar de destaque a partir da incorporação do que colocam as Diretrizes Curriculares de 1996 no que se refere à relação indissociável entre a prática investigativa e a interventiva. Apesar dos assistentes sociais, historicamente, serem identificados como interventores por excelência, as atuais Diretrizes Curriculares que orientam a formação profissional entendem que sem a investigação o profissional não é capaz de desenvolver leituras competentes da realidade que possibilitem à compreensão das expressões da questão social em sua totalidade. Nesse sentido, a pesquisa vem se configurando, no Serviço Social, como um fazer necessário à construção de mediações competentes dos profissionais que ultrapassam o âmbito do imediatismo e do pragmatismo e avançam na construção de práticas profissionais em consonância com o direcionamento de seu projeto ético-político. Não somos ingênuos em pensar que tudo já foi conquistado e que a pesquisa se efetiva de fato em todas as unidades de ensino e nos espaços sócio-ocupacionais como mecanismo de análise das situações concretas. Estamos convictos de que ainda há muito a se avançar no quesito prática investigativa no Serviço Social, entendemos que a prática de pesquisa no Serviço Social é algo que está em construção, e, há uma necessidade de expansão dessa prática visto que o capitalismo se reinventa com rapidez e as expressões da questão social se agravam no mesmo ritmo. 6 Considerações Finais A qualidade do ensino superior hoje requer a indissociável integração entre ensino, pesquisa e extensão, não somente como princípio, mas como realidade efetiva na construção do projeto acadêmico-pedagógico do curso de serviço social. A formação de pesquisadores críticos e competentes desafia toda a lógica utilitarista, produtivista e mercadológica posta à educação superior no atual contexto. Os entraves e limites postos a esse processo nas universidades são inúmeros e complexos. Nesse sentido destacamos as palavras de Iamamoto (2007) para quem a investigação compromissada em libertar a verdade de seu confinamento ideológico, é certamente um espaço de resistência e de luta. Esta se configura em uma atividade fundamental para subsidiar a construção de alternativas críticas à lógica posta pelo grande capital. A centralidade da investigação na formação e no exercício profissional é reiterada o tempo todo pela citada autora. Segundo Potyara Pereira (2005), a pesquisa é parte integral e intrínseca da profissão; por isso, não pode ser dispensada, sob pena de esvaziar o Serviço Social de pertinência científica e, portanto, de status de profissão de nível superior que se apoia em e
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