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REVISTA PÓS: nº 12 O CINEMA À SOMBRA DA HISTÓRIA A Revista PÓS: do Programa de Pós-graduação em Artes da UFMG propõe, para seu próximo número (nov. 2016), o tema O CINEMA À SOMBRA DA HISTÓRIA, aceitando artigos sobre História e Cinema, História do Cinema, A História no Cinema, O Cinema de Arquivo, Arquivos de Filmes, O Filme como Documento, O Cinema Documentário, O Diálogo Histórico do Cinema com as Outras Artes. Além desta seção temática, que tem como editor convidado o professor Luiz Nazar
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  REVISTA  PÓS:  nº 12 O CINEMA À SOMBRA DA HISTÓRIA  A Revista  PÓS:  do Programa de Pós-graduação em Artes da UFMG propõe, para seu próximo número (nov. 2016), o tema O CINEMA À SOMBRA DA HISTÓRIA,   aceitando artigos sobre História e Cinema, História do Cinema,  A História no Cinema, O Cinema de Arquivo, Arquivos de Filmes, O Filme como Documento, O Cinema Documentário, O Diálogo Histórico do Cinema com as Outras Artes. Além desta seção temática, que tem como editor convidado o professor Luiz Nazario (EBA-UFMG), o número também contará com uma seção aberta, sem definição prévia do assunto.  Porque “O cinema à sombra da História” ? Por que não “ à luz    da História”?  Trabalhando no campo da teoria crítica do imaginário, existe uma razão pela qual recusamos uma História “ ilumin ista”  do cinema, cujas bases foram lançadas no ensaio “Indústria cultural –  o Iluminismo como mistificação das massas” , de  Dialética do esclarecimento  (1947), de Theodor Adorno e Max Horkheimer. O conceito de indústria cultural   que dominou os estudos de cinema gerou um novo Iluminismo como mistificação de intelectuais. Hollywood passou a ser  vista pelos principais teóricos do cinema como o centro de produção do cinema desprezível, comercial, alheio à arte, indigno de ser estudado senão para ser rejeitado com o rigor da dissecação especializada.  A Itália fascista, a Alemanha nazista e a Rússia comunista produziram enorme quantidade de filmes de propaganda e de entretenimento, mas os filósofos de Frankfurt concentraram seus ataques à indústria cultural no cinema americano, elegendo Hollywood como o alvo predileto e exclusivo da teoria crítica.  Adorno e Horkheimer foram vítimas da própria dialética do esclarecimento , tão bem exemplificada na descrição fascinante da passagem de Ulisses pela ilha das sereias. Temerosos do poder de sedução do star system  americano, os filósofos fizeram-se amarrar no mastro de seu conceito, tapando com cera os ouvidos dos leitores, que remaram surdos ao canto de sereia de Hollywood, considerado mais perigoso que os cantos de sereia de seus  Ersätze totalitários. Os filósofos de Frankfurt acabaram fazendo dos produtores judeus dos grandes estúdios americanos os “vilões” da  cultura, ao poupar, em sua teoria crítica do imaginário, os totalitários que os atacavam no mesmo terreno da fabricação dos sonhos em série e que terminaram por levar todo o povo judeu à verdadeira indústria das mortes em série.  A releitura do cinema à sombra da História pretende abrir uma nova porta para o conhecimento da produção fílmica mundial sem o travo iluminista desta primeira teoria crítica do imaginário, que limitou, pela dissociação cognitiva do  parti-pris  assumido por seus criadores, a riqueza do próprio conceito de indústria cultural  . Luiz Nazario (Editor) +++ Data limite para recebimento de artigos: 31 de agosto de 2016. Normas de Publicação e Submissão on line: http://www.eba.ufmg.br/revistapos/index.php/pos Informações: revistapos.ppga@gmail.com

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