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SÍNTESE REFLEXIVA DA TRAJETÓRIA DE APRENDIZAGEM DOCURSO DE ACOMPANHAMENTO, MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA.

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL ESCOLA DE ENFERMAGEM FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ INSTITUTO DE COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLOGIA EM SAÚDE Ana Cristina Cerruti SÍNTESE REFLEXIVA DA TRAJETÓRIA
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL ESCOLA DE ENFERMAGEM FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ INSTITUTO DE COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLOGIA EM SAÚDE Ana Cristina Cerruti SÍNTESE REFLEXIVA DA TRAJETÓRIA DE APRENDIZAGEM DOCURSO DE ACOMPANHAMENTO, MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA. São Paulo 2017 Ana Cristina Cerruti SÍNTESE REFLEXIVA DA TRAJETÓRIA DE APRENDIZAGEM DOCURSO DE ACOMPANHAMENTO, MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA. Trabalho de conclusão de curso apresentado a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, como requisito para obtenção do título de Especialista em Acompanhamento, Monitoramento e Avaliação na Educação em Saúde Coletiva. Orientadora: Maria Beatriz de Miranda Matias São Paulo 2017 CIP - Catalogação na Publicação Cerruti, Ana Cristina SÍNTESE REFLEXIVA DA TRAJETÓRIA DE APRENDIZAGEM DO CURSO DE ACOMPANHAMENTO, MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA. / Ana Cristina Cerruti. São Paulo, p. ORIENTADORA: Maria Beatriz de Miranda Matias SÍNTESE REFLEXIVA DA TRAJETÓRIA DE APRENDIZAGEM DOCURSO DE ACOMPANHAMENTO, MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA. Trabalho de conclusão de curso apresentado a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, como requisito para obtenção do título de Especialista em Acompanhamento, Monitoramento e Avaliação na Educação em Saúde Coletiva. Aprovado em de de BANCA EXAMINADORA Orientador: RESUMO Este trabalho de conclusão de curso trata da descrição de um processo de aprendizagem durante participação no curso, Acompanhamento, Monitoramento e Avaliação na Educação em Saúde Coletiva, especialização na modalidade de Educação à Distância (EaD), semipresencial e realizado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul em parceria com a Faculdade de Educação e Escola de Enfermagem do Núcleo de Educação, Avaliação e Produção Pedagógica em Saúde (Educa Saúde) e Programa de Avaliação Institucional Educativa (Avalia Caminhos). Foi realizado a partir da revisão da literatura utilizada no curso, além das revisões das tarefas postadas no portfólio somadas as várias reflexões geradas durante a construção do Projeto de Intervenção. Descreve de modo reflexivo a trajetória da aprendizagem e conclui enfatizando a importância desta síntese, para a construção de um novo modo de entender o processo avaliativo, destaca a construção do projeto de intervenção como elemento para sedimentação, dos conceitos e principalmente o meio que propõe a realização deste processo avaliativo com a participação crítica e reflexiva dos sujeitos envolvidos, como a ferramenta para avaliar se as práticas educativas são transformadoras no território, com impactos positivos sobre a qualidade da atenção à saúde. Palavras chave: Processo de aprendizagem, Avaliação, Portfólio, Projeto de Intervenção. SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 06 2 O CURSO 07 3 O TEMA AVALIAÇÃO 09 4 O PORTIFÓLIO EIXO: PROCESSOS AVALIATIVOS E EDUCAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA 4.2 EIXO: POLÍTICAS DE SAÚDE E EDUCAÇÃO PROFISSIONAL NA SAÚDE 4.3 EIXO: AVALIAÇÃO E PRÁTICAS PARTICIPATIVAS NA PRODUÇÃO DO CUIDADO EM SAÚDE. 4.4 EIXO: PESQUISA FORMAÇÃO E PRÁTICAS COLABORATIVAS NA EDUCAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA CONSIDERAÇÕES FINAIS 20 REFERÊNCIAS 22 6 1 INTRODUÇÃO Este Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) foi pensado e elaborado com a intenção de descrever meu processo de aprendizagem durante participação no curso de Especialização em Acompanhamento, Monitoramento e Avaliação na Educação em Saúde Coletiva. O Curso de Especialização em Acompanhamento, Monitoramento e Avaliação na Educação em Saúde Coletiva é destinado às equipes pedagógicas da Educação Profissional em Saúde das Escolas Técnicas do Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se de uma iniciativa fruto da articulação do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (ICICT), da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), do Centro de Educação Tecnológica e Pesquisa em Saúde, do Grupo Hospitalar Conceição (Escola GHC ) e do Núcleo de Educação, Avaliação e Produção Pedagógica em Saúde (Educa Saúde), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), envolvendo uma rede colaborativa das Escolas Técnicas do SUS (OBSERVATÓRIO CAMINHOS DO CUIDADO, EDUCASAÚDE, 2016 a, p. 01). Fui convidada a participar do curso representando a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, por meio da Escola Municipal de Saúde, que possui em sua estrutura organizacional a Escola Técnica do Sistema Único de Saúde - ETSUS e suas representações regionalizadas, sendo seis no município, minha atuação profissional se dá em uma dessa unidades. Empenhada com a realização efetiva do curso, identifiquei-me com a metodologia e objetivo que busca identificar e estimular as práticas de acompanhamento, monitoramento e avaliação de ações de educação em saúde coletiva que acontecem no território Este relato representa uma síntese reflexiva partir da revisão do material teórico utilizado no curso, além das revisões e análise das tarefas postadas em meu portfólio somadas as várias reflexões geradas durante a construção do Projeto de Intervenção. Propõe-se a descrever de modo reflexivo meu processo de aprendizagem e possibilitar a avaliação da apropriação dos saberes no cotidiano do trabalho que realizo como docente facilitadora nos cursos ofertados pela EMS/ETSUS do município de São Paulo. Destaco a importância da síntese como meio para a construção de um novo modo de entender o processo avaliativo, através da compreensão dos novos conceitos apresentados, relacionando-os aos processos avaliativos diários e a 7 transformação desta prática através de uma nova modalidade de avaliação, somada a construção do projeto de intervenção como elemento para sedimentação, dos conceitos e principalmente o instrumento que propõe a realização deste processo avaliativo com a participação crítica e reflexiva dos sujeitos envolvidos, como a ferramenta para avaliar se as práticas educativas são transformadoras no território, com impactos positivos sobre a qualidade da atenção à saúde, além de promover, aprofundar o trabalho da escola na rede de saúde. Será desenvolvido inicialmente pela revisão bibliográfica através da visita aos eixos que compõem o curso, permeados por citações do portfólio construído durante a realização do mesmo, além de referenciar o projeto de intervenção elaborado em grupo. 2 O CURSO Com carga horária de 360h a ser realizada em um ano, começou em agosto de 2016 e prevê encerrar em agosto de É um curso semipresencial, com dois encontros presenciais nacionais e outros regionais e utilização das ferramentas de Educação a Distância EaD, através da plataforma Moodle. O primeiro encontro presencial nacional aconteceu em Brasília-D.F., em setembro de 2016 e o segundo acontecerá na mesma cidade em agosto de 2017, quando se dará as apresentações dos Projetos de Intervenção, realizados pelos grupos de discentes de uma mesma região, e dos TCC Trabalhos de Conclusão de Curso (alguns insistem em definir como transtorno causado pelo curso ). O grupo do qual faço parte pertence a região do Estado de São Paulo e nos autodenominamos Pés Verdes, uma alusão ao poema de Janis Joplin. 8 Eu tenho uma confissão a fazer: é que eu sou louca sabe? A louca que deseja ter o mar na pia do banheiro e estrelas no céu da boca. E ando com a mão no bolso do infinito e pensando no horizonte. Eu sou louca que anda de cabeça baixa porque meus pés são verdes de aventura e eu não sei quando eles vão amadurecer. A louca que se entristece ao pensar que o bife do almoço deixa órfão um pobre bezerrinho, e que imagina um dente cariado num copo de Coca-Cola. Eu sou a louca que não escreve poema para cara de olhos tristes nem para o azul do céu porque quero ser vista pelo cego e sentida pelo prisioneiro. Eu sou louca e daí? A louca que dorme com o colchão no chão para não cair da cama quando sonha muito alto, e queria ter na parede do quarto um pôster do futuro. Queria ser goleira da trave do arco-íris. Sabe o que eu acho? Que a estátua da liberdade queima de leve as asas do passarinho. Vocês estão sacando que o homo sapiens poderá habitar a Lua? Pobre Lua poderá ficar igual a Terra, e isso me deixa louca de tristeza. Daí eu corro para o meu quarto, me escondo debaixo da cama e finjo que sou um pinico, porque pinico não sente, não vê, não depende do petróleo...poluição. E ainda por cima sou distraída, porque agora notei que a tinta do pincel está acabando e: Eu amo você!! (JANIS JOPLIN). 1 Nosso grupo Pés Verdes realizou mais dois encontros presenciais um em Franco da Rocha e outro no município de São Paulo. Além destes encontros físicos, semanalmente nos encontrávamos virtualmente através de web conferências e mantínhamos diálogos escritos através dos fóruns, na plataforma Moodle. Estes encontros, presenciais e virtuais, tornaram o grupo unido, um grupo especial desde sua formação inicial, tivemos algumas desistências, mas certamente pessoas que fizeram a diferença e que com suas contribuições marcaram nossas vidas e porque meus pés são verdes de aventura assim como o de vocês. Este curso foi uma aventura, daquelas que nos coloca à deriva de um mundo conhecido e muda o olhar acostumado, estimula a experimentar novas possibilidades, novas formas de ver o mesmo mundo, de estar no mundo imerso em novas possibilidades. Nesta modalidade de curso uma figura é imprescindível para obter-se o resultado pretendido, o tutor, o docente, cujo papel vai além de potencializar o uso da plataforma Moodle, é o sujeito que propõe reflexões, instigando os discentes ao debate, é quem mobiliza e articula as relações entre os participantes. Ainda sobre o curso é importante ressaltar que estruturalmente ele é formado por quatro Eixos Temáticos: Políticas de saúde e educação profissional na saúde. Pesquisa-formação e práticas colaborativas na educação em saúde coletiva. 1 Disponível em: 9 Processos avaliativos e educação em saúde coletiva. Avaliação e práticas participativas na produção do cuidado em saúde. (OBSERVATÓRIO CAMINHOS DO CUIDADO, EDUCASAÚDE, 2016 a,p. 09 e b, p.3) 3 O TEMA AVALIAÇÃO No primeiro encontro presencial nacional em Brasília, o tema Avaliação foi destaque na apresentação da professora Mara Regina Lemes de Sordi, que proferiu uma aula expositiva com o tema: Olhares avaliativos: que se aprendem e se ensinam. Já no início de sua apresentação, as provocações às reflexões causaram burburinhos. Questionados quanto ao tipo de profissionais que queremos formar, mas principalmente como é que a Avaliação pode favorecer esta intencionalidade? Avalio para quem? Para que? O quê? O tema traz uma grande possibilidade de reflexão pela magnitude da sua área de ação. As primeiras aproximações com o tema avaliação que tive, tinham relação com a avaliação da aprendizagem. Minhas primeiras experiências, no início de minha vida estudantil, a avaliação estava relacionada com o passar de ano, então a ação era estudar para fazer prova e ser aprovado no final do ano letivo. Assim foi durante toda minha formação. Na faculdade de Enfermagem me interessei pela licenciatura e mesmo iniciando minha vida profissional em ambiente hospitalar, logo me vi envolvida com atividades ligadas a formação profissional. Quando comecei a lecionar, era daquelas docentes que elaborava provas diferentes, para que os alunos não copiassem respostas uns dos outros, muitas vezes usava jogo de palavras para dificultar o entendimento e assim criar entre os alunos o estigma de professora exigente e que fazia provas difíceis, mesmo que no final o resultado das provas não era o que determinava a aprovação ou não destes alunos, mas eles não sabiam. Havia em mim uma contravenção assumida e mesmo sem ter consciência cientifica sabia que realmente o que importava era o aprendizado, era o processo de construção deste aprendizado que se dava na relação durante a formação e que muitas vezes não se mostrava da forma esperada no resultado da prova. 10 Quando comecei a exercer minhas atividades na ETSUS Escola Técnica do Sistema Único de Saúde, do município de São Paulo, especificamente para o curso Técnico de Agente Comunitário e o Técnico de Enfermagem, me deparei com uma novidade: uma escola que não tinha prova, tínhamos sim um número alto de instrumentos de avaliação, além de outros que orientavam atividades de dispersão e que eram retomados no próximo dia de aula sendo o disparador para novas reflexões. Acontecia assim uma avaliação processual, que se dava no decorrer da formação. Uma avaliação que ia além do objetivo de avaliar a aprendizagem, mas também de disseminar valores que promoveriam a formação de profissionais comprometidos com o SUS e os seus usuários, com capacidade de trabalhar em equipe e compreender o processo de trabalho para além do fazer específico. Então, se a avaliação da aprendizagem encontrada neste trabalho era algo que me era confortável, outras indagações me desconfortavam em relação a avaliação. Acreditava que este processo avaliativo tinha mais a ser explorado, não apenas em relação ao aluno, em relação a aprendizagem, acreditava que a avaliação poderia ir além disto. Avaliar não somente o aspecto da aprendizagem do ensino, mas a totalidade da ação educacional, retratando o contexto geral da instituição educacional onde atuo. Esses dois movimentos - avaliação do desempenho do aluno articulado a uma sistemática de avaliação global da escola - não são estanques, ao contrário, concretizam-se de maneira articulada entre si, bem como integram o projeto pedagógico e social da escola, a ser construído por todos aqueles que participam da ação educativa (SOUSA, 2006). Perrenoud (1999) compreende a avaliação como um processo que antecede a ação, objetivando o agir e a tomada de decisões. Norteia novas ações, embasa posições a favor ou contra uma reforma, determina índices de qualidade do ensino, indica o impacto de uma medida adotada. Com minhas inquietações a respeito da avaliação para além da avaliação da aprendizagem surge a oportunidade de participar do curso de especialização em Acompanhamento, Monitoramento e Avaliação na Educação em Saúde Coletiva, e com ela a expectativa de conhecer mais sobre Avaliação Institucional, pois o curso apresenta em suas diretrizes a possibilidade do contato com esta. 11 A avaliação institucional tem sua atenção orientada para processos, relações, decisões e resultados das ações de um projeto formativo, de uma instituição, de uma política ou de um sistema educacional como um todo (OBSERVATÓRIO CAMINHOS DO CUIDADO, EDUCASAÚDE, 2016a, p.16). Esta prática avaliativa aprova projetos, justifica orçamentos, norteia planejamentos de uma forma geral e acaba por determinar que os profissionais da educação ampliem seu campo de ação para além da avaliação da aprendizagem. No curso a ação avaliativa aprofunda o trabalho da escola na rede de saúde, sem a intenção de medir, mas sim conhecer e promover a participação crítica e reflexiva dos sujeitos envolvidos, sendo uma ação pedagógica torna-se um instrumento para nortear gestores, participantes do controle social e demais atores. (OBSERVATÓRIO CAMINHOS DO CUIDADO, EDUCASAÚDE, 2016 a, p.16-18). A avaliação institucional não é instrumento de medida, atividades de indivíduos isolados, nem de trabalhos descolados de seus meios de produção; não é mecanismo para exposição pública de fragilidades ou ineficiências de profissionais individualizados. A avaliação institucional deve ser promovida como processo de caráter essencialmente pedagógico. (DIAS SOBRINHO, 2011, p. 61). 4 - O PORTFÓLIO Gardner apud Vieira (2002, p.149) define o portfólio como sendo um instrumento de documentação que se originou do campo das artes e da arquitetura, pois estes profissionais têm por hábito guardar amostras de suas obras durante a trajetória profissional. Este conceito é complementado por Hernández apud Vieira (2002, p.153), que diz ser o portfólio um continente de diferentes classes de documentos (notas pessoais, experiências de aula, trabalhos pontuais, controle de aprendizagem, conexões com outros temas fora da escola, representações visuais, etc.) que proporciona evidências do conhecimento que foi construído, das estratégias utilizadas e da disposição de quem o elabora em continuar aprendendo E ainda segundo o texto Orientações Gerais do Curso de Especialização de Acompanhamento, Monitoramento e Avaliação na Educação em Saúde Coletiva: 12 O portfólio é uma importante ferramenta de avaliação. No entanto, antes de ser uma produção que possibilita uma avaliação de percurso formativo, ele se constitui como um processo no qual aluno e tutor buscam tornar visíveis suas vivências, afecções, questões, descobertas, e, neste movimento, constrói novos aprendizados. Sendo assim, ele será uma produção narrativa-reflexiva, não uma descrição, ou um checklist das atividades realizadas. Nossa proposta é que o portfólio, além de mobilizar a capacidade de análise, síntese e avaliação sobre os processos individuais de aprendizagem vivenciados, funcione ele mesmo como um dispositivo de invenção, mobilizando a criatividade, a sensibilidade e o desejo de produzir olhares e saberes singulares durante o processo educativo. (OBSERVATÓRIO CAMINHOS DO CUIDADO, EDUCASAUDE, 2016 b, p.07) Durante a participação no curso Acompanhamento, Monitoramento e Avaliação na Educação em Saúde Coletiva, construí meu portfólio que agora será um importante instrumento para a realização da escrita crítica sobre o percurso de estudos durante o curso e que comporá este TCC. Afinal, o portfólio é feito para si, para olhar, para ver, rever, refletir... Respeitando o meu interesse para participação neste curso de especialização destaco as anotações a partir da leitura do Eixo Processos Avaliativos e Educação em Saúde Coletiva que muito instigou minhas reflexões e embasou o Projeto de Intervenção 2 do grupo da Escola Municipal de são Paulo, do qual faço parte, mas não deixarei de destacar as reflexões dos outros eixos no decorrer deste trabalho. 2 Projeto de Intervenção (PI) se constitui como o fio condutor do processo formativo e sua proposição deve estar articulada tanto aos eixos do Curso como remeter a dificuldades a serem superadas no cotidiano de trabalho. A produção do PI deverá ser, preferencialmente, realizada em grupos formados por discentes de uma mesma instituição, sendo imprescindível que a proposta do PI seja previamente pactuada com a instituição durante o primeiro semestre do curso. A proposta de intervenção apresentada no PI consistirá na proposição de uma avaliação institucional que poderá estar relacionada a: (1) avaliação de processos de trabalho no cotidiano institucional relacionados a uma temática específica e/ou (2) avaliação da execução de um projeto de ação específico. O PI também deverá apresentar o planejamento das ações considerando os diferentes eixos do curso. A construção das dimensões que serão abordadas no PI faz parte do desenvolvimento do trabalho. (OBSERVATÓRIO CAMINHOS DO CUIDADO, EDUCASAÚDE, 2016). EIXO: PROCESSOS AVALIATIVOS E EDUCAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA. POR UMA AVALIAÇÃO INVENTIVA NA EDUCAÇÃO EM SAÚDE. Na leitura do texto deste eixo, logo no início, me deparo com a observação que diz que avaliar não é o fim de um processo, mas sim o começo e que se dá durante todo o processo de formação. Ainda difunde a ideia de Avaliação Inventiva, inspirada no conceito da aprendizagem inventiva, de Virginia Kastrup (2012) que destaca que a aprendizagem não pode se restringir à transmissão de informações, deve-se abrir espaços de experimentação, a produção coletiva e processual do conhecimento e avaliação deve acompanhar o processo de aprendizagem. Devemos pensá-la como como parte integrante de processos de ensinoaprendizagem nas salas de aula presenciais e virtuais e no serviço; mudando-a do campo da tarefa para o campo das ferramentas que potencializam tais tarefas (OBSERVATÓRIO CAMINHOS DO CUIDADO, EDUCASAÚDE, 2016 c, p.5). Sendo assim, a avaliação tradicional realizada no final de cada capacitação perde o sentido, pois não revê o processo
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