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UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU PROJETO A VEZ DO MESTRE A INFORMÁTICA A SERVIÇO DA EDUCAÇÃO: O USO DO COMPUTADOR EM SALA DE AULA

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UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU PROJETO A VEZ DO MESTRE A INFORMÁTICA A SERVIÇO DA EDUCAÇÃO: O USO DO COMPUTADOR EM SALA DE AULA Por: Silvana Vieira Rodrigues de Resende Orientador
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UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU PROJETO A VEZ DO MESTRE A INFORMÁTICA A SERVIÇO DA EDUCAÇÃO: O USO DO COMPUTADOR EM SALA DE AULA Por: Silvana Vieira Rodrigues de Resende Orientador Profª. Msc. Adelia Maria Araujo Rio de Janeiro 2005 2 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU PROJETO A VEZ DO MESTRE A INFORMÁTICA A SERVIÇO DA EDUCAÇÃO: O USO DO COMPUTADOR EM SALA DE AULA Apresentação de monografia à Universidade Candido Mendes como requisito parcial para obtenção do grau de especialista em Tecnologia Educacional Por: Silvana Vieira Rodrigues de Resende 8 AGRADECIMENTOS Agradeço a minha família, que me incentivou a fazer este estudo. A minha orientadora, que forneceu orientações seguras, guiando meu caminho. A minha amiga, Rita Liziet, que me ajudou a desenvolver este trabalho. 9 DEDICATÓRIA Dedico este trabalho aos meus familiares, principalmente a 10 minha mãe e ao meu marido, e aos meus filhos pelo apoio recebido. 11 RESUMO Este trabalho tem como objetivo analisar a utilização do computador em sala de aula como ferramenta de auxílio na construção do conhecimento do educando, para que o processo ensino-aprendizagem se torne mais eficaz. As informações, atualmente, estão sendo propagadas de maneira cada vez mais acelerada, e a educação precisa acompanhar essa nova tendência, facilitar a comunicação e preparar este educando para a nova era. Introduzir-se-á com a história da informática no Brasil, ressaltando que o computador tem sido inserido nas escolas sem prévia metodologia e planejamento pedagógico. Em todo esse processo educacional, é importante ressaltar a figura do professor, que agora está imerso num ambiente que pouco ou quase nada conhece, devendo ser preparado para inserir em sua plataforma educacional a utilização da tecnologia educacional. O antigo currículo evidenciava o processo ensinoaprendizagem através da escrita manual, e agora esta máquina vem para revolucionar o ambiente educacional. Os alunos, curiosos por natureza, sabem mexer melhor do que ninguém nessa nova aparelhagem, fazendo com que o professor sinta-se desorientado frente a esse novo conhecimento. Por último, falaremos sobre a relação professor-aluno diante da tecnologia educacional, que deve ser planejada para que melhor se utilize essa nova forma de ensinar com qualidade. 12 METODOLOGIA Este trabalho será realizado através de análise de livros e documentos eletrônicos que tratam do tema proposto, buscando autores como Lévy, Almeida e Moran, entre outros, que tratam do surgimento da informática educativa no Brasil e no mundo. Será feita uma leitura preliminar das informações a serem incluídas no trabalho, para que se tenha uma idéia sobre o conteúdo a ser explanado. É um estudo teórico, procurando em outros documentos e trabalhos monográficos idéias que possam ser utilizadas, comprovando o que se pretende demonstrar a respeito da atuação do professor frente à tecnologia educacional. O conhecimento será construído conforme o desenrolar da pesquisa, organizando as informações e analisando-as para conclusões futuras. 13 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 08 CAPÍTULO I A HISTÓRIA DA INFORMÁTICA NO BRASIL Influências Marcantes Os Principais Projetos do Governo para a Difusão da Informática na Educação 15 CAPÍTULO II A UTILIZAÇÃO DO COMPUTADOR EM SALA DE AULA A Internet como Ferramenta de Auxílio do Professor em Sala de Aula 24 CAPÍTULO III A RELAÇÃO PROFESSOR/ALUNO NA UTILIZAÇÃO DA INFORMÁTICA EDUCACIONAL 26 CONCLUSÃO 35 BIBLIOGRAFIA 37 14 INTRODUÇÃO As tecnologias sempre trazem junto às facilidades da vida moderna, porém introduzem novas exigências e competências no cenário educacional, impondo diversas adaptações. A escola como detentora e propagadora do conhecimento, deve estar antenada aos novos parâmetros educativos e incluir o computador como meio de aprendizagem através de uma metodologia consistente, e não apenas como projeto de marketing, nas palavras de QUEMEL (2005). As repentinas mudanças que estão ocorrendo na sociedade na área da informática exigem a capacitação do professor para a utilização de tecnologias cada vez mais complexas. Colocar um computador na sala de aula com um professor despreparado, tanto em métodos como em conteúdo, é condenar a aula ao fracasso. Antigamente era necessário explicar o por que da informática estar inserida na escola, qual era sua utilidade. Hoje, são quase unânimes as vozes que defendem sua importância, mas com as devidas reflexões de como essa inserção vem ocorrendo no cenário educacional. A educação em informática é mais um meio que o professor e a escola dispõem de estimular o desenvolvimento das funções perceptivas e cognitivas dos alunos, oportunizando aos mesmos refletirem sobre seu papel no mundo como sujeitos críticos e responsáveis por sua própria aprendizagem. Para MORAN (2002, p.53), 15 Mais que a tecnologia, o que facilita o processo de ensino aprendizagem é a capacidade de comunicação autêntica do professor de estabelecer relações de confiança com os seus alunos, pelo equilíbrio, pela competência e pela simpatia com que atua. VALENTE (1997, p.17) assim fala sobre a postura do professor frente a esta nova ferramenta de trabalho, Na verdade, a introdução da informática na educação segundo a proposta de mudança pedagógica, como consta no programa brasileiro, exige, uma formação bastante ampla e profunda do professor. Não se trata de criar condições para o professor dominar o computador ou o software, mas sim auxiliá-lo a desenvolver conhecimento sobre o próprio conteúdo e sobre como o computador pode ser integrado no desenvolvimento desse conteúdo. Para que a escola utilize adequadamente a tecnologia em seu projeto pedagógico, é necessário preparar primeiro seu corpo docente para esse fim, dando oportunidade para que através da informática o processo ensinoaprendizagem se torne mais eficaz e melhore as relações que são mediadas pelo computador na aquisição do conhecimento, facilitando, assim, a formação de um novo profissional que possa atender às atuais necessidades educacionais. 16 No primeiro capítulo, será introduzida a história da informática no cenário brasileiro, enfatizando que o método teve por influência os modelos americano e francês, e que o computador foi inserido nas escolas sem metodologia e planejamento pedagógico prévios, como também citar alguns programas brasileiros que dão sustento à educação tecnológica. No segundo capítulo, falaremos sobre a inserção do computador em sala de aula e de que maneira podemos passar os conhecimentos com o auxílio desse instrumento que está revolucionando a esfera educacional. Por último, no terceiro capítulo, analisaremos a relação professor-aluno diante da tecnologia educacional, no qual os interesses de ambos devem estar em sintonia para que o processo ensino-aprendizagem ocorra com eficiência e qualidade. 17 CAPÍTULO I A HISTÓRIA DA INFORMÁTICA NO BRASIL Para começar a difundir a educação no Brasil, o governo inicialmente utilizou-se dos simples meios de comunicação que conhecemos, como o rádio e a televisão, pois dessa maneira o objetivo seria alcançado e seriam os custos não seriam altos. Historicamente, pode-se situar a implementação da tecnologia educacional no Brasil nas décadas de 50 e 60, com a utilização da radiofusão, especialmente através do rádio para programas educativos (NISKIER, 1993, p. 40). As primeiras experiências de informática educacional aconteceram em 1971, quando houve a Primeira Conferência Nacional de Tecnologia em Educação Aplicada ao Ensino Superior (I CONTECE), promovida por universidades brasileiras em colaboração com a Universidade de Dartmouth, Estados Unidos, para discutir o uso de computadores no ensino da Física (VALENTE, 1999). Nesta conferência, foram feitas as primeiras demonstrações do uso do computador na área educacional, na modalidade CAI (Computer Aided Instruction). Em 1973, o NUTES/CLATES (Núcleo de Tecnologia Educacional para a Saúde e o Centro Latino-Americano de Tecnologia Educacional) utilizaram um software de simulação em Química na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que desenvolveu o SISCAI na avaliação de alunos pósgraduados em Educação. Em 1982, esse software foi traduzido para microcomputadores como CAIMI (CAI para microcomputadores) (VALENTE, 1999). 18 Em 1974, na UNICAMP, Valente desenvolveu junto com um aluno um software tipo o CAI, que foi utilizado no ensino de Ciências e Matemática. No ano seguinte, 1975, foi produzido o documento Introdução de Computadores no Ensino de 2 Grau, que foi financiado pelo (PREMEN/MEC). Nesse mesmo ano, Papert e Minsky vieram ao Brasil e começaram a difundir as idéias do Logo, e em 1976, foi usado com crianças. Eles foram os criadores de uma nova perspectiva em inteligência artificial, até hoje refletindo na qualidade dos trabalhos desenvolvidos nesta universidade. Na década de 1980, o Logo foi bastante utilizado por pesquisadores liderados pela professora Léa da Cruz Fagundes do LEC (Laboratório de Estudos Cognitivos) da UFRGS, desenvolvidos com crianças de escolas da rede pública que apresentavam dificuldades de aprendizagem de leitura, escrita e cálculo, procurando compreender o raciocínio lógico-matemático dessas crianças e as possibilidades de intervenção como forma de promover a aprendizagem autônoma dessas crianças (MORAES, 2005). A implementação de programas na área de informática educacional foi iniciada com os Seminários Nacionais de Informática em Educação, realizados nos anos de 1981 e 1982, originando o EDUCOM, e estabelecendo a Política de Informática Educativa (PIE), que buscou desenvolver mecanismos para inserir o computador no processo de ensino-aprendizagem, na expectativa de que, com sua utilização, pudesse ser garantido um ensino de melhor qualidade (OLIVEIRA, 1997, p. 12). 1.1 Influências Marcantes Os primeiros computadores surgiram na Inglaterra e nos Estados Unidos em Por muito tempo reservados aos militares para cálculos científicos, seu uso civil disseminou-se durante os anos 60 (...). A informática 19 servia (...) às estatísticas dos Estados e das grandes empresas ou a tarefas pesadas de gerenciamento (LÉVY, 1999, p. 31). A implementação da informática na educação brasileira foi influenciada pelos modelos francês e americano, devido às experiências bem sucedidas nestes países. Nos Estados Unidos, sua inserção no ensino aconteceu no princípio do ano de 1970, pressionada pelo desenvolvimento tecnológico, que antes era transmitido via quadro-negro e giz. As universidades já dispunham de computadores, mas sua ênfase aconteceu com o aparecimento dos microcomputadores na década de O uso do computador nas escolas americanas também recebe pressão da competição entre as empresas que são produtoras de software, das universidades e das escolas. As mudanças pedagógicas ficam aquém daquelas de ordem tecnológica. (...) a presença dos microcomputadores permitiu também a divulgação de novas modalidades de uso do computador na educação, como ferramenta no auxílio de resolução de problemas, na produção de textos, manipulação de banco de dados e controle de processos em tempo real (...) o computador passou a assumir um papel fundamental de complementação, de aperfeiçoamento e de possível mudança na qualidade da educação, possibilitando a criação e o enriquecimento de ambientes de aprendizagem (VALENTE, 1999, p. 07). Já é sabido que os alunos americanos têm em sua lista escolar a menção do computador, saindo com bom conhecimento de informática, porém 20 sem nenhuma base pedagógica sobre o que ele é capaz de transmitir e de ser favorável a uma significativa aprendizagem. Os professores americanos são treinados sobre as técnicas de utilização dos softwares educativos em sala de aula, com o objetivo de atuarem num sistema educacional que destaca a transmissão da informação, ao invés de participarem de um processo de formação, e que saibam explorar todos os recursos disponíveis para a aprendizagem do aluno. Os profissionais que fazem parte deste trabalho assumem a disciplina de informática, introduzida na grade curricular apenas como uma forma de resolver o analfabetismo em informática. (...) poucas são as escolas nos Estados Unidos que realmente sabem explorar as potencialidades do computador e sabem criar ambientes que enfatizem a aprendizagem (VALENTE, op. cit., p. 09). Na França, a implementação da informática na educação aconteceu de maneira oposta. A escola particular é minoria no país, a escola pública é fortíssima. O planejamento foi feito através de estudo do público-alvo, materiais, distribuição, instalação e manutenção do equipamento nas escolas. Essa implantação ocorreu em quatro fases: 1ª fase houve um investimento na preparação dos professores, nos anos 1970, utilizando-se minicomputadores e microcomputadores. 2ª fase iniciada em 1978, desenvolveu o uso do computador como ferramenta do processo educacional em todas as disciplinas, utilizando a linguagem Logo nos anos ª fase implantada em 1985, com o objetivo de preparar o aluno para utilizar a tecnologia da informática. 21 4ª fase fase atual da educação utilizando a informática nas escolas francesas, iniciada em 1990, objetivando inclusive a gestão do acervo disponível. A preocupação do governo francês foi formar os professores, garantindo que todos tivessem acesso ao uso do computador e da informação. Alguns autores acham que essa modificação no ensino não alterou em nada a tradicional educação do falar/pensar dos docentes. Nas palavras de Levy (citado por Valente, op. cit. p. 12), O governo escolheu material da pior qualidade, perpetuamente defeituoso, fracamente interativo, pouco adequado aos usos pedagógicos. Podemos concluir que a introdução da informática na educação na França e nos Estados Unidos da América provocou um grande avanço na disseminação dos computadores nas escolas. Porém, esse avanço não correspondeu às mudanças de ordem pedagógica que essas máquinas poderiam causar na educação (...). Mas a abordagem educacional ainda é, na sua grande maioria, a tradicional (idem, p. 12). 1.2 Os Principais Projetos do Governo para a Difusão da Informática na Educação A partir de meados da década de 1970, o governo brasileiro estabeleceu políticas voltadas para a construção de uma indústria própria de capacitação nas atividades de informática. Tais políticas condicionaram a adoção de medidas protecionistas adotadas pela área. 22 Aconteceram vários encontros objetivando incluir o computador nas escolas brasileiras, dando origem ao EDUCOM 1, com o objetivo de formar pesquisadores que implantassem as ações iniciadas pelo MEC, diversificando o uso do computador em diferentes abordagens pedagógicas. A informática começou a disseminar-se no sistema brasileiro de educação pública através de uma iniciativa do Ministério da Educação. Inicialmente, o MEC patrocinou o Projeto Educom ( ), destinado ao desenvolvimento de pesquisas e metodologias sobre o uso do computador como recurso pedagógico, do qual participavam quatro universidades públicas: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) (ALMEIDA, 2000, p. 139). O desafio do EDUCOM era modificar a abordagem educacional: transformar a educação centrada no ensino e transmissão de informação, para uma educação na qual o aluno tivesse a liberdade de realizar atividades no computador, fazendo a construção de seu próprio conhecimento. Este projeto permitiu a formação de pesquisadores e deu origem ao FORMAR 2 Curso de Especialização em Informática na Educação, nos anos de 1987 e 1989, como também a implantação do CIEd (Centros de Informática em Educação) em Projeto implementado pela Secretaria Especial de Informática (SEI), em parceria com o CNPq, o Finep e o MEC, atuando na perspectiva de criar um ambiente educacional utilizando o computador como um recurso que viesse facilitar o processo de aprendizagem, propiciando alguns avanços para a informática na educação. 2 Este projeto teve por objetivo o desenvolvimento de cursos de especialização na informática na educação, para melhor capacitar os professores para atuarem na área. Estes profissionais, atualmente, desenvolvem estas atividades nos CIEds (Centros de Informática Educacionais) ou nas respectivas instituições de origem, sendo responsáveis pela disseminação e a formação de novos profissionais na área de informática na educação. 23 Em 1989, o MEC implanta o PRONINFE 3 Plano Nacional de Informática Educativa, que realizou o FORMAR III em Goiânia, e o FORMAR IV em Aracaju, como também criou os Centros de Informática Educativa nas Escolas Técnicas Federais (CIET) (VALENTE, 1999). O PRONINFE foi oficializado em 1989, tendo por finalidade: Desenvolver a informática educativa no Brasil, através de projetos e atividades, articulados e convergentes, apoiados em fundamentação pedagógica sólida e atualizada, de modo a assegurar a unidade política, técnica e científica imprescindível ao êxito dos esforços e investimentos envolvidos (MORAES, 2005). De acordo com a autora acima citada, este programa visava apoiar o desenvolvimento e a utilização da informática nos ensinos fundamental, médio e superior, além da educação especial, pesquisas e a capacitação contínua de docentes. Em 1997, foi criado o Proinfo 4 (Programa Nacional de Informática na Educação), capacitando cerca de 1419 multiplicadores para atuarem nos Núcleos de Tecnologia Educacional (NTEs). 3 Este plano teve como objetivo desenvolver a informática educativa no país, apoiando o desenvolvimento e a utilização da informática no ensino fundamental e médio como também na educação especial através da criação de núcleos distribuídos pelo país e da formação de recursos humanos, em especial os professores (TAVARES, 2005). 4 O Proinfo tem sido um grande estímulo para a realização de Cursos de Especialização em Informática na Educação, ministrados por universidades em conjunto com as Secretarias de Educação de Estados e Municípios. Foi lançado em abril de 1997, com o intuito de formar professores e atender ao maior número de estudantes, através da aquisição e distribuição de 100 mil computadores interligados à Internet (TAVARES, 2005). 24 (...) temos conhecimento e experiências sobre informática na educação instalados nas diversas instituições do país (...) mas toda a informação e experiência que está sendo utilizada pelos diferentes elementos atuando no programa multiplicadores, professores, técnicos e administradores são frutos do trabalho que foi desenvolvido nessa área, no Brasil (VALENTE, 1999, p. 15). Valente (idem, p ) cita três diferenças entre o programa de informática educativa brasileiro, o francês e o americano: (...) a primeira diferença entre o programa de informática na educação do Brasil e da França e Estados Unidos é a relação que se estabeleceu entre os órgãos de pesquisa e a escola pública (...). A segunda diferença (...) é a descentralização das políticas e sistemática de trabalho estabelecida entre o MEC e as instituições que desenvolvem atividades de informática na educação (...). A terceira [é que] no nosso programa, o papel do computador é o de provocar mudanças pedagógicas profundas, em vez de automatizar o ensino ou preparar o aluno para ser capaz de trabalhar com a informática (...). É através desse tipo de trabalho que nosso sistema educacional privilegia a posição ativa do aluno na construção de seu próprio conhecimento, tendo o professor como facilitador do processo de aprendizagem. Essa mudança está acontecendo aos poucos, como pode ser observado pelos avanços da tecnologia educacional em relação a preparação dos professores para atuarem nesta área. 25 CAPÍTULO II A UTILIZAÇÃO DO COMPUTADOR EM SALA DE AULA A presença do computador no ambiente já é uma realidade, e sua utilização vem se tornando um fato banal até mesmo em escolas públicas do interior. O desenvolvimento da tecnologia atinge de tal modo as formas de vida da sociedade de que a escola
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