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Vinicius Eduardo Nunes Ferreira (1), Claudinei Kappes (2), Lucas Menezes Vidoti (3), Wilson Koei Kanacilo Junior (4)

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AVALIAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS DO MILHO SAFRINHA EM RESPOSTA À INOCULAÇÃO DE SEMENTES COM Azospirillum brasilense E NITROGÊNIO EM COBERTURA Vinicius Eduardo Nunes Ferreira (1), Claudinei Kappes
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AVALIAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS DO MILHO SAFRINHA EM RESPOSTA À INOCULAÇÃO DE SEMENTES COM Azospirillum brasilense E NITROGÊNIO EM COBERTURA Vinicius Eduardo Nunes Ferreira (1), Claudinei Kappes (2), Lucas Menezes Vidoti (3), Wilson Koei Kanacilo Junior (4) Introdução Vários estudos tem demostrado a eficiência na inoculação de sementes com bactérias que fazem a fixação biológica de nitrogênio (N). A fixação biológica do N tem se mostrado indispensável para a sustentabilidade da agricultura, visando o fornecimento de N às culturas com baixo custo econômico e impacto ambiental reduzido (HUNGRIA et al., 2007). O gênero Azospirillum abrange um grupo de bactérias promotoras do crescimento de plantas (BPCP) de vida livre encontrado em quase todos os lugares da terra; há relatos também, de que as bactérias desse gênero podem ser endofíticas facultativas (DÖBEREI- NER; PEDROSA, 1987; HUERGO et al., 2008). Uma das alternativas para o produtor optar pelo uso de fontes alternativas de N é a redução nos custos de produção. Segundo Cantarela & Duarte (2004), o aumento do custo dos fertilizantes nitrogenados e a preocupação cada vez maior com possíveis efeitos negativos do excesso de nitrato nos mananciais são fatores que devem ser levados em consideração para o incentivo ao estudo do processo natural de fixação biológica do N. O N possui papel fundamental no metabolismo vegetal por participar diretamente na biossíntese de proteínas e clorofilas (ANDRADE et al., 2003), sendo importante no estádio inicial de desenvolvimento da planta, período em que a absorção é mais intensa (BASSO; CERETTA, 2000). Além do efeito sobre a produtividade de grãos pela cultura 1 Graduando em Agronomia pela Faculdade Anhanguera de Rondonópolis, Av. Ary Coelho 829, Rondonópolis, MT. 2 Engenheiro-Agrônomo, Dr, Pesquisador do Programa de Monitoramento e Adubação (PMA) da Fundação MT, Av. Antônio Teixeira dos Santos, 1559, Rondonópolis, MT. 3 Graduando em Agronomia pela Faculdade Anhanguera de Rondonópolis. 4 Biólogo, Pós - Graduando em Engenharia Agrícola pela Universidade Federal de Mato Grosso, MT 270, km 6, Rondonópolis, MT. [1] do milho, o N interfere em diversas outras características da planta relacionadas ao crescimento e desenvolvimento, as quais, direta ou indiretamente, afetam o potencial produtivo da cultura. Tendo em vista a importância da fixação biológica e do manejo do N, conduziu-se este trabalho com o objetivo de avaliar o efeito da inoculação de sementes com A. brasilense e doses de N em cobertura sobre as características morfológicas do milho safrinha. Material e Métodos O experimento foi conduzido na Fazenda Escola da Anhanguera (16º 26 S, 54º 33 W e 304 m de altitude), localizada no município de Rondonópolis, MT, na safrinha de A região está sob bioma de Cerrado, cujo clima predominante, segundo classificação de Köppen, é o do tipo Aw. Os valores diários de precipitação pluvial e de temperatura mínima e máxima do ar, durante o período experimental, podem ser observados na Figura 1. Figura 1. Valores diários de precipitação pluvial e de temperatura máxima e mínima do ar, registrados durante a condução do experimento. Rondonópolis, MT (2013). O solo da Estação Experimental é classificado como Latossolo Vermelho distrófico, cujos atributos químico-físicos na camada de 0,0 a 0,2 m, apresentaram os seguintes valores: ph (CaCl 2 ) = 4,9; P, K, S, Zn, Cu, Fe, Mn e B = 5,3, 186, 5, 0,6, 0,8, 97, 17,7 e 0,16 mg dm -3, respectivamente; Ca, Mg, H+Al e CTC = 1,4, 0,9, 3,7 e 6,5 cmol c [2] dm -3, respectivamente; V = 42,9%; MO = 21,9 g kg -1 ; argila, areia e silte = 510, 290 e 200 g kg -1, respectivamente. Foram estabelecidos doze tratamentos com quatro repetições, resultantes da combinação dos fatores A. brasilense e doses de N. O delineamento experimental utilizado foi o de blocos ao acaso, com os tratamentos dispostos em esquema fatorial 2 x 6 (com e sem inoculação de sementes com A. brasilense x doses de N em cobertura: 0, 30, 60, 90, 120 e 150 kg ha -1, via ureia). O inoculante utilizado continha as estirpes Sp 245 de A. brasilense (1 x 10 9 unidades formadoras de colônia ml -1 ) e a dose utilizada foi de 200 ml ha -1 do produto comercial. A inoculação foi realizada no momento da semeadura e a aplicação de N foi realizada quando 50 % das plantas apresentavam-se em V 5 (RITCHIE et al., 2003). As parcelas foram constituídas por seis linhas de 5 m de comprimento, espaçadas de 0,45 m. O híbrido de milho utilizado foi o P30F53 YH (tipo simples, 760 graus dias) e a semeadura realizada no dia 05/03/2013. No sulco de semeadura foram aplicados 400 kg ha -1 do formulado equivalente a 80 kg ha -1 de P 2 O 5 e 80 kg ha -1 de K 2 O. Utilizouse semeadora equipada com mecanismo de distribuição de sementes pneumático. As avaliações de clorofila foram realizadas quando 50% das plantas apresentavamse em V 5 (RITCHIE et al., 2003), momento da aplicação do N em cobertura e no florescimento pleno R 1 (RITCHIE et al., 2003), juntamente a mensuração do diâmetro do colmo (2º internódio a partir da base da planta); altura de plantas e altura de inserção de espiga. Na colheita, realizada no dia 10/07/2013, mensurou-se a população final de plantas. Os resultados foram submetidos ao teste F, comparando-se as médias dos tratamentos com A. brasilense pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade e as médias de doses de N pela análise de regressão. Resultados e Discussão O índice de clorofila foliar, o diâmetro do colmo, a altura de plantas, a altura de inserção de espiga e a população final de plantas não foram influenciados pelos tratamentos considerados no presente trabalho (Tabela 1). Outros pesquisadores, dentre eles Souza et al. (2003), Tomazela et al. (2006) e Meira et al. (2009), também [3] evidenciaram ausência de resposta da cultura do milho à aplicação de doses de N em relação ao diâmetro do colmo. Tabela 1. Valores médios e resumo da análise de variância para índice de clorofila foliar (ICF), diâmetro de colmo (DC), altura de planta (AP), altura de inserção de espiga (AIE) e população final de plantas (PFP) de milho safrinha em função da inoculação das sementes com A. brasilense e aplicação de N em cobertura. Rondonópolis, MT (2013). Tratamentos ICF DC AP AIE PFP V 5 R 1 mm cm plantas ha -1 A. brasilense (A) Com 54,4 52,4 21,6 212,0 119, Sem 55,0 51,3 22,9 209,7 117, Doses de N (D) 0 kg ha -1 49,1 21,1 212,7 117, kg ha -1 52,4 21,3 208,1 117, kg ha -1 51,9 21,5 212,4 121, kg ha -1 52,5 22,5 209,5 117, kg ha -1 52,1 22,3 209,6 117, kg ha -1 53,3 24,9 212,7 119, Média geral 54,7 51,9 22,2 210,8 118, A 0,60 ns 1,66 ns 2,79 ns 0,71 ns 1,67 ns 0,05 ns Valor D 1,68 ns 2,22 ns 0,37 ns 0,85 ns 2,22 ns de F 1 A x D 0,88 ns 0,92 ns 0,19 ns 0,70 ns 0,82 ns CV (%) 4,47 5,99 12,03 4,46 4,43 7,55 1 Teste F: ns não significativo. CV coeficiente de variação. O resultado de altura de planta corrobora com os obtidos por Cavallet et al. (2000), em que a inoculação de sementes com Azospirillum spp. não influenciou essa característica morfológica. Uma das respostas para tal resultado pode ser a citada por Bárbaro et al. (2007), que relata que vários aspectos devem merecer atenção dos pesquisadores em relação à eficiência da bactéria, ressaltando- se a seleção de estirpes adaptadas às condições locais e às culturas e cultivares usadas em cada região, sendo necessário testar as estirpes de Azospirillum, selecionando-se aquelas mais adaptadas ás situações de clima e do manejo de culturas. [4] Conclusões Nas condições edafoclimáticas em que o trabalho foi realizado, a inoculação de sementes com de Azospirillum brasilense e a aplicação de doses de N em cobertura, não proporcionaram resultados significativos para nenhum dos parâmetros morfológicos mensurados. Referências ANDRADE, A. C.; FONSECA, D. M.; QUEIROZ, D. S.; SALGADO, L. T.; CECON, P. R. Adubação nitrogenada e potássica em capim-elefante (Pennisetum purpureum Schum. cv. Napier). Ciência e Agrotecnologia, Lavras, p , Edição especial. BÁRBARO, I. M.; BRANCALIÃO, S. R.; TICELLI, M. Muito conhecida na soja, a fixação biológica do nitrogênio é possível também no milho. Revista Attalea Agronegócios, n.15, BASSO, C. J.; CERETTA, C. A. Manejo do nitrogênio no milho em sucessão a plantas de cobertura de solo, sob plantio direto. Revista Brasileira de Ciência do Solo, Viçosa, v. 24, n. 4, p , CANTARELLA, H.; DUARTE, A. P. Manejo da fertilidade do solo para a cultura do milho. In: GALVÃO, J. C. C.; MIRANDA, G. V. (Eds.). Tecnologias de produção do milho. Viçosa: UFV, p CAVALLET, L. E.; PESSOA, A. C. S.; HELMICH, J. J.; HELMICH, P. R.; OST, C. F. Produtividade do milho em resposta à aplicação de nitrogênio e inoculação das sementes com Azospirillum spp. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, Campina Grande, v. 4, n. 1, p , DÖBEREINER, J.; PEDROSA, F. O. Nitrogen-fixing bacteria in nonleguminous crop plants. Science Tech, Springer Verlag, Madison, USA, p (Brock/Springer series in contemporary bioscience). HUERGO, L. F.; MONTEIRO, R. A.; BONATTO, A. C.; RIGO, L. U.; STEFFENS, M. B. R.; CRUZ, L. M.; CHUBATSU, L. S.; SOUZA, E. M.; PEDROSA, F. O. Regulation of nitrogen fixation in Azospirillum brasilense. In: CASSÁN, F. D.; GARCIA DE SALAMONE, I. Azospirillum sp.: cell physiology, plant interactions and agronomic research in Argentina. Asociación Argentina de Microbiologia, Argentina, p HUNGRIA, M.; CAMPO, R. J.; MENDES, I. C. A importância do processo de fixação biológica do nitrogênio para a cultura da soja: componente essencial para a competitividade do produto brasileiro. Londrina: Embrapa Soja, p. (Embrapa Soja. Documentos, 283). [5] MEIRA, F. A.; BUZETTI. S.; ANDREOTTI, M.; ARF, O.; SÁ, M. E.; ANDRADE, J.A. C. Fontes e épocas de aplicação do nitrogênio na cultura do milho irrigado. Semina: Ciências Agrárias, Londrina, v. 30, n. 2, p , RITCHIE, S. W.; HANWAY, J. J.; BENSON, G. O. Como a planta de milho se desenvolve. Piracicaba: Potafós, p. (Informações Agronômicas, 103). SOUZA, L. C. F.; GONÇALVES, M. C.; SOBRINHO, T. A.; FEDATTO, E.; ZANON, G. D.; HASEGAWA, E. K. B. Culturas antecessoras e adubação nitrogenada na produtividade de milho em plantio direto irrigado. Revista Brasileira de Milho e Sorgo, Sete Lagoas, v. 2, n. 3, p , TOMAZELA, A. L.; FAVARIN, J. L.; FANCELLI, A. L.; MARTIN, T. N.; DOURADO NETO, D.; REIS, A. R. Doses de nitrogênio e fontes de Cu e Mn suplementar sobre a severidade da ferrugem e atributos morfológicos do milho. Revista Brasileira de Milho e Sorgo, Sete Lagoas, v. 5, n. 2, p , [6]
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