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RESUMO AZAMBUJA RESPIRATORIO

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RESUMO AZAMBUJA RESPIRATORIO
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    CENTRO UNIVERSITÁRIO BARRIGA VERDE - UNIBAVE CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA DAIANE ADÉLIA RIBEIRO RISSO DOENÇAS DO SISTEMA RESPIRATÓRIO ORLEANS 2014   DAIANE ADÉLIA RIBEIRO RISSO DOENÇAS DO SISTEMA RESPIRATÓRIO Resumo apresentado ao Curso de Medicina Veterinária do centro Universitário Barriga Verde (UNIBAVE), solicitado pelo Profº M.Sc Rodrigo Azambuja M. de Oliveira, na disciplina de Clínica de Ruminantes.   ORLEANS 2014   1.0 CORPOS ESTRANHOS NASAIS Os bovinos são mais susceptíveis à aquisição de corpos estranhos nasais comparando com pequenos ruminantes. Adquirem na tentativa de coçar o focinho em casos de rinite alérgica ou de hábitos alimentares agressivos de vacas. Os sinais incluir agitação da cabeça, estridor, espirro, ronco, lambedura frequente do focinho, diminuições unilaterais do fluxo de ar, odores fétidos e secreções. Os diagnósticos diferenciais são granulomas fúngicos, rinite alérgica, tumores, actinomicose ou actinobacilose nasal e miíases. 2.0 DOENÇAS DOS SEIOS SINUSITE A inflamação dos seios paranasais é comum em bovinos e raramente em ovinos e caprinos. A causa mais comum da infecção é geralmente associada a descorna (sinusite frontal) ou s infeccionados (sinusite maxilar). Outras causas incluem extensão de actinomicose ou neoplasia nasal para o seio, lesões dos cornos, fraturas faciais, vírus respiratórios, cistos dos seios, linfossarcoma e miíase em ovinos. A sinusite associada a descorna pode ser aguda ou ocorrer semanas ou meses após. Os sinais clínicos são inespecíficos incluem anorexia, letargia, relutância em movimentar-se e febre. Na crônica os sinais incluem secreção nasal uni ou bilateral, estridor suave, alterações no fluxo de ar e odores respiratórios fétidos, febre não é comum. Com a cronicidade pode ocorrer distorção do osso frontal, exoftalmia e sinais neurológicos. Os diagnósticos diferenciais para sinusite incluem fraturas faciais, tumores nasais, actinomicose, actinobacilose e abscessos. O diagnóstico pode ser estabelecido com base nos sinais clínicos. A percussão do seio pode revelar um som maciço e alto e eliciar a dor. Fraturas, massas de tecido mole, doença dentária, líquido no seio frontal ou lise dos septos ósseos podem ser evidenciadas na radiografia. A centese do seio pode produzir material purulento que deve ser cultivado e examinado citologicamente.  Os bovinos com sinusite frontal após a descorna devem ser tratados por sinusotomia e drenagem do seio. A sinusotomia é desenvolvida após sedação e infiltração de anestésico local no ponto da centese. O acesso ao seio maxilar é alcançado mediante trepanação ventral a uma linha entre o forame infraorbital e o canto médio. Se as aberturas frontomaxilares e nasomaxilares ainda estão patentes, um ponto de trepanação pode ser suficiente, com a abertura natural produzindo drenagem ventral. Em casos crônicos, dois pontos de trepanação são necessários. O seio frontal é muito compartimentalizado em ovinos e caprinos adultos e uma drenagem eficiente se torna difícil, portanto a terapia deve ser vigorosa nessas espécies. Se um dente foi expelido, um rolo de gaze ou material de impressão dentária deve ser utilizado para ocluir a concavidade alveolar para evitar a entrada de material alimentar no seio. Os curativos de gaze são substituídos todas as vezes que o seio é lavado. O mesmo é lavado diariamente com soluções anti-sépticas diluídas. A lavagem continua até que a infecção seja resolvida. Os fármacos antibióticos e antiinflamatórios não-esteroidais parenterais são indicados se sinais sistêmicos estiverem presentes. A terapia antimicrobiana deveria ser modificada de acordo com os resultados das provas de suscetibilidade  bacteriológica. A terapia de longo prazo é necessária em casos crônicos e o prognóstico é mais reservado. A descorna em ruminantes quando neonatos é um método ´´fechado`` como um ferro de descorna for utilizado, é a maneira mais eficaz de evitar a sinusite frontal. Bovino mais velho a descorna cirúrgica com sutura de pele deve ser realizada sob condições assépticas, minimizando a probabilidade de sinusite. A descorna deve ser evitada em condições chuvosas, tempestuosas ou poeirentas e o controle de moscas deve ser feito. 3.0 INFESTAÇÃO POR OESTRUS OVIS A infestação da cavidade nasal com miíase de Oestrus ovis  ocorre mais em ovinos e ocasionalmente em caprinos. O adulto é uma mosca de coloração cinza-escuro ao castanho com pequenas manchas negras. A larva madura tem coloração amarelo- branca e possui uma faixa escura no dorso. As moscas adultas depositam as larvas dentro ou ao redor das narinas. As larvas migram para os turbinados e seios dorsais  desenvolvendo para três instares ao longo de algumas semanas ou meses retornando as narinas onde elas são expelidas por espirros e se transformando em pupa no solo. As moscas fêmeas adultas se aproximam para depositar as larvas provocando um comportamento de fuga como agitação da cabeça, espirros, sopros, fricção do focinho no solo e batem as patas. As miíases causam rinite com espirro, roncos, secreção nasal mucopurulenta, estridor e fluxo de ar reduzido. Também ocorrem infecções secundárias. A maioria dos caprinos infectados por O. ovis  fica debilitado devido a doenças crônicas como infecção pelo vírus da artrite encefalite caprina (VAEC), doença de Jhone ou parasitos. Os sinais clínicos em caprinos são mais suaves que observados em ovinos. Os diagnósticos diferenciais de oestrose devem incluir corpos estranhos, adenocarcinoma nasal, pneumonia, traumatismo, actinobacilose, actinomicose sinusite e língua azul. O diagnóstico é feito a partir dos sinais clínicos e pode ser confirmado pelo exame necroscópico das cavidades nasais e se for necessário, por endoscopia. A ivermectina é um tratamento eficaz e elimina todos os instares. As cápsulas de liberação controladas de ivermectina administradas por via oral tratam as infestações existentes e evitam novas infestações. 4.0 TRAUMATISMO E ABSCESSOS FARÍNGEOS O traumatismo faríngeo pode resultar em hematomas, granulomas por corpo estranho ou abscesso. O traumatismo resulta de negligência na utilização de pistolas de  bolus, seringas dosadoras, preparados de anti-helmínticos, espéculos e sondas estomacais. Alimentos grosseiros, arestas de gramíneas, espinhos e objetos estranhos também podem causar feridas penetrantes. Objetos estranhos ou medicamentos em migração podem causar granulomas faríngeos. Os hematomas e as feridas perfurantes muitas vezes resultam em formações de abscessos. As bactérias comumente envolvidas incluem  Arcanobacterium  (  Actinomyces )  pyogenes ,  Actinobacillus  spp.,  Pasteurella  spp.,  Bordetella  spp.,  Fusobacterium necrophorum  e Streptococcus  spp. O Corynebacterium pseudotuberculosis  pode se localizar em linfonodos faríngeos de ovinos especialmente de caprinos.
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