UFF - Universidade Federal Fluminense Curso de Graduação em Ciências SociaisMatheus Nubile Porto da Silva Niterói - Rio de aneiro !"#$
 
% ditadura militar brasileira &ue teve seu in'cio em (rimeiro de abril de #)$* se deu a (artir de um +ol(e civil-militar com o ob,etivo de de(or o então (residente do rasil oãoGoulart. &ue havia se com(rometido a reali/ar am(las re0ormas de base &ue (romoveriam umaalteração nas estruturas socioecon1micas do (a's2 3avia no (a's um sentimento nacionalista4social e economicamente5 &ue vinha crescendo desde Get6lio 7ar+as &ue tinha como meta deseu +overno a criação de uma ind6stria brasileira 0orte e bem estruturada. 0echando o (a's (ara oca(ital estran+eiro e se a0astando do modelo liberal a(resentado (elos 8stados Unidos2 Se+uindoessa linha de nacionali/ação o então +overnador do Rio Grande do Sul. 9eonel ri/ola 4&ue tinhaum (ro+rama muito di0erente do (ensado (or 7ar+as5. decreta a nacionali/ação das em(resas Norte %mericanas (rodutoras e distribuidoras de ener+ia. onde and Share e :;;2 :sso não abalasomente as relaç<es entre o rasil e os 8stados Unidos. mas tamb=m +era um mal estar entre uma (arcela da (o(ulação in0lamada (elos ve'culos de im(rensa brasileiros. &ue tinham seus (ró(riosinteresses2 > conte?to em &ue se deu essa nacionali/ação e toda a re(ercussão ne+ativa 4muitoa(roveitada e in0lamada (ela im(rensa5 não (oderia ser (ior@ os olhos do mundo AocidentalAca(italista estavam voltados (ara a %m=rica 9atina com medo &ue a Revolução Cubana servissede ins(iração (ara os (a'ses vi/inhos. e assim e?(andisse as ideias socialistas (elo continente@medo (otenciali/ado a(ós Cuba se alinhar a União das Re(ublicas Socialistas Sovi=ticas. e com aCrise dos M'sseis em >utubro de #)$!2 Se+uindo seu (osicionamento contra a e?(ansão do socialismo e em meio B Guerra Fria.os 8stados Unidos (assaram a inter0erir nos (a'ses da %m=rica 9atina (or meio de di(lomacia eat= mesmo de manobras militares@ como a missão entre militares brasileiros e norte americanos (romovida (ela National ar Colle+e. com o intuito de im(lantar a Doutrina de Se+urança Nacional@ na =(oca vErios militares brasileiros via,avam (ara os 8stados Unidos (ara reali/aç<esde cursos militares. e acabavam sendo in0luenciados (or uma conce(ção de de0esa nacional@ essemodelo visava identi0icar e eliminar a+entes internos contrErios ao re+ime estabelecido2 >s8stados Unidos elaboraram a Doutrina de Se+urança Nacional (ara (ressionar os (a'ses neutros ecriar um meio onde os re+imes sim(ati/antes ao ca(italismo norte americano. e as Forças%rmadas (udessem manter a ordem. e em caso de uma a+ressão a se+urança nacional dos 8U%.eles (udessem intervir militarmente2 No rasil a Doutrina de Se+urança Nacional 0oi elaboradanos anos ". entre seus criadores estE Golber Couto e Silva e outros militares da 8scola Su(erior de Guerra 4criada nos moldes da National ar Colle+e. norte americana5. &ue 0oi tamb=m o
 
res(onsEvel (ela criação e im(lementação do Serviço Nacional de :n0ormaç<es em #)$*. &ue erares(onsEvel (or coletar in0ormaç<es de lideranças (oliticas. sindicais. etc222 % Doutrina deSe+urança Nacional = im(lantada em #)$H (or meio do decretolei no2 I#*J$H2 %l=m do a(oio e interveão militar. os 8stados Unidos a+ia (or meio de suasembai?adas2 > embai?ador americano 9incoln Gordon reali/ava atividades em todo o território brasileiro (ro(a+ando a ideia de criação de uma unidade do mundo ocidental. sob liderança dos8stados Unidos. (ara a de0esa do AMundo 9ivreA2 Gordon era res(onsEvel (or reali/ar aç<es &uevisavam desestruturar o +overno de an+o@ desde cam(anhas@ 0inanciamento a (ol'ticoso(ositores@ com(ra de (es&uisas de carEter social@ e articular aç<es em con,unto com a C:%. &ueincitavam +reves contra o +overno2 8le era res(onsEvel (or re(asses de in0ormaç<es ao +overno8stadunidense@ e 0oi &uem (ediu o envio da Marinha %mericana (ara au?iliar no +ol(e e evitar uma contrao0ensiva (or (arte do an+o. na missão rother Sam2 > medo de Gordon era o rasilvirar uma nova China@ o &ue ameaçaria o hemis0=rio ocidental2 %s aç<es do embai?ador 0oram 0undamentais (ara o 0inanciamento e (avimentação do+ol(e2 Setores da elite &ue tinham medo de (erder velhos (rivil=+ios sentiam-se ameaçados (elos (ro+ramas de re0orma de base a(resentados (or an+o. como a Re0orma %+rEria@ aliados E setoresda :+re,a Católica e em(resariado@ lideranças (ol'ticas. entre outros. &ueriam &ue an+o 0ossede(osto. de 0orma (ac'0ica como (revisto na constituição2 Muitos acreditavam &ue isso seria umamanutenção da democracia. e &ue os militares só 0icariam no (oder tem(o o su0iciente (araconvocar novas eleiç<es2 Por=m lo+o a(ós an+o (artir (ara o e?ilio. evitando assim sua (risão. o+ol(e 0oi desmascarado como uma 0arsa (ara a instauração de uma ditadura2 >s militares serecusaram a entre+ar o (oder nas mãos de um civil. ale+ando &ue o (ovo brasileiro não estava (re(arado (ara decidir o &ue era melhor (ara o (a's@ cabendo aos militares o (rocesso de correçãodo (ovo2 % ditadura 0oi violenta desde sua im(lementação@ tortura. censura. (ris<es arbitrErias. (erse+uição e e?ecução de civis e militares o(ositores ao re+ime. 0a/iam (arte do cotidiano@ (or=m alcançou sua 0orma mais com(leta. em carEter re(ressivo. com o %to :nstitucional N6mero. em #I de de/embro de #)$H2 > %:-. como 0icou conhecido. deu in'cio a um recrudescimentodos (rocessos de violência da ditadura militar2 8le concedia ao +overnante o (oder (ara (unir o(ositores. decretar o recesso do Con+resso Nacional. cassar direitos (ol'ticos e mandatos
 
 (arlamentares. tudo isso sem a(reciação ,udicial2 8m suma. o %:- consumava o (oder &uaseabsoluto na es0era (ol'tica do re+ime ditatorial levado a cabo (elos militares2 No mesmo dia em&ue 0oi assinado o decreto &ue vi+orava o %:-. o re+ime decretou o recesso do Con+resso Nacional (or tem(o indeterminado. em retaliação ao discurso do de(utado Marcio Moreira %lves4MD52> %:- intensi0icou a luta contra o inimi+o interno@ tornando cada ve/ mais 0re&uente odesa(arecimento de (essoas. censura. invas<es a domic'lios e investi+aç<es de (essoas sus(eitas2Paralelamente (roibia &ual&uer mani0estação de carEter (ol'tico. eleiç<es (ara sindicatos. (erse+uindo com mais veemência os sindicalistas2 Por outro lado os setores de resistência aore+ime tamb=m cresciam@ im(ortante lembrar &ue desde a im(lantação do re+ime houveresistência@ talve/ a ação armada contra o re+ime com mais re(ercussão. inclusive (elas m'diasestran+eiras. tenha sido a +uerrilha do %ra+uaia entre os anos de #)$K L #)K*2 8m #)$H =assassinado o estudante secundarista 8dson 9u's. numa incursão da Pol'cia Militar ao restauranteuniversitErio Calabouço com o intuito de re(rimir uma mani0estação contra os aumento do (reçoda re0eição. o &ue resultou na (asseata dos #"" mil no Rio de aneiro2 8ntão a(esar do es0orço daditadura. e dos a(arelhos de im(rensa. em ocultar os (rotestos e de tentar trans(arecer um ar democrEtico. assassinatos e em redu/ir a im(ortncia dos 0ocos de resistência contra o Re+ime.sem(re e?istiu (essoas &ue se or+ani/assem (ara combater 4se,a (ela luta armada ou não5 osmilitares2 Mesmo com o 0im do %:- em #)KH e com o 0im da Ditadura Militar a sociedade aindaso0re com os (roblemas tra/idos (or esses Atem(os de turbilhão. de es(eranças e deses(eranças -tem(os de 0ul+orA. como Darc Ribeiro viria a de0inir o (er'odo ditatorial2 >s ata&ues 40'sicos esimbólicos5 Bs Universidades P6blicas como a desestruturação da Un &ue 0ora (ensada comouma Universidade am(la e hori/ontal. voltada (ara o (ovo brasileiro@ a (erse+uição e e?ilio Bslideranças (ol'ticas e intelectuais brasileiros como 9eonel ri/ola e Darc Ribeiro@ o desmonte brutais aos movimentos e or+ani/aç<es sociais. como a derrubada do (r=dio da União Nacionaldos 8studantes. a (risão dos membros (artici(antes do con+resso de :bi6na em #)$H e oassassinato e desa(arecimento de 3onestino Guimarães@ são (rocessos dados na =(oca do re+ime&ue ainda (odem ser sentidos ho,e. com a desestruturação dos Grêmios 8studantis.
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