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A TRANSFORMAÇÃO DA VÁRZEA DO RIO PARAÍBA DO SUL EM ESPAÇO ECONÔMICO: UM OLHAR SOBRE A ARQUITETURA VERNACULAR

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A TRANSFORMAÇÃO DA VÁRZEA DO RIO PARAÍBA DO SUL EM ESPAÇO ECONÔMICO: UM OLHAR SOBRE A ARQUITETURA VERNACULAR AMARAL, RAPHAEL THOMAZ SANCHES DO (1); SANTOS, ADEMIR PEREIRA DOS (2); SANTOS, MOACIR JOSÉ DOS
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A TRANSFORMAÇÃO DA VÁRZEA DO RIO PARAÍBA DO SUL EM ESPAÇO ECONÔMICO: UM OLHAR SOBRE A ARQUITETURA VERNACULAR AMARAL, RAPHAEL THOMAZ SANCHES DO (1); SANTOS, ADEMIR PEREIRA DOS (2); SANTOS, MOACIR JOSÉ DOS (3). 1. Universidade de Taubaté- UNITAU. Departamento de Economia, Contabilidade e Administração Rua Expedicionário Ernesto Pereira, 225, Portão 1, Centro, Taubaté - SP 2. Universidade de Taubaté UNITAU. Departamento de Economia, Contabilidade e Administração Rua Expedicionário Ernesto Pereira, 225, Portão 1, Centro, Taubaté - SP 2. Universidade de Taubaté UNITAU. Departamento de Economia, Contabilidade e Administração Rua Expedicionário Ernesto Pereira, 225, Portão 1, Centro, Taubaté - SP RESUMO O presente trabalho busca compreender o processo de ocupação da várzea do Rio Paraíba do Sul e de sua transformação em espaço econômico, focando a implantação das colônias agrícolas como a Colônia de Canas, em Lorena (1885); Boa Vista, em Jacareí (1888); Quiririm, em Taubaté (1890) e Piagui, em Guaratinguetá (1892). Devido à abundância de água na região e à localização favorável, a rizicultura foi uma atividade atrativa para modificar o cenário rural do Vale do Paraíba após a decadência do café, e logo começou a ser difundida de forma crescente. No início a maior parte das atividades eram relacionada à subsistência, e após as obras do Serviço de Melhoramento do Vale do Paraíba Paulista do Estado de São Paulo, a técnica do cultivo do arroz foi aprimorada, possibilitando assim que se tornasse uma atividade de grande importância econômica. O Vale do Paraíba Paulista ainda ostenta inúmeras fazendas do século XIX, período áureo do café, tematizadas por estudos e publicações. No entanto, a arquitetura regional não se restringe somente a esses exemplares e a esse período histórico, pois, existe uma manifestações de uma arquitetura coadjuvante que deve ser observada também, pois apresenta-se aspectos interessantes, relacionados no caso, às tradições construtivas. Os colonos que ocuparam essa região, em sua maior parte italianos, vieram com suas famílias para trabalhar com a terra e trouxeram um saber específico, que foi adaptado às condições locais. As edificações vernaculares da várzea do Rio Paraíba do Sul, dialogam perfeitamente com o seu entorno, e em sua maior parte foram construídas de tijolos feitos nas olarias da região, além de fazerem o uso do bambu, constantemente encontrado em meio às quadras de arroz. Para o presente estudo, foi realizado um levantamento das construções rurais e também dos arranjos produtivos com foco na rizicultura, presentes na várzea da região do Piagui em Guaratinguetá (antiga Colônia do Piagui 1892) e em Quiririm, distrito de Taubaté (antiga Colônia de Quiririm 1890). As documentações produzidas em fotografias e desenhos, somadas às fotos históricas evidenciam a presença de uma tradição construtiva que se mantém até os dias de hoje. Os resultados apontam que é urgente e necessário o estudo e a documentação dessas manifestações rurais devido à transformação da várzea em espaço econômico de uso urbano, pois esse espaço tornou-se alvo de outros tipos de atividades econômicas como pesqueiros, extração de areia, substituindo as atividades agrícolas. A rizicultura vem perdendo espaço, por exemplo, para a produção de grama, demandada pelas cidades e pelos empreendimentos imobiliários que estão sendo implantados nas cidades estudadas. E com a destruição e a descaracterização do que resta de uma arquitetura vernacular associada à rizicultura, perde-se uma modalidade muito particular de testemunho do sincretismo cultural que envolve o saber fazer de colonos europeus e os piraquaras, os caipiras do Vale do Paraíba. Este artigo é fruto da dissertação A TRANSFORMAÇÃO DA VÁRZEA DO VALE DO PARAÍBA PAULISTA EM ESPAÇO ECONÔMICO: UM OLHAR SOBRE A ARQUITETURA VERNACULAR, apresentada para a obtenção do título de mestre em Planejamento e Desenvolvimento Regional do Programa de Pós-graduação em Administração do Departamento de Economia, Contabilidade e Administração da Universidade de Taubaté São Paulo. Palavras-chave: vale do paraíba; colônias agrícolas; arquitetura vernacular; planejamento, rizicultura. 1. Economia e Território 1.1. As Colônias Agrícolas Historicamente, a economia valeparaibana sempre esteve baseada na agricultura e nas atividades ligadas à terra como: açúcar, café, algodão, fumo, milho, feijão e outros produtos secundários. No início do seu povoamento, a economia era de subsistência, enfrentou o declínio da produção aurífera, a monocultura açucareira e, posteriormente, o grande ciclo produtor de café. Uma das regiões agrícolas mais importantes de São Paulo, suas terras ainda hoje constituem um sério desafio para o aumento de uma produção racional de cereais, capaz de garantir o seu abastecimento. A ocupação e utilização das várzeas do Rio Paraíba teve início na segunda metade do século XX, com a implantação de colônias agrícolas pelo governo provincial. (PASIN, 1992, p.1). Os núcleos agrícolas do Estado de São Paulo, eram divididos em particulares e oficiais, como consta na relação das colônias que foram fundadas entre 1827 e 1892, são totalizados 108 núcleos, com seus respectivos números de ordem, nome das colônias, data de fundação, município, nome dos proprietários/fundadores, condições dos trabalhos e observações. A partir desses dados, foi possível identificar 9 colônias particulares no Vale do Paraíba, sendo duas em Ubatuba, duas em Taubaté, duas em São Sebastião, duas em Lorena e uma em Paraíbuna. O mapa do estado com a localização da colonização oficial em São Paulo marca 39 colônias que foram instituídas entre 1829 e 1938, criadas pelo império, governo federal e estadual, sua maior parte implantada ao longo da ferroria. A partir desse documento, é possível constatar que foram instituídas cinco colônias oficiais no Vale do Paraíba Paulista, conforme tabela abaixo: Tabela 1 - Colônias agrícolas oficiais do Vale do Paraíba Paulista Nome da Colônia Data da Fundação Município Governo Canas 1885 Lorena Império Boa Vista 1888 Jacareí Governo do Estado Quiririm 1890 Taubaté Governo do Estado Pigaui 1892 Guaratinguetá Governo do Estado São José do Barreiro - São José do Barreiro Governo Federal Fonte: MARCONDES, 1981, p. 38. adaptação do autor A implatação destas colônias agrícolas resultava da necessidade de se ocupar as várzeas do Paraíba e as áreas livres dos municípios, tendo em vista o domínio absoluto do café e as crises periódicas de abastecimento de cereais e legumes na região. (PASIN, 1992, p.1). Estas colônias eram integradas por italianos, alemães, portugueses, espanhóis, suíços, austríacos e outras nacionalidades, predominantemente as famílias de origem italiana. A rizicultura como atividade produtiva sistemática na região tem como marco inicial, quando cerca de 400 imigrantes fixaram-se no bairro do Paiolinho em Taubaté em 1890, que mais tarde tornou-se o Distrito de Quiririm em (SANTOS, p. 3) Outras experiências envolvendo colônias de imigrantes e migrantes que se dedicaram ao arroz também foram implantadas em lugares como Canas e Roseira e Potim. Foram estes os principais vetores da diversificação das culturas agrícolas e os responsáveis pela introdução do cultivo do arroz irrigado na região. Apontavam uma alternativa para a substituição dos cafezais além das pastagens que se tornaram predominantes como paisagem rural. É deste momento, período pós-abolicionista da viradado século XIX, que envolve a Primeira República, os primeiros sinais da nova paisagem rural e urbana em gestação. Já se anunciava ali o uso das águas e a geometria regular da área cultivada pelos arrozais, assim como pelos núcleos urbanos que surgiram das vilas e povoados das colônias agrícolas. (SANTOS, 2012, p.3.) 1.2. A Rizicultura e o Desenvolvimento no Vale do Paraíba Paulista Em todas as partes do mundo, a civilização adentrou primeiramente os vales, já São Paulo era uma excessão, a sua primeira grandeza agrícola, o café, vinha dos espigões. Muito depois quando o café foi dado como vencido e surge o interesse por outras culturas, o fazendeiro se vê obrigado a descer dos espigões para fazer a chamada quitanda, outras culturas agrícolas que não fossem a do café. (MENDES, p.19, 1940.) Após o declínio da produção cafeeira no Vale do Paraíba, Mendes (p.19, 1940) afirma que aparecem os primeiros symptomas de vida nova, de verdadeira ressureição, na mesma terra e com a mesma raça. Otimista, Mendes (p.20, 1940) ressalta que por esta ou por aquella razão, o paulista já está descendo dos espigões para os vales e nelles reviverá os mesmos prodígios que realizou com o café. Eis que surge um interesse de ordem econômica, que impõem o aproveitamento de terras que foram olhadas com menos interesse, além da posição geográfica privilegiada do Vale do Paraíba, que está entre as duas maiores cidades do Brasil, São Paulo e Rio de Janeiro, grandes centros industriais, enormes mercados para a produção agrícola. (MENDES, 1940, p.20.) Em 1904 chegaram os monges trapistas, vindos da França, fixaram-se no município de Tremembé, SP, na Fazenda Maristela, e deram início ao cultivo racional do arroz. (SANTOS, 2012, p. 3). Desde a decadência da produção cafeeira no Vale do Paraíba, as plantações de arroz passaram a dominar a várzea, sendo em 1920, o principal produto agrícola da região. (SECRETARIA DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO REGIONAL, 2013, p. 68) O arroz é o principal produto agrícola cultivado no Vale do Paraíba, destacando-se as áreas de São José dos Campos, Caçapava, Pindamonhangaba, Roseira, Guaratinguetá e Lorena. Além do arroz, a produção agrária da região se caracteriza pelo cultivo do milho, tomate, batata e feijão. (PASIN, 1992, p. 1) Como o Estado de São Paulo não possuí diversos trechos planos onde possa empregar o processo de irrigação de forma apropriada, esse era o motivo o qual estimava-se que o Vale do Paraíba seria no futuro considerada a melhor zona para o plantio do arroz. (MENDES, 1940, p.36.) A partir desses fatos, Mendes reafirma que as facilidades da irrigação, em grande escala, constituem elemento decisivo de êxito na cultura do arroz. (MENDES, 1940, p.40) Em 1940, Vale do Paraíba ja estava em condições de poder desenvolver consideravelmente a sua produção de arroz, que naquela altura ja atingia mais de meio milhão de sacas, sendo São José dos Campos ( sacas) e Pindamonhangaba ( sacas) os principais municípios produtores, e em seguida Taubaté com mais de sacas. (MENDES, 1940, p.40) A partir do decreto de Reerguimento Econômico do Valle do Parahyba, o Instituto Agronômico de Campinas (IAC) foi responsável de instalar uma estação experimental de cereais, leguminosas, fibras e culturas diversas, para que fossem realizados estudos científicos in loco, para aperfeiçoamento da cultura do arroz, cuja maior produção no país, pertencia a São Paulo, com o total de de sacas. (MENDES, 1940, p.40) No Vale do Paraíba, os terrenos que se prolongam pelas margens do Rio Paraíba e vão de Jacareí até o município de Cachoeira Paulista, aproximadamente 100 mil hectares, são perfeitos para a cultura intensiva do arroz O Serviço de Melhoramento do Rio Paraíba As obras realizadas pelo Serviço do Vale do Paraíba do Departamento de Águas e Energia Elétrica, desde a criação do órgão em 1951 até a década de 1990, construiu um sistema de diques, polders, associado a um extenso projeto de aproveitamento hidroelétrico da bacia do rio do Paraíba do Sul. (SANTOS, 2012, p.4) O contexto histórico que levou o governo estadual a criar o Departamento de Águas e Energia Elétrica nos leva ao problema do abastecimento de água e de energia elétrica para a capital paulista que estava em pleno processo de industrialização, associado a uma urbanização acelerada. A dotação da várzea do rio Paraíba dos dispositivos necessários para que se fizesse o aproveitamento agrícola e especialmente a rizicultura foi contemplado como parte de um conjunto de outras soluções de caráter social, econômico e sanitário, aspectos que também foram associadas ao aproveitamento do potencial hídrico e elétrico do principalrio da região. Além do controle das enchentes que amargavam periodicamente as comunidades, desenvolvimento da cultura do arroz deveria promover o que se denominou como reerguimento econômico para as cidades valeparaibanas que viviam momentos difíceis. Chegaram a registrar significativa perda demográfica desde a decadência da cafeicultura. (SANTOS, 2012, p.4.) Com a criação do DAEE teve-se o início em São Paulo os serviços regulares de estudo, exploração e gestão dos recursos hídricos, implementados a partir da definição de zonas, estabelecidas por bacias hidrográficas. As obras da região foram conduzidas pelo Serviço do Vale do Paraíba do DAEE que teve como atribuição desenvolver e viabilizar os projetos para região a partir do conceito de aproveitamento múltiplo. As referências eram os programas desenvolvidos no vale do rio Tennesseee Columbianos EUA, assim como as Companhias do Ródano, na Provence, e Baixo Ródano e Languedoc na França. Outras referências vinham do caso holandês e português. (REVISTA,1967,s.p.). Duas grandes frentes de trabalho foram abertas pelo Serviço do Vale do Paraíba: a regularização do regime hídrico conjugado à geração de energia elétrica e o aproveitamento agrícola das águas e para terras férteis de sua planície de inundação. O projeto para o aproveitamento hidrelétrico da bacia do rio Paraíba do sul previa um conjunto de cinco grandes barragens: duas nos rios Paraibuna e Paraitinga que formam o rio Paraíba; uma no rio Paraíba em Santa Branca, uma no rio Jaguari em Jacareí e outra no rio Buquira em São José dos Campos. De acordo com o plano o lago único formado pelas barragens dos rios Paraibuna e Paraitinga abasteceria ainda a cidade de Caraguatatuba por meio de uma usina subterrânea, aproveitando o forte desnível da Serra do Mar e valendo-se de canais e túneis para adução. (SANTOS, 2012, p.4) ] Além da geração de energia elétrica que abasteceria a região e integraria o sistema estadual, as barragens resolveriam o problema de abastecimento de água potável, incluindo a capital, e evitariam as periódicas e devastadoras inundações que assolavam as cidades banhadas pelo rio e seus principais afluentes. Foi prevista a construção de diques ao longo de toda a várzea, numa extensão de 260km, de Jacareí à Cachoeira Paulista. Até o ano de 1966 foram construídos 123km, sendo que 60km dedicados à regularização do rio, que teve meandros cortados e trechos retificados. Os estudos que embasaram o aproveitamento múltiplo dos recursos hídricos apontaram para obras de pequeno, médio e grande porte, além de uma ação contínua do estado envolvendo a participação de setores e áreas do conhecimento fundamentais para promover o desejado desenvolvimento rural. Era previsto para o rio Paraíba a constituição de 36 polders, áreas protegidas da inundação eventual, definindo então 36 unidades agrícolas que contariam com adutoras, reservatórios, estações de bombeamento, canais e valas de irrigação e sistema de drenagem, além dos caminhos necessários para estabelecer a plantação, cultivo e a colheita. (SANTOS, 2012, p. 5; 6) O novo cenário possibilitado pelas barragens permitiria ainda que as terras da extensa planície de inundação que margeiam o rio de Jacareí a Cachoeira Paulista fossem aproveitadas para o cultivo de arroz, batata, feijão e outras culturas. Constituía-se com este sistema a base de uma agricultura intensiva e de grande apuro técnico. A ação do SVP do DAEE impactou e transformou o modo de vida de parcela considerável da população e alterou significativamente a paisagem das primeiras décadas do século XX. Os polders transformaram a várzea num ordenado cenário de produção controlada e cada vez mais mediada pela técnica e tecnologia. Com a regularização das cheias e a água proporcionada pelo sistema de polders chegaram à várzea novos usos e aumentou a presença humana. Tornou-se um espaço produtivo disputado pelos agricultores, pelos especuladores imobiliários e pela indústria extrativa, destacadamente os areeiros. A regularização do rio possibilitou a expansão do uso agroindustrial da planície de inundação. Aumentou significativamente a área agriculturável numa região com parte considerável das terras férteis marcada pela forte inclinação, imprópria, portanto para a agricultura. (SANTOS, 2012, p. 9). 2. Propriedade e Paisagem 2.1. Colônia de Quiririm Taubaté (1890) No dia 5 de Janeiro de 1889, o Dr. Francisco de Paula Toledo junto do Ministério da Agricultura, decidiu realizar a fundação de um Núcleo Colonial em sua fazenda do Quiririm no município de Taubaté. Após o Governo nomear uma comissão responsável para iniciar os trabalhos técnicos, é no dia 16 de Agosto de 1890 que é inaugurada a Colônia de Quiririm.Vindos de trem do Rio de Janeiro, desembarcaram às 8 horas da noite, 2 dias após a inauguração da Colônia, cerca de 400 imigrantes italianos. No dia seguinte, muitos deles dirigiam-se para a estação da cidade, arrependidos da viagem. Porém mais tarde, cederam aos agrados e as promessas das pessoas interessadas no serviço da imigração. A colônia tem junto a sede a estação de Quiririm da antiga estrada de ferro Central do Brasil. Sua população era de 424 pessoas, distribuídos por 60 lotes urbanos, 48 suburbanos e 56 rurais, não inclusos nestes a herança do Dr. Francisco de Paula Toledo. Já em 1892, a produção da colônia chega a marca de: litros de batatas, 120 arrobas de café, litros de arroz, litros de farinha, litros de feijão e litros de milho. Quando foi pequena a produção agrícola, os colonos se dedicaram a fabricação de tijolos que foram consumidos em Taubaté, e na própria colônia na construção das casas. Os colonos estavam bem estabelecidos, e com tanta produtividade, poucos faltavam saldar suas contas com o Governo. Ainda em 1892, a Colônia de Quiririm contava com a infra-estrutura de 86 casas provisórias, 11 casas definitivas, 1 prédio escolar e 3 próprios do Estado, tudo no valor de 55:600$000. Os colonos ainda possuíam 31 carros de bois e 8 carroças, no valor de 7:400$000. Havia ainda 18 cavalos, 5 éguas, 152 bois, 36 porcos, 1 cabra, 12 muares, galinhas, tudo avaliado em 32:059$000. A Colônia possuía também, 11 olarias, 2 casas de negócios, 2 engenhos de água ardente e 1 engenho de fubá. Um dos primeiros e mais importantes prédios da colônia foi construído pelos irmãos Indiani em abril de 1903, conhecido como sobradão, motivo de orgulho para a colônia, não só pelo seu porte mas ainda pelas pinturas a óleo nas paredes internas. Sem dúvida a influência dos colonos italianos foi muito importante para o desenvolvimento em diversos setores da cidade, que recebeu também italianos não imigrantes, que por sua vez, vieram por conta própria na intenção de progredir e transformar a região Colônia do Piagui Guaratinguetá (1892) Em 1844, Guaratinguetá é elevada à categoria de cidade. Em 7 de julho de 1848, nasce Francisco de Paula Rodrigues Alves, futuro Conselheiro e Presidente da República (eleito duas vezes). O ano 1885 marca o auge da produção cafeeira e 1877 torna-se marco divisor da história com a chegada da Estrada de Ferro que liga São Paulo ao Rio de Janeiro, propiciando maior troca entre capital e provincial, trazendo grandes benefícios para a cidade. Em 1886 foi quando a produção cafeeira atingiu seu auge, e em 1892 foi fundada a Colônia do Piagui, motivando assim a vinda de um grande número de imigrantes para Guaratinguetá, que com sua influência e trabalho, muito contribuíram para o desenvolvimento. Em Guaratinguetá, o desenvolvimento urbano deve-se ao café, que atraiu novas possibilidades econômicas, sociais e políticas. A educação privilegiada, confluiu para que a elite rural conseguisse um papel imporante na direção política da cidade, mas esse desenvolvimento intelectual não é evidenciado só pelo aparecimento de membros dessa elite agrícola com profissões liberais ou diplomas como também pelo desenvolvimento do número de escolas e
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