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Análise Do Discurso

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Resenha sobre analise do discurso
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  Análise do Discurso O Estruturalismo se desenvolveu na França em meados dos anos de 1960.Ele ocupava-se em descrever arranjos textuais presentes no discurso em detrimentoda produção de interpretação. Tratava-se essencialmente de uma atividade deimitação, essa atividade tina como o!jetivo reconstruir um o!jeto, de maneira ue,seria poss#vel reconstituir suas re$ras de %uncionamento. & atividade estruturalistaconsistia em desmontar o o!jeto e encontrar nele %ra$mentos m'veis cuja situaçãodi%erencial $eraria sentido.O Estruturalismo proporcionou novas pr(ticas de leitura aplicadas aos textos.Essas leituras consistiam em multiplicar as relaç)es entre o ue era dito em umdeterminado lu$ar e, dito de certa %orma e não de outra. *esta maneira, tentava-seentender o não-dito ue estava inserido no ue %oi dito.Essa nova pr(tica de leitura %oi tomando a %orma de uma cr#tica e a!alou asevidencias liter(rias da autenticidade do vivido. Ela uestiona a dualidade entre!iol'$ico e social, o narcisismo individual e coletivo e a ne$ociação entre si e ooutro. Em ist'ria, em sociolo$ia e mesmo nos estudos liter(rios, aparececada ve+ mais explicitamente a preocupação de se colocar emposição de entender esse discurso, a maior parte das ve+essilencioso, da ur$ncia s voltas com os mecanismos daso!revivncia /23E45, 01, p. 78 2omo explicitado na citação acima era preciso ir al:m da uilo ue estavaposto no texto, uestionar o dito para encontrar esse discurso ue muitas ve+esestava silencioso no texto, !uscar entender o ue não aparecia a!ertamente notexto silenciado por uma discursividade permeada por ideolo$ias.ceux /01, p. 79 nos prop)e uma %orma de tra!alar os discursos%ilos'%icos pol#ticos e os carre$ados de ideolo$ias %a+endo ;uma aproximação te'ricae de procedimentos entre a an(lise da lin$ua$em ordin(ria e as pr(ticas de leiturade arranjos discursivo-textuais.< ara ceux o tra!alo com essa nova pr(tica de leitura implica emprivile$iar a descrição, no sentido real do reconecimento da l#n$ua e não no sentido  de interpretação, para isso, o analista %ar( an(lise de sentenças a!ordando não suaam!i$uidade, mas sim, o ue : pr'prio da l#n$ua atrav:s da pes uisa lin$u#stica.artindo deste pressuposto, ceux apresenta uma nova %orma de tra!alar as materialidades discursivas ue, resultar( na &n(lise de *iscurso. ara ele ;todo enunciado : intrinsecamente suscet#vel de tornar-se outro,di%erente de si mesmo, se deslocar discursivamente de seu sentidopara derivar para um outro =...> Todo enunciado, toda se uencia deenunciados :, pois, lin$uisticamente descrit#vel como uma s:rie depontos de deriva poss#veis, o%erecendo lu$ar a interpretação. ?nesse espaço ue pretende tra!alar a an(lise de discurso<. /01,p. @A ? por meio deste tra!alado de descrição lin$u#stica do enunciado ue oanalista de discurso !usca encontrar lu$ares va+ios, ne$aç)es e interro$aç)es. &ela!oração da &n(lise de *iscurso de Bicel ceux propCs uma %orma de re%lexãoso!re a lin$ua$em ue não aceita as evidncias e o lu$ar j(-%eito. Ela tra!ala nadesconstrução e ela!oração de seu o!jetoD o discurso.  & &n(lise de *iscurso  uer se considere um dispositivo de an(liseou como a instauração de novos $estos de leitura  se apresentacom e%eito como uma %orma de conecimento ue se %a+ noentremeio e ue leva em conta o con%ronto, a contradição entre suateoria e sua pr(tica de an(lise. /OG&H*I, 1990, p.8 1    & &n(lise de *iscurso : mais ue um dispositivo de an(lise, ela trouxe umanova %orma de leitura do texto. Essa disciplina !usca re%letir so!re o ue est( noentremeio, produ+indo um deslocamente deste entremeio desterritoriali+ando. Essenovo projeto de leitura e an(lise do discurso proposto por ceux, pro!lemati+a uest)es, de maneira ue, torna-se poss#vel ce$ar a uma noção de sujeito partindode tais uestionamentosD como o sujeito se posiciona e a$e nas relaç)es com ooutro e, com as condiç)es exteriores ue insti$a sua pr'pria existncia. Esse projeto uestiona tam!:m a istoricidade das coisas, a constituição de su!jetividades e aprodução de verdades no plano do di+#vel.  & &n(lise de *iscurso proposta por ceux, di+ ue : preciso encontrar oreal, isso ser( poss#vel, a partir da utili+ação de t:cnicas materiais ue possi!ilitar(encontrar meios para se ce$ar a um e%ica+ resultado no processo de !usca peloreal. Essa nova cate$oria de an(lise possi!ilitou uma di%erente pr(tica de leitura, ue 1  Trata-se da “Nota ao leitor” escrita por Eni Puccinelli Orlandi, tradutora do texto “O Discurso Estrutura ou Acontecimento de Michel Pêcheux  centrava-se na an(lise da uilo ue %oi dito num determinado lu$ar, de umadeterminada maneira e não de outra tentando entender ou desvendar o não ditodentro da uilo ue %oi dito. & &n(lise de *iscurso sur$e como uma nova teoria cr#ticaen%ra uecendo a le$itimidade do dito no texto liter(rio. ceux citando &ltusser di+ ueD Foi a partir de Freud ue começamos a suspeitar do ue escutar,lo$o do ue %alar /calar uer di+erD ue este ; uer di+er< do %alar e doescutar desco!re, so! a inocncia da %ala e da escuta, a pro%unde+adeterminada de um %undo duplo, o ; uer di+er< do discursoinconsciente  este %undo duplo do ual a lin$u#stica moderna, nosmecanismos da lin$ua$em, pensa os e%eito e condiç)es %ormais./&GT34JJE, 196@, p. 17-1@ apoud 23E45, 01, p. 7@  &ssim, a an(lise de discurso proposta por ceux sur$e numa conjunturainterdisciplinar onde o discurso : marcado como uma produção, em ue se cru+am uest)es so!re a lin$ua$em a partir das relaç)es entre sujeitos, istoricidade econdição de produção deste discurso. Essa interdisciplinaridade entre ist'ria esujeito d( um car(ter social a l#n$ua. & noção de discurso e esse novo projeto deleitura apresentado pelo te'rico uestiona essa istoricidade, a verticali+ação dossentidos, a constituição de su!jetividade e a produção de verdade no plano dodi+#vel. Je$undo Orlandi /01, ceux a%irma ue não ( discurso sem sujeito,nem sujeito sem ideolo$ia, desta %orma, podemos o!servar ue : no discurso ueencontramos essa relação l#n$ua e ideolo$ia. ? na l#n$ua ue se reali+am os e%eitosde sentido, ela : o lu$ar de contradição e desdo!ramento das discursividades. araa autora, cintando ceux O discurso : pois um elemento particular de materialidade ideol'$ica.*a# ue as %ormaç)es ideol'$icas comportam uma ou v(rias%ormaç)es discursivas interli$adas ue determina o ue pode e deveser dito a partir de uma posição dada em uma conjuntura dada.2onsiderando a relação l#n$uaKprocessos discursivos, ceuxa%irma ue a l#n$ua : o lu$ar material em ue se reali+am os e%eitosde sentido. /01a, p. 7@ Foucault em seu texto ;& Ordem do discurso< /19L0 di+ ue o discursoprodu+ido numa dada sociedade : sempre controlado, selecionado, or$ani+ado erepassado de maneira a minimi+ar seus poderes e peri$os. &trav:s de processos deexclusão o discurso : interditado, de maneira ue, %ica evidente ue, não se podedi+er tudo em ual uer lu$ar, nem em ual uer circunstMncia. O discurso :  produ+ido em determinadas situaç)es dentro de um circuito de poder e, : este poder  ue o constr'i. Ha trajet'ria ist'rica de povos e civili+aç)es perce!eremos ue o discursosempre esteve em evidncia, visto como instrumento de dominação. Bais do ueum tradutor de lutas e con uistas, o discurso : o!jeto de desejo pelo ual se luta. &ssim, entendemos ue, a uele ue det:m o poder da %ala torna-se o dominador da ueles ue não o det:m. O discurso não passa de um jo$o, jo$o de escrita no primeiro caso,de leitura no se$undo, de intercMm!io no terceiro caso  e esteintercam!io, esta leitura e esta escrita somente p)e em acção ossi$nos. Ha sua realidade, ao ser colocado na ordem do si$ni%icante, odiscurso anula-se. /FO42&4GT, 19L0  , p. 1L O discurso : um instrumento de luta, de resistncia, de dominação. Ele : oo!jeto de desejo da ueles ue !uscam o poder, por isso, para Foucault associedades em $eral selecionam, e controlam a produção de discurso com intuito deexpulsar seus poderes e peri$os. ara o %il'so%o %rancs o discurso :D O re%lexo de uma verdade ue est( sempre a nascer diante dos seusolos e por %im, uando tudo pode tomar a %orma do discurso, uando tudo se pode di+er e o discurso se pode di+er a prop'sito detudo, : por ue todas as coisa ue mani%estaram e o%ereceram o seusentido podem reentrar na interioridade silenciosa da conscincia desi. =...> o discurso não passa de um jo$o, jo$o de escrita no primeirocaso, de leitura no se$undo, de intercMm!io no terceiro caso  e esteintercMm!io, esta leitura e esta escrita somente p)em em ação ossi$nos. /FO42&4GT, 19L0, p. 1L  Je$undo esse autor, o discurso : um jo$o, onde o dito est( carre$ado depoderes e peri$os, por isso sua materialidade est( arrai$ada a pr(ticas %orçadas deinterdição e de se$re$ação. &ssim, se$undo o te'rico o discurso : controlado tantoexteriormente por interdição, se$re$ação da palavras e pela vontade de verdadecomo interiormente pela ocorrncia do coment(rio, da %unção do autor e peladisciplina.Ho primeiro caso temos o processo de exclusão, onde não se podedi+er tudo o ue se tem direito em ual uer circunstMncia, sur$e o interdito, ou seja,a uilo ue %oi silenciado no discurso, o não-dito. ara Foucault esse : o primeiroprinc#pio de exclusão  a!ordaremos em outro t'pico mais especi%icamente esse !  Ano em ue #oi pronunciada a aula inau$ural so% o T&tulo “A Ordem do Discurso”
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