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O novo cidadão: A relação entre juventude, cidadania e as tecnologias de informação e comunicação

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Revista Anhanguera Goiânia v.16, n. 1, jan/dez. p. 1-11, O novo cidadão: A relação entre juventude, cidadania e as tecnologias de informação e comunicação Marcos Marinho M. Queiroz 1 e Magno Medeiros
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Revista Anhanguera Goiânia v.16, n. 1, jan/dez. p. 1-11, O novo cidadão: A relação entre juventude, cidadania e as tecnologias de informação e comunicação Marcos Marinho M. Queiroz 1 e Magno Medeiros 2 Resumo Este artigo propõe uma reflexão sobre o papel do jovem nas questões hodiernas relativas à cidadania. A hipótese considerada é de que parte da sociedade tem uma pré-disposição, alimentada midiaticamente, de acreditar em uma revolução promovida pela juventude em prol de um futuro melhor para todos. As questões que norteiam esta investigação se pautam em considerar se existe uma categoria uniforme de indivíduos conformados em uma juventude única; a pertença ou não destes jovens à categoria de cidadãos e a sua atuação social. Foram usados resultados de pesquisas realizadas no Brasil e na América Latina, cujos dados são aportes teóricos de ponderações e pesquisas bibliográficas que integram esta investigação firmada nos jovens, na cidadania, e nas tecnologias de informação e comunicação. Por meio da apropriação de resultados das pesquisas referenciadas, chegamos a uma conclusão preocupante e ao mesmo tempo redentora de que não são os jovens alienados ou os únicos responsáveis pelo futuro melhor que almejamos, mas atores sociais que dependem da ação daqueles que têm se omitido das responsabilidades com relação a esses indivíduos em formação. Palavras-chave: Jovens Cidadãos. Mídias. Sociologia. Abstract New citizen: the relationship between youth, citizenship and the information technology and communication This article proposes a reflection on the role of youth in today s questions concerning citizenship. The hypothesis is that the society has a predisposition, reinforced media messages, to believe in a 1 Mestrando do PPGCOM-UFG. Professor na graduação em Publicidade e Propaganda nas instituições FIC-UFG e PUC-GO. mmarinhomkt.com.br. 2 Doutor em Educação pela Universidade de São Paulo - USP. Professor associado da Universidade Federal de Goiás e atual diretor da Faculdade de Informação e Comunicação (FIC/UFG). 2 Marcos Marinho M. Queiroz e Magno Medeiros revolution promoted by the youth towards a better future for all. As questions guiding this research are whether there is a uniform category conformed individuals in a single youth; belonging or not to the category of citizens and their social activities. We used the results of research carried out in Brazil and Latin America, whose data are theoretical contributions and literature searches to construct this research settled on youth, citizenship, and information and communication technology. Through the appropriation of the results of the referred research, we came to a preoccupying conclusion, but at the same time redemptive that not only alienated young people are responsible for the better future we want, but they are social actors who depend on the action of those who have omitted the responsibilities with respect to those individuals in formation. Key words: Young Citizen. Media. Sociology. Introdução Há expectativas, ainda que veladas, por parte da sociedade de que os jovens proporcionem a revolução que tornará melhor o país, a política, as ciências e o próprio mundo. Talvez pela característica imanente ao ser humano de esperança no porvir, e sendo os jovens em sentido natural aqueles que estarão em condições de viver o amanhã, frases como os jovens são o futuro ainda ecoem pelas ruas da polis. Simultaneamente também existe uma percepção negativa, advinda geralmente das alas mais conservadoras da sociedade, que atesta serem os jovens da atualidade meros alienados de quem não se pode esperar grandes feitos. Porém, quem é este jovem de quem se espera a revolução, a transformação do status quo que não mais satisfaz grande parte da sociedade? Ou ainda, em sentido oposto, será verdade que não há futuro positivo para a sociedade caso a responsabilidade recaia sobre a juventude contemporânea? Para além de buscarmos responder estas questões, compreende-se neste trabalho a procura da existência de um jovem cidadão, que seja cônscio de seus direitos e deveres e, principalmente, que os faça valer. Inicialmente, entendemos que há de se sopesar a distribuição destas expectativas entre os diferentes públicos jovens que conformam o grupo do qual se espera toda ação. Distante de tratar-se de uma categorização capaz de homogeneizar irrestritamente os seus componentes, a juventude encerra em suas fileiras uma diversidade sem fim de grupos, aspirações e demandas que não podem ser colocados em vala comum. Recorremos à pesquisa de Paiva (2013), organizada no livro Juventude, cultura cívica e cidadania - que apresenta a contrastante realidade vivida por jovens cursistas do ensino médio na cidade do Rio de Janeiro - para auxiliar na compreensão mais aprofundada das dissonâncias coletivas que diferenciam os nichos. Outro suporte importante presente neste artigo foi buscado na pesquisa de Durán Barba y Nieto (2006), com jovens da América Latina, onde constataram as transformações profundas ocorridas nos pilares referências destes, o que lhes altera significativamente as relações sociais e políticas. Finalmente perpassamos, neste artigo, as novas tecnologias da comunicação e informação (TICs), que vêm evoluindo fortemente desde o final do século XX. As TICs, além de oferecer novos meios e modos de comunicação para a sociedade - no aspecto do desenvolvimento tecnológico a elas inerentes - proporcionaram uma mudança no fluxo de conteúdo, saindo da O novo cidadão 3 unilateralidade e proporcionando a bilateralidade, que impacta diretamente nas estruturas que suportam a sociedade, seja por dar voz a quem antes não podia expressá-la, seja por ampliar as significações e ressignificações produzidas pela sociedade sobre o mundo que a cerca. Sobre a Juventude Partimos para o melhor entendimento do objeto desse artigo adotando as percepções de Ventura (2013) sobre as críticas e expectativas impelidas aos jovens brasileiros quanto a serem ou não ativos na busca por melhorias sociais e na apropriação da cidadania. A juventude brasileira do século XX, entretanto, tem sido alvo de inúmeras críticas em relação ao seu quadro de apatia política e desinteresse sobre os assuntos públicos. [...] Porém, antes de aceitar sem desconfiança o argumento da apatia, convém buscar entendimentos mais concretos sobre o atual estado no qual se encontra a relação da juventude brasileira com a ação política sobre sua sociedade. Assim, em primeiro lugar, ao lançarmos a reflexão sobre o que se convenciona denominar de juventude brasileira precisamos estar atentos ao fato de que não há uma juventude generalizada que se possa avaliar (VENTURA, 2013, p.168). Ainda em sua observação sobre a importância da decomposição do termo juventude, principalmente para fins de avaliação de participação social, Ventura (2013) afirma: Ao contrário, a camada populacional brasileira entre as idades de 16 e 24 anos é composta por uma gama variada de características culturais, sociais e econômicas cuja combinação define juventudes extremamente diferenciadas. (VENTURA 2013, p.168) A compilação das informações apresentadas pela pesquisa capitaneada por Paiva (2013) fornece uma leitura inequívoca das diferenças pertinentes aos grupos juvenis que possuem representações de mundo, de futuro e cidadania que em nada, ou em muito pouco, se equiparam. As discrepâncias no processo educacional podem ser consideradas prementes para a nãoequiparação entre estes jovens. Potencializadas pelos distintos ambientes de convívio social e também o dispare acesso aos serviços de saúde, lazer e assistência social fornecidos pelas desequilibradas ações promovidas pelo Estado, de forma nada isonômica, surgem as lacunas no processo de formação da juventude brasileira, o que a torna despossuída do mínimo de condições de igualdade, e que dificulta aos jovens o agir em direção à apropriação de seus direitos. Paiva (2013) afirma que: Nas falas dos jovens, percebemos esse fosso e a consciência de que há um mundo à parte a ser rompido, além de duas constatações: não sabem como agir para provocar qualquer mudança, e reconhecem sua pouca participação na esfera pública no que esta significa associações, organizações, partidos políticos ou movimentos sociais. (PAIVA, 2013, p. 29) A falta de educação voltada ao exercício da cidadania é inquestionavelmente um dos principais entraves para a evolução de uma sociedade mais consciente de suas obrigações coletivas e de seus direitos individuais. É possível assentir a existência de grupos que possuem acesso a conteúdos educacionais mais completos, geralmente por ter condição de pagar por eles, 4 e que assim acessam recursos formativos e informativos capazes de atribuir diferencial no tangente à reivindicação do atendimento de suas demandas e respeito aos seus direitos, o que já os distancia daqueles que não dominam sequer o que encerra o conceito de cidadania. Se, como diz Paiva (2013), há que existir um nível mínimo de igualdade provida pelo Estado para que se exerça a cidadania, como sabedores das condições antagônicas que vivem os distintos grupos de jovens brasileiros, podemos anuir que acolher uma definição única do termo juventude certamente será inapropriado. Tendo pesquisado grupos de jovens pertencentes a classes sociais diferentes, frequentadores de escolas particulares e públicas, o que em perspectiva já retrata a própria fragmentação social, a autora deixa claro que seu estudo apresenta um retrato das desigualdades do país instituídas já na fase de formação dos jovens. Sobre os dilemas destes jovens, Paiva (2013) relata ter identificado nas pesquisas: [...] um jovem que tem a capacidade de refletir e trazer as questões mais importantes no que se refere aos dilemas para a fruição dos direitos e o exercício da cidadania no país; ser jovem exposto tanto às injustiças no seu cotidiano, como estão submetidos os jovens da rede pública, quanto aos dilemas de ter a consciência de seus privilégios, como os jovens das redes pública de excelência e particular. De qualquer modo, fica o registro de um momento da história de nosso país no qual a juventude já tem como modelo as eleições diretas, um amplo acesso à informação, tanto na mídia tradicional quanto na eletrônica, e quando o debate sobre as questões da cidadania, da participação e da juventude faz parte de seu cotidiano. (PAIVA, 2013, p.69) Marcos Marinho M. Queiroz e Magno Medeiros Defendendo que a educação universal de qualidade pode minorar tão graves discrepâncias no seio de nossa juventude, Paiva (2013) conclui que: [...] ficou evidente que os jovens ouvidos, pelo seu grau de escolaridade, conseguem atingir um alto grau de consciência crítica em relação ao mundo da prática política atual e no que concerne aos problemas do país; tem também consciência de seu baixo grau de participação e de que há muita desigualdade em seu próprio mundo escolar. As simetrias e desigualdades vistas denunciam o enorme desafio colocado para que um mínimo de integração social seja alcançado no próprio sistema escolar (PAIVA, 2013, p.69) Parece-nos possível inferir, a partir das afirmações apresentadas acima, que a cobrança social sobre os jovens para que sejam mais engajados nas questões políticas e na luta por mais cidadania não pode ser considerada coerente sem que haja a conscientização de que em sua própria formação os mesmos já sofrem a segregação que lhes tolherá não só o potencial de ação cívica, mas a própria auto percepção enquanto cidadãos. Outra análise que nos convém apresentar é sobre os novos comportamentos dos jovens, motivados por várias alterações nos referenciais que guiam suas condutas hodiernas. Os pesquisadores equatorianos Durán Barba e Santiago Nieto (2006) se debruçaram a entender o comportamento destes jovens olhando-os na perspectiva de novos eleitores, o que de antemão já denota um nível de cidadania ao se exercer o direito político de votar. Ainda que tenham usado o recorte da juventude latino-americana, compreendemos ser possível plotarmos muitas das afirmações por eles levantadas na realidade brasileira, por tratar- O novo cidadão 5 -se de jovens igualmente impactados pela evolução das tecnologias da informação e comunicação (TICs) e a mudança nos paradigmas sociais que se apresentam no século XXI. A transformação dos referenciais que conduzem o pensamento e o comportamento social, intensificada nas últimas décadas do século XX e início do atual, compõe certamente a resposta para a pergunta inicial deste texto: quem é esse jovem de quem se espera a revolução? Durán Barba e Santiago Nieto (2006) cravam que Los jóvenes actuales no buscan una idea por la cual morir, sino que quieren vivir, y desean hacerlo de la mejor manera posible (DURÁN BARBA E SANTIAGO NIETO, 2006, p.28). Um jovem que deseja viver, e muito bem, a despeito das crises e mazelas sociais. Este é o indivíduo que surge como o potencial transformador social. Os autores enxergam nessa posição uma quebra importante de paradigmas do passado, quando morrer por um ideal era glorioso. No mundo belicoso do século XX havia uma tentativa de cooptação da juventude para cerrar fileiras de exércitos que lutavam por causas que lhes eram estranhas, ou fileiras de grupos que lutavam contra os regimes que comandavam esses exércitos. Porém, em ambos os casos, podemos crer que esses cooptados na maioria das vezes não detinham a clareza dos por quês da luta, e muitas vezes nem mesmo a opção de questioná-los. O processo de recrutamento era feito com o auxílio de estruturas de influência como a igreja, a família, na figura dos pais fundamentalistas e das mídias da época, que reforçavam e disseminavam o caráter cívico de se entregar por amor ao país. Porém, Durán Barba e Santiago Nieto, (2006) afirmam: Afinales de la década de los sessenta se cuestionaron las normas de todo tipo. Esto alteró la forma en que los occidentales concebían la vida y la família. Nuestra actual visíon del mundo no será la misma se en esos años no se hubiese dado la gran movilizacíon juvenil en contra de la guerra de Vietnam, la lucha por los derechos civiles, el hippismo, la revolución sexual, las drogas, el rock. Esa revolución no sólo puso en cuestión la política y la ética, sino que trató de replantear los límtes de la realidade desde diversos puntos de vista. En esse momento estas revoluciones se produjeran sobre todo en los países del norte, pero los efectos han llegado paulatinamente al conjunto de Ocidente (DURÁN BARBA e SANTIAGO NIETO, 2006, p.28-29) Com a ressignificação dos pilares de sustentação da sociedade ocidental, buscar ler o jovem de hoje com as lentes usadas para classificar os de outrora não resultará, se não, em dissonância cognitiva para os conservadores. Os autores deixam claro que Actualmente no hay sólo una brecha generacional entre los jóvenes y las élites de mayor edad, sino um abismo (DURÁN BARBA e SANTIAGO NIETO, 2006, p. 31). É ponto pacífico em conversas protagonizadas nos ambientes sociais como cafés, clubes, bares e até mesmo na academia que a comunicação entre as gerações está a cada dia mais dissonante e incapaz de construir entendimentos. Ao interagir com os autores retratados neste trabalho compreendemos a premência de encontrar pontos de convergência entre estes grupos, pois destes depende a evolução de própria sociedade. Cidadania Ao introduzirmos uma noção sobre o jovem hodierno e sua busca pela ressignificação 6 Marcos Marinho M. Queiroz e Magno Medeiros de si mesmo, já que os modelos de outrora não mais se lhes aplicam, faz-se necessário que definamos também um referencial capaz de abarcar a perspectiva de cidadania que utilizaremos no presente artigo. Sabedores das mudanças de interpretação do mundo ocorridas no final do século passado e início deste, traremos os conceitos tradicionais e a perspectiva dos próprios objetos deste estudo acerca do tema. Entre os autores referenciados neste artigo nos convêm a proposta de Carvalho (2002), que versa sobre uma somatória dos direitos civil, político e social como sendo o compêndio principal da cidadania. O autor acredita que a própria sequência de consecução e formas de apropriação destes diretos influenciam sobremaneira no modo como a sociedade os acolherá e os significará. O estudioso Meksenas (2002), ao falar sobre Cidadania, Poder e Comunicação, introduz que: Na origem, portanto, o conceito simboliza a igualdade jurídica entre os indivíduos e o fim dos privilégios legados pelo Absolutismo com a subordinação do governo à soberania popular. Em princípio, a cidadania confunde-se com os direitos contratuais que o povo estabelece com o Estado, devendo este último ser o seu representante legítimo (MEKSENAS, 2002, p.21) Adotamos, ainda, a fala de Marshall (1967), a fim de reforçar a definição clássica de cidadania como [...] um status concedido àqueles que são membros de uma comunidade. Todos aqueles que possuem o status são iguais com respeito aos direitos e obrigações pertinentes ao status (MARSHALL, 1967, p.76) Em linhas gerais, observamos que o conceito de cidadania está arraigado, até aqui, no empoderamento dos indivíduos que acessam direitos civis, políticos e sociais, e também se ocupam de deveres em relação à coletividade. Em uma perspectiva jurídica, a posse desses direitos é igualitária entre os pertencentes ao coletivo de viventes de determinada polis. Partindo para outra perspectiva, bastante crítica, observaremos a definição de Canclini (2008), que rompe com o mero aspecto legalista da definição do ser cidadão: [...] ser cidadão não tem a ver apenas com os direitos reconhecidos pelos aparelhos estatais para os que nasceram em um território, mas também com as práticas sociais e culturais que dão sentido de pertencimento, e fazem que se sintam diferentes os que possuem a mesma língua, formas semelhantes de organização e de satisfação de necessidades (CANCLINI, 2008, p.35) Canclini (2008) vai além dos direitos já citados como garantidores de cidadania e apresenta uma multiplicidade de fatores que devem ser considerados prementes para que haja real horizontalização do termo, como cultura, raça, gênero e até consumo. Este último, na visão do autor, está pari passu com o desenvolvimento dos meios de comunicação Canclini (2008) relata: Não foram tanto as revoluções sociais, nem o estudo das culturas populares, nem a sensibilidade excepcional de alguns movimentos alternativos na política e na arte, quanto o crescimento vertiginoso das tecnologias audiovisuais de comunicação, o que tornou patente como vinha mudando desde o século passado o desenvolvimento do público e o exercício da cidadania. Mas esses meios eletrônicos que fizeram irromper as massas populares na esfera pública foram deslocando o desempenho O novo cidadão 7 da cidadania em direção às práticas de consumo (CANCLINI, 2008, p.38) Diferente dos direitos defendidos pelos legalistas como igualitários ainda que teoricamente - e por isso garantidores de uma isonômica cidadania, o autor argentino apresenta a imbricação do consumo como direito acessório, mas não menos importante, principalmente em países capitalistas de cultura neoliberal, que não encontra nas estruturas estatais geralmente qualquer garantia de acesso irrestrito para todos aqueles que partilham a cidade. Canclini (2008) afirma ainda: Em contraste com a noção jurídica de cidadania, que os Estados tentam delimitar sobre a base de uma mesmice, desenvolvem-se formas heterogêneas de pertencimento, cujas redes se entrelaçam com as do consumo: um espaço de lutas, um terreno de memórias diferentes e um encontro de vozes desiguais (CANCLINE, 2008, p. 47). Para uma compreensão mais profunda sobre o tema, é fundamental relatarmos aqui outra parte da pesquisa sobre juventude, cultura cívica e cidadania, que tem nos guiado pela interpretação dos próprios jovens, agora relatada por Durán (2013): Enquanto a maioria dos estudantes das redes de ensino pública de excelência e particular (45,2% e 34,3%, respectivamente) faz referência à participação política
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