Food

SAERJ2015 SISTEMA DE AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Description
ISSN SAERJ SISTEMA DE AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO REVISTA DO SISTEMA DE AVALIAÇÃO REDE MUNICIPAL GoveRno do estado do Rio de JaneiRo Governador Luiz Fernando Pezão
Categories
Published
of 64
All materials on our website are shared by users. If you have any questions about copyright issues, please report us to resolve them. We are always happy to assist you.
Share
Transcript
ISSN SAERJ SISTEMA DE AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO REVISTA DO SISTEMA DE AVALIAÇÃO REDE MUNICIPAL GoveRno do estado do Rio de JaneiRo Governador Luiz Fernando Pezão Secretário de Educação Antonio José Vieira de Paiva Neto Subsecretária de Gestão de Ensino Patrícia Carvalho Tinoco Subsecretária de Gestão de Pessoas Claudia Mattos Raybolt Subsecretário de Infraestrutura e Tecnologia Paulo Fortunato de Abreu Subsecretário Executivo Amaury Perlingeiro do Valle Chefe de Gabinete Caio Castro Lima Superintendente de Avaliação e Acompanhamento do Desempenho Escolar Vania Maria Machado de Oliveira EQUIPE AVALIAÇÃO Alessandra Silveira Vasconcelos de Oliveira Alessandro Jordão da Silva Bruno Alexandre Barreiros Rosa Danielle Domingos Soares Eliane Martins Dantas Jaqueline Antunes Farias Monica Maria de Barros Xavier Santos Reinaldo de Oliveira Ferreira Saladino Correa Leite Talita Santos Carvalho Vanessa Karen Alves Barroso Walter Soares Antonio Júnior Prezados Educadores, o Sistema de avaliação da educação Básica do estado do Rio de Janeiro, criado em 2008, tem, com seus dois programas de avaliação SaeRJ e SaeRJinHo, possibilitado aos gestores públicos da educação fl uminense formular políticas públicas educacionais e acompanhar sua efetividade no contexto escolar. assim, é com imenso prazer que disponibilizamos a todos os profi ssionais da educação esta coleção com os resultados do SaeRJ, em sua oitava edição, cujo diagnóstico embasará o processo de gestão pedagógica de todas as unidades escolares. desse modo, buscamos desenvolver novas metodologias de ensino em total consonância com as demandas contemporâneas, as quais se pautam não só no sentido de desenvolver no aluno suas habilidades cognitivas, mas também suas competências socioemocionais, por meio de práticas pedagógicas inovadoras e professores com dedicação exclusiva. tratase, portanto, de uma educação integral, focada em todo o percurso formativo do aluno. como nosso trabalho não se efetiva de forma isolada, é importante agradecermos a todos os profi ssionais da educação fl uminense que contribuíram com seu trabalho, de forma colaborativa e parceira, para tornar realidade nosso objetivo de sempre proporcionar novas oportunidades de aprendizagem para todos os alunos, preparandoos para o mundo do trabalho e para o exercício de uma vida cidadã. abraços a todos, Antonio Neto Secretário de Educação Sumário 01 Planos Estaduais e Municipais de Educação: desafios do planejamento e da gestão democrática Estudo de Caso Uma Visita Diferente 19 Os Resultados da Avaliação Padrões de Desempenho 25 Seção 01 Rede Municipal SAERJ PLANOS ESTADUAIS E MUNICIPAIS DE EDUCAÇÃO: DESAFIOS DO PLANMENTO E DA GESTÃO DEMOCRÁTICA. Esta revista apresenta os resultados gerais do Sistema de Avaliação da Educação Básica do Estado do Rio de Janeiro (SAERJ) e discussões relacionadas à interpretação desses resultados, visando propor reflexões sobre a importância da avaliação educacional em larga escala para a melhoria da qualidade do ensino no estado. 9 SAERJ Revista do Sistema de Avaliação O Plano Nacional de Educação PNE foi aprovado pela Lei Nº , de 25 de junho de. Além de apresentar as 20 metas que visam à garantia do direito à educação, a referida lei dispõe sobre as diretrizes, as formas de monitoramento e a avaliação do PNE. Especificamente, essas metas estão direcionadas para a universalização da alfabetização, a ampliação do acesso, a valorização dos profissionais da educação, a elevação dos investimentos e a efetivação da gestão democrática. Para atender ao que está disposto no artigo 214 da Constituição Federal, o PNE vigorará por 10 anos, portanto, é um plano decenal. Essa é uma característica que merece destaque, pois imputa ao plano a possibilidade de se configurar como uma política de Estado e não como uma política de governo. Como sabemos, uma política de governo referese a planos, programas ou ações implementadas durante um período governamental. Já a política de Estado, diz respeito a planos, programas ou ações que possuem objetivos de longo prazo e são elaboradas de modo a serem desenvolvidas por um período que vai para além do exercício político de um determinado governo. Pensar em ações com objetivos de longo prazo consonantes com as metas nacionais, certamente, será um grande desafio para os gestores dos sistemas educacionais, uma vez que os sistemas estaduais e municipais de educação deverão atender às determinações apresentadas no artigo 8º da lei (PNE). A orientação é que os Estados, o Distrito Federal e os Municípios elaborarem seus planos de educação, ou adéquem os planos já aprovados em lei, de forma que estejam em consonância com as diretrizes, metas e estratégias previstas no PNE (2024). É evidente que a construção dos Planos Estaduais e Municipais em conformidade com o Plano Nacional é condição fundamental para que as metas nacionais sejam atingidas. A interlocução entre os gestores estaduais e municipais será imprescindível para o bom planejamento das ações que darão concretude às metas estabelecidas pelo PNE e às demandas específicas de cada sistema. A interlocução entre os gestores estaduais e municipais será imprescindível para o bom planejamento das ações que darão concretude às metas estabelecidas pelo PNE e às demandas específicas de cada sistema. 10 Rede Municipal SAERJ [...] a escola pode contribuir sobremaneira na elaboração de diagnóstico e na apresentação de propostas de ações pedagógicas. Outro elemento importante que deve ser observado pelos gestores dos sistemas, é que o plano plurianual (PPA), as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios deverão formulados de maneira a assegurar a consignação de dotações orçamentárias compatíveis com as diretrizes, metas e estratégias deste PNE e com os respectivos planos de educação, a fim de viabilizar sua plena execução. Esse fato exigirá grande empenho dos gestores dos sistemas educacionais no debate acerca das demandas educacionais locais e dos recursos financeiros disponíveis. Sem dúvidas, os gestores, nesse processo de tomada de decisões, têm um papel de destaque, pois são agentes essenciais na condução do projeto educacional com vistas ao desenvolvimento da sociedade. É importante ressaltar que se faz necessário um movimento de discussão, consenso e pactuação entre os sistemas de educação. Conforme estabelecido no artigo 7 o da lei do PNE, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão atuar em regime de colaboração, visando ao alcance das metas e à implementação das estratégias dispostas no plano nacional de educação. Além do diálogo entre as esferas governamentais, é extremamente importante a participação de representantes dos diversos setores da comunidade local nos processos de construção dos planos de educação, uma vez que a participação da comunidade pode contribuir forma significativa na definição de ações condizentes com as realidades e demandas sociais. No processo de construção ou adequação dos planos, a Escola também precisa ser vista como referência e elemento central nos debates e nas tomadas de decisões acerca das ações a serem implementadas. Pois, é na escola que as ações pensadas são concretizadas. Por exemplo, em relação à universalização da alfabetização, o PNE define as seguintes metas: alfabetizar todas as crianças, no máximo, até o final do 3º ano do ensino fundamental e elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para 93,5% até e, até o final da vigência do PNE ( 2024), e ainda, erradicar o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% a taxa de analfabetismo funcional. A escola ganha centralidade no desenvolvimento das ações voltadas para concretização dessas metas, portanto, precisa ser ouvida. A gestão democrática é condição sine qua non nesse processo e demanda dos gestores dos sistemas educacionais a criação de espaços de escuta e de integração, que possibilitem a participação de todos na busca de soluções de problemas que são comuns a todos. Para a definição de metas e planejamento de ações que sejam, de fato, eficazes, é necessário ter clareza dos problemas centrais e suas causas. Da mesma forma, a escola pode contribuir sobremaneira na elaboração de diagnóstico e na apresentação de propostas de ações pedagógicas. Ademais, os educadores precisam conhecer os planos de educação para que o Projeto Político Pedagógico da Escola esteja consonante com as propostas dos Planos Nacional, Estadual e Municipal. Desta forma, podemos dizer que o grande desafio para os gestores dos sistemas na elaboração ou adequação dos planos de educacionais é a promoção de mecanismos de interlocução com os diversos setores da sociedade civil e com as esferas governamentais, e, sobretudo, alcançar o alinhamento dos Planos de Educação Nacional, Estadual e Municipal com os Projetos Políticos Pedagógicos das Escolas. 11 Trajetória O SAERJ a edição de do Sistema de avaliação da educação Básica do estado do Rio de Janeiro (SaeRJ) avaliou os alunos das escolas estaduais e municipais do estado do Rio de Janeiro, nas disciplinas de língua portuguesa e Matemática do 5 e 9º anos do ensino Fundamental e da 3ª série do ensino Médio. a linha do tempo abaixo apresenta a trajetória do Saerj, informando as disciplinas e etapas avaliadas, ano a ano, bem como a participação dos estudantes nas avaliações. ālunos avaliados previstos: X efetivos: disciplinas envolvidas: Língua Portuguesa / Matemática etapas avaliadas: 5º ANO EF, 9º ANO EF e 3ª SÉRIE EM 73,1 % alunos avaliados previstos: efetivos: disciplinas envolvidas: Língua Portuguesa / Matemática etapas avaliadas: 5º ANO EF, 9º ANO EF, 3ª SÉRIE EM, V FASE DA, IX FASE DA, III FASE DO EM DA, 3ª SÉRIE CURSO NORMAL, 4ª SÉRIE DO CURSO NORMAL, 3ª SÉRIE EM INTEGRADO e 4ª SÉRIE EM INTEGRADO ,9 % alunos avaliados previstos: efetivos: disciplinas envolvidas:língua Portuguesa / Matemática etapas avaliadas: 5º ANO EF, 9º ANO EF e 3ª SÉRIE EM 59,2 % alunos avaliados previstos: efetivos: disciplinas envolvidas:língua Portuguesa / Matemática etapas avaliadas: 4º ANO EF, 5º ANO EF, 6º ANO EF, 7º ANO EF, 8º ANO EF, 9º ANO EF, 1ª SÉRIE EM, 2ª SÉRIE EM, 3ª SÉRIE EM, 4ª FASE DA, 5ª FASE DA, 6ª FASE DA, 7ª FASE DA, 8ª FASE DA, 9ª FASE DA, 1ª FASE DO EM DA, 2ª FASE DO EM DA, 3ª FASE DO EM DA, 1ª SÉRIE CURSO NORMAL, 2ª SÉRIE CURSO NORMAL, 3ª SÉRIE CURSO NORMAL, 4ª SÉRIE DO CURSO NORMAL 1ª SÉRIE EM INTEGRADO, 2ª SÉRIE EM INTEGRADO e 3ª SÉRIE EM INTEGRADO 80,6 % alunos avaliados previstos: efetivos: disciplinas envolvidas: Língua Portuguesa / Matemática etapas avaliadas: 5º ANO EF, 9º ANO EF, 3ª SÉRIE EM, 5ª FASE DA, 9ª FASE DA, 3ª FASE DO EM DA, 3ª SÉRIE DO NORMAL MÉDIO, 4ª SÉRIE DO NORMAL MÉDIO, 4ª SÉRIE INTEGRADO, PAEFM4, PAEMM4 80,9 % alunos avaliados previstos: efetivos: disciplinas envolvidas: Língua Portuguesa / Matemática etapas avaliadas: 5º ANO EF, 9º ANO EF, 3ª SÉRIE EM, FASE IX ENSINO FUNDAMENTAL DA, MÓDULO IV EF ANOS INICIAIS DA, MÓDULO IV EF ANOS FINAIS DA, MÓDULO IV ENSINO MÉDIO DA, 3ª SÉRIE DO CURSO NORMAL, 3ª SÉRIE EM INTEGRADO, 3ª SÉRIE DO ENSINO MÉDIO INOVADOR, 3ª SÉRIE EM CECA, MÓDULO IV PROJETO AUTONOMIA EF ANOS FINAIS, MÓDULO IV PROJETO AUTONOMIA ENSINO MÉDIO, MÓDULO IV EF ANOS INICIAIS DIESP, MÓDULO IV EF ANOS FINAIS DIESP ,9 % alunos avaliados previstos: efetivos: disciplinas envolvidas: Língua Portuguesa / Matemática etapas avaliadas: 5º ANO EF, 9º ANO EF, 3ª SÉRIE EM, 5ª FASE DA, 9ª FASE DA, 3ª FASE DO EM DA, 3ª SÉRIE DO CURSO NORMAL, 4ª SÉRIE DO CURSO NORMAL, 3ª SÉRIE EM INTEGRADO, 4ª SÉRIE EM INTEGRADO, PAEF I IV, PAEM I IV 83,2 % alunos avaliados previstos: efetivos: disciplinas envolvidas: Língua Portuguesa / Matemática etapas avaliadas: 5º ANO EF, 9º ANO EF, 3ª SÉRIE EM, FASE V ENSINO FUNDAMENTAL DA, FASE IX ENSINO FUNDAMENTAL DA, FASE III ENSINO MÉDIO DA, MÓDULO IV ENSINO MÉDIO DA, 3ª SÉRIE DO CURSO NORMAL, 3ª SÉRIE EM INTEGRADO, 4ª SÉRIE EM INTEGRADO, 3ª SÉRIE DO ENSINO MÉDIO INOVADOR, MÓDULO IV PROJETO AUTONOMIA EF ANOS FINAIS, MÓDULO IV PROJETO AUTONOMIA ENSINO MÉDIO Seção 02 ESTUDO DE CASO REALIDADE AÇÃO DISCUSSÕES SOBRE AVALIAÇÃO EDUCACIONAL PROBLEMA RESULTADO BASEADO EM HISTÓRIAS REAIS EXPERIÊNCIAS COTIDIANAS DESAFIOS DIÁLOGOS COMPREENSÃO Rede Municipal SAERJ Os desafios e as realizações de um gestor educacional: derrubar muros e construir mais pontes O lugar O município de Água Verde fica no interior do estado. É uma cidade pequena, com cerca de três mil habitantes, considerando aqueles que residem na zona rural. A principal atividade econômica da cidade é a pecuária leiteira e a agricultura familiar. As pessoas que residem na área urbana, em sua maioria, são funcionários da prefeitura ou trabalham em uma fábrica de meias, recém instalada em Água Verde. Como toda bela cidade do interior, Água Verde possui uma linda praça, com a igreja matriz ao centro e o comércio no entorno. Não muito longe, está a escola. A única na área urbana. Há ainda outras três, localizadas em distritos de Água Verde. Essas são bem pequenas, atendendo, apenas, a Educação Infantil e os anos iniciais do Ensino Fundamental. Já aquela, localizada na área urbana, a Escola Municipal Professora Terezinha Mattos, atende desde a Educação Infantil ao 9º ano do Ensino Fundamental, pelo município, e, à noite, funciona o Ensino Médio, sob a responsabilidade do estado. A referida escola foi inaugurada em meados da década de 1980 e mantém, até hoje, a mesma estrutura arquitetônica, apesar das pequenas reformas já empreendidas. Até inicio dos anos 2000, toda a escola era de responsabilidade do estado Escola Estadual Professora Terezinha Mattos. Com o processo de municipalização a partir da nova LDB 9394/96, o Ensino Fundamental tornouse responsabilidade prioritária dos municípios, e a escola de Água Verde passou a ser chamada de Escola Municipal Professora Terezinha Mattos. E, em forma de parceria, a escola continuou abrigando o Ensino Médio, esse sob responsabilidade da rede estadual. O contexto político e educacional Ao ser convidada pelo prefeito para assumir a secretaria municipal de educação de Água Verde, a professora Janete ficou muito honrada, ela que foi aluna da Escola Professora Terezinha Mattos toda a sua vida e depois, desde que se formou no Magistério, no Ensino Médio, tornouse professora da escola. Posteriormente, fez faculdade de Pedagogia, especializouse em Gestão e Avaliação Educacional e fez seu mestrado em educação, cujo foco de estudo foi as políticas de formação de professores e seus impactos na prática docente. Toda a sua formação profissional só fez com que Janete quisesse, cada vez mais, estar na escola, contribuir com os colegas no processo de ensino e aprendizagem, assim como também ajudar na gestão da escola. Por diversas veze, o nome de Janete aparecia como sugestão para o cargo de diretora, mas ela nunca aceitara. Gostava da sala de aula e das possibilidades que essa ocupação lhe permitia. Agora, essa surpresa: tornarse secretária de educação, responsável não apenas pela Escola Terezinha Mattos, mas por toda a educação do município. Janete hesitou bastante antes de aceitar o convite. Pelas mesmas razões de nunca ter cogitado a direção da escola e por saber que poderia enfrentar muitos desafios, que ela não sabia se seria capaz de superar. Mas, como educadora comprometida, não pode fugir à responsabilidade. Ela precisava lançarse a esse desafio e lutar, de todas as formas, para que o melhor fosse feito. Como professora há bastante tempo na rede, Janete conhecia bem as virtudes e as dificuldades da educação do município. Sabia muito sobre a escola em que trabalhava, e tinha alguma ideia sobre a realidade das escolas dos distritos. Nessas, o que mais preocupava Janete era a distância. Não a geográfica, mas aquela que se colocava entre as professoras, a supervisora pedagógica e o órgão central. No caso, a secretaria municipal de educação de Água Verde. As quatro escolas do município não eram articuladas, os profissionais não se comunicavam. Havia duas reuniões no ano que eram comuns às escolas. Mas, tratavamse de reuniões mais burocráticas e administrativas. O pedagógico, raramente, era tema de pauta. O que corria, como boato, era que os professores das escolas dos distritos não se sentiam parte da rede. Ou, pelo menos, não se sentiam nas 15 SAERJ Revista do Sistema de Avaliação Após algum tempo, aproximadamente, três anos, Janete já consegue ver alguns frutos da sua gestão e daqueles passos que ela deu no início da administração mesmas condições dos professores que atuavam na escola urbana. Esse era um primeiro e grande desafio que Janete precisava enfrentar. E que, certamente, estava por trás dos demais problemas que ora viessem a acometer a educação do município de Água Verde. Outro ponto importante que Janete já sabia que precisava olhar com cuidado eram os dados sobre a avaliação. Era do conhecimento de todos que o município não havia conseguido atingir suas metas no IDEB em nenhuma de suas edições. Os resultados na avaliação estadual também não eram nada animadores. E, claro, o fluxo escolar era desanimador. Havia altos índices de retenção nas escolas do município, mesmo que o número de alunos atendido não fosse tão grande, sobretudo, nas escolas dos distritos. Esse foi um pedido pessoal do novo prefeito: que Janete cuidasse para que a qualidade da educação do município de Água Verde melhorasse; que os alunos pudessem aprender o necessário para que dessem prosseguimento ao seu processo de escolarização no Ensino Médio e, claro, que pudessem ter base para cursarem a faculdade. Esse foi um compromisso assumido pelo prefeito: viabilizar o acesso dos moradores de Água Verde ao Ensino Superior, buscando parcerias e insumos para o transporte dos estudantes até a universidade e as faculdades mais próximas. Ao contrário do que ocorria com o Ensino Fundamental, os resultados do Ensino Médio eram bem melhores. Mesmo não superando as metas estipuladas para o IDEB, as médias da escola vinham crescendo a cada edição e seus resultados na avaliação do estado também demonstravam que os alunos do Ensino Médio apresentavam desempenho bem melhor. O que estava ocorrendo com os alunos do Ensino Fundamental? Como essa geração, que hoje apresenta desempenho aquém do esperado para a sua etapa de escolaridade, vai chegar ao Ensino Médio? Será que a rede estadual vai continuar crescendo se receber, no Ensino Médio, alunos com defasagem nas etapas do Ensino Fundamental? Eis o grande desafio que se colocava para Janete. Os primeiros passos em direção à superação dos desafios Como já destacado, Janete observou dois grandes pontos que ela precisava atacar, e que, se ela não estivesse enganada, estavam diretamente relacionados. O primeiro e mais visível estava relacionado à qualidade da educação no município. E que, certamente, tinha muito a ver, dentre outras razões, com a desarticulação já percebida por Janete entre os professores e entre as escolas. Esse seria o primeiro passo que Janete daria: identificar as reais razões para esse distanciamento para isso a própria secretaria teria que se aproximar mais das escolas, dos professores, dos alunos e de suas famílias. E, claro, aproximarse da direção e toda a equipe do Ensino Médio. Sim, isso também era necessário, uma vez que os professores da Escola Municipal Professora Terezinha Mattos e os professores da Escola Estadual, que funcionava à noite, trabalhavam de maneira fragmentada, como se fossem dois prédios diferentes, comunidades diferentes, realidades distintas. Era preciso derrubar os muros e construir pontes. Janete iniciou seu trabalho levantando, durante todo o mês de janeiro, as informações necessárias para conhecer mais de perto os dados que ainda não eram de seu conhecimento, em relação à realidade educacional de Água Verde. Informouse sobre dados estatísticos, de rendimento dos alunos até informações sobre as famílias dos alunos, o perfil dos professores, salários, tempo de serviço, formação etc. Conversou muito com as
Search
Related Search
We Need Your Support
Thank you for visiting our website and your interest in our free products and services. We are nonprofit website to share and download documents. To the running of this website, we need your help to support us.

Thanks to everyone for your continued support.

No, Thanks
SAVE OUR EARTH

We need your sign to support Project to invent "SMART AND CONTROLLABLE REFLECTIVE BALLOONS" to cover the Sun and Save Our Earth.

More details...

Sign Now!

We are very appreciated for your Prompt Action!

x