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1. FUNDAMENTOS E DIDÁTICA DA HISTÓRIA I 2. 1 FUNDAMENTOS E DIDÁTICA DA HISTÓRIA I 3. 2 Fundamentos e Didática da História I copyright © FTC EaD Todos os direitos…
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  • 1. FUNDAMENTOS E DIDÁTICA DA HISTÓRIA I
  • 2. 1 FUNDAMENTOS E DIDÁTICA DA HISTÓRIA I
  • 3. 2 Fundamentos e Didática da História I copyright © FTC EaD Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei 9.610 de 19/02/98. É proibida a reprodução total ou parcial, por quaisquer meios, sem autorização prévia, por escrito, da FTC EaD - Faculdade de Tecnologia e Ciências - Ensino a Distância. www.ftc.br/ead ♦ PRODUÇÃO ACADÊMICA ♦ Gerente de Ensino ♦ Jane Freire Autor (a) ♦ Selma Reis Supervisão ♦ Ana Paula Amorim Coordenação de Curso ♦ Tatiane de Lucena Lima ♦ PRODUÇÃO TÉCNICA ♦ Revisão Final ♦ Carlos Magno Brito Almeida Santos Coordenação ♦ João Jacomel Equipe ♦ Alexandre Texugo, Ana Carolina Alves, Cefas Gomes, Delmara Brito, Diego Maia, Fábio Gonçalves, Francisco França Júnior, Hermínio Filho, Israel Dantas, Lucas do Vale, Mariucha Silveira e Tatiana Coutinho. Editoração ♦ Delmara Brito dos Santos Ilustração ♦ Francisco França e Fábio Gonçalves Imagens ♦ Corbis/Image100/Imagemsource EQUIPE DE ELABORAÇÃO/PRODUÇÃO DE MATERIAL DIDÁTICO: Presidente ♦ Vice-Presidente ♦ Superintendente Administrativo e Financeiro ♦ Superintendente de Ensino, Pesquisa e Extensão ♦ Superintendente de Desenvolvimento e>> Planejamento Acadêmico ♦ SOMESB Sociedade Mantenedora de Educação Superior da Bahia S/C Ltda. FTC - EaD Faculdade de Tecnologia e Ciências - Ensino a Distância Diretor Geral ♦ Diretor Acadêmico ♦ Diretor de Tecnologia ♦ Diretor Administrativo e Financeiro ♦ Gerente Acadêmico ♦ Gerente de Ensino ♦ Gerente de Suporte Tecnológico ♦ Coord. de Softwares e Sistemas ♦ Coord. de Telecomunicações e Hardware ♦ Coord. de Produção de Material Didático ♦ Reinaldo de Oliveira Borba Roberto Frederico Merhy Jean Carlo Nerone André Portnoi Ronaldo Costa Jane Freire Luís Carlos NogueiraAbbehusen Romulo Augusto Merhy Osmane Chaves João Jacomel Gervásio Meneses de Oliveira William Oliveira Samuel Soares Germano Tabacof Pedro Daltro Gusmão da Silva
  • 4. 3 SumárioSumárioSumárioSumárioSumário 07○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ O ENSINO DA HISTÓRIA PLANEJAR E AVALIAR HISTÓRIA NAS SÉRIES INICIAIS O Histórico do Ensino da História Os Objetivos da História nas Séries Iniciais O Perfil do Professor de História A Memória para Ensino da História Atividades Complementares 13○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 16○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 20○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ O Planejamento da Aula de História Os Conteúdos de História para as Séries Iniciais Trabalhos com Temas Transversais As Datas Comemorativas nas Séries Iniciais Atividades Complementares 27○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 37 ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ O ENSINO DA HISTÓRIA NO PRIMEIRO CICLO O Planejamento de História para o Primeiro Ciclo Os Conteúdos de História para o Primeiro Ciclo Eixo Temático: História Local e do Cotidiano Critérios de Avaliação para o Primeiro Ciclo Atividades Complementares 51 58○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 67○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 69○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 41○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 45 ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ A DIDÁTICA NO ENSINO DA HISTÓRIA A HISTÓRIA NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 07 27○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 51 25○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 71 ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 07 48 ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 51
  • 5. 4 Fundamentos e Didática da História I O Eixo Temático: Organização Populacional Critérios de Avaliação para o Segundo Ciclo Atividades Complementares Atividade Orientada Glossário Referências Bibliográficas 81○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 83○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 85○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 87○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 91○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 93○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ O ENSINO DA HISTÓRIA NO SEGUNDO CICLO O Planejamento de História para o Segundo Ciclo Os Conteúdos de História para o Segundo Ciclo 77○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 73 73
  • 6. 5 Apresentação da Disciplina Caro (a) educando (a), Um dos principais objetivos de quem estuda História é conhecer as diferenças e semelhanças culturais existentes entre as sociedades, pois só assim é possível respeitá-las. Para isso, é preciso navegar no tempo e no espaço tentando compreender essas diferentes maneiras que o homem caminha, dando significado a sua existência. Nas séries iniciais do Ensino Fundamental a História não se difere, apenas começamos a alfabetizar nossas crianças para que elas se percebam como sujeitos e agentes dessa caminhada. Isso implica em dizer que qualquer conteúdo, trabalhado em sala de aula pelo professor, parte do saber que a criança já possui. Esse saber construído no seu cotidiano – pela observação e por informações diversas – é o ponto de partida para a ação pedagógica. Aprenderemos com Fundamentos e Didática da Historia I a levar os nossos alunos a se expressarem através dos diversos níveis de linguagem. Narrando experiências de vida, criando e desenvolvendo as emoções para construir e reconstruir seu espaço historicamente; fazê-lo um ser crítico e reflexivo numa sociedade multifacetada. Porque a verdadeira História se constrói a partir do concreto, do próximo – das partes, do todo - da história do indivíduo, na sua relação com outros indivíduos no dia-a-dia. Sucesso! Profa. Selma Reis.
  • 7. 6 Fundamentos e Didática da História I
  • 8. 7 A HISTÓRIA NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL O início do novo milênio se caracteriza pelas incertezas com as quais nos defrontamos em nossas vivências cotidianas. Num mundo globalizado, interligado por novas tecnologias e no qual o volume de informações e de dados corresponde à dificuldade de apreendê-los, é comum o ser humano sentir-se apreensivo em relação à compreensão do meio social. Nesse sentido, o estudo da História para as séries iniciais deve possibilitar um diálogo entre o presente e o passado, que privilegia a construção do saber historiográfico pelo aluno, tornando hábil a observar e a criticar sua própria realidade. Compreendendo o passado, a criança se observa numa dimensão histórica e verifica que o presente também é passível de mudança. Assim, essa construção do conhecimento deve apresentar-se dinâmica e não estática, demonstrando que o saber é passível de inúmeras interpretações. Segundo a teoria de Piaget, a partir dos sete anos a criança entra no estágio da operação concreta, onde ela precisa interiorizar os objetos reais para realizar a operação mental. Nesse momento, o ensino deve partir de experiências da realidade mais próxima, do que é conhecido e vivenciado, para que, gradativamente, os conhecimentos se ampliem e se estabeleçam as relações necessárias entre o próximo e o distante. O próximo deve estar sempre presente no trabalho de História. Entenda-se que o próximo não se define como algo que está perto, ao redor, mas aquilo que tem importância e significado para a criança, que faz parte de sua realidade. O concreto, não como algo palpável, mas algo incorporado aos valores da criança, às suas fantasias, àquilo que acredita como verdadeiro. Tomar o cotidiano como ponto de partida significa incorporar o conhecimento que o aluno traz de sua experiência de vida; é partir para temas significativos para que a prática educacional seja ativa e participante. Como o objeto de estudo da História é o homem em sociedade, o objetivo mais relevante do ensino da História é a constituição da noção de identidade, tomando como ponto de partida a realidade do próprio aluno. O Histórico do Ensino da História O ENSINO DA HISTÓRIA
  • 9. 8 Fundamentos e Didática da História I O ensino da História orienta-se numa didática renovada que não tem uma metodologia definitiva e única, mas efetiva no seu processo de experimentação. Os conteúdos são selecionados com vista em temáticas que privilegie assuntos relacionados aos interesses e à faixa etária dos alunos, sem perder o vínculo com os conteúdos significativos. Essa seleção está voltada para a concepção de história enquanto estudo das sociedades em seu processo de construção e de transformação, motivado pelas exigências do presente, com o objetivo de contribuir, significativamente, para a formação de um modo de pensar que se pode dizer crítico (POSITIVO, 2006, p.2) Portanto, o ensino da História permite à criança perceber que esses mesmos conhecimentos, no decorrer do tempo, são construções históricas que se criam e se renovam em diferentes contextos e que não são fechadas em si mesmas, podendo ser relativizadas e reinterpretadas. A mediação entre os fatos presentes e passados privilegia a construção do saber historiográfico pelo aluno, que se sentirá hábil a observar e a criticar sua realidade. Compreendendo o passado, a criança se observa numa dimensão histórica e, alterando- se no decorrer do tempo, verifica que o presente também é passível de mudanças. Levando em consideração que vivemos em um mundo repleto de indeterminações, torna-se importante selecionar conhecimentos que possibilitem à criança construir e aprimorar seus sentimentos e visões de mundo. Esses conhecimentos devem ser abordados nas usas variadas facetas, ou seja, demonstrando que o saber é ativo, portanto passível de inúmeras mudanças. Quando a criança passa a construir o seu conhecimento, observando a sua construção no decorrer do tempo, percebe que esses mesmos conhecimentos são construções históricas que se criam e renovam em diferentes contextos e que não são fechados em si mesmos. Portanto, o conhecimento adquirido na escola deve se tornar uma ferramenta de intervenção no mundo. Trabalhar uma proposta pedagógica de História quer dizer inserir-se na sociedade, buscando refletir questões significativas para a formação do aluno, averiguar os problemas atuais e estimular no aluno a sua capacidade criadora, para que conquiste sua autonomia em gerenciar os desafios cotidianos. A partir da leitura do presente, ele é convidado a dialogar com o passado, selecionando conteúdos significativos. Para o Sistema Positivo de Educação (2006), para as séries iniciais, o trabalho em História contempla estratégias dinâmicas que visam provocar reflexões de temas significativos relacionados à vivência dos alunos. Ao mesmo tempo, aproxima-se de uma proposta interdisciplinar, à medida que propõe conteúdos possíveis de interagirem com outras áreas do conhecimento. Como o Brasil vive, atualmente, um extenso processo migratório que está desarticulando as formas tradicionais de relações culturais e sociais e provocando uma alarmante perda de identidade, com resultados que ainda não se conseguiu avaliar. Hoje, o ensino da História tem objetivos específicos, e o mais relevante deles é construir essa noção de identidade. A escola deve estabelecer relações entre identidades individuais, sociais e coletivas, destacando, aí, aquelas que se constituem como nacionais. O principal objetivo geral da educação deve se basear no esforço em auxiliar os estudantes na elaboração do conhecimento histórico, na investigação da realidade, refletindo a respeito de sua ligação com um passado mais distante, buscando compreender a historicidade das representações culturais, ou seja, um ensino de História voltado para sujeitos históricos, que deve propiciar um conhecimento mais amplo da realidade em que vivem. De acordo a LDB 9394/96, a Educação Escolar divide-se em Educação Básica e Educação Superior. O Ensino Fundamental, juntamente com a Educação Infantil e o Ensino Médio, compõe a Educação Básica.
  • 10. 9 Art. 32, LDB 9394/96: o Ensino Fundamental, com duração mínima de oito anos, obrigatório e gratuito na escola pública, terá por objetivo a formação básica do cidadão. É obrigatório para todas as crianças na faixa etária entre 7 e 14 anos e jornada escolar anual de 800 horas-aula, distribuídas em 200 dias letivos. A meta de cada escola de ensino fundamental é fornecer ao aluno acesso à base comum nacional e à parte diversificada, o que inclui as características regionais da sociedade, da cultura, da economia e do cotidiano do aluno. O Ensino Fundamental terá por objetivo a formação básica do cidadão, mediante: I- O desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos, o pleno domínio da leitura e do cálculo; II- A compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade; III- O desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores; IV- O fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social. Os Parâmetros Curriculares Nacionais, estabelecidos pelo MEC, redefiniram os conteúdos do Ensino Fundamental dos 1º e 2º ciclos (1ª a 4ªsérie). Propuseram, também, novas maneiras de abordá-los. Por isso, a necessidade de estudos e compreensão do que se pretende com o processo de ensino e aprendizagem. É fundamental um referencial para o ensino e aprendizado dos conteúdos científicos e escolares de acordo com cada nível de ensino. É preciso ressaltar, que nesta fase (1ª a 4ª série), a importância do estudo por comparação, visto que os alunos ainda estão num estágio operatório-concreto. Eles precisam ter os objetos, através de suas imagens, sempre presente na mente, para poder pensar sobre eles. Esse é o período em que é absolutamente necessária uma constante busca das experiências vividas pelos alunos em cada conteúdo analisado. O próprio conteúdo adquire significado para as crianças à medida que se liga com as suas concepções prévias ou espontâneas. O conteúdo precisa estar intimamente relacionado às experiências do aluno. O aluno, neste caso, se constitui o centro da aprendizagem, estimulado a interagir com o ambiente, colegas e professores. Novas conquistas nos aspectos intelectuais, sociais e afetivos caracterizam esta fase, possibilitando a evolução de valores cultivados desde a Educação Infantil. Dominando com mais propriedade os símbolos e as possibilidades de utilizá-lo, está em condições de ampliar conhecimentos mais abstratos e diversificados. O professor, consciente do seu papel de mediador no processo de ensino/ aprendizagem, busca nas suas intervenções, salientar os pontos fortes do aluno nas suas realizações e atitudes, elevando a sua auto-estima e organizando situações de aprendizagem prazerosas e significativas. Investe na tarefa de transformar o aluno em solucionador de problemas, estimulando a prática da reflexão; organiza diversidade de experiências de aprendizagem que favoreçam o pleno exercício das habilidades intelectuais. Ciente da sua responsabilidade com relação à bagagem cultural a ser fortalecida nesta fase, o professor orienta a realização de pesquisas, faz perguntas, solicita críticas, colabora para transformar o aluno num construtor de saber vivenciado. Os conteúdos de Hhistória são selecionados, prevalecendo o caráter lúdico que estimula a curiosidade e as descobertas. Amplia-se, nas séries iniciais do ensino Fundamental, a construção de conhecimentos por meio de jogos, pesquisas, representações, saídas culturais, possibilitando o envolvimento do aluno, a partir do significado, a contextualização e o desenvolvimento de competências básicas.
  • 11. 10 Fundamentos e Didática da História I O trabalho com os conteúdos adquire cada vez mais a sistematização necessária para o fortalecimento do saber científico, mantendo-se fundamental o caráter ativo da aprendizagem, utilizando os recursos da tecnologia moderna, dentro de um contexto significativo para o aluno.Aampliação de conhecimentos é trabalhada em todos os componentes curriculares, de forma a garantir a compreensão de mundo, comunicação, análise das informações e lazer. A História da educação no Brasil está fortemente ligada à educação católica. No XVI, vigorava em Portugal uma estreita união entre a Igreja e o Estado, caracterizada pelo regime do padroado, pelo qual a Santa Sé confere à Coroa portuguesa o controle da igreja internacional. Portugal buscou preservar e dilatar o império e a fé, numa Europa sacudida por revolução no pensamento – período do Iluminismo – e pelo protestantismo. O desígnio da cristandade no século XVI é colocar em qualquer lugar um administrador cristão, onde se encontrasse os seres humanos para a conversão dos nativos, tornando-os cristãos e adaptando-os à estrutura e grupos que compunham a sociedade na época. É sob o padroado que a Igreja estará ligada à descoberta do Brasil e a sua colonização, como também assumirá o ministério da educação. No Brasil colônia, os jesuítas se dedicaram à pregação da fé católica e ao trabalho educativo por meio de escolas, instruindo crianças a ler e escrever. De acordo com Moura (2000), os jesuítas, para atingir com mais eficácia o seu papel de educar as crianças nativas, mandaram trazer de Portugal crianças órfãs para conviver com elas. Além desse papel educativo junto aos nativos os jesuítas desenvolveram cursos elementares, como os cursos de Letras e Filosofia, considerados secundários, e o curso de Teologia e Ciências Sagradas, de nível superior, para formação de sacerdotes. Esses cursos se davam em duas etapas: O curso de Letras onde se estudava gramática latina, humanidades e retórica; e o curso de Filosofia, em que se estudava lógica, metafísica, moral, matemática e ciências físicas e naturais. Assim, os jesuítas permaneceram como mentores da educação brasileira durante duzentos e dez anos, de 1549 até 1759 quando foram expulsos de todas as colônias portuguesas por decisão de Sebastião José de Carvalho, Marquês de Pombal, primeiro- ministro de Portugal. A História a ser ensinada até então compreendia o conhecimento histórico como catequese: aprender a moral cristã. A história aparecia como disciplina optativa do currículo. Quando suprimiu as escolas jesuíticas de Portugal e de todas as colônias, Pombal criou as aulas régias, com disciplinas isoladas, sem planos sistemáticos de estudos, dadas por professores mal-preparados para a função, já que eram improvisados e mal pagos; nomeados por indicação ou sob concordância de bispos e se tornavam "proprietários" vitalícios de suas aulas régias. O resultado da decisão de Pombal, até o início do século XIX, foi uma educação reduzida a praticamente nada. A História só vai ser instituída nas escolas como disciplina a partir de 1837, com conteúdos de história geral, com a criação do Colégio D. Pedro II e a História do Brasil em 1855 para o curso secundário. Posteriormente é que vão ser desenvolvidos programas para ensinar História nas escolas elementares, ou seja, para escolas que trabalhavam somente com o ensino fundamental.
  • 12. 11 A disciplina História, obrigatória nos currículos escolares, só vai ser priorizada na segunda metade do século XIX, quando surge a necessidade de uma identidade nacional, baseada no nacionalismo, no patriotismo. Os novos parâmetros educacionais começam a dar ênfase a História para atender às novas perspectivas relacionadas às mudanças sociais e econômicas em curso no país. O ato adicional de 1834 passou a atribuir ao poder legislativo a competência para regularizar a educação a nível superior, deixando às províncias e municípios a instrução primária e também a secundaria. Nas primeiras décadas do século XX, esses novos parâmetros apontam para a necessidade de aprofundar o conceito de identidade nacional, criando o que Bittencourt (2004) chama o mito do Estado/Nação, substituindo o ideário nacionalista das propostas cu
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