Art & Photos

1 Graduado em História pelo Centro Universitário Barão de Mauá, Ribeirão Preto - SP

Description
1 A Modernidade: As novas representações de Ribeirão Preto na 1ª República Lucas VICENTE 1 RESUMO Estaremos averiguando o processo de estruturação de uma nova sociedade, que reestruturam os seus valores
Categories
Published
of 17
All materials on our website are shared by users. If you have any questions about copyright issues, please report us to resolve them. We are always happy to assist you.
Related Documents
Share
Transcript
1 A Modernidade: As novas representações de Ribeirão Preto na 1ª República Lucas VICENTE 1 RESUMO Estaremos averiguando o processo de estruturação de uma nova sociedade, que reestruturam os seus valores e seus ritos sociais. Dimensionados na década de vinte com a nova significância de Ribeirão Preto, uma nova modalidade do moderno, apresentado pelas estruturas urbanas do comércio e da indústria, representados pela série de Estado, Munícipios e Almanaques. PALAVRAS-CHAVE: 1 Ribeirão Preto 2 História Social 3 História econômica 4 Almanaques 5 Grupos Urbanos. ABSTRACT We will be verifying the process of structuring a new company, which restructured its values and its social rites. Sized in the twenties with the new significance of Ribeirao Preto, a new kind of modern urban structures presented by the trade and industry, represented by the series of states, municipalities and Almanacs. KEYWORDS: 1 Ribeirao Preto 2 Social History 3 Economic history 4 Almanacs 5 Urban Groups. Apresentação: A Belle Époque é denominada algumas vezes de forma simplista e resumida, focalizando apenas as relações cafeeiras, colocando de lado as outras transformações nas estruturas históricas do período. Este apego do historiador aos cafeicultores cria um mundo artificial, onde o cafeicultor manda e desmanda, e o poder está sobre sua mão, colocando quase como um poder absoluto 2. 1 Graduado em História pelo Centro Universitário Barão de Mauá, Ribeirão Preto - SP 2 Não queremos questionar detenção de poder do cafeicultor, mas refletir se o poder visto teorizado nas teses podem configurar com contexto histórico, já que sua formulação de poder é formado por alianças, que denota sua necessidade de apoio político-social, delimitando a idéia de mando e desmando, e de até sua auto-suficiência e de todo poder. Como mostra Blondel, Maria I. P. de Queiroz, em CARDOSO, Fernando Henrique. O Brasil Republicano, volume 1: estrutura de poder e economia ( ). Dir. Boris Fausto. 6 ed. Rio de Janeiro; Bertrand Brasil, Cap. III. 2 Este trabalho procura sair destas linhas, apontando novas formas de olhar a Belle Époque, demonstrando que o seu mundo era mais complexo que a ação apenas do cafeicultor, esta complexidade pode ser vista, pela capitalização do comércio e seu impulso, para a construção de trabalhos urbanos, e de uma sociedade urbana, que segue uma nova mentalidade, a ascensão do mundo burguês ao poder, um novo papel da mulher nos centros urbanos, entre outros. O período da República Velha é influenciado pela ação da modernidade 3, esta já muito bem estuda pelo CEMUC 4, evidencia as novas infraestruturas matérias como a energia elétrica, a máquina a vapor, a urbanização entre outros. Compondo uma nova estrutura social, denominada Belle Époque, centros urbanos condicionados pelo capital cafeeiro, a urbanização não só criara novos símbolos sociais, mas estabelece um nova mentalidade 5. Esse dialogismo da modernização 6, e seus aparelhos de transformação 7, elabora um novo compasso social 8, baseado nas novas infraestruturas imateriais, nos novos modelos de pensamento que articulam no meio social, como a racionalidade do capitalismo, positivismo, cientificismo e seus novos símbolos do progresso 9. Neste contexto destacam-se alguns municípios; tais como São Paulo, Campinas e Ribeirão Preto, os principais representantes do coffe busines. Neste quadro interessa-nos, particularmente, buscarmos identificar os vestígios desse duplo processo de modernização e modernidade 10, identificando seus aspectos econômicos e, principalmente os sociais, atentando para as práticas que relam a [...] a constituição histórica de um sujeito de conhecimento através 3 BERMAN, M. Tudo que é Sólido Desmancha no ar: a aventura da modernidade, São Paulo, Companhia das Letras, p DUBY, G. Idade Média, Idade dos Homens: do amor e outros ensaios. trad.batista, J; São Paulo Editora Schwarez, Este estudo tem uma imagem de atuação do mode rno que é compartilhada, pela proposta do CEMUC (Centro de Estudos da Modernidade e Urbanização do Mundo do Café). DOIN, J. E. M. et all. A Belle Époque caipira: problematizações e oportunidades interpretativas da modernidade e urbanização no Mundo do Café ( ) - a proposta do Cemumc. Rev. Bras. Hist. v.27 n.53. São Paulo jan./jun. 2007, p Este estudo tem uma imagem de atuação do moderno que é compartilhada, pela proposta do CEMUC (Centro de Estudos da Modernidade e Urbanização do Mundo do Café). DOIN, J. E. M. et all. A Belle Époque caipira: problematizações e oportunidades interpretativas da modernidade e urbanização no Mundo do Café ( ) - a proposta do Cemumc. Rev. Bras. Hist. v.27 n.53. São Paulo jan./jun. 2007, p ARBEX, J. SENISE Jr, M. ob cit. 9 Como modernização de grandes cidades como Rio de Janeiro; melhoria do porto, saneamento da cidade e a reforma urbana, além reconstrução material urbana da cidade, que usa da imagem francesa para denotar um aspecto moderno na arquitetura, e reprodução de signos deste estado, como iluminação elétrica, lojas de artigos importados, revistas em jornais vinculando o modelo de moderno de ser, sendo cartilhas ideológicas de boas maneiras de ser. NOVAIS, Fernando A. Historia da Vida Privada no Brasil, República: da Belle Époque à Era do Rádio. Organizador volume Nicolau Sevcenko. São Paulo; Companhia das Letras, p BERMAN, M. ob. cit. 3 de um discurso tomado como um conjunto de estratégias que formam parte das práticas sociais. 11 Essas práticas são as representações desta elite que procura de toda maneira, recriar este processo de modernidade, em novos símbolos sociais, que são o reflexo de sua imagem, gloriosa e moderna, o moderno era ponto a ser papável. 12 Esta nova construção social do tecido urbano será o foco deste estudo, pois procura estudar a ação material do comércio e da indústria, impulsionadas indiretamente e diretamente pelo capital cafeeiro. No entanto, esta apresenta uma dinâmica própria, configurando em seu espaço, novas construções mentais. Denotando uma reestruturação das camadas sociais, tanto pela imersão das classes urbanas, como a reinvenção do ser coronel, de sua classe agrícola, que deixa para trás a imagem do coronelismo mercantil, para se instaurarem como uma indústria agrícola. Isto permite entendermos como Ribeirão Preto se formou um centro de serviços da região, e notarmos a ACI como um dos centros político-social e uma das capitais do agronegócio brasileiro. Modernidade em Ribeirão Preto : A modernidade, um turbilhão de permanente desintegração e de mudança, de unidade e desunidade 13, um sistema paradoxal e permanente, a sua atuação sem fim de desvincular o arcaico, para inserir o novo, desta rima entendemos o século XX, período máximo desta modernidade, vista em imagens de matérias do progresso, e sua tecnologia, na forma imaterial e os novos modelos mentais 14, estas transformações traz os novos sistemas de valores sociais e seus ritos 15. O processo que ao parecer do projeto é acrescida pelo comércio, tendo o café como o agente dinamizador de mercado, vinculando diretamente seu 11 FOUCAULT, M. A ordem do discurso. 4. ed. São Paulo: Loyola, 1998a. p NOVAIS, Fernando A. ob cit. p Termo modernidade de Berman se refere a terceira fase da modernidade, configurada pelo seu desenvolvimento que atinge picos espetaculares na arte e no pensamento, mas ao mesmo tempo se fragmentando em seu sentido e perdendo a sua capacidade de dar sentido à vida das pessoas. Sentido este que não é possível mais delimitar, visto que a própria modernidade produz seus inimigos e amigos. Tentando especificar o pensamento moderno, Marshall Berman delimita Jean Jacques Rousseau como seu guia.em sua novela A nova Heloísa, Rousseau,através do jovem protagonista, tenta descrever a atmosfera de desordem e ausência de sentido para a vida do mesmo. BERMAN, ob cit.. 14 Idem 24; DUBY, G. ob cit. p.142. 4 capital a denominada indústria agrícola 16. Esta função do comércio é formada pelo vazamento de capital como ocorre, com Diederichsen, Brancato e pela ação conjunta, como de Paschoal e Domingos Innechi, Família Uchôa. Assim as classes urbanas conseguiram lugar de destaque na década de 1910, visto que é possível identificar a diversificação de serviços, de ramos indústrias e do comércio. É este comércio que ergue com uma parada obrigatória dos viajantes de comércio, como informa os municípios paulistas de , signo que permite vincular já uma imagem qualitativa e de expressão, pois agora a cidade começa a ser vista também como uma cidade comercial, contudo de forma secundária e complementar, devido ainda percebemos a referência de mistificar o café, como algo esplendoroso. Os Coronéis que tem toda sua grandeza descrita por signos sempre associados ao significado 18 de progresso, relatados no Almanaque Ilustrativo de Ribeirão Preto de 1914, virtudes são expostas aos principais cafeicultores do período. 19 No entanto este eldorado do café, assim como a mesoamérica, as suas riquezas estão destinadas a se expirar, tendo 1919 com o ocorrido pela ação de uma praga nos cafezais 20, a produção cafeeira não recupera mais a média da década de No meio deste contexto de crise, as classes urbanas, vão se expandir 21, assumir novos lugares sócias no imaginário social e na disputa pelo poder local. Como podemos relatar nos almanaques 22 e na série dos municípios do estado de São Paulo 23, que coloca o comércio em posição de destaque. Desenvolvimento das Atividades urbanas em A) Comércio: A industrialização e o comércio foram atividades econômicas dinamizadas com a introdução da cafeicultura, contudo, na primeira década do século XX observamos o crescimento das atividades urbanas e do próprio centro urbano, 16 Termo usado no trabalho para ser dirigir ao maquinização do campo, as infra-estruturas capitalistas, e indústrias vinculadas ao agronegócio, como engenhos Torrões de café, Indústrias de café, geralmente presas nas fazendas. 17 T. Oscar Marcondes. ob cit. 18 Visto que significado que permite atribuir a imagem que é associado o significante, e seu conceito, como define Bakhtine todo signo e composto de as ideologia. 19 Schmidt, Companhia Dumont, Companhia de Guatapará, Iria Ferreira Alves, os Junqueiras e Antonio Dumont. 20 Guião, João. ob cit. 21 Como demonstra Almanaque de 1922 de Guião, João, os Estados municípios de 1924 e 1925 e o Almanaque ilustrativo de 1927 de Dias Melo. 22 A capital Artística na comemoração do Centenário. ob cit. 1922; Guião, João. ob cit. e Dias Mello, Antonio. ob cit. 23 E a série dos municípios de 1924, 195 e 1933 5 que permitiram a expansão do consumo urbano, dando origem a uma classe média de comerciantes e prestadores de serviço, apoiada no consumo dos trabalhadores do campo e da cidade. Como fruto deste crescimento, em 1916, Ribeirão era o grande centro comercial do oeste paulista, parada obrigatória aos viajantes do comércio, deixando de lado o simbólico eldorado do café, para se tornar uma metrópole urbana no meio do sertão. O comércio foi à base sobre a qual se erigiu o crescimento do centro urbano, e as classes médias começaram a ter lugar de destaque, como já foi observado. A Cidade das luzes é ponto de parada obrigatória para os viajantes. Este discurso demonstra não apenas o crescimento urbano, mas também a construção de um imaginário social e político, que desloca para uma nova referência além do café 24. Como demonstram os dados, a diversificação do comércio é caracterizada pela diminuição do número de casas de secos e molhados, de 43,8% para 27,5%; Também é notável a diminuição de botequins e lojas de fazenda, em meio à queda geral no número dos estabelecimentos comerciais, que em 1904 eram 436, e em 1914 eram 272, ou seja, uma diminuição de 36% no comércio. Os dados disponíveis para a década de vinte não permitem precisar o número de estabelecimentos comerciais, tendo apenas no Almanaque de Antônio Dias de Mello um breve resumo dos principais estabelecimentos, cerca de 700 prédios comerciais e nos relatórios da prefeitura que apresenta os impostos referentes ao comércio e da indústria, Observando um comércio voltado ao mundo da cidade, não do campo e dos seus trabalhadores assalariados, isto se percebe com a diversificação do comércio na década de vinte com o surgimento de relojoarias, joalharias, oficinas de vulcanização, material automobilístico, bares, como Pernambucanas, Matarazzo, Britânicas, Excelsio, além de distribuidoras de filmes, como Paramount, Fox-Films, universal, Ulfa Film de Berlim, Serrador e principalmente as filias de carros como Ford, Chevrolet, Fiat, Hudson, Dodg e entre outras Citações retiradas do de SOUZA, T. Oscar Marcondes Os municípios do Estado de S. Paulo. São Paulo; Gráfico Universal, Dias Mello, Antonio. Ob cit.. 6 Permitindo entender que a década de vinte, acaba sendo o anúncio do estandarte do comércio ribeirão-pretano, tanto pelo seu crescimento, como pelo seu tecido ideológico que é costurado por um novo grupo social de ascensão. Por isso será identificado na mídia signos do moderno, do progresso, do desenvolvimento da cidade, relacionado ao comércio, como é visto em Estado Município de 1925, que apregoa Ribeirão como o terceiro maior comércio do estado, perdendo apenas para a capital e para Santos, no almanaque de 1922 de Guião O município tem na agricultura a sua maior glória, e a cidade já conquistou para seu desenvolvimento o commercio. [...] Ribeirão Preto agrícola e comercial vai agora passando para phase industrial; no almanaque de 1927 Ribeirão Preto, depois da Capital e de Santos, é sem duvida alguma, a cidade paulista de maior movimento comercial [...] As suas casas commerciaes são das mais importantes. Fonte: Almanaque Ilustrado de Ribeirão Preto. Sá, Manaia & Cia., 1913; Dias Mello, Antonio. Almanaque de Ribeirão Preto. Diário da Manhã, 1927; Os municípios do Estado de S. Paulo:Informações interessantes. Secretária da Agricultura, indústria e comércio do Estado de São Paulo, São Paulo,1933. Em 1933 eram estabelecimentos comerciais, demonstrando sua recuperação após a crise de 29. Eram novos açougues, bares e restaurantes, alfaiatarias, sapatarias e lojas de fazendas, secos e molhados, embora estas últimas lojas tenham diminuído a sua participação relativa de 38%, em 1914, para 19,9 %, em 1933. 7 Podendo supor que na década de vinte, tinha uma população que trabalhava no comércio, pessoas, logo que 28 temos 700 casas de comércio, supondo que cada casa tenha 3 funcionários, e um proprietário. Sendo que cada trabalhador da cidade tenha uma unidade familiar de uma mulher e um filho, chegamos ao resultado de pessoas vivendo na cidade. Algo aproximado da malha urbana que 1926 já tinham prédios 26. Portanto, o desenvolvimento do comércio foi um dos condutores da modernidade, expandindo as atividades urbanas e a formação da classe média, que fomenta novos ritos sociais, desde a mentalidade apregoada por um vértice urbano, como pelo modelo de moderno vincula-se ao comércio, a indústria e a urbanidade 27. Como observamos nos Almanaques de 22 de Guião, quanto o de 27 de Dias, percebemos um dos centros do seu discurso, remeter o progresso ao urbano, a cidade, daí os signos como em Guião [...]também o commercio e industria são elementos indispensáveis ao progresso, pata alcançar a meta suprema da civillisação. ; Dias Ribeirão Preto é uma cidade nova, com ruas calçadas, arborização e luz electrica e [...]adquiriu reputação de cidade gastadora e luxuosa, cidade de prazer donde foram banidas a um tempo, a taisteza e cerimonia. Fomentando signos de uma nova mentalidade deixando a tristeza do período cidade/campo para remeter, signos da urbe, seu pensamento de lucro, gasto, no centro comercial, seus prazeres, que aplanam a imagem signo materializada nas ruas calçadas, na arborização e luz elétrica, que definem sua estatura de civilização, com comércio e indústria. B) Indústria Durante o período abordado, também pudemos observar o crescimento da produção industrial, que chegou a ocupar o quarto lugar no estado, ficando atrás da capital, de Santos e de Campinas, segundo Estado e Município de Almanaque Ilustrado de Ribeirão Preto. Ob. cit. 27 Idem.. 28 Os municípios do Estado de S. Paulo. informação interessante coligidas por Mercello Piza, do departamento estadual de trabalho. Secretaria da agricultura, indústria, comercio e obras públicas do Estado de S. Paulo. São Paulo 8 Este desenvolvimento tornou-se mais intenso a partir de 1914, pois apresenta cerca de uma diversidade de ramos, produzindo camas, cadeiras, objetos de vime, carroças e instrumentos musicais. Ícone deste período foi a Antártica, que contava com 279 operários e um capital de de contos de réis, na década de vinte. Além de percebermos o ensejo de algumas das principais indústrias de Ribeirão Preto, neste período, como Pascoal e Domingos Innechi, Antonio Diederichesen, Serra e Marleba 29. Durante a década de vinte, houve destacado o aumento no número de empresas de médio porte, como as de José Correira Rangel; Torquato Rozi; Salvador Dellologano que tinha duas indústrias de moveis; os irmãos de Vecchi com três fábricas, de sabão, de carroças e de construção; a Companhia Dumont com duas empresas, uma de conserto de automóveis e outra de sabão; de Diederichesen, que tinha duas empresas, de máquinas agrícolas e de serralharia de madeira; dos irmãos Serra, com uma serralharia e uma fábrica de peroba; de Pascoal Innechi, com fábrica de moveis de ferro e outra de massas; e por fim Flavio Uchôa com duas grandes indústrias, a Eletro-Luz e a Eletro-Metalúrgica 30. O crescimento industrial é notório. No início da década de vinte eram 119 fábricas, e em 1927 eram 137 estabelecimentos industriais. Com a crise de 1929 houve uma substantiva redução da atividade industrial em Ribeirão, de 43% do número de estabelecimentos, provavelmente pela diminuição de pequenas indústrias Almanaque Ilustrado de Ribeirão Preto. Ob. cit.; podemos identificar, Guião, João. Ob. cit.; Secretária da Agricultura, Industria e Commercio do Estado de São Ob. cit idem 31 Os municípios do Estado de S. Paulo. informação interessante coligidas por Mercello Piza, Ob. cit. Secretária da Agricultura, Industria e Commercio do Estado de São Paulo. Ob. cit.1930. 9 No tocante a diversificação da produção, observamos o aparecimento de uma metalúrgica, duas fábricas de produtos químicos, máquinas agrícolas, duas de parafusos, duas fundições e duas serralherias, dez fábricas de móveis e duas fábricas de material para construção. Também temos o implemento da metalúrgica elétrica, em 1922, considera uma das melhores da América Latina pelo jornal do comércio do Rio de Janeiro, que contava com 100 operários e 2 altos fornos, contando com uma força motriz de C.E. O crescimento do capital industrial indica também o crescimento da burguesia ribeirão-pretana. Dentre estes burgueses industriais destacavam-se os senhores Salvador Spdoni, detentor de uma fábrica de parafusos, com um capital de contos de reis; Pascoal Innechi, com duas fábricas, com capital de contos de reis; José Pimentel Carvalho, com uma fábrica de cadeiras, com capital de contos de réis; Antonio Dierederechen, com três fabricas avaliadas em contos de réis; Marleba, com uma destilaria no valor de contos de reis; José Correia Rangel, com fábrica de perobas e madeiras de contos de réis e, por fim, Dellolagono, com duas fábricas com capital de contos 32. O Processo industrial de Ribeirão Preto se configura além das explicações simplórias de substituição de importação, visto que os estabelecimentos industriais se ampliam após a 2ª Guerra Mundial, e tornam cada vez mais específicos, como demostra o gráfico abaixo: 32 Secretária da Agricultura, Industria e Commercio do Estado de São Paulo. Ob. cit.. 10 Observamos que 32% do modelo industrial estão voltados a uma produção durável, intermediário e de base, demonstrando a especificação do processo, que contêm indústrias como; de móveis, de madeira, metalúrgica, serralheria de ferro e madeira, ladrilhos, máquinas agrícolas, especialidade farmacêutica, parafuso
Search
Similar documents
View more...
Related Search
We Need Your Support
Thank you for visiting our website and your interest in our free products and services. We are nonprofit website to share and download documents. To the running of this website, we need your help to support us.

Thanks to everyone for your continued support.

No, Thanks