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2011.10.26 projecto educativo

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1. Projeto Educativo2011-2014 “Não se pode aprender sem uma autoestima elevada. Assim, é preciso convencer os alunos em dificuldade de que eles podem aprender, assim…
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  • 1. Projeto Educativo2011-2014 “Não se pode aprender sem uma autoestima elevada. Assim, é preciso convencer os alunos em dificuldade de que eles podem aprender, assim como valorizar todos os seus progressos, por menores que sejam.” Rua Costa Veiga 2460 - 028 Alcobaça Philippe Perrenoud 262 505 170 962 097 175 913 6174 44 262 596 460 Aprovado em Conselho Geral 2011.10.26 www.esdica.pt diretor@esdica.pt facebook.com/esdica
  • 2. Escola Secundária D. Inês de Castro – Alcobaça PROJETO EDUCATIVO 2011-2014 “Podes dizer-me, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui? - Isso depende muito de para onde queres ir - respondeu o gato. Preocupa-me pouco aonde ir - disse Alice. - Nesse caso, pouco importa o caminho que sigas - replicou o gato.” Lewis Carroll, Alice no País das Maravilhas "Então, se tu e eu fôssemos hábeis e sábios, depois de termos aprofundado tudo o que se refere ao espírito, poderíamos em seguida, ao jeito de passatempo, pôr-nos à prova um e outro, lutar entre nós à maneira dos sofistas, opondo argumentos a argumentos. Mas, como não passamos de homens normais, procuraremos antes de mais nada confrontar os nossos pensamentos, para vermos o que eles valem e verificarmos se eles estão de acordo ou não se ajustam de maneira nenhuma." Sócrates, in Platão, Teeteto “Se queres lucro a um ano, semeia trigo; se tens paciência para uma geração, planta uma árvore; que queres mudar mesmo (e podes esperar um século), educa um cidadão.” Provérbio chinês “ O presente é todo o passado e todo o futuro” Álvaro de Campos “Não se pode aprender sem uma autoestima elevada. Assim, é preciso convencer os alunos em dificuldade de que eles podem aprender, assim como valorizar todos os seus progressos, por menores que sejam.” Philippe Perrenoud Página 2 de 51
  • 3. Escola Secundária D. Inês de Castro – Alcobaça PROJETO EDUCATIVO 2011-2014ESTRUTURA DO PROJETO EDUCATIVOESTRUTURA DO PROJETO EDUCATIVO ......................................................................................................... 3I. MISSÃO ............................................................................................................................................... 5II. A ESCOLA D. INÊS DE CASTRO .............................................................................................................. 6 1. PRÓLOGO ........................................................................................................................................ 6 2. RAZÕES DE UM NOME..................................................................................................................... 8 3. VALORES: CIDADANIA, SUCESSO, QUALIDADE, ABERTURA, LIBERDADE INTELECTUAL ....................11 4. ENQUADRAMENTO TEÓRICO E LEGISLATIVO ..................................................................................12III. DIAGNÓSTICO ....................................................................................................................................14 1. AS FONTES .....................................................................................................................................14 2. CARACTERIZAÇÃO SOCIOCULTURAL ...............................................................................................14 2.1. RESULTADOS ESCOLARES ........................................................................................... 14 2.2. INDICADORES SOCIAIS, DEMOGRÁFICOS E CULTURAIS .............................................. 16 2.2.1. Caracterização demográfica da zona de influência ............................................. 16 2.2.2. Variação da população residente, por freguesia (1981-2001) ............................. 17 2.2.3. Emprego e qualificação na zona de influência da escola .................................... 18 2.3. A POPULAÇÃO ESCOLAR ............................................................................................ 21 2.3.1. Alunos ................................................................................................................ 21 2.3.2. Pessoal Docente ................................................................................................. 23 2.3.3. Pessoal Não Docente.......................................................................................... 24 3. ANÁLISE “SWOT” ............................................................................................................................25 3.1. PONTOS FORTES ........................................................................................................ 25 3.2. PONTOS FRACOS ........................................................................................................ 26 3.3. OPORTUNIDADES....................................................................................................... 26 3.4. CONSTRANGIMENTOS ............................................................................................... 26IV. AS VALÊNCIAS ....................................................................................................................................27 1. CFAE DOS CONCELHOS DE ALCOBAÇA E NAZARÉ ............................................................................27 2. BIBLIOTECA ESCOLAR .....................................................................................................................31 3. “NOVAS OPORTUNIDADES” ............................................................................................................32 4. DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO ESPECIAL .....................................................................................33 Página 3 de 51
  • 4. Escola Secundária D. Inês de Castro – Alcobaça PROJETO EDUCATIVO 2011-2014 5. SPO – SERVIÇOS DE PSICOLOGIA E ORIENTAÇÃO ............................................................................34 6. PROJETOS / PROJETO .....................................................................................................................35V. CRITÉRIOS ..........................................................................................................................................36 1. AVALIAÇÃO ....................................................................................................................................36 1.1. PRESSUPOSTO DA AVALIAÇÃO: AUTOAVALIAÇÃO ...................................................... 37 1.2. MAPA conceptual DA ATIVIDADE AVALIATIVA ........................................................... 37 1.3. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DOS ALUNOS .................................................................... 38 1.4. MAPA conceptual DA AVALIAÇÃO DO PESSOAL DOCENTE ......................................... 39 2. CRITÉRIOS PARA A CONSTITUIÇÃO DE TURMAS ..............................................................................40 3. DISTRIBUIÇÃO DE SERVIÇO DOCENTE E ELABORAÇÃO DE HORÁRIOS ..............................................41VI. LINHAS ORIENTADORAS .....................................................................................................................43 1. VALORES, APOSTAS E DESAFIOS .....................................................................................................43 2. PERFIS ............................................................................................................................................44 2.1. PROFESSOR ................................................................................................................ 44 2.1.1. Em relação à escola ............................................................................................ 44 2.1.2. Em relação aos colegas ...................................................................................... 44 2.1.3. Em relação aos alunos ........................................................................................ 44 2.2. ALUNO ....................................................................................................................... 45 2.3. PESSOAL NÃO DOCENTE ............................................................................................ 45 3. PLANO DE FORMAÇÃO ...................................................................................................................46VII. INDICADORES ANUAIS DE AVALIAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO ..............................................................47 1. SUCESSO DOS ALUNOS / RESULTADOS ESCOLARES .........................................................................47 2. CLIMA DE ESCOLA / PARTICIPAÇÃO ................................................................................................48 3. CIDADANIA ATIVA E CRÍTICA...........................................................................................................48 4. RELAÇÃO DA ESCOLA COM A COMUNIDADE ..................................................................................49VIII. AVALIAÇÃO DO PEE ........................................................................................................................50IX. MODELO ............................................................................................................................................51 Página 4 de 51
  • 5. Escola Secundária D. Inês de Castro – Alcobaça PROJETO EDUCATIVO 2011-2014I. MISSÃO Construir uma Escola de Qualidade, exigente nos procedimentos, aberta, inclusiva e incentivadora do mérito e da competência, fundada nos valores da Cultura, do Humanismo e da Educação para a cidadania que, num contexto global, se afirme como uma escola portuguesa e europeia, tolerante e valorizadora da diferença como fator de enriquecimento. Página 5 de 51
  • 6. Escola Secundária D. Inês de Castro – Alcobaça PROJETO EDUCATIVO 2011-2014II. A ESCOLA D. INÊS DE CASTRO1. PRÓLOGOO mote platónico é um tributo à continuidade da ideia de projeto, tal como ele foi entendido pelosprimeiros arquitetos do nosso Projeto Educativo. Estávamos em 1999, nos primórdios do pensamento daautonomia, na sequência do Decreto-Lei nº 115-A/98. Com todos os defeitos de que eventualmente tenhapadecido, ele foi o começo de uma realidade nova – ainda que, muitas vezes, mais sedimentada na retóricado que na prática.O excerto platónico reenvia-nos, porém, para a noção de “intencionalidade”. Como salientam muitosteóricos da matéria – Leite,C. (1997), Rogiers (1997), Escudero Muñoz (1988), Broch&Cros (1991) – a ideiade “projeto” não vive sem a correlação de outras duas noções: “intenção” e “ação”, através das quais setorna possível partir de um presente para um futuro que se quer transformar.Essa intencionalidade – o que queremos – está subjacente à citação de Carroll: se não soubermos paraonde queremos ir, todo o esforço subsequente, se não for vão, será, pelo menos, indiferente. Devemos,pois, afastar a ideia de uma “navegação à vista”, procedimento tão típico de uma certa forma, tradicional,de ser português, em que tudo é “mais ou menos” e “logo se vê”…Muitos são os cuidados e os perigos que espreitam a prática pedagógica e a forma de encarar um projetoeducativo. Para além dos que derivam da nossa mentalidade, há um outro que se apresenta na formadilemática da abertura-fechamento. Se, por um lado, parece claro que uma instituição fachada sobre simesma perde em intenção renovadora, não devemos esquecer o perigo oposto: uma escola demasiadoaberta ao exterior corre o risco de perder a sua própria identidade, enveredando por uma frenesiminconsequente de movimento contínuo.No tempo presente, sobram as palavras e escasseiam os factos ou, dito de outro modo: de pouco valem aspalavras se não forem comprovadas por factos. No que ao Projeto Educativo diz respeito, é nosso deverdescer da abstração à realidade, traduzir as intenções e os lemas em metas, em planos de açãomensuráveis, objetiváveis. Uma escola, hoje, terá de ser uma “escola eficaz”. E, se é difícil materializartodas as componentes dessa “eficácia” educativa, parece haver um razoável consenso de que algumasvariáveis serão incontornáveis: 1. A liderança, sobretudo se orientada para a melhoria das aprendizagens;2. “Clima de escola” / “cultura de escola”: devemos tomar consciência de que há sempre uma culturapreexistente, consciente ou não, que modela comportamentos, naturaliza formas de agir e de sentir. O seuconhecimento é vital, para que, aprofundando-a ou substituindo-a, seja possível desenhar um futuro, apartir desse ponto de apoio. 3. A articulação e organização curricular, com processos, métodos e critériosinequivocamente interiorizados; 4. Participação das famílias – É cada vez mais importante a Página 6 de 51
  • 7. Escola Secundária D. Inês de Castro – Alcobaça PROJETO EDUCATIVO 2011-2014corresponsabilização dos pais e encarregados de educação na tarefa conjunta de instruir e educar osjovens; 5. Valorização da profissão docente, melhorando as condições de prestação do trabalho, reforçandoa autoridade, disponibilizando, nas condições possíveis, uma formação contínua adequada; 6. Sentimentode vinculação à organização escolar, tomando a escola como uma realidade nossa, em relação à qual nosdevemos sentir “inscritos”, comprometidos.É para aqui que tendencialmente nos queremos orientar. Ao contrário de Alice, pretendemos desenhar asmetas para onde queremos apontar a nossa intencionalidade. Algumas delas, fazem parte decompromissos publicamente assumidos, como é o caso do “Programa 2015”. Outras, serão alvo decontratualização interna, caso a caso.É certo que é sempre mais fácil hiperbolizar dúvidas para justificar inações. Há, contudo, muitos sinais queapontam para a urgência de um novo paradigma, paradigma esse assente em propostas concretas, e nãona crítica inconsequente. Página 7 de 51
  • 8. Escola Secundária D. Inês de Castro – Alcobaça PROJETO EDUCATIVO 2011-20142. RAZÕES DE UM NOME“Era uma vez...”Assim poderia começar a nossa história, tão longínquas são as raízes do ensino público em Alcobaça.Tudo terá começado no longínquo século XI, com a fundação, em França, da Ordem de Cister, nascidacomo reação ao rumo demasiado secularizante da Ordem de Cluny. A figura proeminente de S. Bernardocedo irá impor a Ordem nascente como uma referência, não só espiritual, mas também temporal.Assim, em 1153, D. Afonso Henriques doou a S. Bernardo 44.000 hectares de terras, a oeste da Serra deCandeeiros, que serviriam de base à implantação da Ordem no lugar de Alcobaça. O “sítio”, situado entre oAtlântico e a Serra de Candeeiros parecia adequado: “O sítio, circundado pelas encostas de colinas ricas devegetação de todo o tipo, é silencioso e retirado. Ali reinam o sossego inalterável, o despreendimento daspreocupações mundanas, a doce gravidade propícia ao estudo e aos trabalhos do espírito.”A segunda metade do século XII corresponde a um período de grande atividade e crescimento, tanto nodomínio material (sobretudo ligado à Agricultura, com a criação das “Granjas” e dos estaleiros navais deAlfeizerão e Pederneira”) como no domínio cultural.Em 11 de janeiro de 1269, é criada em Alcobaça, por Frei Estêvão Martins, a primeira Escola MonásticaCisterciense em Portugal.Entre 1357 - 1433, Alcobaça atinge o seu período áureo, prosperidade que viria a ser interrompida com adecisão, em 1567, de desvincular Alcobaça de Claraval: o Abade, agora Comendatário, passava a sernomeado diretamente pelo Rei. Pio V, em Bula ao Cardeal D. Henrique, outorga aos monges de Cistercompleta autonomia.O século XVIII é marcado, em Alcobaça, por dois acontecimentos naturais que concorrerão para acelerar odeclínio do mosteiro: as grandes inundações de 1722 e o terramoto de 1755. Ambos produziram estragosque se revelarão irrecuperáveis, trazendo o caos financeiro (motivado, em boa medida, pelasreconstruções, demasiado onerosas para a Ordem).Finalmente, no século XIX, as invasões francesas, sobretudo as de 1807 e 1812, trazem consigo o roubo e apilhagem. E quando, em 1833, se dá a extinção das Ordens Religiosas em Portugal, o mosteiro, que se haviacolocado ao lado do Rei D. Miguel contra os Liberais, vivia já em decadência.Entre 1910 e 1918, os esforços do ilustre alcobacense Manuel Vieira Natividade, juntamente com Ana deCastro Osório e José Joaquim dos Santos, conduzem à criação, em 1918, da Escola Agrícola Feminina VieiraNatividade. O Decreto que a instituiu é de 18 de abril de 1918 (Decreto nº 4105). As obras começaram como lançamento da primeira pedra em 11 de julho de 1921, sendo inaugurada em 3 de maio de 1925. Oprojeto de Raul Lino era considerado arrojado para a época e sobrevive no edifício chamado, durantelongos anos, “Escola Velha”. Hoje, depois da recuperação de 2000-2001, transformou-se numa Página 8 de 51
  • 9. Escola Secundária D. Inês de Castro – Alcobaça PROJETO EDUCATIVO 2011-2014inquestionável mais-valia para a Escola D. Inês de Castro. Pela Escola Agrícola Feminina passou o insignealcobacense Prof. Joaquim Vieira Natividade (1899-1968). Contudo, a sua passagem pela escola, para alémde curta, parece ter sido dececionante para o futuro grande investigador. Curta, de facto, haveria de ser avida da Escola. Em 1933, face à pouca frequência da escola (que era frequentada por alunas oriundas do“Asilo da Infância Desvalida de Alcobaça” e, porventura por isso, rejeitada pelos pais de Alcobaça) e àpolítica hostil do Estado Novo, dá-se a extinção da Escola.Em 1932, por iniciativa e a expensas da Câmara, é criado o Liceu Municipal - que funcionaria, durante a suacurta vigência, nas instalações da extinta Escola Agrícola Feminina. Com efeito, pouco tempo volvido, emvez de se transformar em Liceu Nacional, como era anseio da população, o Liceu Municipal foi, também,extinto.Em 1947, recomeça o ensino agrícola, com cursos de Pomicultura. Sediado na antiga escola, doravantechamada “Escola Prática de Agricultura Vieira Natividade”, o curso destinava-se a trabalhadores rurais.Entretanto, tendo por voz “O Alcoa”, começa a desenhar-se um movimento de apoio à construção de umaEscola Técnica Comercial e Industrial em Alcobaça. Estes esforços viriam a ser coroados de êxito, oito anosdepois, com a transformação da Escola Prática Agrícola em “Escola Técnica de Alcobaça” (ETA), através doDecreto 40:029, de 28 de junho de 1955. Entretanto, tinha já sido aberto concurso para a construção de umedifício que comportasse dignamente a recém criada Escola Técnica.Segundo a brochura do Ministério das Obras Públicas (Junta das Construções para o Ensino Técnico eSecundário), "NOVAS INSTALAÇÕES DE ESCOLAS TÉCNICAS E LICEUS a inaugurar em abril e maio de 1961",há as seguintes informações sobre a nossa escola:"Ficam as novas instalações da Escola Técnica de Alcobaça situadas na extensa propriedade agrícola doEstado, onde funcionou durante muitos anos a Escola Agrícola Vieira Natividade. Uma vez que seriadesaconselhável dotar esta Vila de duas escolas, foram os novos edifícios localizados na citada propriedadeonde será ministrado também o ensino agrícola.Além dos Cursos Elementares de Especialização Profissional Agrícola, serão ministrados, para umapopulação de 800 alunos, os cursos do Ciclo Preparatório e Complementares de Aprendizagem - serralheiro,ceramista e comércio. Início da obra: 12-5-58; Conclusão: 15-3-61; Custo total das instalações:10.131.000$00; Área coberta: 3450m2; Superfície de pavimentos: 5340m2."Em 1971/72, foi incluída na Escola a secção liceal do Liceu de Leiria. Esta secção compunha-se de 5 anos,sendo cada um dos 3 últimos anos subdivididos nas secções de “Letras” e “Ciências”. Havia igualmente os6º e 7º Anos.Em 1974/75, coincidente com a Revolução do 25 de Abril, deu-se uma “explosão” da população escolar. Porvia disso, voltaram a ser ocupadas as instalações da Escola Velha - encerradas desde 1960. Foram também Página 9 de 51
  • 10. Escola Secundária D. Inês de Castro – Alcobaça PROJETO EDUCATIVO 2011-2014aproveitadas para instalações escolares os antigos dormitórios, construídos no final da década de 50 comas receitas da exploração a
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