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Actividades Desenvolvimento da Linguagem Oral Consciência Fonológica e Compreensão e Expressão Oral

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Instituto Politécnico de Setúbal Escola Superior de Educação Licenciatura em Educação Básica - 3º ano, turma B U.C.: Introdução à Didáctica do Português Docentes: Helena Camacho 2009/2010 Actividades Desenvolvimento
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Instituto Politécnico de Setúbal Escola Superior de Educação Licenciatura em Educação Básica - 3º ano, turma B U.C.: Introdução à Didáctica do Português Docentes: Helena Camacho 2009/2010 Actividades Desenvolvimento da Linguagem Oral Consciência Fonológica e Compreensão e Expressão Oral Trabalho realizado por: Márcia de Sousa, nº42077 Micaela da Silva, nº 42075 Proposta de Actividades de Consciência Fonológica O conhecimento dos sons da língua materna é fundamental para o sucesso da aprendizagem da escrita e da leitura. Deste modo, o contexto de Jardim-de-Infância, enquanto espaço de socialização, permite que a criança desenvolva a sua consciência linguística, através de momentos de comunicação diversificados, que lhe permitem apreender as estruturas formais da língua. Neste sentido, o papel do educador é crucial, pois através da planificação de actividades com intencionalidades específicas, direccionadas para o desenvolvimento da consciência fonológica, a criança sentir-seá progressivamente mais preparada para construir o seu conhecimento sobre a língua e reflectir sobre a mesma, utilizando-a deliberada e conscientemente em determinados contextos. Esses processos de reflexão, ainda que intuitivos, podem incidir sobre os segmentos sonoros das palavras (consciência fonológica), sobre a identificação de palavras nas frases (consciência da palavra) ou sobre a adequação gramatical das frases (consciência sintáctica). 1 A consciência fonológica é a capacidade para reflectir sobre os segmentos sonoros das palavras orais, especificamente na análise e manipulação de segmentos sonoros de dimensões diferentes: sílabas, unidades intrassilábicas e fonemas que integram as palavras, por isso, as actividades de consciência fonológica devem incidir nestes conteúdos. Contudo, é apenas nas primeiras idades que se desenvolve este domínio da consciência linguística; no 1º ciclo do Ensino Básico as crianças têm a oportunidade de aprender formalmente estes aspectos relacionados com a palavra, aprendendo a identificar fonemas e grafemas, a dividir silabicamente palavras, a reconhecer palavras que rimam, a distinguir palavras homógrafas, homófonas, entre outros aspectos. Em suma, este nível de ensino é responsável por consolidar estes aspectos, dando uma concepção mais estruturada da língua. 1 Linguagem e Comunicação no Jardim-de-Infância: Textos de Apoio para Educadores de Infância, Ministério da Educação, DGIDC, Página 48 Nome da Actividade Marioneta Pepeta Discriminar e identificar fonemas da língua Objectivos Desenvolver o controlo e atenção da criança Estimular a percepção auditiva Materiais Público-alvo Marioneta Crianças com 5 anos De modo a tornar a actividade mais lúdica, o educador deve introduzi-la apresentando uma breve história. Exemplo: Descrição da actividade Olá meninos, esta é a Marioneta Pepeta que vive na casa da minha amiga Madalena. Se ninguém brincar com ela está sempre parada, porque só se mexe se alguém a comandar. Agora imaginem que cada um de vocês vai ser uma marioneta. Esta actividade pretende que as crianças discriminem determinados grupos fonéticos (sílabas ou fonemas). Pede-se às crianças que respondam com gestos ou movimentos previamente negociados, quando ouvirem determinado fonema. Para o desenvolvimento desta actividade o educador deve seleccionar poucas variáveis, devido à capacidade de memorização da criança e da complexidade que poderá estar subjacente na mesma. A melhor forma para apresentar às crianças será uma história em que o educador pronuncie sem nenhuma entoação especial as palavras que é o principal objectivo é que as crianças discriminem, contudo, deverá repetir sempre que necessário. Estímulo linguístico/resposta: Fonema [p] bater palmas Fonema [b] levantar os braços Exemplo de história: Era uma vez, um bicho-da-seda. A Paula, que gostava muito de animais, principalmente de bichos pequenos. Foi então que pediu à sua mãe. A mãe aceitou e no dia seguinte preparou uma caixa de sapatos, forrou-a com papel branco e foi colher folhas de uma árvore especial, a Amoreira. A Beatriz, amiga da Paula também tinha estes bichinhos, mas os dela estavam quase a transformar-se em borboletas Passado algum tempo, os bichinhos da Paula começaram a fazer o casulo e transformaram-se em borboletas! Sugestões de desenvolvimento Realização com todo o grupo; As crianças deverão estar de pé para que haja maior liberdade de movimentos. Nome da Actividade Qual o som que se repete? Objectivos Materiais Público-alvo Decompor a palavra em sílabas e em unidades fonéticas; Identificar fonemas comuns nessas Folhas com imagens e quadro Crianças do 2º ano do EB Para se aprofundar o conhecimento acerca do grafema [s], de significado/valor fonético [z], fornece-se às crianças uma folha com as imagens casa, mesa, camisola/blusa, tesouro, vaso, rosa e casaco. Descrição da Actividade Posteriormente, os alunos deverão escrever a palavra e, por baixo da sua representação gráfica, efectuar tantas bolinhas quanto o número de sílabas correspondente. Por último, os alunos devem identificar o fonema que é comum em cada uma dessas palavras. Sugestões de desenvolvimento Este jogo deve ser desenvolvido e discutido com toda a turma. Exemplo de tabela para distribuir aos alunos 2 : O que está na imagem? casa mesa Camisola/blusa vaso rosa Blusão/casaco Divide a palavra em sílabas Ca-sa Me-sa Ca-mi-so-la Blu-sa Va-so Ro-sa Blu-são Ca-sa-co Divide em letras c-a-s-a m-e-s-a c-a-m-i-s-o-l-a b-l-u-s-a v-a-s-o r-o-s-a b-l-u-s-ã-o c-a-s-a-c-o Qual é a letra que se repete (além do a)? A letra s Qual o som dessa letra nestas palavras? O som da letra z Dá exemplos de outras palavras que tenham esse som. Zebra, zumbido, zoológico, peso, pousar, camisa, ( ) 2 Na tabela estão assinaladas quais as possíveis respostas que os alunos podem dar nesta actividade. Nome da Actividade Pares de rimas Objectivos Reconhecer palavras cuja terminação é foneticamente parecida; Estabelecer relações entre os pares de palavras, fazendo a associação correcta; Identificar o que é semelhante em pares de palavras. Materiais Cartões de imagens de animais, pessoas, objectos, seres naturais. Público-alvo Crianças com 4/5 anos Descrição da actividade O educador deve colocar sobre uma mesa cartões com imagens diversas, visíveis e claras para o estádio de desenvolvimento da criança. De seguida, solicita à criança que escolha um cartão e a partir da sua representação, por exemplo uma ovelha, encontre o cartão cuja representação conduz a criança à percepção de que possuem a mesma terminação fonética, neste caso, abelha. Esta actividade deve ser desenvolvida individualmente para que se analise as dificuldades ou progresso da criança ao nível da sua consciência fonológica. Sugestões de desenvolvimento O educador deve estimular a produção das palavras que traduzem a imagem para que a criança percepcione melhor os sons e discrimine aqueles que são semelhantes, conduzindo-a à noção de rima. Exemplo de Cartões para apresentar às crianças: Proposta de Actividades de Compreensão e Expressão Oral Entende-se por compreensão oral, a capacidade de atribuir significados a discursos orais produzidos no domínio das diferentes variedades da língua. Uma das competências específicas no 1º ciclo prende-se precisamente com a aquisição de competências no domínio oral. Mais do que receber uma mensagem, a compreensão oral abrange o processo de decifração desse código oral, através do acesso organizado ao conhecimento, o que implica mobilizar a atenção e ser selectivo na captação da informação da mensagem. Mas esta competência não deve constituir um primeiro contacto apenas no 1º ciclo, as experiências e situações de aprendizagem no pré-escolar podem oferecer às crianças que entram para a escolaridade formal, instrumentos essenciais para que aprimorem as suas competências. O mesmo acontece em relação à expressão oral. Saber exprimir-se através da produção oral de cadeias fónicas providas de significados e conforme a gramática da língua, é um dos pontos essenciais a desenvolver no 1º ciclo, na disciplina de Língua Portuguesa. Esta competência implica que o aluno se aperceba dos contextos em que utiliza a língua, sendo função dos professores ajudar na construção das habilidades linguísticas, dando a conhecer os diversos contextos linguísticos e sociais em que empregamos esta competência. Tanto o educador, como o professor deve então criar situações significativas de aprendizagem neste grande domínio da língua, auxiliando o aluno a aceder e aperfeiçoar progressivamente as suas competências linguísticas de Língua Portuguesa. Uma forma de promover situações de aprendizagem neste campo é a proposta de actividades previamente planeadas e fundamentadas, que visem atingir objectivos e competências que sejam orientadas, sobretudo, pelo conjunto de prescritos contidos nos programas que existem para o 1º e 2º ciclos e, no caso do pré-escolar, pelas orientações curriculares. Nome da Actividade Objectivos Materiais Público-alvo Descrição da actividade De cartão a cartão se cria uma história Construir histórias que tenham como ponto de partida alguns aspectos do texto narrativo; Organizar as ideias inerentes na construção da história e verbalizar o pensamento; Expressar-se oralmente de forma clara; Estimular a criatividade. Cartões com imagens diversas: (espaços, personagens, objectos) Crianças do 3º ano do EB Baseando na estrutura dos contos, pede-se às crianças que construam histórias, escolhendo as suas personagens, os locais onde se passa a acção, os obstáculos, quem os ajuda, os objectos mágicos e o final das mesmas. Primeira fase O professor deve organizar a turma em dois grupos, que vão criar respectivamente duas histórias. Seguidamente, organizam-se 6 montinhos de cartões numerados que correspondem aos pontos 1,2,4,5,6,7. Os pontos 3, 8 e 9 podem ser discutidos pelo grupo e não necessitam de cartões. 1. Herói/Personagem: Ex. Fadas, duendes, reis, princesas, príncipes, sapo, animal, sereia. 2. Onde vive o herói? Ex. Floresta, cidade, montanha, castelo, mar. 3. Qual a sua missão? Ex. Salvar a princesa, prender um gigante, encontrar um tesouro. 4. Onde cumpre a missão? Ex. Castelo, bosque, ilha. 5. Quem se opõem? (maus) Ex. Ogres, bruxas, animais. 6. Quem ajuda? (bons). Ex. Fadas, reis, amigos, magos. 7. A personagem tem algum objecto mágico? Ex. Varinha mágica, bolsa, pedra, livro. 8. O que acontece? Ex. Passar um precipício, lutar contra um dragão. 9. Como acaba a história? O professor explica ao grupo em que consiste a actividade, dando a conhecer os cartões e explicitando, caso necessário, o que está representado em cada imagem. Segunda fase Pede-se aos alunos que iniciem a construção da sua história, abordando os pontos anteriores, sendo que os pontos 8 e 9 (desfecho) podem ser discutidos por todo o grupo. A construção da história poderá seguir a ordem dos pontos, podendo ou não abordar todos os pontos. A função do adulto é essencial na orientação e organização do percurso de construção da história, podendo inclusivamente registar no quadro as ideias-chave, para que seja mais fácil para os alunos estruturarem a história. É importante que, numa primeira fase, o professor dê a conhecer um exemplo de uma história Sugestões de desenvolvimento que não seja coerente, ou seja, que não faça sentido, podendo os alunos participar na criação dessa história. Nome da Actividade Descobre do que se trata Objectivos Compreender informação (características ou atributos de determinado objecto, pessoa, paisagem, animal, entre outros), transmitida oralmente; Estimular a capacidade de memorização de informação; Associar a informação a um elemento visual (imagem); Fomentar a atenção; Promover momentos de descrição pormenorizada, favorecendo o desenvolvimento da linguagem oral; Estimular o enriquecimento lexical de todas as crianças. Materiais Cartões com 3 imagens categorizadas segundo um único tema (animais, pessoas, objectos, seres naturais, paisagem, vestuário, entre outros) Público-alvo Descrição da actividade Crianças do 3º ano do 1ºCEB O professor organiza grupos de 4 alunos. Distribui a 3 alunos um cartão que contém 3 imagens semelhantes; e a criança que resta recebe outro, que apenas contém uma imagem, sendo o seu objectivo descrevê-la pormenorizadamente com o intuito dos restantes colegas identificarem qual a imagem de que se trata. Quando os grupos terminam a actividade, podem trocar os conjuntos de cartões, uma vez que o professor deve preparar cartões de temas diferentes. Sugestões de desenvolvimento Esta actividade deve ser desenvolvida em pequenos grupos constituídos por cerca de 4 alunos cada, pois desta forma, haverá mais oportunidade de participação e menos dispersão da atenção do grupo. Deverá incentivar-se a descrição rigorosa das imagens e, consoante o grupo, poderá aumentar-se o grau de dificuldade, disponibilizando imagens com diferenças reduzidas. Exemplo de um conjunto de imagens da categoria dos Objectos: Pormenores das imagens: as 3 imagens têm o ecrã/monitor do lado direito, duas delas possuem o rato, todas possuem teclado, apenas uma possui colunas, em duas delas, as torres são de cor preta. Nome da Actividade Objectivos Materiais Público-alvo Descrição da actividade Quem conta um conto, acrescenta um ponto Compreender uma história com muitos pormenores; Fomentar a memorização da máxima informação possível; Desenvolver a capacidade para reproduzir informação, transmitida oralmente. História com muitos pormenores Crianças do 3º/4º ano do 1º CEB Antes de explicar a actividade, o professor solicitem a 2 elementos do grupo que se voluntariar para sair para o exterior da sala. No interior da sala, o professor combina com os alunos como vai decorrer a actividade, explicitando os passos: 1. O professor conta a história 2. Pede a um dos elementos do grupo que reconte a história que ouviu a um dos colegas que se encontrava no exterior 3. De seguida, o aluno que ouviu a história reconta-a ao colega que restava no exterior Após contar a história, a actividade decorre sem que os restantes alunos do grupo maior se envolvam directamente no processo de reconto. Quando todos já tiverem ouvido a história, os alunos que não participaram directamente no processo têm oportunidade de identificar os pormenores que escaparam aos colegas que recontaram a história. No final desta actividade, deve ser dada especial importância à reflexão, incluindo os seguintes tópicos: - É difícil reproduzir a informação tal como a percepcionamos; - A atenção e memorização são aspectos essenciais na compreensão oral. Sugestões de desenvolvimento Esta actividade pode ser desenvolvida com toda a turma. As histórias seleccionadas devem abranger um número considerável de pormenores, tendo no entanto, em conta a faixa etária com a qual estamos a trabalhar.
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