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Amanhecer da poesia 1

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1 Amanhecer da poesia Copyright 2017 (1ª Edição) Todos os direitos desta edição reservados ao autor. Impresso no Brasil Printed in Brazil. Depósito legal na Biblioteca Nacional, conforme decreto n 1.825,
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1 Amanhecer da poesia Copyright 2017 (1ª Edição) Todos os direitos desta edição reservados ao autor. Impresso no Brasil Printed in Brazil. Depósito legal na Biblioteca Nacional, conforme decreto n 1.825, de 20/12/1907. Projeto editorial e diagramação: Antônio Ramos da Silva Capa: UQC Comunicação Visual Revisão técnica e ortográfica: Maurelio Machado DADOS INTERNACIONAIS DE CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO (CIP) M149a Amanhecer da poesia - poesias & textos / Maurélio Machado [et al.] 1. ed. [S.l.]: Bookess, p. ISBN: Poesia brasileira. 2. Literatura brasileira Miscelânea. I. Machado, Maurélio. Título. ISBN CDD: PERMISSÃO DO AUTOR PARA CITAÇÃO É proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, inclusive quanto às características gráficas e/ou editoriais. A violação de direitos autorais constitui crime (Código Penal, art. 184 e Parágrafos, e Lei nº 6.895, de 17/12/1980) sujeitando-se à busca e apreensão e indenizações diversas (Lei nº 9.610/98). 2 Maurélio Machado Amanhecer da poesia 1ª Edição 3 4 Amanhecer da poesia Essa obra é um projeto da Academia de Letras Infanto-Juvenil de São Bento do Sul, estado de Santa Catarina integrando escritores. Intercâmbio cultural de ideias retratadas em poesias, pensamentos e textos. Reunir Escritas é Possível. A educação tem raízes amargas, mas os seus frutos são doces. Aristóteles 5 6 Amanhecer da poesia Maurélio Machado Nasceu em São Bento do Sul (SC). Escritor e poeta. Casado com Karim Voigt, pai de Daniela, Fernanda e Fábio Luis. Netos: Giovanna e Eduardo. Formado em Ciências contábeis pela Univille - Universidade de Joinville/SC, com vários cursos de especialização em finanças, economia e administração. Membro da Academia Parano-Catarinense de Letras, ocupando a cadeira de nº. 41. Membro da Diretoria da Oficina de Poetas - formação de jovens poetas nas escolas públicas. Membro da Academia de Letras Infanto-Juvenil de São Bento do Sul. Atualmente é colunista do Jornal Evolução de São Bento do Sul. Mérito Literário do Instituto Montes Ribeiro de Curitiba (PR). Administrador do Grupo POETEIRO DE RUA: Patrono do projeto PREMIUM - Poesias & Textos. Publicou: Poeteiro de Rua (Clube de Autores). Infinitas Saudades, Palavras de Amor e Paixão, Sufocadas Paixões - Poemas Card, Brumas e Solidão e 3 Tons de Poesia (Editora Bookess). Antologias publicadas: Além- Mar das Palavras, Premium V, IX e X OURO, Platinun I, III, V, VIII, X, XXIII, Douce Poésie I, III, V, VII, IX, XI (Editora Bookess). Tem participações em diversas Antologias no Brasil e em Portugal: - Vida, Motivos, Degraus (editora nova letra). Encontro Feras da Poética do Mindim - Luna Di Primus (90 escritores) Diamantes III e IV (Editora Berthier). 7 8 Amanhecer da poesia Agruras Ventos do sul que enregelam Corpos doentes em letargia Vestes rotas e descoloridas Tardes de aflição e agruras Sons tristes tangem na ermida Não há mais amor ou ternura Muitas sombras no triste dia E a miséria, a fome o descaso Abandono de crianças na rua Final de solitária tarde, o ocaso Cede seu espaço para a lua. Ao léu Nos labirintos da angustiada alma O fogo que me consome dia a dia A dor que sem tréguas não acalma Prostrando-me em louca agonia. Sombras de mistério não relatadas Pobre farrapo humano devassado Triste e abandonado pelas calçadas Ébrio doentio a perambular calado. No inocente e estraçalhado coração O nome de um amor quase revelado Sussurro aos ventos versos sombrios. Maldita que me enfeitiçou de paixão A quem tanto amo e tenho velado Preenchendo-me de eternos vazios. 9 Vou te amar enquanto flor Querida minha querida A existência já me fartou Tantas crueldades da vida Acabrunhado me deixou. Prometo formosa mulher Guardar nosso sentimento Enquanto vivo eu estiver Respeitar bons momentos. Enquanto a vida me levar Quero te amar como flor Sempre, sempre te respeitar Ó meu encantado amor. Lágrimas sentidas Opressoras solitárias horas vazias Entre silêncios adormecidos Minh alma, cruel padecimento Cinzas tardes e noites tão frias. Corações frágeis enternecidos Notícias de trágico falecimento Sangue na rua de chão batido Registro de cruel acontecimento. Pedras empoeiradas adormecidas Incômodo e constante ladrido Lembranças e flores combalidas. Choro transformado em murmúrio Corpo em tremores, combalido Outro mortalmente caído, espúrio... 10 O amor primeiro Muito linda, amiga sorridente Brincavas com toda a petizada Vivia e nos deixava contentes. Eram tempos de muita alegria Da pré-adolescência, encantada A galera se encontrava todo dia. Eram tempos sem maldades De muito respeito e carinhos Maravilhosa e bela mocidade. Mas todo sonho tem um final Eles escolheram os caminhos Focados na vida profissional. Partiram amigos e amigas E eu pobre ser, quê destino? Lamentos em aflitas cantigas. Lembranças daquele olhar Marcante sorriso cristalino Para sempre vou te amar! 11 Olhar distante O brilho no rosto esplendoroso E o alvo sorriso escancarado Belo olhar esverdeado, fascinante. Olhos que perscrutam o horizonte Além do anil da faixa inatingível Muito mais que se pode imaginar. O Sol iluminando a alva praia deserta. Flanar de gaivotas engalanando a natureza. 12 Pelo nosso amor Descobri as traições Destas noites sombrias Mentiras e desilusões Nas palavras tão frias... Confesso que chorei Na madrugada gris A sós triste fiquei Você sorriu, você quis... Perdoei. Nada se desfez O sonho venceu na vida Chegou a nossa vez... O terno amor querida! 13 Flores de plástico não morrem Pelos campos há fome Em grandes plantações Pelas ruas marchando Indecisos cordões Ainda fazem da flor Seu mais forte refrão E acreditam nas flores Vencendo o canhão Geraldo Vandré Andavas entre rosas e espinhos Nos porões fétidos da ditadura A liberdade privada, desatinos Privações, horrores... torturas. E na luta árdua pela nossa libertação Enfrentastes os fuzis com belas flores No teu olhar o desprezo pela revolução Gesto sutil, sorristes disfarçando dores. Das pacíficas intenções incompreendidas Eles te torturaram, estupraram, abortastes O sonho de liberdade que habitava teu ser. Sozinha, em frangalhos, mas destemida No derradeiro instante final enfrentastes Os fuzis que anteciparam tua breve partida. Na tua lápide Neide Alves Santos, morta sob tortura no DOPS/RJ. Flores de plástico que não morrem ; como não morreram teus sonhos de liberdade! 14 Não se vá Eu te amo tanto Não fujas de mim Nem sei o quanto Este amor assim. Vem me dar um abraço Aquele beijo com ardor Se aqueça no regaço Com meu calor. Nossos sonhos dourados Palavras soltas ao vento Braços entrelaçados Além de tudo, do tempo... Não me deixes jamais Nesta vida vazia, amor Pois não serei capaz De viver sem teu calor. Vamos juntos caminhar Ao nosso destino encantador E ao mundo todo falar De nosso imenso amor! 15 Poema inacabado Ferreira Gomes, grande poeta e contista brasileiro do século passado; vivia incógnito em sua rudimentar moradia em companhia de seus livros e da solidão. Era um tímido, poucas companhias lhe agradavam. Suas composições eram em geral de poemas líricos, sonetos e poesias surreais. Era um jovem reservado, de poucos amigos e raras aparições públicas. Poucas vezes era visto: em saraus poéticos, reuniões sobre literatura ou lançamentos de livros. Cunha Lopes, poeta amador era um de seus melhores amigos e admiradores. Vez por outra visitava Ferreira para troca de ideias sobre novos autores, livros e literatura em geral. Em determinada tarde caminhando pela estrada de chão, Cunha Lopes dirigiu-se à pequena casa verde de muro caiado, circundada por trepadeiras vigorosas e floridas. Chegou, lá estava o refúgio do magnífico poeta. Cunha Lopes chegou à soleira de madeira escura e tocou a velha campainha de bronze enegrecida pelo tempo. Sem respostas, insistiu mais algumas vezes em vão. Talvez Ferreirinha; como o chamavam carinhosamente, estivesse aos fundos da casa, apreciando seu exuberante pomar. Foi até lá verificar. Observou a porta dos fundos, estava entreaberta. Lentamente ela foi aberta, sob um rangido baixinho. Lopes avistou o amigo sentado numa cadeira rústica e o rosto caído sobre uma pequena mesa. Chamou a distância, não houve respostas. Aproximou-se e tocou o corpo de Ferreirinha. Um frio percorreu lhe o corpo, Ferreira Gomes se fora. Estava enrijecido, olhos fixos na parede ao lado, um lápis entre seus dedos pousados sobre o papel amarelado. Cunha apanhou o papel sobre a mesa e tristemente leu o poema inacabado. Adeus amor Para não causar-te mais danos e não ver-te sofrer cruelmente Pelos desatinos e desenganos ao tratar-te tão rudemente Deixo o belo e cobiçado chão o rincão que me viu crescer E que fez pulsar meu coração não quero este vil padecer Sigo... Nada mais... Lágrimas silenciosas corriam dos olhos de Cunha Lopes, tudo acabado. 16 Ronda e beija, beija a flor Como se fora seu amor Ou o último beijo Doce, triste, apaixonante Demorado, pra lembrar sempre A flor balouça ao vento Será a tristeza demonstrada Saudades do pássaro sem ninho? Beija-flor Última visita à florida Descolorida Rosa em botão. Que ora desabrochou Para nossa admiração Flores, perfumes, paixão... Lá vem ele com emoção. Beijar a flor. 17 Quem sabe... Creio que talvez num dia Num doce inspirado instante Sonoro eco de minha poesia Para ti os cantos alucinantes. Dedicadas rimas à donzela Humildes e tristonhos versos Poucas linhas, mas singelas Temas difíceis, controversos... Quem sabe num dia inspirado Assim dedique minha poesia Um sonho por mim festejado Teu carinho, tua meiga simpatia. O amor é mesmo incomum Vivemos afastados, amando Somos dois, talvez três em um... Dois corações latejando... 18 Um dia talvez Sonhos loucos de menino Doce aventura presente Ah! O imponderável destino Alma doida, aventureira Bate o coração ardente Peripécia derradeira. Pelo mundo a viajar Buscar novos caminhos Novos rumos encontrar. Nas viagens pelas cidades Pinçar almejados destinos Controlar as ansiedades. Jovens sofrem precocemente Buscando sonhados sonhos Em situações comoventes. Mantendo sempre a altivez Controlando olhares tristonhos O amor, um dia talvez... 19 Predestinada Você nasceu pra ser feliz Tire dos ombros esta cruz Não haja como aprendiz Siga altiva para a luz. Seus tristes momentos Deixe-os nas noites vazias Sorria, basta de tormentos Já se aproximam novos dias. Da vida encantada e passageira Alce voo rumo à felicidade Tome a lua por companheira. Vá, nas noites com leveza Não se aninhe na saudade Rara flor da natureza. Dia feliz Amanheceu gris Aos poucos azulando Manhã sonolenta Tarde de sol De muita beleza Só sonhos e sorrisos Belo final de tarde Maravilhoso arrebol. 20 Lacunas Aquele pobre analfabeto funcional Não passará de menino de recado Sem perspectivas na comunidade Será sempre considerado anormal. Sem entender simples textos Pobre coitado terá dificuldades Nos emaranhados de contextos Traços elaborados pela sociedade. Viverá a experiência rude e hostil De um pobre analfabeto de fato Situação de desencanto, muito vil. Pobre ser de capacidade limitada Em sua mente nebulosa, o hiato Vida cruelmente tenebrosa... 21 Coisas do coração Levito sob tua iluminada presença Calados sorrisos me transportam Para labirintos abundantes de flores Inebriam-me de perfumes e essências. O Sol na manhã, amena sonolência... Ante a cascata límpida e borbulhante Que serpenteia entre verdes ramagens Permitindo doce prazerosa convivência. Maravilhosos sorrisos de alegria Das entranhas do encantado amor Divinal a união no radioso dia! Deixar-me louco, louco de paixão. Queima lentamente minh alma Estas coisas loucas do coração... 22 Louca paixão Que formosura teus seios, Redondos e cheios, Tão belos atributos, Imagino colher estes frutos, Encantos do meu olhar. Quero estreitar este corpo, Junto ao meu abraçar, Teus mamilos entumecidos beijar, Sentir esta avermelhada boca, Esta língua louca, Acariciar o fruto entre tuas coxas, Deixar-me louco, deixar-te louca de tesão, Pousar tua perdida mão, Na seta armada, Ela louca paixão, Transpassar a gruta dourada, N'um vai e vem sem cessar de carícias, Até o clímax, à exaustão. Delícias de amor, delícias! 23 Insanidade Insone procurava abrigo na oração Estranhamente nada a consolou Então se embebedou na madrugada Na manhã resquícios de vômitos no chão Estranha dor no corpo, sensação Uma vida perdida, nada... Era a própria mulher perdida no éter. Outono O frio assolou nossas terras Lembrou muitas guerras Acendeu lumes no sul Iluminando o céu azul Despertou ciúmes Exalaram-se perfumes Do que foi e não será... Oxalá... Campos cobertos de neve Alegria breve Almas alvas em sacrifício Eterno ofício Outono de reflexão A espera do verão... 24 Amanhecer No esplendoroso amanhecer Maviosos cantos das manhãs Brumas no tênue alvorecer Canários, sabiás e jaçanãs Se agitam em revoadas Os pequenos da floresta Farfalhar nas ramadas Verde natureza em festa. Tanger de sinos na ermida Anunciando luminoso dia Prenúncio de despedida Malfadada nostalgia. Árvores e flores do campo Aromas em cores selvagens Cascatas em suave acalanto Bucólicas, ermas paragens. Silêncio por si grandioso Sente-se a mão do Senhor Neste rincão gracioso Esperançoso de paz e amor. 25 Criança Eu entendi... O teu linguajar carente. Eu entendi... Que é preciso dar-te amor e atenção. Eu entendi... Que carinho é imprescindível para ti. Eu entendi... Que temos que te passar confiança. Eu entendi... Que ternura é essencial para uma amizade. Eu entendi... Que o sorriso te deixa feliz. Eu entendi... Que todas nossas ações devem ser sinceras. Eu entendi... Que serei teu amigo sempre e sempre. Eu entendi... Que a boa educação te fará um ser humano valoroso. Eu entendi... Que sem amor de nada valerá todo o resto! 26 Das sombras à luz Poluíram águas, cidades e campos Deixaram a natureza depredada Perderam os todos os encantos Desta terra outrora abençoada. Passaram-se muitos e muitos anos O homem aprendeu as duras lições Que amargura destes desenganos Não perduraram as fatídicas ilusões. Nasceu num dia ensolarado, a criança Das sombras, plúmbeas das desilusões A dulcíssima ansiada esperança! Encantadora Vem amor Me diz de teus desejos Quero dar-te beijos Intenso sabor. Deita em minha cama Despojas de tuas vestes Digas que me amas Que tu quiseste Sentir o sabor De nosso encantado E desejado amor! Diga AMOR! 27 Terra tupiniquim País de gente honesta Não existem falcatruas Dizem: a raça não presta Pelos protestos de ruas. Pelos protestos de ruas Dizem: a raça não presta Não existem falcatruas País de gente honesta. Políticos respeitados Seres de muitos labores Eles locupletados? São calúnias, dissabores... São calúnias, dissabores... Eles locupletados? Seres de muitos labores Políticos respeitados. País de gente honesta. 28 Doce abrigo Que encanto estar ao teu lado Usufruindo desta ufana alegria Sentindo-me por ti acarinhado Suave, indispensável companhia. Orgulha-me estar a sós contigo Meiga e perfumada flor Verdadeiro abrigo Único e verdadeiro amor... Nas intempéries de nossa vida Quero ser sempre teu protetor Querida encantadora querida... Nos caminhos tristes e sombrios Encontrei-te perfumada flor... Adeus, para sempre meus vazios! 29 Como quisera Descrever em versos coloridos Nas bucólicas manhãs da infância Extraordinários sonhos vividos Fantasias de ingênuas crianças. Quisera a graça de renascer De fazer acontecer a felicidade Em cada suave amanhecer Atestar os sorrisos da mocidade. Nas asas da esperança, ai de mim Que jamais conseguirei conceber Este fogo de viver que há em mim Expectativa de um novo amanhecer. Pois que já no umbral desta vida A relembrar especiais momentos Afetuosa companhia querida Fará cessar todos os tormentos! 30 Sou assim Misto de flores e folhas Alegrias e amargores Sou assim... Mistura de doce e sal Não espero nada, afinal... Sou assim... Uma lágrima e um sorriso A espera do paraíso Sou assim... A labuta e o dissabor Cansaço indolor Sou assim... A alegria no cantar O prazer de encantar Sou assim... A solidão do meu ser Lutar e sobreviver Sou assim... Nas sombras do amanhã Doces cantos do Jaçanã Sou assim... Nos versos de esperança A candura de uma criança Sou assim... Aprendiz da vida Por você querida Sou assim... 31 Enlace Impetuoso córrego De águas cristalinas, Serpenteias pela montanha Fruindo o frescor das matas Misturando-se e lambendo Seixos de pedras roliças Em forma de pequena cascata Avanças eufórico para beijar Alvas areias da praia Para então entregar-te Inteiramente às águas do mar... Num enlace de amor! *** Canteiro de poesias Ventos amenos transportaram Frescas sementes vivas Que se alojaram No jardim de tua alma Vicejaram Coloriram a vida Com seus olores Perfumaram O recanto de flores. 32 Vamos Deixe o quebra-cabeça no chão Vem caminhar comigo Pelos labirintos da vida. Pegue sua mochila, respire fundo Vamos conquistar nosso mundo Permitir-nos ser felizes. Impregnemos nossa nave de emoção Vamos juntos nesta bela caminhada! *** Que amor é este? Estático ante o corpo inerte Prematuramente fenecido Vítima de ciúme exacerbado, Assassino confesso Olhos perdidos no vazio Se perguntando... - Por que sangue e não flores? - Pois se matei por amor, Sagrados laços enfim Para a amada e para mim? Que amor é este? Tenebrosa escuridão... 33 Sei que você sabe Qual pássaro rejeitado Fui atirado do ninho Sentimento indesejado Tão triste e sozinho Dias tão sombrios Nuvens ameaçadoras Amargos vazios Visões perturbadoras Mais nada me intimida Só por você linda flor Tenho a contrapartida De nosso grande amor! Sei que você sabe querida Que são seus meus sonhos Todo o mais de nossa vida Amor e paz, Deixam-nos risonhos. 34 Vem, chegou a hora Para ti mulher especial Uma confidência verdadeira Alma gêmea escultural Minha sombra companheira. Vem usufruir desta paixão Jamais pensar em despedidas Façamos a nobre celebração A união de nossas vidas. Ah! Eterno sorriso luzidio Espero aqui sem demora Com teu corpo me inebrio Acolha esta paixão agora. Ah! Momento acalentador Sonhados sonhos de outrora Que guardei com muito amor Vem que chegou a hora. 35 Das sombras à luz Poluíram águas, cidades e campos Deixaram a natureza depredada Perderam-se todos os encantos Desta terra outrora abençoada. Passaram-se muitos e muitos anos O homem aprendeu as duras lições Que amargura destes desenganos Não perduraram as fatídicas ilusões. Nasceu num dia ensolarado, a criança Das sombras, plúmbeas das desilusões A dulcíssima ansiada esperança! Mudou o mundo e seus habitantes Beleza ecoando em todos os rincões Natureza, fauna e flora irradiantes. 36 Sonho encantador Vem amor Me diz de teus desejos Quero dar-te beijos Intenso sabor Deita em minha cama Despojas de tuas vestes Diga-me que me amas Que tu quiseste Sentir o sabor De nosso encantado E desejado amor! Diga-me Flor! 37 Obrigado pelo amor Na manhã de suave amanhecer Muita preguiça tomando conta Despertar deste maravilhoso invernal Vontade dos santos louvar Que dia esplendoroso Senhor... Obrigado pelo céu azul, As matas verdejantes O dourado dos raios de sol As límpidas águas sobre os seixos As cascatas espumantes Peixes em período de defeso Nas margens o namoro de amantes Obrigado pelo amor. 38 Adeus Gotas de orvalho secaram Assombreou-se minha poesia Tristes, sabias se calaram Sem o doce canto de alegria. Paixão No meu caminho A princesa, flor menina Deusa do destino encanta e alucina. Amar-lhe tanto e tanto No instante primeiro Paixão única, acalanto Fogoso e verdadeiro. Não suportaria o pranto Se a perdesse um dia Com certeza morreria. Neste sensual canto De eufórica alegria Amo, sonho e me encanto. 39 Alegria Amanhecer da poesia Ah, quando leio seus versos Meu pobre coração se acalma Sua poesia é meu universo Sua inspiração minha alma! Lembranças do Outono Sobre a relva amarelada Desprendidas das árvores Folhas secas avermelhadas Pousam suavemente. Olor de flores-do-campo Orvalhadas nas manhãs, Voos da passarada, encanto Nesta amena estação. Na beira do rio caudaloso O casal de Martim pescador Visualiza manjar precioso. Farfalhar no bosque dourado Tufos de plantas ressecadas Sob um céu outonal anil
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