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Artigo Semana de Museus da USP

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  V Semana de Museus – MAE/USPMesa redonda: “Os museus virtuais: gestão museológica e inclusão social”!tulo da a"resenta#ão$dentidade e %e"resenta#ão: &usti#a social e desenvolvimento comunit'rio "or meio da %ede $nternacional de Museus da Pessoa( Autores/ $nstitui#)es Thom Gillespie, Universidade de Indianna , USAKaren Worcman, Museu da Pessoa, BrasilRosali Henriques, Museu da pessoa, BrasilPhilip B S!a""ord, Ins!i!u!o de desa#li!ados e desenvolvimen!o comuni!$rio da Universidade deIndianna, USA%or&e Gus!avo Rocha, Universidade do Minho, Por!u&al %ean'(ran)ois *eclerc, +en!ro de His!ria de Mon!real, +anad$ %oseli!a +ardoso nasceu na Bahia, no Brasil, em -./0 Seu pai, nascido em Pernam#uco era a&ricul!or, e sua m1e, nascida na Bahia, era dona de casa 2s pais se conheceram em Salvador, onde o pai mi&rou em #usca de melhores condi)3es de vida, passando a "a4er !ra#alhos ocasionais como a5udan!e em o"icina mec6nica 7uando %oseli!a !inha -8 anos, sua m1e, que so"ria do cora)1o morreu repen!inamen!e e ela e o irm1o "icaram com o pai que passou a #e#er mui!o 7uando !inha -9 anos, seu pai decidiu mudar'se com os "ilhos para Reci"e *$, ela decidiu en!rar em um :ni#us e vol!ar em se&redo para a Bahia, onde passou a morar com sua vi4inha +om ;0 anos casou e !eve sua primeira "ilha 7uando es!ava &r$vida do se&undo "ilho, seu marido "oi a!ropelado e quando "oi reconhecer o corpo, deparou'se com o corpo do marido e do pai no mesmo lu&ar no necro!<rio =i4 ela> ? Eu fiquei apática. Eu não comia, eu não bebia, eu só tomava café. Eu só fazia tomar café e fumar  @ 2n4e meses depois,%oseli!a perdia seu se&undo "ilho, ainda #e#=esen!endendo'se com a "amlia do esposo, %oseli!a saiu da casa de seu marido e, vivendo de "avores, aca#ou por ir viver e !ra#alhar no liC1o de Salvador, onde, 5un!o 1  com a "ilha !ra#alhou por v$rios anos *$ recasou e, ainda no liC1o, !eve mais D "ilhos, s um deles no hospi!al, pois, se&undo ela> ? Eu trabalhei até de noite no lixão e quando senti as dores e cheguei no hospital, eu ainda estava toda suja e cheirando a lixo. s freiras me olharam e pensaram que eu era mendiga. !ão esque"o aquele olhar. Eu disse, eu trabalho, não sou mendiga não. #epois disso nunca mais fui ao hospital, tive todos meus outros filhos em casa... não me senti bem lá @  Aps a desa!iva)1o do liC1o de Salvador, em ;000, uma or&ani4a)1o n1o &overnamen!al a5udou os ca!adores a "undar uma coopera!iva de ma!erial reciclado 7ua!ro anos depois, com cinco "ilhos e duas ne!as, %oseli!a < lder da coopera!iva de ca!adores de ma!erial recicl$vel em Salvador, uma coopera!iva que reEne F0 ca!adores de Salvador e in!e&ra o Movimen!o acional dos +a!adores de Ma!eriais Recicl$veis noBrasil A a!ividade da recicla&em mo#ili4a mais de /00 mil pessoas em !odo o Brasil e "a4 do pas um dos campe3es em recicla&em no mundo%oseli!a ri> ? $eu sonho% & trabalhar na organiza"ão da cooperativa para transformar as  pessoas numa nova categoria de profissional. 'orque quanto mais a gente for conseguindo trazer esses nossos companheiros que estão lá na rua, mais a categoria vai se fortalecendo e a( vai crescendo a coisa e vai valorizando @ ? ) que mudou na minha vida depois do movimento% !ão me sinto mais o lixo da sociedade @ssa his!ria "oi &ravada no Museu da Pessoa em - de de4em#ro de ;00D como par!ede um pro5e!o pilo!o en!re o Museu da Pessoa e o Movimen!o acional dos +a!adores de Ma!eriais Recicl$veis com o apoio da Avina 7uando o lder do Movimen!o acional dos +a!adores de Ma!eriais Recicl$veis conheceu o !ra#alho desenvolvido pelo Museu da Pessoa seus olhos #rilharam Tendo como premissa &aran!ir que !oda e qualquer pessoa possa "a4er par!e da memria social e a de que essas his!rias s1o, podem e devem ser u!ili4adas como in"orma)1o para revermos nossa cons!ru)1o da His!ria e nossa "orma de rever as rela)3es em nossa sociedade, o !ra#alho e"e!uado pelo Museuda Pessoa "oi de encon!ro Js necessidades do Movimen!o acional dos +a!adores de Ma!eriais Recicl$veis C'alcola!ra, ca!ador de papel h$ v$rios anos e "undador de 2  uma coopera!iva de ma!eriais recicl$veis na cidade de Po$, na Grande S1o Paulo, Ro#er!o *aureano da Rocha disse> ? & exatamente isso que precisamos. 'recisamos que os catadores entendam que não são lixo, inspirem*se em nossas histórias, mobilizem*se e reafirmem seu papel na sociedade. +amos gravar histórias, vamos fazer um documentário, vamos contar para nós próprios e para o resto da sociedade quem somos @ ssa his!ria carre&a na essncia a propos!a que nor!eou a cria)1o e desenvolvimen!o do Museu da Pessoa, "undado em S1o Paulo em -..-> como "a4er que ou!ras %oseli!as !enham a possi#ilidade de narrar, preservar e, so#re!udo, !ransmi!ir sua his!ria +omo "a4er com que essa his!ria sirva para revermos os preconcei!os que !emos, como "a4er com que essa e ou!ras his!rias a5udem na mo#ili4a)1o e ar!icula)1o dos ca!adores na nossa sociedade e, como, essas e ou!ras his!rias, se5am consideradas como par!e de nosso pa!rim:nio in!an&vel e, ao mesmo !empo em que ao "ormar a iden!idade do #rasileiro ho5e, !oquem os valores universais da humanidade2 Museu da Pessoa acredi!a que promover a cons!ru)1o de uma memria social a#er!aJ narra!iva de pessoas de !odos os se&men!os da sociedade e a!uar para disseminar essa memria cons!i!uem a)3es essenciais para con!ri#uir com a cons!ru)1o de uma sociedade democr$!ica e #aseada no respei!o pelo ou!ro s!a posi)1o "undamen!a'se em al&umas premissas concei!uais>-Toda his!ria de vida !em valor e deve "a4er par!e da memria socialL;2uvir o ou!ro < essencial para respei!$'lo e in!era&ir como par An!es da populari4a)1o da In!erne!, acredi!$vamos que, or&ani4adas em +='R2Ms, narra!ivas de pessoas comuns eram impor!an!e "on!e de in"orma)1o e deveriam cons!i!uir um acervo si&ni"ica!ivo que a5udasse a repensar os paradi&mas de valor que nor!eiam as cons!ru)3es sim#licas em nossa sociedade esse sen!ido, Thompson  Slim N-..8O des!acam a impor!6ncia dos re&is!ros orais para a promo)1o das mudan)associais -eja qual for o resultado, é importante que o processo de escuta resulte eventualmente em reconhecimento e a"ão e que aqueles que deram seu tempo para falar, saibam que suas palavras foram levadas a sério. Essa no"ão de aplica"ão do 3  depoimento oral é o que dá ao processo de escuta uma particular relevncia para o desenvolvimento e o diferencia de um estudo puramente acad/mico0. Mas por que Museus da Pessoa 2 que carac!eri4a nossas a!ividades para que a denominemos museus, e, mais precisamen!e, museus vir!uais Por que n1o op!amos por cen!ros de memria ou meros arquivos de his!ria oral Um museu de his!ria de pessoas < um museu cu5os o#5e!os museol&icos s1o as prprias his!rias e vis1o de mundo dessas pessoas, pois a museali4a)1o das pessoas < a museali4a)1o de suas his!rias de vida, de suas !ra5e!rias pessoais Par!indo das premissas sim#licas que nor!earam a cons!ru)1o e a "un)1o dos museus em nossa sociedade ' um espa)o de preserva)1o dos sm#olos No#5e!os, narra!ivas, ar!e"a!osO daquilo que ele&emos ?monumen!os@ de nossa memria e !endo como "oco a perpe!ua)1o desses valores, onde ?&uardamos@ aquilo que consideramos si&ni"ica!ivo, colecionamos nossas conquis!as, nada mais su#s!ancial do que rever o que ?&uardamos@ A propos!a do Museu da Pessoa pac!ua com as a!ividades #$sicas de um museu> cons!i!ui)1o e preserva)1o de um acervo, ar!icula)1o des!e acervo com vis!as J re"leC1o social e cul!ural e a)3es museol&icas, mais precisamen!e, a)3es vol!adas para cap!a)1o de depoimen!os e de "orma)1o e mo#ili4a)1o de comunidades o en!an!o, essa mesma vis1o implica na revis1o de al&uns paradi&mas museol&icos>-Ao inv<s de consolidar os ?monumen!os@ sim#licos, sacrali4a narra!ivas e o#5e!os de pessoas comuns;2 papel do curador, do colecionador < !rocado pelo papel de mediador, uma ve4 que o o#5e!ivo < es!imular que pessoas e comunidades responsa#ili4em'se por re&is!rar e or&ani4ar suas prprias memrias8ir!uali4ar o acervo sem !er necessariamen!e uma con!rapar!ida "sica 2 acervo < de"ini)1o di&i!al As a)3es < que eC!rapolam o 6m#i!o do di&i!al(inalmen!e, a &es!1o das a)3es e dos acervos pressup3e uma &es!1o descen!rali4ada, is!o <, cada um dos nEcleos do Museu da Pessoa &ere seu prprio acervo A &es!1o emrede de con!eEdos produ4idos pelas prprias pessoas #usca o "or!alecimen!o das 4  prprias comunidades, pessoas, escolas como po!enciais produ!ores de con!eEdos e usu$rios des!es con!eEdos, alinhando a)3es que !ranscendam as suas prprias comunidades ssas s1o premissas que su#s!anciam a cons!i!ui)1o e os desa"ios de !odos os nEcleos de Museus da Pessoa, so#re!udo no que !an&e nossa a!ua)1o em rede Para !al < in!eressan!e en!ender a !ra5e!ria e carac!ers!ica de cada um dos nEcleos2 Museu da Pessoa no Brasil, um museu vir!ual que desde -..9 < a#er!o na in!erne! para que !oda e qualquer pessoa envie sua his!ria e que ho5e !em par!e de seu acervo  5$ disponvel na in!erne! Aliado J sua eCis!ncia na in!erne!, o Museu da Pessoa no Brasil desenvolveu, ao lon&o dos El!imos anos uma me!odolo&ia de his!ria oral que permi!iu a &rava)1o de cerca de / mil depoimen!os, al<m da produ)1o de D museus !em$!icos, ;0 livros, - documen!$rios e ;D eCposi)3es =esde o incio o Museu da Pessoa Brasil a!uou de "orma independen!e do s!ado e da academia, u!ili4ando a me!odolo&ia de his!ria oral e o desenvolvimen!o de produ!os cul!urais, peda&&icos e de comunica)1o como "orma de cap!a)1o de recursos m ;008, o Museu da Pessoa desenvolveu um novo por!al com o o#5e!ivo de or&ani4ar em #ase de dados !odos seus depoimen!os, in!e&rar os depoimen!os que s1o enviados a!rav<s da In!erne! e permi!ir que usu$rios possam, al<m de enviar suas his!rias, mon!ar suas prprias eCposi)3es ecole)3es de his!rias m um pas no qual apenas 9,;8Q da sociedade !m acesso J In!erne!, os desa"ios para disseminar os depoimen!os s1o mEl!iplos es!e sen!ido, "oram desenvolvidas al&umas inicia!ivas que !ranscendem J sua eCis!ncia na in!erne! 2 $useu que nda  Nca#ines i!ineran!es de cap!a)1o de depoimen!os em vdeoO, por eCemplo, 5$ percorreu !odo o pas re&is!rando, em espa)os pE#licos  me!r:s, pra)as, escolas e mesmo pla!a"ormas de pe!rleo  depoimen!os de pessoas Por ou!ro lado, a percep)1o de quecada pessoa < po!encial produ!or e mul!iplicador para a produ)1o de memria, levou'nos a criar pro&ramas de "orma)1o para !rans"erncia da me!odolo&ia 2 pro5e!o Memria *ocal < um eCemplo disso, pois envolve pro"essores, alunos e !<cnicos de Secre!arias Municipais de duca)1o, que duran!e 8 anos !ra#alham 5un!o Js pessoas 5
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