Marketing

Avaliação radiográfica do acetábulo rosqueado tipo CO-10 *

Description
ARTIGO ORIGINAL / ORIGINAL ARTICLE AVALIAÇÃO RADIOGRÁFICA DO ACETÁBULO ROSQUEADO TIPO CO-10 Avaliação radiográfica do acetábulo rosqueado tipo CO-10 * Radiographic evaluation of threaded acetabulum, CO-10
Categories
Published
of 7
All materials on our website are shared by users. If you have any questions about copyright issues, please report us to resolve them. We are always happy to assist you.
Related Documents
Share
Transcript
ARTIGO ORIGINAL / ORIGINAL ARTICLE AVALIAÇÃO RADIOGRÁFICA DO ACETÁBULO ROSQUEADO TIPO CO-10 Avaliação radiográfica do acetábulo rosqueado tipo CO-10 * Radiographic evaluation of threaded acetabulum, CO-10 type * CELSO HERMÍNIO FERRAZ PICADO 1, LUIZ GUSTAVO GAZONI MARTINS 2, FLÁVIO LUÍS GARCIA 3, CYRO KANABUSHI 4 RESUMO Avaliou-se radiograficamente a fixação acetabular em 39 artroplastias totais do quadril tipo CO-10 após seguimento mínimo de oito anos. O componente acetabular rosqueado era liso em 24 e revestido com hidroxiapatita em 15 dessas artroplastias. Houve soltura asséptica de 11 (45,8%) dos acetábulos lisos e de cinco (33,3%) dos acetábulos revestidos. Radioluzência prótese-osso foi observada nos 16 acetábulos soltos (100%), embora tenha sido completa em somente sete (43,7%) deles. A elevada taxa de soltura asséptica desse tipo de acetábulo, independentemente do seu revestimento, indica que seu uso não pode ser recomendado e que a radioluzência completa ao redor deste componente não deve ser considerada essencial para o diagnóstico de soltura. ABSTRACT The authors radiographically examined the acetabular fixation in 39 CO type-10 total hip arthroplasties, after a minimum follow-up period of eight years. The threaded acetabular component was uncoated in 24 arthroplasties, and hydroxyapatite-coated in 15 arthroplasties. Aseptic loosening was found in 11 hips (45.8%) of the uncoated type acetabulum, and in five hydroxyapatite-coated hips (33.3%). Prosthetic-bone radiolucency was evident in 16 loosened acetabula (100%), although it was only complete in seven (43%). The high rate of aseptic loosening of this kind of acetabulum, independently of the coating, points to the fact that its use cannot be advocated, and total radiolucency around the component shall not be deemed as crucial for the diagnosis of loosening. Unitermos Quadril; artroplastia; componente acetabular; hidroxiapatita Key words Hip; arthroplasty; acetabular component; hydroxyapatite * Trabalho realizado no Departamento de Biomecânica, Medicina e Reabilitação do Aparelho Locomotor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (DBMRAL-FMRP-USP). 1. Professor Doutor do Departamento de Biomecânica, Medicina e Reabilitação do Aparelho Locomotor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto- USP. 2. Ex-Residente do Departamento de Biomecânica, Medicina e Reabilitação do Aparelho Locomotor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP. 3. Médico Assistente do Grupo de Cirurgia do Quadril do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP. 4. Residente do Departamento de Biomecânica, Medicina e Reabilitação do Aparelho Locomotor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP. * From Departamento de Biomecânica, Medicina e Reabilitação do Sistema Locomotor, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo (FMRP-USP). 1. Professor, Departamento de Biomecânica, Medicina e Reabilitação do Sistema Locomotor, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo (FMRP-USP). 2. Former resident Departamento de Biomecânica, Medicina e Reabilitação do Sistema Locomotor, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo (FMRP-USP). 3. Assistant Surgeon, Group of Hip Surgery, Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. 4. Resident, Departamento de Biomecânica, Medicina e Reabilitação do Sistema Locomotor, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo (FMRP-USP). Endereço para correspondência (Correspondence to): Prof. Dr. Celso Hermínio Ferraz Picado, Av. Bandeirantes, 3.900, Campus Universitário Ribeirão Preto, SP. Tel.: (16) Recebido em (Received in) 10/10/02. Aprovado para publicação em (Approved in) 25/11/03. Copyright RBO2004 Rev Bras Ortop _ Vol. 39, N o 4 Abril, C.H.F. PICADO, L.G.G. MARTINS, F.L. GARCIA & C. KANABUSHI INTRODUÇÃO A prótese total do quadril primária não cimentada tipo CO- 10 (Baumer ) foi amplamente utilizada na última década no Brasil. Entretanto, não é de nosso conhecimento qualquer levantamento dos resultados a médio prazo do seu uso. Nosso objetivo neste trabalho foi o de avaliar radiograficamente os acetábulos lisos e revestidos da artroplastia não cimentada tipo CO-10 com seguimento mínimo de oito anos e determinar qual o seu índice de soltura. MATERIAL E MÉTODOS Todas as próteses femorais implantadas e avaliadas pertencem à chamada terceira geração da CO-10. O componente femoral é confeccionado com liga de titânio (Ti 6Al 4V) e sua parte proximal é revestida com uma camada de 50 a 150 mícrons de hidroxiapatita. O componente acetabular tem o desenho de cone truncado, é feito de titânio puro e provido de rosca externa, que possibilita sua fixação ao osso pelo rosqueamento. Os acetábulos produzidos até 1992 possuem a superfície externa rosqueada lisa, enquanto aqueles manufaturados a partir de 1993 passaram a ser recobertos com camada de hidroxiapatita de 50 a 150 mícrons. As esferas cefálicas utilizadas foram feitas de liga de titânio revestida com nitreto de titânio ou de liga de cromo-cobalto-molibdênio, com três diâmetros externos distintos de 22,25mm, 28mm e 32mm. O núcleo acetabular é confeccionado com polietileno de peso molecular ultra-elevado, com superfície polida. A primeira prótese primária tipo CO-10 foi realizada na FMRP- USP em novembro de Entre novembro de 1989 e dezembro de 1995 realizamos 298 artroplastias do quadril, das quais 65 foram artroplastias totais primárias tipo CO-10. Antes de completar oito anos de seguimento dessas 65 artroplastias, ocorreram três óbitos e 13 pacientes não mais retornaram. Sete pacientes apresentaram infecção da prótese, sendo excluídos deste estudo. Um paciente, revisado da cirurgia primária, não foi incluído nesta avaliação devido ao extravio de seu arquivo radiográfico. Dois pacientes, também excluídos, informaram ter sido revisados da cirurgia primária em outro hospital. Utilizamos o sistema para avaliação radiográfica do quadril proposto em 1990 por Johnston et al (1). Preenchemos o protocolo clínico e radiográfico de 27 artroplastias feitas em 26 pacientes que atenderam ao chamado para avaliação ambulatorial. Preenchemos o protocolo clíni- INTRODUCTION The CO-10 type (Baumer ) uncemented, primary total hip replacement has been widely used in Brazil during the last decade. However, we do not know about any medium term outcome assessment. Our purpose was to radiographically assess the uncemented, CO-10 type uncoated and coated acetabula with a minimum follow-up period of eight years and determine the loosening rate, based on those data. MATERIAL AND METHODS All femoral prostheses implanted and evaluated belong to the third generation of CO-10. The femoral component is made of titanium alloy (Ti 6AI 4V) and its proximal portion is coated with a 50 to 150 micron-hydroxyapatite layer. The acetabular component has the shape of a truncated cone, is made of pure titanium and has an external thread yielding its fastening to the bone. The acetabula produced until 1992 had an uncoated external threaded surface, while those produced from 1993 on are coated with a 50 to 150 micron-hydroxyapatite layer. The cephalic spheres are made of titanium alloy, coated with titanium nitrate or chrome-cobalt-molybdenum alloy, and have three different external diameters: mm, 28 mm and 32 mm. The acetabular core is made of polyethylene with ultrahigh molecular weight, and has a polished surface. The first primary CO-10 type prosthesis was made at the FMRP-USP in Between November 1989 and December 1995, 298 arthroplasties of the hip were performed, and 65 of them were primary total arthroplasties of the hip, CO-10 type. Before those 65 arthroplasties have completed eight years, some patients died and 13 did not return. Seven patients had infection of the prosthesis, and were excluded from this study. One patient, who had had a revision from primary surgery, was not included in this evaluation because of loss of radiographic file. Two patients, also excluded from the study, had informed they had been examined in another hospital. We have used the system proposed by Johnston et al (1) in 1990 to carry out the radiographic evaluation of the hip. The clinical and radiographic forms, concerning 27 arthroplasties made in 26 patients that answered the call for an evaluation, were filled in. We have also filled in clinical and radiographic forms referring to 12 arthroplasties performed in 12 patients, based on the medical records of these patients. 190 Rev Bras Ortop _ Vol. 39, N o 4 Abril, 2004 AVALIAÇÃO RADIOGRÁFICA DO ACETÁBULO ROSQUEADO TIPO CO-10 co e radiográfico de 12 artroplastias feitas em 12 pacientes baseados no prontuário destes. Totalizamos, assim, 39 artroplastias nesta avaliação, que foram divididas em dois grupos. O grupo A corresponde às artroplastias realizadas até 1992, ou seja, aquelas em que o componente acetabular rosqueado tem superfície lisa; o grupo B corresponde às cirurgias realizadas a partir de 1993, utilizando o componente acetabular rosqueado revestido com hidroxiapatita. O número de artroplastias, a idade média na data da cirurgia, o seguimento médio, o diagnóstico primário e o sexo dos pacientes de cada grupo estão apresentados na tabela 1. A avaliação radiográfica no lado acetabular mediu o ângulo de inclinação e a posição do acetábulo, medidas estas relacionadas à gota de lágrima. A radioluzência prótese-osso, quando presente, foi identificada para cada zona acetabular. Todas as medidas radiográficas foram realizadas em radiografia obtida no pós-operatório imediato e noutra com pelo menos oito anos de seguimento; os valores medidos foram This evaluation comprised 39 arthroplasties, divided into two groups. Group A corresponded to the arthroplasties performed until 1992, that is, those with a threaded acetabular component with an uncoated surface; group B corresponded to surgeries performed from 1993 using hydroxyapatite-coated threaded acetabular component. The amount of arthroplasties, the mean age on the date of the surgery, the mean follow-up period, the primary diagnosis, and patient gender of each group are shown in table 1. The radiographic evaluation performed on the acetabular side measured the inclination angle and the position of the acetabulum. Those measurements are related to the teardrop. The prosthesis-bone radiolucency, when present, was identified for each acetabular zone. All radiographic measurements were performed in radiographs immediately taken after the procedure, with successive X-rays taken with at least eight years of follow-up. The measured values were compared at each prosthesis. The radiographic magnifications were corrected. On the acetabular side, the obtained measurements, TABELA 1 / TABLE 1 Distribuição dos pacientes segundo o tipo de acetábulo Distribution of the patients according to type of acetabular cup Grupo A Acetábulo liso Group A Uncoated acetabulum Grupo B Acetábulo revestido Group B Coated acetabulum Número de artroplastias / Number of arthroplasties Idade média em anos na data da cirurgia / Mean age in years at the time of surgery 51,6 46 (extremos) / (range) (33-79) (29-66) Seguimento médio em meses / Mean follow-up in months 114,7 111,6 (extremos) / (range) (96-129) (97-125) Diagnóstico em números absolutos e percentagens / Diagnosis by absolute numbers and percentages OA primária / Primary OA 11 (45,8%) 5 (33,3%) Osteonecrose / Osteonecrosis 07 (29,1%) 4 (26,7%) OA inflamatória / Inflammatory OA 02 0(8,3%) 3 (20%),0 Outros / Others 04 (16,7%) 3 (20%),0 Sexo em números absolutos e percentagens / Gender by absolute numbers and percentages Masculino / Male 10 (41,7%) 7 (46,7%) Feminino / Female 14 (58,3%) 8 (53,3%) Fonte (Source): Departamento de Biomecânica, Medicina e Reabilitação do Aparelho Locomotor FMRP-USP. OA = Osteoartrite OA = Osteoarthritis Rev Bras Ortop _ Vol. 39, N o 4 Abril, C.H.F. PICADO, L.G.G. MARTINS, F.L. GARCIA & C. KANABUSHI comparados para cada prótese. A correção das magnificações radiográficas foi feita. No lado acetabular as medidas obtidas, com exceção do ângulo de inclinação, foram divididas pela largura da porção mais lateral do componente acetabular, mensurado em cada radiografia, e o resultado da divisão multiplicado por 100 para facilitar o manuseio dos números resultantes desta correção. Foi considerado solto o componente com diferença superior a 10% entre as medidas. RESULTADOS Das 39 artroplastias avaliadas encontramos os componentes protéticos estáveis em 22 (56,4%). O componente acetabular foi considerado solto em 15 (38,4%), o componente femoral foi considerado solto em um (2,5%) e ambos os componentes considerados soltos em um (2,5%). Com relação à incidência nos dois grupos distintos, a soltura do componente acetabular ocorreu em 11 (45,8%) das 24 artroplastias do grupo A superfície lisa e em cinco (33,3%) das 15 artroplastias do grupo B revestido com hidroxiapatita (gráfico 1). Radioluzência em quaisquer das zonas de DeLee e Charnley (2) ao redor do componente acetabular foi observada em 16 (100%) dos acetábulos soltos e em 10 (43,4%) dos acetábulos estáveis; entretanto, ela era completa, ou seja, envolvia toda a extensão do componente em somente sete (43,7%) dos acetábulos soltos. A radioluzência verificada nos acetábulos soltos predominou na zona 3, sendo este padrão observado em 15 destes 16 componentes. DISCUSSÃO A maioria dos autores concordam que a soltura acetabular é indicada na radiografia simples pela migração progressiva Grupo A / Group A Acetábulo liso / Uncoated acetabulum n = 24 except for the inclination angle, were divided by the width of the most lateral portion of the acetabular component, measured in each X-ray, and the result of the division multiplied by 100, to enhance number handling from this correction. The component with a difference in excess of 10% between the measurements was considered loosened. RESULTS From 39 evaluated arthroplasties, we have found stable prosthetic components in 22 (56.4%). The acetabular component was considered loosened in 15 (38.4%), the femoral component was considered loosened in one (2.5%) and both components were deemed loosened in one (2.5%). Concerning the incidence in both distinct groups, the loosening of the acetabular component occurred in 11 (45.8) of the 24 arthroplasties of group A uncoated surface and in five (33.3) of the 15 arthroplasties of group B hydroxyapatite-coated (graph 1). Radiolucency at any of DeLee and Charnley (2) zones and around the acetabular component was noted in 16 (100%) of the loosened acetabula and in 10 (43.4%) of the stable acetabula. However, the radiolucency was not complete, that is, it involved the whole extension of the component in only seven (43.7%) of loosened acetabula. The radiolucency of the loosened acetabula was prevalent in zone 3, which is the standard pattern observed in 15 of those 16 components. DISCUSSION Most authors agree that acetabular loosening is shown in simple X-rays due to progressive migration, or due to a change Grupo B / Group B Acetábulo revestido / Coated acetabulum n = 15 33,3% 54,2% 45,8% Soltos / Loose Fixos / Fixed 66,7% Soltos / Loose Fixos / Fixed Fonte (Source): Departamento de Biomecânica, Medicina e Reabilitação do Aparelho Locomotor FMRP-USP Gráfico 1 Incidência de soltura acetabular nos grupos estudados Graphic 1 Incidence of acetabular loosening of studied troups 192 Rev Bras Ortop _ Vol. 39, N o 4 Abril, 2004 AVALIAÇÃO RADIOGRÁFICA DO ACETÁBULO ROSQUEADO TIPO CO-10 ou mudança de posição do componente com o decorrer do tempo, sendo ainda desconhecido o significado da linha radioluzente que envolve a taça de forma parcial ou completa (3). Engh et al estudaram as limitações da técnica das medidas radiográficas em pélvis de cadáveres e encontraram que os limites de erro do método eram de 3mm de migração e 8 de mudança do ângulo de inclinação (4). Hartley et al consideram o componente acetabular solto quando existe mudança de alinhamento superior a 4, mudança de posição superior a 2mm, linha radioluzente progressiva ou completa ou soltura das esferas que revestem a porção porosa do componente (5). Chen et al, baseados na observação de Russoti e Harris de que a mudança de flexão da pélvis de 0 a 10 provoca 2mm de aumento na medida aparente da altura do centro de rotação da cabeça femoral protética, definiram a migração definitiva do acetábulo quando ocorre mais que 4 na mudança no ângulo de abdução ou mais que 4mm de movimento do centro de rotação, obtendo as medidas sem correção da magnificação da imagem radiográfica (6). Kawamura et al definiram como instável o componente acetabular que migrou mais que 2mm ou se inclinou mais que 5, com linha radioesclerótica circunferencial superior a 2mm de largura. Eles realizaram ajustes das medidas devido a mudanças da magnificação radiográfica (7). Quando comparamos radiografias de pacientes com grande mudança da posição ou da inclinação do componente não existem dificuldades maiores para estabelecer o diagnóstico de soltura, mesmo que as radiografias tenham magnificações apenas próximas. Entretanto, solturas com desvios menores só são diagnosticadas realizando-se as medidas comparativas necessárias. Nesses casos, freqüentemente surgem dúvidas sobre se de fato existe a migração do componente ou se se trata de interpretação errônea provocada por comparação de radiografias com diferentes magnificações. Certamente, nossas radiografias não possuem todas a mesma magnificação exata e, desse modo, foi muito útil empregar a técnica de correção de nossas medidas com as medidas dos componentes protéticos, uma vez que suas dimensões são imutáveis. Constatamos que o acetábulo pode soltar-se e migrar sem alterar sua inclinação. A mudança da inclinação indica migração e é acompanhada de alterações nas medidas da posição deste componente, porém migrações evidentes podem ocorrer com o componente mantendo a mesma inclinação, principalmente quando a migração ocorre em direção superior e lateral. Nesses casos, têm-se a nítida impressão de que o comof the component position with time. Until now, the meaning of the radiolucent line that partially or fully involved the cup is still unknown (3). Engh et al studied the limitations of radiographic measurement techniques in cadaveric pelvis, and found that the limit of error of the method was of 3 mm of migration, and 8 of change in the inclination angle (4). Hartley et al consider loosened the acetabular component when there is a change on the top alignment above 4, a change in the position of more than 2 mm, a progressive or complete radiolucent line, or loosening of the spheres that cover the porous portion of the component (5). Chen et al, based on an observation from Russoti and Harris that a change of the pelvis flexion between 0 and 10 yields a 2-mm increase in the apparent dimension of the height of the rotation center from the femoral prosthetic head, defined a definite migration of the acetabulum when there is a change of more than 4 in the abduction angle or more than 4 mm of motion from the rotation center, and measurements are all achieved without correction of the radiographic image magnification (6). Kawamura et al defined as unstable an acetabular component that has migrated more than 2 mm, or has an inclination in excess of 5, with a circumferential radiosclerotic line wider than 2 mm. They adjusted the measurements due to changes in the radiographic magnification (7). When we compare X-rays of patients that show increased changes in the position or in the inclination of the component, it is not difficult to diagnose loosening, even if X-ray magnifications are only approximate. However, loosening with smaller deviations can be diagnosed only when the comparative measurements are taken. In those cases, there are often doubts whether there is component migration or it is a wrong interpretation produced by comparison of differently magnified X-rays. No doubt,
Search
Similar documents
View more...
Related Search
We Need Your Support
Thank you for visiting our website and your interest in our free products and services. We are nonprofit website to share and download documents. To the running of this website, we need your help to support us.

Thanks to everyone for your continued support.

No, Thanks