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BI_BLIA_FARMACOLOGIA(1)

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Bíblia farmacologia. Ótimo resumo.
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   1 UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS BÍBLIA DE FARMACOLOGIA  Francisca Indira Beltrão Colaço Costa Medicina – turma A – 2005   2 ÍNDICE 1 – Introdução à Farmacologia ..................................................................................................................................pág 03 2 – Formas farmacêuticas............................................................................................................................................pág 06 3 – Vias de administração de medicamentos..............................................................................................................pág 08 4 – Absorção e distribuição de fármacos....................................................................................................................pág 13 5 – Biotransformação de fármacos.............................................................................................................................pág 17 6 – Excreção de fármacos.............................................................................................................................................pág 20 7 – Farmacodinâmica...................................................................................................................................................pág 22 8 – Introdução à Farmacologia do Sistema Nervoso Autônomo..............................................................................pág 29 9 – Farmacologia do Sistema Nervoso Autônomo.....................................................................................................pág 40 10 – Antagonistas adrenérgicos...................................................................................................................................pág 46 11 – Bloqueadores neuromusculares..........................................................................................................................pág 51 12 – Introdução à Farmacologia do Sistema Nervoso Central.................................................................................pág 55 13 – Farmacologia do Sistema Nervoso Central........................................................................................................pág 59 14 – Antidepressivos.....................................................................................................................................................pág 64 15 – Antiparkinsonianos..............................................................................................................................................pág 69 16 – Anticonvulsivantes................................................................................................................................................pág 74 17 – Antipsicóticos........................................................................................................................................................pág 77 18 – Lítio e outros estabilizadores do humor.............................................................................................................pág 80 19 – Histamina e anti-histamínicos.............................................................................................................................pág 82 20 – Antiinflamatórios não-esteroidais.......................................................................................................................pág 87 21 – Antiinflamatórios esteroidais..............................................................................................................................pág 94 22 – Antimicrobianos e Penicilinas.............................................................................................................................pág 99 23 – Cefalosporinas.....................................................................................................................................................pág 104 24 – Aminoglicosídeos................................................................................................................................................pág 107 25 – Cloranfenicol.......................................................................................................................................................pág 110 26 – Macrolídios..........................................................................................................................................................pág 113 27 – Tetraciclinas........................................................................................................................................................pág 115 28 – Quinolonas...........................................................................................................................................................pág 118 29 – Sulfonamidas.......................................................................................................................................................pág 121 30 – Antifúngicos........................................................................................................................................................pág 125 31 – Antivirais.............................................................................................................................................................pág 131 32 – Insulina e antidiabéticos orais...........................................................................................................................pág 135 33 – Farmacologia do Aparelho Respiratório..........................................................................................................pág 142 34 - Farmacologia do Sistema Digestivo..................................................................................................................pág 149 35 – Diuréticos.............................................................................................................................................................pág 157 36- Farmacologia do Sangue......................................................................................................................................pág 165 37 – Farmacologia do Sistema Cardiovascular........................................................................................................pág 174   3 INTRODUÇÃO À FARMACOLOGIA 20/04/2005 – Profª. Roberta Desde que o mundo existe, o homem busca formas de curar os males. Como não existia conhecimento, o homem associava a cura a alguma divindade, atribuindo o efeito curativo a alguma força mística. Os pajés, os sacerdotes, os curandeiros detinham a cura. A Farmacologia consciente só começou a existir quando os experimentos começaram. Alguns medicamentos curavam, outros faziam mal e outros não tinham efeito. Antigamente, os medicamentos eram testados nos negros, nos escravos, nos presos, nos prisioneiros de guerra, mas hoje a Bioética não permite mais isso; esses experimentos são realizados em animais de laboratório. Hoje em dia, a Farmacologia está presente em nossas vidas; todos nós já fizemos uso dela. Em casa, todo mundo tem uma mini-farmácia: analgésico, antiinflamatório, anti-séptico, antibiótico... Conceito: A Farmacologia estuda a interação dos compostos químicos com os organismos vivos. “A farmacologia reflete a natureza”. Alguns compostos são extraídos de vegetais (atropina, pilorcapina), de microrganismos (penicilina, anfotericina B); outros foram descobertos estudando o funcionamento normal do organismo e as nossas substâncias endógenas (broncodilatador, anti-histamínico, insulina). A insulina foi extraída de bovinos e de suínos, e depois foi produzida a partir da técnica de DNA recombinante. Esses compostos químicos, quando são utilizadas suas propriedades terapêuticas, de forma curativa ou até profilática, são chamados de drogas. Antigamente, usava-se bastante o termo “droga”, mas isso era entendido de forma pejorativa, pois era associado a psicotrópicos e não ao medicamento; hoje se usa mais o termo “fármaco”. Essa droga, ao interagir com o sistema biológico, pode provocar efeito benéfico ou efeito maléfico no organismo. Quando o efeito é benéfico, a droga é chamada de droga-medicamento e é o objeto de estudo da Farmacologia. Quando o efeito é maléfico, a droga é chamada de droga-tóxico, que é objeto de estudo da Toxicologia. Muitas vezes, a distância entre o medicamento e o tóxico é apenas a dose. Por exemplo, o Dicumarol é utilizado em pacientes com trombose, pois é um anticoagulante oral. Mas o Dicumarol também é a base de muitos raticidas, para matar os ratos por hemorragia. Isso mostra que uma substância pode ser utilizada ora como fármaco e ora como veneno, por isso muito devemos ter muito cuidado com as doses. Subdivisões de Farmacologia: - Farmacologia Geral : trata dos conceitos básicos, aqueles que são comuns às diferentes classes de drogas. Serão estudadas a Farmacocinética e a Farmacodinâmica. A Farmacocinética estuda o movimento do fármaco dentro do organismo (via de administração   distribuição   metabolização ou biotransformação   excreção); o tour que o fármaco faz no organismo, o que afeta na absorção, se a presença de alimentos interfere ou não, a temperatura dos líquidos, a ação da ingestão concomitante de álcool, as várias vias de excreção, o que pode aumentar ou diminuir a excreção de determinado fármaco... Na Farmacodinâmica, será estudado o mecanismo de ação dos fármacos, como eles interagem com os receptores (transmissão de sinais, proteína G, segundos mensageiros, AMPc...). Os receptores de fármacos são moléculas do nosso próprio organismo, que estão ali para se ligar a hormônios, neurotransmissores, citocinas e que os fármacos também usam. - Farmacologia Especial : estuda os fármacos em grupos: por sistemas (fármacos que atuam no sistema nervoso autônomo – adrenérgicos, anti-adrenérgicos, colinérgicos, anti-colinérgicos, fármacos que atuam no sistema nervoso central – anticonvulsivantes, antipsicóticos, antidepressivos, anti-parkinsonianos, fármacos que atuam no sistema respiratório – broncodilatadores, antitussígenos...) e por atuação semelhante (antibióticos, antiinflamatórios...). Existem várias subdivisões de Farmacologia: Farmacognosia (estuda as fontes dos fármacos, as matérias-primas dos fármacos) e Farmacotécnica (trabalha com a preparação das formas farmacêuticas: farmácias de manipulação ou indústrias farmacêuticas).   4 Órgãos reguladores: Os fármacos têm que passar por uma séria de experimentos até chegar ao mercado, com exceção de alguns fitoterápicos vendidos em banquinhas no mercado. Quem regula e libera são órgãos de vigilância sanitária. No Brasil, quem regula é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Um órgão de importância mundial é o FDA (Food and Drug Administration), que serve de modelo; muita coisa do Brasil foi inspirada na FDA. Há também a EMEA (European Agency for the Evaluation of Medicinal Products) na Europa. Conceitos gerais: - Droga : é qualquer substância química capaz de produzir efeito farmacológico benéfico ou maléfico; vai interagir com o organismo e produzir efeito. - Fármaco : é a droga-medicamento de estrutura química bem definida visando efeito benéfico; refere-se ao princípio ativo, à substância química. - Medicamento : é a droga ou uma preparação com drogas de ação farmacológica benéfica; é o que compramos na farmácia, é comercial. - Remédio : é tudo que é utilizado com finalidade de cura (fármaco, fisioterapia, cafuné, banho de sol para ajudar na fixação de vitamina C, conselho...). - Placebo  (latim: “ agradar” ): é uma substância inativa (inerte) administrada para satisfazer a necessidade psicológica do paciente de ingerir medicamentos; não possui nenhum princípio ativo, mas tem efeito benéfico. É utilizado em experimentos (um grupo recebe o fármaco e o outro recebe o placebo) ou em casos especiais (pacientes psiquiátricos, crianças, idosos). O próprio medicamento tem efeito placebo (efeito psicológico, confiança no médico e no medicamento). Nocebo é o inverso de placebo: uma substância inerte que traz efeito maléfico. - Tolerância :   é a redução da sensibilidade a uma droga; o organismo deixa de responder a determinado medicamento; é a diminuição do efeito. Pode ser adquirida, inata ou cruzada e pode ser passageira ou permanente. Um exemplo é a sensibilidade ao álcool: uma pessoa que não bebe, toma um copo de cerveja e fica logo bêbado; um ano depois, já toma 3 copos até ficar bêbado. Com o passar dos anos, essa dose aumenta: tolerância adquirida. Isso ocorre também com os medicamentos: de tanto o indivíduo usar determinado fármaco, ele deixa de obter o efeito desejado, pois seus receptores foram dessensilibizados. A tolerância inata é aquela que o indivíduo já nasce com ela. Nossos sistemas enzimáticos e nossos receptores não são idênticos, por isso, pode acontecer que um medicamento produza efeito em uma pessoa e não produza em outro (tolerância). É importante um mapeamento genético e um histórico familiar. Tolerância cruzada é quando um indivíduo é tolerante a um fármaco e o médico prescreve um semelhante: o organismo não responde, por causa da similaridade entre o fármaco prescrito e o fármaco que ele tem tolerância. A tolerância passageira é aquela que basta suspender o uso do medicamento por algum tempo (6 meses) e, passado esse tempo, o organismo volta a responder ao medicamento. A tolerância permanente acontece muito com os antimicrobianos (antibacterianos): seleção de cepa resistente. - Hipersensibilidade : é uma reação alérgica. Para caracterizá-la como hipersensibilidade tem que haver liberação de anticorpos (imunoglobulinas, principalmente IgE) e envolvimento de mastócitos (liberação de histamina). Na 1ª exposição, o indivíduo é sensibilizado; a reação inicial é pequena. Na 2ª exposição, a reação é mais rápida e mais forte, pode ocorrer edema de glote e choque anafilático. A tendência é que essa reação aumente com as sucessivas exposições, mas pode ser feita uma dessensibilização do paciente. - Idiossincrasia : reação que, muitas vezes, se assemelha à hipersensibilidade, mas não tem envolvimento imunológico, não tem produção de imunoglobulinas; é uma resposta diferente qualitativamente da normalmente vista. Por exemplo, o indivíduo apresentar gastrite porque usou Diclofenaco é um efeito esperado, mas apresentar alopecia (queda de cabelo) não é. É algo bem próprio de cada indivíduo, depende da carga genética e
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