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[C6] hq no brasil (paula)

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1. ã os primórdios do HQ brasileiro O uso de ilustrações em jornais ou revistas pode ser visto, pelo menos antes do aparecimento da televisão, como a opção mais…
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  • 1. • os primórdios do HQ brasileiro O uso de ilustrações em jornais ou revistas pode ser visto, pelo menos antes do aparecimento da televisão, como a opção mais viável para que parte da população pudesse participar da vida social e política de seu país. As histórias em quadrinhos no Brasil começaram a ser publicadas no século XIX. Em 1837, circulou o primeiro desenho em formato de charge, de autoria de Manuel de Araújo Porto- Alegre, que foi produzida através do processo de litografia e vendida em papel avulso. Angelo Agostini continuou a tradição de introduzir nas publicações jornalísticas e populares brasileiras, desenhos com temas de sátira política e social. 1.1Araújo Porto-Alegre (1806-1879) Três meses depois que Diogo Antônio Feijó renunciou ao seu mandato de primeiro Regente Uno do Brasil, o Jornal do Commercio do Rio de Janeiro – já presente no cenário brasileiro a 10 anos – publicava pela primeira vez no Brasil, no editorial de dezembro de 1837, uma arte gráfica ilustrada: era o desenho de Araújo Porto-Alegre que satirizava um destacado político da época, ao colocá-lo recebendo suborno. Nascido em 1806 na cidade de Rio Pardo (RS), Manuel de Araújo Porto-Alegre se tornou conhecido na corte brasileira a partir da década de 1830 ao publicar sua primeira ilustração caricata no Jornal do Commercio do Rio de Janeiro. Vale ressaltar que na época os periódicos não costumavam publicar em suas páginas as caricaturas dessa forma: “[...] elas eram vendidas de maneira avulsa nas ruas da então capital do império” (ABI, 2007) Aluno de Debret e de vários artistas da época, foi Araújo Porto-Alegre que através do periódico A lanterna Mágica (1844-1845) introduziu a caricatura nos jornais brasileiros. Apesar de não ser considerado um exímio caricaturista Araújo, Porto-Alegre se destaca na história do Brasil por inserir pela primeira vez a ilustração caricata nos periódicos brasileiros. O autor faleceu em Lisboa em 29 de dezembro de 1879. 1.2Vida e obra de Angelo Agostini Angelo Agostini (1843-1910), Nascido na Itália em 8 de Abril de 1843, Viveu sua infância e adolescência em Paris, e em 1859, com dezesseis anos, veio para São Paulo com a sua mãe, a cantora lírica Raquel Agostini. Ele começou sua carreira lançando e organizando jornais e revistas de circulação restrita, num tempo em que a imprensa era produzida de forma quase artesanal. Na virada do século, o panorama se altera. A chegada da máquina rotativa, de novas formas de reprodução e a ampliação do público leitor a transformam em empreendimento capitalista de porte. O artista deixa de ser dono de pequenas publicações e torna-se colaborador de grandes empresas editoriais. Mais do que uma mudança funcional, Agostini vivenciou duas fases decisivas da consolidação da imprensa brasileira. Em 1864 deu início à carreira de cartunista, quando fundou, com Luís Gonzaga Pinto da Gama (1830 - 1882) e Sizenando Barreto Nabuco de Araújo (1842 - 1892), o Diabo Coxo, o primeiro jornal ilustrado publicado em São Paulo, e que contava com textos do poeta abolicionista Luís Gama. Este periódico, apesar de ter obtido repercussão, teve duração efêmera, sendo fechado em 1865. O artista lançou no ano seguinte (1866) o Cabrião, cuja sede chegou a ser depredada, devido aos constantes ataques de Agostino ao clero e às elites escravocratas paulistas. Este periódico veio a falir em1867.
  • 2. O artista mudou-se para o Rio de Janeiro, onde prosseguiu desenvolvendo intensa atividade em favor da abolição da escravatura, pelo que realizava diversas representações satíricas de D. Pedro II. “As Aventuras de Nhô Quim” (1869/1870), publicada em nove capítulos consecutivos (algo tido como inédito nos quadrinhos até Wash Tubbs, já em 1924), nas páginas do jornal “A vida Fluminense”, é o primeiro esboço de Agostini rumo a uma linguagem de quadrinhos. Revela a preocupação do artista em observar e retratar sua sociedade, ao passo em que desenvolve as potencialidades da mídia. “As Aventuras de Zé Caipora” (1883 - 1906), com 23 episódios publicados até 1886, na “Revista Illustrada” (sic), ganhou reedição especial, dividida em fascículos de seis episódios cada, antecipando as publicações de álbuns com coletânea das tiras americanas. Foram publicadas, ainda, nas páginas de “Don Quixote” (1901) e “O Malho” (1905), onde o último episódio é publicado em 1906, deixando a entender que o autor previa continuação. Ao longo destes 23 anos, Agostini desenvolveu um gênero novo. Para Brian Kane, não existiam quadrinhos de aventura com temas e traço verossímeis, nos EUA, antes da publicação de “Tarzan”, em 1929. Ora, Agostini já trazia o gênero para as HQs com Zé Caipora, que se embrenhou na mata atlântica, fez amizade com um casal de índios e com eles, enfrentou tribos inteiras, onças e outras “feras”, além de se inserir na vida pseudo-aristocrática do Rio de Janeiro Imperial, casando-se com a filha de um Barão decadente, para quem ofereceu a riqueza burguesa em troca do título cortesão, numa negociata típica da época vestida em roupagens românticas, já que José Corimba (nome verdadeiro de nosso herói) amava, de fato, a jovem Memé (Amélia), filha do Barão. Angelo Agostini chegara aqui ainda adolescente e ao longo de 43 anos fizera uma das mais longas carreiras da imprensa nacional. se destacava em atividades tão diversas como as de caricaturista, pintor, fotógrafo, repórter, crítico de costumes, editor, empresário e agitador político. Introdutor das histórias em quadrinhos entre nós, o artista deixou como legado uma obra vasta, diferenciada e, sobretudo, irregular. Seus traços estão fixados em pelo menos 3,2 mil páginas de jornal e revistas. • Disseminação da revista de quadrinhos do país • 2.1A primeira revista em quadrinhso do Brasil • Idealizada pelo jornalista e caricaturista Renato de Castro, juntamente com o poeta Cardoso Júnior, e o professor e também jornalista Manoel Bonfim, a proposta da revista foi apresentada a Luís Bartolomeu de Souza e Silva, dono da Sociedade O Malho, que não só a acatou de forma entusiasmada, como ajudou a moldá-la seguindo o formato de outras publicações da época. No início do século XX, o Brasil ainda tinha uma grande influência européia, em particular da cultura francesa, e veio justamente deste país a inspiração para se lançar O Tico-Tico, seguindo a linha da revista La Semaine de Suzette (publicada de fevereiro de 1905 a junho de 1940, e de maio de 1946 a agosto de 1960).
  • 3. • A revista O Tico Ticofoi a primeira a publicar histórias em quadrinhos no Brasil. Sua primeira edição saiu no dia11 de outubro de 1905, uma quarta-feira e não em uma quinta como dizia a capa. • As revistas O Tico-Tico eram coloridas e moralistas. Muitas de suas histórias visavam à educação das crianças e à construção de sólidas convicções morais. • Isso, em uma época em que a linguagem gráfica seqüencial começava apenas a dar seus primeiros passos, enfrentando pressões geradas pelo desconhecimento de suas características, desconfiança quanto a seus benefícios sociais e preconceito quanto à sua qualidade artística e méritos educacionais. A tudo isso a revista brasileira respondeu com uma postura sempre firme em relação a seus objetivos didático-pedagógicos, mantendo-se arraigada, do início ao fim, à missão de entreter, informar e formar de maneira sadia a criança brasileira. • Os editores procuravam enriquecer o acervo cultural de seu jovem público com informações diversas e entretenimentos, como poesias, contos, jogos, atrações educativas, referências a datas históricas, além de textos sobre as séries mais populares do cinema, partituras, letras de músicas e até peças teatrais. • Os quadrinhos • Especificamente, é preciso salientar que O Tico-Tico não era exatamente uma revista em quadrinhos (ou um gibi, como depois elas vieram a se denominar no país). Era, muito mais, uma revista infantil. Mas ela começou a publicar quadrinhos desde seus primeiros anos de vida e, pouco a pouco, eles foram se tornando cada vez mais importantes para os leitores. Os quadrinhos foram, talvez, o principal motivo para a permanente popularidade de O Tico- Tico entre as crianças brasileiras, geração após geração. Não se tratava de uma revista como as de hoje, dedicadas inteiramente a um personagem ou grupo de heróis. Era uma publicação que reunia diversas expressões culturais, com ênfase na literatura, mas que abria um generoso espaço para os quadrinhos, arte que começava a se firmar no país. • Ao lado da literatura, dos textos educativos e dos jogos didáticos, os quadrinhos em O Tico- Tico tinham uma linguagem envolvente para o público infantil, facilitando a leitura textual e contribuindo para a disseminação dos códigos visuais que viriam a predominar no decorrer do século. • bebendo de fontes norte-americanas e européias. Da produção estadunidense, inclusive, veio seu principal personagem, aqui batizado como Chiquinho, mas que nos jornais ianques era conhecido como Buster Brown. Criação de Richard Felton Outcault, o garoto traquinas, originalmente de classe alta, aqui desceu um pouco socialmente e adquiriu modos de um garoto do povo, vivendo hilariantes aventuras ao lado de um típico menino de nossa realidade social mais popular, o Benjamin, um garoto de origem africana criado por um dos autores brasileiros que continuaram a obra de Outcault quando o material original já não chegava ao país. O autor brasileiro, Luis Gomes Loureiro, foi apenas o primeiro de vários artistas nacionais que trabalharam com o personagem, fazendo com que ele adquirisse características próprias da cultura brasileira. Em seu conjunto, fizeram com que o conjunto das aventuras desses personagens - aos quais se deve agregar necessariamente o cachorro Jagunço, originalmente
  • 4. chamado de Tige -, representasse um pitoresco panorama da sociedade brasileira na primeira metade do século 20. Nesse sentido, Augusto Rocha, Alfredo Storni, Paulo Afonso,Oswaldo Storni e Miguel Hochmann realizaram um enorme serviço ao país, transformando um personagem sem muita graça e com uma proposta extremamente elitista de público em uma figura pulsante, elétrica mesmo, que agradava em cheio a seus leitores e fazia com que estes se identificassem plenamente com ela. Não admira, com tudo isso, que durante vários anos imaginassem os leitores ser Chiquinho o grande personagem de quadrinhos originalmente produzido no Brasil. • Vários outros personagens foram publicados regularmente na revista O Tico-Tico, tanto os estrangeiros como aqueles produzidos em terras brasileiras. Entre os primeiros, destaque para Mickey Mouse, inicialmente chamado de Ratinho Curioso, que aparecia em histórias desenhadas por Ub Iwerks e depois por Floyd Gottfredson; Krazy Kat, de George Herriman, chamado de Gato Maluco; Popeye, de Elsie Chrisler Segar, chamado de Brocoió; Gato Félix, de Pat Sullivan; Mutt e Jeff, de Bud Fisher; Little Nemo in Slumberland, de Winsor McCay, entre outros. Entre os brasileiros, figuras como Lamparina, do grande J. Carlos; Kaximbown, de Max Yantok; Bolinha e Bolonha, de Nino Borges; Zé Macaco e Faustina, de Alfredo Storni; Pirolito, de Fritz (Anísio Oscar Mota); Tinoco, o caçador de feras, de Théo; João Charuto, deEdmundo Rodrigues; e Réco-Réco, Bolão e Azeitona, do inigualável Luis Sá, para apenas mencionar alguns dos personagens que tiveram suas origens nas mãos de artistas aqui radicados. • O decalque das historietas era prática comum na época, sendo as revistas infantis francesas e a difusão dos quadrinhos norte-americanos a fonte para todo tipo de adaptação e cópia. Este procedimento, contudo, não deixou de trazer bons frutos para os quadrinhos nacionais, revelando artistas como J. Carlos, Max Yantok, Léo, Théo, Lino Borges, Luiz Sá, Daniel Cícero, Percy Deane, Messias de Mello, André Le Blanc, entre outros. • Apesar do sucesso incontestável da revista por décadas, a entrada dos quadrinhos norte- americanos de forma massiva por intermédio das distribuidoras, os conhecidos syndicates, fez a preferência do público começar a mudar, sobretudo quando surgiram os suplementos e revistas povoados de super-heróis, entre as décadas de 1930 e 1950. A ingenuidade e o encantamento começaram a perder espaço para as aventuras heróicas e maniqueístas dos superseres, retrato de uma nova época em um mundo em ebulição. O Tico-Tico resistiu até fevereiro de 1962. As edições semanais foram dando espaço às mensais e depois bimestrais, aos almanaques e especiais dirigidos a pais e professores, até que, finalmente, com a marca excepcional de 2097 edições e quase 57 anos de existência, encerrou uma saga ainda não igualada pela revistas infantis nacionais. • 2. 2 O Suplemento Juvenil e a explosão dos quadrinhos norte-americanos no Brasil • O Suplemento Juvenil – inicialmente denominado Suplemento Infantil , - consagrou, ao seu tempo, uma proposta inovadora de publicação de histórias em quadrinhos no Brasil. Sendo lançado inicialmente como um tablóide semanal, apêndice do jornal diárioA Nação , foi um sucesso quase que imediato. A partir da edição de número 14, começou a ser publicado de forma independente, logo passando a ter duas – e depois três - edições semanais.
  • 5. • A publicação era baseada nos suplementos coloridos dos jornais norte-americanos, que Adolfo Aizen havia conhecido quando viajava pelos Estados Unidos. Com um afiado faro para novidades, ele trouxe a idéia para o Brasil, conseguindo vendê-la para os proprietários do jornal carioca e recheando-o justamente com os mesmos personagens que faziam o sucesso dos suplementos em terras ianques: Flash Gordon , Tarzan, Mandrake, Popeye, Brick Bradford e Mickey Mouse , entre outros. • Além de rapidamente passar a ter existência independente, o Suplemento Juvenil deu origem a diversas outras publicações em formato tablóide ou meio-tablóide: Mirim, iniciado em 1937, trazia, pela primeira vez no Brasil, personagens publicados nos comic books norte-americanos, como Slam Bradley , Fantomas, Cyrus Sanders , Beck Jones , etc.; a Biblioteca Mirim , derivada do anterior, que publicava os personagens de quadrinhos em formato de livro de bolso; e Lobinho, que não conseguiu alcançar o mesmo sucesso dos anteriores e acabou virando revista mensal (Silva, 1976, p. 38-9). • Como é comum de acontecer no Brasil, as boas idéias são sempre rapidamente imitadas. Assim, não é de admirar que logo aparecessem concorrentes para o Suplemento Juvenil . O mais destacado deles foi talvez O Globo Juvenil , uma cópia quase perfeita do Suplemento, que também trazia personagens veiculados pelos tablóides norte-americanos. Em 1939, num golpe comercial inesperado, esta última publicação conseguiu obter os direitos da maioria das histórias publicadas pelo Suplemento, passando a publicá-los em suas paginas. Assim, personagens como Li’l Abner , The Phantom , Mandrake, Alley Oop , etc. mudaram repentinamente de endereço no Brasil, colocando sua antiga “casa” em dificuldades (o Suplemento Juvenilsobreviveria por apenas mais seis anos, deixando de ser publicado em 1945). • Afirmar que a publicação de Adolfo Aizen foi a primeira a veicular o modelo dos suplementos de jornais no Brasil talvez seja uma imprecisão. Antes que tanto o Suplemento como o Globo Juvenil tivessem aparecido nas bancas, já um jornal da cidade de São Paulo, A Gazeta , havia lançado a sua edição infantil, que permaneceu nas bancas, com diversas interrupções, de 1929 a 1950. Foi publicada sob várias denominações diferentes, embora tenha sido sempre mais conhecida pela forma como os seus jovens leitores a denominavam: A Gazetinha . Publicou vários personagens norte-americanos , como Brick Bradford , Barney Baxter ,Felix, the Cat , Little Nemo in Slumberland , entre outros. No entanto, contrariamente a suas concorrentes, a Gazetinha parecia dar muito mais ênfase ao trabalho dos autores nacionais, possibilitando que vários artistas brasileiros nela encontrassem espaço para veicular seus trabalhos. Entre eles, destacam-se Nino Borges ( Piolim, Bolinha e Bolonha ), Belmonte ( Paulino e Balbina ) e Renato Silva , criador de um de seus personagens mais populares, o Garra Cinzenta . De todos, porém, o nome de maior destaque é o de Messias de Mello, um dos autores mais produtivos que este país já teve, que trabalhou na Gazetinha durante toda a existência da publicação e praticamente foi responsável, sozinho, por porcentagem significativa das histórias publicadas, desde adaptações de romances famosos a personagens de sua própria criação ou de argumentistas nacionais. Na Gazetinha também trabalhou Jayme Cortez, um artista português que depois se destacou por uma atuação marcante no panorama dos quadrinhos brasileiros dirigidos ao público infantil e juvenil. • Com a aceitação dos quadrinhos norte-americanos no Brasil, novas publicações por eles protagonizadas logo começaram a surgir. Grande parte delas, na realidade, exerciam maior atrativo sobre o público juvenil, em idade pré-adolescente, que propriamente no público infantil, mas era consumido da mesma forma tanto por crianças menores como pelos jovens mais avançados em idade. Foi para atender este filão do mercado que Adolfo Aizen fundou sua própria casa publicadora – a Editora Brasil América Ltda (EBAL) – que posteriormente se tornou uma das maiores editoras de histórias em quadrinhos da América do Sul. • Desde o início, a atuação da empresa de Aizen demonstrou que sua prioridade era a publicação dos quadrinhos norte-americanos, mantendo-se basicamente, durante muitos anos, com os personagens da DC Comics e, posteriormente, com os daMarvel Comics . As únicas exceções que parecia aceitar vinham ao encontro de sua preocupação em quebrar as barreiras que pais e professores tinham em relação às histórias em quadrinhos em geral. Desta forma, com a finalidade de tornar suas publicações mais aceitáveis pelo público adulto, ele (que era judeu)
  • 6. patrocinou revistas que narravam as vidas dos santos católicos, a quadrinização da epopéia da Padroeira do Brasil, a publicação do Novo Testamento e da Vida de Jesus em quadrinhos , etc., muitas delas encomendadas a artistas brasileiros (que muitas vezes, por absoluta falta de documentação, inventavam os acontecimentos e quase todos os milagres atribuídos às figuras santificadas). De forma similar, ele publicou revistas de histórias em quadrinhos que focalizavam fatos concretos da história do Brasil e contratou desenhistas para ilustrarem as versões em quadrinhos dos grandes títulos da nossa literatura, em séries que manteve durante vários anos – Edições Maravilhosas e Álbum Gigante , – intercalando as obras brasileiras com outras de autores da literatura internacional, traduzidos da revista Comics Illustrated . • Os quadrinhos estrangeiros também receberam um grande incentivo de outra grande editora de histórias em quadrinhos localizada na cidade do Rio de Janeiro, a Rio Gráfica Editora (posteriormente Editora Globo ). Ela publicou muitos títulos de heróis norte-americanos, principalmente aqueles veiculados ao King Features Syndicate . Foi também a responsável pela revista mais popular que este país já teve, a Gibi – tão popular que acabou sendo utilizada para denominar, em uma relação de sinonímia, todas as revistas de histórias em quadrinhos publicadas no país (similar ao que aconteceu, por exemplo, em território espanhol, com a revista T.B.O., que deu origem ao vocábulo tebeos). • Tanto o Suplemento Juvenil como todas as outras publicações que apareceram em seu rastro garantiram a predominância dos quadrinhos estrangeiros no território brasileiro- No caso específico dos quadrinhos infantis, essa situação tornou-se ainda mais definitiva e aumentou as dificuldades para os artistas nacionais a partir de 1950, quando a Editora Abril começou a publicar sistematicamente os quadrinhos Disney no país – inicialmente com apenas um título, O Pato Donald , que logo seria seguido por vários outros, como Mickey e Tio Patinhas . • A partir de seu número 479, em 1961, a revista O Pato Donald , passou a
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