Slides

Caminho a Dona Maria - Paisagem de Paisagens

Description
1. UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA CENTRO DE ARTES E LETRAS CURSO DE ARTES VISUAIS – BACHARELADO EM DESENHO E PLÁSTICA CAMINHO A DONA MARIA – A PAISAGEM DE…
Categories
Published
of 66
All materials on our website are shared by users. If you have any questions about copyright issues, please report us to resolve them. We are always happy to assist you.
Related Documents
Share
Transcript
  • 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA CENTRO DE ARTES E LETRAS CURSO DE ARTES VISUAIS – BACHARELADO EM DESENHO E PLÁSTICA CAMINHO A DONA MARIA – A PAISAGEM DE PAISAGENS TRABALHO DE GRADUAÇÃO II Pâmela Taís Silveira Gularte Santa Maria, RS, Brasil 2014
  • 2. CAMINHO A DONA MARIA – A PAISAGEM DE PAISAGENS Aluna: Pâmela Taís Silveira Gularte Matrícula: 2901047 Atelier de origem: Serigrafia Trabalho de Graduação II Banca examinadora: Altamir Moreira Mirian Martins Finger Reinilda de Fátima Berguenmayer Minuzzi Santa Maria, RS, Brasil
  • 3. Sumário: Lista de imagens ..................................................................................................................................... 05 PARTIDA ................................................................................................................................................. 08 Caminho a Dona Maria ............................................................................................................................ 09 Paisagem, o que é? ................................................................................................................................. 10 Paisagem, por quê? ................................................................................................................................. 11 Paisagem e cristianismo .......................................................................................................................... 13 Contemplação e introspecção .................................................................................................................. 13 “DA JANELA EU VI” ................................................................................................................................. 16 BAGAGEM ............................................................................................................................................... 18 Lance de Olhar - Fotografia e Pintura ...................................................................................................... 19 O desenho e a serigrafia .......................................................................................................................... 21 O momento abstracionista e a ampliação do dicionário de formas orgânicas ......................................... 27 Vamos jogar com peças? .......................................................................................................................... 31 3
  • 4. TRAJETO ................................................................................................................................................. 34 Cerâmica e Massinha de Modelar ............................................................................................................ 35 Do bi ao tridimensional .............................................................................................................................. 41 A maquete e a pintura espacial ................................................................................................................. 44 ENCRUZILHADA ....................................................................................................................................... 46 O que apresentar e como apresentar ao público? .................................................................................... 47 ESTAÇÃO ................................................................................................................................................. 53 Processo cerâmico .................................................................................................................................... 54 Fotografia e a nova pintura ....................................................................................................................... 56 Cúpula ....................................................................................................................................................... 60 O grande e o pequeno ............................................................................................................................... 62 CHEGADA ................................................................................................................................................. 64 Referências ................................................................................................................................................. 65 4
  • 5. Lista de imagens: Observação: Optei pela descrição das imagens de meus trabalhos na lista para que as legendas não influen- ciassem a visualidade do trabalho. Apenas as imagens de obras de outros artistas apresentam a caixa de legen- da abaixo das mesmas. 1- Pâmela Gularte, fotografia digital, 2009. 2- Pâmela Gularte, serigrafia sobre papel, A2, 2013. 3- Pâmela Gularte, fotografia digital, 2010. 4- Pâmela Gularte, fotografia digital, 2010. 5- Pâmela Gularte fotografia digital 2011. 6- Pâmela Gularte, óleo sobre tela, A3, 2011. 7- Pâmela Gularte, serigrafia sobre papel, A1, 2013. 8- Pâmela Gularte, lápis de cor sobre papel, A4, 2012. 9- Pâmela Gularte, aquarela sobre papel, A2, 2013. 10- Pâmela Gularte, serigrafia sobre papel, A2, 2012 11- Henri Matisse, Anfitrite, guache sobre papel recortado e colado, 85,5x70 cm, 1947, coleção particular. Ima- gem disponível em: <http://www.wikiart.org/en/henri-matisse/cut-outs-5>. Acesso em 16/05/2014. 12- Burle Marx, Jardim, residência de Edmundo Cavanelas, Petrópolis, RJ. Imagem disponível em: <http:// naterradoipe.wordpress.com/2011/08/06/burle-marx/> Acesso em 16/06/2014. 13- Alexander Calder, sem título, folha de alumínio pintada e arame de aço, 37,1x22,8x27, 5 cm, 1939. MOMA, Nova Iorque, Estados Unidos. Imagem disponível em: <http://www.moma.org/collection/object.php? object_id=81965> Acesso em 16/06/2014. 5
  • 6. 14- Alexander Calder, Goldfish bowl, arame, 40,6x38,1x15,2cm, 1929. Calder Foundation. Nova Iorque, Estados Unidos. Imagem disponível em: <https://artsy.net/artwork/alexander-calder-goldfish-bowl> Acesso em 16/06/2014. 15- Van Gogh, Campo de trigo com Corvos, óleo sobre tela, 50,5x103cm, 1890. Van Gogh Museum, Amsterdam, Alemanha. Imagem disponível em: <http://www.vangoghmuseum.nl/vgm/index.jsp?page=3343&lang=en> Acesso em 16/06/2014. 16 e 17- Pâmela Gularte, Liquens, fotografias digitais, 2013. 18- Pâmela Gularte, serigrafia sobre papel, A2, 2013. 19- Pâmela Gularte, Árvore Vênus, serigrafia sobre papel, A3, 2013. 20 a 22- Pâmela Gularte, paisagens montadas a partir de peças em papel Paraná, 2013. 23 a 26- Pâmela Gularte, paisagens montadas a partir de peças em cerâmica pintadas a frio, 2014. 27- Pâmela Gularte, paisagem montada a partir de peças em cerâmica com tratamento de barbotinas e vidrados, 2013. 28 a 32- Pâmela Gularte, paisagens em massinha de modelar, 2013. 33 a 37- Pâmela Gularte, paisagens montadas com peças cerâmicas, 2014. 38- Kath Bonson, Pennine Journey, cerâmica, esmaltes e serigrafia. Imagem disponível em: <http:// cone6pots.ning.com/photo/bonson-1-the-viaduct-2/next?context=latest> Acesso em 17/06/2014 39- Norma Grimberg. Peças em cerâmica. Imagem disponível em: <http://normagrimberg.com.br/pt#> Acesso em 17/06/2014. 40- Pâmela Gularte, Paisagem em peça única, cerâmica, 2013. 41- Carl Warner, Celery island Panorama, fotografia. Imagem disponível em: <http://www.carlwarner.com/image/ foodscapes/celery-island-panorama_32/#&panel1-32> Acesso em 17/06/2014. 6
  • 7. 42- Matthew Albanese, A New Life #1, Imagem disponível em: <http://www.matthewalbanese.com> Acesso em 17/06/2014. 43- Matthew Albanese, A New Life #2, Imagem disponível em: <http://www.matthewalbanese.com> Acesso em 17/06/2014. 44-- Fotografia do studio de Matthew Albanese, Diorama feita com papel de pergaminho pintado, linha de mão, penas de avestruz tingidas, chocolate esculpido, arame, ráfia, fita adesiva, café, envasamento de musgo sintético e algodão. Imagem disponível em: <http://www.matthewalbanese.com/a-new-life#2> Acesso em 17/06/2014. 45 - Pâmela Gularte, Fotografia de maquete ou pintura espacial. 46- Pâmela Gularte, relevo em massinha de modelar, 7X5 cm, 2013 47 e 48- Pâmela Gularte, relevos em cerâmica. 49- Pâmela Gularte, fotografia das caixas. 50 e 51 - Pâmela Gularte, fotografias do interior das caixas, massinha de modelar. Altura das peças maiores: 7cm. 52- Pâmela Gularte, paisagem em caixinha espelhada, massinha de modelar, aproximadamente 5x8 cm, 2014. 53- Pâmela Gularte, projeto para maquete, caneta sobre papel 13x9 cm, 2014 54 a 62- Pâmela Gularte, fotografias do processo cerâmico, 2014. 63 a 65- Pâmela Gularte, fotografias de detalhes maquete – pintura espacial, 2014. A maquete é formada por aproximadamente 50 peças que ocupam uma área aproximada de 150x200 cm. 67 e 68- Pâmela Gularte, projeto para cúpula, 2014. 69 a 71- Pâmela Gularte, estudo para cúpula em massinha de modelar, área aproximada 50x50 cm. 2014 7
  • 8. PARTIDA: “Mas o que nem todo mundo percebe é que a viagem começa quando fechamos a porta da casa. O caminho pode ser tão prazeroso quanto as aventuras que nos aguardam no ponto de chegada.” Tietta Pivato 8
  • 9. Caminho à Dona Maria Das idas e vindas a Santa Maria, cidade que me acolheu para os estudos de Artes Visuais, e minha casa em Salto do Jacuí, onde encontrava minha mãe, Maria de Fátima, que me acolheu em seu ventre no início desta viagem que é a vida e em seus braços a cada chegada ou partida... Surge um caminho em que não importava o sentido, estava indo a Dona Maria. 1. 9
  • 10. Paisagem, o que é? Um termo escorregadio, um conceito impreciso... Paisagem é tema interdisciplinar e de muitos desdobramentos, objeto de interesse de vários campos do conhecimento. Não há, porém consenso de definição do que é paisagem entre os que pensam e escrevem sobre o tema. “Paisagem é a porção de terra que vemos num lance de olhar.” dizem os dicionários (FERREIRA, 2001). A porção de terra está lá, mas e se não a vejo? Precisamos do olhar para que haja paisagem. E se lanço olhares de diferentes ângulos, vejo os mesmos elementos, mas é a mesma paisagem? Se eu a olhar novamente e a perceber novamente, já não somos as mesmas, nem eu a olha-la nem ela para mim. Apesar de tê-la conhecido através da geografia e sempre ter achado que era o que era - um conjunto de elementos num determinado espaço, natural, rural ou urbano - existindo independente de qualquer olhar, minhas últimas leituras tentam convencer-me de que é uma invenção cultural de “quando a pintura começou a laicizar tais elementos como árvores, rochedos, rios, a desprendê-los da cena sagrada.” (MAKOWIEKY, 2009, p. 2718). A arte reivindica “a invenção da paisagem” (CAUQUELIN, 2007). Vieira (2006) discorre sobre o tema da paisagem, dividindo a visão de diversos autores em “três regimes do olhar”. Parti de suas reflexões para tecer algumas das minhas e definir, não o que é paisagem, mas as diferentes formas pelas quais trato o que para mim são paisagem e paisagens. A visão tridimensional é a que se preocupa com questões entre a paisagem e o espaço, e, o real e seu falseamento. Ou seja, a paisagem é o aspecto visível do espaço e as representações deveriam ser rejeitadas em busca da verdade, da realidade concreta. Para os que abordam de forma bidimensional ou imagética, porém, a imagem do que se vê se torna importante. Nesta abordagem a paisagem e a arte encontram-se entrelaçadas em uma relação de dependência. Vieira cita Kenneth Clark e seu livro “A paisagem na Arte” como exemplo onde podemos perceber a abordagem imagética na história da arte. 10
  • 11. Uma terceira visão é permeada pelas duas primeiras, pois a realidade tridimensional é percebida e transcrita em imagem. Malcom Andrews expressa um enfoque na percepção, para ele a paisagem é o processo perceptivo que se opera no olhar. “Não é a mão que pinta, mas o olhar que seleciona transformando “Land into Landscape”.” (ANDREWS apud VIEIRA, 2006, p. 9) Para mim, paisagem não é apenas um desses aspectos, é cada um deles. Coexistem em meu trabalho a paisagem real, a percebida e a apresentada. Há uma paisagem real, concreta e estabelecida no espaço a qual se torna fonte de minhas percepções, criando em mim, de modo totalmente particular, a paisagem percebida, a qual tento transcrever plasticamente na paisagem apresentada em imagem. Ela é o que é. Campos, nuvens, pedras, rio, árvores, casas. Ela é a imagem vista através do recuo, composição enquadrada pela janela. Ela é o que percebo na conversa da cor da textura da curva da dança do movimento. Ela é o lugar onde me faço pequena para ver e habitar. Ela é o que faço. Formas, cores, planos, dobras, construção visual. Ela é a memória do entorno que abriga minhas sensações. Paisagem, por quê? Desde que o homem começou a fazer arte, os elementos da natureza estão presentes em seus temas. Para fins rituais, os desenhos de animais nas cavernas, e decorativos como os motivos litorâneos nas salas de palácios na pré-história da arte grega, por exemplo. O fato é que nos relacionamos com a natureza e esta traz os mais diversos efeitos sobre o espírito humano. Pela a admiração, ou inquietação, ou qualquer outro dos efeitos que essa relação causa, a paisagem torna-se tema de nossa arte. Paisagem porque nos relacionamos com ela. 11
  • 12. 2. 12
  • 13. Crescendo em uma chácara no interior de Salto do Jacuí, o contato com a natureza me fazia amar as flores, os campos, a água corrente e as pedras roliças de suas margens arenosas... Paisagem porque meu relacionamento é de amor e memória. Paisagem e cristianismo Segundo Clark (1961) a relação homem-natureza já foi de tentativa de afastamento para os medievais. Achar beleza e apegar-se ao ambiente terrestre era contrário ao pensamento de que o homem estaria de passagem sobre a Terra. Clark narra o momento em que o poeta Francisco Petrarca sobe o monte Ventoux e entra em conflito religioso sobre o olhar a natureza, seu entusiasmo com o que contempla o distingue de seus contemporâneos e faz os historiadores o tomarem como o homem que inaugura o espírito moderno. O cristianismo da idade média me é estranho. O medo do envolvimento com a natureza contrasta com texto bíblico cristão que incentiva a contemplação e estudo da natureza, tal qual Petrarca, que não apenas gozava a “profusão decorativa das flores”, mas estudava suas características. “Olhai os lírios do campo... As aves do céus” (BÍBLIA, Mateus, 6: 26,28 e 29.) dizia Cristo, segundo suas biografias bíblicas, e baseava várias de suas lições em atividades agrícolas como semeadura e colheita. Como cristã me sinto convidada a contemplação da natureza e não proibida de fazê-lo. Contemplação e introspecção Contemplação é uma das características necessárias para a inteligência emocional. O contemplativo extrai grandes maravilhas de pequenas coisas exercitando a sensibilidade. Sempre acreditei que quem pretende produzir imagens deve ter uma grande fonte de olhares e efeitos capturados na mente para materializá-los em arte. Paisagem me inspira a contemplação e na introspecção busco o que dela quero transmitir. 13
  • 14. Quando os artistas realmente contemplaram, por fim os elementos naturais foram ganhando mais realismo nas composições da história da paisagem na arte, as noções de iluminação foram ganhando força. “E na paisagem, esse amor que tudo abarca exprime-se pela luz” ( CLARK 1961 p. 36). Segundo Kenneth Clark a luz é o que traz unidade e verdade à pintura de paisagem, transformando-a num todo e, inevitavelmente, desdobrando efeitos fantásticos apreendidos pelo olhar dos artistas. E continua sendo o elemento pelo qual se fundamentaram teorias impressionistas de Monet, que ajuda Van Gogh expressar-se, esteve presente na ciência de Seurat e facetou os sólidos de Cézanne. Oh, paisagem, te escolhemos pra narrar nossas experiências visuais, perceptivas e emocionais ao longo de todos os tempos e ainda não esgotamos nossos modos de tratar contigo! Os artistas viajantes retrataram suas impressões sobre o novo mundo, os contemporâneos discursam sobre assuntos sem fim: tempo, nostalgia, movimento, ecologia... E eu aqui estou falando de um caminho de paisagem e paisagens e de mim. Escolhemos paisagem porque é de dentro e de fora. 14
  • 15. 3. 15
  • 16. “DA JANELA EU VI”* “O olhar é uma janela. Toda janela tem dois lados que se comunicam através dela. Interior e exterior. Se a paisagem é um olhar, então ela é o encontro da interioridade de quem vê e a exterioridade do que é visto, em meio à corporeidade sensória. A paisagem pode ser tomada como a relação entre o espaço e a imagem. É o encontro entre elas. É a janela que comunica tais instâncias.” (VIEIRA, 2006, pág 14.) *Nota: Trecho da Música “17 de janeiro”. Os Arrais. 4.4. 16
  • 17. Desde as primeiras viagens de carro com minha família, encantava-me observar as paisagens dos pampas em sua imensidão, a singeleza das flores e gramíneas a beira da estrada que mesmo fixas em seu lugar pareciam passar por minha janela em grande rapidez. Ainda criança, queria levar para mim as cenas dos percursos como recortes de mundo para, guardar e mostrar. Fotografias! Já adulta, com o andar do ônibus assisto pelas grandes janelas as paisagens ganhando uma dinâmica diferente, que, no que conservo de meu imaginário infantil, são como cenas de um filme, um mundo que passa na tela de TV enquanto repouso no sofá da sala. A cada viagem, pensando no destino a chegar minha mente inventa uma nova história... O céu nunca está igual, a relva muda de cor, os reflexos do sol são sempre diferentes sobre as casas, e meu coração sempre sonha um sonho diferente quando as vê. Um mundo passou em minha janela, e dali tive o distanciamento e enquadramento necessários para percebê- lo como percebi. Sandra Makowiecky fala da importância dessa lente comunicadora de paisagens: “Em cenas pintadas, a janela aberta para o exterior é um achado crucial na invenção da paisagem ocidental. Uma cena, para virar paisagem, precisa de um recuo, isto é, de uma distância do olhar.” (MAKOWIECKY p. 2718). E a janela do ônibus multiplicou esse efeito quando milhares de composições e possibilidades passavam diante de meus olhos. 17
  • 18. BAGAGEM: Ao concentrar meu olhar nas paisagens do caminho para apreender cenas interessantes em meu trabalho fotográfico e pictórico, descobri linhas curvas e rápidas que deram origem a composições com formas orgânicas e um pensamento dinâmico de paisagem. 18
  • 19. Lance de Olhar - Fotografia e Pintura Fiz as fotografias que queria. A Série “Caminho à Dona Maria” que apresentei como trabalho da disciplina de Fotografia I (figuras 1, 3 e 5). No deter do olhar para formar boas composições, na imersão da atenção aos elementos que me ajudaram compor, na agilidade dos clicks, aguçaram-se minhas percepções. No caminho a Dona Maria a paisagem é bem diversificada. Há montanhas, vales e campos abertos, numerosas construções da cidade e solitárias habitações rurais, pequenos açudes e o majestoso rio Jacuí, cenários passageiros, pois de tudo que vemos, as nuvens e o sol são os únicos a nos acompanhar. Observo o céu com verdadeira paixão em sua amplitude como quem para diante de uma grande obra de arte para apreciar as manchas, as pinceladas, os planos, profundidade, as cores e contrastes de um grafismo que aos poucos vai se transformando. Sendo que os elementos celestes, embora companheiros, não são de modo algum estáveis, trazendo surpresas a cada nova performance, possibilitando ao observador atento a criação de personagens e outros desenhos enquanto mudam de cor, forma, e posição. A contemplação dos efeitos da luz sobre a paisagem do caminho que me despertou para o tema da paisagem como pintura (figura 6), pois senti que eram percepções férteis para a arte. Pintei! Nesse momento as paisagens careciam de verdade
  • Search
    Related Search
    We Need Your Support
    Thank you for visiting our website and your interest in our free products and services. We are nonprofit website to share and download documents. To the running of this website, we need your help to support us.

    Thanks to everyone for your continued support.

    No, Thanks