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CANDOMBLÉ E RACISMO NO BALAIO DO SINCRETISMO: EM TERRA DE PRETO, YEMANJÁ É BRANCA

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CANDOMBLÉ E RACISMO NO BALAIO DO SINCRETISMO: EM TERRA DE PRETO, YEMANJÁ É BRANCA SANTOS, CELIANA M. (1). 1. Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca CEFET/RJ. Programa de Pós-graduação
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CANDOMBLÉ E RACISMO NO BALAIO DO SINCRETISMO: EM TERRA DE PRETO, YEMANJÁ É BRANCA SANTOS, CELIANA M. (1). 1. Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca CEFET/RJ. Programa de Pós-graduação em Relações Etnicorraciais. Avenida Maracanã, 229. Rio de Janeiro RJ CEP RESUMO Este artigo realiza abordagem sobre uma, entre formas de opressão que reverbera em práticas religiosas de matriz iconográfica yorubá. Protagonistas de poderoso império do continente africano no século XII, os povos yorubá sofreram profundos cortes em sua teia cultural e no conjunto de sua personalidade, provocados por diversos agentes. A cultura imaterial sintetizada em sua mitologia encerra relevância para os estudos antropológicos. Graças aos primeiros etnógrafos, fora interpretada por ideias equivocadas de fetichismo, e selvageria, que perduram na sociedade. A cidade de Salvador, segundo o Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO), reúne Terreiros de Candomblé e, no entanto, parece invisibilizado o contingente de soteropolitanos que assume sua religiosidade. Empiricamente observado, o ataque à religiosidade do candomblé veiculado em emissoras de rádio e TV, aparelhadas a categorias evangélicas, e reproduzido em algumas instituições sociais, influenciam na conformação de práticas preconceituosas e discriminatórias. A representação de um mito africano, Yemanjá, à entrada da Colônia de pescadores (Z1), no bairro do Rio Vermelho enseja estranhamento quanto aos caracteres de que está revestida. A ideologização etnocêntrica persiste nas relações sociais da cidade de Salvador, influenciando a construção de práticas cunhadas de racismo. Palavras-chave: Diáspora. Iorubás. Candomblé. Racismo. Salvador. II CONINTER Congresso Internacional Interdisciplinar em Sociais e Humanidades Belo Horizonte, de 8 a 11 de outubro de 2013 INTRODUÇÃO Tratar da questão do feminismo remete a teorizações do campo antropológico, orientado pela historicização de um movimento que se tornou objeto de relevantes contribuições de teóricas estrangeiras, norte-americanas e latino-americanas, entre elas, algumas brasileiras. Entretanto, não se pode prescindir da valiosa contribuição prestada por teóricos do gênero masculino que, motivados por inquietações frente à condição da mulher, sobretudo da mulher negra, colocou relativa energia na discussão em torno desta problemática marcada por tensões, esperanças e conquistas. O cuidado em não vitimizar protagonistas africanas que afluíram ao Brasil sob o regime escravocrata não invalida o reconhecimento da crueldade do processo colonizatório a que foram submetidos milhares de africanos e de africanas, desde o século XVII, cujas consequências repercutem tanto na memória, quanto nos corpos de afrodescendentes. O fenômeno da diáspora africana, se por um lado facultou a miscigenação e a decisiva participação da mulher negra na formação social do povo brasileiro, também contribuiu para sua exclusão, por meio dos mais distintos arranjos e estratégias. Desde as relações sociais estabelecidas na desigualdade entre os senhores coloniais e as escravas ao ordenamento jurídico brasileiro, as mulheres diaspóricas africanas tem experenciado situações de desvalorização afetiva, social, cultural, religiosa e econômica. Fatores que, somados, inspiraram e inspiram muitas lutas em busca de reconhecimento, valorização e igualdade. Tais lutas se manifestam em distintos espaços: ora, no campo político, através dos movimentos sociais; ora, através dos espaços acadêmicos; ora, através de espaços governamentais; outras vezes, através de organizações não governamentais (ONGs). O presente trabalho objetiva: a)desenvolver a abordagem sobre uma, entre formas de opressão em relação às mulheres da diáspora africana no Brasil, opressão que reverbera em práticas religiosas de matriz iconográfica yorubana: as mulheres de candomblé; b)problematizar as relações sociais no Brasil, na perspectiva racialista de gênero, e como essas categorias constituem desafio para a academia, no sentido de maior aproximação, que possibilite debates e aprofundamentos teóricos; c)caracterizar o contexto discriminatório existente na sociedade brasileira, enquanto manifestação de racismo para com as mulheres de candomblé, ao tempo em que identifica as contradições internas ao próprio movimento; d)destacar a imagem do mito yorubá Yemanjá, situada à entrada da Colônia de pescadores (Z1), no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, da Bahia. Esta última alusão questiona uma representação mítica oriunda da cultura negra africana, que é transmutada em forma de uma sereia, de fenótipos branqueados. Enquanto sujeito referencial universal, a Europa influenciou os mais diversos espaços da cultura, da literatura, da política, da religião e da economia, determinando modos de pensar e de viver, formatando uma moral e modelando comportamentos humanos durante muitos séculos. Estendeu seus domínios entre África e Ásia. Uma das estratégias, a ciência histórica, utilizou aparelhos ideológicos de Estado (Althusser, 1985) para estruturar o pensamento cientificista, que definia o que seria considerado civilização ou barbárie. Nessa lógica, de acordo com as formulações de cientistas sociais e antropólogos, a exemplo de Gobineau, Renan, Le Bon (Konder), as sociedades ditas primitivas, a-históricas(?) e iletradas constituíam grupamentos humanos atrasados e, portanto, objetos de escravização, no caso dos povos de África. Suas ideias repercutiram nas epistemologias das ciências modernas, cujo ideário de humanidade desprezava a importância cultural dos povos africanos e superestimava a cultura europeia. Condicionados, psicológica, social e culturalmente, aprendemos a cultivar valores de orientação etnocêntrica, veiculada pelas narrativas do poder europeu. Influenciados, quase que, à exaustão, de um lado; e de outro, por um ordenamento político que se consolidara pelo expansionismo comercial e alcançara territórios africanos e trechos da Ásia, culminando com a conquista da América. Da historiografia africana, as formulações produzidas restringiram-se à transmissão folclorizada de um continente subsumido ao tráfico de africanos e sua escravização no Brasil do século XVI. O regime de uma diáspora, imposta e brutal, estatuiu uma profunda desigualdade social configuradora do que hoje se constitui universo de análise. Incidira sobre os grupos de mulheres um saldo histórico dos mais perversos, uma vez que suas presenças, ao lado de irmãos do mesmo continente, foram duramente exploradas pelos colonizadores. Por outro lado, demarcou territorialidades nos campos da economia, da política, da educação, das artes, das afetividades e, sobretudo, do simbólico, conformando outros sentidos de existência e de vida social. Distante, ainda, do ideário de igualdade social, embora no século XXI, a sociedade brasileira apresenta em seus indicadores sociais, características de racismo, materializado no cotidiano das relações frente às mulheres de candomblé. Essas mulheres e sua religiosidade enfrentaram e enfrentam situações de desrespeito frontal e de constrangimento em suas interações sociais, cujos mecanismos de defesa e preservação resultam, muitas das vezes, em omissão ou autonegação pública sobre sua condição religiosa. Expressões depreciativas, a exemplo de macumbeiras, candomblé é coisa de preto, manifestações do diabo, gente perigosa, podem ser resultantes de uma herança etnocêntrica e, também, de ignorância acerca da iconografia dos povos iorubás no Brasil. Estruturada em um sistema de codificação própria e complexa, a iconografia yorubá se constitui de divindades deuses e deusas -, as quais ficaram conhecidas por orixás. Mediatizada no Brasil por homens e mulheres, babalorixás e yalorixás, é nesta última categoria que este trabalho se concentra. Daí a necessidade de trazermos algumas indagações: em que ordem de coisas podemos contextualizar relações sociais preconceituosas e discriminatórias, quando se trata de candomblé? Que elementos estão imbricados em práticas sociais dessa discriminação? Quais seriam as possíveis brechas deixadas até aqui pelas mulheres de candomblé? De que maneira os estudos feministas podem contribuir para a transformação dos antagonismos em curso? Que relações podemos estabelecer entre a Yemanjá, em forma de sereia branqueada da Colônia Z1 e a representação iconográfica dos antigos povos yorubás? Que semelhanças foram preservadas entre uma e outra representação? Esta escrita se encontra referenciada por produções teóricas de estudiosas a exemplo de Sueli Carneiro, Jurema Werneck, Maria de Lurdes Siqueira, Sonia Beatriz, Lélia Gonzalez, que possibilitaram material de estudo indispensável para melhor compreensão da temática, de maneira a tornar possíveis outras aproximações e investiduras no campo das ciências sociais e, sobretudo, da educação e da antropologia. Faz sentido revisão conceitual acerca de feminismo, abarcando suas interseccionalidades, proposições e imbricações entre teoria e práticas sociais. O itinerário se desenvolve por meio de introdução; fundamentação teórica do feminismo; a cosmogonia yorubá; considerações sobre candomblé em Salvador, da Bahia; correlações entre representações míticas de Yemanjá na cidade de Salvador e tensões nas redes de sociabilidades de mulheres de candomblé; considerações finais, tendo como pano de fundo o engajamento de mulheres negras, associado ao patriarcalismo, capitalismo e globalização e os desafios colocados para essas mulheres, enquanto protagonistas de um legado cultural e cosmogônico do continente africano. 1. FEMINISMO: UM CONCEITO EM MOVIMENTO Historicamente emblemática, a figura da mulher sempre esteve em destaque, em diversos espaços e papéis sociais. Na metáfora da gênese da humanidade, racionalizada na concepção judaico-cristã, é atribuído à figura de Eva, o ato de desobediência de Adão; tal ato sofrera influência da serpente, como a espécie que insinuara a transgressão a Adão e, assim, a configuração do pecado. Em outra margem, podemos apresentar as figuras míticas de Maria, a mãe de Jesus, casta e pura, ou seja: destituída de pecado, e Maria Madalena, tomada como a figura estigmatizada da prostituta. Essas ilustrações são evocadas a título de parâmetros para inferirmos sobre o peso que certas narrativas assumem na construção de imaginários sociais que se sucedem. E no caso da mulher, tem reverberado de muitas maneiras em diferentes rincões do planeta. Modelos culturais de África, em algumas sociedades, mantém a mutilação genital feminina (MTF) como prática impeditiva do prazer sexual das mulheres. Em alguns países da Ásia tal prática persiste, por idênticas motivações. E no Oriente Médio, o uso obrigatório da burca são demonstrações do patriarcado, dominação masculina, que se expressa pelo controle dos corpos femininos. Parece ter consistido senso comum a ideia da mulher como disseminadora de discórdia, em geral tipificada como símbolo de sexualidade e erotização, fator que inspira a discussão em torno de algumas práticas sociais equivocadas, tanto quanto a necessidade de abordagens sociológicas que possibilitem reflexões sobre o gênero feminino numa sociedade plural, politizada e ancorada em valores de uma humanidade pró-igualitária. Pontuamos que essas práticas podem ocorrer dentro e fora do universo analítico de mulheres. Este trabalho abarca duas dimensões: a dimensão emancipatória, portanto, política; e a dimensão protagonizadora e includente da categoria de mulheres, independentemente de credos religiosos, opções políticas, vertentes ideológicas ou orientação sexual. Portanto, pretende identificar, na historicidade do feminismo, vozes que se levantaram frente a complexas redes de dominação, recusando-se a suportar por mais tempo, as injustiças e exclusões em diferentes espaços das sociedades humanas. Ao enfocar a representação mítica de Yemanjá, pretende estabelecer uma relação entre os arquétipos desse orixá, tão festejado na cidade de Salvador, desde a década de 1920 e o poder feminino de que são portadoras as mulheres de candomblé. Em sua versão clássica, o feminismo resultou de uma onda de questionamentos produzidos por mulheres na Europa e Estados Unidos, no início do século XIX, diante de práticas sociais entre homens e mulheres, baseadas no patriarcado. Motivadas por sentimentos e pensamentos de emancipação política, de inclusão social, de reconhecimento de seus desejos e aspirações, as mulheres europeias e norte-americanas evidenciaram insatisfações quanto às formas de sujeição à dominação masculina e das múltiplas formas de opressão e exclusão, a que estavam submetidas. Uma de suas representantes mais célebres, Simone de Beauvoir (1949), elaborou uma produção teórica, considerada à época bastante ousada, por desconstruir o mito da superioridade masculina. Declarara em seu livro O segundo sexo, que não se nasce mulher, torna-se mulher (citado por SARTI, 2004). Importa compreender que, na tensão de uma identidade sexual solidarizada, que deu origem ao movimento feminista, buscou-se reconhecer os recortes da pluralidade social e cultural em que o processo de tornar-se mulher foi circunscrito. Reconhecida a relevância das lutas europeias e norte-americanas, vale observar as limitações de sua pauta reivindicatória, que não contemplava as mulheres africanas, especificamente. No Brasil, o movimento feminista esteve largamente influenciado pelas experiências europeia e norte-americana. No contexto político dos anos 1970, a insurgência de mulheres diante de um Estado autoritário, demarcou um período de transformações sociais, na perspectiva de gênero, com a ruptura de mitos * relacionados à virgindade, à instituição do casamento e ao uso de armas, apenas pelos homens, nas lutas contra a ditadura militar (SARTI, 2004, p. 37). No período de 1970 a 1990, várias conquistas podem ser verificadas no âmbito do gênero feminino. Contudo, as formas de opressão contra a mulher, em sua diversidade e singularidade na sociedade brasileira, contém marcas da violência, seja material ou simbólica. Nos dois planos se inserem as mulheres negras de candomblé, cuja realidade sociocultural merece investigação. 2. DIÁSPORA, CANDOMBLÉ E RACISMO NO BRASIL A fundação da diáspora africana na América Latina e Caribe concorreu para produzir e reproduzir variantes que se entrecruzaram por meio de culturas, códigos linguísticos, trocas materiais e simbólicas, num processo histórico impregnado de tensões e de conflitos, de esperanças e de possibilidades, de recomeços e de superações. A escravatura, forjada pelo capitalismo europeu do século XVI, concorreu para o esfacelamento de grupamentos humanos inteiros, ao interior dos territórios africanos, capitaneado por guerras interétnicas repercussivas. Desses contingentes, 40% desembarcaram no Brasil, entre homens e mulheres (Dodson, 2001: 119, citado por Werneck, 2005). Cabe um exercício de sensibilidade sociológica, por assim dizer. Imaginar um imenso contingente humano desgarrado de suas origens, de seu berço, de suas gentes, de suas visões de ver, sentir e viver o mundo. Um contingente de mulheres e de homens desconhecedores do idioma de seus opressores. Pessoas, indivíduos, seres humanos destituídos de sua própria humanidade para serem coisificados, reduzidos a mercadorias e, principalmente, obrigados(as) a realizar um projeto que não lhes dizia respeito: o projeto capitalista de então, feroz, brutal, calcado na apropriação dos corpos, no submetimento físico-sexual e político. No âmago do poder, o homem branco europeu, símbolo do patriarcado, investira toda energia para fazer valer sua sanha de dominação e expansão. Para as mulheres africanas, esse regime provocara profundos golpes em sua arqueologia de valores, de simbolismos, de perspectivas coletivas, de exercício do poder remanescente às suas raízes culturais, de ligação com o sagrado. A desagregação étnica africana, gerada pela diáspora, abarcou os âmbitos social e político, exponenciada pela globalização política, econômica e cultural. Os mecanismos operados para dissipar qualquer intento de libertação foram urdidos desde a travessia transatlântica, quando africanos e africanas tiveram que conviver e se relacionar. Apesar dos levantes, da fundação de quilombos, das fugas e das mortes, tentativas reiteradas de retorno à terra de origem, a África se tornara uma metáfora dos sonhos, um sonho inatingível, uma mulher de pé e disposta a resistir diante da ideologização patriarcal, capitalista, etnocêntrica. As tentativas de recuperação, do que fora possível de culturas originais, culminaram em rearranjos de organização e ação política, performatizados por lideranças femininas em atividades religiosas e festivas, dentro do que era permitido no ambiente. Entre as estratégias de resistência cultural, merece relevância a criação do candomblé, na Bahia, desde o início da colonização. Enquanto bem simbólico (Bourdieu, 1984), o candomblé constitui representação material da força de mulheres africanas, cuja sabedoria transmitira valiosos ensinamentos à sociedade brasileira ao longo da história. Espaços de sociabilidades onde são exercitados princípios de convívio coletivo apoiado na fraternidade, na afetividade e na solidariedade. Sistematizado em templos e terreiros, teve que ser reelaborado segundo as condições de sobrevivência. A existência do candomblé no Brasil é uma demonstração da capacidade de luta pela preservação de um patrimônio cultural africano, mas, também, a prova viva da existência de culturas outras diferentes da cultura etnocêntrica. Em ambientes de terreiros são criados projetos sociais, educacionais e comunitários, com atuação política em bairros, onde a pobreza se faz mais presente. Este é o caso do Terreiro Ylê Aiyê Opô Afonjá, de Mãe Stela de Oxóssi na cidade de Salvador, na Bahia. Apesar da ligação ancestral da mulher com a mitologia africana, com uma construção cultural que precede teorizações sobre o feminismo, é justamente na cidade de Salvador, onde a relação com as mulheres de candomblé se apresenta de maneira contraditória, em que essas mulheres são procuradas nos templos de candomblé, mas, são rejeitadas, constrangidas nas relações sociais. Esse comportamento de dupla face parece estar associado ao legado de recusa à diferença, enquanto singularidade da cultura. Legado da dominação cultural etnocêntrica. Mas, não se restringe a este fator. Outras variáveis aportam, emprestando maior complexidade e constituindo desafio para uma categoria de mulheres negras de candomblé e do candomblé, enquanto religiosidade, que tem resistido aos impactos do capitalismo neoliberal, da globalização econômica e cultural. Em outra vertente, aspectos epistemológicos sobre identidade e os cenários geopolíticos emergentes convidam à reorientação sociopolítica diante dessas questões. O feminismo africano contemporâneo tem sinalizado contestações ao modelo feminista eurocêntrico, que se expressa de forma antagônica ao mundo masculino. A produção de MIKELL, Gwendolyn. African feminism: Toward a new politics of representation. Feminist Studies, Summer, 95, Vol. 21, Issue 2, p (traduzido por SANTOS, 2012), descortina outra face do feminismo, ao apresentar sentidos e versões consistidos em uma cosmovisão equidistante das concepções europeias. Organizada em pilares que priorizam a conectividade, o equilíbrio, a reciprocidade, o compromisso (MIKELL, p. 9), o feminismo africano concebe a figura masculina fundamental para a solução de problemas (MIKELL, p. 7). Sem camuflar os males da opressão de sua sociedade, tentam superar os conflitos e tensões, de acordo com suas próprias perspectivas. Em seu livro, Mikell descreve idiossincrasias de sua sociedade, a exemplo da maneira como o homem é percebido e apreendido no meio do grupo, reconhecido como figura indispensável à construção social em que se situa. Esta versão do feminismo africano contemporâneo reitera uma peculiaridade de povos africanos quanto ao que possui valor simbólico para eles e para elas. No Brasil, alguns indic
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