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Cartilha mudancasclimaticas

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1. 1Luiz Renato D’Agostini Sandro Luis SchlindweinAlfredo Celso Fantini Sergio Roberto MartinsFlorianópolisNUMAVAM2012Esta licença permite que outros remixem, adaptem…
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  • 1. 1Luiz Renato D’Agostini Sandro Luis SchlindweinAlfredo Celso Fantini Sergio Roberto MartinsFlorianópolisNUMAVAM2012Esta licença permite que outros remixem, adaptem e criem obras derivadassobre a obra original, desde que com fins não comerciais e contanto queatribuam crédito ao autor e licenciem as novas criações sob os mesmosparâmetros.Mudança ClimáticaClima de Mudanças
  • 2. 2
  • 3. 3Copyright © 2012 NUMAVAMAutores Luiz Renato D’AgostiniSandro Luis SchlindweinAlfredo Celso FantiniSergio Roberto MartinsCapa, Diagramação, Impressão Nova Letra Gráfica e Editora LtdaImagem da capa Banco de imagens Stock.XCHNGIlustrações Hatsi Rio ApaCatalogação na fonte pela Biblioteca Universitária daUniversidade Federal de Santa CatarinaM943 Mudança climática : clima de mudanças /Luiz Renato DAgostini...[et al.]. –Florianópolis : NUMAVAM, 2012.62 p.; il., grafs.Inclui bibliografia.ISBN 978-85-913061-071. Mudanças climáticas. 2. Aquecimentoglobal – Aspectos políticos. I. D’Agostini,Luiz Renato.CDU: 551.58
  • 4. 4ApresentaçãoInvestigações científicas, econômicas e políticas demonstraram nos últimosanos que os problemas decorrentes da mudança climática já não são maisde ordem puramente climática, mas se converteram em questõescivilizatórias. As causas antropogênicas do aquecimento global foramdemonstradas de forma inequívoca nos informes do IPCC (PainelIntergovernamental sobre Mudanças Climáticas), mas continuam sendoobjeto de polêmica, alimentada por uma minoria cujas motivações resultamda falta de conhecimento científico, oportunismo – também de naturezamediática, ou mesmo de preconceito, para preservar os interesses de ummodelo econômico responsável pela mudança em curso. A simplescontinuidade das emissões atuais nos leva para grandes impactosclimáticos. Por isso, é necessária uma diminuição das emissões para evitarum aquecimento de mais de 2 ou 3 °C nas próximas décadas. É precisocontrolar o nível de emissões para garantir a estabilidade do climamundial.As negociações internacionais sobre a mudança climática incluem agoratantos os conceitos de mitigação (redução das emissões) como deadaptação. Sem dúvida, a adaptação, especialmente nos países emdesenvolvimento, está íntimamente ligada a vulnerabilidade e à formulaçãode políticas públicas. Porém, vulnerabilidade, adaptação e desenvolvimentonão são conceitos independentes. Estão íntimamente vinculados e ofinanciamento da adaptação à mudança climática só tem sentido como
  • 5. 5parte de um processo de desenvolvimento integrado que proporcionemelhores condições de vida às populações, sem deixar de controlar asemissões de gases de efeito estufa.Frente a estes desafíos, o primeiro passo de grande importância écomunicar e explicar o que é clima, sua variabilidade, o efeito estufa, oaquecimento global e o proceso científico rigoroso que permite avaliar aspróximas tendencias. Esta cartilha, realizada pela equipe do Núcleo deEstudos em Monitoramento e Avaliação Ambiental, da UniversidadeFederal de Santa Catarina e integrante do Projeto CLARIS LPB(www.claris-eu.org), é uma contribuição importante e estou certo de quedespertará em seus leitores uma inquietude para começar a agir.Jean-Philippe BoulangerCoordenador do Projeto CLARIS-LPB – Rede Européia Sul-Americana paraAvaliação da Mudança Climática e Estudos de Impacto na Bacia do Prata
  • 6. 6AgradecimentosEsta cartilha foi preparada no âmbito da participação dos autores no Projeto CLARISLPB – Rede Europeia Sul-Americana para Avaliação da Mudança Climática e Estudos deImpacto na Bacia do Prata (Projeto N°212492), financiado pela Comissão Europeiaatravés do seu Sétimo Programa-Quadro (FP7/2007-2013), a quem os autores agradecempelo apoio financeiro. Os autores agradecem especialmente Jean-Philippe Boulanger eElvira Gentile, respectivamente coordenador e assistente administrativa do ProjetoCLARIS LPB, por todo o apoio prestado.À Cooperativa Cotrijal em Não-Me-Toque (RS), bem como aos técnicos da ExtensãoRural e Agricultores Familiares de Anchieta (SC) e Guaraciaba (SC), pelos apoio àsatividades de pesquisa do Projeto CLARIS-LPB.Os autores também agradecem aos bolsistas vinculados ao Núcleo de Estudos emMonitoramento e Avaliação Ambiental – NUMAVAM da Universidade Federal de SantaCatarina, e apoiados pelo Projeto CLARIS LPB: Michelle Bonatti, Andrea F. Hoffmann,Larissa H. I. R. Homem, Marcos Lana, Ana Carolina F. de Vasconcelos e DeiseVasconcelos."The research leading to these results has received funding from the EuropeanCommunitys Seventh Framework Programme (FP7/2007-2013) under GrantAgreement Nº 212492 (CLARIS LPB. A Europe-South America Network forClimate Change Assessment and Impact Studies in La Plata Basin)."
  • 7. 7Ao vento, ao Sol, ao tempo.Também aos filhos da Terra, sob sol, chuvas e ventos.
  • 8. 8SumárioApresentação 4Clima de diferentes tempos 9Tempo dos climas diferentes 16Adaptação: a lógica da evolução 22Um fino cobertor: tudo o que temos 29Funcionamento do fino cobertor 34Entre mudar e se adaptar 41Atividades estratégicas e estratégias de adaptaçãode atividades 50Evolução das estratégias: adaptação dos interesses 54
  • 9. 9Clima de diferentes temposInvernos frios e verões quentes. Todos os anos parecemser mais ou menos assim. É mais fácil notar essa diferençade temperatura em certas regiões do mundo, como mais aoSul da América do Sul, e nos países mais ao Norte doHemisfério Norte.Em relação ao clima, a Terra toda parece ser assim, e tersido sempre assim: quase quente demais na região tropical,e fria demais mais perto dos polos.Contudo já houve épocas em que a Terra foi quase todamuito fria – mesmo nos lugares onde hoje existem desertosquentes. E a Terra também já foi muito quente em lugaresque hoje são bastante frios.Como acontece com as tardes quentesseguidas de noites amenas dia pós dia, ecom o inverno e com o verão ano pós ano,o clima da Terra tem alternado, era pósera, tempos de mais calor e tempos demais frio.De tempos em tempos,notamos o clima mudar ao longodo tempo... Então dizemos: otempo mudou. Mas é o clima dotempo que muda. O tempo, quenão muda, passa.
  • 10. 10Quando se estuda como a Terra vai lentamente setransformando, formando montanhas, planícies e grandesvales, o tempo é medido em eras, períodos e épocasgeológicas. Era é um tempo quase sem fim. É duraçãomuito longa, de tempo em anos contados às centenas demilhões. É medida de tempo usada para falar e escreversobre a evolução da Terra, ou seja, da formação, damudança de tamanho e da posição dos oceanos econtinentes de todo o planeta.Períodos geológicos durante os quais a própria Terra e oclima foram muito diferentes daquele de hoje, têm duraçãobem mais curta do que uma era geológica. Mas um períodogeológico tem duração ainda muito longa, é tempo demais,se comparado com a duração da vida em seres vivos.Período geológico é tempo contado às dezenas de milhõesde anos.Uma medida de tempo mais curto, talvez mais adequadapara se falar de grandes mudanças do clima, é épocageológica. Época pode ser de 10 mil anos, 100 mil anos, emesmo milhões de anos. Por isto, mesmo que seja umamedida de tempo boa para se falar de mudança do clima de
  • 11. 11toda a Terra, época ainda é muito tempo se comparado àduração de seres vivos. Nenhum ser vivo dura tanto tempo.De maneira que somente alterações de clima que durembem menos do que uma época geológica, é que podem servividas, sentidas por um mesmo ser vivo. Mosquitos, porexemplo, que vivem pouco mais do que uma semana,somente podem viver alterações de clima do tipo queacontece antes e depois de uma chuva, ou a variação declima que se sente entre tarde quente e noite fria.Já os seres humanos, que podem viver por dezenas deanos, podem sentir e viver por inteiro as alterações de climadas passagens de estação do ano, e viver essas passagensdezenas de vezes.Nós humanos estamos muito bem adaptados, ajustados aessas periódicas alterações do clima ao longo do ano. Orisco é nem todos notarem que essas variações natemperatura podem estar mudando. Acontece que mesmosempre subindo e descendo todos os anos, a temperaturamédia da Terra está subindo, como a figura a seguir ilustra.
  • 12. 12Fonte: NCDC/Universidade de Columbia/Apolo11.comHumanos convivem também com alterações climáticas deum tipo que não acontecem todos os anos. É o caso dosfenômenos La Niña e El Niño. Basta passar um ou dois anosdesde quando um deles passou, e o outro volta a aparecer.Claro, sempre um de cada vez.O El Niño é uma alteração do clima que foi notadaprimeiramente por pescadores do Peru. Esses pescadoresnotaram que sempre que a água do Oceano Pacífico perto
  • 13. 13da América do Sul estava um pouco mais quente, o mardava menos peixe. Isso acontecia quase sempre logo antesda data de nascimento do Menino Jesus. El Niño significa omenino, em Espanhol.A explicação é mais ou menos a seguinte: na maioria dosanos existe um vento forte que empurra água da superfíciedo Oceano pacífico para longe da costa da América do Sul.Isto acontece desde o Norte do Chile até o Peru e oEquador. Como a água mais aquecida da superfície é levadapelo vento para longe da costa, água mais fria que está maisno fundo do oceano e perto do continente sobe para ocuparo lugar daquela que foi embora. Essa água mais fria contémmuitos nutrientes, alimentos de seres vivos que peixescomem. Por isso, tem muito mais peixe quando o El Niñonão acontece.Mas a cada três ou quatro anos, não venta tanto sobre oOceano Pacífico na costa da América do Sul. Quando nãoventa o suficiente, a água na superfície não é empurradapara longe do continente, e assim a água fria e cheia denutrientes para peixes não sobe do fundo.Assim, claro, também não aparece tanto peixe.
  • 14. 14A água mais quente, que evapora mais fácil e não foiembora, então evapora, evapora. Com isso formam-semuitas nuvens, e então chove bem mais, mesmo em lugaresbem longe da costa.Assim, sempre que a água do Oceano Pacífico na costa daAmérica do Sul está mais quente, dizemos que estáacontecendo uma alteração do clima chamada El Niño.La Niña é o contrário de El Niño: venta até demais, eassim muita da água quente é levada para longe, e muitaágua fria sobe para a superfície. Água fria quase nãoevapora. Por isto se formam poucas nuvens, e assim chovepouco.No Sul do Brasil e no Norte da Argentina, por exemplo,La Niña provoca fortes secas, e todas asconsequências de se ficar com muito poucaágua para cultivar os campos e criar animais.Isto quando não falta água até para humanosbeberem. Já o El Niño, com suas chuvas emexcesso, causa todo tipo de conseqüênciasruins das enchentes, de água demais onde temgente.Bastante vento lá longepode manter a chuva longedaqui, e trazer peixe lá.Pouco vento pode levar opeixe de lá embora, e fazercair água demais aquiaonde a gente mora.
  • 15. 15Com pequenas alterações de clima, e mesmo com aquelasum pouco mais fortes e que não aparecem todos os anos,como são La Niña e El Niño, o tempo passa. Mesmo que ador e os prejuízos que essas variações climáticas podemprovocar ainda sejam grandes, os humanos parecem estarmais ou menos adaptados, isto é, ajustados a esse clima, emseu modo de viver. Por isso até pode dar a impressão de queo tempo, que passa, é sempre igual: tempos mais frios etempos mais quentes, mas nada muito diferentes.
  • 16. 16Tempo dos climas diferentesHumanos que vivem um pouco mais de tempo podemviver alterações ainda mais notáveis do que são asalterações de clima como El Niño, que dura perto de umano e aparece novamente depois de poucos anos.De tempos em tempos mais longos, tempos que vão depoucas até várias décadas de duração, pode ocorrer outro eimportante tipo de alteração no clima. São alterações quepodem, por exemplo, dificultar muito e mesmo impedir secontinuar a cultivar certas plantas em determinado lugar.Podem também fazer aumentar a quantidade de doençasnuma região, fazer desaparecer certos tipos de animais,modificar e até secar pequenos rios, e outras coisas mais.O ser humano começou a registrar sistematicamentedados de clima com aparelhos, como quantidade de chuva etemperaturas do dia e da noite, lá pelo início do SéculoXVII. Analisando esses dados antigos, cientistas de nossaépoca notaram que, desde aquela época do início dos
  • 17. 17registros, já aconteceram várias alterações climáticas dessetipo mais forte, e que podem durar algumas décadas.Por causa de alterações climáticas desse tipo mais forte,povos inteiros já passaram fome. Aconteceram até muitosassassinatos por causa delas. Isto porque em épocas queainda se sabia muito pouco sobre o clima, se pensou queessas alterações no clima eram coisa de bruxaria. Não sesabia que o clima podia naturalmente mudar tanto. Entãoalgumas pessoas, especialmente mulheres, eram acusadas demudar o clima, de bruxaria, e sacrificadas para ver se oclima voltava a ficar como antes.Mais adiante será apontado que os seres humanos atépodem sim influenciar os fenômenos de alterações do clima.Mas essa influência decorre de suas grandes atividades,como a indústria e a agricultura, e não pela bruxaria.A ignorância grande demais sobre o clima, assim comoem outros assuntos, já trouxe sofrimento demais paramuitos seres humanos. Hoje sabemos bem mais sobre tudoisto que acontece com o clima em diferentes lugares, oumesmo em toda Terra. Mas se não aprendermos ainda mais,pode ser que nós humanos venhamos a sofrer de novo, e até
  • 18. 18mais do que já se sofreu no passado por causa de velhoscostumes da mãe Natureza.Mesmo vivendo várias décadas, humanos não podemviver durante toda a duração de outro tipo de alteração doclima: é o caso da alteração chamada de mudança climáticaplanetária, isto é, a mudança do clima de toda a Terra.É principalmente sobre essa provável mudança climática, quevamos nos ocupar neste livro.Precisamos compreender que esse tipo dealteração no clima, a mudança climáticaplanetária, é diferente daqueles outros tiposde alterações que têm duração mais curta,ou que acontece numa determinada regiãodo mundo, sem acontecer em outrasregiões.Uma diferenciação entre todos esses tipos de alteraçõesque podem acontecer no clima pode ser a seguinte:Ao longo da história de cadaum de nós, são muitas ascondições climáticas vividas.Na história do clima, o viverde cada um é somente uminstante.
  • 19. 19- mudança climática é alteração do clima em todo oplaneta, e pode durar ao longo de uma épocageológica, ou seja, milhares e milhares, ou mesmomilhões e milhões de anos;- as alterações de clima que se nota entre uminverno e outro, entre um verão e outro, ou queduram várias semanas, ou aquelas que duramalguns anos ou mesmo décadas, são as chamadasvariações climáticas;- alterações do clima que duram somente algumashoras, um ou dois dias, como furacões, vendavais,enchentes, ou mesmo chuvas normais, sãochamadas eventos climáticos.
  • 20. 20Neste livro praticamente não vamos mais falar de eventosclimáticos. Apenas de variação e de mudança climática.A última mudança do clima da Terra toda aconteceu coma passagem de uma época glacial, de clima mais frio, para o
  • 21. 21clima da época atual, mais ameno. Na última época glacial,grande parte da extensão de terra que hoje é o Norte daEuropa, Norte dos Estados Unidos e Canadá, esteve cobertapor uma gigantesca camada de gelo.A última mudança planetária do clima terminou mais oumenos há 10 mil anos. Foi mais ou menos no fim destaépoca que os mamutes, os tigres dente-de-sabre e outrosanimais desapareceram. Desapareceram provavelmenteporque não conseguiram se adaptar à mudança do clima.Todos aqueles que não se adaptam ao clima aonde vivem,desaparecem. É importante nos lembrarmos sempre disso.Não para viver um clima de medo, mas para despertar emnós um clima de atenção.
  • 22. 22Adaptação: a lógica da evoluçãoTodos os seres vivos são como são porque resultaramassim na evolução biológica das espécies. A evoluçãobiológica em qualquer espécie começa a acontecer quando,por acaso, um ser daquela espécie nasce com uma novacaracterística que facilita viver. No ser humano tambémacontece assim, mas veremos que acontecem coisas que nãoacontecem para outros animais.Todo ser vivo que nasce com uma característicavantajosa fica mais bem adaptado ao meio do que os seussemelhantes. Os filhos do ser mais bem adaptado tambémvão apresentar esta característica vantajosa.Aqueles que não têm a característica que facilita viverficam em desvantagem e por isso deixam cada vez menosdescendentes, e assim sua linhagem, seus parentes, tende adesaparecer.
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  • 24. 24Com o passar do tempo, as características que facilitamviver se tornam mais e mais comuns entre os seres daquelaespécie. Então se diz que a espécie evoluiu, mudou, porquetodos os semelhantes passaram a ser um pouco diferentesdo que eram os seres daquela espécie no passado.Evolução biológica não significa se tornar melhor, massomente mudar. A evolução em uma espécie aconteceporque os novos indivíduos um pouco diferentes estão maisadaptados ao meio onde vivem.Seres humanos com as características que temos hoje jáexistem há muitos séculos, muito antes de os mamutesdesaparecerem. Os humanos continuam existindo porque,de um jeito ou de outro, sempre conseguiram encontraruma maneira de se adaptarem às alterações do clima,mesmo sem mudar muito as características do seu corpo.Significa que para se adaptar às alterações do clima, o serhumano não precisa esperar pelas características queaparecem ao acaso, como acontece na evolução biológica. Oser humano consegue orientar o processo de adaptação
  • 25. 25porque fala e pensa muito mais do que qualquer outro servivo. Pensar e falar com muita atenção ajuda, e muito, aencontrar soluções. Com isso, algumas características denosso corpo atual são aquelas de seres que souberam seadaptar porque souberam compartilhar informações,valores culturais.Claro que uma mudança climática planetária nãoacontece do dia para a noite. Ela pode demorar décadas, ouaté séculos, entre começar e terminar de acontecer.Durante uma mudança climática planetária acontecemmuitas variações climáticas, de duração mais curta. Essasvariações fazem o clima se tornar, de pouco em pouco, cadavez mais diferente daquele clima que existia antes. Isto vaiacontecendo até que o clima fique tão diferente que se podedizer que o clima mudou definitivamente. Mudoudefinitivamente porque mudou mesmo, e não volta a sercomo era há alguns anos antes.Muito mais inteligentes do que os mamutes e os tigresdente-de-sabre, os nossos ancestrais, ou seja, os sereshumanos que viveram muito antes de nós, foram, mesmo
  • 26. 26que aos trancos e barrancos, sem muita estratégia, seajeitando conforme aconteciam variações do clima.Durante as muitas variações climáticas que eles viveramna passagem da última e fria época glacial para a épocaatual, menos fria, os humanos notavam a alteração do clima.Eles notavam essas alterações tanto no frio e no calor quesentiam, quanto em plantas e animais que morriam, oucresciam melhor com a nova condição do clima.Conforme aconteciam variações climáticas que oshumanos podiam notar porque elas duravam menos do queeles podiam viver, eles procuravam aprender a viver nanova situação. Mas eles não sabiam e não tinham comosaber que estava acontecendo uma mudança de clima emtodo o planeta.
  • 27. 27Felizmente nossos ancestrais sempre conseguiram seadaptar ao clima que se alterava. Somente assim foi possívelnós estarmos aqui hoje, mesmo depois de variações emudanças climáticas muito fortes.Para o bem da verdade, nossos ancestrais não pensavammuito sobre como se adaptar ao clima que se alterava. Aprincipal estratégia, isto é, o principal plano de nossosancestrais, era mudar de lugar. Se o clima tendesse a ficarmais frio ou mais quente onde estavam, eles se deslocavam,ao longo de vários anos com seguidas mudanças de lugar,para regiões de clima diferente.Mas vale lembrar também que mudanças climát
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