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Compós 2013 prorrogação - 16h00

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1. Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação XXII Encontro Anual da Compós, Universidade Federal da Bahia, 04 a 07 de junho de 2013 O…
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  • 1. Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação XXII Encontro Anual da Compós, Universidade Federal da Bahia, 04 a 07 de junho de 2013 O julgamento do mensalão e as redes sociais de interpretação. Pistas para uma hermenêutica da comunicação e cultura midiática compartilhada1The trial of the big monthly allowance and social networks. Clues to a hermeneutics of shared media communication and culture Cláudio Cardoso de Paiva 2 Resumo: Na sociedade midiatizada a experiência política não desapareceu; transfigurou-se. O fenômeno da internet e das redes sociais forjaram uma nova ambiência comunicacional em que os atores-em-rede, e-leitores, a partir de uma cognição coletiva conectada articulam novos agenciamentos ético-políticos, virando do avesso a concepção e a própria atividade política. Este texto apresenta elementos para uma compreensão das notícias acerca do chamado “julgamento do mensalão”, em que as relações entre mídia e poder se mostram em toda sua complexidade. Observamos a sua projeção no contexto do ciberespaço, um ambiente que pulsa permanentemente, num presente contínuo, agregando diferentes linguagens e sensibilidades, e cuja forma e sentido solicitam novos parâmetros de interpretação. Neste sentido propomos algumas pistas para um exercício de interpretação, uma hermenêutica da comunicação compartilhada, que possa desvelar o significado do “julgamento do mensalão” nas redes sociais. Palavras-Chave: 1. Mensalão; 2. Mídia; 3.Rede Social Abstract: In the mediatizated society the political experience has not disappeared; transfigured itself. the phenomenon of the internet and social networks have forged a new communicational ambience in which the actors-in-network, e-readers, from a collective cognition connected articulate new ethical-political arrangements, turning inside out the design and practice of political experience. The text presents elements for an understanding of the news of the so-called "trial of the big monthly allowance", in media relations and be able to show in all its complexity. We observe its projection in the context of cyberspace, an environment that pulsates constantly, on a present continuous, adding different languages and sensitivities, and whose shape and direction require new parameters of interpretation. To this end we propose an exercise of interpretation, a hermeneutics of shared communication, to understand the "trial of big monthly allowance" in the social network. Keywords: 1. Big monthly allowance; 2. Media; 3. social networks1 Trabalho apresentado ao Grupo de Trabalho Comunicação e Cibercultura do XXII Encontro Anual da Compós,na Universidade Federal da Bahia, Salvador, de 04 a 07 de junho de 2013.2 Prof. Associado, PPGC/UFPB; Doutor em Ciências Sociais; claudiocpaiva@yahoo.com.br www.compos.org.br 1
  • 2. Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação XXII Encontro Anual da Compós, Universidade Federal da Bahia, 04 a 07 de junho de 2013 1. Mídia, cotidiano e poder nas redes sociais A história política do Brasil está ligada à história dos usos sociais da mídia. O rádiofoi crucial na populista era Vargas e na reportagem radiofônica durante a II guerra mundial.O cinema forjou a “sociedade do sonho” e a politização do olhar no Brasil urbano. A TV foidecisiva no projeto de “integração nacional”, nos anos 70 e na denúncia da corrupção, nosanos 90. Há 20 anos, assistimos pelas mídias aos primeiros sinais de amadurecimento daconsciência política durante o impeachment do Presidente Collor (1992); mais do que umgrito de guerra dos “cara-pintadas”, foi uma desforra das massas no “país dos coronéis”. No tempo forte da televisão, irradiou-se o poder midiático de “construir oacontecimento” (Verón) e de desconstruí-lo também. Collor, como um protagonista de novelamexicana, foi produto da mídia e tragicamente a mídia ajudou a derrubá-lo. Nesses 20 anos,uma revolução inteira aconteceu na interface da mídia, política e sociedade. Há hoje, de umlado, uma complexidade midiática, aglutinando as irradiações da cultura de massa e, do outrolado, as inteligências coletivas conectadas, cujo saldo é positivo, pois beneficia a participaçãodos e-leitores, cidadãos, atores em rede, nos processos públicos de escolha e decisão. Nas primeiras décadas do século XXI, nos Estados Unidos, Europa e países doOriente eclodem novas crises, mas há também oportunidades que são aproveitadas pelosusuários dos meios digitais. Os cidadãos, usando as mídias e redes sociais, participam dastransformações na economia, sociedade e política. A informatização planetária é um processoaparentemente sem sujeito, mas na era da comunicação em rede, convém reconhecer oempoderamento dos cidadãos conectados, o surgimento do netativismo e ciberdemocracia,conforme demonstram as ações ético-políticas do Occupy, Wikileaks e Anonymos. O caso do mensalão e o seu “julgamento” constituem fatos de extrema importância nahistória social e política brasileira, pois sinalizam o triunfo da ética, democracia, realizaçãoda vontade de justiça, participação e cidadania, e tudo isso passa pelo crivo das redes sociais. www.compos.org.br 2
  • 3. Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação XXII Encontro Anual da Compós, Universidade Federal da Bahia, 04 a 07 de junho de 2013 Reunimos aqui um conjunto de pistas para entender como o “julgamento domensalão”, difundido nas tevês públicas e privadas e colocado em circulação nas redessociais Facebook e Twitter, o que tem gerado informação e empoderamento coletivo. Hoje as redes sociais permitem o enfrentamento do monopólio da comunicação pelascorporações e grupos econômicos, gerando estratégias sociocomunicacionais imprevistas. Mudaram a rotina de produção jornalística, os modos de circulação e recepção, esurgiu a pragmática das conversações digitais, cujos efeitos se fazem sentir no jornalismo. Osusuários podem acessar as interpretações dos fatos, em distintas versões e formatos, e podemigualmente interagir no que concerne aos processos do “julgamento do mensalão”, o quesignifica novos agenciamentos ético-políticos e democráticos. Observando a “midiatização do julgamento”, percebemos que este se realiza sob osigno da visibilidade total; é transmitido ao vivo pelo canal TV Justiça, reproduzido pelastevês comerciais. Mas há um dado novo: seus registros audiovisuais são distribuídosfartamente nas capilaridades da internet, se viralizam e se multiplicam nas malhas da rede. Odito “fenômeno político do século”, compartilhado nas mídias sociais, ganha novos contornossociocognitivos e ético-políticos, passando pelo crivo de novas mediações e agenciamentos. Apostamos que as mensagens sobre o “julgamento do mensalão” transitam noscircuitos inteligentes e colaborativos do Twitter, contribuindo para a formação de um espaçopúblico digital, um ethos informacional que atua positivamente sobre a razão crítica, apercepção estética e cognitiva dos e-leitores, contribuintes, cidadãos. No âmbito da história política nacional recente, o fato concerne às esferas dos poderesExecutivo, Legislativo e Judiciário. E, fixamos um ponto de vista, a partir da gestão dogoverno Lula (2003-2010), considerando a sua liderança no Partido dos Trabalhadores,historicamente fortalecido pelo respaldo popular, pautado pela postura ética e socializante.Mas vários dos seus representantes (dentro e fora da cúpula governamental) foramdenunciados pelo envolvimento em operações fraudulentas. A reportagem do acontecimentoé importante, pois atua nos modos de evidência e prova da existência de corrupção política, eemana a sensação de que se faz justiça num país em que os políticos e empresários corruptosocupam lugares estratégicos nas esferas do poder. Convém perceber, há distintos modos de se mostrar o acontecimento (Globo News,TV Justiça, You Tube, etc). Mas, a emergência das redes sociais é providencial, pois permite www.compos.org.br 3
  • 4. Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação XXII Encontro Anual da Compós, Universidade Federal da Bahia, 04 a 07 de junho de 2013o monitoramento das imagens e discursos acerca do acontecimento, autorizando o acesso aosseus efeitos de verdade e participação razoável na negociação de sentidos. É importante fazer uma cartografia reunindo as pistas, símbolos e sinais acerca do“julgamento”, os quais podem funcionar como data-base, visando pesquisas futuras emcomunicação, jornalismo, marketing político, mídias sociais e áreas fins; e nessa direção éfundamental a realização de estratégias de filtragem dos links de leitura sobre o tema. Seguindo uma base histórico-hermenêutica, interpretativa e explorando as relaçõesComunicação e Poder (Habermas, Foucault, Castells), focalizamos a malha sociodiscursivado twitter, almejando capturar a sua empiricidade, cuja substância se concentra na espessurasemiótica das postagens, comentários, conversações e compartilhamentos. Objetivamos assimextrair o sentido da comunicação em rede, que pode esclarecer acerca do modo como a esferapública digital tem compreendido o fenômeno do julgamento, o que adiciona uma camada desentido a este fato que pode vir a ser o divisor de águas na vida social e política brasileira. Recorremos a uma chave metodológica interdisciplinar, assimilando as contribuiçõesdos estudos voltados para as interfaces da Informação, Comunicação e Política (GAIA, 2011;GOMES, 2004; SODRÉ, 2006). E simultaneamente, seguimos as pesquisas em cibercultura eredes sociais que mesmo sendo objetos de pesquisa recente, já têm ensejado estudos deenvergadura, principalmente graças à convergência das análises de dados e vigorosadisposição para decifrar o sentido dos fenômenos socioculturais e políticos na era digital (Cf.LEMOS, 2004; RECUERO, 2009; 2011; SANTAELLA; 2010). 2. O óbvio e o obtuso na reportagem do acontecimento Em 14.05.2005, foi divulgada pela imprensa uma gravação de vídeo na qual o ex Chefe do DECAM/ECT, Maurício Marinho, solicitava e também recebia vantagem indevida para ilicitamente beneficiar um “empresário” interessado em negociar com os Correios. Na negociação, Marinho expôs o esquema de corrupção de agentes públicos naquela empresa pública (...). Segundo o Procurador Geral da República, Antonio Fernando Barros e Silva de Souza, na denúncia oficial que apresentou ao STF, o ex Deputado Roberto Jefferson, então Presidente do PTB, divulgou detalhes do esquema de corrupção, do qual fazia parte, esclarecendo que parlamentares que compunham a chamada “base aliada” recebiam, recursos do PT em razão do seu apoio ao Governo Federal, constituindo o que se denominou como “mensalão”. (...) www.compos.org.br 4
  • 5. Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação XXII Encontro Anual da Compós, Universidade Federal da Bahia, 04 a 07 de junho de 2013 Jefferson acusou o então Ministro da Casa Civil José Dirceu de ser o mentor do esquema. (Wikipedia) 3. O fenômeno do “julgamento do mensalão” pode ser analisado pela via crítica do“ethos midiatizado” que, segundo Sodré (2002), envolve as instâncias da “veiculação”,“cognição” e “vinculação”. Isto é, uma ocorrência a qual temos acesso através da sua difusão,compreensão e compartilhamento forjados também pelas mídias sociais. Cumpre entender a natureza da cognição gerada pela mediação sociotecnológica, queconsiste numa modulação das conexões neurossensoriais e tecnoafetivas, as quais moldam apercepção, a memória e a compreensão, e isto vai definir os termos da relação dos atores emrede e a experiência do poder. Convém lembrar, aqui se forma uma comunidade simbólicacimentada pelos vínculos coletivos suscitados pelas imagens-sensações, afetos e perceptostradutores dos modos de indignação e perplexidade diante da corrupção política. Há tambémque se perceba a simbiose entre os objetos técnicos e os modos sociotécnicos deempoderamento dos cidadãos em rede, pois assim se moldam o pensamento, a linguagem e aação dos atores nas linhas do tempo virtual e presencial, pois assim se forja o estilo dasimersões na instância ético-política e os níveis de participação na vida pública informacional,desde os jovens internautas até os hackerativistas. Para além da forma e sentido do conteúdo midiático, o “julgamento do mensalão”deve ser interpretado também pela percepção dos efeitos da “reprodutibilidade técnica”(Benjamin) e circulação da notícia, da sua “repetição e serialidade” (Deleuze), e lidoigualmente pelos modos de consumo crítico e compartilhamento realizado pelos e-leitores. A midiatização tecnológica não oblitera a essência do fato político, nem esgota osentido da comunicabilidade implícita no acontecimento, muito pelo contrário, implica emimportante registro e inserção do acontecimento em um novo contexto público informacional.Mas apostamos na ação afirmativa viabilizada pela “cognição coletiva conectada”, iniciadadesde o uso dos dispositivos da cultura midiática (Santaella) até os protocolos sociotécnicosda “comunicação distribuída” (Antoun). E é necessário, decifrar as tramas e intersecções queocorrem entre a “narração e o fato” (Sodré); convém apreender o fio da meada histórica e seempenhar na crítica da interface mídia, cultura e poder (Fausto Neto; Mouchon; Verón) paracompreender o sentido do “julgamento midiatizado”. www.compos.org.br 5
  • 6. Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação XXII Encontro Anual da Compós, Universidade Federal da Bahia, 04 a 07 de junho de 2013 Em agosto de 2007, o STF iniciou o julgamento dos quarenta nomes denunciados em abril de 2006 por crimes como formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, gestão fraudulenta e evasão de divisas. O STF recebeu as denúncias feitas contra cada um dos acusados. No dia 14 de setembro de 2005, o mandato de Jefferson, delator do esquema, foi cassado, perdendo seus direitos políticos por oito anos. Em 1 de dezembro de 2005 foi a vez de José Dirceu ter seu mandato cassado pela Câmara dos Deputados; enquanto, os deputados acusados que conseguiram se reeleger nas eleições de 1º de outubro de 2006, poderão enfrentar mais um processo de perda de mandato. Foi descoberto em julho de 2008, durante uma investigação sobre o banqueiro Daniel Dantas, que o Banco Opportunity foi uma das principais fontes de recursos do mensalão. Através deste, Daniel Dantas era o gestor da Brasil Telecom, controladora da Telemig e da Amazônia Telecom. As investigações apontaram que essas empresas de telefonia injetaram R$ 127 milhões nas contas da DNA Propaganda, administrada por Marcos Valério, o que, segundo a PF, alimentava o valerioduto, esquema de pagamento ilegal a parlamentares. Em 2011, já depois do fim dos dois mandatos do presidente Lula, relatório final da Polícia Federal confirmou a existência do mensalão. O documento de 332 páginas foi a mais importante peça produzida pelo governo federal para provar o esquema de desvio de dinheiro público e uso para a compra de apoio político no Congresso durante o Governo Lula (Wikipedia). Ao hermeneuta da comunicação convém transcender as clivagens ideológicas epolítico-partidárias, e igualmente escapar ao “determinismo tecnológico”, mas sem deixar dereconhecer a potência das “tecnologias do imaginário” e suas irradiações (Machado da Silva). É importante se empenhar numa compreensão atenta aos filamentos de uma malhasociotécnica e discursiva que envolve o Poder Judiciário, o Poder Legislativo, servidorespúblicos e empresários, a qual nos chega através de um complexo processo de midiatização,mas vigorosamente enfrentado pelas mediações, imersões e interações planetárias, umaevidência gritante no espectro da vida digital (e presencial) do século XXI. Para decifrar as distintas versões midiáticas do fato, os diferentes aportes cognitivos,estéticos e ideológicos, convém recorrer ao expediente das plataformas crítico-colaborativascomo o Observatório da Imprensa, dispositivo digital cuja mediação tem servido dereferência no monitoramento das notícias divulgadas na midiosfera analógica e digital4. Mais de cinquenta mil páginas, sete anos de tramitação, 38 réus. O julgamento da ação penal do chamado mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) está sendo www.compos.org.br 6
  • 7. Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação XXII Encontro Anual da Compós, Universidade Federal da Bahia, 04 a 07 de junho de 2013 classificado como o mais importante caso já analisado pela alta Corte. De acordo com a estimativa dos ministros, as audiências podem se estender até as eleições municipais, marcadas para outubro deste ano. O Observatório da Imprensa exibido ao vivo pela TV Brasil na terça-feira (7/8) discutiu o papel da mídia na cobertura do escândalo do mensalão, que foi revelado pela imprensa em 2005. Observatório da Imprensa, 09.08.2012. 5O STF, constituído por 11 ministros6 começou o julgamento dos 38 réus do escândalo do“mensalão” no dia 2 de agosto de 2012. As opiniões se dividem no que respeita ao tratamento conferido pelas mídias ao“julgamento do mensalão”. De nossa parte, empenhamo-nos em observar o estado da artesobre o tema quando este migra para o ambiente colaborativo das redes; a intenção é refletircomo a circulação dos blogs, fotos, vídeos, depoimentos, críticas e comentárioscompartilhados enriquecem a cognição e o imaginário político dos e-leitores, cidadãos. 3. As redes sociais, o Twitter, a politização do cotidiano Partimos do pressuposto que, distintamente dos vários dispositivos de rede social(Orkut, Facebook, Youtube), o Twitter apresenta algumas singularidades: Primeiramente, consiste numa “escrita oralizada” (RECUERO, 2012), em migraçãodo formato da narrativa oral para as plataformas digitais, modalidade de conversação digitalem que forma e conteúdo estão condicionados ao limite de 140 caracteres, daí a sua naturezade comunicação minimalista, um agir comunicacional cuja intencionalidade precisa sertraduzida de maneira ágil, concisa e objetiva. Depois, o Twitter consiste em uma rede socialprestigiada pelas instituições, organizações, pesquisadores, profissionais, especialistas,formadores de opinião nas áreas de economia, política, jornalismo, marketing, educação, etc. E finalmente, as mensagens do Twitter, justamente pela concisão de sua escrita,atraem um nicho de interlocutores interessados em tópicos específicos, sem priorizar o apelo www.compos.org.br 7
  • 8. Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação XXII Encontro Anual da Compós, Universidade Federal da Bahia, 04 a 07 de junho de 2013sedutor das imagens, mesmo que os seus links possibilitem a migração para um formato decomunicação audiovisual (como o Youtube). Logo, apostamos na idéia de que o Facebook,sendo mais colorido, imagético, animado como uma revista de variedades, responde antes aosinteresses do público em busca do lúdico, lazer e recreação, enquanto que o Twitter, sendomovido por uma “razão gráfica”, estilo jornalístico, à base de enunciados curtos, cerebrais,matemáticos, lítero-informativos, tende a atrair o público mais pragmático e em busca dainformação qualificada, cujos links – presumivelmente – conduzem a fontes seguras. 4. Mídias, redes sociais e theatrum politicum “O inferno são os outros” (Jean Paul Sartre). A frase possui um matiz narcisista, mas traduz o mal-estar da pós-modernidade, oincômodo causado pelos desregramentos políticos e vem a calhar neste momento brasileirosob o signo do julgamento da “Ação Penal 470”, o dito “julgamento do mensalão”. Noimaginário popular, a figura do julgamento nas cartas do tarô é forte, sua significação éaustera e implacável. Mas a contextualização histórica é necessária para mesurar um pouco aecologia dos afetos públicos e as razões políticas no Brasil. 20 anos de ditadura, derrota naseleições diretas, morte de Tancredo Neves, Nova República, impeachment de Collor,corrupção da esquerda no poder e o escândalo do mensalão: são sete camadas traumáticas napsicologia política da nação.
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