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Confira a opinião dos nossos colunistas

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1 2 NESTA EDIÇÃO Confira a opinião dos nossos colunistas Dr. Irineu Grinberg Ex-Presidente da SBAC, Diretor de Lab-Farm Consult. Alertas tecnológicos , pág. 12 Dr. Paulo Cesar Naoum Biomédico, professor
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1 2 NESTA EDIÇÃO Confira a opinião dos nossos colunistas Dr. Irineu Grinberg Ex-Presidente da SBAC, Diretor de Lab-Farm Consult. Alertas tecnológicos , pág. 12 Dr. Paulo Cesar Naoum Biomédico, professor titular pela Unesp, diretor da Academia de Ciência e Tecnologia e ocupa a cadeira 33 da ARLC. Autor do livro Em nome do DNA, Livraria Médica Paulista, Os segredos do proteinograma, pág. 14 Dra. Maria de Lourdes Pires Nascimento MD, Hematologista, Universidade Federal da Bahia / UFBa, MD O que é psiconeuroimunologia ou psicoimunologia?, pág. 16 Dr. Yussif Ali Mere Jr Presidente da Federação e do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (FEHOESP e SINDHOSP) e do SINDRibeirão. A alma da democracia, pág. 20 Dr. Dácio Eduardo Leandro Campos Presidente do CRBM - 1ª Região, Diretor da FAAP - Ribeirão Preto-SP Os biomédicos e a política nacional, pág. 24 A Opinião aqui manifesta é de plena responsabilidade dos seus autores. Para o leitor, fica a liberdade de contatá-los diretamente através de seus próprios s. Ligia Maria Mussolino Camargo Sócia da empresa Décio Camargo Ltda, professora de Língua Portuguesa. Ocupa a cadeira nº 24 da Academia Santarritense de Letras. Como num Conto de Fadas, pág. 30 Dra. Heloisa da Rocha Picado Copesco Médica Dermatologista. Especialista pelo HC - FMRP- USP e Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia - SBD. Molusco contagioso, doença de pele comum em crianças, pág 30 Luiz Roberto Del Porto Farmacêutico Bioquímico (FHO), especialista em Análises Clínicas e Toxicológicas (FCF-USP e UNIMEP) e MBA em Gestão de Empresas de Saúde (FGV). Diretor presidente do Del Porto Medicina Laboratorial e Diagnóstica. Os Laboratórios e a Nike, pág. 32 Rodrigo Masini Médico, CEO, Consultor estratégico em tecnologia em saúde, marketing e negócios de saúde, Executive Coach, escritor e palestrante. Como as tendências de saúde dos EUA, afetam diretamente os provedores de saúde brasileiros?, pág. 33 Alexandre Calegari Mais de 16 anos de experiência em Tecnologia da Informação na área de Medicina Diagnóstica. Graduado em Tecnologia e Processamento de Dados pela UNIRP e pós-graduado em Administração de Empresas pela FGV, atualmente lidera projetos estratégicos da Shift e a área de Gestão de Produtos. Experiência positiva fortalece a marca e fideliza o paciente, pág. 34 3 Feira em São Paulo (SP) Hospitalar comemora seu sucesso Vinte e cinco anos consecutivos e a maior Feira do mercado da saúde se consagra com mais uma edição em São Paulo. Dra Waleska Santos, presidente do evento, fez a recepção aos convidados, participantes, expositores e Jean-François Quentin, presidente da UBM, deu as boas-vindas. Na mesa de abertura estiveram várias personalidades do setor. Esta Feira é considerada a plataforma de geração de negócios, relacionamento e lançamentos da indústria de saúde. O evento mais influente das Américas, a porta de de entrada para o mercado sul-americano, além de discutir, por meio dos seus fóruns, o presente e o futuro da saúde mundial com seus expositores, 40 eventos de conteúdo, congressistas e suas mais de visitas de profissionais de 70 países, durante os quatro dias de encontro. Equipe Biotécnica (esq. p/ dir): Marcelo Rocha, Gilson Pizzo, Ícaro Soares e Cristian Evaristo Equipe da Greiner Bio-One Brasil Estande da MedMax 4 O QUE FOI APRESENTADO Rede D Or, BP e Dr. Consulta falaram sobre suas estratégias no talk show da GPeS Health Branding and Business na Hospitalar. Intitulado como Marcas em foco: As estratégias da BP, Rede D Or e Dr. Consulta, o bate-papo visou estimular a troca de visões, experiências e ideias de profissionais que comandam instituições de renome no mercado de saúde. O evento começou com Walter Longo, um dos maiores especialistas em comunicação e interatividade do Brasil, que trouxe exemplos práticos e bem-humorados sobre as gigantescas mudanças que estão ocorrendo no universo corporativo e no setor de saúde em particular, mostrando como rever paradigmas e estabelecer novas formas de gestão e comunicação. Walter Longo, foi presidente do Grupo Abril e mentor de estratégia e inovação do Grupo Newcomm, holding de comunicação do Grupo WPP. CISS - CISS reuniu especialistas do Reino Unido, Estados Unidos e França para debater o futuro da saúde no Brasil, sob o tema Reforma do Estado e dos sistemas de saúde. Especialistas, gestores e autoridades governamentais discutirão: Quais serão as prioridades para conquistarmos um Brasil saudável daqui para frente, sejam elas no dia a dia do setor ou na agenda dos candidatos aos governos estaduais, ao legislativo e à própria presidência da República? Nossa Constituição está completando 30 anos, em 2018, e, com ela, o SUS. O sistema tem enormes méritos. Sob uma perspectiva internacional, é extraordinário o avanço que o Brasil fez no setor de saúde. Mesmo assim, é insuficiente para nós, brasileiros, por conta das necessidades e dos problemas do país, afirma o dr. Fábio Gastal, presidente da Comissão Científica do CISS e superintendente de Estratégia, Gestão e Inovação da Seguros Unimed. FACILITIES - Simulação realística de leito, demonstração de serviços, palestras gratuitas e congressos foram destaques do setor de Facilities da Hospitalar. Quarto Hospitalar Modelo foi desenvolvido em parceria com grandes entidades e empresas de facilities, onde ocorreram as demonstrações boas práticas de rotinas, como alimentação, limpeza, entre outros. O ambiente foi montado segundo os mais modernos conceitos e tendências em equipamentos, utensílios, mobiliário e revestimentos. O visitante teve a oportunidade de acompanhar palestras gratuitas sobre inovação disruptiva, novas tecnologias para gestão integrada, gestão de resíduos sustentável, cases de hotelaria, entre outros, junto a um ambiente com simulação de uma internação hospitalar. Cont. na página 8 5 6 7 Feira em São Paulo (SP) Cont. da página 4 Sr. Luiz Fernando Miziara (Gerente Regional de Vendas Siemens), Sr. Osvaldo Marchini (Diretor Comercial Diagnóstica Pró Vida) e Sr. Oswaldo Azevedo Neto (Account Development Maneger Point of Care Siemens) Equipe Cral: - Sidney- Coordenador de Marketing - Rodrigo - Gerente comercial - Comercial: Aline, Nancy, Patrícia, Vera, Isabel, - Sintia, Graziele, Erika, Rosangela e Ariane Durante a Feira Hospitalar 2018 a Diagnóstica Pró Vida assumiu o compromisso com a Siemens Healthineers, para a Distribuição Exclusiva da Gasometria EPOC no interior do Estado de São Paulo, uma vez que a empresa já possui todo o conhecimento e profissionais técnicos para as implantações e validações deste revolucionário equipamento de Gasometria Point of Care. Estande da Cral Hospitalar 2018 Diretoria da Cral: Ricardo, Minela e Rony Cecconello O diretor Henrique Almada, com sua equipe no comando da GT GROUP, recebendo parceiros e clientes Equipe da Wama Diagnóstica Nova Biomedical - Camila Nogueira Nunes - Especialista de Produto, durante o evento com sua equipe Já imaginou um hospital totalmente sem papel? Um atendimento médico feito por teleconsulta? O histórico da saúde de um paciente com acesso universal por meio de prontuário eletrônico? Próteses e outras soluções feitas por impressão 3D? É possível um médico consultar um software para tomar uma decisão clínica? Sabia que um ciberataque direcionado a um tomógrafo ou a um aparelho de endoscopia, por exemplo, pode afetar diretamente a saúde dos pacientes? É possível conseguir uma consulta com um médico de última hora sem recorrer ao pronto-socorro, com mais proximidade entre médico e paciente? Existe um aplicativo com sistema de geolocalização de profissionais que permite encontrar o médico mais próximo disponível para ir à casa do paciente? A partir do Século XXI começa a emergir uma enorme valoração do ehealth por meio do Big Data, Inteligência Artificial, Cognitive Computing, ferramentas que levam à tona o valor dos dados. Com isso, surge uma transformação em larga escala na comunidade médica: muda a forma de pagamento, remuneração, prescrição, consumo e, principalmente, o relacionamento entre médico e paciente. Daqui uma década, cerca de 20% a 25% de todo o atendimento no Brasil será feito remotamente, prevê Guilherme Hummel, coordenador científico do HOSPITALAR TECNOLOGIA - O espaço Hospitalar Tecnologia, localizado do Pavilhão Vermelho,foi composto por área de palestras gratuitas, Health Connection (espaço de conteúdo gratuito para os visitantes com apresentação de palestras e cases de empresas no Brasil e na América Latina), polo de impressão 3D, área de demonstrações, Startups e o projeto 5 Years From Now. Startups: HFocus - solução que facilita o monitoramento da experiência dos pacientes e colaboradores de uma instituição de saúde. EveryCare - solução EveryCare Corporativa, ferramenta que centraliza e automatiza o processo de contratação de Home Care pelas Operadoras de Saúde para atuarem no processo de desospitalização. Intuitive Care - plataforma usa inteligência artificial para cuidar da receita de instituições de saúde que têm diversas fontes pagadoras. CM Tecnologia- plataforma digital que cobre toda jornada do paciente em instituições de saúde. Seu sistema de agendamento cirúrgico e gestão do centro cirúrgico, traz uma excelente experiência para o paciente, e eficiência e redução de custos aos prestadores. Esconderijo Criativo, Mundo360 e Aumenta Health - soluções inovadoras para conectar profissionais da área de saúde com as grandes tendências imersivas, o que permitirá visualizar informações não disponíveis no ambiente físico por meio de telas de smartphones, tablets ou com uso de óculos 360. REABILITAÇÃO Grandes parcerias discutiram tendências, levaram conteúdo, visibilidade e que conectam os fornecedores e compradores do segmento de maneira mais dinâmica. Parceria da dra. Linamara Rizzo Battistella, da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo (SE- DPcD), em conjunto com a Abimo e Apex-Brasil para o desenvolvimento do Espaço Reabilitação, projetado para conectar os fornecedores e compradores de maneira mais dinâmica. (Fonte Assessoria) 8 8 9 10 10 11 Opinião IRINEU GRINBERG Alertas tecnológicos Por algumas décadas tenho acompanhado e tentado sempre ser protagonista ou observador atento das ações e atitudes da cadeia laboratorial. Comecei meu trabalho muito jovem acompanhando de muito perto toda a evolução do Laboratório Clínico, do foto-colorímetro às esteiras robotizadas, passando nessa viagem pelo espectrofotômetro, automações e interfaciamentos. Do microscópio monocular até microscopia à distância, com saborosas escalas na microscopia de fluorescência. Dos fichários dos clientes, manuais ou datilografados, até os imensos arquivos guardados na nuvem. Como profissional de Laboratório, dirigente de entidades e agora consultor, tenho a satisfação de observar este ambiente e verificar a evolução do setor laboratorial, a preocupação com a atualização dos equipamentos, a busca incessante pela qualidade, maciça participação em ensaios de proficiência, acreditação, criação de grupos de discussões de temas pertinentes e participação em eventos isolados e congressos. São ações distribuídas por toda a cadeia, desde aquele pequeno laboratório de poucos milhares de exames mensais até àqueles cuja produção é expressa em milhões. É de se entusiasmar a observação da quantidade de pequenos e médios laboratórios na busca do crescimento, tanto de forma qualitativa, quanto quantitativa. Esse incremento à qualidade, aos processos de gestão, associados ao surgimento de novos procedimentos e a todos os benefícios por eles introduzidos ao setor saúde transformaram os exames laboratoriais como os responsáveis por 70% dos diagnósticos clínicos e 90% dos critérios de cura de doenças e altas hospitalares. Por outro lado, também é impressionante a verificação de um número imenso de startups mergulhadas em pesquisas voltadas ao setor de diagnóstico, produzindo tecnologias que com certeza irão revolucionar o setor. Países como China, Japão, Estados Unidos, Israel, Finlândia e até o Brasil estão imersos em importantes pesquisas voltadas ao diagnóstico rápido de precisão e exatidão. Testes genéticos de predisposição a enfermidades bem como intolerâncias alimentares com a mais alta eficiência já são disponíveis. Aplicativos (reset - Pear Therapeutics) monitoram pacientes com transtorno da utilização do álcool, cocaína, cannabis, benzodiazepínicos e outros, medindo a abstinência e/ou regulando a prescrição de medicamentos. Microchips instalados de forma subdérmica em pacientes diabéticos, esportistas de alto rendimento ou atletas profissionais para, com o uso de um aplicativo em smartphone, realizar a monitorização de glicemia, CPK e outros analitos. Já está quase pronto o projeto do vaso sanitário inteligente ao qual poderá ser colocado um chip com os dados do paciente que, desta forma terá monitorado o volume urinário, bem como alguns constituintes urinários como proteínas, glicose, creatinina, etc. Esse vaso, se colocado numa enfermaria hospitalar, poderá monitorar todos os pacientes, pois comportará tantos chips quantos necessários. Importante ainda uma referência aos testes rápidos imunocromatograficos ou similares, que vieram para ficar e tem sua utilidade comprovada, são essenciais em alguns setores, entretanto ainda carentes de regramentos por parte da ANVISA. Da mesma forma, são aguardadas regulações em relação ao Controle de Qualidade interno e externo desses testes. Referências também devem se feitas aos testes realizados em domicílio (autotestes). Até o presente estão oficialmente liberados somente para HIV, gestação e glicemia. Nos Estados Unidos esses procedimentos são disponíveis em grande quantidade e diversidade. Existem até estabelecimentos farmacêuticos especializados na venda dos mesmos e que mantém em seus quadros profissionais aptos a instruir o cliente na compra, no uso e interpretação dos mesmos. Nesse rol até testes de paternidade são oferecidos aos clientes. Essas citações constituem apenas um lembrete de como poderá mudar o nosso setor, seguindo uma tendência mundial. O alerta principal seria no sentido de exercer uma vigilância permanente em relação ao surgimento de novos rumos que poderiam modificar radicalmente o setor. Não existe nenhuma possibilidade de que o laboratório tradicional e convencional deixe de existir. Entretanto uma sequência de fatores irão determinar novos direcionamentos, que poderão exigir adaptações a uma nova realidade. Mais uma vez será necessário frisar a união daqueles laboratórios pequenos e médios, realmente compromissados com os conceitos de qualidade e gestão, para que comunguem seus propósitos e saibam aproveitar novas oportunidades. Cada vez mais é importante reforçar e insistir que a troca de concorrência por parceria é que vai garantir a sobrevivência e o crescimento. Integração Brasil sedia encontro internacional com principais laboratórios de análises clínicas da América Latina Fundada em 2004, no Chile, a Associação Latino- -americana de laboratórios (ALADIL) tem como objetivo promover o desenvolvimento científico e tecnológico em diagnóstico laboratorial por meio da integração dos principais laboratórios clínicos no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Guatemala, Honduras, México, Paraguai, Peru, República Dominicana e Uruguai. Anualmente, representantes dos laboratórios associados se reúnem para discutir temas relevantes do mercado diagnóstico e debater sobre inovação técnico-científica. A primeira reunião do grupo no Brasil aconteceu de 4 e 5 de junho, em São Paulo (SP). O Diagnósticos do Brasil foi convidado a participar da associação em 2017 e é o único laboratório brasileiro a integrar a rede. Segundo a instituição, o laboratório brasileiro foi selecionado por melhor representar o País nos quesitos inovação tecnológica e técnicas laboratoriais. Foi uma honra receber esse convite, pois reflete o reconhecimento dos principais laboratórios da América Latina sobre a gestão e os avanços que o Diagnósticos do Brasil conquistou em seus sete anos de atuação, comemorou o médico Antônio Fabron, diretor-geral do grupo. O laboratório brasileiro recebeu os associados em um encontro para discutir temas como gestão organizacional e o mercado laboratorial. A reunião foi uma oportunidade da troca de informação sobre avanços tecnológicos e científicos, benchmarking, transferência de tecnologia e formalização de parcerias. A troca de experiências, informação e tecnologia que esta associação entre os países latino-americanos proporciona gera resultados efetivos para toda a cadeia do segmento laboratorial até o cliente final, comentou Fabron. 12 13 Opinião PROF. DR. PAULO CESAR NAOUM Os segredos do proteinograma O Projeto Genoma Humano revelou que a nossa espécie tem cerca de 25 mil genes e se você imaginar que cada grupo de genes, por exemplo, os genes tipo beta da globina que é composto por quatro genes específicos: beta, épsilon, delta e gama, é possível admitir que somos formados por mais ou menos 100 mil proteínas e enzimas diferentes. Através da eletroforese de proteínas plasmáticas ou séricas de alta resolução, por exemplo, é possível identificar pelo menos 22 diferentes proteínas que circulam em nosso sangue. Entretanto, os métodos usados em rotina laboratorial as agrupam em seis frações compostas por grupos de proteínas: pré-albumina, albumina, alfa-1 globulina (4 proteínas), alfa-2 globulina (7 proteínas), beta globulina (3 proteínas) e gama globulinas (6 proteínas). O significado clínico de elevações e diminuições das seis frações acima citadas depende do grau de conhecimento do médico e da qualidade da eletroforese realizada no laboratório. Eu me recordo vivamente quando e eletroforese de proteínas chegou aos laboratórios nos anos 60. Os equipamentos eram sofisticados como os primeiros computadores de rolo. Eram grandes, demoravam 12 horas para separar as frações em papel de filtro (ainda não existia o acetato de celulose e nem a agarose), a coloração e a descoloração duravam algo em torno de uma a duas horas, e a leitura em densitômetro necessitava que o papel de filtro com as frações coradas fosse mergulhado num óleo para torna-las transparentes, na verdade, translúcidas. O marketing da época mostrava alterações de frações relacionadas com patologias, por exemplo, a diminuição de albumina associada com elevações de alfa-1 e alfa-2 globulinas era indicativa de processo inflamatório agudo patologia muito comum na época de poucos recursos farmacológicos. Acontece que a maioria dos laboratórios que se dispuseram a realizar esta análise tinha dificuldade em obter resultados com sensibilidade e reprodutibilidade, e assim, nem sempre ocorria a relação entre a suspeita clínica da patologia do paciente com os valores das frações de proteínas plasmáticas ou sérica liberados pelo laboratório. Dessa forma, a eletroforese de proteínas foi sendo preterida e substituída por outros testes bioquímicos e imunológicos. Mas, ao retornar nos anos 90 com tecnologias modernas compostas por equipamentos de alta eficiência resolutiva, meios rápidos para fracionar proteínas e plataforma computacional de resultados e registros, a eletroforese passou a ser uma grande aliada para o diagnóstico médico, notadamente em exames de controle, ou check-up, usualmente solicitados para pessoas acima de 40 anos de idade. Quatro exemplos simples de resultados de eletroforeses plasmáticas ou séricas garantem o prestígio atual do proteinograma; primeiro: diminuição de alfa-1 globulina pode supor ausência da enzima alfa-1 antitripsina, situação desencadeante de enfisema pulmonar em fumantes; segundo: fusão das frações beta-gama globulinas é indicativo de cirrose hepática; terceiro: o aparecimento de uma segunda fração de beta globulina (Beta-2) é indicativo da elevação do complemento C3, comum em processos inflamatórios; e quarto: elevação monoclonal de gama globulina sugere início da doença mieloma múltiplo ou macroglobulinemia. Porém, para aqueles que e
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