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Considerações sobre o letramento na cultura do papel

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1. ARLAINE CARVALHO BASTOS EDMILSON FALEIRA RIBEIRO JULIANA SANTOS AZEVEDO LIEGE SILVA SOUZA LUZIÂNIA REIS SANTOS SOUZA RITA OLIVEIRA SOUZA GONÇALVES VANESSA BATISTA DE…
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  • 1. ARLAINE CARVALHO BASTOS EDMILSON FALEIRA RIBEIRO JULIANA SANTOS AZEVEDO LIEGE SILVA SOUZA LUZIÂNIA REIS SANTOS SOUZA RITA OLIVEIRA SOUZA GONÇALVES VANESSA BATISTA DE SOUZA SAMPAIO
  • 2.  Nesse estudo, discutem-se o conceito de letramento, suas implicações no âmbito na cibercultura, as práticas de leitura e de produção de textos na era tecnológica bem como a relação entre letramento e leituras literárias. Para tanto, utilizou-se como referências básicas os trabalhos de Magda Soares (2002) e Marcuschi (2001).
  • 3.  Para categorizar e, consequentemente, compreender o mundo, para participar ativamente das mais diversas situações sociais, se comunicar satisfatoriamente, entender as outras pessoas bem como se fazer entender por elas, o indivíduo precisa saber mais do que decodificar textos e identificar os sinais gráficos utilizados na sua escrita, é necessário que ele seja letrado.
  • 4.  Magda Soares (2002, p. 145-146) define letramento como: “o estado ou condição de indivíduos ou de grupos sociais de sociedades letradas que exercem efetivamente as práticas sociais de leitura e de escrita, participam competentemente de eventos de letramento. [...] indivíduos ou grupos sociais que dominam o uso da leitura e da escrita e, portanto, têm as habilidades e atitudes necessárias para uma participação ativa e competente em situações em que práticas de leitura e/ou de escrita têm uma função essencial, mantêm com os outros e com o mundo que os cerca formas de interação, atitudes, competências discursivas e cognitivas que lhes conferem um determinado e diferenciado estado ou condição de inserção em uma sociedade letrada.”
  • 5.  Marcuschi (2001) define letramento como: “O letramento, por sua vez, envolve as mais diversas práticas da escrita (nas suas variadas formas) na sociedade e pode ir desde uma apropriação mínima da escrita, tal o indivíduo que é analfabeto, mas letrado na medida em que identifica o valor do dinheiro, identifica o ônibus que vede tomar, consegue fazer cálculos complexos, sabe distinguir as mercadorias pelas macas etc., mas não escreve cartas nem lê jornal regularmente, até uma apropriação profunda, como no caso do indivíduo que desenvolve tratados de Filosofia e Matemática ou escreve romances. Letrado é o indivíduo que participa de forma significativa de eventos de letramento e não apenas aquele que faz uso formal da escrita” (MARCUSCHI, 2001, p. 25).
  • 6.  Como se vê, tanto Magda Soares (2002) quanto Marcuschi (2001) entendem que o letramento ultrapassa a alfabetização. A pessoa se insere no universo letrado na medida em que se utiliza das habilidades de leitura e escrita para interpretar as situações, viver, interagir, participar ativamente das questões sociais.
  • 7.  Na contemporaneidade, as grandes inovações tecnológicas têm gerado novas formas se relacionar com a leitura e com a escrita. As tecnologias condicionam processos cognitivos e discursivos próprios e, consequentemente, uma prática de letramento distinta. Faz-se necessário então que se discutam as novas práticas de letramento em diálogo com as tecnologias da informação e comunicação, ou seja, o letramento na cibercultura.
  • 8.  Primeira diferença apontada por Magda Soares (2002): Na cibercultura, o espaço de escrita é a tela, não mais o papel. O texto produzido agora, o hipertexto, está em constante movimento, é dinâmico, multilinear, multisequencial, possibilita o acesso de links etc. Essa mudança traz consequências sociais, cognitivas, discursivas e até mesmo na relação dos sujeitos com o conhecimento.
  • 9.  No hipertexto, a distância entre autor e leitor é bastante reduzida, o leitor tem mais acesso aos textos e pode alterá-los. Se no texto impresso o autor, através da sequência e da estrutura, de certa forma, controla a interpretação do leitor, no hipertexto o leitor tem uma maior liberdade de interpretação, podendo inclusive alterar o texto inserindo nele novas possibilidades de significação. O controle de publicação, na cultura impressa, é extremamente presente, enquanto que o hipertexto escapa ao controle de qualidade.  CONSEQUÊNCIAS A questão dos direitos autorais dos textos eletrônicos fica bastante prejudicada, visto que essa liberdade torna comum o hábito de se apropriar indevidamente da produção alheia.
  • 10.  Magda Soares (2002, p. 156), em virtude da diversidade de tecnologias disponíveis para as práticas de leitura e escrita, propõe o uso do termo letramentos, no plural, visto que diferentes tecnologias desencadearão diferentes estados ou condições nos usuários: “diferentes espaços de escrita e diferentes mecanismos de produção, reprodução e difusão da escrita resultam em diferentes letramentos”.
  • 11.  Para que o indivíduo seja letrado em relação à leitura literária, não basta que ele tenha algum conhecimento de literatura, antes é necessário que ele use efetiva e competentemente esse conhecimento em eventos de letramento onde tais conhecimentos estão no centro das discussões. É importante considerar também que entender de literatura não é apenas decorar nome de autores e datas de publicação de obras. É preciso ter uma concepção muito mais ampla de literatura e leitura literária para poder inserir-se verdadeiramente na cultura literária letrada.
  • 12.  Os PCNS também destacam a necessidade de um tratamento diferenciado do texto literário, esclarecendo que: “O tratamento do texto literário oral ou escrito envolve o exercício de reconhecimento de singularidades e propriedades que matizam um tipo particular de uso da linguagem. É possível afastar uma série de equívocos que costumam estar presentes na escola em relação aos textos literários, ou seja, tomá-los como pretexto para o tratamento de questões outras (valores morais, tópicos gramaticais) que não aquelas que contribuem para a formação de leitores capazes de reconhecer as sutilezas, as particularidades, os sentidos, a extensão e a profundidade das construções literárias” (BRASIL, 1998, p. 28).
  • 13.  A leitura literária no interior da cibercultura fica um pouco prejudicada. A rede oferta inúmeras possibilidades de conhecimentos sobre obras, autores e escolas literárias, o que acaba por diminuir a procura pelas obras literárias em si. Se podem ter acesso a vários resumos com informações diversas, os estudantes dificilmente se interessarão pela leitura das obras completas.  É necessário que o professor de literatura apresente aos estudantes os motivos pelos quais se deve estudar literatura, para que o ensino torne-se mais significativo, conscientizando- os também da importância de ler as obras completas.
  • 14.  O professor pode aproveitar os benefícios da era tecnológica a favor de suas aulas de literatura. A aquisição de livros ainda é uma dificuldade para alguns estudantes. O professor pode, por exemplo, utilizar a sala de computação da escola, caso haja, para estimular os alunos a um uso mais responsável e benéfico da rede, podendo inclusive baixar as obras literárias que conseguir encontrar em pdf, possibilitando o acesso dos estudantes a essas obras.
  • 15.  A função da escola não é somente alfabetizar, mas antes criar as condições necessárias para o letramento. Para se tornar um indivíduo verdadeiramente letrado, é preciso reconhecer na prática a importância da leitura e da escrita para utilizá-las nas diversas situações, inserindo-se no universo do letramento.  A acessibilidade às novas tecnologias ainda reflete muitas desigualdades sociais. Há muitos sujeitos que ainda estão às margens desse novo letramento e que precisam ser inseridos, visto sua importância na modernidade. Mas o simples acesso a novas tecnologias não garante a inserção do sujeito na cultura digital letrada, é necessário preparação para o uso.
  • 16.  As facilidades da era tecnológica acarretam consequências perversas. Os usuários precisam então de uma orientação para que o uso que fizerem dessas tecnologias seja útil para sua formação.  É necessário ultrapassar a concepção tradicional de que estudar literatura é memorizar os nomes dos autores e o ano de publicação das obras. Os alunos serão letrados em relação ao estudo de literatura na medida em que forem capazes de se beneficiar de todos os benefícios que a obra literária pode trazer.
  • 17. BRASIL. Secretaria de educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: língua portuguesa. Brasília, 1998. MARCUSCHI, Luiz Antônio. Da fala para a escrita: atividades de retextualização. São Paulo: Cortez, 2001. SOARES, Magda. Novas práticas de leitura e escrita: letramento na cibercultura. Educ. Soc., Campinas, vol. 23, n. 81, p. 143-160, dez. 2002.
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