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Entorse de tornozelo por inversão grau I e II e o uso da bandagem elástica funcional na reabilitação fisioterapêutica

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2 Entorse de tornozelo por inversão grau I e II e o uso da bandagem elástica funcional na reabilitação fisioterapêutica Eliane Magalhães dos Santos Coutinho 1 Dayana Priscila Maia Mejia 2 Evaldo Nascimento da Silva 3 Karem Katiúscia Melo de Vasconcelos 4 Pós-graduação em Fisioterapia em Ortopedia e Traumatologia com ênfase em terapia manual Faculdade FASERRA Resumo A entorse é um movimento violento, com estiramento ou ruptura de ligamento de uma articulação. A entorse é uma das lesões musculoesqueléticas mais frequentes encontradas na população ativa, que geralmente envolve lesão dos ligamentos laterais. A classificação da entorse de tornozelo é baseada no exame clinico da área afetada e divide a lesão em três tipos: grau I- estiramento ligamentar; grau II- lesão ligamentar parcial e grau III lesão ligamentar total. A distensão ou entorse de grau II se caracteriza pelo alongamento ou rompimento parcial do ligamento, que ainda retem algum grau de integridade. Bandagem funcional é uma técnica em que se tem por objetivo modificar a mecânica dos segmentos alterados não rígidos, proporcionando repouso as estruturas lesionadas, otimizando a funcionalidade dos segmentos, recuperando assim a função debilitada sem anular outras mecânicas naturais vinculadas aos segmentos tratados com bandagem. O objetivo da pesquisa foi evidenciar a utilização da bandagem elástica funcional como recurso no tratamento fisioterapêutico da entorse de tornozelo grau I e II. Durante a revisão do material bibliográfico foram identificados diversos benefícios obtidos através da utilização da bandagem funcional, dentre eles, a melhora da propriocepção; ganho de força; aumento da amplitude de movimento; aumento da resistência a fadiga; redução da perimetria; redução de aderências; estimulação da regeneração vascular; manutenção do equilíbrio entre os componentes do tecido conjuntivo e disposição de colágeno. Os estudos realizados sobre a bandagem mostram resultados positivos que podem beneficiar o paciente durante o tratamento da entorse de tornozelo, no entanto recomenda-se que novos estudos sejam realizados com o objetivo de mostrar os benefícios alcançados pela técnica e métodos de aplicações nas intervenções fisioterapeuticas, contribuindo para o aumento da aplicabilidade da técnica e elaboração de protocolos apropriados para cada estagio de tratamento. Palavras Chave: Bandagem elástica Funcional; Tornozelo; Entorse de tornozelo. 1 Pós-Graduanda em Fisioterapia em Ortopedia e Traumatologia com ênfase em Terapia manual. ² Orientadora - Fisioterapeuta, especialista em Metodologia do Ensino Superior e Mestre em Bioética e Direito em Saúde. 3 Co-orientador Fisioterapeuta, especialista em Terapia Intensiva e pós-graduando em Fisioterapia em Ortopedia e Traumatologia com ênfase em Terapia manual. 4 Co-orientadora Fisioterapeuta, pós-graduanda em Fisioterapia Neurofuncional 3 Introdução Bandagem funcional A técnica de Bandagem Elástica Funcional, foi criada a mais ou menos 40 anos pelo quiroprata Dr. Kenzo Kase, no Japão. Sua teoria foi embasada em que ao se aderir algum tipo de material, como uma fita, seria possível trazer algum tipo de benefício aos vários tecidos como músculos, fáscias, tendões e ligamentos, para a recuperação destes e melhora de sua função¹. A utilização da bandagem elástica funcional como tratamento fisioterapêutico se intensificou mais precisamente nos últimos 20 anos, quando Jenny McConnel começou a aplicar as técnicas de bandagem, e a partir de então, vários estudos foram surgindo e a quantidade de evidências comprovando os benefícios da técnica foram aumentando, assim como outras técnicas de bandagem foram desenvolvidas, abrangendo também o campo da fisioterapia desportiva, como é o caso da Kinesio taping². Na prática fisioterapêutica essa técnica vem sendo usada cada vez mais em todas as suas áreas como ortopedia, neurologia, pediatria e também na saúde da mulher¹. A Bandagem elástica funcional apresenta diferentes tipos de técnicas de aplicação, entre elas estão: técnica de ativação muscular através da regulação do tônus e a técnica de correção articular que irá realizar um alinhamento articular permitindo assim um eixo de movimento mais funcional. Portanto sua utilização tem o intuito de aumentar o recrutamento muscular e aumentar a estabilidade articular, o que teoricamente dificultaria o mecanismo de lesão³. Conforme mencionado por Giorgetti et al. 4 a bandagem elástica funcional foi desenvolvida a partir de um material especial permeável ao ar, resistente a água e pode ser utilizada por vários dias. Por ser elástica, após a aplicação promove uma tração constante na pele. Algumas recomendações são descritas por Giorgetti et al. 4 a aplicação deve ser realizada com a pele limpa e seca, em técnicas corretivas deve ser aplicada com toda a elasticidade, em algumas técnicas de aplicação ela pode ser cortada em várias partes. Duarte e Fornasari 5 definem bandagem funcional como uma técnica em que se tem por objetivo modificar a mecânica dos segmentos alterados não rígidos, proporcionando repouso às estruturas lesionadas, otimizando a funcionalidade dos segmentos, recuperando assim, a função debilitada sem anular outras mecânicas naturais vinculadas aos segmentos tratados com as bandagens, conforme ilustra a figura 1. Fonte: Figura 1. Uso da bandagem elástica na região do tornozelo. 4 Outra definição é feita por Brum et al. 6 que explicam que a bandagem funcional constitui na aplicação de uma fita que adere à pele, empregada a uma articulação, e o principal objetivo da bandagem é dar proteção mecânica para os tecidos, sem impedir a funcionalidade da articulação. Santos et al. 7 afirmam que constitui uma técnica onde uma bandagem elástica é aplicada sobre a pele, resultando em um mecanismo de pressão/força. Morini 8 explica que quando se aplica a bandagem na pele, com certo estiramento (exceto no primeiro dia), principalmente os mecanorreceptores são responsáveis para levar a informação tátil, por via aferente, até o córtex sensorial primário. De acordo como descrito por Oliveira et al. 9 acredita-se que esta técnica promova melhora da circulação e redução do edema local, bem como, estimulação sensorial oferecendo estabilidade e propriocepção durante a execução de movimentos. Além de proporcionar alívio da dor, através da estimulação das vias sensoriais do sistema nervoso central aumentando o feedback aferente e reduzindo a pressão direta nos nociceptores subcutâneos. Meurer et al. 10 acrescentam que dentre as técnicas preventivas está a utilização da bandagem elástica funcional, a mesma é utilizada para prevenir e possui papel importante no tratamento da entorse de tornozelo. Giorgetti et al. 4 relatam que os mecanismos propostos para o uso da bandagem elástica funcional incluem corrigir a função muscular fortalecendo os músculos debilitados, melhorar a circulação sanguínea e linfática, diminuir a dor por supressão neurológica e reposicionamento de articulações subluxadas aliviando a tensão dos músculos anormais, ajudando a devolver a função muscular e da fáscia. Outro mecanismo pouco conhecido da bandagem elástica funcional é que a sua aplicação causa um aumento da propriocepção por aumentar a excitação dos mecanorreceptores cutâneos. O objetivo da pesquisa foi evidenciar a utilização da bandagem elástica funcional como recurso no tratamento fisioterapêutico da entorse de tornozelo grau I e II. Tornozelo A entorse segundo Rodrigues e Diefenthaeler 11 é um movimento violento, com estiramento ou ruptura de ligamentos de uma articulação. A entorse de tornozelo é uma das lesões musculoesqueléticas mais frequentemente encontradas na população ativa, que geralmente envolve lesão dos ligamentos laterais. Segundo Gold 12 a adequada habilidade do pé é essencial para a atividade normal da marcha. Durante a fase de apoio da marcha, o pé deve agir como um adaptador frouxo, um braço rígido, um sistema absorvedor de choque e como mecanismo de absorção da rotação do membro inferior. Uma lesão por trauma ou por excesso de uso pode impedir, ou retardar, quaisquer destas funções de ocorrer em uma sincronia normal e, assim, levar ao aparecimento de sintomas no pé ou no membro inferior. Para Joseph e Katheleen 13 o pé e o tornozelo são estruturas anatômicas muito complexas que consistem de 26 ossos irregularmente moldados, 30 articulações sinoviais, mais de 100 ligamentos e 30 músculos agindo no segmento. Todas essas articulações precisam interagir harmoniosamente e combinadas entre si para obter um movimento cadenciado. A maior parte do movimento do pé ocorre em três articulações sinoviais: a talocrural, a subtalar e a mediotársica. Andrews 14 comenta que a perna, o tornozelo e o pé são constituídos por 26 ossos, que tem como finalidade impulsionar o corpo. O pé possui três componentes: retropé, mediopé e antepé. O retropé e o mediopé são constituídos pelos ossos do tarso. O retropé contém a articulação subtalar, com o talo apoiado sobre a parte superior do calcâneo. O médio pé se constitui pelo navicular e cubóide, quando articulados com o talo e o calcâneo para formar a articulação tarsica transversa. Os três ossos cuneiformes estão localizados dentro do médio- 5 pé. Cinco ossos társios e 14 falangianos perfazem a estrutura do ante-pé. O formato da articulação, a orientação do seu eixo, os ligamentos de apoio e os sutis movimentos acessórios ao nível da superfície articular são determinantes no comportamento biomecânico normal. A articulação do tornozelo ou talocrural apresenta-se entre a tíbia e a fíbula de um lado e a tróclea do tálus de outro, constituindo-se num exemplo de articulação gínglimo sinovial. O maléolo medial é o local de inserção do ligamento deltóide com sua forma de leque, composto pelas camadas superficial e profunda. Esse ligamento tem como principal função impedir o valgismo do tornozelo 15. Os principais ligamentos de reforço da articulação do tornozelo dispõem-se lateralmente, formando um conjunto lateral e outro medial 16, conforme figura 2 e 3. Fonte: Biomecânica Básica, Figura 2. Vista medial dos ligamentos do tornozelo Fonte: Biomecânica Básica, Figura 3. Vista lateral dos ligamentos do tornozelo 6 Os músculos responsáveis pelos movimentos do tornozelo possuem sua origem na região inferior entre o joelho e articulação do tornozelo. A mobilidade da articulação do tornozelo depende da eficiência da contração do músculo tríceps sural 17. Entorse por inversão O termo entorse de tornozelo é definido como uma lesão ligamentar traumática sofrida por esta articulação 18. Para Baroni et al. 19 entorse de tornozelo é uma lesão musculoesquelética aguda de alta incidência na população mundial. Estimativas mostram que a entorse de tornozelo ocorre em uma pessoa a cada por dia. Sendo a lesão mais comum no meio esportivo, representando 10 a 15 por cento das lesões envolvidas no mesmo e responsável por 7 a 10 por cento dos atendimentos de emergência. Cerca de 10 a 30 por cento dos indivíduos que sofrem entorse de tornozelo, desenvolvem instabilidade crônica 20. Dados publicados apontam que a articulação do tornozelo é o segundo local do corpo mais comumente ferido nos esportes, sendo que a entorse é a lesão mais frequentemente encontrada. De todas as lesões de tornozelo no esporte, 84% são entorses em inversão e flexão plantar 21. A entorse de tornozelo pode comprometer a mobilidade articular, função motora, desempenho muscular e amplitude do movimento associado a inflamação localizada 22. Segundo Rodrigues e Diefenthaeler 11 o maléolo lateral se estende mais distalmente que o maléolo medial, formando uma barreira anatômica para o deslizamento lateral do talus; dificultando o movimento de eversão. De acordo com Beynnon et al. 23 a cápsula articular e os ligamentos são mais fortes na face medial do tornozelo, devido a isso, as entorses por inversão envolvendo o estiramento ou a ruptura dos ligamentos laterais ocorrem com maior incidência que as entorses por eversão que envolvem os ligamentos mediais. Na entorse por inversão, o ligamento talo-fibular anterior é o primeiro a entrar em jogo. Neste caso, ele estará simplesmente estirado. Então é possível observar uma gaveta anterior, clinicamente ou, sobretudo, radiologicamente, já que o tálus se desloca para diante e os dois arcos de círculo da polia do tálus e do teto da mortalha tibial deixam de ser congruentes 24, conforme a figura 4. Fonte: KAPANDJI, Fisiologia Articular. 2001,169p. Figura 4. Lesão primária no ligamento Talo-fibular. 7 Este fenômeno ocorre quando o complexo do pé se encontra em flexão plantar, invertido e aduzido 25, conforme figura 5. Fonte: Figura 5. Mecanismo de lesão. Bonfim et al. 26 explicam que como resultado de uma entorse em inversão ocorre uma série de alterações na posição e estado normal da estrutura óssea e ligamentar do tornozelo e pé: 1 - o calcâneo se abaixa; se anterioriza e traz sua face inferior para dentro; báscula para fora realizando uma rotação externa - calcâneo varo; 2 - o cubóide segue o movimento do calcâneo e o transmite ao navicular que se move para o interior em rotação interna e o cubóide, em rotação externa; 3 - a fíbula desliza para baixo e em anterior sob a tensão do ligamento calcaneofibular e roda externamente, abrindo a pinça bimaleolar; 4 - o tálus favorecido pelas posições acima desliza para frente e para medial, o que aumenta a diástase tibiofibular e estira ao máximo o calcaneofibular tálus ântero-medial; 5 - o tálus e a fíbula em anterioridade levam a tíbia em anterioridade e favorecem a uma compressão articular da tibiotársica e subtalar. Entorse por inversão grau I e II A classificação da entorse de tornozelo é baseada no exame clínico da área afetada e divide a lesão em três tipos: grau I- estiramento ligamentar; grau II-lesão ligamentar parcial e grau IIIlesão ligamentar total 27, como ilustrado nas figuras 5. A distensão ou entorse de grau II se caracteriza pelo alongamento ou rompimento parcial do ligamento, que ainda retém algum grau de integridade 28. Nas entorses leves produz-se um alongamento ou uma ruptura fibrilar com dor, edema e, em certas ocasiões, equimose e impotência funcional; não obstante e a articulação é estável 14. O quadro clínico encontrado é de dor, com edema localizado na face ântero-lateral do tornozelo, equimose mais evidente após 48 horas e dificuldade para deambular. Quanto mais grave a lesão, mais evidentes ficam os sinais. A associação destes sintomas com o teste da gaveta anterior positivo permite caracterizar uma lesão grau 3 em 96% dos casos 27. 8 Fonte: Figura 6. Classificação das Entorses por Inversão. Metodologia A pesquisa foi caracterizada como Revisão Bibliográfica, o estudo visou verificar a utilização da bandagem elástica funcional como técnica de reabilitação fisioterapêutica e detectar os efeitos da bandagem elástica funcional no tratamento da entorse de tornozelo por inversão grau I e II. O período estabelecido para a busca dos estudos foi de Janeiro de 2016 a junho de Os unitermos utilizados para busca de material bibliográfico foram: Bandagem, Bandagem elástica Funcional, Tornozelo, Entorse de tornozelo. Foi excluído o material bibliográfico que não continham conteúdos relevantes para pesquisa como os que relatavam tratamentos medicamentosos ou cirúrgicos. Foi incluído na pesquisa as referências que relatavam a utilização da bandagem elástica funcional e seus benefícios no tratamento da entorse por inversão de tornozelo grau I e II. Foram encontrados 49 obras, destes foram selecionados 36 para elaboração do estudo, foram revisados artigos encontrados em bases de dados de sites científicos como, Scielo, Bireme, sites de universidades, revistas especializadas e livros datados entre os anos de 1993 a Resultados e Discussão A entorse de grau I é definida pelos autores Moreira e Antunes 16, Castro e Janeira 29, como uma lesão mais leve, com acentuação da dor após intervalo de repouso. A entorse grau II se define por ruptura parcial do ligamento. Segundo Moreira et al. 30 tradicionalmente, a avaliação é baseada em medidas da estrutura e/ou função acometida, por exemplo, na amplitude do movimento articular ou na força muscular. Para a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia 31, o objetivo do tratamento da lesão ligamentar do tornozelo é o retorno às atividades diárias (esporte/trabalho), com remissão da dor, edema e inexistência de instabilidade articular. Beirão e Marques 15 relatam que o tratamento para entorse de tornozelo grau I apresenta três etapas: a) Primeira fase - Duração de uma a duas semanas, com o objetivo de diminuir a hemorragia, a dor, controlar o edema e evitar o aumento da lesão; b) Segunda fase visa à recuperação funcional da musculatura. Essa fase encerra-se quando a mobilidade for restabelecida e o indivíduo já não sentir dor; c) Na última fase ocorrerá o preparo para o retorno às atividades anteriores, sendo composta por exercícios de força, agilidade, amplitude e propriocepção. Instabilidade crônica do tornozelo é o termo global usado para classificar os sintomas persistentes da entorse inicial, sendo que queixas residuais como episódios de falseio e sentimentos de instabilidade articular do tornozelo devem estar presentes por no mínimo um ano após a entorse inicial 21. A permanência de dor e instabilidade podem permanecer após seis meses do tratamento da lesão ligamentar aguda. As possíveis lesões associadas geralmente são por ordem decrescente de frequência: instabilidade crônica, lesão osteocondral, impacto com processo inflamatório tíbio-fibular distal e impacto anterior com exostose 31. Dentre as diversas ferramentas utilizadas pela fisioterapia, Silva et al. 32 citam a bandagem funcional como um bom recurso fisioterapêutico, é uma técnica que pode ser aplicada para apoio e proteção aos tecidos moles, sem limitar suas funções e aumentando à estabilidade articular, constituem uma ferramenta terapêutica muito utilizada pelos fisioterapeutas de todo o mundo, devido aos seus benefícios no auxílio de técnicas de reabilitação em lesões articulares, ligamentares, musculares e posturais. Durante a revisão do material bibliográfico foram identificados diversos benefícios obtidos através da utilização da bandagem elástica funcional, dentre eles a melhora da propriocepção; ganho de força; aumento da amplitude de movimento; aumento da resistência à fadiga; redução na perimetria; redução de aderências; estimulação da regeneração vascular; manutenção do equilíbrio entre os componentes do tecido conjuntivo e disposição de colágeno. Na pesquisa realizada por Oliveira et al. 9 apontou que a técnica possa promover melhora da circulação e redução do edema local, bem como, estimulação sensorial oferecendo estabilidade e propriocepção durante a execução dos movimentos. Além de proporcionar alívio da dor, através da estimulação das vias sensoriais do sistema nervoso central aumentando o feedback aferente e reduzindo a pressão direta nos nociceptores subcutâneos. Santos et al. 7, corroboram com Oliveira et al. 9 e complementam que os mecanismos propostos para o uso da bandagem elástica funcional incluem corrigir a função muscular fortalecendo os músculos debilitados, melhorar a circulação sanguínea e linfática, diminuir a dor por supressão neurológica e reposicionamento de articulações subluxadas aliviando a tensão dos músculos anormais, ajudando a devolver a função muscular e da fáscia. Outro mecanismo pouco conhecido da bandagem elástica funcional é que a sua aplicação causa um aumento da propriocepção por aumentar a excitação dos mecanorreceptores cutâneos. Silveira et al. 33 comentam que a mobilização dos tecidos é de fundamental importância no movimento, tanto para os processos de reparo normal como para a manutenção de saúde do tecido. O movimento fornece direção à deposição de colágeno, mantém o equilíbrio entre os componentes do tecido conjuntivo, estimula a regeneração vascular normal e reduz a formação excessiva de ligações cruzadas e aderências. Artioli

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Aug 3, 2018
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