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Escola Ideal

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  • 1. Uma revolução silenciosa está em curso nas salas de aula do Brasil. Não se trata de uma retomada do movimento estudantil, para celebrar a chegada da geração 68 ao poder. Se a luta do “companheiro” José Dirceu era contra a ditadura militar, a nova batalha é pela transformação da escola. Uma revolução ainda mais complexa, pois traz implicações culturais profundas e duradouras. Espelho e reflexo do mundo, a escola sabe que precisa se adaptar à nova realidade da sociedade da informação, na qual o conteúdo está ao alcance de um clique de mouse e a dificuldade de concentração dos jovens é crescente. Um mundo de incertezas, com profissões cada vez mais voláteis, no qual o fantasma do desemprego é responsável por noites insones e crises de depressão. Hoje, o simples acúmulo de conhecimentos não é garantia de sucesso profissional. É preciso saber lidar com a informação, para construir uma visão crítica da realidade e desenvolver habilidade para a reciclagem permanente. Educar para o mercado ou educar para a vida? Afinal, qual o papel da escola no século 21? Em sintonia com os novos tempos, o governo Fernando Henrique Cardoso editou a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação, em dezembro de 1996. O documento, talvez a mais importante realização da gestão do então ministro Paulo Renato Souza (leia artigo na página 14), confere maior autonomia às escolas. Sob o conceito que a educação escolar deve se vincular “ao mundo do trabalho e à prática social”, a LDB traz modificações profundas. A principal delas é a própria definição de conteúdo. “Antes, o conteúdo era o programa. Com a nova LDB, os conteúdos têm face tripla: competências, habilidades e atitudes”, afirma Sônia Bittencourt, 53 anos, diretora pedagógica do Colégio Porto Seguro, uma das escolas mais tradicionais de São Paulo, que completa 125 anos no próximo dia 20 de setembro. “É competente quem sabe aprender. A escola deve ensinar o aluno a buscar a informação. A habilidade está relacionada ao fazer, que significa utilizar os conceitos e as competências adquiridas. “E a atitude é aprender a ser, a conviver”, diz Sônia. Saber, fazer e ser: eis a tríade que deve nortear a formação do aluno na escola contemporânea. Se o discurso está afiado, sua prática é complexa. “A escola está saindo de um conceito de educação a caminho de outro modelo. Mas nem adianta querer voltar atrás, pois esse movimento não tem retorno”, afirma Mirza Laranja, 39 anos, diretora pedagógica do Colégio Augusto Laranja. O novo gera perda de controle e, como todo processo de mudança, causa insegurança. “Na verdade, a luta é muito mais pela transformação de valores dos pais que dos alunos”, diz Alejandro Gabriel Miguelez, 28 anos, professor de português do Colégio Santo Cruz. De fato, a aula expositiva com giz e quadro-negro, na qual o professor é o todo-poderoso que detém o conhecimento, está com seus dias contados. E é natural que os pais tenham dificuldade em compreender a nova realidade do ensino, afinal a escola deles era muito diferente, não só na dinâmica de aula – marcada pela passividade em relação aos conteúdos –, como na própria relação de poder e afeto com o “mestre”. A democratização do acesso à informação promoveu o redimensionamento do poder na relação aluno-professor. Se antes o conteúdo era despejado de cima para baixo, num exemplo de hierarquia tipicamente vertical, o novo paradigma exige a troca de experiências, baseada numa relação mais horizontal. O “professor-sabe-tudo” faz parte do passado. Tomemos um exemplo prático. Digamos que o assunto da aula de história
  • 2. seja a Guerra de Canudos. Ao digitar essas palavras no Google, ferramenta de busca mais popular da internet, descobre-se que há quase 7 mil páginas sobre o tema!!! Como lidar com essa nova realidade? Como preparar os alunos para ter capacidade de discernimento, para avaliar criticamente esse inesgotável universo de informações, muitas vezes conflitantes? “O momento de passar a informação é de menor valia na sala de aula; o fundamental é ir além disso”, afirma Mirza, para quem a autoridade do professor decorre da qualidade da aula, e do seu relacionamento com os alunos. O desafio da educação é complexo e depende, sobretudo, da capacidade do professor se (re)adaptar à nova realidade. Uma piadinha que circula entre pedagogos resume o antimodelo de educador: quando um professor se vangloria de ter 30 anos de experiência, normalmente ele quer dizer que tem um ano de experiência e 29 anos de repetição! Mas não sejamos tão severos com os "mestres". Assim como não é simples convencer os pais de que o mundo mudou e a escola deve acompanhar essa transformação, o mesmo se aplica aos professores. Há resistência à mudança. “É muito difícil ser professor hoje, pois os alunos estão sedentos, muito mais estimulados e criativos. Não é todo professor antigo que encara os novos desafios”, diz Mirza. “Temos de trabalhar a consciência do professor”, afirma Sônia. Atentas às demandas de seus alunos, as escolas particulares investem grande parte de seus lucros na (re)educação de professores. Reciclagem permanente não é uma moda passageira, mas uma realidade que se aplica a todas profissões. Não poderia ser diferente com o professor. Uma frase do ministro Cristóvão Buarque, cuja gestão à frente da pasta da Educação tem como objetivo primordial a valorização do professor, é emblemática: “Diploma deveria vir com prazo de validade, como qualquer outro produto perecível”. No âmbito da escola, é preciso reeducar os educadores para que o aluno possa, como diz Paulo Freire, aprender a “ler o mundo”. E, com isso, “estabelecer um diálogo pró-ativo com a sociedade, pois o colégio não é um fim em si mesmo”, diz Paulo Henrique Camargo Rinaldi, 49 anos, diretor- geral do Colégio Rio Branco. Tudo muito bonito e edificante. Mas, afinal, qual é a cara dessa nova escola? O que ela tem de tão diferente do modelo antigo? A nova LDB permite que as escolas definam parte de seu conteúdo programático. Com isso, há a possibilidade de criação de aulas diferenciadas. Esportes, música, teatro, culinária, marcenaria, filosofia... A lista de cursos oferecidos pelas escolas particulares de São Paulo é ampla e diversificada. Mas a verdadeira revolução são as aulas temáticas, que envolvem professores de várias disciplinas para estudar um determinado assunto. Tome-se como exemplo a recente invasão anglo-americana do Iraque. Na aula de história, o professor analisa a formação dos estados árabes; na de geografia, a importância do petróleo na geopolítica mundial; na de ciências, as alternativas energéticas que existem para substituir o combustível fóssil; na de economia, o impacto dos custos militares da invasão na economia mundial. E assim por diante. Essa abordagem multidisciplinar permite ao aluno obter uma noção do todo e, com isso, refletir criticamente sobre a questão. A prática de aulas temáticas ou multidisciplinares já é uma realidade em colégios como Augusto Laranja. Em outros, como Santa Cruz, Carlitos e Escola da Vila, amplos temas são investigados em projetos, que muitas vezes duram um ano inteiro.
  • 3. No Santa Cruz, por exemplo, há quatro projetos nos dois primeiros anos do ensino médio. Um deles é “Amazônia: da terra firme ao igapó”; os alunos visitam a Amazônia, estabelecendo um intercâmbio cultural com as populações ribeirinhas; para se preparar, tem dez aulas antes da viagem, para estudar vários aspectos relacionados ao tema; na volta, em virtude do conjunto de vivências e conhecimentos adquiridos, mais dez aulas encerram o projeto, que tem o objetivo de desenvolver a ética e a cidadania nos alunos do Santa Cruz, colégio cinqüentenário que valoriza a formação humanista. O projeto “Vida urbana no século 21”, da Escola da Vila, é um ótimo exemplo de atividade temática multidisciplinar. O projeto, que se desenvolve ao longo do segundo ano do ensino médio, reúne sete professores de diferentes disciplinas, que, em duas aulas semanais, propõem a discussão de um tema. Nos primeiros dois meses, há uma etapa de imersão, na qual os alunos lêem textos, assistem a vídeos, entrevistam profissionais e saem a campo para identificar problemas. “O objetivo é sensibilizar o aluno”, afirma Divino Marroquini, 43 anos, professor de química e coordenador do projeto. Devido ao interesse despertado pela pesquisa, subtemas são levantados e os alunos, em grupos menores, começam a elaborar as questões que devem ser discutidas, sob orientação de um professor. No fim de agosto, entregam uma monografia, que é apresentada não apenas aos colegas, mas também aos pais e profissionais convidados, num grande evento noturno. No último trimestre, cada grupo desenvolve um site, coroando um ano de intenso trabalho. “O principal objetivo do projeto é colocar os alunos em contato com a realidade, fazendo com que escolham algo para estudar e gerenciem o próprio tempo de estudos. Um segundo objetivo é aproximar com o mercado de trabalho”, diz Marroquini. Ao abordar uma temática real, o aluno percebe que há vários conhecimentos necessários para dar conta de um determinado assunto. E isso gera um ganho motivacional muito grande. Como em todo processo de descoberta, nem tudo são flores. “O processo é intenso. No início há crises tremendas, com dificuldade na escolha, uma exigência às vezes muito grande com o próprio texto. Mas a realização é enorme e os pais concordam que é o trabalho mais importante desenvolvido pelo filho ao longo de sua vida escolar”, afirma o coordenador do projeto. Rodrigo Sampaio Primo, 17 anos, é aluno do terceiro ano do ensino médio. Em 2002, desenvolveu projeto ligado à área de educação. “A idéia era entrar em contato com um novo universo. Estudei o ensino dado a alunos especiais na escola pública. No começo, eu não sabia onde estava pisando. Mas foi superimportante, pois vivenciei uma situação prática, que me permitiu refletir sobre educação”, diz Primo. “Não sei se vou fazer faculdade de sociologia ou pedagogia, mas, hoje, tenho mais claro que quero trabalhar com alguma coisa ligada à educação”, afirma. “Tenho amigos que estão na faculdade e comentam que seus colegas de outras escolas chegam à universidade despreparados; geralmente vêm de escolas que são fechadas para o vestibular; o cara passa e aí?”, diz Primo. O aluno da Escola da Vila põe o dedo na ferida: de que adianta a escola formar alunos para passar no vestibular se a vida é muito mais complexa? A questão remete à velha, estreita e preconceituosa visão de que escolas “tradicionais” são disciplinadoras, fortes e preparam para o vestibular, enquanto escolas “liberais” são antros de rebeldia, fracas e não fornecem “base acadêmica” para um bom desempenho no vestibular. Daí, voltamos à questão inicial: a escola do século 21 deve educar para o mercado ou para a vida?
  • 4. “Educar para a vida significa preparar para enfrentar os desafios do novo milênio, o que inclui os desafios do mercado de trabalho; não existe mercado sem vida e vice-versa”, afirma Roberto Nasser, 53 anos, coordenador de orientação profissional do Colégio Bandeirantes. Rinaldi, do Rio Branco, parece concordar: “Mercado e vida são complementares”. Já Sônia, do Porto Seguro, é categórica: “A educação básica, até o ensino médio, tem de formar para a vida”. Miguelez, do Santa Cruz, tem opinião similar: “Educamos para a vida; será mercado na medida em que o mercado se preocupar com a vida”. Mirza, do Colégio Augusto Laranja, fornece uma pista valiosa: “Educar para a vida e para o trabalho às vezes é a mesma coisa. Muitas vezes o indivíduo que tem sucesso profissional foi líder do grêmio, participou de uma série de atividades não-acadêmicas”. Faz sentido. Num mundo de incertezas, no qual mais de 50% das profissões nem sequer existiam 30 anos atrás, a escola deve se preocupar em formar cidadãos pensantes e atuantes, que tenham capacidade de fazer escolhas e arcar com as conseqüências de seus atos. A discussão escola tradicional/ forte x escola liberal/fraca é inócua, pois parte de preconceitos arraigados, sobretudo nos pais. É óbvio que nem todas as escolas são iguais, afinal as pessoas também são diferentes. Como a escolha da escola dos filhos é uma decisão de extrema importância, é prudente deixar os preconceitos de lado e identificar, com honestidade, um colégio que vá de encontro à sua visão de mundo, que compartilhe os mesmos valores profundos que conferem sentido à vida. No mundo atual, a informação está disponível. É preciso aprender a lidar com ela. Vale lembrar que o próprio exame vestibular tende a se aprimorar, afastando-se da tradicional “decoreba” para se tornar uma prova mais compreensiva, a exemplo do que já ocorre com o Enem, o Exame Nacional do Ensino Médio. A educação escolar é um processo longo. Nas escolas particulares, o aluno passa, em média, 15 anos até completar o ensino médio. “Há coisas que não são agradáveis no meio do processo. A escola não pode ser chata, mas sim um desafio”, defende Mirza. “Aprender brincando é uma experiência muito rica. Alguns conteúdos são árduos, mas a fixação é mais natural”, afirma Isabel Moniz, coordenadora pedagógica do ensino fundamental I da Escola Carlitos. O desafio de modernizar a escola gera várias incertezas. Mas é inegável que estudar está cada vez mais divertido. Tamanho é documento? Qual o número ideal de alunos por sala de aula? Para tentar responder a essa pergunta, a revista Scientific American promoveu uma discussão entre quatro pesquisadores americanos de prestígio. Após avaliarem uma série de estudos que relacionam o número de alunos por sala com o desempenho acadêmico, todos admitem que ainda é cedo para tirar conclusões. Para Ronald Ehrenberg, professor da Universidade de Cornell, classes menores têm levado a resultados mais significativos em escolas freqüentadas por “minorias”, como negros e hispânicos. A hipótese levantada é que, como essas crianças têm, na média, lares menos estruturados – maior número de pais separados, menor nível de renda, e
  • 5. escolaridade mais baixa –, uma sala de aula menor significa maior chance de integração social e, conseqüentemente, melhor desempenho acadêmico. A conclusão mais relevante do estudo, contudo, é que a simples redução do número de alunos por sala não é condição suficiente para melhorar o nível de ensino. Tudo depende da forma como o professor se adapta à nova realidade. Se o mestre já está habituado a trabalhar com pequenos grupos, o efeito tende a ser positivo, uma vez que, devido ao menor número de alunos por turma, a dedicação a cada criança é potencialmente maior. Mas, se o professor é fiel ao método tradicional de ensino – baseado em aulas meramente expositivas –, o efeito tende a ser desprezível. Isso apenas confirma o aforismo do ministro da Educação, Cristovam Buarque, para quem, em educação, “o professor é 99% mais um”. Tudo depende dele. Em seu artigo 25, a Lei de Diretrizes e Bases diz: “será objetivo permanente das autoridades responsáveis alcançar relação adequada entre o número de alunos e o professor”. Trocando em miúdos, a LDB deixa a critério da escola estabelecer o número de alunos por sala. Nos principais colégios particulares de São Paulo, o número de alunos por classe nada mais é que um indicativo da postura pedagógica de cada instituição. No ensino médio, escolas tradicionais, como Bandeirantes e Rio Branco, chegam a ter classes com mais de 40 alunos, enquanto as liberais, como Escola da Vila e a Carlitos, têm, no máximo, 25 por turma. Mas, atenção, o número de alunos por sala é apenas um referencial, que não deve ser avaliado isoladamente. Afinal, turmas menores ou maiores não garantem a qualidade do ensino, muito menos balizam o desenvolvimento social e afetivo do seu filho. Tudo depende da interação família-escola, na qual a visão de mundo dos pais e as habilidades específicas de cada criança são os itens mais relevantes. Em tempo: nos Estados Unidos, as salas têm, em média, 24 alunos; e, na Califórnia, são apenas 20. Na prática a, teoria é outra Conheça as idéias centrais de alguns dos principais pensadores da educação A complexidade do mundo contemporâneo exige o aperfeiçoamento permanente do método pedagógico adotado em sala de aula. Os educadores tendem a concordar que os princípios pedagógicos de pensadores da educação – como Jean Piaget e Lev Vygotsky – foram elaborados há várias décadas e não se aplicam totalmente aos alunos da sociedade da informação. Por isso, na prática, a maioria das escolas brasileiras adota um método pedagógico que se apropria de teorias dos principais filósofos da educação, sem seguir à risca a cartilha de nenhum deles. O resultado é que, nesse aspecto, o discurso das escolas é muito parecido, dificultando a tarefa dos pais de avaliar corretamente o estilo de educação oferecido pelas instituições de ensino. Ainda assim, conhecer os princípios pedagógicos que norteiam o ato de educar é parte importante no processo de escolher a escola do seu filho. Conheça aqui as idéias centrais de quatro dos filósofos da educação que mais influenciam a pedagogia nacional: Jean Piaget, Lev Vygotsky, Maria Montessori e o brasileiríssimo Paulo Freire.
  • 6. PIAGET "O conhecimento é fruto da experiência" O suíço Jean Piaget (1896-1980) é conhecido como o “pai” do construtivismo na educação. Ainda que seu trabalho tenha se centrado na elaboração de uma teoria do conhecimento, com a publicação de A Linguagem e o Pensamento na Criança (1923), Piaget passou a ter seu nome definitivamente associado à prática pedagógica. Para ele, a criança se desenvolve na relação com o meio, por meio da construção e permanente reconstrução de hipóteses para explicar o mundo que a cerca. O papel do professor é compreender e respeitar o nível de desenvolvimento de cada criança, em esforço permanente para não ir além de suas capacidades, nem deixá-la agir sozinha, mas oferecendo instrumentos para que ela possa construir o conhecimento. Para Piaget, o desenvolvimento cognitivo da criança é fruto da sua interação com o mundo físico e social. A construção da autonomia moral é um conceito-chave da teoria piagetiana. SAIBA MAIS O Nascimento da Inteligência na Criança Jean Piaget, LTC, 389 págs., R$ 61 Piaget ou a Inteligência em Evolução Jacques Montangero e Danielle Maurice-Naville, Artmed, 246 págs., R$ 41 A Difusão das Idéias de Piaget no Brasil Mário Sérgio Vasconcelos, Ed. Casa do Psicólogo, 285 págs., R$ 28 VYGOTSKY "O aprendizado é fruto da interação social" As idéias do bielo-russo Lev Vygotsky (1896-1934) foram censuradas e só começaram a ser difundidas no Ocidente a partir dos anos 60. No Brasil, Vygotsky chegou ainda mais tarde, no início da década de 80, mas exerce crescente influência entre educadores no país. Sua “rebeldia” foi desprezar tanto o “inatismo” (a pessoa já nasce com inteligência predeterminada), quanto o “empirismo” (a pessoa é fruto apenas das experiências às quais é submetida), ao defender uma terceira via, “sociointeracionista”, na qual o aprendizado é indissociável do desenvolvimento do ser humano. Para ele, o indivíduo não nasce “pronto”, tampouco é simples cópia do ambiente externo. A trajetória da evolução intelectual é resultado de uma interação permanente de processos internos com as influências do mundo social. Quanto maior o aprendizado, maior o desenvolvimento. Mas isso não quer dizer que o saber “enciclopédico” deve ser valorizado. Afinal, para Vygotsky, o real aprendizado se dá quando as informações fazem sentido para o indivíduo, que está necessariamente inserido num dado contexto social. SAIBA MAIS A Formação Social da Mente Lev Vygotsky, Martins Fontes, 191 págs., R$ 24,50
  • 7. Vygotsky em Foco: Pressupostos e Desdobramentos Harry Daniels, Papirus, 296 págs., R$ 35 Vygotsky: uma Perspectiva Histórico-Cultural da Educação Teresa Rego, Vozes, 138 págs., R$ 13,20 MONTESSORI "É preciso seguir a criança" A vida da italiana Maria Montessori (1870-1952) foi extraordinária. Entre outras proezas, tornou-
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