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Estudo do YouTube - Intercom regional 2008 primeira versão

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1. 1 X Congresso de Ciências da Comunicação - Região Nordeste INTERCOM REGIONAL - São Luís - Maranhão 2008 YouTube: artes, invenções & paródias da vida…
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  • 1. 1 X Congresso de Ciências da Comunicação - Região Nordeste INTERCOM REGIONAL - São Luís - Maranhão 2008 YouTube: artes, invenções & paródias da vida cotidiana Um estudo de hipermídia, cultura audiovisual e tecnológica Cláudio Cardoso de Paiva UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
  • 2. 2 O que é o YouTube YouTube é mais que um efeito da moda, é uma experiência radical de interacionalidade, que leva à autonomia e independência audiovisual Uma comunicação dialógica e interativa, que absorve compacta e transforma todas as mídias precedentes. É um atrator estranho que acolhe os amantes e iniciados nas artes audiovisuais e tecnológicas.
  • 3. 3 Transversalidades da cultura audiovisual • Passagem da cultura de massa à cultura fractal pós-massiva • Mais do que meros efeitos eletrônicos, numéricos, digitais , os sites são feixes de luz sobre as dimensões ocultas e esquecidas da realidade
  • 4. 4 A hipermídia vista sob prismas diferentes • A “cultura da virtualidade real” cria várias redes de afeto e sociabilidade (Manuel Castells). • Uma “árvore do conhecimento” que irradia uma vigorosa “inteligência coletiva” (Pierre Lévy)
  • 5. 5 Evidências comerciais e socioculturais da hipermídia O YouTube É produto de uma megacorporação, nasce da pesquisa, invenção e criatividade; é programado para gerar o lucro no mundo do entretenimento, mas escapa às limitações mercadológicas, pela sua potência comunicante, sensorial e cognitiva
  • 6. 6 Bases lúdicas, sensoriais e publicitárias do YouTube • O YouTube surge de uma razão lúdico-investigativa, que, pelas vias óticas, sonoras, sensoriais, não cessa de gerar conhecimento. • O seu público-alvo é a “geração ponto.com” • E sua grande virtude é reunir o arcaico e o ultramoderno.
  • 7. 7 Cartografias da tribalização digital • O gesto de clicar sobre as palavras eletrônicas coloca em sintonia uma vasta comunidade. • Internautas-cidadãos, dispersos no mapa- mundi do ciberespaço • As tribos urbanas de McLuhan e Maffesoli
  • 8. 8 Transmutações na cultura do espetáculo • No ciberespaço não há mais distinção entre palco e platéia • Os personagens cedem lugar aos avatares • A representação dá lugar à simulação • Os seres e coisas do mundo cyber pulsam para além da cultura do espetáculo
  • 9. 9 A arte do YouTube e o turbilhão da audiovisualidade • O ciberespaço é sinal de uma experiência inédita na história da civilização, em que se fundem a percepção humana e a memória tecnológica. • A grande questão que o youtube nos coloca é como adotar estratégias para entrar e sair do turbilhão da sua extrema audiovisualidade?
  • 10. 10 Nasce um novo espírito científico • A compressão de vários suportes midiáticos e audiovisuais • a convergência de distintas formações culturais • as interconexões da fala, escrita, impressão, audiovisualidade... ... tudo isso exige a paciência de uma nova epistemologia, um outro discurso, um “novo espírito científico”
  • 11. 11 As bases da episteme.com • Na hipermodernidade, agita-se um “bios midiático”, uma estranha forma de vida gerada pelos processos tecno- comunicacionais, que solicita novas leituras, distintas do cogito cartesiano. Logo, chegam, em boa hora, as obras dos pensadores do ciberespaço.
  • 12. 12 As estratégias de construção do site YouTube • As categorias de vídeos do YouTube resultam das pesquisas de opinião e mercadologia. • E a palavra mercado além do sentido econômico, funcional, tem um sentido orgânico, social e simbólico. • O mercado é o lugar dos fluxos, das trocas simbólicas, dos contratos e intercâmbios socioculturais,. • Tem, portanto, um lado que extrapola a obsessão da lucratividade.
  • 13. 13 A ordenação das palavras e a vontade enciclopédica do YouTube “Este texto cita uma certa enciclopédia chinesa onde está escrito que...” os links se dividem em... ...“animais”, “ciência e tecnologia”, “educação”, “entretenimento”, “esportes”, “filmes e desenhos”, “humor”, “instruções e estilo”, “música”, “notícias e política”, “pessoas e blogs”, “veículos”, “viagens e eventos”
  • 14. 14 A nova (des)ordem organizacional do ciberespaço • Uma organização aparentemente desconexa, que reflete a natureza tecnosocial contemporânea • Uma dispersividade com seu próprio princípio reordenador • Um estágio da arte que se revela por meio de uma intuição enciclopédica • Efêmero, provisório, mutante mas responde às demandas de saberes e fazeres cotidianos
  • 15. 15 Mediações e sistemas de resposta no uso do YouTube • O YouTube atende às expectativas dos internautas e cidadãos da “terra-pátria” digitalizada • É um eficiente “sistema de resposta” (Braga, 2006), e atua como um poderoso feedback • Os seus links sugerem idéias aos internautas que, de retorno, realimentam a própria cultura das redes
  • 16. 16 Entradas, atalhos e conexões coletivas • A configuração visual, gráfica e semiológica do Youtube é povoada de entradas, atalhos e conexões • Uma rede aberta às intervenções coletivas • Uma modalidade inédita de autogestão dos processos midiáticos
  • 17. 17 Redes de sociabilidade nas comunidades virtuais “Comediantes”, “Diretores”, “Gurus”, “Músicos”, “Parceiros”, “Patrocinadores”, “Sem fins lucrativos” • Fluxos e redes de sociabilidade • várias tribos e comunidades de interesse • novos modos de cognição, afeto e sensorialidade
  • 18. 18 Imagens especulares do real A aparente desordem hipermidiática é como um espelho, similar à organização tecnosocial cotidiana, que transforma a desordem em novos reordenamentos estéticos, políticos e socioculturais
  • 19. 19 Sites e blogs: infovias da pesquisa, informação e conhecimento • O retorno da escrita • Acesso livre e partilha global das notícias • O blog do YouTube atua como uma ferramenta de comunicação interativa, • A matriz hipertextual do webjornalismo • Canal informativo, aberto à participação e intervenção dos internautas
  • 20. 20 A mídia digital e a complexidade cognitiva • O YouTube mexe com as dimensões sensoriais, estéticas e cognitivas • Pode atualizar o sistema educativo tradicional e as práticas institucionalizadas da escolarização • Pode-se aprender usando o YouTube: em casa, em sala de aula, na lan house, no cybercafe, na conexão com os grupos e diferentes comunidades • A ambiência virtual também educa pois envolve processos mentais, sensíveis e intelectuais • O YouTube ativa a cognição por meio da sensorialidade
  • 21. 21 Uma mutação radical nos espaços e tempos sociais • As redes formam um eficiente campo de produção de conteúdos, mas a sua maior virtude é o seu aspecto interativo, que promove as sociabilidades • Os sites de vídeo antecipam as condições técnicas e semiológicas para um acontecimento tecnológico e social sem precedentes
  • 22. 22 O riso da praça pública digital O YouTube promove uma simulação do real, revelando a alteridade, a parte imprevista e perturbadora da cultura,através do riso bem humorado, crítico, libertário, mas também do riso grotesco, perverso e desestabilizador
  • 23. 23 O youtube, o spoof, a paródia Videotrash: YouTube, a Cultura do “spoof” na Internet O YouTube exibe modalidades de uma poética tecnológica, paródias e críticas de outros produtos midiáticos, como a TV, o cinema e a publicidade (Erick Felinto)
  • 24. 24 O império do grotesco • O kitsch, “a parte maldita”, a estranheza da cultura midiática, a “comunicação do grotesco” (Muniz Sodré) • A interface da comunicação & cultura como “o império do grotesco” (Raquel Paiva e Muniz Sodré) • Estética do “mau gosto” na literatura, nas artes plásticas, no cinema, na televisão e no ciberespaço
  • 25. 25 O YouTube e a censura O vídeo de Daniela Cicarelli: invasão da intimidade, polêmica, sensacionalismo, As mídias e a cultura do espetáculo Ética e controle da informação no campo das novas mídias • Censura sobre a comunicação digital
  • 26. 26 Os poderes do horror • O enforcamento de Saddam Hussein • “terror midiático”, grotesco, escatológico • A atração do mal: um novo estilo de espetacularização, banalização da morte flagrante do voyeurismo contemporâneo • Abjeções na cultura da audiovisualidade total
  • 27. 27 O Youtube põe a nu a elite do ovo podre • Socialities atiram ovos podres nos pedestres • O Brasil e o grotesco dos abismos sociais • Desvios na formação sociocultural e política • Falta de ética e irresponsabilidade na conduta das elites • Tiranias da vida privada e transtornos da via pública
  • 28. 28 O humor corrosivo na telinha do YouTube • Grupo de teatro paulista Terça Insana • A sátira dos costumes urbanos • O riso como saída dos “medos líquidos” (Bauman) • Desmontagem das verdades narcísicas da sociedade midiatizada • Digitalização das artes minimalistas do besteirol
  • 29. 29 As charges animadas do desenhista Maurício Ricardo • Sátira política, dos costumes urbanos, das celebridades, • Focalização das zonas de tensão da cultura • o riso sarcástico do YouTube contamina as velhas mídias, que atualizam os seus conteúdos humorísticos nacionais
  • 30. 30 Tapa na Pantera com Maria Alice Vergueiro • Uma peça de teatro do absurdo na internet • O êxtase e a sátira dos alucinógenos • Revelação original dos jovens videastas • Representação humorada dos desvios clínicos, políticos, jurídicos e socioculturais • Resgate de um ícone da dramaturgia nacional • A migração da cyberarte para outros nichos midiáticos (jornais, revistas, televisão)
  • 31. 31 A história e a diluição do tempo no cotidiano as artes digitais • Outro modo de se escrever a história, o passado e o presente das imagens • Intersecção de imaginários e temporalidades distintos • A era do rádio, o tempo da TV e o século do cinema • Conexões imprevistas na hipermídia • YouTube: assimila o vigor e a efervescência no cenário cultural midiatizado. • Minisséries
  • 32. 32 Oralidade & cultura tecnológica • Conexões da oralidade e tecnicidade • Desafios atuais das culturas latino- americanas • O fenômeno das interculturalidades • Exercícios do Ver (Barbéro & Réy)
  • 33. 33 Interculturalidades digitais e latinas • A Guerra das Imagens. De Cabral a Blade Runner • (Serge Gruzinsky) • No fundo das aparências. Por uma ética da estética (Maffesoli)
  • 34. 34 Da ficção televisiva à ficcionalidade digital • A ficção audiovisual nas hipermídias • Elementos de ficcionalidade e vida cotidiana • As culturas latinas midiatizadas • Emergência da ficção digitalizada • O passado recente dos audiovisuais na internet
  • 35. 35 Da televisão aos sites e DVDs • A teledramaturgia nos vídeos e DVDs • Atualização da interface entre a ficção e história • Anos Dourados, Anos Rebeldes, O auto da Compadecida, • Hoje é dia de Maria, A Pedra do Reino, Queridos Amigos ...
  • 36. 36 O tempo redescoberto pelas mídias digitais • A infância da cultura audiovisual • Seriados televisivos, desenhos animados: • Flash Gordon, Perdidos no espaço, Túnel do tempo, Os invasores, • Os Flinstones, Zorro, Os Jetsons, Jeannie é um gênio e A Feiticeira • Nacos do “tempo redescoberto” nas páginas virtuais
  • 37. 37 Memórias afetivas e sentimentais do cinema mundial • Os filmes cult ao alcance dos cinéfilos e pesquisadores • Chaplin, Nosferatu, Metrópolis, Os 10 mandamentos, 007 • 2001 uma odisséia no espaço, Sem Destino e Tempos modernos na cultura das redes • Memórias ficcionais do breve século XX
  • 38. 38 Relíquias da cultura audiovisual e do cinema brasileiro • Documentários e ficcionalidades nacionais • Limite, Bye Bye Brasil, O pagador de promessas, • Terra em Transe, Macunaíma, Dona Flor e seus Dois Maridos • Aruanda, Ilha das Flores, • Nós que aqui estamos esperamos por vós
  • 39. 39 As novas mídias e os processos educacionais As novas mídias podem levar a terceira idade, os seniors, os pedagogos e os intelectuais - educados pelas matrizes culturais tradicionais - a adotarem uma estratégia de comunicação mais interativa com as novas gerações
  • 40. 40 I-MIRROR Admirável mundo novo digital • Artista chinesa Cao Fei, nick China Tracy • Uma ciber-instalação no Second Life • Um site de conversação e relacionamento • Inspirações estéticas de uma especialista • Reflexão sensível sobre a vida digital • Relacionamentos pós-humanos • Experiências simuladas dos avatares
  • 41. 41 O espírito renascentista de uma arte multimídia • Criação dos personagens, produção dos cenários, diálogos e conversações • Produção da trilha sonora e a instalação • no website Second Life • Documentário machinímico em camara digital • Na Bienal de Veneza de 2007
  • 42. 42 Para concluir • O YouTube ajuda a entendermos a formação da cultura audiovisual e tecnológica recente • Serve como lugar de encontro incomum entre o virtual e o atual, o histórico e o ficcional, o ancestral e o emergente • Consiste num produto cultural e comunicacional radicalmente novo, mas já em fase acelerada de transformação e... de rápido desaparecimento
  • 43. 43 Referências Bibliográficas • BACHELARD, G. O novo espírito científico. 2a. Ed. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1995. • BAKHTIN, M. Problemas da poética de Dostoiévsky. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1981. BAKHTIN, M. A Cultura Popular na Idade Média e no Renascimento. S. Paulo: HUCITEC, 1996. • BARBÉRO, M. J; REY, G. Os exercícios do ver: hegemonia audiovisual e ficção televisiva. S Paulo: Senac, 2001. • BAUDRILLARD, J. Simulacres et simmulation. Paris: Galilée, 1981. • BRAGA, J.L; CALAZANS, R. (org.) Comunicação & Educação: questões delicadas na interface. superfície. S. Paulo: Hacker, 2001. • CASTELLS, M. A sociedade em rede. A era da informação: economia, sociedade e cultura, v.1. São Paulo: Paz e Terra, 1999a. • FELINTO, E. Videotrash. O YouTube a Cultura do “Spoof” na Internet. Trabalho apresentado ao Grupo de Trabalho “Comunicação e Cibercultura”, do XVI Encontro da Compós, na UTP, Curitiba, PR, em junho de 2007.
  • 44. 44 Referências Bibliográficas • JEUDY, H.P. A ironia da comunicação. Porto Alegre: Sulina, 2001. • LEMOS, A. Cibercultura. Tecnologia e vida social na cultura contemporânea. Porto Alegre: Sulina, 2004. • LÉVY, P. Cibercultura. S. Paulo: Ed. 34, 1999. • LÉVY, P. Les arbres de connaissances. Paris: La Découverte, 1992. • MACHADO, A. Pré-cinemas e pós-cinemas. São Paulo, Papirus, 2002. • MAFFESOLI, M. No fundo das aparências. Petrópolis: RJ. Ed. Vozes, 1996. • McLUHAN, M. Os meios de comunicação como extensões do homem. S. Paulo: Cultrix, 2000. • SANTAELLA, L. Culturas e artes do pós-humano: da cultura das mídias à cibercultura. São Paulo, Paulus, 2004a. • SODRÉ, M; PAIVA, R. O império do grotesco. Rio: MAUAD, 2002.
  • 45. 45 Referências videográficas Daniela Cicarelli http://www.youtube.com/watch?v=KdvnyAfDvos Saddam Hussein http://www.youtube.com/watch?v=KdvnyAfDvos A elite do ovo podre http://www.youtube.com/watch?v=MqkpTkWpYqs Charges de Maurício Ricardo http://www.youtube.com/watch?v=-rDGkA0aQos Grupo teatral paulista Terça Insana http://www.youtube.com/watch?v=0_AEhhdo6xE Tapa na pantera http://www.youtube.com/watch?v=KdvnyAfDvos China Tracy – Artista chinesa Cao Fei
  • 46. 46 claudiocpaiva@yahoo.com.br
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