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Exercicios resolvidos contabilidade aula 12

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1. CONTABILIDADE EM EXERCÍCIOS - AULA 12 CONTABILIDADE GERAL EM EXERCÍCIOS CATHEDRA COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS PROF. MORAES JR. 2. CONTABILIDADE EM EXERCÍCIOS…
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  • 1. CONTABILIDADE EM EXERCÍCIOS - AULA 12 CONTABILIDADE GERAL EM EXERCÍCIOS CATHEDRA COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS PROF. MORAES JR.
  • 2. CONTABILIDADE EM EXERCÍCIOS Diversas Bancas Prezados Alunos, Ao final de cada aula, disponibilizo as questões que serão comentadas durante a aula. Caso você julgue conveniente, poderá testar seu conhecimento previamente antes de ver os gabaritos e as resoluções comentadas. Você pode simular uma situação real de prova: para calcular o tempo de duração das provas, considere um tempo de 3 minutos por questão. Desta forma, utilizando esta metodologia, seu aprendizado será muito mais eficaz. Prova 13. Auditor – TCM/PA – 2008 - FGV Questões Comentadas e Resolvidas 173. De acordo com a Resolução CFC 686/90, avalie as afirmativas a seguir: I - A compra à vista, de mercadorias (que se espera revender no curto prazo) acarreta aumento do CCL e é evidenciada na DOAR como origens de terceiros. II – A compra de bens para o imobilizado a prazo (com pagamento no longo prazo), não acarreta alteração no CCL e, conseqüentemente, não é evidenciado na DOAR. III – A integralização do capital social em bens do imobilizado não acarreta alteração do CCL mas é evidenciada na DOAR com aplicação e como origem dos sócios. Assinale: (a) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. (b) se somente a afirmativa III estiver correta. (c) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. (d) se somente a afirmativa II estiver correta. (e) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. Prof. José Jayme Moraes Junior – Contabilidade em Exercícios – Diversas Bancas 2
  • 3. Resolução Análise das alternativas: I - A compra à vista, de mercadorias (que se espera revender no curto prazo) acarreta aumento do CCL e é evidenciada na DOAR como origens de terceiros. Lançamento: Mercadorias (Ativo Circulante) a Caixa (Ativo Circulante) Logo, há um aumento e uma diminuição do ativo circulante de mesmo valor, sem alterar o CCL. Portanto, não é origem e nem aplicação de recursos na DOAR. A alternativa está incorreta. II – A compra de bens para o imobilizado a prazo (com pagamento no longo prazo), não acarreta alteração no CCL e, conseqüentemente, não é evidenciado na DOAR. Lançamento: Bem (Ativo Imobilizado) a Fornecedores (Passivo Não Circulante) Logo, não há alteração do CCL, pois não há variação do ativo circulante ou do passivo circulante. Contudo, dever ser evidenciado na DOAR como origem (financiamento de longo prazo) e como aplicação (aquisição de bens do ativo permanente). Aquisição de bens (Investimentos ou Imobilizado) do Ativo Permanente pagáveis a longo prazo: representa origem com aumento de Capital e aplicação no recebimento dos bens do Ativo Permanente. A alternativa está incorreta. Prof. José Jayme Moraes Junior – Contabilidade em Exercícios – Diversas Bancas 3
  • 4. III – A integralização do capital social em bens do imobilizado não acarreta alteração do CCL mas é evidenciada na DOAR como aplicação e como origem dos sócios. Lançamento: Bem (Ativo Imobilizado) a Capital a Realizar (Patrimônio Líquido) Pelo lançamento, não há alteração no CCL. Contudo, do mesmo modo que o item anterior: Integralização de Capital em bens do Ativo Permanente: representa origem com aumento de Capital e aplicação no recebimento dos bens do Ativo Permanente. A alternativa está correta. GABARITO: B 174. Determinada empresa industrial fabrica e vende os produtos N, C e J. Observe os dados desses três produtos: Produto N C J Preço de Venda 21 33 15 Matéria-Prima P (em kg/unidade) 1 1,4 1,2 Matéria-Prima G (em kg/unidade) 0 3 2 Horas-Máquina T (em horas/unidade) 2 2,5 2 Horas-Máquina S (em horas/unidade) 3 4 0 Demanda item (em unidades/mês) 50 10 80 Os recursos são onerosos e limitados, conforme a tabela a seguir: Recursos Custo Unitário Disponibilidade Matéria-Prima P $ 1,00/kg 180 kg Matéria-Prima G $ 2,00/kg 180 kg Máquina T $ 3,00/h 300 h Máquina S $ 4,00/h 170 h Prof. José Jayme Moraes Junior – Contabilidade em Exercícios – Diversas Bancas 4
  • 5. Sabe-se, ainda, que: 1. a empresa não tem como aumentar as suas disponibilidades de recursos produtivos no próximo mês: portanto, precisa gerenciar essas restrições; 2. a empresa não tem como aumentar a demanda dos produtos no próximo mês; 3. a empresa tem por política trabalhar sem estoque final de produtos acabados. Assinale a alternativa que indique corretamente o número de unidades que a empresa deve produzir e vender, no próximo mês, para maximizar seu resultado: (a) N = 43,33; C = 10; J = 75 (b) N = 47,78; C = 6,67; J = 80 (c) N = 50; C = 0; J = 90 (d) N =56,67; C = 0; J = 90 (e) N = 50; C = 5; J = 80 Resolução I – Cálculo da Margem de Contribuição Unitária do Produto “N” (MCUn): MCUn = Preço de Venda Unitário – Custos Variáveis Unitários Custos Variáveis Unitários do Produto “N”: Matéria-Prima P = 1 kg/unid. x R$ 1,00/kg R$ 1,00 Matéria-Prima G = 0 kg/unid. x R$ 2,00/kg R$ 0,00 Horas-Máquina T = 2 h/unid. x R$ 3,00/h R$ 6,00 Horas-Máquina S = 3 h/unid. x R$ 4,00/h R$ 12,00 Custos Variáveis Unitários de “N” R$ 19,00 MCUn = R$ 21,00 – R$ 19,00 = R$ 2,00 por unidade II – Cálculo da Margem de Contribuição Unitária do Produto “C” (MCUc): MCUc = Preço de Venda Unitário – Custos Variáveis Unitários Custos Variáveis Unitários do Produto “C”: Matéria-Prima P = 1,4 kg/unid. x R$ 1,00/kg R$ 1,40 Matéria-Prima G = 3 kg/unid. x R$ 2,00/kg R$ 6,00 Horas-Máquina T = 2,5 h/unid. x R$ 3,00/h R$ 7,50 Horas-Máquina S = 4 h/unid. x R$ 4,00/h R$ 16,00 Custos Variáveis Unitários de “C” R$ 30,90 Prof. José Jayme Moraes Junior – Contabilidade em Exercícios – Diversas Bancas 5
  • 6. MCUc = R$ 33,00 – R$ 30,90 = R$ 2,10 por unidade III – Cálculo da Margem de Contribuição Unitária do Produto “J” (MCUj): MCUj = Preço de Venda Unitário – Custos Variáveis Unitários Custos Variáveis Unitários do Produto “J”: Matéria-Prima P = 1,2 kg/unid. x R$ 1,00/kg R$ 1,20 Matéria-Prima G = 2 kg/unid. x R$ 2,00/kg R$ 4,00 Horas-Máquina T = 2 h/unid. x R$ 3,00/h R$ 6,00 Horas-Máquina S = 0 h/unid. x R$ 4,00/h R$ 0,00 Custos Variáveis Unitários de “J” R$ 11,20 MCUj = R$ 15,00 – R$ 11,20 = R$ 3,80 por unidade IV – Quantidade de “J” Produzida: Como a empresa tem por política trabalhar sem estoque final de produtos acabados, devem ser produzidas, no máximo, as unidades demandadas no mês. Além disso, como MCUj > MCUc > MCUn, temos que primeiramente, tentar produzir a quantidade máxima do produto “J”, para maximizar os lucros.. Demanda de “J” no mês = 80 unidades Consumo de recursos: Matéria-Prima P = 1,2 kg/unid. x 80 unidades = 96 kg (Disponibilidade de P = 180 kg) Matéria-Prima G = 2 kg/unid. x 80 unidades = 160 kg (Disponibilidade de G = 180 kg) Horas-Máquina T = 2 h/unid. x 80 unidades = 160 h (Disponibilidade de T = 300 h) Horas-Máquina S = 0 h/unid. x 80 unidades = 0 h (Disponibilidade de S = 170 h) Logo, há recursos suficientes para produzir as 80 unidades do produto “J”. Prof. José Jayme Moraes Junior – Contabilidade em Exercícios – Diversas Bancas 6
  • 7. V – Quantidade de “C” Produzida: Saldo dos recursos disponíveis: Matéria-Prima P = 180 kg - 96 kg = 84 kg Matéria-Prima G = 180 kg - 160 kg = 20 kg (não é utilizado por “N”) Horas-Máquina T = 300 h - 160 h = 140 h Horas-Máquina S = 170 h Demanda de “C” no mês = 10 unidades Consumo máximo de recursos para produção de “C” Matéria-Prima P = 84 kg/1,4 kg/unid. = 60 unidades Matéria-Prima G = 20 kg/3 kg/unid. = 6,67 unidades Horas-Máquina T = 140 h/2,5 h/unid. = 56 unidades Horas-Máquina S = 170/4 h/unid. = 42,5 unidades Logo, há recursos suficientes para produzir as 6,67 unidades do produto “C”, pois, para produzir mais, seria necessária uma maior quantidade da matéria-prima G. Consumo de recursos: Matéria-Prima P = 1,4 kg/unid. x 6,67 unidades = 9,33 kg Matéria-Prima G = 3 kg/unid. x 6,67 unidades = 20 kg Horas-Máquina T = 2,5 h/unid. x 6,67 unidades = 16,675 h Horas-Máquina S = 4 h/unid. x 6,67 unidades = 26,68 h VI – Quantidade de “N” Produzida: Saldo dos recursos disponíveis: Matéria-Prima P = 84 kg – 9,33 kg = 74,66 kg Matéria-Prima G = 20 kg – 20 kg = 0 (não é utilizado por “N”) Horas-Máquina T = 140 h – 16,675 h = 123,325 h Horas-Máquina S = 170 h – 26,68 h = 143,32 h Consumo máximo de recursos para produção de “N” Matéria-Prima P = 74,66 kg/1 kg/unid. = 74,66 unidades Horas-Máquina T = 123,325 h/2 h/unid. = 61,66 unidades Horas-Máquina S = 143,32/3 h/unid. = 47,77 unidades Logo, só é possível produzir, no máximo, 47,77 unidades do produto “N”, pois, para produzir mais, seria necessária uma maior disponibilidade da máquina S. Prof. José Jayme Moraes Junior – Contabilidade em Exercícios – Diversas Bancas 7
  • 8. Resultado Obtido: Resultado “J” = R$ 3,80 x 80 unidades = R$ 304,00 Resultado “C” = R$ 2,10 x 6,67 unidades = R$ 14,01 Resultado “N” = R$ 2,00 x 47,77 unidades = R$ 95,54 Resultado Total = R$ 413,55 Alterando a ordem dos dois últimos produtos, teríamos: Saldo dos recursos disponíveis: Matéria-Prima P = 180 kg - 96 kg = 84 kg Matéria-Prima G = 180 kg - 160 kg = 20 kg (não é utilizado por “N”) Horas-Máquina T = 300 h - 160 h = 140 h Horas-Máquina S = 170 h V – Quantidade de “N” Produzida: Consumo máximo de recursos para produção de “N” Matéria-Prima P = 84 kg/1 kg/unid. = 84 unidades Horas-Máquina T = 140 h/2 h/unid. = 70 unidades Horas-Máquina S = 170/3 h/unid. = 56,67 unidades Logo, só é possível produzir, no máximo, 50 unidades do produto “N”, (total da demanda). Consumo de recursos: Matéria-Prima P = 1 kg/unid. x 50 unidades = 50 kg Horas-Máquina T = 2 h/unid. x 50 unidades = 100 h Horas-Máquina S = 3 h/unid. x 50 unidades = 150 h Saldo dos recursos disponíveis: Matéria-Prima P = 84 kg – 50 kg = 34 kg Matéria-Prima G = 20 kg (não é utilizado por “N”) Horas-Máquina T = 140 h – 100 h = 40 h Horas-Máquina S = 170 h – 150 h = 20 h VI – Quantidade de “C” Produzida: Demanda de “C” no mês = 10 unidades Consumo máximo de recursos para produção de “C” Matéria-Prima P = 34 kg/1,4 kg/unid. = 24,29 unidades Matéria-Prima G = 20 kg/3 kg/unid. = 6,67 unidades Horas-Máquina T = 40 h/2,5 h/unid. = 16 unidades Horas-Máquina S = 20/4 h/unid. = 5 unidades Logo, há recursos suficientes para produzir as 5 unidades do produto “C”. Resultado Obtido: Resultado “J” = R$ 3,80 x 80 unidades = R$ 304,00 Prof. José Jayme Moraes Junior – Contabilidade em Exercícios – Diversas Bancas 8
  • 9. Resultado “C” = R$ 2,10 x 5 unidades = R$ 10,50 Resultado “N” = R$ 2,00 x 50 unidades = R$ 100,00 Resultado Total = R$ 414,50 Logo, a produção, para maximizar o resultado, seria: “J” => 80 unidades “C” => 5 unidades “N” => 50 unidades GABARITO: E 175. Determinada empresa industrial é monoprodutora. Nos meses de outubro e novembro passados, apurou o seguinte: Outubro Novembro Produção (em unidades) 3.000 3.500 Custo Total de Fabricação (em $) 21.000,00 24.000,00 Sabe-se que: I – a empresa apura o custo total de fabricação pelo custeio por absorção; II – a empresa controla seus estoques permanentemente e os avalia pelo método PEPS; III – não houve variação de preços no período. O custo total (CT) é: (a) CT = $ 3.000,00 + $ 6,00/unidade (b) CT = $ 21.000,00 ou $ 24.000,00 (c) CT = $ 7,00/unidade (d) CT = $ 6,86/unidade (e) CT = $ 18.000,00 + $ 1,00/unidade Resolução Custo Total = Custos Fixos + Custos Variáveis Custos Variáveis = (24.000 – 21.000)/(3.500 – 3.000) = 3.000/500 = $ 6,00/unidade Logo, em outubro, como foram produzidas 3.000 unidades, teríamos: Custos Variáveis = 3.000 x 6 = 18.000 Custos Fixos = 21.000 – 18.000 = 3.000 Em novembro: Prof. José Jayme Moraes Junior – Contabilidade em Exercícios – Diversas Bancas 9
  • 10. Custos Variáveis = 3.500 x 6 = 21.000 Custos Fixos = 24.000 – 21.000 = 3.000 Custo Total = 3.000 + $ 6,00/unidade GABARITO: A 176. Determinada empresa industrial fabricou e vendeu, no último mês, 2.000 impressoras a jato de tinta colorida e 5.000 impressoras a jato de tinta preto-e- branco. Analise as informações apuradas para fins do custeio baseado em atividade, conforme tabela a seguir: Atividades Custo Capacidade Colorida Preto-e-Brando (em Instalada (em (em R$/mês) (em horas/unidade) horas/unidade) horas/mês) Armazenagem 6.000,00 1.200 0,3 0,1 Montagem 10.000,00 10.000 2 1,2 Testes e 18.000,00 9.000 1,8 1 Ajustes Determine o custo da ociosidade incorrido nesse período: Desconsidere qualquer tributo e qualquer informação não apresentada neste enunciado. (a) Mais de $ 6.000,00 (b) Entre $ 4.000,01 e $ 6.000,00 (c) Entre $ 2.000,01 e $ 4.000,00 (d) Entre $ 0,01 e $ 2.000,00 (e) Zero Prof. José Jayme Moraes Junior – Contabilidade em Exercícios – Diversas Bancas 10
  • 11. Resolução I – Custo de Ociosidade na Armazenagem: Horas Ociosas (Armazenagem) = 1.200 horas – 0,3 horas x 2.000 – 0,1 x 5.000 =>  Custo de Ociosidade (Armazenagem) = 1.200 – 600 – 500 = 100 horas Custo de Ociosidade (Armazenagem) = (100 horas/1.200 horas) x $ 6.000,00 = $ 500,00 II – Custo de Ociosidade na Montagem: Horas Ociosas (Montagem) = 10.000 horas – 2 horas x 2.000 – 1,2 x 5.000 =>  Custo de Ociosidade (Montagem) = 10.000 – 4.000 – 6.000 = 0 horas Não há ociosidade na montagem. III – Custo de Ociosidade em Testes e Ajustes: Horas Ociosas (Testes e Ajustes) = 9.000 horas – 1,8 horas x 2.000 – 1 x 5.000 =>  Custo de Ociosidade (Testes e Ajustes) = 9.000 – 3.600 – 5.000 = 400 horas Custo de Ociosidade (Testes e Ajustes) = (400 horas/9.000 horas) x $ 18.000,00 = $ 800,00 Custo de Ociosidade Total = 500 + 800 = 1.300 GABARITO: D 177. De acordo com a Resolução CFC 1.125/08, avalie as afirmativas a seguir: I – A entidade pode escolher, livremente, se elaborará a DFC pelo método direito ou indireto. II – Se escolher a DFC pelo método direto, é necessário evidenciar adicionalmente a conciliação entre o lucro líquido e o fluxo de caixa líquido das atividades operacionais. III – A entidade pode escolher, livremente, se evidenciará o pagamento de juros sobre financiamentos como caixa consumido pela atividade operacional ou como caixa consumido pela atividade de financiamento. Assinale: (a) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. (b) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. (c) se somente a afirmativa I estiver correta. (d) se todas as afirmativas estiverem corretas. (e) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. Resolução Prof. José Jayme Moraes Junior – Contabilidade em Exercícios – Diversas Bancas 11
  • 12. Como é importante saber DFC para a prova, reproduzo da NBC T 3.8, que serve de base para responder a questão. NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE NBC T 3.8 – DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA Objetivo 1 As informações dos fluxos de caixa de uma entidade são úteis para proporcionar aos usuários das demonstrações contábeis uma base para avaliar a capacidade de a entidade gerar caixa e equivalentes de caixa, bem como suas necessidades de liquidez. As decisões econômicas que são tomadas pelos usuários exigem avaliação da capacidade de a entidade gerar caixa e equivalentes de caixa, bem como da época e do grau de segurança de geração de tais recursos. 2 Esta norma fornece informação acerca das alterações históricas de caixa e equivalentes de caixa de uma entidade por meio de demonstração que classifique os fluxos de caixa do período por atividades operacionais, de investimento e de financiamento. Alcance 3 A entidade deve elaborar demonstração dos fluxos de caixa de acordo com os requisitos desta norma e apresentá-la como parte integrante das suas demonstrações contábeis divulgadas ao final de cada período. 4 Os usuários das demonstrações contábeis se interessam em conhecer como a entidade gera e usa os recursos de caixa e equivalentes de caixa, independentemente da natureza das suas atividades, mesmo que o caixa seja considerado como produto da entidade, como é o caso de instituição financeira. As entidades necessitam de caixa essencialmente pelas mesmas razões, por mais diferentes que sejam as suas principais atividades geradoras de receita. Elas precisam dos recursos de caixa para efetuar suas operações, pagar suas obrigações e prover um retorno para seus investidores. Assim sendo, esta norma requer que todas as entidades apresentem uma demonstração dos fluxos de caixa. Benefícios das Informações dos Fluxos de Caixa 5 A demonstração dos fluxos de caixa, quando usada em conjunto com as demais demonstrações contábeis, proporciona informações que habilitam os usuários a avaliar as mudanças nos ativos líquidos de uma entidade, sua estrutura financeira (inclusive sua liquidez e solvência) e sua capacidade para Prof. José Jayme Moraes Junior – Contabilidade em Exercícios – Diversas Bancas 12
  • 13. alterar os valores e prazos dos fluxos de caixa, a fim de adaptá-los às mudanças nas circunstâncias e oportunidades. As informações sobre os fluxos de caixa são úteis para avaliar a capacidade de a entidade gerar recursos dessa natureza e possibilitam aos usuários desenvolver modelos para avaliar e comparar o valor presente de futuros fluxos de caixa de diferentes entidades. A demonstração dos fluxos de caixa também melhora a comparabilidade dos relatórios de desempenho operacional para diferentes entidades porque reduz os efeitos decorrentes do uso de diferentes tratamentos contábeis para as mesmas transações e eventos. 6 Informações históricas dos fluxos de caixa são freqüentemente usadas como indicador do valor, época e grau de segurança dos fluxos de caixa futuros. Também são úteis para verificar a exatidão das avaliações feitas, no passado, dos fluxos de caixa futuros, assim como para examinar a relação entre a lucratividade e os fluxos de caixa líquidos e o impacto de variações de preços. Definições 7 Os seguintes termos são usados nesta norma, com os significados abaixo especificados: Caixa compreende numerário em espécie e depósitos bancários disponíveis. Equivalentes de caixa são aplicações financeiras de curto prazo, de alta liquidez, que são prontamente conversíveis em um montante conhecido de caixa e que estão sujeitas a um insignificante risco de mudança de valor. Fluxos de caixa são as entradas e saídas de caixa e equivalentes de caixa. Atividades operacionais são as principais atividades geradoras de receita da entidade e outras atividades diferentes das de investimento e de financiamento. Atividades de investimento são as referentes à aquisição e à venda de ativos de longo prazo e de outros investimentos não incluídos nos equivalentes de caixa. Atividades de financiamento são aquelas que resultam em mudanças no tamanho e na composição do capital próprio e no endividamento da entidade, não classificadas como atividade operacional. Caixa e Equivalentes de Caixa Prof. José Jayme Moraes Junior – Contabilidade em Exercícios – Diversas Bancas 13
  • 14. 8 Os equivalentes de caixa são mantidos com a finalidade de atender a compromissos de caixa de curto prazo e não para investimento ou outros fins. Para ser considerada equivalente de caixa, uma aplicação financeira deve ter conversibilidade imediata em um montante conhecido de caixa e estar sujeita a um insignificante risco de mudança de valor. 9 Empréstimos bancários são geralmente considerados como atividades de financiamento. Assim, deverão ser considerados os saldos bancários a descoberto, decorrentes de empréstimos obtidos por meio de instrumentos como cheques especiais ou contas-correntes garantidas. A parcela não utilizada do limite dessas linhas de crédito não deverá compor os equivalentes de caixa. 10 Os fluxos de caixa excluem movimentos entre itens que constituem caixa ou equivalentes de caixa porque esses componentes são parte da gestão financeira da entidade e não parte de suas atividades operacionais, de investimentos ou de financiamento. A gestão do caixa inclui o investimento do excesso de caixa em equivalentes de caixa. Apresentação de uma Demonstração dos Fluxos de Caixa 11 A demonstração dos fluxos de caixa deve apresentar os fluxos de caixa de período classificados
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