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Exportar, exportar, exportar...

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Carta ao leitor 3 SEÇÕES Editorial Situação Atual da Agricultura...4 Curtas Visita de alunos da Esalq...5 Produtor Rocha Agrícola...5 Fitossanidade Murcha bacteriana da batata...6 PMTV ou TRV em batatal
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Carta ao leitor 3 SEÇÕES Editorial Situação Atual da Agricultura...4 Curtas Visita de alunos da Esalq...5 Produtor Rocha Agrícola...5 Fitossanidade Murcha bacteriana da batata...6 PMTV ou TRV em batatal no Brasil...7 Nematóides na Batata...8 Melhoramento Cultivares resistente a viroses...11 Desenvolvimento de cultivares...12 Empresas Parceiras Traça da batata...15 Onde o mais caro fica mais barato...16 Empresa investe no Brasil...17 Economia Bataticultura...21 Estatísticas Importações de batata semente...23 Meio Ambiente Batata orgânica...24 Pesquisa Batata transgênica...25 Resísuos de agrotóxicos...26 Manejo de plantas daninhas...27 Legislação Controvérsias sobre batata semente...31 Agrometereologia Meteorologia no Brasil...32 Variedades Slaney...33 Países Argentina...34 Outras Culturas Produção de cebola no Brasil...35 Plantio Plantio direto - protótipo UFV-ENG...37 Comercialização Batata na Sonae...39 Eventos ENB...40 Solo Preparo de solo nos trópicos...41 Culinária Rosca de batata e ricota...42 Exportar, exportar, exportar... A cada dia que passa esta idéia se torna mais forte. Basta ler o caderno de economia dos jornais, revistas, sites de Internet ou assistir televisão. Gostaria de convidá-lo a ler este texto e refletir sobre alguns itens relacionados a produção agrícola mundial. 1. Capacidade de produção A maioria dos países já chegaram ao seu limite de exploração, ou seja, já não possuem mais áreas disponíveis ou tecnologias capazes de aumentar a produtividade. Não é por acaso que holandeses estão se deslocando à França para plantar batatas ou produtores americanos estão adquirindo extensas áreas na Bahia para produzir soja. O Brasil possui o maior e melhor potencial do mundo em condições de aumentar a produção agrícola. 2. Diversidade Além das restrições acima citadas (*área e tecnologia) a maioria dos países possuem restrições climáticas e humanas para esta atividade primaria O Brasil pode produzir 365 dias/ ano com quantidade e qualidade: cereais, frutas, hortaliças, pecuárias, plantas medicinais,etc. Então se temos o melhor potencial do mundo e podemos produzir 365 dias/ano a equação matemática que indica o saldo da balança comercial agrícola deveria ser: saldo = exportação e não: saldo = exportação - importação. Concordo em exportar soja, café, açúcar, álcool, madeira, frutas, suco de laranja e muitos outros produtos agrícolas, mas não posso concordar em importar batata, arroz, tomate, feijão, alface, milho, trigo, algodão, cebola, alho e muitos outros produtos agrícolas. Não podemos continuar aceitando as imposições dos países ricos, das grandes redes de varejo, indústria, fast food,o corporativismo, a corrupção, a incompetência, a péssima distribuição de renda na cadeia à população, ausência de legislações, o papel de moeda-de-troca... Não precisamos importar nada de produtos agrícolas para termos a mesa mais farta e saudável do mundo e mais justiça social. Basta um simples gesto... EXPEDIENTE Batata Show é uma revista da ABBA Associação Brasileira da Batata. Rua Vírgilio de Rezende, 705 Itapetininga/SP - Brasil Fone/Fax: (15) Diretor Presidente: Marcelo Balerini de Carvalho Diretor Administrativo: Edson Asano Diretor Financeiro: Emílio Kenji Okamura Diretor de Marketing: Paulo Roberto Dzierwa Diretor Batata Consumo: Carlos Roberto Vieira Romano Diretor Batata Indústria: Celso Carlos Roqueto Diretor Batata Semente: Albanez Souza de Sá Gerente Geral da ABBA: Natalino Shimoyama Coordenadora de Marketing ABBA: Daniela Machado Godoy Capa: FB Design - (15) Jornalista Responsável: Aparecida Haddad - MTB: Criação e Editoração: Projeta Propaganda e Marketing (15) 4 Editorial Situação atual da agricultura Desde a primeira edição, a revista Batata Show tem nos trazido informações relevantes e importantes para o desenvolvimento de nossa atividade. Aproveito esta oportunidade para enfocar a situação atual da agricultura do nosso País. Há tempos, não vivíamos uma conjuntura tão favorável para nossa atividade, dada à evolução profissional dos agricultores, o que, infelizmente, significa que os que não evoluíram foram fatalmente excluídos do sistema, e vale lembrar, que não são poucos. A participação da agricultura, antes tida até como atividade marginal no PIB brasileiro, é notícia nos quatro cantos do mundo e fez com que fosse mudado o ponto de vista da maioria das pessoas em relação à nossa atividade. Porém agora, deparamos com uma nova realidade em relação ao mercado de máquinas e insumos. O parque de máquinas da maioria dos agricultores estava praticamente sucateado com os anos difíceis. Agora, com as sucessivas melhorias nos índices da atividade e para não ficar fora do mercado, o produtor rural voltou a investir em máquinas, insumos e tecnologias modernas, promovendo uma grande demanda e, conseqüentemente, um aumento assustador dos preços, reflexo da lei do mercado e dos oportunistas. Como exemplo, basta atentar para o volume de negócios e preços efetivos praticados na última edição da Agrishow de Ribeirão Preto. No caso dos insumos, apesar das oscilações que o dólar vem sofrendo para baixo, os preços continuam nas alturas com vários produtos inclusive aumentando seu valor mais do que a variação anual do dólar ou da inflação. A racionalização e a busca pela qualidade total na produção agrícola mostram-se cada vez mais necessárias e imperiosas para que o produtor rural sobreviva em sua atividade e possa acompanhar o ritmo do desenvolvimento globalizado, bem como planejar estrategicamente suas atividades e, principalmente, definir o que comprar, quando comprar e quanto vale a pena pagar, executando-os de uma maneira criteriosa e, buscando eliminar qualquer tipo de desvio que possa comprometer o resultado final. Analisar minuciosamente os resultados a fim de corrigir a trajetória, alcançar o que foi planejado e finalmente promover a união da classe, buscando somar potencial corporativo para ter poder de decisão junto a todos os segmentos da cadeia produtiva, serão ações que cada vez mais farão parte do dia-a-dia do produtor rural que aspira sobreviver. Airton Shiguekazu Arikita Associado ABBA Hayashi Batatas Curtas 5 Ensino - aprendizado e descontração A ABBA tem como uma de suas atividades, apoiar o ensino da cultura da batata nas universidades, ministrando aulas marcadas por muita descontração e informação. A apresentação consiste basicamente em viajar pela Cadeia da Batata em âmbito nacional e mundial, discutindo o perfil do profissional que o mercado necessita e ao final, desenvolver algumas brincadeiras, tais como: quem acerta o peso da batata, quem consegue descascar uma batata e deixar a casca mais comprida possível e finalmente quem consegue colocar mais batata cozida na boca. A atividade foi desenvolvida na Esalq USP (SP) e na Iciag-UFU (MG). Abba promove visita de alunos da Esalq a lavouras de batata em Itapetininga - SP Alunos da disciplina Olericultura II, do curso de engenharia agronômica da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo, Piracicaba, SP, em companhia do Professor Paulo César Tavares de Melo, visitaram lavouras de batata na região de Itapetininga, SP nos dias 20 e 22 de maio passado. A atividade foi organizada pelo gerente geral da Associação Brasileira da Batata (ABBA), engenheiro agrônomo Natalino Shimoyama e teve também a participação do produtor Lincoln Hoshino. Esse tipo de atividade tem grande importância na formação profissional dos alunos, uma vez que constitui uma oportunidade deles vivenciarem in loco diferentes aspectos do cultivo da batata, incluindo técnicas de manejo cultural, identificação de problemas fitossanitários, irrigação e beneficiamento e embalagem da produção. É também uma oportunidade rara para os alunos discutirem com produtores líderes os gargalos, perspectivas e tendências da cadeia brasileira da batata, consolidando os ensinamentos recebidos em sala de aula. vencedor do concurso - Aluno da Esalq - USP. Produtor Rocha Agrícola uma história de trabalho e sucesso Acrísio Luciano Rocha R. Expedicionário Wilson de Lima, 77 - Queluz - Conselheiro Lafaiete - MG (31) / (32) (Lagoa Dourada) A Rocha Agrícola é uma agroempresa familiar que teve início na década de 40, no município de Itaverava (MG), tendo como precursor, o sr. José Marcos da Rocha. A atividade bataticultora sempre foi desenvolvida pela família. Porém, no ano de 1986, foi assumida e alavancada por seus sucessores: Acrísio Luciano Rocha, Matos Além Januário Rocha e Assis Fernandes de Faria. Nesse período, seus sócios apostaram no processo de exploração empresarial, sendo esse o marco inicial da expansão da empresa. A necessidade de produção em escala levou à imigração para áreas de topografia mais favorável, o que acelerou o crescimento e desenvolvimento da empresa. Com a mecanização das atividades, passou a ter maior autonomia, rendimento e precisão no processo. Hoje, a Rocha Agrícola encontra-se em Lagoa Dourada (MG), com áreas de exploração, também, no município de Carandaí. A empresa desenvolve de forma independente todo o processo produtivo, sendo 60% de semente própria até a comercialização final, dispondo de estufas para multiplicações genéticas e possuindo todos os campos de batata-semente inspecionados e registrados pelo IMA. Estas são armazenadas em câmara frigorífica própria, diminuindo assim, os riscos de contaminação e misturas de variedades, além de assegurar as melhores condições possíveis de armazenamento. Seguindo uma filosofia de desenvolvimento tecnológico, todos os anos são feitos dois campos de desenvolvimento e adaptação de novos cultivares, em parceria com a Epamig. A batata consumo é totalmente beneficiada na propriedade, sendo 80% lavada e 20% escovada. A produção é comercializada 60% em Belo Horizonte e 40% no Rio de Janeiro e Zona da Mata Mineira. Nossos agradecimentos vão para a ABBA que tem nos prestado sua assessoria com seriedade e respeito, lembrando que uma empresa não se desenvolve isoladamente e sim, com parcerias que possibilitam o apoio necessário para a expansão dos negócios. Campo de Ágata Campo de Asterix Galpões de beneficiamento 6 Fitossanidade Murcha bacteriana da batata e a possibilidade de comércio exterior Valmir Duarte (Ph.D. Fitopatologia, Prof. Titular, Depto de Fitossanidade), Faculdade de Agronomia, UFR- GS, (www.ufrgs.br/agro/fitossan/welcome.htm), - (51) Samira O. M. El Tassa (M.Sc. Fitopatologia, Doutoranda, Programa de Pós-Graduação em Fitotecnia, UFRGS, Praga Quarentenária. A Murcha Bacteriana da batata, causada por Ralstonia solanacearum, é considerada praga quarentenária A1 (não existe no local) na Europa, EUA e Canadá. Estes países têm medidas fitossanitárias visando evitar a entrada de material contaminado, proibindo a importação de regiões onde esta bactéria ocorre. Apesar disto, R. solanacearum biovar 2, raça 3, tem sido detectada em vários países da União Européia desde 1989, incluindo a Holanda, grande produtor de batata-semente. A sua introdução, através de mudas de gerânio importadas da Guatemala, também foi verificada nos EUA. Todas as medidas que foram implementadas nestes locais visaram a sua erradicação. E no Brasil? Tolerância zero. Em campos de produção de batata-semente certificada, registrada e básica, uma planta com murcha bacteriana numa lavoura (Figura 1) é suficiente para condenar o lote para Figura 1 - Planta de batata mostrando sintoma de Murcha Bacteriana ou Murchadeira, causada por Ralstonia solanacearum. comercialização. Nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, embora haja predominância de estirpes da biovar 2, raça 3, com restrições quarentenárias, a incidência da biovar 1, raça 1 também tem sido registrada nas lavouras comerciais de batata para consumo (Lopes et al., 1993; Maciel et al. 2001; Silveira et al., 2002). Assim, o critério de tolerância zero nas lavouras de batata-semente, baseado na observação visual de plantas mostrando murcha, não tem sido suficiente para impedir a alta incidência nas lavouras de produção. O que precisa ser feito? Raça e biovar. A espécie R. solanacearum é classificada em raças, de acordo com as plantas que pode induzir murcha, e em biovares, baseados na habilidade de utilizar ou oxidar determinados açúcares e álcoois em meio de cultura. Dois grupos de estirpes são capazes de infectar a batata, as das biovar 1, que corresponde à raça 1, com grande número de hospedeiros, maior capacidade de persistir no solo e predominante em regiões de clima quente, e as estirpes da biovar 2, correspondentes à raça 3, que infectam basicamente a batata em regiões de clima temperado e apresentam maior capacidade de produzir infecções latentes. De acordo com recomendações para o manejo integrado da doença, o uso de cultivares resistentes, plantio de batata livre do patógeno e a rotação de culturas são algumas das medidas mais importantes a ser consideradas. No entanto, o comportamento distinto entre estes dois grupos de bactérias leva à adoção de medidas diferenciadas para o manejo integrado da doença. As estirpes da biovar 2 (raça 3) persistem por menos tempo no solo (2-3 anos) e tem menor número de plantas hospedeiras. Presença imperceptível. O termo infecção latente é usado para indicar que esta bactéria permanece, sem induzir sintomas, em lenticelas (olhos do tubérculo), na superfície dos tubérculos e no tecido vascular da batata. Esta característica facilita a introdução deste patógeno em áreas livres. Após a entrada nestas áreas, este patógeno permanece no solo e em várias outras plantas, variando com a raça presente. A desconsideração deste fato tem facilitado a introdução deste patógeno em áreas nobres. Muitas vezes, o próprio produtor, ao produzir batata-semente em área infestada e estabelecer lavouras para batata-consumo com esta semente em áreas próprias ou arrendadas, livres da R. solanacearum, condena, através desta prática, tais áreas. Disseminação - Embora não haja dúvidas que a principal forma de disseminação desta bactéria seja através de batata-semente infectada, pesquisas sobre este patógeno na Europa mostraram que vários casos, aparentemente, ocorreram em lavouras irrigadas com água de rios contaminados, onde a bactéria persiste infectando dulcamara (Solanum dulcamara), planta aquática. Assim, o uso de água de rios foi proibido para a irrigação, particularmente no Reino Unido. A seguir, um trabalho de erradicação das plantas hospedeiras foi feito baseado no monitoramento de R. solanacearum na água. Onde encontradas, as plantas de dulcamara foram eliminadas com o uso localizado de herbicida. No Brasil, várias pesquisas têm mostrado a grande quantidade de plantas silvestres (invasoras) hospedeiras desta bactéria, tornando a tarefa de erradicação impossível em algumas regiões. No entanto, cabe ressaltar que nem sempre a biovar tem sido determinada. O que está faltando? O que fazer? O Canadá tem os EUA como um grande comprador de batata-semente. Um grande obstáculo era a presença de Clavibacter michiganensis subsp. sepedonicus, agente causal da podridão anelar, sem ocorrência registrada no Brasil. Um programa de testes de tubérculos-semente para detectar este patógeno e também de monitoramento das áreas infestadas, significando muitas vezes focos numa lavoura, permitiu que os problemas devido à esta doença, praticamente sumissem do Canadá já há vários anos. Esta bactéria tem várias características semelhantes às de R. solanacearum. Já se têm laboratórios que testam para as diversas viroses. O agente da Murchadeira deveria ser incluído neste conjunto de testes. Teste diagnóstico - O corte transversal de um tubérculo pode indicar a presença da bactéria no sistema vascular se for pressionado e um pus branco exsudar (Figura 2). Além disto, quando plantas apresentarem o sintoma de murcha, um pedaço da haste pode ser suspenso dentro d água em um copo transparente; a exsudação de um filete de pus bacteriano indica a presença da bactéria. Estes testes, no entanto, são restritos a material com altas Figura 2 - Tubérculo seccionado exsudando a bactéria Ralstonia solanacearum a partir da linha escura, onde estão os vasos (Valmir Duarte). populações de células bacterianas. Pequenas populações e ausência de sintomas dificultam sua detecção. O resultado é a sua ampla disseminação. Os produtores de batata e os programas de certificação de batata-semente necessitam usar técnicas sensíveis, que detectem populações latentes que podem estar abaixo do nível de detecção por métodos tradicionais, bem como a biovar predominante, como citado anteriormente. Amostra - Um fator tão importante quanto o método a ser usado na detecção da bactéria é a amostragem do material a ser analisado. O Laboratório de Clínica Vegetal da UFRGS (LCV-UFRGS) (www.ufrgs.br/agro/fitossan/ clinica/index.html) recomenda a coleta, de forma aleatória e representativa, de amostra composta de 200 tubérculos. Esta amostra, ao chegar no laboratório é lavada e um cone de tecido, da região onde o tubérculo se une a planta (extremidade do estolão) (Figura 3), Fitossanidade 7 retirado de cada tubérculo. Este material é triturado em liquidificador, decantado por 10 minutos e o sobrenadante, submetido aos testes de detecção. Em virtude dos custos do transporte de uma amostra de 200 tubérculos, o envio de apenas 200 cones de cerca de 1g, perfazendo 200g, obtido sob orientação, é possível ser enviado pelo correio para o LCV-UFRGS para análise. Análise - A presença da bactéria nos tecidos do tubérculo pode ser detectada por técnicas moleculares (PCR) e sorológicas Figura 3 - Cone sendo retirado da região onde o tubérculo estava preso ao estolão (Valmir Duarte). (ELISA e imunofluorescência). A sensibilidade dos testes pode ser aumentada por Bio-PCR ou Bio-imunofluorescência (Figura 4), nos quais a amostra é submetida a um período de incubação (12h) em meio líquido seletivo, que aumenta a população original e facilita a detecção por estes testes. O prazo prometido do resultado é cinco dias úteis, embora todo o protocolo possa ser executado em dois dias. Mercado - O comércio internacional tem criado oportunidades para todos os produtos, inclusive para a batata. Embora R. solanacearum seja considerada endêmica no País, é perfeitamente viável credenciar zonas livres de pragas quarentenárias, que podem ser regiões dentro de um Estado. O Brasil tem inúmeras áreas livres desta bactéria, mas que, por falta de um programa de obtenção de tubérculos livres deste patógeno, correm o risco de serem contaminadas e comprometer qualquer aspiração brasileira de ocupação de um lugar mais destacado neste novo cenário internacional. Sintomas em tubérculos de batata em área de sarna pulverulenta geram dúvidas: Potato Mop-Top (PMTV) ou Tobacco Rattle Vírus (TRV) em batatal no Brasil? (*) Em Agosto e Setembro de 2001, tubérculos de batata (Solanum tuberosum L cv. Monalisa) procedentes de duas plantações comerciais distintas, tanto com relação à região onde foram produzidos como quanto à origem da batata-semente utilizada para o plantio: (1) 4 ª. geração da batata-semente importada, produzida na região de São João da Boa Vista, SP (Figura 1); e (2) classe Registrada, de São Miguel Arcanjo, SP, produzidos na região de Sumaré, SP (Figura 2), apresentavam sintomas de arcos ou círculos paralelos (concêntricos ou não), visíveis na superfície (epiderme) com penetração na parte interna (polpa) dos tubérculos. Estas observações foram comunicadas no XXV Congresso Paulista de Fitopatologia, ocorrido em Fevereiro de 2002, na Faculdade de Agronomia do ES Pinhal, SP. Com base nas observações e alertas feitos no referido Congresso Paulista de Fitopatologia, a Coordenadoria de Defesa Sanitária Vegetal da SAA-SP, procedeu ação cautelar interditando, preventivamente, as áreas onde o putativo PMTV foi observado. A produção para fins de semente foi igualmente proibida e as respectivas áreas também impedidas para qualquer Campo de batata da variedade Monalisa, situada na região de São João da Boa Vista, SP, onde em agosto de 2001 houve mancha de 4 a 5 mil m 2 de covas co
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