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FACULDADES INTEGRADAS HÉLIO ALONSO CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL. Camila Arias Martins A PROPAGANDA NAZISTA: O PODER DE PERSUASÃO

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FACULDADES INTEGRADAS HÉLIO ALONSO CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL Camila Arias Martins A PROPAGANDA NAZISTA: O PODER DE PERSUASÃO Rio de Janeiro 2015 Camila Arias Martins A PROPAGANDA NAZISTA: O PODER DE PERSUASÃO Monografia apresentada ao Curso de Graduação em Comunicação Social das Faculdades Integradas Hélio Alonso, como requisito parcial para a obtenção do título de Bacharel em Jornalismo, sob a orientação do Prof. Oswaldo Munteal Rio de Janeiro 2015 A PROPAGANDA NAZISTA: O PODER DE PERSUASÃO Camila Arias Martins Monografia apresentada ao Curso de Graduação em Comunicação Social das Faculdades Integradas Hélio Alonso, como requisito parcial para a obtenção do título de Bacharel em Jornalismo, sob à aprovação da seguinte Banca Examinadora Prof. Orientador Membro da Banca Membro da Banca Data da Defesa: Nota da Defesa: Rio de Janeiro 2015 AGRADECIMENTOS Ao professor Oswaldo Munteal pela sua orientação, dedicação e compreensão ao longo do TCC. Aos professores que foram importantes em minha vida, agradeço por seus ensinamentos e paciência, fundamentais na minha formação profissional. A minha querida família, pelo amor, dedicação e apoio, me mostrando os melhores caminhos para atingir meus objetivos. Uma Mentira contada mil vezes, torna-se uma verdade. Joseph Goebbels RESUMO O objetivo deste trabalho é analisar os meios de comunicação mais utilizados pelo Partido Nazista durante o período pré Segunda Guerra Mundial até o fim da campanha alemã, no final da guerra, em 1945, a fim de compreender as técnicas empregadas para a propagação das mensagens propagandísticas e a maneira como essas chegavam ao público, influenciando diretamente às massas. As comunicações mais trabalhadas no estudo são a imprensa, o cinema, e a forma gráfica, como o pôster, além dos grandes homens por trás da propaganda nazista: Adolf Hitler, Joseph Goebbels e Otto Dietrich. O estudo da manipulação de opinião, analisado através da propaganda nazista, traz a oportunidade de investigar uma das raízes dessa poderosa ferramenta chamada persuasão, contribuindo para uma melhor compreensão sobre o poder manipulador da propaganda nazista. Na conclusão, é possível analisar como um país inteiro foi persuadido durante doze anos através da propaganda hitlerista e é possível perceber como a propaganda aplicada nos dias de hoje é influenciada diretamente pela propaganda nazista. Palavras-chave: Propaganda. Nazismo. Persuasão. Antissemitismo SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO CRONOLOGIA DO NAZISMO OS PROTOCOLOS DOS SÁBIOS DE SIÃO OS HOMENS POR TRÁS DO REGIME NAZISTA Joseph Goebbels Otto Dietrich INSTRUMENTOS DE COMUNICAÇÃO Ministério da Propaganda Controle da opinião pública Imprensa Cinema Pôster A INFLUÊNCIA DA PROPAGANDA NAZISTA NO MARKETING POLÍTICO ATUAL Lei de simplificação e do inimigo único Lei da ampliação e desfiguração Lei da orquestração Lei da transfusão Lei da unanimidade e de contágio CONCLUSÃO REFERÊNCIAS ANEXOS... 37 1. INTRODUÇÃO Dentre os vários inimigos da Alemanha nazista, sem dúvidas, o judeu foi o mais odiado e perseguido. O antissemitismo mostrou-se uma ideologia tão poderosa e aceita por formar o que Shulamit Volkov 1 chamou de um código cultural: o ponto de solidificação de diversos preconceitos antimodernos, medos profundamente enraizados e ansiedades existenciais que podiam ser facilmente reforçadas por desagrados pessoais. Os judeus eram vistos como tudo o que fosse ameaçador e perturbador acerca do progresso e da modernização, ou seja, tudo o que fosse negativo. Eles representavam liberalismo, comunismo, socialismo e capitalismo. A identidade alemã era baseada nos princípios de etnia. Nem todos viviam no país, e aqueles que emigravam continuam sendo alemães. Mas esse senso de identidade foi prejudicado após a humilhação da derrota de Primeira Guerra Mundial ( ) e a imposição de um intenso acordo de paz, seguido por crônicas crises econômicas e políticas. A figura do judeu seria como uma imagem reversa da auto definição alemã, resultando na despersonalização do judeu individual, que era figurado em uma imagem de propaganda distorcida. Com isso, a propaganda nazista simplesmente usou a predisposição dos alemães, muito acentuada no século XIX, para o antissemitismo. O nazismo soube se apropriar de todo o patrimônio ideológico do antissemitismo que havia se desenvolvido desde a Idade Média, acrescentando-lhe, especialmente por meio de Joseph Goebbles e Julius Streicher, a visão apocalíptica de uma guerra extrema entre arianos e judeus. Adolf Hitler acreditava que o judeu apresentava uma ameaça à saúde, ao poder e à cultura da Alemanha, representativo de uma antirraça devotada ao materialismo. Assim, havia uma mistura de antissemitismo científico, que apresentava os judeus como bactérias mortais que ameaçavam a nação, com o antissemitismo religioso, que os via como diabólicos. Hitler insistia que os judeus eram uma raça e não uma religião ao afirmar que eles se disfarçavam como uma comunidade religiosa para serem tolerados, quando, 1 VOLKOV, Shulamit 1978, p. 25/45 1 na verdade, formavam um Estado dentro do Estado, fazendo de tudo para evitar a exogamia, o que preservaria, assim, sua pureza racial. Como não tinham um Estado próprio nem uma cultura, os judeus corrompiam e destruíam a cultura dos outros. A partir de todas essas mentiras da propaganda antissemita produzida pelos nazistas, Hitler conseguiu convencer a grande maioria dos alemães de que havia um problema judaico que precisava de uma solução. O antissemitismo era, então, apresentado como algo positivo, parte essencial de um programa meticuloso para construir uma nação saudável e poderosa onde o povo alemão viveria em harmonia e desfrutaria os benefícios de uma cultura purificada. Porém, como uma sociedade inteira e tão moderna quanto a alemã foi capaz de dar suporte às barbáries cometidas pelo regime nazista? Na verdade, a grande maioria sabia o que estava acontecendo. Exemplo disso foi a inauguração de Dachau, primeiro campo de concentração construído pelos nazistas, anunciada em 1933 em uma entrevista coletiva, ou seja, não é possível dizer que o regime ocultava os fatos e tentava manter a sociedade alheia aos crimes que estavam sendo cometidos. Os historiadores costumam marcar a política antissemita do Terceiro Reich em três diferentes etapas 2 : Primeira etapa ( ): banimento dos judeus alemães de todos os campos da vida econômica, social e política. O objetivo era a redução dos judeus alemães, expulsando-os do país. Nesta etapa alguns acontecimentos marcantes aconteceram, como a organização de um boicote aos comerciantes judeus, organizado por Joseph Goebbels e Julius Streicher, levando à pichação de Estrelas de David acompanhadas da palavra Jude (Judeu) nas vitrines de lojas de proprietários judeus; queima pública de livros de autores não alemães (especialmente de origem judaica); humilhações públicas; promulgação de leis antissemitas como a Lei de Cidadania do Reich onde colocava os judeus como cidadãos de segunda classe; e a lei para proteção do sangue alemão e honra alemã na qual proibia o casamento entre judeus e não judeus). 2 HERF, Jeffrey. Inimigo judeu, 2014, p Segunda etapa ( ): intensificação do antissemitismo a partir do Kristallnacht (Noite dos Cristais Quebrados); extermínio de homens e mulheres através do trabalho forçado; prática do programa de eutanásia, massacres, proliferação de guetos e de campos de concentração para judeus. Esta etapa é marcada pelo objetivo de no primeiro momento, impedir os judeus de deixarem a Alemanha para, em seguida, colocar em prática a ideologia de extermínio. Terceira etapa ( ): instalação de campos de extermínio por toda a Europa, juntamente pelo avanço das tropas alemãs em direção ao Leste Europeu. O objetivo era, então, reagrupar os judeus eu todos os lugares onde passassem a morar e, com a colaboração dos governos locais, enviá-los aos campos de extermínio. O antissemitismo foi o principal pensamento de Adolf Hitler e de sua política do Terceiro Reich. Mas até que ponto o ódio aos 600 mil judeus alemães, aproximadamente 1% da população, influenciou os outros cidadãos a colaborar com o regime nazista para o Holocausto? As principais interpretações sobre a Solução Final são divididas em dois grupos principais, os funcionalistas e os intencionalistas. Os funcionalistas acreditam que o genocídio cresceu aos poucos por meio de uma radicalização cumulativa, ou seja, não havia um plano de longo prazo para exterminar os judeus. O antissemitismo não era ativo, mas latente e não foi o principal fator de adesão do eleitor ao nazismo (a vontade de ordem e estabilidade foram mais importantes). Com isso, é possível entender o motivo do nazismo não ter conseguido fora do partido, transferir o ódio para cada cidadão e levar cada um a perseguir os judeus. Explica também que os alemães deixaram por total indiferença o nazismo e que o resultado foi a colaboração de toda uma noção ao extermínio. Para os intencionalistas, o Holocausto seria a concretização de um antissemitismo eliminacionista presente na história alemã. Os nazistas apenas concederam aos alemães a oportunidade de realizar algo que eles sempre desejaram: assassinar o povo judeu. As imagens e textos da ideologia e propaganda nazistas durante o período da guerra são ótimos meios para entender como o antissemitismo europeu, 3 principalmente o alemão, fonte de séculos de opressão, entre 1941 e 1945 levou ao Holocausto. De 1919 à 30 de janeiro de 1939, Hitler disparou agressões e ameaças de violência contra os judeus. Em seus pronunciamentos públicos, os nazistas afirmavam repetidamente que a relação entre a Segunda Guerra Mundial e os judeus era causal e necessária, o que mostra, então, que foi mais do que um mero acidente temporal e geográfico. Mesmo Hitler planejando há muito tempo o início e como seria a guerra, ele e seus propagandistas insistiam que o extermínio dos judeus era uma resposta justificada para uma guerra iniciada contra a Alemanha pelo judaísmo internacional. A justificação nazista para o genocídio era baseada em uma mistura de ódio, indignação e paranoia. E.H. Gombrich, um famoso historiador da arte que trabalhou na BBC como tradutor e analista da propaganda alemã durante a guerra, escreveu que a propaganda nazista criou um universo mítico ao transformar o universo político em um conflito de pessoas e personificações, onde uma jovem e vitoriosa Alemanha lutava fortemente contra conspiradores malignos, principalmente os judeus. Era esta enorme mania de perseguição, este mico paranoico que juntava todas as correntes da propaganda alemã. Durante a Segunda Guerra, a propaganda nazista afirmava todo o tempo que um sujeito político real, um ator chamado de comunidade judaica internacional, era culpado de começar e prolongar a guerra e que uma conspiração judaica internacional tinha a intenção de exterminar a Alemanha e os alemães. Declarações que eram sustentadas em uma paranoia essencial ao antissemitismo radical dos nazistas. No contexto da Segunda Guerra Mundial, essas crenças transformaram o antigo antissemitismo europeu de uma justificação para formas tradicionais de perseguição naquilo que o historiador Norman Cohn chamou de licença para o genocídio. A obsessão de Hitler pelos judeus fica clara em um discurso feito em um encontro do Partido Nazista em 6 de abril de 1920: Não queremos ser antissemitas emotivos que buscam criar um clima para pogroms. Antes somos movidos por uma determinação ardente e impiedosa para atacar o mal em sua raiz e extermina-lo por completo. Todos os meios são 4 justificados para atingirmos nosso objetivo, mesmo se isso significa fazer um pacto com o demônio. 3 No começo, Hitler denunciava a comunidade judaica como um elemento estranho à nação alemã e a causa dos problemas da Alemanha, da derrota militar à Depressão. Mas uma ameaça pública de exterminar os judeus só viria em 30 de janeiro de Entre 1920 e 1939, sempre usando um vocabulário cruel, Hitler defendeu a remoção dos judeus do meio do nosso povo. No final de Mein Kampf lê-se: Se no começo e durante a guerra vinte ou quinze desses hebreus corruptores do povo tivessem sido submetidos a gás venenoso, como ocorreu com centenas de milhares de nossos milhares de soldados alemães no campo de batalha, o sacrifício de milhões não teria sido em vão. 4 Diferentemente de sua prática pública entre 1919 e 1939, nos anos seguintes Hitler falou e escreveu com clareza, honestidade e frequência sem precedentes sobre concretizar suas ameaças de exterminar os judeus da Europa. Hitler e seus propagandistas conseguiam reunir respectivamente versões completamente contraditórias dos eventos: de um lado a ideia grandiosa de uma raça superior e do domínio mundial; do outro, a autoindulgência paranoica da vítima inocente e perseguida. Grandiosidade e paranoia eram dois polos de uma mesma ideologia fanática. Os nazistas lançavam suas próprias intenções e políticas agressivas e assassinas em suas vítimas, principalmente nos judeus. Do começo ao fim, a paranoica da propaganda acompanhou e justificou a grandiosa guerra de agressão e as políticas genocidas do regime nazista. Os líderes nazistas ao mesmo tempo em que entravam em um mundo essencialmente místico, convenciam a si mesmos e a outros milhões de que seu Ministério do Reich de Esclarecimento Popular e Propaganda (Reichsministerium fur Volksaufklarung und Propaganda) estava educando as massas sobre o povo nos bastidores e as realidades, onde eram a força por trás dos eventos. Dentro do discurso do antissemitismo radical, tudo se tornava explicável. 3 HITLER, Adolf. Munique, 6 de Abril HITLER, Adolf. Munique, 6 de Abril Para a maioria dos adversários de Hitler, era difícil acreditar que ele estivesse falando sério sobre exterminar e aniquilar os judeus. Na verdade, há uma incrível semelhança entre as intenções declaradas publicamente e as políticas de fato realizadas. Na verdade, quando os líderes do regime nazista discursavam publicamente após 1938 sobre o que de fato pretendiam fazer com os judeus da Europa, eram incrivelmente francos e claros sobre sua intenção de exterminar ou matar todos os judeus. Dois verbos e substantivos da língua alemã estavam no centro da linguagem nazista: Vernichten e Ausrotten, traduzidos como aniquilar, exterminar, e os substantivos Vernichtung e Ausrottung, aniquilação, extermínio. Quando Hitler e os outros líderes e propagandistas do regime nazista descreveram o que pretendiam fazer com os judeus, quase sempre faziam após afirmar que eram os judeus que pretendiam exterminar ou aniquilar o povo alemão. Quando os nazistas criaram a política de Vernichtung e Ausrottung do judaísmo internacional, o sentido claro nesse contexto era o de que os judeus apoiavam uma política genocida contra a Alemanha. Em 1941, Hitler e Goebbels diziam publicamente que a ameaça de exterminar os judeus era agora parte de uma política oficial em execução. O estudo foi baseado em procedimentos bibliográficos e na análise dos grandes filmes, pôsteres e documentos do nazismo. Englobou, também, um estudo aprofundado das personalidades da propaganda nazista, como Joseph Goebbels e Otto Dietrich. No decorrer do trabalho, é possível perceber uma cronologia passando pelos doze anos em que Hitler e seus propagandistas ficaram no poder da Alemanha até o final da guerra e suicídio de Hitler, em O trabalho foi dividido em tempo, personalidades importantes e fundamentais do processo nazista e suas comunicações na época, finalizando com a influência da propaganda nazista nos dias de hoje. O objetivo deste trabalho é uma reflexão de por que de 1941 a 1945, pela primeira vez na história, o antissemitismo europeu tentou assassinar todos os judeus na Europa. Como a propaganda nazista mudou para que o antissemitismo se tornasse uma política de extermínio em massa? 6 2. CRONOLOGIA DO NAZISMO 11 de novembro de Termina a Primeira Guerra Mundial. Setembro de Em Munique, Adolf Hitler entra para o Deutsche Arbeiterpartei, o DAP (Partido Alemão dos Trabalhadores). 1 de abril de O Partido Alemão dos Trabalhadores converte-se para Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei NSDAP). 9 de novembro de Hitler leva a cabo o Putsch de Munique. Depois do fracasso, é preso. 1 de abril de Hitler é condenado à prisão e permanece 9 meses na prisão de Ladsberg, na Alemanha, onde escreve o Mein Kampf (Minha Luta). 31 de julho de Nas eleições na Alemanha, o Partido Nacional Socialista consegue 37% do eleitorado. Os restantes 63% pertencem aos partidos da oposição, o qual principais exponentes são o Partido Comunista e o Social Democrata. 6 de novembro de 1932 Nas novas eleições, os Nacionais Socialistas perdem 2 milhões de votos e os Comunistas ganham 750 mil. 30 de janeiro de Hitler pactua com grupos conservadores e é designado pelo presidente Hindenburg, Chanceler do Reich. 5 de março de 1933 Última eleição democrática na Alemanha. O Partido Nacional Socialista consegue votos, os Sociais Democratas , os Comunistas de março de Por meio de um Decreto, Hitler recebe plenos poderes. 26 de janeiro de A Alemanha e a Polônia assinam o Pacto de Não-Agressão. 30 de junho de Os nazistas assassinam líderes das Sturmabteilung (AS). 26 de julho de Os nazistas assassinam o Chanceler da Áustria Dollfuss. 2 de agosto de 1934 O Presidente do Reich, Von Hindenburg, morre. Hitler é nomeado Führer e Chanceler do Reich. 7 13 de janeiro de A Alemanha ocupa o território do Sarre. 16 de março de Hitler implanta o serviço militar obrigatório na Alemanha. Começa o rearmamento. 25 de outubro de Criação do Eixo Roma- Berlim. 4 de fevereiro de Hitler afasta do comando militar Von Blomberg, Ministro da Guerra e Von Fritsch, Chefe do Exército. O Führer assume o comando da Wehrmacht. 12 de março de A Alemanha anexa o território da Áustria. 29 de setembro de Assinado o tratado de Munique. O território dos Sudetos (Tchecoslováquia) passa ao poder da Alemanha. 16 de março de A Alemanha cria os protetorados da Boêmia e Morávia. A Wehrmacht ocupa esses territórios. 23 de março de A Wehrmacht ocupa a região do Memel. 22 de maior de Firmada a aliança militar ítalo-alemã, o Pacto de Aço. 1 de setembro de 1939 AA Wehrmacht invade a Polônia Forças alemãs invadem a Noruega, Dinamarca, Bélgica, Luxemburgo, Holanda e França. 22 de junho de Forças alemãs invadem a União Soviética. 7 de dezembro de O ataque japonês à Pearl Harbor, base naval norteamericana no Havaí, leva os Estados Unidos a entrarem na guerra. 31 de janeiro de 1943 O Exército alemão rende-se em Stalingrado. 7 de setembro de A Itália anuncia a rendição Hitler escapa de ser assassinado por oficiais alemães dissidentes. 30 de abril de HItler suicida-se, enquanto os exércitos soviéticos entram em Berlim. 8 3. OS PROTOCOLOS DOS SÁBIOS DE SIÃO Os protocolos dos Sábios de Sião é um dos livros mais famosos propagados no mundo sobre o antissemitismo, que serviram como um dos pilares que justificariam a discriminação contra os judeus pelos nazistas. O livro foi escrito por Sergio Nilus na Rússia em Nilus baseou sua obra em uma sátira escrita em 1864 por Maurice Joly contra Napoleão III, imperador da Franca. A obra de Joly era um diálogo entre Maquiavel e Montesquieu no inferno e através desse dialogo, Napoleão III era apresentado como um homem cínico, ambicioso, sem escrúpulos e aventureiro, que tinha a intenção de tomar o poder ampliando as conquistas de seu tio Napoleão Bonaparte. O livro, na época, foi confiscado na França e levado para a polícia. Ao visitar a França em 1895, o czar Nicolau II da Rússia recebeu de um agente da polícia russa um desses exemplares. Com isso, notou que o conteúdo poderia ser usado contra os judeus, ao simplesmente trocar Napoleão III por judeus. O documento chegou a influenciar diretamente o czar Nicolau II, que eliminou da Constituição todas as ideias consideradas como liberais, já elas eram invenções judaicas para enfraquecer os povos com o objetivo de dominá-los 5. O objetivo do documento era mostrar
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