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Fake news: uma oportunidade para a alfabetização midiática.

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Fake news: uma oportunidade para a alfabetização midiática. Nuria Fernández-García 1 As notícias falsas não são um fenômeno novo, e podem se reproduzir com amplitude nas redes sociais. Quando hoje, em vários idiomas, se fala de fake News, se percebe esse fenômeno. A perda da centralização da fonte e a possibilidade de viralização outro termo da atualidade diminuem frequentemente o interesse pela veracidade da notícia e a capacidade crítica de leitura para identificar o falso. Na medida em que grandes proporções da população de informa nas redes, estas questões têm consequências políticas diretas, como se viu em vários acontecimentos recentes. O que têm em comum a vitória de Donald Trump nos Estados Unidos, o triunfo de Brexit no Reino Unido e do Não no referendo pela paz na Colombia: Nos três casos se trataram de campanhas muito polarizadas e, após o resultado, se falou do papel dos meios e das plataformas digitais, que teriam intoxicado a campanha e desse modo influenciado no resultado, que em todos os casos foi inesperado. Nos últimos meses, as expressões fake news (notícias falsas) e pós-verdade tem ocupado grande espaço nos meios de comunicação. O dicionário Oxford elegeu o termo pós-verdade (em inglês, post-truth) como a palavra internacional do ano em 2016 e a definiu como as circunstâncias em que os fatos objetivos influenciam menos na formação da opinião pública que as referências a emoções e a crenças pessoais. Ou seja, trata-se de uma falsidade que continua sendo aceita ainda que se saiba que é uma falsidade, o que não impede que se tomem decisões baseando-se nela. Inclusive personalidades como Barack Obama e o papa Francisco se referiram a esses perigos. Durante uma coletiva na Alemanha em novembro de 2016, Obama advertiu que se não somos sérios sobre os fatos e sobre o que é verdade e oque não é, se não podemos diferenciar entre os argumentos sérios e a propaganda, então teremos problemas 2. Um mês depois, o papa Francisco, em declarações à revista belga Tertio, manifestou-se em termos similares ao afirmar que propagar desinformação é provavelmente o maior dano que os meios podem causar e destacou que utilizar os meios para isto em vez de educar o público conta como pecado 3. Mas, a pós-verdade é um fenômeno novo? Não houve antes uma boa quantidade de notícias falsas? O que nos levou a falarmos e debatermos amplamente sobre estes termos agora? Encontramo-nos diante de uma questão que requer analisar como as pessoas acessam e compartilham informação na era digital e qual é o papel das plataformas digitais na sua propagação. Um novo sistema de acesso a informação A maneira como acessamos a informação mudou radicalmente nos últimos anos. A imprensa e os informativo de televisão perdem audiência, especialmente entre as gerações mais jovens, entre as quais as redes sociais passaram a ser hegemônicas. Segundo um estudo de 2016 do Pew Research Center, 62% dos adultos norte-americanos obtêm a maior parte da informação por meio das redes sociais (quatro anos antes, a porcentagem era de 49%) 4. E o estudo destaca o Facebook como a rede social com mais uso (67%), sendo acessada para obter informação (44% se informa 1 Nuria Fernández-García: é doutora em Jornalismo pela Universidade Autônoma de Barcelona e pesquisadora de pósdoutorado no Departamento de Jornalismo e de Ciências da Comunicação dessa universidade. É membro desde sua criação do comitê organizador e da equipe de pesquisa do Observatório para a Inovação dos Informativos na Sociedade Digital. Palavras-chave: alfabetização digital, cidadania, fake, filtro bolha, pós-verdade. 2 Obama afirma contra as notícias falsas: Se não podemos discriminar entre argumentos sérios e propagandas, temos um problema no La Vanguardia, 18/11/ Papa adverte aos meios sobre o pecado de difundir notícias falsas e difamar políticos no Reuters, 7/12/ Ver Jeffrey Gottfried e Elisa Sheaer: News Use across Social Media Platforms no Pew Research Center, 26/5/2016. aqui). YouTube é a próxima rede social em uso (48%), mas só a quinta parte de seus usuários se informam por ela, porcentagem similar que se encontra no Twitter, que tem uma base de uso menor (16%) mas uma maior porcentagem de pessoas que se informam por ela (9%). Esses dados confirmam os números do Digital News Report, que já assinalou em 2015 que informativos tradicionais perdem terreno a favor do vídeo online e de novos formatos visuais, especialmente entre os que têm menos de 35 anos, e destacou o rol cada vez maior que usa o Facebook para encontrar, discutir e compartilhar informação 5. Que consequência tem, então, informar-se através das redes sociais? Existem muitos filtros na internet que impedem que cheguem a nós pontos de vista em conflito com os nossos e que nos isolam em nossa própria bolha de informação, o filtro bolha (filter bubble) profetizado por Eli Pariser em eu livro O Filtro Invisível - o Que a Internet Está Escondendo de Você, publicado originalmente em Este filtro bolha cria um obstáculo ao acesso à informação que poderia desafiar o ampliar nossa visão do mundo e tem, portanto, implicações negativas no discurso cívico. A exposição a um limitado conteúdo informativo faz com as pessoas acreditem que suas ideias se alinham com a visão dominante. Podem ser encontrados filtros bolha no Google, plataforma que refina os resultados de busca de acordo com as consultas prévias dos usuários e os links que seguiram. De fato, o Google rastreia mais de 57 variáveis (por exemplo, marca do computador do qual se acessa, localização, software utilizado, etc.) para determinar os resultados de busca que serão mais relevantes para cada pessoa. Facebook também rastreia entre os clics de seus usuários o que compartilham e os contatos com os quais interagem, assim como informações de compras e transações dentro dos serviços do Facebook ou informação proporcionada por sócios da companhia. Com esses dados, personaliza o conteúdo que mostra a cada usuário. Os filtros bolha se unem à câmaras de ressonância (echo chambers), nas quais a informação, as ideias ou crenças são amplificadas por transmissão e repetição num sistema fechado onde as visões diferentes ou alternativas se descartam ou se representam de forma minoritária. Assim, os cidadãos terminam consumindo notícias ajustadas ao seu modo de pensar. Esse efeito é ainda mais forte em informações com conteúdo emocional e em crenças firmemente enraizadas. Um recente estudo da IMT School for Advanced Studies na Itália descata que as redes sociais contribuem para que as teorias conspiratórias persistam e cresçam no espaço virtual, ao criar um ecossistema no qual a verdade da informação deixa de importar. O que importa é se a informação se adapta a certa narrativa. Desta forma, torna-se difícil construir uma esfera pública compartilhada e o comportamentamento político fica imprevisível 7. Desconfiança nos meios Por outro lado, aumenta a desconfiança dos meios. Um estudo recente realizado pela Knight Foundation concluiu que a falta de confiança nos meios é comum entre os jovens de todo o espectro político 8. O estudo aponta que estes se mostram muito céticos com as notícias que consomem, além de preocupados com a falta de rigor ou a tendência das fontes utilizadas. Abunda nestes dados um estudo do Pew Research Center de 2016 segundo o qual 6% dos adultos norte-americanos compartilharam uma notícia que, no momento de difundir, não sabia que era falsa 9. Mas número bastante chamativo de 14% afirma ter compartilhado uma notícia falsa sabendo que o era. Num estudo recente do BuzzFeed e Ipsos Public Affairs, mais da metade dos entrevistados (54%) afirmou acreditar só um pouco ou nada em absoluto nas notícias que lê no Facebook 10. E parte da culpa do problema de confiança recai na mesma rede social: o debate sobre notícias falsas nos meios chegou à população e 42% das pessoas 5 Ver Nic Newman, David A. L. Levy y Rasmus Kleis Nielsen: Reuters Institute Digital News Report Tracking the Future of News 2, Instituto Reuters para o Estudo do Jornalismo / Universidade de Oxford, Taurus, Barcelona, Michela Del Vicario, Alessandro Bessi, Fabiana Zollo, Fabio Petroni, Antonio Scalaa, Guido Caldarellia, H. Eugene Stanleye e Walter Quattociocchi: The Spreading o Misinformation Online no PNAS vol. 113 No. 3, Mary Madden, Amanda Lenhart e Claire Fontaine: How Youth Navigate the News Landscape, Knight Foundation, fevereiro de 2017, disponível em htps://kf-site-production.s3.amazonaws.cm/publications/pdfs/00/000/230/original/youth_news.pdf . 9 Michel Barthel, Amy Mitchell e Jesse Holcomb: Many Americans Believe Fake News is Sowing Confusion no Pew Research Center, 15/12/ Ipsos Public Affairs: Buzzfeed News, 2017. entrevistadas disseram que não confia nas notícias na rede social porque o Facebook não está fazendo um bom trabalho para frear as notícias falsas em sua plataforma. Não obstante, não parece que o uso de algoritmos para selecionar conteúdo ou a existência de editores humanos no Facebook preocupe aos entrevistados. Só 15% atribui credibilidade às notícias encontradas no Facebook pelos algoritmos utilizados e uma porcentagem ainda menor (11%) se preocupava com a falta de editores humanos. Também se solicitou aos entrevistados que indicassem o quanto importante eram os vários fatores para determinar a confiança de uma notícia no Facebook. Para oito a cada dez, era importante a fonte da notícia, sete a cada dez deram importância a sua familiaridade com o tema da notícia e seis a cada dez apontaram a pessoas que a compartilhava. Esses dados contrastam com os resultados do Media Insight Project, que esse ano terminou um estudo experimental para analisar como diferentes fatores afetam a percepção sobre as notícias dos usuários do Facebook. O estudo concluiu que o usuário que compartilhava uma notícia era mais importante que a fonte da notícia. Isso quer dizer que os cidadãos confiam na pessoa que compartilha a notícia é mais importante que quem produz a notícia ou inclusive se o artigo foi escrito por uma organização real de meios. Falta sentido crítico no acesso e consumo de informação. Segundo um estudo da Universidade de Standford de 2017, 82% dos estudantes do segundo grau não podem distinguir entre um anúncio etiquetado como conteúdo patrocinado e uma notícia real em uma página da web. De fato, muitos estudos deram credibilidade a um twit informativo pelo fato de incluir uma grande foto e sem reparar na fonte da notícia. O perverso papel dos algoritmos Que papel têm as plataformas digitais? O Facebook tem sido acusado de ter influenciado na campanha presidencial norte-americana com a difusão de informações falsas que tinham favorecido Trump e teriam tido um impacto maior que as informações verdadeiras. De fato, já foi publicado um estudo em que se examina a informação que circulava nas redes sociais no estado de Michigan, onde se encontrou a mesma quantidade de notícias falsas que de notícias reais. O que aconteceu? Basicamente, o conteúdo sensacionalista em muitas ocasiões das notícias falsas se propaga mais rapidamente que uma notícia real. E sua correção ou retificação (no caso de ser necessária) raramente se compartilha da mesma forma. Em função das críticas recebidas, tanto o Facebook como o Google estão tomando medidas para impedir que sites da internet que disseminam notícias falsas utilizem suas plataformas. O Google já havia anunciado em outubro passado que introduziria uma nova função em seu serviço Google News que destacaria os artigos verificados previamente de forma rigorosa. Além disso, através do Google Digital News Initiative, está financiando vários projetos relacionados com a verificação de dados. A princípio o Facebook negou as acusações de que notícias falsas tinham ajudado no resultado das eleições presidenciais, mas ainda assim tomou medidas contra isso. Em dezembro, além de lançar um novo recurso que permite aos usuários informar postagens potencialmente falsas, o Facebook se associou à ABC News, Snopes, PolitiFact, FactCheck. Org y AP para verificar as histórias que são publicadas. Agora, diante de notícias falsas, aparece um comentário da companhia que põe em questão o conteúdo que se tenta acessar. Em janeiro lançou o Facebook Jounalism Project que, entre outras atividades, pretende promover a alfabetização midiática (news literacy), com o objetivo de ajudar aos cidadãos a obter a informação necessária para tomar decisões sobre as fontes nas quais pode acreditar. Além disso, concluiu reuniões com organizações de meios para compartilhar as medidas que está tomando para melhorar a grande quantidade de notícias presentes na plataforma. Em fevereiro, Mark Zuckerberg publicou um manifesto no qual reconhecia que o Facebook ainda tem muito por fazer para combater as enganações e notícias falsas em sua plataforma. E faz apenas um mês lançou a News Integrity Initiative, junto com outras instituições e organizações que incluem a John S. and James L. Knight Foundation, Democracy Fund, Tow Foundation e Mozilla, entre outras. Com um orçamento de 14 milhões de dólares, a iniciativa se concentra em ajudar os cidadãos para que possam tomar decisões informadas sobre as notícias que leem e compartilham online. Em definitivo, melhorar a alfabetização nas notícias, aumentar a confiança no jornalismo e informar melhor a opinião pública. Mas, quem escolhe as notícias na rede social? Um algoritmo. Um algoritmo decide a ordem das notícias que vemos na rede social. Depois de receber críticas por promover informações com um direcionamento progressista, o Facebook substituiu o pessoal encarregado de organizar as notícias de sua seção Trending Stories por algoritmos. Mas os algoritmos não necessariamente garantem que as notícias sejam realmente notícias. De fato, foram os algoritmos que direcionaram a informação a favor de Trump. Os investigadores Alessandro Bessi e Emilio Ferrara afirmam que os bots foram utilizados em ato que buscavam alterar o resultado das eleições presidenciais e que trolls estrangeiros bombardearam as redes sociais norte-americanas com notícias falsas. Isso fez com que surgissem iniciativas para desmascarar essas contas falsas. Uma delas é o BotorNort, promovida pela Indiana University Bloomington, que forma parte do projet Truthy. Por meio de sua página web, pode-se inserir o nome de um usuário do Twitter e o programa analisa a atividade dessa conta e da uma pontuação baseada na probabilidade de essa conta ser um bot. A necessidade de verificar a informação Em um ecossistema midiático no qual se institucionaliza a mentira com sobre-informação e uma grande abundância de fontes, faz-se necessário comprovar a veracidade das notícias. E aqui está a oportunidade para o jornalismo. Um dos efeitos positivos que as notícias falsas têm provocado é abrir o debate sobre o papel dos meios diante da verificação da informação e um forte crescimento do fact-checking (verificando a informação). Nos últimos meses foram projetadas diversas ferramentas para avaliar a qualidade da informação. Lucas Graves interpreta este crescimento do interesse por verificar a informação como um movimento no jornalismo atual que é vital para reavivar os ideais tradicionais da busca da verdade. O Instituto Reuters para o Estudo do Jornalismo analisou esse fenômeno e confirmou o crescimento de sites na Internet destinados a comprovar a veracidade das notícias. Na última década apareceram plataformas dedicadas a comprovar a verdade das notícias em mais de 50 países (mais de 90 % delas foram criadas a partir de 2010 e 50 foram lançadas nos últimos anos). Muitos desses verificadores estão associados a organizações de meios tradicionais. Por exemplo, na seção Burst Your Bubble (Reinvente sua bolha), o jornal progressista The Guardian recomenda a cada semana cinco artigos conservadores que considera interessante para expandir o pensamento de seus leitores. E The Wall Street Journal, em seu recurso digital Blue Feed, Red Feed, mostra ao mesmo tempo duas linhas: à esquerda, as postagens que são publicadas no Facebook pelos meios progressistas, e à direita, as publicações conservadoras. E a cada dia se somam novos meios de verificar a informação. A maioria dessas plataformas verificadoras mais de 60% - funcionam como entidades independentes ou como projetos ligados a alguma organização civil. Destacam-se aqui iniciativas como First Draft News,PolitiFacts e seu monitor Truth-O-Meter, FactCheck um projeto do Annenberg Public Policy Center o Snpes, um projeto que começou em 1994 denunciando lendas urbanas e que desde então se tornaram um dos maiores verificadores de informação. First Draft News, além de oferecer múltiplos recursos em sua página web, em setembro de 2016 criou a First Draft Partner Network, na qual reúne as maiores plataformas sociais, organizações de direitos humanos e outros projetos de verificação para trabalhar conjuntamente na busca de soluções para os objetivos que determinam a forma de filtrar a informação real e conteúdos autênticos. Al Jazeera, CNN, BBC, Bloomberg, The New York Times ou The Telegraph são alguns dos meios que participam deste projeto. E nas últimas eleições presidenciais na França se criou o projeto Cross Check, com meios franceses e internacionais, para identificar afirmações online falsas, errôneas ou que incitassem a confusão. Channel 4 News obteve quase três milhões de visualizações de seu vídeo online no qual desmentia algumas das afirmações mais importantes que foram feitas relacionadas ao Brexit. Portanto, essas plataformas são úteis? Sim, e os cidadãos necessitam desses verificadores. Necessitam que o jornalismo mostre novamente sua razão de ser. A necessidade da alfabetização midiática A alfabetização midiática também é mais necessária que nunca. De fato, a raiz das notícias falsas há um renovado interesse em desenvolver a alfabetização midiática. Se as novas gerações obtêm sua informação em redes sociais e outros recursos online, devem aprender a decodificar o que leem. Um estudo realizado por Joseph Kahne e Benjamin Bowyer indica que quem realiza cursos sobre alfabetização midiática incrementa sua habilidade para entender, avaliar e analisar as mensagens dos meios. Por que não oferecer às crianças e jovens as ferramentas necessárias para avaliar a credibilidade da informação? E fazê-lo com uma perspectiva cívica. Paul Mihailidis, num recente artigo escrito juntamente com Samantha Viotty, aponta que talvez os cidadãos compartilhem e perpetuem informação questionável não porque careçam de competências midiáticas necessárias para distinguir entre informação e propaganda, mas sim porque têm seu próprio sistema de valores e o defendem. Mihailidis propõe que talvez o próprio problema não é que o eleitorado norte-americano esteja mal informado, mas só compartilha e dá credibilidade à informação que se encaixa em sua visão do mundo. Se encontrar a verdade já não é uma prioridade como é encontrar a informação que nos pareça pessoalmente relevante, deve-se mudar a forma como abordamos a alfabetização midiática. É suficiente ler dois meios ideologicamente opostos? Mike Caulfield opina que isso não vai solucionar nada. Caulfield se encontra por trás da Digital Polarization Initiative (Digipo), um projeto que tenta conscientizar os jovens sobre o conteúdo informativo que encontram online fazendo com que eles participem da análise de questões relacionadas com a polarização digital. Os norte-americanos revisam a informação que encontram no Twitter ou no Facebook. Não só investigam, mas também atribuem contexto e sentido comum a notícias que vão desde fraude eleitoral a artigos nos quais se anuncia um novo tratamento contra o câncer. Outras propostas ativas são o Project Look Sharp, criado pelo Ithaca College, que desenvolve e provê de planos de estudo, materiais, formação e apoio para a integração da alfabetização midiática no currículo escolar em todos os níveis educativos; o News Literacy Project (NLP), que trabalha com educadores e jornalistas para ensinar os estudantes do ensino f
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