Documents

Fichamento_A casa da invençao_Milanesi

Description
Fichamento: MILANESI, Luís. A casa da invenção: biblioteca, centro de cultura. 4.ed. rev. ampl. São Paulo: Ateliê Editorial, 2003. Pág. Citação Observações CAP. 1 JÁ EXISTE, PARA QUE SERVE? p. 11 Centro cultural = sinônimo de civilidade p. 12 História = antecedentes franceses p. 12 “A pergunta, por que um centro cultural? Não propiciará um longo discurso. É um prédio, um teatro, uma biblioteca, um museu, um arco do triunfo, é uma forma com função imprecisa à qual o homem comum não atribuiria nen
Categories
Published
of 10
All materials on our website are shared by users. If you have any questions about copyright issues, please report us to resolve them. We are always happy to assist you.
Related Documents
Share
Transcript
  Fichamento: MILANESI, Luís. A casa da invenção: biblioteca, centro de cultura. 4.ed. rev. ampl. São Paulo: Ateliê Editorial, 2003.Pág.CitaçãoObservaçõesCAP. 1 JÁ EXISTE, PARA QUE SERVE? p. 11Centro cultural = sinônimo de civilidade p. 12História = antecedentes franceses p. 12“A pergunta, por que um centro cultural? Não propiciará um longo discurso. É um prédio, umteatro, uma biblioteca, um museu, um arco do triunfo, é uma forma com função imprecisa àqual o homem comum não atribuiria nenhuma utilidade à sua vida prática.” p. 13Uma das solicitações mais freqüentes que chegam dos municípios é o pedido de apoio para a construção de um centro de Cultura – Minhacidade já tem uma biblioteca, um teatro... agora precisamos de um centro de Cultura  Confusão conceitual p. 13Diversas denominações: centro cultural, centro de Cultura, casa de Cultura, espaço de Cultura p. 14A solicitação vem do segmento falante  na maioria das vezes a demanda não é do povo p. 14Um centro de Cultura é quase sempre caro: é o preço que se paga para ter, além de um espaço para atividades culturais, um monumento. p. 15Os mesmos que defendem a construção do centro cultural ficam sem argumentos para justifica-la  antes tantas carências (a fome, por ex.), os gastos não se justificam. p. 15Doença = hospital  ? = Cultura p. 16-20História: Seringas e Sapatões – descontinuidade de obras e projetos quando há a troca de partidos no poder CAP. 2 FORMAS DIFUSAS E SOBREVIVENTES DA CULTURA p. 23A vida cultural brasileira sustentou-se numa base triangular formada pelas entidades da tradiçãoeuropéia e trazidas pela corte portuguesa: biblioteca, teatro e museu p. 24A biblioteca é a mais antiga e freqüente instituição identificada como Cultura p. 25Teatro = + cultura, - lazer   cine-teatro  cinemaDaí teatro = cultura; cinema = lazer  p. 26Museus = papel de preservação [da história local] p. 27“Na prática, museu, museu de imagem e do som, arquivo, biblioteca são nomes diferentes para produtos muito semelhantes [...] Os conceitos para definir áreas e atribuições são frágeis e, comisso, duplicam ações, apresentando os mesmos produtos e serviços em lugares diferentes e,quase sempre, de maneira precária.”Essa imprecisão gera custos p. 27“Geografia, sociedade, história diferentes pedem espaços culturais diferentes. Não se trata deregionalizar a Cultura e podar as formas essenciais do conhecimento, anulando expressõesdiversificadas do homem, mas de dar resposta às necessidades locais. Tanto Maceió comoCuritiba têm bibliotecas, teatros, museus, mas as suas formas e funções fazem-nosdiferenciados.”A regionalidade gera práticas culturaisdiferenciadas p. 27“A formação social é um dos fatores mais importantes para delinear uma política de Cultura,  incluindo aí as formas e funções dos espaços a ela destinados.” p. 28“Não há, pois, um modelo de centro cultural. Há uma base ampla que permite diferenciar umespaço cultural de um supermercado: é a reunião de produtos culturais, a possibilidade dediscuti-los e a prática de criar novos produtos. O público é formado pelos que exercitam acriatividade e pelos criadores potenciais – ou, em outras palavras todos. Quem entra num centrocultural deve viver experiências significativas e rever a si próprio e suas relações com osdemais.” p. 28“Indústria Cultural da Cultura” = capaz de igualar comportamentos de sociedades diferentes.2.1 Do trem à TV (história) p. 28-30O trem ditava as tendências culturais; depois, o rádio p. 30-31“Em tempos de produção e disseminação culturais sempre prevaleceu mão única: da capital para o interior, do maior para o menor.”Do maior para o menor: hoje, RJ e SP paraas demais localidades p. 31Indústria cultural – todos em torno da novela das 20h p. 33Cinema = convivência  boates, casas de show etc p. 34-37“Homogeneização cultural” – TV = via de mão única p. 37“Dos esforços criativos passou-se ao consumo”  É fácil comprar pronto. Difícil é fazer em casa  espaço para as capitais preponderamCAP. 3 EM BUSCA DE UM ARQUÉTIPO E DO TEMPO PERDIDO p. 41TV = via de mão única = estagnação p. 42-43“Nas cidades, como prova de garantia da Cultura local, sobrevivem as bibliotecas  que nada mais são que instituições que oferecem suporteaos escolares (pesquisa enciclopédica) p. 43Uma escola frágil e uma TV forte geram um homem com a cabeça na lua (mundo apresentado pela mídia) e pé na lama (qndo percebe suarealidade, n tem ferramentas p muda-la) p. 45“O produto cultural exposto pelos meios de comunicação e, como tal, a sua veiculação obedeceaos fatores encontrados em campanhas de divulgação de bens de consumo” p. 46“Enfim, o produto cultural nem sempre é aceito, os ‘cultos’ justificando pela ‘ignorância do povo’ e o povo justificando-se por ‘não ter entendido’ ou alegando que é ‘chato’ mesmo. A partir disso, compreende-se (mas n se justifica) que os centros de Cultura, na maioria dos casos,tenham o perfil de centros de exibição de produtos fáceis – uma extensão do universo damídia.”Linguagem fácil para o povo  centrosculturais como extensão do universo damídia p. 47“A atividade cultural instiga, perturba, incomoda e, por isso, não se espera que o espaço ondeela se desenvolva seja lugar exclusivamente de lazer e procurado por multidões. [...] É um paradoxo: a casa deve atrair pessoas para o desconforto do novo e a reflexão. No entanto, não éisso que está na raiz da intenção de se construir o espaço. Ela é gerada sem conceito e sem programa. É como se fosse dito: 1º construímos um prédio e depois vamos ver o que fazer comele [...].”Primeiro constrói-se o prédio; depois, vê-seo que fazer com eleCAP. 4 O MODELO PARISIENSECentro Cultural Georges Pompidou p. 55“Se os btecários, deixando de lado por alguns instantes os códigos e normas aprendidos em seuscursos, sentissem a liberdade de organizar os livros, revistas [...] construiriam uma bteca queO Centro Pompidou é um dos maisvisitados de Paris. Na biblioteca do centro  não seria apenas um acervo organizado, mas uma organização de estímulos. Nessa biblioteca,há espaço para discussões, notícias....”há uma vasta coleção de livros, acessogratuito à internet, jornais e revistas detodas as partes do mundo e televisões comcanais internacionais. p. 56“Todos essas atividades são sustentadas, quase que exclusivamente, pelos recursos públicos.Cultura não é uma ação cosmética de imediato e rápido efeito, mas um investimento comretorno garantido, mesmo sendo a longo prazo.”CAP. 5 AS EXPERIÊNCIAS DOMÉSTICAS5.1 A grande construção p. 60Brasília sem biblioteca p. 61“É muito mais fácil projetar um hospital ou uma cadeia: sabe-se exatamente para que servem ehá especialistas para fornecerem programas específicos aos que arquitetam as formas. No casodos espaços culturais, isso não ocorre como regra.” p. 62“O centro de Cultura traz em si um grave problema de identidade, exatamente como o conceitode Cultura.”Centro de Cultura = problema deidentidade, já que há problemas com a def.de Cultura p. 62-67História: A biblioteca de vidro5.5 Síntese p. 71“O que importa, tudo parece indicar, é a obtenção de um bem que possa conferir à coletividadeo orgulho de posse de algo que, se n servir p nada, pelo menos é bonito. Não é à toa que aarquitetura torna-se exuberante quando projeta obras ligadas à esfera cultural.” p. 72“Por que as pessoas aplaudem os acordes iniciais de melodia que está na memória de todos?Pela capacidade de reconhece-la ou até por saber identifica-la. Sendo reconhecível, serávalorizada. O produto cultural nem sempre tem uma etiqueta do preço. O que o faz diferença éo acúmulo de informação que os indivíduos detêm.”O que é reconhecível, é valorizado  música erudita em um comercial, por ex. p. 73“Algo parece claro: na concepção comum, o cultural é algo ‘superior’, está acima dasfacilidades da rotina.”Rotina como algo superior  p. 74“[...] configura-se uma das questões do trabalho cultural: atender a segmentos menores da população, apresentando um produto com maior valor enquanto linguagem ou tornar viável oacesso de um público maior, oferecendo um produto mais fácil?” p.74“O sentido do centro está essencialmente na ação e só as pessoas que dela participam poderãoavaliar para que serve.”Cap. 6 – AQUILO DEU NISSO p. 77“Por uma convergência de fácil explicação, a área para armazenar documentos e discutir,inclusive discuti-los, passou a ser a mesma. Por isso, a Biblioteca de Alexandria pode ser caracterizada como nítido e antigo centro de Cultura.”Biblioteca de Alexandria = Centro deCultura6.1 No Brasil, os padres p. 80“Como Cultura tem faces diferentes e muitas, alternadas no tempo, o seu centro poderá ser tão  impreciso quanto o próprio conceito.” p. 81“Dentro da colonização portuguesa e da transfusão do pensamento e das práticas européias, oscolégios da Companhia de Jesus, os mosteiros e conventos eram, praticamente, os únicoscentros de leitura e discussão. Podiam, pois, ser identificados como primitivos ‘centrosculturais’, ainda que mais preocupados em uniformizar o pensamento do que em transformá-lo. No entanto, atuavam como espaço de aprendizado e de exercício do pensamento.”Companhia de Jesus = primitivos centros deCultura (pois havia a preocupação emuniformizar o pensamento) p. 83“A ação jesuítica faz parte substancial da herança que deram os contornos daquilo que seidentifica como ‘Cultura brasileira.” p. 84“Em Salvador, em 1811, foi criada a primeira biblioteca brasileira que pode ser identificadacomo pública. [...] Essa primitiva biblioteca baiana de acesso público foi, talvez, o primeiroensaio do centro de Cultura onde o acesso ao conhecimento diversificado era o seu objetivo básico.”1ª biblioteca brasileira – ensaio de centro deCultura6.2 Na República, os leigos p. 88“O espaço que as ordens religiosas ocupavam na instrução formal passou a ser controlado peloestado e a escola transformou-se em repartição pública. Talvez essa passagem tenha acentuadoum fato significativo: os programas de ensino tornaram-se definidos e detreminados peloscurrículos previamente estabelecidos pelo Estado que, por meio deles, indicava o que as escolasdeveriam ensinar e o que o cidadão brasileiro precisava conhecer para ser integrado nasociedade. O diploma seria salvo-conduto para a obtenção do reconhecimento do meio. OEstado criou os critérios para identificar o apto e o inapto.”Importância dada ao diploma. p. 88“Ao que tudo indica, foi com a República que se iniciou a separação daquilo que se chamavaInstrução de um outro elemento pouco mencionado: a Cultura. No fim do século XIX, nocampo da criatividade e do brilho intelectual, o destaque era o jornalismo.”Com a república: separação de Instrução eCultura – marcada pelo Jornalismo p. 89“Os ‘instruídos’ liam textos e, inclusive, liam para os que não podiam fazê-lo. Eram decoradose difundidos oralmente. A obra de Bilac chegava aos analfabetos. Pela imprensa e pelaoralidade ampliava-se o literário, formando uma categoria de cultivadores de palavras, oscultos.”Origem do termo “culto” p. 90“A ‘Cultura’, enquanto idéia e palavras divulgadas, não nasceu nos locais de ensino e na práticade ‘instrução pública’, mas nas redações e páginas de imprensa. Os estabelecimentos de ensinoaté poderiam estimular a leitura de Machado de Assis, mas isso era apenas ‘Instrução’. A‘Cultura’ nasceu da diferenciação do escolar.”A ‘Cultura’ nasceu da diferenciação doescolar (Instrução) p. 91“A Igreja Católica, cuja hierarquia comandava milhares de padres, muitos deles estrangeiros,criou uma rede de trabalho apostólico alternativo de ensino leigo. Atividades culturais foramestabelecidas de forma organizada pelos movimentos e associações.”Movimentos culturais para o ensino deleigos.Dramatizações, danças, corais... = Cultura p. 91“A rede oficial de ensino, responsável pelas primeiras letras, oferecia também atividadesculturais, provavelmente, em parte, extracurriculares.”Escola – atividades culturais =extracurriculares p. 92Identificam-se duas vertentes de ação cultural: o ensino republicano e a Igreja Católica. Mas o povo, analfabeto, manifestava-se através daoralidade e de outras formas = Cultura popular  p. 92“Ao que tudo indica, foi na década de 30 que se delineou claramente uma área específica, sem 1930-Cultura propriamente dita – separada
We Need Your Support
Thank you for visiting our website and your interest in our free products and services. We are nonprofit website to share and download documents. To the running of this website, we need your help to support us.

Thanks to everyone for your continued support.

No, Thanks