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Hermes cap. 1 - do cavalo de tróia ao wikileaks. os estilhaços do poder no ciberespaço

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  • 1. Capítulo 1<br />Do Cavalo de Tróia ao Wikileaks: Estilhaços do Poder no Ciberespaço<br />O título, com licença poética, antecipa a intenção do trabalho, movido pela idéia de que a aventura do conhecimento, de maneira semelhante à experiência da navegação implica num processo de descoberta de si, do mundo social e cósmico, um processo que não se realiza sem a coragem necessária para enfrentar os obstáculos.<br />Foi assim ontem, no tempo dos deuses, heróis e guerreiros, como narra Homero na Ilíada e na Odisséia, e é assim também hoje, no tempo do wikileaks, das navegações virtuais, estratégias de poder e descobertas no ciberespaço. <br />A expressão “navegar no ciberespaço” tem analogia com a história do conhecimento, em que incidem erros, acertos, naufrágios e conquistas. Como na odisséia de Ulysses, o trajeto do saber é atravessado por crises, rupturas, derivas, sobrevivências, novos achados e permanentes modificações no mapa da viagem. <br />O ciberespaço é atravessado por forças históricas, sociais, econômicas e políticas, que lhe condicionam. Mas, ao mesmo tempo, consiste num motor que libera uma cibercultura, cuja irradiação, surpreendentemente, afeta os agenciamentos humanos, gerando um empoderamento coletivo que desafia os sistemas dominantes.<br />O triunfo na aventura do conhecimento consiste, desde os pré-socráticos, na habilidade de reunir, moderadamente, o vivido e o sensível, a teoria e a prática, a história e a mitologia. E a categoria de mediação é utilizada aqui como um farol orientando o nosso trajeto epistemológico; portanto, a figura de Hermes e suas emanações se fazem presentes ao longo do percurso investigativo. A figura simbólica do mediador, árbitro, mensageiro divino nos fornece insights valiosos para transitarmos entre os altos, baixos, apagões e clarividências da cultura digital.<br />Inteligência conectada e empoderamento coletivo<br />Existem diferentes maneiras dos indivíduos utilizarem os computadores e a internet. na rotina cotidiana. Para a maioria a rede funciona como um canal de diversão e entretenimento; para outros, além de se constituir como um vetor de informação permanente, a web funciona como uma estratégia operacional no campo da pesquisa científica e como oportunidade de trabalho numa época de desemprego. <br />Os defensores da internet enfatizam, por exemplo, como um dos seus aspectos positivos a dinâmica dos processos de digitalização, disponibilização e compartilhamento dos acervos públicos. Há outros usuários que apreciam a Internet como uma via de acesso a outras espiritualidades e corporeidades. Todavia, há aqueles que vêem a Internet e o ciberespaço como produto de uma tecnocultura, que, gerada em alta velocidade, oblitera a dimensão dos valores humanos e distancia os corpos físicos do espaço público; por esse prisma, seria uma experiência com vetores regressivos.<br />Investigamos alguns objetos, fenômenos e processos, que representam nacos no tecido da cibercultura, a qual tem sido popularmente assimilada a partir do desempenho das redes sociais. Mas para a análise cumpre nos guarnecermos de um instrumental conceitual e metodológico, moldando um corpus teórico para decifrar esta experiência que nos envolve, nos fascina e nos escapa. Sondamos, então, algumas estratégias de comunicação no ciberespaço, recorrendo a autores, cujos trabalhos, em sua diversidade, de modo analítico, crítico, compreensivo, trazem elementos para um debate. <br />“Enredar é tecer a arte de organizar encontros”, e este o mote epistemológico da coletânea Tramas da Rede (PARENTE, 2004), um arsenal teórico que reúne estudiosos de vulto como Latour, fazendo uma exploração racional e sensível dos “laboratórios, bibliotecas e coleções”; Marc Guillaume estudando a “comunicação comutativa”; Hardt & Negri, inspecionando a “biopolítica”; Pierre Lévy, estudando o ciberespaço e a “economia da atenção”; Henrique Antoun analisando a “democracia, multidão e guerra no ciberespaço”; Ascott, vislumbrando o “homo telematicus, no jardim da vida artificial”, e Maciel, “contemplando os espaços híbridos”.<br />A noção de rede vem despertando um tal interesse nos trabalhos teóricos e práticos de campos tão diversos como a ciência, a tecnologia e a arte, que temos a impressão de estar diante de um novo paradigma, ligado, sem dúvida, a um pensamento das relações em oposição a um pensamento das essências. (PARENTE, 2004).<br />Refazendo um estudo da obra Sociedade em Rede (1999) , percebemos que, numa perspectiva crítica, Castells se empenha em decifrar o alcance e os limites das redes sociais, como o produto mais acabados na nova fase do capitalismo global. A partir da sua leitura, entendemos que a hiperconcentração de renda, os fundamentalismos (religioso e mercadológico), as conexões do crime global, o apartheid tecnológico e a exclusão digital compõem a face regressiva da nova (des)ordem mundial na era das redes de informação. <br />Todavia, a perspicácia do autor reside em revelar como, no contexto da globalização, se inscrevem novas redes de sociabilidade, com matizes afirmativos. Essa problemática será atualizada nas obras posteriores, A Galáxia Internet, reflexões sobre a internet, os negócios e a sociedade (2003) e Communication Power (2010), vislumbrando os modos de empoderamento coletivo por meio das tecnologias. <br />Num outro registro, há autores que encontram nas “novas” redes de informação a projeção das atuais contradições socioeconômicas, políticas e culturais, conforme podemos constatar no livro Diferentes, desiguais, desconectados:<br />As diferenças na modernidade existem às vezes como desenvolvimentos culturais distintos, outras vezes como resultado da desigualdade das classes, entre as nações, entre os grupos sociais, e mais recentemente em relação com as possibilidades de conexão e desconexão das comunicações, ou das redes de informação, entretenimento e participação social. A mobilidade identitária tem muito a ver com essas diferenças, desigualdades, conexões e desconexões, com uma combinação dessas modalidades. (CANCLINI, 2005). <br />Convém reconhecer que as redes telemáticas geram processos afirmativos de pertencimento e identificação. As comunidades virtuais refletem novos estilos de ambiência, gerando modos de percepção, cognição e convivialidade, e os indivíduos e grupos sociais não cessam de agenciar modos de intervenção e participação. Servem de exemplo os ambientalistas, que se tornam cibermilitantes, organizando suas estratégias micropolíticas, modalidades de ação instaladas no interior da cibercultura, propiciando a emergência dos chamados “cidadãos culturais”, como mostra o livro Leitores, espectadores e internautas (2008):<br />O autor examina as fusões entre empresas dedicadas à produção de livros, mensagens audiovisuais e eletrônicas e investiga, em particular, hábitos culturais. Breves artigos, ordenados como num dicionário, interagem à maneira de um hipertexto para redefinir, não apenas o que é ser leitor, espectador e internauta, como o modo pelo qual agora somos cidadãos culturais, e nos relacionamos com o patrimônio, os museus e as marcas e para onde vai a pirataria, o zapping e os usos do corpo. (CANCLINI, 2008).<br />A correspondência on line, o webjornalismo, o cinema 3D, a tevê interativa, o namoro virtual, o marketing digital, e-comerce, as teleconferências, o ensino mediado pela tecnologia, a digitalização, disponibilização e compartilhamento das informações planetárias, entre outras experiências informacionais, criaram novas espacialidades e temporalidades que redefiniram o estatuto do ser na cultura, novas “formas comunicativas do habitar” (Di FELICE, 2009). <br />Entretanto, esses processos não se efetivam harmonicamente, pois envolve relações de poder, acirradas disputas e rivalidades. Neste sentido, a experiência do ciberativismo sinaliza algo de novo no contexto da cultura contemporânea, pois adverte como é possível se instalar no interior dos sistemas fechados e contribuir para uma estratégia de comunicação compartilhada e colaborativa. Assim, os hackers podem ser vistos como “ativistas midiáticos” (TRIGUEIRO, 2011), que utilizam uma tática tecno-comunicacional mais democrática, contribuindo para a inclusão digital.<br />Comunicação Digital, Poder e Tecnologia<br />Na Idade Mídia, emergem novas configurações que nos levam a repensar o significado do espaço público e os modos de participação social no contexto das decisões públicas. Diversos estudiosos têm se dedicado a análise do tema, participando de fóruns, como os congressos anuais da Associação Brasileira de Pesquisadores em Comunicação e Política – COMPOLITICA, atuante desde 2006, que destacamos aqui, considerando a especificidade das análises no âmbito da cibercultura.<br />Na época dos mercados globais faz-se necessário perceber os níveis de expansão e concentração, conexão e mobilidade, em que se misturam o tradicional e o ultramoderno. Convém perceber, estas conjunções, nem sempre são bem balanceadas, e se projetam num contexto histórico e social, envolvendo poderes locais e globais, que podem afetar – positivamente ou negativamente - os indivíduos e grupos sociais.<br />Daí a importância de um debate consistente, num espaço público como a internet que pode agregar os acadêmicos, políticos, jornalistas, profissionais de mídia e, sobretudo, os cidadãos conectados em rede. Então, é pertinente a disponibilização dos papers da COMPOLÍTICA, resultantes das pesquisas arrojadas dos profissionais de primeira linha. Sua relevância reside na atualização dos temas que têm lugar na esfera pública (presencial e midiatizada) e ali, sendo problematizados – com rigor e sistematização – lançam luzes sobre um conjunto importante de fenômenos e acontecimentos de ordem política, que ganham novos contornos na era da informação. A citação de alguns dos temas explorados demonstra o quanto o Grupo de Trabalho “Internet e Política” pode contribuir para um debate sócio-político mais amplo: <br />“Os blogs, o jornalismo e a Política”, “Orkut e os surdos”, “as ágoras digitais”, “Internet e Desmatamento”, “Governo e Democracia Digital”, “O movimento Cansei na blogosfera”, “Acesso à informação na América Latina”, “Websites dos Governos Federais na América do Sul”, “O twitter na campanha eleitoral”, “Humor e Política”, “O debate sobre o Marco Civil na Internet”, “O blog e a ciberpolítica”, “Internet e Ministério da Cultura”, “Democracia e Monitoramento”, “O fenômeno wikileaks”, “Movimentos sociais na era digital”. Ou seja, os grandes temas analisados pelos especialistas da interface Comunicação e Política – doravante - podem ser compartilhados na internet, o que revigora o trabalho de interpretação da cultura política mediada pelas tecnologias colaborativas.<br />Estratégias políticas e informacionais: Da tecnocracia à digitofagia<br />Hoje, no campo da comunicação a batalha se dá em defesa dos creative commons, na luta em defesa do copyleft, software livre, redes gratuitas, banda larga para todos. E o que está em jogo neste processo são os modos de acesso à informação proativa, acerca das atividades básicas, como educação, saúde, transporte, trabalho, segurança, mas também o acesso às diversas modalidades socioculturais e políticas que podem regular o desnivelamento dos fluxos informacionais. <br />No que respeita às culturas híbridas latinas, brasileiras e à diversidade regional do Brasil, o desafio que se impõe é mapear as formas políticas, econômicas e sociais, que se delineiam nesse contexto. É preciso considerar que os seus espaços e tempos são desbalanceados e atravessados por processos verticalizantes e excludentes, necessitando, portanto, de novas estratégias de ação.<br />A especificidade do hibridismo cultural brasileiro (e latino) modela características particulares na vida cotidiana, inclusive nos modos de usar, “modos de fazer” (e de interagir diante das tecnologias), como afirma, num outro registro, Michel de Certeau, em A invenção do Cotidiano (1980) . Esta condição se expressa igualmente numa linhagem de pesquisa informada pelos “estudos culturais”, como aponta Yudice, em A conveniência da cultura: usos da cultura na era global (2004) e, numa outra perspectiva, Maffesoli, em Tempo das Tribos (1987) e Nomadisme: vagabondagens initiatiques (1997); ou ainda no instigante trabalho Net_Cultura 1.0: Digitofagia (ROSAS & VASCONCELOS, 2006).<br />A concepção da digitofagia (surgiu do) pensar uma prática antropofágica que reatualizasse esse ideário no contexto da cultura digital, reabastecendo seu viés libertário. Para tanto, abraçar práticas espontâneas na cultura contemporânea brasileira, como a pirataria, os camelôs e a gambiarra, seria, quem sabe, uma forma de trazer a mídia tática para um campo mais familiar e cotidiano aos praticantes, teóricos e ativistas brasileiros, e também publicamente expor o sentido da colaboração nas trocas de informações, fazeres e recursos materiais, a parafernália tecnológica compartilhada para ações coletivas. <br />(ROSAS & VASCONCELOS, 2006, p. 11). <br />Trata-se de uma provocação estimulante o projeto da “digitofagia” e pode iluminar arestas num contexto difuso como o nosso, em que as identidades (ou identificações) e as sociabilidades (ou socialidades), considerando o caráter nômade e mutante da cultura das redes sociais, celeiro dos cibercidadãos e da democracia virtual.<br />A web nos torna locais e globais simultaneamente; esta é a condição da nossa cibercidadania. Mais uma vez precisamos estar atentos para as raízes e antenas, as emanações da história e do cotidiano; outra vez é preciso recorrer às epistemologias transversais para contemplar a paisagem da latinidade no contexto da globalização. <br />No que concerne à interface comunicação e tecnologia, no contexto brasileiro e latino-americano, Barbéro tem participação efetiva neste debate. Desde a obra de referência, Dos Meios às mediações (1997), incluindo os estudos sobre a “alteridade tecnológica” (1985) e o livro Exercícios do ver (2001), em colaboração com o psicólogo German Rey, tratando da conexão entre a oralidade e a tecnologia, até a sua defesa da utilização da “inteligência coletiva (e conectada)” e do “empoderamento social”, no enfrentamento dos problemas econômicos, políticos e culturais (CISECO, 2010). <br />Cumpre ressaltar a maneira como as empiricidades fornecidas pela cibercultura não cessa de engendrar novas investigações, resultando num acervo privilegiado para as novas gerações de pesquisadores .<br />O pensamento crítico, vigilante, interpretativo aliado a gestão dos processos tecnocomunicacionais, articulados pelos “atores em rede”, interligados na “inteligência coletiva conectada” tem promovido agenciamentos desencadeadores de modalidades expressivas de empoderamento. A interação dos “actantes” (conforme conceitua Latour) propicia estratégias dinâmicas, que transformam o ciberespaço num campo de forças produtivas, políticas, revigorantes.<br />Para Latour, entre objetos, idéias ou pessoas, não existe qualquer espécie de diferença ontológica. Todos são “atores” (ou actantes), dotados de força própria e de capacidade de produzir efeitos no mundo. Por isso, nenhuma teoria ou idéia que busque reduzir a heterogeneidade do real a algum princípio unificador é efetivamente satisfatória. Nem o deus da religião, nem o inconsciente da psicanálise, nem o “poder” de Foucault conseguem traduzir adequadamente essa perspectiva. Todos os seres, animados ou inanimados, orgânicos ou inorgânicos, materiais ou imateriais, conscientes ou inconscientes localizam-se no mesmo patamar ontológico (“on the same footing”, como não se cansa de repetir Harman). Como bem explica nosso comentarista, “o mundo é uma série de negociações entre uma multiforme armada de forças, os humanos entre elas, e um tal mundo não pode ser dividido nitidamente entre dois pólos preexistentes chamados ‘natureza’ e ‘cultura’ ”.<br />Bruno Latour, o Príncipe das redes. In: Blog Carpintaria das Coisas (FELINTO, 17.05.2010) .<br />Mobilidade e Poder nas Redes Sociais<br />Na era das conexões globais, convergências e mobilidades, é difícil capturar o sentido das identidades, sociabilidades e empoderamentos sem recorrer à grande cartografia infoglobal, na qual nos inserimos e com a qual interagimos.<br />É importante sublinhar a emergência de vigorosas práticas sóciotécnicas em curso na organicidade da vida vivida, aproximando um pouco mais as dimensões da modernidade tecnológica e a vontade de modernização social e política. <br />Servem de exemplos os Pontões de Cultura, “entidades reconhecidas e apoiadas financeira e institucionalmente pelo Ministério da Cultura, que desenvolvem ações de impacto sócio-cultural em suas comunidades”; e a criação do Pontão Digital, que possui as mesmas funções dos Pontões de Cultura, porém, com a peculiaridade de utilizar predominantemente os meios digitais na promoção de suas atividades. E, analogamente, destacam-se as experiências dos Telecentros, uma estratégia de democratização e inclusão digital, “um espaço público onde pessoas podem utilizar microcomputadores, a Internet e outras tecnologias digitais que permitem coletar informações, criar, aprender e comunicar-se com outras pessoas, enquanto desenvolvem habilidades digitais essenciais”. (Cf. Wikipedia, 13.05.2011).<br />E para elaborar uma práxis teórica destas experiências, cumpre consultar o livro Cibercultura: tecnologia e vida social na cultura contemporânea (Lemos, 1996), assim como outros trabalhos de fôlego do autor, registrados no seu blog “Carnet de Notes”, até a coletânea Comunicação e Mobilidade, Aspectos socioculturais das tecnologias móveis de comunicação no Brasil, em parceria com Josgrilberg (2009) e a obra recente, com Pierre Lévy, O futuro da internet; em direção a uma ciberdemocracia planetária (2010). Ou seja, Lemos apresenta um sólido alicerce teórico-conceitual para compreendermos os processos sócio-técnicos, culturais e comunicacionais, reunindo pesquisa empírica, reflexão e síntese das tendências atuais, no Brasil e no mundo.<br />Diante do complexus da sociedade em rede, a percepção tout court racionalista, cartesiana e lógico-dedutiva é confrontada com outra geografia de pensamento, que inclui, por um lado, as investigações de Edgar Morin, focalizando as interconexões e complexidades socioculturais e políticas globais, o que abrange os insumos tecnológicos, e por outro lado, o trajeto antropológico composto por uma legião de pensadores e estudiosos, como Bachelard, Durand, Maffesoli, Rocha Pitta, Machado da Silva e outros instigando uma decifração da cultura digital, pela leitura da força simbólica que – antropologicamente - estrutura os laços sociais.<br />Esta “nova realidade eletrônica” tem sido historicamente vasculhada por distintos pensadores preocupados com a conexão entre o homem e a tecnologia, desde Alvim Tofler, A terceira Onda (1980), passando por Fritjof Capra, O ponto de Mutação (1983), e o ícone teórico da contracultura norte-americana, Theodor Roszak, O culto da informação: o folclore dos computadores e a verdadeira arte de pensar (1988); toda um legado especulativo, analítico e explicativo, que, vai irrigar o imaginário dos pesquisadores do ciberespaço durante anos. Em tempo, nessa perspectiva conviria apontar a obra A pele da cultura, Investigando a nova realidade eletrônica. (De KERCKHOVE, 2009), atualizando a discussão numa ótica “pós-McLuhaniana”.<br />Sob prismas diferenciados, organiza-se um repertório importante de expressões, diagnósticos e explicações sobre o fenômeno de intersecção da tecnologia & comunicação e suas repercussões no contexto da civilização. Estes estudos constituem passagens obrigatórias para uma compreensão históri
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