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Hermes cap. 5 - you tube artes, invenções e paródias da vida cotidiana

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  • 1. Capítulo 5<br />YouTube: artes, invenções e paródias da vida cotidiana <br />Em princípio, a consagração do dispositivo midiático YouTube junto às novas gerações parece um mero efeito da moda: são milhões de jovens do mundo inteiro conectados em rede e os brasileiros ocupam uma parcela importante deste contingente. Contudo, um olhar mais atento percebe que se trata de uma experiência radical de compartilhamento e interacionalidade. O YouTube realiza o sonho de uma multidão de aficcionados em arte, história, música, literatura, esporte, fotografia, cinema, televisão, turismo, moda, publicidade, desejosos de construir a sua própria programação audiovisual. E desta vez, os atores sociais em rede, podem realizar seus desejos através de procedimentos colaborativos sem precedentes. <br />A experiência cultural na era da informação é de natureza distinta daquela realizada no tempo forte da cultura de massa; mudaram as relações entre o autor, o meio e a obra, o emissor, o meio e o receptor, e mutações importantes ocorreram também nos modos de subjetividade e de sociabilidade. A cultura audiovisual, hegemônica desde a época de ouro do rádio, irradiada com o cinema e a televisão, se transformou bastante graças aos processos de digitalização, conexão, mobilidade e compartilhamento dos conteúdos.<br />O YouTube foi criado em fevereiro de 2005 e (a partir daí) teve um crescimento impressionante. Nada menos que 65 mil pessoas publicam diariamente novos vídeos no site, que recebe imagens sem censura prévia. O jornal Los Angeles Times comparou o fenômeno YouTube ao surgimento da rede CNN, que nos anos 90, revolucionou os modelos de televisão adotados no mundo ao lançar uma programação baseada apenas em notícias e informações. O YouTube abriu as portas do mundo da imagem para milhares de cinegrafistas e fotógrafos amadores que passaram a postar imagens, provocando uma mudança radical nos padrões de vídeo jornalístico na imprensa mundial. (Observatório da Imprensa, 26.02.2007).<br />A ação dos fluxos informacionais conectados aos audiovisuais, além de implicar num simples efeito eletrônico, tecno-cognitivo, abre radiosos feixes de luz para apreendermos aspectos da realidade esquecidos, escondidos do ângulo da visibilidade pública ou difíceis de serem captados pelas nossas retinas orgânicas.<br />Novos desafios se colocam para os historiadores, sociólogos, antropólogos, jornalistas, educadores, informacionistas diante de uma experiência cultural como a nossa, inteiramente atravessada pelos fluxos midiáticos <br />Cumpre entender a dimensão afirmativa da comunicação digital, que dissemina uma “cultura da virtualidade real” (CASTELLS, 1999), e que não cessa de instigar novas redes de solidariedade. Como mostram Lévy (1998), Kerckhove (2008), Di Felice e Pireddu (2010), respectivamente, as teias sócio-informacionais irrigam uma “árvore do conhecimento” (1992) que dissemina uma forma inédita de inteligência coletiva conectada.<br />Os meios digitais provocam estímulos, idéias e interações importantes demais para serem ignorados, pois se infiltram nos espaços e tempos das experiências pessoais e coletivas, gerando graves transformações. Logo, é uma passagem incontornável em nosso percurso e convém tirar partido da nova ambiência cultural. <br />Na educação, nos negócios, na política tais transformações têm sido percebidas em obras recentes como A ecologia pluralista da comunicação (SANTAELLA, 2011), Psiquê e technê. O homem na idade técnica (GALIMBERTI, 2006), e A hora da Geração Digital (TAPSCOTT, 2010), entre outras.<br />Todavia, a cibercultura consiste numa experiência complexa e evidentemente resulta em estudos críticos, como o livro O culto do amador. Blogs, MySpace, YouTube e a pirataria digital estão destruindo nossa economia, cultura e valores (KEEN, 2009), cujo subtítulo polêmico já instiga um debate caloroso. Nessa via, há outros interlocutores, cujas oposições, contribuem para atualizar a nossa interpretação: The Digital Dialetic (LUNEFELD, 1999), Introdução às teorias da cibercultura, e Cibercultura e pós-humanismo (RUDIGER, 2007; 2008).<br />A nossa perspectiva de análise, partindo de um prisma histórico-hermenêutico, busca interpretar os efeitos do YouTube junto às comunidades, e no que concerne à posição da comunidade acadêmica nos parece estimulante adotar um princípio interdisciplinar, “dialógico”, “polifônico”, como sugere o grande intérprete da cultura Mikhail Bakhtin (1981); logo, enfrentamos as posturas divergentes apostando que este é um meio de se conseguir um “conhecimento aproximado” do objeto de estudo.<br />Apoiamo-nos numa base epistemológica, antes de tudo muito atenta a potência estética, sensorial, comunicante da página eletrônica do YouTube e nos empenhamos numa reflexão teórica norteada pelas idéias de alguns pesquisadores que tentam decifrar o sentido da cultura audiovisual e tecnológica emergente.<br />Para compreender o YouTube, buscamos nos guarnecer de um método e este flui – quase – espontaneamente do próprio ato de acessar, interagir, compartilhar os seus conteúdos com as comunidades virtuais que as redes sociais propiciam. Assim, o primeiro passo é a observação sistemática, o trabalho descritivo da estrutura e funcionamento do site, uma netnografia, um mapeamento seletivo dos conteúdos à guisa de análise, crítica e argumentação. Todavia, este processo se realiza simultaneamente à organização das leituras sobre a área de interesse e sobre o objeto específico, o que define – hermenêuticamente – um estágio de pré-entendimento.<br />E, é sempre salutar estabelecer uma contextualização histórica e social, no exercício de contemplação do mundo digital, no caso, as formas culturais na era da comunicação eletrônica colaborativa, mas sem jamais perder de vista a necessidade de atualização na área. Assim, alguns estudos específicos podem ser fundamentais: YouTube e a Revolução Digital (BURGESS & GREEN, 2009), Watching Youtube. Extraordinary videos by ordinary people (STRANGELOVE, 2010), The YouTube Reader (VONDERAU & SNICKARS, 2009), YouTube in Music Education (RUDOLPH & FRANKEL, 2009).<br />O estado da cultura na “era da informação” tem sido analisado diferentemente por vários autores, como André Lemos (2004) examinando as mídias digitais, a partir de uma “antropológica do ciberespaço”; Marcondes Filho (1996) apreciando criticamente a “cultura comunicacional, as tecnologias e a velocidade das mídias”; Primo (2007) explorando a “interação mediada por computador”; Parente (2007) examinando a cultura das redes como uma nova dimensão da comunicação; Arlindo Machado (1998, 2000, 2002) e Santaella (2004) analisando as mídias e as suas interfaces nos campos da arte, linguagem, estética e tecnologia.<br />Estrutura e funcionamento do YouTube<br />O YouTube é produto de uma gigantesca corporação (Google) surgida no âmbito do turbocapitalismo, programado para acelerar a rentabilidade do lazer e entretenimento, mas escapa às limitações de um produto simplesmente mercadológico, devido ao potencial como vetor de obra de arte audiovisual, rizoma colaborativo - emanando sentido em todas as direções - que atua vigorosamente sobre a percepção sensorial, a memória afetiva e a inteligência coletiva. <br />Por meio de uma razão lúdica, os usuários descobrem diversos modos de saber-fazer e de interagir nos espaços públicos digitais. Ferramentas como o YouTube propiciam a formação de redes sociais e geram modos de conhecimento, mesmo quando parecem voltadas apenas para a diversão e o entretenimento. <br />Proativamente, recolhemos alguns dos “mosaicos conceituais” do pesquisador mcluhaniano Kerckhove (2009) para repensar o YouTube, “quando a televisão se casa com o computador na auto-estrada da informação”. Nessa perspectiva o site atua sob o “stress da velocidade, aceleração e crise”, sem deixar de forjar uma “arte salvadora”, quando queremos “ver mais, ouvir mais e sentir mais” (p.131). E gera assim uma usina de idéias que ativa as redes neurais e a inteligência coletiva conectada.<br />Ao abrirmos a página principal do YouTube, numa primeira leitura, percebemos - na sua configuração, desenho e engenharia - um reflexo sócio-técnico dos modos de ser, pensar e agir do ser humano pós-industrial, principalmente das novas gerações. Logo, as matrizes reticulares da internet revelam as matrizes culturais (estéticas, semiológicas, cognitivas) dos atores sociais que formaram uma consciência do mundo através dos audiovisuais e que estão atuando na esfera pública digital.<br />Na composição da página inicial lemos os títulos e subtítulos, hiperlinks (nós, ligações), que designam as entradas, vias de acesso aos “vídeos”, “canais” e “comunidades”, enunciados como referências operacionais. Isto é, tecnicamente funcionam como meios de acesso aos conteúdos. Mas no plano da imaginação vigilante e criadora, como sugerem Bachelard (1996), e Durand (1994), ao clicarmos com o mouse sobre cada link, sobre cada uma dessas frases eletrônicas, entramos em sintonia com as comunidades afetivas dispersas na cartografia da vida cotidiana.<br />A internet consiste numa hipermídia cujo público-alvo é preferencialmente a “geração ponto.com”, do pós-cinema (MACHADO, 2002), pós-televisão, pós-MTV; Trata-se de uma estratégia socio-tecno-informacional específica das “culturas do consumo” (BACCEGA, 2008) “culturas juvenis do século XXI” (BORELLI & FREIRE FILHO, 2008), “culturas de convergência” (JENKINS, 2008), que caracterizam a realidade eletrônica contemporânea.<br />Ao mergulharem nas águas profundas da cibercultura, em sites como YouTube, os jovens têm acesso a uma ambiência tecnológica, em que atuam com vigor, usando uma competência comunicativa em que se aliam inteligência cognitiva, percepção sensorial, agilidade de raciocínio e cooperação tecno-comunicacional.<br />A ambiência midiática, em que fulgura o YouTube, forma-se uma esfera pública midiatizada, típica da “sociedade do pós-espetáculo” (NOVAES, 2005), “em que não há mais distinção entre palco e platéia”, em que os personagens cedem lugar aos avatares, a representação clássica dá lugar à simulação interativa. Novos regimes de cognição, afetividade e socialidade concorrem para a realização dessa experiência inédita na história da civilização, em que se conjugam o imaginário e o simbólico, o concreto e o virtual, a mídia colaborativa e a sensibilidade tecnológica.<br />Em verdade, configura-se na paisagem cotidiana uma formação cultural bastante recente, que contagia os usuários de todas as idades. Esta nova configuração exige a paciência de uma nova epistemologia, e de um “novo espírito científico” (BACHELARD, 1995). Requer novas “imagens conceituais” para decifrarmos a conexão dos suportes audiovisuais, telemáticos, digitais e a convergência de distintas formações culturais, em que a oralidade, a escrita, a impressão, a audiovisualidade e a tecnicidade, interpenetram-se de maneira importante (SANTAELLA, 2003).<br />Convém atentar para a paisagem sociocultural e política que se transformou, fomentando novas “positividades”, outras epistemes (FOUCAULT, 1995), impondo um novo paradigma científico em ruptura com o da modernidade industrial. Hoje, na era do turbocapitalismo, agita-se um “bios midiático” (SODRÉ, 2002), “estranha forma de vida” gerada por processos tecno-comunicacionais, solicitando um enfoque analítico distinto do pensamento linear, analógico, cartesiano. <br />Empiricamente, descrevemos as estruturas e o modo de funcionamento do sistema midiático gerado pelos websites de vídeos, e estrategicamente elegemos o YouTube, como objeto de contemplação; a partir daí formulamos alguns elementos argumentativos para uma análise e apreciação crítica, e para uma aproximação possível desta experiência tão recente na história da cultura e da comunicação, mas que no entanto tem causado reviravoltas no âmbito da escola, do trabalho, dos mercados, da ação política, da vida em comunidade.<br />O YouTube: a escola, o mercado, o domicílio eletrônico<br />As categorias de vídeos disponibilizados no YouTube são fixadas em função das demandas dos clientes da internet, e resultam da atividade exaustiva das pesquisas de marketing digital, opinião e mercadologia. E aqui a palavra mercado, para além do seu sentido meramente mecânico, funcional, e deve ser entendida também no vigor do seu sentido orgânico, social e simbólico. O espírito de Hermes nos revela: o mercado é por excelência o lugar de exercício das trocas simbólicas vitais, do intercâmbio lingüístico-cultural, dos acordos, negociações e permutas coletivas. O e-comerce, o tele-marketing, o pay-per-bit “glocais” hoje evidenciam a sua gritante empiricidade.<br />Não se pode ignorar a potência simbólica que assegura a vigor da “comunicação e as culturas do consumo”: são teias que forjam as identidades, os níveis de sociabilidade e de empoderamento coletivo. Nesse contexto, o YouTube revela os modos do sentir e fazer coletivos, formas de identificação e pertencimento, uma percepção das artes e mídias como vetores estéticos, sensoriais, cognitivos.<br />Nessa direção, conviria consultar os estudos Culturas do consumo (BACCEGA, 2008), A hora da geração digital (TAPSCOTT (2020), Cultura da Interface (JOHNSON, 2001), A cultura digital (2002), A ecologia pluralista das mídias locativas (SANTAELLA, 2011).<br />Os links de acesso aos vídeos estão intitulados sob a forma de curiosas rubricas: “animais”, “ciência e tecnologia”, “educação”, “entretenimento”, “esportes”, “filmes e desenhos”, “humor”, “instruções e estilo”, “música”, “notícias e política”, “pessoas e blogs”, “veículos”, “viagens e eventos”. <br />O menu principal apresenta uma classificação aparentemente aleatória, mas que aponta para a própria natureza e sentido do nicho sócio-técnico-comunicacional que nos rodeia. Ou seja, o site é organizado em meio a uma aparente dispersividade de hipertextos que compõem as páginas eletrônicas.<br />Se o sistema de classificação, indexação e distribuição, por um lado mostra-se volátil, disperso, aleatório, por outro, indica um novo estado da arte tecnológica, encarnado pelo YouTube, que sabiamente se organiza e se comunica por meio de uma intuição enciclopédica, atenta aos jargões, gírias e idioletos que fervilham no cotidiano midiatizado . Mesmo efêmero, provisório, mutante, o repertório das redes expressa grande parte dos discursos, saberes, fazeres e invenções sócio-colaborativas do mundo presencial, que se atualizam permanentemente no mundo digital.<br />Verificamos um agendamento de temas que se organizam como os “mais recentes”, “mais comentados”, “mais conectados”, “mais respondidos”, “mais vistos”, “populares anteriores”, “destaques recentes”, “adotados como favoritos” e “bem avaliados”: o superlativo - genericamente - aponta para designações que parecem aleatórias, nômades, transitórias, mas resultam de um refinado planejamento de marketing pós-industrial, que revela a “tentação do híbrido” cortejando os corações & mentes, no estágio atual da nossa experiência cultural em veloz transformação. <br />A palavra “mais”, característica da nossa cultura do consumo e da competição acirrada, enfatiza a vontade de poder e o imperativo de visibilidade expressos nas escolhas dos usuários. E, apesar do caráter provisório da formatação, a enunciação dos temas demonstra o perfil cognitivo dos e-leitores, consumidores, cibercidadãos, que tentam se organizar – colaborativamente – na nova terra-pátria digitalizada.<br />A categorização dos vídeos nos permite compreender os seus encadeamentos lógico-funcionais, a sua intencionalidade. A configuração tecno-semiótica do site nos leva a interpretar os seus conteúdos como objetos imateriais, eletronizados, com alta potência sócio-comunicativa. E sua estrutura interacional permite aos usuários elaborarem eficientes “dispositivos sociais de resposta” (BRAGA, 2006). <br />Como por um efeito de feed back mediado pela tecnologia, os links sugerem novas idéias, remontagens e operacionalidades que, reenviadas às redes, podem vir a arrefecer esta cultura organizacional e interativa, constantemente revisitada por numerosos experts, estudiosos, clientes, voluntários e ciberativistas.<br />Atentos à configuração visual, gráfica, sensorial e semiótica da página inicial, perpassada por várias entradas, atalhos e mecanismos comutativos, podemos “cooperar”, enviando informes analíticos, apreciações, comentários, críticas, réplicas e observações, pois a rede está aberta às sugestões e intervenções - instigando modalidades inéditas de gestão dos processos interativos.<br />Transitando por meio dos “canais”, encontramos um labirinto com diferentes passagens que nos lançam no fluxo de diferentes redes de sociabilidade, várias comunidades afetivas e de interesse, formadas por “comediantes”, “diretores”, “gurus”, “músicos”, “parceiros”, “patrocinadores”, atores sociais e entidades “sem fins lucrativos”. Convém notar, o agendamento dos canais do YouTube, resultando das escolhas seletivas dos clientes, apesar do seu caráter volátil, efêmero, projeta uma amostra do conjunto de consumidores potenciais que participam do mercado digital.<br />Essa aparente desordem hipermidiática é similar à organização dos códigos que regem a existência tecno-social cotidiana. O pulsar das cibercidades se assemelha ao pulsar das “cidades de verdade”. E relembrando Walter Benjamin, o importante aqui não é a linha de chegada, mas o próprio caminho, a passagem, o itinerário, a contingência de ser e estar, a oportunidade para novas relações. Trata-se de um lócus privilegiado em que encontramos personagens e situações inusitadas, em que realizamos cotidianamente novas relações de sentido, fazemos escolhas, enfrentamos desafios e contemplamos novos horizontes.<br />O link que nos acessa à rubrica “Comunidade” nos revela um novo conceito dessa experiência, que se estrutura (e se realiza) com base em procedimentos tecno-informacionais geradores de formas inéditas de ciber-sociabilidade, em que incidem encaixes pessoais, comunitários e tribalizações imprevistas: a realidade virtual em muitos aspectos é similar ao real histórico do século 21, nas megacidades, em que as identidades se encontram em permanente cambialidade.<br />No YouTube nos identificamos com os fragmentos de uma “história recente real”, que nos seduz e nos inclui no espírito comum, tribalista, a partir das sensações de pertencimento a uma comunidade de cidadãos virtuais. E sendo estas forjadas por imagens, sons e tecno-afetividades, as suas regras de funcionamento cada vez mais têm modelado o sentido das comunidades presenciais, que, a seu turno, já são – ao longo da história - mediadas tecnologicamente. A diferença básica, no cibermundo, é que pela primeira vez na história, os anônimos, dispersos em meio às brumas do real, doravante, afetivamente e tecno-socialmente conectados podem se reencontrar.<br />A categorização em termos de “Grupos”, “Concursos” e “Blogs” expressa o resultado de cuidadosas estratégias de marketing digital; demonstram funcionais recursos mercadológicos, que não deixam de ser atravessados por novas fundações estéticas, sociais e políticas instauradas no próprio campo das hipermídias, como culto ou como sátira, mas sempre como o resultado de um “pensar-pulsar” coletivo. <br />As comunidades do YouTube são irradiadas pelas mediações dos usuários-cidadãos advindos de diferentes nichos socioeconômicos e culturais, que participam ativamente dos “concursos” tramados pelos gestores das redes. E, como uma ferramenta da comunicação interativa, que serve de matriz para o jornalismo on line, o blog instalado na página do YouTube, atua como canal informativo aberto igualmente à participação dos internautas,
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