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Idosos não são iguais: uma Análise de Agrupamentos Sobre as Atividades de Lazer da Terceira Idade

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1. 1Idosos não são iguais: uma Análise de Agrupamentos Sobre as Atividades de Lazer daTerceira IdadeAutoria: Vivian Iara Strehlau, Maria de Lourdes Bacha, Maíra…
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  • 1. 1Idosos não são iguais: uma Análise de Agrupamentos Sobre as Atividades de Lazer daTerceira IdadeAutoria: Vivian Iara Strehlau, Maria de Lourdes Bacha, Maíra Ivanoff LoraResumo: Este trabalho é parte de um estudo maior referente à terceira idade, com um recorteconsiderando as atividades de lazer. O principal objetivo foi o de identificar à quais atividadesde lazer as pessoas da terceira idade se dedicam com maior freqüência e agrupá-las segundofaixa etária, renda média e gasto médio. O trabalho principia com uma conceituação sobreterceira idade e uma revisão teórica referente a lazer, seguido da descrição da metodologiaempregada e seus principais achados. Na fase empírica, foram entrevistadas 700 pessoas nomunicípio de São Paulo, com idade igual ou superior a 60 anos, das classes A e B, residentesem São Paulo. Os dados foram analisados utilizando-se análise fatorial e análise deagrupamentos (cluster). Os principais achados se referem à heterogeneidade docomportamento dos grupos dentro destas faixas etárias, mostrando que há necessidade decuidado na referência ao segmento terceira idade, evitando-se tratá-la como um segmentohomogêneo, sendo um estudo útil para segmentação de mercado.Introdução:A expectativa de vida do brasileiro é hoje de cerca de 63 anos de idade (56,7 para homens e66,8 para mulheres). No último censo, 7,9% da população tinha mais de 60 anos e, segundoprojeções esse percentual dobrará até 2025, chegando a 15,4%, e triplicará até 2050, atingindo24,1%. (Fonte: IBGE). Em projeção da ONU, em 2025, aproximadamente 32 milhões debrasileiros terão mais de 60 anos, o que garantirá ao Brasil o sexto lugar na lista dos paísescom maior número de idosos.Por outro lado, a Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios - PNAD 1999 analisa que nadécada de 90, os efeitos de fatores econômicos, externos e internos, políticas públicas,avanços tecnológicos, modernização dos métodos de gerenciamento e produção, acesso cadavez mais amplo à informação e processos desencadeados nas décadas passadas trouxeramsensíveis modificações no perfil demográfico, no social e no econômico da população do País.(PNAD, IBGE) Segundo o PNAD, o processo de transição demográfica, que em poucasdécadas mudou o padrão da fecundidade feminina brasileira, provocou forte desaceleração nataxa de crescimento demográfico do País, ou seja, a população brasileira está envelhecendo.Para Martins (2003), resumidamente se pode dizer que o desafio que o envelhecimentodemográfico atual representa para as sociedades pode ser globalmente ser analisado segundoas seguintes dimensões: relativo declínio da população ativa e envelhecimento da mão deobra, pressão sobre os regimes de pensão e as finanças públicas (provocada pelo númerocrescente de reformados e pela diminuição da população em idade ativa e a necessidadecrescente de cuidados de saúde e assistência a pessoas idosas), diversidade dos recursos e dasnecessidades dos idosos e por fim, inatividade abrupta, criando sentimentos de inutilidade,rejeição ou afastamento.Para Chiara (2004), a população com mais de 60 anos é um nicho desconhecido para amaioria das empresas, que representam um mercado de R$ 8,8 bilhões no Brasil. O mercadoformado por pessoas com mais de 60 anos foi mapeado por pesquisa realizada no segundosemestre de 2003 pela Indicator Gfk. Essa consultoria entrevistou 1.800 pessoas com mais de60 anos em nove regiões metropolitanas do País, além Goiânia e Distrito Federal, tendo
  • 2. 2constatado que a renda média mensal de quem tem mais de 60 anos é de R$589,00 inferioraos R$812,00 recebidos pelos brasileiros entre 40 e 59 anos, no auge da carreira profissional,mas superior aos R$ 513,00 mensais recebidos pela população entre 18 e 39 anos de idade.Ainda segundo a matéria, se for levado em conta que há hoje no País 15 milhões de pessoascom mais de 60 anos, calcula-se que cerca de R$ 8,8 bilhões mensais passam pelas mãosdesses potenciais consumidores. (CHIARA, 2004). Vale enfatizar que 63% dos entrevistadosgastam com serviços de cabeleireiro e barbeiro, 51% com artigos de beleza e cuidadospessoais, 41% comem fora de casa e 48% lêem jornal. Outro dado relevante é o gasto comturismo. Segundo a pesquisa, 51% dos entrevistados viajaram nos últimos 12 meses. Esseíndice chega a 63% entre as classes A e B. Os entrevistados declararam que viajam paravisitar os filhos, mas 14% dos entrevistados declararam se hospedar em hotel. Tambémrelevante é a informação de que 60% dos entrevistados fazem planos de passeios e têm sonhosde consumo. (CHIARA, 2004)Referencial teórico - Lazer:O estudo do lazer data de vários séculos e transcende muitas disciplinas (Unger e Kernan1983). Segundo a revisão da literatura (Urry, 2001, Taschner, 2002, Lanci da Silva, 2003,Santos, 2004 entre outros), lazer é um conceito de difícil definição, as pessoas possuem idéiasdiferentes sobre o que seja lazer variando de “o que se faz quando não se está trabalhando” atéa descrição de alguma atividade particular, como assistir televisão, jardinagem ou trabalhosmanuais. Haywood et al (1990) destacam que este aspecto da vida humana é bastantecomplexo e identificam quatro concepções sobre lazer:• Lazer como atividade residual: visto como um tempo não obrigatório, é mais comum emsociedades industrializadas onde o trabalho é o fator dominante da atividade diária;• Lazer como atividade: relacionado ao anterior, mas consiste na gama de atividades queuma pessoa participa de livre vontade durante seu tempo livre. No entanto a ênfase mudada pessoa para a natureza das atividades;• Lazer como funcionalidade;• Lazer como liberdade.Dumazedier (1973) define lazer como um conjunto de ocupações às quais o indivíduo podeentregar-se de livre vontade, seja para repousar, divertir-se, recrear-se e entreter-se, ou aindapara desenvolver sua informação ou formação desinteressada, sua participação socialvoluntária ou sua livre capacidade criadora, após livrar-se ou desembaraçar-se das obrigaçõesprofissionais, familiares e sociais. Dois conceitos estão bastante próximos do de lazer: um é ode turismo, que é definido como o “movimento temporário de curto prazo para destinosexternos ao local em que normalmente reside e trabalha, bem como as atividades durante suaestada nesses destinos”. (TRIGG, 1996). Outro conceito é o de recreação, que tem sidodefinida como “as atividades de lazer que uma pessoa escolhe fazer em seu tempo livre”., quedestaca vários tipos de recreações tanto na residência ou em sua proximidade como distantede casa. (TRIGG, 1996).Boulllón (2004) aborda de maneira crítica o conceito de lazer que parte da idéia de tempolivre, ou seja, este seria um período em que o indivíduo tem plena liberdade para fazer (ounão) o que desejar. É bastante comum a idéia de que férias é o período em que não setrabalha, uma contraposição entre tempo útil e tempo inútil, tempo passivo e tempo ativo. Empaíses em desenvolvimento esse aspecto ganha uma condição sóbria, em que fora do períodoem que se está trabalhando, não nada para fazer, aspirações são concretas e precisas quanto á
  • 3. 3obtenção de bens materiais, mas difusas quanto ao espiritual. O resultado é que o indivíduo seaborrece, tanto mais quanto lhe é tirado sua faculdade ativa – a do trabalho, sem esta, todasoutras suas faculdades são interrompidas, porque muitas vezes não tem acesso ás formas dediversão que conhece, mas que lhe são de difícil acesso. Logo o conceito de lazer comoliberdade, nem sempre é exercido, pois o tempo livre é uma conquista do indivíduo.Segundo Taschner (2000), os elos entre lazer, cultura e consumo são facilmente perceptíveisem na sociedade atual. Há uma dimensão de lazer em algumas formas de consumo como porexemplo ir a um shopping center aos domingos e feriados (para pessoas que gostam de fazerisso, obviamente), como há, também, uma dimensão de consumo no lazer nas atividadesmediadas pelo mercado: ir ao cinema, viajar a turismo, ver TV e conversar pela Internet sãoalguns exemplos.Na pesquisa bibliográfica em publicações internacionais, foram identificados 81 artigosacadêmicos através da base de dados Ebsco e Jstor. É interessante observar dois pontosprincipais: o crescimento de revistas dedicadas à temática de lazer, esporte e turismo, desde oinício deste século e a crescente produção com fundamentação mercadológica. Os primeirosartigos sobre o tema lazer datam do início do século 20, como Wolffe et al (1912), no entanto,o primeiro artigo que trata do lazer especificamente é o de Miller (1933); em ambos casos oenfoque é mais econômico. O primeiro artigo de marketing enfocando esse tema é o de Fisk(1959) que discute sobre variações nos gastos destinados ao lazer, mas ainda baseado nateoria econômica.Considerando-se os últimos 10 anos de publicações, 68 artigos foram identificados edistribuídos conforme sua temática principal e sumarizados no quadro 1. Convém observarque o levantamento foi feito observando-se o termo “lazer”, do qual turismo pode serconsiderado uma das principais vertentes, no entanto, sendo mais prolífico em termos deestudos e publicações mereceria um levantamento à parte.Quadro1: Distribuição de artigos por temática nos últimos 10 anos (1995-2005)Tema ArtigosEsporte Armstrong e Peretto Strata (2004); Crompton (2004); Funk,Mahony e Havitz (2003);Saayman e Uys (2003); James, Kolbe e Trail (2002); Fink et al (2002); James et al(2001); Petrick et al (2001); Bather e Havitz (2001); Beech, Chadwick e Tapp (2000);Alexandris e Carrol (1999);Comportamento geral Iwasaki e Havitz (2004); Redden e Steiner (2000); Huang (2000);Produtos para lazer Golder e Tellis (2004); Ross, Norman e Dorsch (2003);Jogo Moufakkir et al (2004)Patrocínio e eventos Crompton (2004); Saayman e Uys (2003); groves et all (2003); Crompton e Howard(2003); Irwin et all (2003); Lough e Irwin (2001); Webb e Carter (2001)Gestão Filo e Funk (2005); Koustelios (2003); Irwin (2002), Crompton (2002); Cowan (2002);Archer e Wearing (2002); Gladden, Irwin e Sutton (2001); Jinhong e Shugan (2001);Franck e Greenberg (2000); Colyer (2000); Bright (2000); Groff (1998); Wakefield eBush (1998);Turismo, destinação ehospedagem.Costa et al (2004); Johns e Gyimóthy (2003); Hughes (2002); Pritchard (2001);Wearing e Wearing (2001); Harris (2001); Dixon e Karboulonis (1999);Saúde e fitness Harris e Marandi (2002); Worth, Green e Bliss (2001); Nayga (1999);Atividades ao ar livre Tarrant e Smith (2002); Mort e Collins (2001)Cultura Taylor et all (2001)Lazer e o setor público Novatorov e Crompton (2001a); Novatorov e Crompton (2001b); Havitz (2000);Hughes (1999); Guest e Taylor (1999); Doherty et al (1998);Glennie (1998);Pesquisa em lazer Lynch e Brown (1999)Serviços e locais deconsumoIbrahim e Leng (2003); Wirtz, Mattila e Tan (2001); Wakefield e Blodgett (1996);Wakefield e Barnes, (1996) Price, Arnould e Tierney (1995);
  • 4. 4Fonte: Elaborado pelos autoresNo Brasil a pesquisa acadêmica sobre lazer se refere, em sua maior parte, a estudos sobreturismo e parece concentrar-se em três áreas: na primeira, políticas públicas e cidades, quepode envolver desde estudos urbanos como em Lanci da Silva (2003) que ressalta a paisagemurbana como um cenário para o lazer, turismo sustentável, como em Casella (2004) eReimberg (2001) ou ainda em desenvolvimento e economia, como em Teles (2001) e Trigo(2003). A segunda área apresenta estudos de cunho mais conceituais, tanto de ordemmetodológica como filosófica, como em Damous (2003), Sakata (2002) e Rejowski (1997).Por fim, com relação aos trabalhos que estudam o comportamento do consumidor, a terceiraárea identificada, tentam explicar comportamento de segmentos específicos ou em atividadesde cunho específico. Pode-se observar várias esferas de pesquisa dentro dessa área:• Lazer especificamente como em Ikari (2002) que trata do lazer da comunidade de origemjaponesa;• Turismo como em Pinto (2000) que traça um perfil do consumidor de turismo aventura;• Esporte como em Sauerborn (2003) e Sauerborn e Ayrosa (2002) que discutem sobrevalores de consumo no esporte e Pozzi discutindo sobre os riscos do marketing esportivo(2000);• Cultura como em Bonn e Mota (1999) que estudam a formação de preferências por filmes;• Locais específicos de consumo de lazer como em Slongo e Meira (1998) que estudam oShopping Center como provedor de lazer e Hastreiter, Marchetti e Prado (1999), queestudaram razões e motivações para a freqüência em shopping.Merecem destaque alguns trabalhos que abordam especificamente à terceira idade: o primeirose refere ao comportamento psicosocial deste turista (Souza e Silva, 1998), o segundo, Fariase Santos (1998) investigaram os atributos de satisfação nos serviços de hotelaria relevantespara os consumidores da terceira idade, e outro que aborda mais genericamente o turista deterceira idade (Piazzi, 2003 e Garcia, 2001). O consumo de entretenimento, lazer e turismo doconsumidor soteropolitano foi abordado por Ladeira, Guedes e Bruni (2003). Segundo Farias(2004), o segmento de consumidores de terceira idade “parece ser ignorado pela comunidadeacadêmica no país”.Procedimentos metodológicos:O método utilizado na pesquisa foi quantitativo, do tipo survey. O instrumento de pesquisa foium questionário estruturado e de perguntas fechadas, aplicado através de entrevista face aface ou pessoal, que é o meio mais utilizado por permitir chegar praticamente a qualquersegmento pesquisado.Por fim os dados obtidos foram tratados através de técnicas estatísticas ecruzamento dos dados.A técnica para a escolha da amostra foi de natureza não probabilística (Malhotra, 2001).Embora as considerações estatísticas sejam desfavoráveis para este procedimento e nãorecomendável quando se trata de um estudo descritivo (Churchil, 1995), optou-se por essetipo de amostra devido a sua favorabilidade operacional.O critério a definição do tamanho da amostra foi arbitrário, apenas baseando-se no númeromínimo necessário para realização do procedimento estatístico previsto na análisemultivariada superior a 150 casos. Para análise dos resultados foram utilizadas estatísticasunivariadas, de natureza meramente descritiva, e multivariadas (Malhotra, 2001). Entre ostestes multivariados destaca-se a análise fatorial e a análise de agrupamentos
  • 5. 5Principais resultadosA amostra foi composta por 700 respondentes de classe sócio-econômica A e B (segundo ocritério Brasil) apresentando o seguinte perfil: 63% de entrevistados eram do sexo masculinoe 37 % do sexo feminino. A distribuição segundo as faixas etárias é a seguinte: de 60-65(45%), de 66-70 (35%) de 71-76 (14%) e mais de 76 (6%). Quanto ao gasto com lazer adistribuição é a seguinte: até R$100,00 (13%), entre R$101,00 e R$300,00 (48%), EntreR$301,00 e R$500,00 (24%), entre R$501,00 e R$1.000,00(13%) e entre R$1.001,00 eR$1.500,00 (1%). Do ponto de vista de renda, o perfil da amostra revela que 4% dosentrevistados ganham até 1 salário mínimo, 60% ganham de 1 a 5 salários mínimos, 35 %ganham de mais de 5 a 10 salários mínimos e 1% recebe acima de 10 salários mínimos.Uma análise descritiva simples dos dados obtidos revelou que assistir à televisão é a atividadede lazer mais freqüente da amostra estudada com 100% de respostas, seguido de orar (99%),conversar e bater papo e ouvir rádio com 94%, ouvir música (91%), assistir á vídeos (89%),fazer compras (82%), ler jornais e visitar amigos e parentes (81%), freqüentar igrejas e cultos(77%). ler revistas (59%) e fazer relaxamento (57%), ler livros (45%), escolher/usar/comprarroupas/vestuário (38%), jardinagem (31%), navegar na internet (30%) eescolher/usar/comprar cosméticos (30%). Essas atividades apresentam uma taxa de adesãoigual ou superior a 30% de dentro da amostra pesquisada. Essas atividades foram selecionadaspara comporem as variáveis da análise fatorial realizada para cada faixa etária.Na seqüência, essas atividades selecionadas (acima de 30% de adesão) foram analisadassegundo as faixas etárias dentro do grupo de terceira idade, conforme sugeridas pela ONU, ouseja o primeiro grupo envolveu os respondentes entre 60 e 65 anos, o segundo grupo entre 66e 70, de 71 a 75 anos e, por fim, o grupo com os entrevistados acima de 76 anos. Para cadauma dessas quatro faixas realizou-se análise fatorial e posteriormente análise deagrupamentos, que são técnicas que fornecem ao pesquisador métodos que trazem “ordem”aos dados na forma de estrutura entre as observações ou variáveis. A análise fatorial é umatécnica multivariada que visa identificar um número relativamente pequeno de fatores quepodem ser usados para representar relações entre muitas variáveis que estão inter-relacionadas. É uma técnica que permite identificar e nomear fatores não observáveisdiretamente, com base em variáveis conhecidas. Para a facilidade de interpretação,transformou-se a matriz inicial das cargas fatoriais (saída da técnica) em outra matriz, atravésda rotação de fatores. É importante frisar, que a rotação não afeta a qualidade de ajuste domodelo fatorial. O método utilizado para a rotação dos fatores foi o denominado Varimax,uma vez que o mesmo minimiza o número de variáveis que tem altas cargas em um fator etambém simplifica a interpretação dos fatores (HAIR et al., 2006). Desse modo, podem-secompreender melhor as estruturas básicas dos dados, o que não apenas facilita sua descriçãocomo fornece uma fundamentação para uma análise “mais refinada das relações dedependência”. Para identificar grupos dentro da população, a técnica mais comumenteutilizada é a análise de agrupamentos, que fornece aos pesquisadores um método empírico eobjetivo para realizar classificação (HAIR et al., 2006).Grupo entre 60 e 65 anosA tabela 1 apresenta os fatores obtidos através da análise fatorial das atividades de lazer daspessoas entre 60 e 65 anos de idade. Seis fatores foram obtidos. O primeiro “lazer docotidiano” que envolve atividades como a leitura de livros e revistas, freqüência a igrejas e
  • 6. 6cultos, assistir a videos/DVds e navegar na Internet e ouvir música. O segundo fator envolvecuidados consigo mesmo e com a casa, inclui atividades como jardinagem, compra/uso deroupas e cosméticos. O terceiro fator refere-se ao lazer conversar, ouvir rádio (incluindoprogramas de entrevistas e bate papo no ar) e orar. O quarto fator é composto por fazerrelaxamento, visitar amigos, parentes e fazer compras. O quinto fator se refere à informação,com a variável “ler jornais”. O sexto fator envolve atividade individual que é assistir àtelevisão.Tabela 1: Matrix rotacionada das atividades de lazer (60-65 anos)Lazer docotidianoCuidadosconsigo ecom o larLazer comconversa Relaxamento Informação IndividualLer livros ,817Freqüentar igrejas, cultos etc ,768Ler revistas ,764Assistir vídeos e/ou DVD ,659Navegar na Internet ,642Ouvir música ,577Usar/escolher/ comprarcosméticos e perfumaria,878Usar/ escolher/ comprarroupa/ vestuário,748Jardinagem ,623Conversar/bater papo ,865Ouvir rádio ,797Orar ,768Fazer relaxamento ,829Visitar amigos, parentes ,647Fazer compras -,416Ler jornais ,821Assistir TV ,596Fonte: Extraction Method: Principal Component Analysis. Rotation Method: Varimax with KaiserNormalization.Rotation converged in 7 iterations.A partir da fatorial, foi feita uma análise de agrupamento obtendo-se seis clusters para o grupode 60-65 anos: O cluster 1 (46 casos), o do “idoso caseiro e de vida confortável” ficoucaracterizado pela segunda maior renda média e maior gasto médio, e do ponto de vista deatividades é diferenciado pelo fator denominado “cuidados consigo e com o lar”. O cluster 2(15 casos), o do “idoso popular” tem menor renda se diferencia pelo fator que incluiconversar/bater papo, ouvir rádio e orar. O cluster 3 (71 casos) é o do “remediado, mas gostade viver bem” tem a segunda menor renda média e o segundo maior gasto médio e sediferencia pelo fator que inclui ler livros, freqüentar igrejas, cultos etc, ler revistas, assistirvídeos e/ou DVD, navegar na Internet, ouvir música. O cluster 4 (8 casos) é o do idoso “comdificuldades, mas informado
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