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1. n°262 ã 2ª Quinzena de Julho/2013 LUTA OPERÁRIA 3Liga Bolchevique Internacionalista 25 de Julho/2013 H oje um debate cruza o meio político, da extrema-esquerda…
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  • 1. n°262 • 2ª Quinzena de Julho/2013 LUTA OPERÁRIA 3Liga Bolchevique Internacionalista 25 de Julho/2013 H oje um debate cruza o meio político, da extrema-esquerda à direita todas as análises lançam o “enigma”, as multitudinárias jornadas de junho revelaram o esgotamento do ciclo petista na gerência do Estado capitalista? Candidato a responder esta questão, o decano Tucano José Serra em conferência nacional realizada ontem (24/07) assevera o seguinte: “Me lembra os últi- mos seis meses do governo Jango e os últimos dias do governo Collor”, para depois concluir: “O ciclo do lulismo acabou, e o pior é que o go- verno não está apresentando uma alternativa para a superação des- se modelo”. Caracteri- zação semelhante a esta é compartilhada pelo conjunto da es- querda revisionista argentina (e seus res- pectivos apêndices brasileiros). Para este segmento político é correto afirmar que o: “Gigante acordou” (o mesmo mote da rea- ção tupiniquim!) e que em: “Junho: um novo país surgiu das maiores mobilizações” (Site da LER, afiliada ao PTS argentino). Já para o Par- tido Obrero (PO) e seu consultor “brargentino” Osvaldo Coggiola, a crise mundial teria final- mente chegado ao Brasil e encerrado o “mila- gre Lulista” ancorado na China. Mas, será mes- mo que o móvel das mobilizações populares que cortaram o país teria sido uma conjuntura econômica de “caos”, como tentam demonstrar a oposição burguesa conservadora e seus “co- legas” da esquerda revisionista? Que “novo” país teria surgido após junho, estaríamos enfim vivendo os últimos estertores do governo da Frente Popular? Em primeiro lugar, para dissipar a “ignorân- cia” dos charlatães de “esquerda” é necessário dizer que o país continua exatamente o mes- mo, o Estado burguês mantém absolutamente intacta suas instituições de dominação e regi- me político (governo e parlamento), sequer foi abalado pelos massivos protestos nacionais. Estivemos bem distantes de atravessar qual- quer crise revolucionária de poder, e somente na mente ficcional de revisionistas como Valério Arcary (PSTU) a burguesia perdeu suas noites de sono com medo dos protestos, vejamos até onde pode chegar o delírio do dirigente More- nista: “Ontem, toda a ordem econômica, social e política que preserva o Brasil como um dos pa- íses mais injustos do mundo tremeu. Eles não podiam ir dormir.” (Blog da Convergência18/06). Nesta “versão” messiânica da realidade estive- mos na borda de impor o socialismo, “derruban- do” a ordem social capitalista com as jornadas de junho. Só o completo desconhecimento da teoria marxista da luta de classes é capaz de produzir “pérolas” do prognóstico catastrofista como estas da LER, PSTU, PO etc... Como nos ensinou Lenin, a configuração de uma crise revolucionária requer a dualidade de poderes, entre “os de cima e os de baixo”. Exatamente neste confronto do embrião de poder das mas- sas e o poder decadente da burguesia emerge uma situação revolucionária. Mas, deixando um pouco de lado os disparates lançados por uma “esquerda” que perdeu completamente a refe- rência nos conceitos do Le- ninismo, é importantíssimo definir duas questões so- bre junho, a saber o móvel político das mobilizações e a capacidade de sobre- vivência estatal do projeto da Frente Popular em um quadro político de continua perda de apoio popular. A primeira pergunta a ser respondida é, porque milhões de pessoas foram às ruas protestar, sem que houvesse um eixo centrali- zado de reivindicações. Estamos nos referindo logicamente ao momento posterior às passe- atas do Passe Livre, que conquistaram o con- gelamento parcial das tarifas dos transportes urbanos. A ausência de um centro unificado de demandas nas mobilizações é consequência di- reta do momento econômico relativamente es- tável que atravessa o país, ou seja, não existe um pico de desemprego, nem tampouco a infla- ção da cesta básica está fora de controle (como falsamente tenta provar o PIG), o consumo e a poupança interna batem recordes e, por último, a renda salarial média apresenta pela primeira vez um pequeno ganho real nos curso de dez anos. Em resumo, se não estamos vivendo no “paraíso”, a economia capitalista brasileira está longe de apresentar sinais de “default” como ocorre em alguns países periféricos da Europa. Neste marco, o descontentamento da juventu- de e dos setores populares que se mobilizaram (estamos aí excluindo os milhares de “protes- tantes” reacionários da classe média alta) tem razões sociais mais profundas do que a de uma crise política conjuntural ou mesmo uma falên- cia precoce do governo da Frente Popular. A entrada organizada do movimento ope- rário nas mobilizações poderia alterar o pano- rama político do país, mas as paralisações do dia 11/07 ficaram limitadas a setores parciais da produção e serviços essenciais, em função da orientação ultraburocrática das centrais sindi- cais governistas. A nova convocatória para um dia de “luta” no final de agosto deve seguir o mesmo “script”, servindo de fato como uma ala- vanca para o início das campanhas salariais de setembro. A ausência de uma direção proletária e genuinamente de esquerda nas mobilizações contribuíram em muito para “diluir” a construção nacional de uma pauta progressista, livre da influência dos segmentos direitistas que intro- duziram bandeiras reacionárias nos protestos. Como se tratou de um movimento de massas difuso e sem direção programática, o timbre histórico das jornadas de junho deve ser creditado não ao sentimento de oposição direcionada ao governo do PT, como foi o das “Diretas já” em relação ao regime militar ou o “Fora Collor”, mas a sensação generalizada de descontentamento da maioria população com um modo de produção capitalista baseado em valores exclusivamente do mercado de con- sumo. No regime do capital financeiro tudo se transforma em mercadoria, saúde a educação e cultura (não confundir com entretenimento) são acessíveis apenas mediante pagamento a vis- ta ou crédito. Neste universo de produção mer- cantilizada, as gerências estatais (sejam neoli- berais ou nacionalistas) apenas administram a crise da civilização com doses homeopáticas, algumas muito amargas como os Tucanos ou mais “suaves” como o PT.A experiência con- centrada do quadro Lula soube redirecionar( com o apoio da burguesia nacional) o merca- do exportador brasileiro para novas fronteiras, descolando o país do "naufrágio" econômico norte-americano, e nisto consiste o "milagre" petista que ainda está em plena vigência. O modelo de gestão da colaboração de classes da Frente popular sai profundamente arranhado desta conjuntura, não por razões de um colapso político e econômico prematuro gal- vanizado pela ira popular, mas porque repousa em um “vulcão” capitalista de imensas contra- dições sociais que apenas estão “amortecidas” por medidas superficiais, de aparente mobilidade econômica das camadas mais pauperizadas da população. Como gestor deste modo de produ- ção baseado na acumulação privada, que exclui milhões de pessoas dos serviços mais elementa- res de uma sociedade “moderna”, o governo do PT sabe das limitações em que opera na arena social e política e não se propõe a transformá- -la. Os artifícios da “bolha de crédito” e “gordura” monetária do caixa estatal não podem eliminar a incapacidade estrutural do capitalismo em con- templar as aspirações básicas dos trabalhadores. Mais além de um esgotamento cíclico dos gover- nos do PT, que apesar do “sufoco” (leia-se Marina Silva) deve ser reconduzido para mais uma ges- tão estatal pelas classes dominantes, estamos diante da falência histórica do capital, incapaz de desenvolver as forças produtivas da humanidade! 10 ANOS DE GOVERNO DA FRENTE POPULAR As jornadas de junho mostraram que o ciclo estatal do PT está esgotado?
  • 2. n°262 • 2ª Quinzena de Julho/2013LUTA OPERÁRIA 4 Liga Bolchevique Internacionalista 19 de Julho/2013 E m um período de decantação polí- tica dos protestos multitudinais que varreram o país, parece mesmo que as forças da reação interna já inicia- ram seu processo de reacomodação eleitoral com as atenções voltadas para 2014. É o que vem revelando o resultado das últimas pesquisas de opinião pública, em particular a divulgada pelo IBOPE ontem (18/07), que coloca no patamar de empate técnico para o segundo turno as candidaturas de Dilma Rousseff e Marina Silva. Pela primeira vez em pesquisas eleitorais a presidente Dilma vê ameaçada a sua condição de renovar tranquilamente por mais quatro anos o pos- to de “gerente geral” de negócios do regime capitalista. Com o impacto das mobilizações populares ocorridas em junho se desfizeram as aspirações presidenciais das alternativas políticas mais tradicionais da burguesia finan- ceira e do imperialismo para derrotar o PT em 2014, de uma só tacada foram praticamente descartadas como “viáveis” as candidaturas de Serra, Eduardo Campos e do novo líder Tucano Aécio Neves. Também não conse- guiu “decolar” a campanha orquestrada pelo PIG do “Fora Dilma”, apesar do grande es- forço da malta ultrarreacionária do “Face” e que desgraçadamente contou com o apoio da esquerda revisionista. Apesar do intenso desgaste de gerenciar o aparelho de Estado capitalista, incapaz de atender as necessida- des mais elementares da população, a Fren- te Popular ainda conta com um sólido apoio social no movimento de massas, somada à política do governo de fomentar crédito para uma parcela significativa dos trabalhadores. Neste cenário complexo e difuso a aposta po- lítica dos rentistas, “sequestradores” de fato das finanças públicas do Estado burguês, vai na direção da eco-imperialista Marina Silva. A ex-senadora é a única candidatura ao Pla- nalto que reúne neste momento condições mínimas de levar a disputa para um segundo turno, fazendo ascender a esperança da rea- ção tupiniquim de colocar o Brasil novamente na rota de um pleno alinhamento econômico com o grande amo do norte. A mitificação em torno da figura de Ma- rina Silva vem sendo construída pela mídia burguesa ao longo de sua passagem pelo PT, primeiro foi falsamente apresentada como a “herdeira” de Chico Mendes, depois ao assumir o Ministério do Meio Ambiente estabeleceu vínculos com as ONGs norte- -americanas diretamente interessadas no controle de nossas reservas naturais. Ao sair do PT Marina sinalizou ao imperialismo que já estava preparada para iniciar a construção de uma nova alternativa de poder no país, sob o manto da defesa da ecologia e de um crescimento capitalista “sustentável”. Quan- do se lançou à presidência da República em 2010 pelo PV, muitos analistas políticos de esquerda afirmaram que se tratava de uma mera jogada eleitoral dos Tucanos para sub- trair votos do PT, mas na verdade tirou votos de Serra e quase foi para a disputa do se- gundo turno com Dilma. Nós da LBI caracte- rizamos o “fenômeno” Marina, antes mesmo da abertura das urnas em outubro de 2010, como a gestação de polo neoliberal ainda mais alinhado com o imperialismo ianque do que os privatistas do PSDB. Às véspe- ras do primeiro turno já afirmávamos o seguinte: “Na realida- de, a movimentação midiática em torno do fortalecimento do PV é pensada pela burguesia para mui- to além das eleições presidenciais, tendo por objetivo formatar uma nova oposição ao governo da frente popular mais adequada à atual realidade de estabilidade do regime po- lítico e de um implícito pacto social em plena vigência.” (JLO nº 201 10/2010). Ao romper com o PV que lhe deu abrigo em 2010, Marina pensou “grande” ao de- monstrar que seu projeto político deveria ser “puro” e homogêneo, livre das influências oli- gárquicas regionais voltadas a um fisiologis- mo que não agrada aos grandes investidores internacionais. O lançamento do REDE, seu novo partido, contou desde o início com forte apoio financeiro dos banqueiros, em particu- lar com a família Setúbal dona do ITAÚ. Ra- pidamente Marina galvanizou para o REDE recursos da burguesia bem mais “consisten- tes” do que reuniu em 2010, quando teve o apoio da empresa NATURA através do seu vice Guilherme Leal, agora tem à sua dispo- sição o jato particular mais moderno do pais, custando para a “humilde” ex-seringueira a bagatela de 60 milhões de Reais. O REDE já montou sua equipe econômica com “notá- veis” ex-tucanos como André Lara Resende e Giannetti, operadores da privataria no go- verno FHC e defensores da abertura total de mercado aos EUA. Marina agora defende a autonomia do BC e o corte de verbas sociais para o pagamento dos juros da dívida inter- na (aumento do superávit primário), além do desmonte da PETROBRAS para beneficiar as transnacionais de energia e gás do “Tio Sam”, qualquer semelhança com o progra- ma da Casa Branca para o Brasil não é uma mera coincidência... Mas grande debilidade do REDE se con- centra na impossibilidade de estabelecer um largo arco de alianças partidárias para 2014, com o fracasso do MD Marina só deve contar com o apoio formal do PSOL (a ex-senadora Heloisa Helena é a “ponte”) e seus parcei- ros de “esquerda”. Para compensar esta fragilidade eleitoral a burguesia tenta con- vencer a todo custo que o presidente do STF, Joaquim Barbo- sa, criatura do PIG exatamente para este fim, integre como vice a chapa de Marina. O REDE já conta com a simpatia da maioria da classe média ur- bana, extremamente reacionária, e na pos- sível composição com o “herói” JB seria um adversário muito forte para as pretensões de um segundo mandato para Dilma. Para a ex-militante do ateu PRC, que transformou- -se em evangélica para agradar a “cultura” protestante norte-americana, ter o vestal e moralista JB ao seu lado no Planalto seria o principal “sonho de consumo” da ofensiva imperialista no Brasil. O PT sabe do risco que hoje oferece Marina, principal beneficiada eleitoralmente com as jornadas de protestos, mas está ver- gonhosamente “amarrado” com a “caneta” do Planalto. Lula conseguiria bater facilmen- te Marina ou Aécio sem precisar sequer de um segundo turno, mas não pode se con- frontar com Dilma sob a ameaça do processo ainda em curso do chamado “Mensalão”. A anturragem Dilmista conseguiu inclusive ex- cluir da chapa do próximo diretório nacional, nomes de petistas históricos como o de José Dirceu, foi sem duvida alguma uma demons- tração de força e um aviso para o movimento “volta Lula”. Mesmo sob o risco da derrota diante da candidatura ascendente de Marina, o PT seguirá inexoravelmente com Dilma e na tentativa inútil de agradar o “mercado” o governo da Frente Popular aprofundará ain- da mais seu curso neoliberal, promovendo ataques as conquistas da classe operária. APOSTA POLÍTICA DE OBAMA Capital financeiro e imperialismo ianque escolhem seu candidato para bater o PT: Marina Silva!
  • 3. n°262 • 2ª Quinzena de Julho/2013 LUTA OPERÁRIA 5Liga Bolchevique Internacionalista 16 de Julho/2013 A s mobilizações populares de ju- nho tiveram como centro inicial a luta contra a prefeitura petista de São Paulo, que em uníssono com o governo Alckmin elevou as tarifas do trans- porte público. Após a brutal repressão da PM paulista ao movimento do “Passe Livre” as massas ganharam as ruas de todo país, cen- tralizando a insatisfação da população com a crise deste regime burguês gerenciado de forma medíocre pelo PT. Logo o PT e seus governos federal e municipal foram sem dúvida alguma o foco do descontentamento de um segmento de massas, ainda que es- tas tenham enfrentado a bárbara repressão policial dos governos estaduais do PSDB, PMDB, PSB etc... Embora “arranhados” com a crise,Alckmin e Cabral não sofreram o des- gaste central na mesma dimensão política que atingiu o governo Dilma, portanto, nesta nova conjuntura um alvo “frágil” para o PIG. Não demorou muito para a GLOBO “patroci- nar” os protestos nacionais, tentando impor uma pauta programática reacionária e uma direção fascista nas mobilizações. Neste ce- nário aberto não seria difícil para o PIG “pre- ver” um fim antecipado do governo da Frente Popular, impulsionando o Impeachment da presidenta Dilma ou fabricando artificial- mente (a la fraude Collor) uma candidatura imbatível em 2014. Às pressas o “imparcial” DATAFOLHA realizou sua pesquisa, no ful- cro dos “rasga bandeiras”, apontando uma queda abismal do governo Dilma. Mas, con- trariando a obsessão dos barões da mídia “murdochiana” com o refluxo do movimento, Dilma não naufragou, apesar das tentativas, tampouco surgiu o “super herói”, e de que- bra, quem acabou apresentando falência foi o natimorto MD, uma jogada eleitoral frustra- da de Serra, Freire e Campos. A imprensa capitalista não deu muito destaque à notícia da desistência do PMN em fundir-se com o PPS do arrivista Roberto Freire, levando para o buraco a tentativa de fundar um novo partido, o MD, na verdade uma “janela” para adesão de parlamentares do PSDB, PSD, PTB, PMDB etc... em apoio à possível aliança eleitoral entre Serra e Edu- ardo Campos. Com a decretação da “morte antecipada” de Dilma, nada mais natural do que supor que vingaria com êxito o projeto político do MD, certo? Errado! A cúpula dos Tucanos não liberou o “quinhão” de Serra no caixa do PSDB (produto das comissões na privataria), deixando o PMN sem “estímulo” para a fusão. Agora, se pretender sair do PSDB, para apoiar Campos ou tentar um voo solo ao planalto, Serra agirá solitário, o que é pouco provável. O MD seria um peça im- prescindível no tabuleiro do xadrez eleitoral de 2014, já que o PSB não conseguiu granje- ar nenhum partido (da base ou da oposição) para a coligação de suporte na empreitada Campista. Acontece que apesar da inegável corrosão sofrida no “casco” petista, os massi- vos protestos não conseguiram produzir um eixo centralizado de combate, nem pela es- querda nem pela direita, deixando sem muita expectativa de vitória em 2014 as candidatu- ras do bloco conservador oposicionista. A ausência de uma direção classista no curso das mobilizações “vaporizou” o movi- mento em demandas pontuais, ora corretas ora reacionárias, permitindo que a forte base social de apoio da Frente Popular saísse das “cordas” e até encenasse a convocação de uma greve geral no dia 11/07, apelidada pela vanguarda mais combativa de “ato oficial”. Qualquer outro governo burguês tradicional não teria suportado a enorme pressão das ruas e da mídia canalha, mas quando se tra- ta de uma gestão de colaboração de classes como a do PT, as coisas seguem um rumo di- ferente... como Lula já demonstrou em 2006. O PIG, com a valorosa ajuda das oposições de “esquerda” e “direita”, tentou vender a imagem do esgotamento precoce do modelo de gerência petista, anunciaram a volta da hiperinflação e a chegada da recessão eco- nômica. Mas, no mundo real o compasso era bem diferente, o desemprego atingia seus menores índices dos últimos trinta anos e o acúmulo da poupança interna bateu seu maior recorde de captação financeira, tudo isso somado ao fato da bolha de crédito ofe- recida a população continuar a inflar o con- sumo apesar da alta na taxa de juros. Neste quadro nacional onde o governo tenta desviar a latente revolta popular, ainda longe de configurar uma “rebelião de mas- sas” (preconizada pelos oportunistas), com manobras institucionais, como a da “reforma política”, as alternativas burguesas mais tra- dicionais não conseguiram decolar na pre- ferência do eleitorado, deixando ainda mais distante o “sonho presidencial” de Aécio, Campos ou mesmo Serra. Se no âmbito do Congresso Nacional Dilma vem acumulando uma sequência de pequenas derrotas em função da composição fisiológica e direitista de sua base de apoio parlamentar, no campo do “povão” recuperou terreno como demons- trou a última pesquisa encomendada pela CNT (Confederação Nacional do Transpor- te), velho instrumento de aferição eleitoral da burguesia nacional. Na sondagem da CNT, Dilma teria como única candidatura adversá- ria competitiva Marina Silva, sendo que Aé- cio e Campos nem chegariam a um segundo turno. Uma leitura minimamente séria desta amostragem revela que Dilma absorveu ra- zoavelmente bem o impacto dos protestos, apesar
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