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Livro vol 2_caminho da palavra escrita_paulosergio_2011

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1. 2EXECUÇÃO: Alunos da EJA e Prof. Paulo SérgioUNIDADE ESCOLAR: COL. EST. BARTOLOMEU BUENO DA SILVAPROFESSOR COORDENADOR: PAULO SÉRGIO DE O. SILVACOORDENADORA…
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  • 1. 2EXECUÇÃO: Alunos da EJA e Prof. Paulo SérgioUNIDADE ESCOLAR: COL. EST. BARTOLOMEU BUENO DA SILVAPROFESSOR COORDENADOR: PAULO SÉRGIO DE O. SILVACOORDENADORA PEDAGÓGICA: SÍLVIA DE OLIVEIRA SILVADIRETORA: HÉLICA FERNANDA LEMES GONDINVICE-DIRETORA: ELAINE MARIA DE MACEDOCOL. EST. BARTOLOMEU BUENO DA SILVA PARANAIGUARA-GO 2011
  • 2. 3 A COLETÂNEA A EJA NOSCAMINHOS DA PALAVRA ESCRITA:MOSTRANDO QUE A LEITURA TRANSFORMA ANOSSA VIDA É O RESULTADO DO PROJETO DELEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTO EXECUTADO NASTURMAS DA EJA (2011), SOB A COORDENAÇÃO EORIENTAÇÃO DO PROF. PAULO SÉRGIO DE O.SILVA, NAS AULAS DE LÍNGUA PORTUGUESA. A EXECUÇÃO DESTE PROJETO, EM CONSONÂNCIA COM ASMATRIZES CURRICULARES, COM A LDB, E A LEI 10639/2003, QUE,SEGUINDO A METODOLOGIA DO LETRAMENTO, OBRIGA O ESTUDO DOSVÁRIOS GÊNEROS TEXTUAIS, INCENTIVANDO E FAZENDO ACONTECER ALEITURA E A ESCRITA, LEVANDO O ALUNO A SE TORNAR AUTOR DE SUASPRÓPRIAS IDEIAS E OPINIÕES, O QUE COLABORA PARA QUE ELE SETORNE TAMBÉM AUTOR DE SUA PRÓPRIA VIDA E PARTICIPAÇÃO NASOCIEDADE, E, EM CONSEQUÊNCIA, CONTRIBUI PARA “TRANSFORMARO MUNDO NUM LUGAR MELHOR DE SE VIVER”. O REFERIDO PROJETO FOI EXECUTADO AO LONGO DO ANOLETIVO DE 2011, DE FEVEREIRO A NOVEMBRO, COM UMA SEQUÊNCIADE AÇÕES QUE INCLUEM A PESQUISA EM TEXTOS (LIVROS, REVISTAS EINTERNET), ANÁLISE DE TEXTOS, LEITURA DE LIVROS, POEMAS, LETRASDE MÚSICAS; PRODUÇÃO DE FRASES, POEMAS, TEXTOS NARRATIVOS,BIOGRÁFICOS E DE OPINIÃO. A FINALIZAÇÃO DOS TRABALHOS FOI A MONTAGEM DECARTAZES, BAINERS, PAINÉIS, LIVRO E PUBLICAÇÃO NO BLOG:http://professorpaulosergionaeja.blogspot.com . PROF. PAULO SÉRGIO.
  • 3. 4Neste ano de 2011, nós,alunos da EJA do Bartolomeu,nas aulas de Língua Portuguesa,com o Professor PAULO SÉRGIO,produzimos textos dos mais variados tipos,sobre vários assuntos, com muitaimaginação e criatividade,expondo ideias e opiniões,mostrando que a leitura e a escritapodem transformar o nosso mundo.Com estes textos, nós procuramosconscientizar a todos de como agirem diversas situações da nossa vida...Afinal, as principais funçõesda leitura e da literatura são divertire mudar os comportamentosde nossos leitores!
  • 4. 5 Desde os tempos remotos,quando o homem começou a se comunicar através de desenhos nas cavernas, depois com a fala,até chegar à escrita e à leitura, uma boa história sempre encanta a todos os ouvintes e leitores... Embarque você também nesta viagem e se encantecom as histórias que os alunos da EJA têm para nos contar.
  • 5. 6 Falar sobre a importância da leitura écomo falar de alimentação, água ou remédio. A leitura éuma necessidade vital, é algo que nos torna livres,capazes de conduzir nossas vidas. A capacidade de lernos dá condições de realizar coisas que, às vezesconsideramos muito simples, mas que são muitoimportantes, como poder pegar um ônibus comsegurança, procurar um endereço, ler a bula doremédio, ler uma receita, ler um jornal, e,principalmente, o hábito da leitura nos dá condições deentendermos o que ouvimos e o que lemos. E isso, éclaro, nos torna pessoas melhores a cada leitura quefazemos. Prof. Paulo Sérgio
  • 6. 7 Leitura é a palavra chave para um futuromelhor. A leitura é para todos, basta estudar. Só quemsabe ler, entende o quanto é importante, porque a chancede conseguir um emprego é maior, porque, por ondepassar, muitas portas abertas encontrará e, pode ter acerteza de que uma é para você, que tem uma boa leitura. A leitura é importante, porque ela é opassaporte para realizar seus sonhos. Você não vai a lugaralgum sozinho. Já quem não sabe ler, encontra muitasdificuldades para conseguir um emprego, para saber qualônibus certo, para ler a receita do remédio, etc. A escrita éo resultado de uma boa leitura. A leitura transforma a nossa vida, porque nosfaz enxergar mais as coisas ao nosso redor. A gente passaa conhecer o que não conhecia. Antes via, mas não sabiao que significava. Isso é muito triste: andarmos e nãosaber por onde estamos passando. É tão legal quandopassamos por um lugar e lemos e que está escrito! Franciely – 6º Sem – 2ª Etapa – EJA (agosto a dezembro)
  • 7. 8 Através da leitura e da escrita, podemos viajarem um mundo mágico, um mundo onde todos nóspodemos ter a felicidade de sabermos ler e escrever, bastasó vocês começarem a leitura. Isso nos dá uma felicidadeque não tem explicação. Tem pessoas que não sabem ler, só escrever.Como deve ser difícil a vida dessas pessoas! Mas nunca étarde para aprender a ler. Comece agora mesmo. Leia umjornal, revistas, livros, ou até mesmo as placas das ruas. Oque não podemos é viver em um mundo onde ninguémtem tempo para a leitura. No mundo de hoje, a leitura e a escrita sãomuito importantes, porque, quem não sabe ler e escrever,não tem muitas oportunidades de trabalho, porque, a cadadia que passa, a leitura se torna mais importante. Por isso seja você também um leitor. Façacomo nós: leia todos os dias! Solange – 6º Sem – 2ª Etapa – EJA (agosto a dezembro)
  • 8. 9 A leitura é uma obra que, por meio dela,transformamos a nossa escrita. Hoje, com a junção dasduas, conseguimos uma obra até mesmo um grandeespetáculo. Se você gosta realmente de leitura, ou daescrita, você está em um caminho que vai trazer um futuromelhor. Eu sou uma pessoa que sou amante da leitura. Éassim que pretendo alcançar meus objetivos. A palavraleitura é uma das coisas que todos devemos incluir emnosso vocabulário, principalmente nos horários quepodemos ocupar a nossa imaginação. Seja você também amante da leitura e daescrita, que vai te trazer um grande futuro. Sandra Rosa dos Santos 6º Sem – 2ª Etapa – EJA (agosto a dezembro)
  • 9. 10 Quem conta um contoaumenta um ponto na vida de seus ouvintes ou leitores... É de conto em conto que criamos encontros e encantos... Encontro com a palavra e encanto pela vida que ela nos traz. Prof. Paulo Sérgio
  • 10. 11 SÓ AGORA ESTOU APRENDENDO A SER FELIZ Estou muito feliz. Depois de vinte anos queconcluí a sétima série, eu voltei a estudar. Em 1985,eu estava muito feliz, pois estava indo bem nosestudos... Porém, eu não estava bem com a minhafamília, e, por isso, fiz a escolha mais errada da minhavida: resolvi me casar. Foi a coisa mais errada eabsurda que já fiz em toda a minha vida. Só conseguipassar essa fase negra, porque Deus me deu oprivilégio de ser mãe de três filhos maravilhosos. Oprimeiro, Lázaro Tadeu, o segundo Marcos Lourenço eo terceiro Navilton Matheus. Tenho também três lindosnetos: Marcos Antônio, Pedro Lucas e Daniel Henrique,e minhas três noras. Tenho ainda uma irmã e doissobrinhos que amo muito... Hoje estou numa faselegal da minha vida. Consegui me divorciar, tenhominha casa própria, tenho o meu trabalho, soufuncionária pública (Serviços Gerais Classe II) e souvendedora autônoma. Amo muito os meus serviços. Como diz o sábio Salomão, personagembíblica, devemos sempre pedir a Deus muitasabedoria. Sabedoria, inclusive, para fazermos asnossas escolhas. É o que eu espero: que de agora emdiante Ele me dê sabedoria para que eu possa semprefazer boas escolhas. Luzia Donizeth de Oliveira 5º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
  • 11. 12 Minhas lembranças... No meu tempo de criança, eu morava nafazenda. Gostava muito de andar a cavalo e pescar.Na fazenda, tinha um pomar de laranjeiras, uma casamuito bonita, cor de rosa, com um jardim muitobonito, com muitas flores. No período da tarde, eu e meu irmãoestudávamos. Nós íamos para a escola com outroscolegas. No caminho, falávamos sobre muitas coisas.Às vezes, nós íamos a cavalo, mas, na maioria dasvezes, íamos a pé, porque nós morávamos perto daescola. Nossa professora era muito legal. Ela brincava,contava histórias. Na hora do recreio, nósbrincávamos de pique esconde. No final da aula, eusempre ficava brincando com as filhas da professora.Isso aconteceu no ano de 1990. Esse foi um dosmelhores anos da minha vida. Muita coisa aconteceu desde este tempo.Coisas divertidas, coisas tristes, e outras nem tanto.Tomei várias decisões. Segui vários caminhos... Hojeeu estou morando em Paranaiguara-Go, tenho doisfilhos, moro com minha mãe. Voltei a estudar. Soumuito feliz vivendo ao lado da minha família. Solange 5º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
  • 12. 13 Minha Viagem à Austrália Sexta-feira à noite, entrei no ônibus em NovaAndradina (MS) em direção a Guarulhos (SP), onde iriapegar o voo a outro país. A sensação era estranha e, aomesmo tempo que estava ansiosa, eu também estavatriste, pois não queria deixar minha família. Ao entrar no ônibus, percebi que haviam muitaspessoas que também iriam para o mesmo país queiríamos. Então fiquei mais calma. Como estava de noite,resolvi dormir, pois seria uma longa viagem, mas haviammuitas crianças no ônibus que não paravam de bagunçar eentão não consegui dormir, até que eles dormissem. Chegando ao aeroporto de Guarulhos, todosdescemos do ônibus e fomos diretamente fazer o check-in.Após algumas horas de espera, nosso avião finalmentechegou. Fiquei surpresa, pois nunca havia visto um aviãode tão perto. Nessa hora, fiquei com medo e ansiosa. Ao embarcar no avião, o meu medo aumentou.Eu olhava para meus pais com cara de assustada e elesapenas sorriam, pois já sabiam que eu estava com medo.Minutos depois, o avião começou a subir. Senti um frio nabarriga. Segurei bem a mão da minha mãe e disse: “Mãeestou com medo, não quero morrer!”. E ela apenas sorria.Então me segurei bem. Senti que o avião tinha parado desubir. Parecia que havia parado no ar. Olhei pela janela evi que já estava acima das nuvens. Meu medo passou.Fiquei calma. Depois do medo todo que havia passado, sóqueria aproveitar a viagem. Depois de quatro horas de vôo, chegamos aoChile, onde iríamos pegar um outro avião para NovaZelândia. Esperamos por mais algumas horas, até nossopróximo avião chegar. E depois embarcamos no avião. Masdessa vez, eu já não estava mais com medo e simcansada.
  • 13. 14 Mais Doze horas se passaram e finalmentechegamos a Nova Zelândia. Eu já não aguentava mais ficarem um avião, mas sabia que ainda haviam mais 4 horas devoo para chegarmos à Austrália. Esperamos mais algumashoras e nosso outro avião chegou. Estava cansada, mastambém feliz em saber que aquele seria nosso últimoavião. Quatro horas se passaram. Olhei pela janela. Jáavistei a cidade. Estava feliz, pois finalmente estávamoschegando à Austrália. Quando descemos do avião, percebique já havia um homem nos esperando. Ele se aproximoude todos nós. Estávamos entre mais de 30 brasileiros.Então ele se apresentou como nosso intérprete. Felizes, todos fomos em direção do ônibus quenos esperava para nos levar até nossas casas. Meu pai,como já morava lá há algum tempo, já sabia o caminho,mas eu apenas observava por onde passávamos. Ao chegar em casa, estava muito cansada. Entãoresolvi tomar um banho. Após sair do banheiro, meu paime chamou para ir ao shop para comprar algumas coisaspara casa. Eu aceitei. Foi então que percebi que meu pai estavadirigindo em direção errada na rua, e que também ovolante do carro estava no lugar errado. Então ele meexplicou que ali era tudo ao contrário do Brasil. Ao chegarao shop, fomos ao mercado. Percebi que não podiaentender nada do que as pessoas falavam. Muitas coisaseram diferentes ali. Foi então que percebi que minha vidairia mudar completamente naquele lugar. Jéssica Nascimento de Melo 5º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
  • 14. 15 O ENCONTRO Era dia 09 de dezembro de 2009, um dianormal de trabalho na pizzaria, onde eu trabalhava.Eu estava desanimada e muito triste, pois já fazia ummês que eu havia descoberto que estava sendo traídapelo pai do meu filho, com o qual eu havia vivido porquatro anos. Enquanto eu organizava as mesas, os copose os talheres, e, ao mesmo tempo, pensava no quehavia acontecido, minha patroa Solange chegou eperguntou: −Priscila, você já abriu o caixa? E eu, imediatamente, respondi: −Sim senhora, já abri o caixa. Voltei aos meus pensamentos distantes,com meus olhos vazios, sem nenhuma animação...quando, de repente, percebo que alguém chegou namesa 16. Corri logo para atender o primeiro e solitáriofreguês que havia acabado de chegar. − Boa noite, senhor! Posso ajudá-lo? − Sim! Por favor! Uma cerveja. − Um copo? − Sim. A não ser que você queira meacompanhar! Eu dei um sorriso amarelo, mas, semperder o foco, continuei o meu trabalho e falei: −Senhor, quando precisar de alguma coisa,é só chamar! Continuei o meu trabalho, sem me esquecerdo moço da mesa 16, solitário como eu.
  • 15. 16 Mais tarde, começou a ficar maiscansativo. A pizzaria começou a encher de gente, maseu continuava sem me esquecer do moço da mesa 16.Ele já havia tomado quatro cervejas, quando mechamou novamente: −Garçonete, posso te fazer uma pergunta? −Sim! É claro! −Você tem namorado? Novamente o sorriso amarelo apareceu nomeu rosto, mas, ainda assim, respondi: −Não senhor! Por quê? −Porque eu estou em suas mãos. −Como assim? −Se eu ficasse aqui até a pizzaria fecharpara te levar para sua casa, você aceitaria? Apenas sorri e voltei ao meu trabalho. Jáera tarde, as pessoas já estavam indo embora, menoso moço da mesa 16. Não me contive. Fui até ele eperguntei: −Moço, você não vai embora? −Não. Eu, muito sem graça, mas também curiosapara saber se era por minha causa que ele estavaesperando, continuei o meu trabalho. O rapaz mechamou novamente e pediu a conta. Naquelemomento, desanimei. Mas fui somar sua conta. Elepagou e saiu do estabelecimento. Já estava no fim daminha longa noite de trabalho. Quando estava játrancando as portas da pizzaria, olhei para o lado e láestava ele: o moço, que ainda só o conhecia como omoço da mesa 16, sentado em um banco, ainda
  • 16. 17sozinho. Decidi fingir que não o havia visto, quandoele me chamou: −Garçonete! Olhei e disse: −Ainda aí? −Estava te esperando. −Me esperando por quê? −Porque eu não poderia ir embora semsaber o seu nome. −Meu nome? Por quê? −Porque tenho que saber o nome damulher que ganhou o meu coração. Fiquei sem reação, mas falei: −Meu nome é Priscila. Ficamos em silêncio. Mas eu tambémestava ansiosa para saber o nome do moço da mesa16. Mas não perguntei. Nos sentamos e ficamos anoite inteira conversando. Quando o sol começou anascer, criei coragem e perguntei: −Moço, qual é o seu nome? E ele me respondeu com um sorriso: −Marsol. Priscila F. Quintino 5º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
  • 17. 18 UMA NOITE DE TERROR Em uma noite de quinta-feira, de lua cheia.Resolvi assistir a um programa que passava na TVchamado “Linha Direta”, que só mostrava assuntos decrime ou de assombração. E foi por um desses programasque resolvi ficar até mais tarde acordada, apesar de estarcom muito medo, porque o marido não estava. Até então, tudo estava normal, quando ouviuns passos... Achava que era algo sobrenatural, tipo umaassombração. Mas, neste momento, não tinha ninguémque tivesse coragem de abrir a porta para ver o que era. Ovento soprava forte. As pisadas aumentavam. Eu ouviaestrondos muito estranhos. Com certeza, era umaassombração. Era uma junção de pisadas e estrondos, quefaziam sons muito estranhos, que se repetiaminsistentemente... Quase me enfartei de tanto medo. Omedo era tanto, que não consegui dormir a noite toda. Ao amanhecer, fui rápido ao quintal para ver oque tinha acontecido. Só vi rastos de cavalo e umalavadeira quebrada. Percebi que, por ironia do destino,justo naquela noite, eu esqueci uma lavadeira de plásticoem cima de uma mesa na lavanderia da casa. E, paracompletar, alguém deixou a porteira aberta, o que permitiuque o cavalo entrasse no quintal... De assombração não tinha nada... Mas tudo eraverdade, principalmente o meu medo. “Ah! Que noite deterror!!! Sandra Rosa dos Santos 5º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
  • 18. 19 O BÊBADO QUE NÃO É FORMIGA Há uns cinco meses, estava eu em umarodoviária esperando um ônibus. Observei todo oambiente, as pessoas, os comerciantes, muitos quevinham, outros que iam. Olhei para o balcão de um bar. Algo mechamou a atenção. Resolvi que queria comer um doce.Pedi ao garçom. Então eu vi que uma pessoa seaproximou de mim. Ele estava com evidentes sinais deembriaguês, além de sujo e malvestido. O pobrehomem virou-se para mim e disse: _ Você pode me pagar uma pinga? Eu respondi: _ Uma pinga, não posso pagar, mas umpedaço de doce, sim! O bêbado saiu, em silêncio, em direção aosseus colegas. Eu já observei que, nestas situações deexcesso de bebida, eles sempre andam em grupos. Elevirou-se para os companheiros e disse: _ Eu pedi uma pinga pra aquele rapaz e eleme disse que uma pinga não pode, mas um pedaço dedoce, sim... Acham que ia aceitar? Eu não sou formigapra gostar de doce!!! Rosenildo Sousa dos Santos 5º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
  • 19. 20 A FELICIDADE DE CASSANDRA Cassandra era de uma família pobre. Tinha doisirmãos. Seus pais se separaram quando ela tinha 11 anos.Seus irmãos ficaram com seu pai e ela ficou com sua mãe. Asduas foram morar na casa de sua avó materna. A avó não gostava muito de Cassandra, quepedia sempre sua mãe para ir embora, mas sua mãe semprese lamentava por não ter para onde ir. Passaram-se quatroanos da luta dela e da mãe na casa da avó. Cassandracompletou 15 anos e foi passar o carnaval na cidade, na casade usa tia. Lá conheceu um rapaz. Namoraram por três dias.No quarto dia, ela iria para a casa no sítio, mas, antes dapartida, fugiu com o namorado. Saíram às três da manhã, emdireção à casa da tia dele. Naquela madrugada, o moçodescobriu que Cassandra não era mais virgem. Foi horrívelpara ela. Ele disse que iria devolvê-la para a mãe dela.Desesperada, a garota suplicou, aos seus pés, que não alevasse de volta para a mãe, porque lá ninguém sabia de suahistória. Não teve acordo. O moço a levou e contou tudo oque estava acontecendo. A mãe, muito nervosa, perguntouquando e com quem aconteceu a sua primeira vez. A meninacalou-se por cinco minutos, depois disse que foi com oprimo... Então chegou a noite. Todos já haviam seacalmado. A mãe, Cassandra e o namorado se sentaram paraconversar. Depois de tudo esclarecido, chegaram a umaconclusão: o moço resolveu continuar seu namoro comCassandra, já que percebeu que estava gostando dela,mesmo com todos os acontecimentos... Ela, hoje, tem 18 anos e viajou com seu futuroesposo para outro estado e estão muito felizes... Franciely dos Santos 5º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
  • 20. 21 A MENINA DO ESCURO Quando a minha família morava noMaranhão, minha mãe morava numa casinha simples,de barro e coberta com palha... Minha irmã mais nova,que tinha cabelos curtos e adorava um vestido branco,tinha muito medo de escuro. Num belo dia, já noite, ela saiu na portaque dava para o quintal da casa... De repente, voltoucorrendo e chamou minha mãe e falou: _ Mãe, olhe lá, uma menina com uma velana mão! Minha mãe perguntou: _ Onde, minha filha? Não vendo nada! Minha irmã insistia, apontando a direção: _ Lá fora, mãe! Minha mãe, desapontada, repetiu: _ Não estou vendo nada, filha! Vamosdormir. Não tem nada aqui. Minha irmã insistia que viu a menina. Entãominha mãe disse: _ Vamos dormir! Quando clarear, a gentevê o que aconteceu. Quando amanheceu o dia, não tinha nemrasto de qualquer pessoa... Lucilene de Sousa Marques 5º Sem. – 2ª Etapa – EJA – 2011 – C.E.B.B.S. (janeiro a junho)
  • 21. 22 O MENINO QUE FOI REJEITADO PELO PAI No dia 28/06/1987, nasceu um menino. Logoapós o nascimento, seu pai falou que aquele não era seufilho, porque, quando olhou para a criança, viu que eramuito diferente do pai, tanto na cor da pele, quanto naaparência do rosto. Por da ignorância daquele homem, elemaltratava a mãe da criança, gritava, xingava, batia,chutava... Quando nasceram mais dois filhos, o pai nãofalou nada, porque as crianças eram da mesma cor dele.Quando os filhos já estavam grandes, os dois maisnovos, que o pai sempre defendeu, não quiseram saberdele, fo
  • Massa de biscuit

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