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1. Educar com o Redu1ª edição 2. Educar com o Redu1ª ediçãoAbril de 2012Editores:Alex Sandro GomesAna Luiza RolimWilson Martins da SilvaRevisão:André Diniz de…
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  • 1. Educar com o Redu1ª edição
  • 2. Educar com o Redu1ª ediçãoAbril de 2012Editores:Alex Sandro GomesAna Luiza RolimWilson Martins da SilvaRevisão:André Diniz de MoraesDesign gráfico:Sérgio FontesColaboradores (em ordem de exibição):Romero ToriRicardo José de Souza SilvaRodrigo SiqueiraFlávia Veloso de SousaJoão Alberto Brito de AbreuLuis ClaudeivanClaudia Roberta Araújo GomesHelder SilvaRosângela CarvalhoHugo LimaNivson SantosJúlio RangelFicha catalográfica:Thiago Leite E 24 Educar com o Redu / Colaboradores: Alex Sandro Gomes ... [et al.] – Recife: Redu, Educational Technology, 2012. 103 p.: il. Demais colaboradores: Ana Luiza Rolim, Wilson Martins da Silva, Romero Tori, Ricardo José de Souza Silva, Rodrigo Siqueira, Flávia Veloso de Souza, João Alberto Brito de Abreu, Luis Claudeivan, Claudia Roberta Araújo Gomes, Helder Silva, Rosângela Carvalho, Hugo Lima, Nivson Santos e Júlio Rangel. 1. Educação; 2. Tecnologia. CDD 370 This work is licensed under the Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Unported License. To view a copy of this license, visit http:// creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/ or send a letter to Creative Commons, 444 Castro Street, Suite 900, Mountain View, California, 94041, USA.
  • 3. Índice p. 3  Índice p. 6  Apresentação p. 9  Prefácio p. 11  Introdução Softwares sociais no contexto do ensino 0.1 p. 11  Resumo 0.2 p. 11  Tecnologias no ensino 0.3 p. 13  Evidências da efetiva contribuição de TIC no Ensino 0.4 p. 14  Histórico do uso de Tecnologias da Informação no Ensino 0.5 p. 16  Software social 0.6 p. 17  Softwares sociais no ensino 0.7 p. 18  Conclusão 0.8 p. 19  Referências p. 21  Capítulo 1 Fenômenos cognitivos no uso de redes sociais no ensino 1.1 p. 21  Resumo 1.2 p. 21  Interações em redes sociais 1.3 p. 22  Comunicação Assíncrona 1.4 p. 24  Comunicação Síncrona 1.5 p. 25  Colaboração 1.6 p. 27  Aprendizado em rede 1.7 p. 29  Autorregulação da Aprendizagem 1.8 p. 30  Percepção social 1.9 p. 30  Conclusões 1.10 p. 31  Referências p. 33  Capítulo 2 Ensino e aprendizagem mediados pelo Redu 2.1 p. 33  Resumo 2.2 p. 33  A prática docente: planejamento, coordenação e mediação 2.3 p. 34  Compartilhamento de planos de aula 2.4 p. 34  Compartilhar materiais 2.5 p. 36  Acompanhamento 2.6 p. 37  Mediação 2.7 p. 38  Conclusão 2.8 p. 39  Referências
  • 4. p. 40  Capítulo 3 Métodos e técnicas de ensino com o Redu 3.1 p. 40  Resumo 3.2 p. 40  O que muda na relação professor-aluno 3.3 p. 40  Professor percebido como parte do grupo 3.4 p. 41  Mais tempo de interação com professores e colegas 3.5 p. 42  Interação com comunidades de outras turmas 3.6 p. 42  Criar uma conta no Redu 3.7 p. 43  Criar ambientes de ensino e um primeiro curso 3.8 p. 45  Criar cursos no ambiente 3.9 p. 45  Criar disciplinas no curso3.10 p. 46  Estruturação do plano de aulas3.11 p. 47  Incluir recursos nos módulos de um curso3.12 p. 47  Notificar a existência dos planos de aula e materiais3.13 p. 48  Coordenação dos participantes3.14 p. 49  Conclusões3.15 p. 49  Referências p. 50  Capítulo 4 Novas situações de ensino e aprendizagem no Redu 4.1 p. 50  Resumo 4.2 p. 50  Situação de ensino 4.3 p. 51  Apresentar conceitos com distintos recursos (blended learning) 4.4 p. 52  Avisar a disposição de um novo material 4.5 p. 52  Notificar sobre evento que ocorrerá em sala de aula 4.6 p. 53  Revisitar o conteúdo discutido em aula a posteriori 4.7 p. 54  Compartilhar materiais complementares 4.8 p. 54  Notificar mudanças nas distintas seções do ambiente 4.9 p. 55  Conclusões4.10 p. 55  Referências p. 56  Capítulo 5 O processo de aprendizagem no Redu 5.1 p. 56  Resumo 5.2 p. 56  Aprendizagem e Metacognição 5.3 p. 58  Autorregulação de aprendizagem 5.4 p. 61  Autorregulação online 5.5 p. 63  Percepção do trabalho a ser realizado 5.6 p. 63  Corregulação da aprendizagem 5.7 p. 64  Conclusões 5.8 p. 65  Referências p. 68  Capítulo 6 Avaliação da aprendizagem com o Redu 6.1 p. 68  Resumo 6.2 p. 68  Avaliação na Educação 6.3 p. 71  Avaliação na prática docente 6.4 p. 72  Avaliação para Educação de Qualidade 6.5 p. 74  Educação enquanto experiência
  • 5. 6.6 p. 74  Redes sociais educativas como sistemas computacionais de monitoramento 6.7 p. 75  Avaliação do desempenho como parte do processo de autorregulação 6.8 p. 77  Indexação da atividade dos alunos: descritores 6.9 p. 77  Visualizações6.10 p. 82  Integração com sistema de gestão acadêmico6.11 p. 83  Conclusão6.12 p. 83  Referências p. 86  Capítulo 7 Distância transacional e mobilidade com o Redu 7.1 p. 86  Resumo 7.2 p. 86  Mobile Learning: Conceitos e Requisitos 7.3 p. 87  Distância Transacional: Obstáculo ou Impulso ao e-Learning? 7.4 p. 88  Personal Learning Environment 7.5 p. 90  Promoção do Engajamento por meio de Personal Learning Environment 7.6 p. 90  Entrada no sistema 7.7 p. 91  Visualização da lista de recursos 7.8 p. 92  Visualização da lista de cursos 7.9 p. 92  Informação de uma nova dúvida7.10 p. 93  Notificação 7.11 p. 93  Leitura de uma dúvida7.12 p. 94  Resposta da dúvida7.13 p. 94  Leitura das respostas anteriores7.14 p. 95  Tela de lista de dúvidas7.15 p. 95  Resposta de uma dúvida7.16 p. 96  Acompanhamento da lista de dúvidas dos alunos7.17 p. 96  Tela com menu de opções em aberto7.18 p. 97  Ajuste das configurações7.19 p. 97  Tela de ajuste da fonte7.20 p. 98  Conclusão7.21 p. 98  Referências p. 100  Anexo Resistência ao uso de TIC no ensino p. 102  Referências
  • 6. Apresentação A ideia deste livro é estimular o debate sobre a concepção de novos métodos e técnicas de ensino e aprendizagem voltadas para criação, atualização e transformação dos processos de comunicação entre professores, alunos e outros atores envolvidos com o processo educativo. Para tanto, os autores das páginas que seguem propuseram-se a estudar, analisar e apresentar, para o público de educadores que atuam no contexto do Ensino Fundamental, Médio e Superior e na formação de adultos, os desafios de trabalhar sistematicamente com o software social Redu no ambiente educacional. A criação do software social Redu, ou apenas Redu, foi motivada pela necessidade de se conceber um ambiente virtual de ensino e aprendizagem cujo acesso fosse facilitado envolvente para coordenadores, professores, pais e alunos. Nesta perspectiva, as características desse ambiente foram desenvolvidas com ensejo de possibilitar a elaboração de novas modalidades de comunicação, interação e compartilhamento de experiências docentes, com intuito de otimizar a prática de ensino-aprendizagem e gerir novas possibilidades de ensino, acessíveis por meio de interfaces de acesso simplificado e intuitivo. Todavia, caro leitor, você pode estar se questionando acerca das motivações para idealizar um novo software educacional no mercado e, principalmente, quais as razões que estimularam os autores deste livro a debruçarem-se sobre o estudo daquele. Ora, há dois objetivos principais: O primeiro é que esta publicação visa esclarecer os fenômenos cognitivos e sociais que ocorrem por meio do Redu quando usado para mediar processos de ensino e aprendizagem. O segundo é completamente imbricado ao primeiro e nos orienta a descrever como o Redu pode ser configurado e utilizado para permitir coordenar as experiências de ensino e aprendizagem descritos. Desejamos ter um balanço entre a apresentação teórica dos fenômenos e uma descrição prática, tornando mais evidente os eventos que ocorrem em formadores e formandos por meio de uma rede social educativa. É certo que até recentemente, apenas sete milhões de brasileiros buscavam formação pela internet (CGI, 2010). Porém, este número vem aumentando consideravelmente, o que realçou em parte a baixa qualidade das plataformas de ensino existentes para receber um crescente número de novos usuários. Como alternativa às deficiências dos sistemas dispostos no mercado, o uso de redes sociais na educação vem sendo apontado como uma tendência para impulsionar transformações nos paradigmas educacionais e ampliar a adesão à formação a distância. Nesta seara, o desenvolvimento do Redu, enquanto uma rede social para educação, acompanhado da coletânea de artigos que segue, priorizam uma discussão acadêmica anterior, voltada para os novos educadores que utilizarão o software como ferramenta daEducar com o Redu Apresentação 6
  • 7. relação de ensino-aprendizagem nas redes sociais. A ideia do Redu é aproximar a plataforma educacional ao cotidiano dos seus usuários, ampliando o caráter inclusivo da formação continuada e a distância. Para isso, faz-se preponderante a utilização do estado da arte das áreas de Interação Humano Computador (IHC), com o objetivo de compreender os diversos contextos de uso de tecnologias: em casa, no transporte coletivo, no trabalho, pelo celular, pelo rádio, pela televisão. Essa possibilidade, de aproximar a educação da rotina dos educandos, vem se viabilizando através da constatação do incremento do uso da telefonia celular, do consumo quase universal de conteúdos televisivos e, principalmente, através de uma tendência de facilitação do acesso à internet. Neste caminho, o Redu representa um novo estágio de convergência tecnológica voltado para a melhoria dos programas de educação a distância. Daí, porque a relevância de analisar academicamente o uso da rede social educativa Redu, criada com o objetivo de permitir que novas formas de mediação, interação e colaboração sejam implantadas nos processos de ensino e aprendizagem. Esclarecemos, caro leitor, que não temos a pretensão de revolucionar a educação a distância, nem muito menos esgotar a temática, mas, principalmente, de lançar um centeio para provocações e aperfeiçoamentos dos sistemas tecnológicos voltados para formação educacional não presencial. Em cada capítulo, o leitor irá encontrar uma perspectiva diferenciada sobre a utilização e aplicação do Redu, mas, ao final entendemos que o leitor estará apto à utilização do sistema de forma satisfatória e crítica, podendo, inclusive, contribuir para seu aprimoramento. Este livro está organizado em sete capítulos de forma a tornar didático o conteúdo apresentado.Esclarecemos, caro leitor, que não temos a pretensão de No primeiro capítulo discutiremosrevolucionar a educação a distância, nem muito menos as estruturas dos fenômenosesgotar a temática, mas, principalmente, de lançar um cognitivos e sociais que surgemcenteio para provocações e aperfeiçoamentos dos sistemas em práticas de ensino mediadastecnológicos voltados para formação educacional não por softwares sociais.presencial. No capítulo 2 será apresentado como o Redu pode ser utilizado em atividades familiares e conhecidas da prática docente, como o planejamento, o compartilhamento de materiais e a mediação didática. No terceiro capítulo apresentamos as características dos métodos e técnicas de ensinos básicos que são possíveis de realizar com o uso do Redu e, que atividades são realizadas de forma simples quando o mesmo está inserido em um contexto de ensino. No capítulo 4 discutiremos situações de ensino e aprendizagem que são possibilitadas pela estrutura de funcionamento do Redu. Estamos falando em novos métodos e técnicas de ensino com o uso do mesmo. No quinto capítulo apresentamos o processo de aprendizagem com o Redu. Esclarecendo conceitos como autorregulação e corregulação da aprendizagem.Educar com o Redu Apresentação 7
  • 8. No capítulo 6 apresentamos o conceito de avaliação e como a sua prática pode ser realizada com o Redu. No sétimo capítulo apresentamos os conceitos de aprendizado móvel (ou Mobile Learning) e ambiente pessoal de aprendizagem (ou Personal Learning Environment). Algumas funcionalidades que possibilitam utilizar o Redu para criar situações de aprendizagem a qualquer momento e em qualquer lugar construídas para serem utilizadas por meio de dispositivos móveis como celulares, smarthphones e tablets. Assim, para aprender a usar o Redu, enquanto lê este livro, criamos um espaço de aprendizagem para os novos usuários treinarem seus conhecimentos, paulatinamente, denominado — AVA Redu (http://www.redu.com.br/ava-redu). Nele, o leitor encontrará vídeos e textos que podem ajudar a esclarecer detalhes da utilização do Redu na prática docente e de aprendizagem. Sejam todos e todas bem vindos a este novo espaço de construção da educação. Boa leitura!Educar com o Redu Apresentação 8
  • 9. PrefácioRomero Tori Ei! Pssiu! Só um momentinho de sua atenção. Obrigado! Sei que você deve estar ansiosa (ou ansioso) para começar a ler este livro (acabo de fazê-lo e posso adiantar que não irá se decepcionar). Por isso serei breve. “Atenção” é hoje um recurso escasso e muito disputado. Qual professor não sonha em ver seus alunos participando das aulas com o mesmo envolvimento que demonstram ao interagir com suas redes sociais ? Não importa se em atividades presenciais ou virtuais, basta um clique para que o estudante se teletransporte para longe do espaço de aprendizagem. Pedir que alunos desliguem seus celulares ou obrigá-los a utilizar ambientes de aprendizagem que se comunicam com a linguagem da “Web 1.0” é tão eficaz quanto seria dar aulas em latim esperando que os alunos fiquem mais atentos no esforço de interpretar o que está sendo ministrado. Sabemos que a Escola deve se adaptar à cultura à qual seu aluno pertença. Portanto é imprescindível que incorpore a cultura das redes sociais, da interatividade, da permeabilidade virtual-real, das comunidades colaborativas, cultura essa que já é, ou está se tornando, realidade em praticamente todas as camadas sociais. O Redu é uma importante iniciativa nesse sentido, ao possibilitar um novo paradigma de ambiente virtual de aprendizagem, no qual professores, alunos e conteúdos convivem, interagem e se aproximam, sem barreiras, sem burocracias, sem distância transacional. Mas assim como não bastava colocar um aparelho de TV na sala de aula ou oferecer monótonos telecursos para conquistar a atenção e engajamento de alunos da geração televisiva, o Redu sozinha não fará milagres. Daí a importância desta obra que vai além de um manual de uso (recurso, aliás, em desuso, graças à engenharia de usabilidade e ao design de interação) e mostra, suportada por estudos e exemplos, como nós, educadores, podemos enriquecer e potencializar nossos ambientesSabemos que a Escola deve se adaptar à cultura à qual de aprendizagem, sejam essesseu aluno pertença. Portanto é imprescindível que virtuais, presenciais ou blended.incorpore a cultura das redes sociais, da interatividade, dapermeabilidade virtual-real, das comunidades colaborativas, Acompanho com atenção ocultura essa que já é, ou está se tornando, realidade em trabalho do professor Alex Sandropraticamente todas as camadas sociais. O Redu é uma Gomes e equipe, desde quandoimportante iniciativa nesse sentido, ao possibilitar um novo tive o prazer de conhecer oparadigma de ambiente virtual de aprendizagem, no qual ambiente AMADEUS. Tive tambémprofessores, alunos e conteúdos convivem, interagem e se o privilégio de participar, emaproximam, sem barreiras, sem burocracias, sem distância 2010, da banca de mestradotransacional. que deu origem ao Redu. Por isso fiquei muito feliz ao tomarEducar com o Redu Prefácio 9
  • 10. conhecimento deste livro e, muito mais, ao ser convidado a prefaciá-lo. Eu teria muito ainda a comentar sobre o Redu, como as duas dezenas de dissertações e teses diretamente relacionadas ao projeto, os quase 3 mil usuários que já se beneficiam desse ambiente ainda em sua fase final de incubação no Porto Digital do Recife, ou as inúmeras publicações científicas já geradas. Mas como não quero aumentar a distância entre você e o excelente conteúdo deste livro, fico por aqui. Aproveite bastante a leitura, aplique os conhecimentos aqui contidos e não se espante ao se flagrar pedindo aos seus alunos que não desliguem seus celulares ou chamando-lhes atenção para o fato de que já está no horário do intervalo. Romero Tori Ph.D., Escola Politécnica da USP São Paulo, 22 de fevereiro de 2012.Educar com o Redu Prefácio 10
  • 11. IntroduçãoSoftwares sociais no contexto doensinoAlex Sandro Gomes, Ricardo José de Souza Silva e Rodrigo Siqueira 0.1 Resumo Neste capítulo apresentamos uma definição do conceito de software social no âmbito da literatura sobre tecnologia educacional. Construímos um argumento que inicia com uma perspectiva histórica, segue apresentando uma análise critica da efetividade do uso de tecnologias no ensino até chegarmos ao conceito de software social e seu uso no ensino. 0.2 Tecnologias no ensino O uso de tecnologias educacionais já ocorre na prática escolar, de formação básica, há vários séculos. O termo ‘tecnologia’ refere-se a qualquer tipo de material ou recurso, que não o humano, utilizado como auxílio para o desenvolvimento do processo de construção do conhecimento, na escola ou fora dela. Por exemplo, Comenius1 e Pestalozzi, entre os séculos XVI e XVII, já utilizavam abundantemente materiais educativos no contexto do ensino da Geometria. Pelo menos há quarenta anos, recursos da informática são propostos enquanto ferramenta no contexto educacional. Mais recentemente, o potencial da internet enquanto meio e recurso de ensino é bem avaliado e bastante utilizado. 1 Nascido Jan Amos Komenský no 28 de março de 1592 em Uherský Brod, Moravia, República tcheca e falecido no 15 de novembro 1670 em Amsterdã. Figura 1: “The Measurers”, de Flemish, século XVI com instrumentos de medida da época. Da Grécia clássica até meados do Século XX, um grande número de dispositivos foi criado para servir ao traçado de figuras geométricas (PERGOLA, 2004; DELATTRE e BKOUCHE, 1993, ver Figura 1). Com o passar do tempo, inúmeros instrumentos caíram em desuso. Delattre e Bkouche (Up cit.) observam que apenas uma pequena quantidade de instrumentos continua sendo usada: régua e compasso são bons exemplos. A simplicidade de uso parece ser o atributo que tornam os instrumentos indispensáveis ao uso, mesmo noEducar com o Redu Introdução: Softwares sociais no contexto do ensino 11
  • 12. contexto escolar. Historicamente, a introdução de tecnologias no contexto do processo de ensino e aprendizagem é visto como um favorecedor do mesmo, mas nunca como o fator determinante de progresso e sucesso. São sempre as propostas e as práticas pedagógicas que vão promover, em maior ou menor grau, o acesso aos conhecimentos. A interação entre as pessoas, engajadas em intensas negociações, é que, portanto, caracteriza e completa a problemática do uso de tecnologia educacional enquanto recurso didático no ensino e mesmo na formação. A Informática Educativa, área específica da Tecnologia da Informação e Comunicação — TIC está sendo difundida no Brasil há mais de duas décadas e ainda são observados poucos efeitos de sua propensa contribuição à melhoria da qualidade de educação. Uma grande barreira deve estar na dificuldade que encontra o professor para lidar com os aspectos técnicos necessários a utilização dos recursos em sala de aula. No que tange à Educação a Distância (EaD), Silva (2011, p. 137) identificou “que mesmo professores com titulação sentem dificuldades na interação com o ambiente virtual”. A razão principal para tal problema seria as constantes mudanças que os ambientes virtuais sofrem. Pesquisas recentes em Informática Educativa têm mostrado a relevância do computador como uma ferramenta para aprendizagem de conceitos matemáticos. Ferramentas como o Cabri Géomètre (CAPPONI e STRÄSSER, 1992; LABORDE, 1994, 1995; LABORDE e VERGNAUD, 1994) ou Function Probe (CONFREY, 1992; CONFREY, 1994) têm se mostrado úteis para o desenvolvimento de conceitos em geometria, tais como simetria e semelhança (HÖLZI, 1996), e em álgebra, como o estudo de múltiplas representações (equações, gráficos e tabelas) sobre funções (CONFREY, 1994; BORBA, 1993). Dados do Ministério da Educação também apontam para as contribuições da tecnologia no processo de aprendizagem da Matemática (
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