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Manual do Missionario

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  • 1. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 1 Venha a nós o vosso Reino! MANUAL DO MISSIONÁRIO
  • 2. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 2 © COPY RIGHT Todos os direitos reservados Voluntários em Ação www.demissoes.com
  • 3. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 3 ÍNDICE ORAÇÃO DO MISSIONÁRIO 7 Carta do Papa João Paulo II a Juventude e Família Missionária 8 CAPÍTULO I GENERALIDADES DE UMA MISSÃO 1. O que são as missões? 9 2. Quais são os objetivos de uma missão 9 3. Fórmula para a consagração missionária (Rito para a imposição do crucifixo missionário) 10 CAPÍTULO II O MISSIONÁRIO DE JUVENTUDE E FAMÍLIA MISSIONÁRIA 1. A espiritualidade de Juventude e Família Missionária 11 2. A mística de Juventude e Família Missionária 12 3. Carta a um missionário 12 4. As qualidades dos apóstolos da Nova Evangelização 13 5. O chamado de Sua Santidade João Paulo II nas Jornadas Mundiais das Missões 14 6. Questionário introdutório 22 7. Normas de comportamento para os missionários 23 CAPÍTULO III A VIDA ESPIRITUAL DO MISSIONÁRIO 1. Orações da manhã 25 2. A meditação 26 3. Ângelus 28 4. O terço 29 - Mistérios do Rosário 30 - Ladainhas 31 5. Orações da noite 33 6. Preparação para a confissão 36 a) Antes do exame de consciência 36 b) Exame de consciência 37 c) Depois do exame de consciência 39 7. Adoração diante do Santíssimo 40 8. Passagens para as reflexões evangélicas durante as missões 40 - Guia de Passagens Evangélicas 41 9. Via Sacra 47
  • 4. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 4 CAPÍTULO IV METOLOGIA DAS MISSÕES 1. Horário ordinário para as missões 60 2. Metodologia das visitas casa a casa 61 a. A chegada 61 b. A conversa 62 c. Conclusão e despedida 63 CAPÍTULO V O CATECISMO MISSIONÁRIO Apresentação 64 1. Porque sou católico 65 2. A verdadeira Igreja de Cristo 65 3. A palavra de Deus 66 4. Os meios de Salvação 67 5. A Santíssima Virgem Mãe de Deus 69 6. Os Santos 69 7. O Dia do Senhor 70 8. O fim do mundo 71 9. O Papa, o Vigário de Cristo na terra 71 10. Reflexões Práticas 71 CAPÍTULOVI ÉTICA E MORAL O pecado e sua maldade 73 1. O que é o pecado? 73 2. Quais são as conseqüências do pecado 73 3. Santo, eu? 74 4. Sem caridade, nada podemos 74 5. Os pecados de omissão 74 6. O pecado do ódio 74 7. A inveja 74 8. O pecado do escândalo 74 9. O pecado da crítica 74 10. O pecado da mentira 74 11. Porque adorar e dar culto a Deus? 75 12. A magia e a superstição... idolatria, adivinhação, espiritismo... 75 13. A falta irreligiosidade 76 14. O matrimônio: O amor entre os esposos 76 15. Como os pais devem tratar seus filhos? 77 16. Como tratar os pais? 77
  • 5. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 5 17. O que é a sexualidade? 77 18. Os fins da sexualidade? 77 19. Os pensamentos impuros 78 20. Falar indignamente do sexo 78 21. A formação 78 22. O adultério 78 23. A violação sexual 78 24. O incesto 78 25. A masturbação 78 26. O onanismo ou a interrupção do coito 78 27. Os atos sexuais entre homossexuais 78 28. A bestialidade 78 29. Os métodos artificiais de controle a natalidade 78 30. A pornografia 79 31. Os bens materiais 79 32. O roubo 79 33. Não dar o justo aos demais 79 34. Quando ferimos o próximo 79 35. Os atentados contra a própria vida 79 36. O excesso de álcool 79 37. Consumo de drogas 79 38. Tudo o que põe em risco a saúde 79 39. Os atentados contra a vida dos demais 79 CAPÍTULO VII LITURGIA E SACRAMENTOS 1. A vivência litúrgica e sacramental 80 2. As posturas, os gestos, os objetos e as cores 81 3. Os Sacramentos 83 Trâmites e requisitos para a recepção de Sacramentos 85 4. A Santa Missa: O Rito 87 CAPÍTULO VIII AS SEITAS 1. Oração da fé 94 2. Súplica pelos que se afastaram da Igreja Católica 94 3. Defender a fé 94 4. Conhecer os argumentos e os preconceitos contra a Igreja 95 5. Dialogar, não discutir 96 6. O que dizem os Testemunhas de Jeová 98 7. O que dizem os Mórmons 101 8. O que dizem os Evangélicos 104 9. O que dizem os Pentecostais 107 10. O que dizem os Adventistas do Sétimo dia 110
  • 6. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 6 11. O que dizem os Batistas 113 12. O que diz a ―A Luz do Mundo‖ 117 13. O que diz a New Age 121 CAPÍTULO IX ORAÇÕES 1. Invocação ao Espírito Santo 122 2. Oração de ação de graças ao terminar uma atividade 122 3. Oração pelo Papa 122 4. Oração para abençoar os alimentos 123 5. Oração pelas vocações 123 6. Consagração a Nossa Senhora 124 7. À vossa proteção 124 PROMESSA MISSIONÁRIA 125 AGENDA TELEFÔNICA 126
  • 7. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 7 ORAÇÃO DO MISSIONÁRIO “Chamou-me, Pai, para continuar a obra de anunciar o Reino que inaugurou teu Filho, Jesus. Com os profetas quero gritar-te: Olha Senhor, não sou mais que uma criança que não sabe falar. Aqui estou para cumprir tua vontade e anunciar para todos que Tu és o Deus do amor. Tu, Senhor, conheces bem toda minha vida, minhas dúvidas, minhas fragilidades e meus passos vacilantes. Não posso me gabar de nada. Só quero contar aos demais tuas maravilhas que fez desde sempre, por nós, os homens. Senhor faz que em minha comunidade cristã teu nome seja proclamado e invocado; que os pais exerçam sua responsabilidade de educadores na fé; que os evangelizadores confirmem na fé nossos irmãos que Tu, Senhor, coloca em nosso caminho. Que o façamos com profundidade e com vivências evangélicas. Senhor, que teu Santo Espírito faça com que escutem minhas palavras e fecundem em seus corações com a simplicidade de Maria”.
  • 8. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 8 CARTA DO PAPA JOÃO PAULO II À JUVENTUDE E FAMÍLIA MISSIONÁRIA Queridos filhos e filhas, membros da Juventude e Família Missionária do Regnum Christi: Ao reunir-mos depois de ter realizado uma ampla missão nas periferias das grandes cidades e entre as comunidades indígenas da montanha dessa querida terra mexicana, vos saúdo cordialmente com a paz «paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Senhor» (1 Tim. 1, 2). Com vossa ação os hábeis propósitos de levar o Evangelho a todos os homens, anunciando a salvação com a proclamação gozosa da Palavra, a alegria da solidariedade fraterna própria dos discípulos de Jesus e o testemunho fiel de vossa fé. Tivessem querido imitar assim o Mestre recorrendo às cidades, as aldeias, ensinando, proclamando a Boa Nova do Reino, levando consolo e esperança à debilidade humana (cf. Mt. 9, 35). Vossa terra mexicana foi abençoada com uma rica e profunda tradição cristã que especialmente aos vossos jovens correspondem continuar, consolidar, difundir e também defender com valentia ante as sombras ameaçadoras que pairam contra a fé e os valores evangélicos. Este foi o convite que os fazia na primeira visita ao México em 1979 e que os repito de novo: ―Jovens, comprometei-vos cristã e humanamente em coisas que mereçam esforço, desprendimento e generosidade! A Igreja espera de vós e confia em vós!” (discurso aos estudantes, 30/01/79). Hoje o mundo necessita de uma Nova Evangelização que espera muito de vosso legado espiritual e da vossa generosidade como jovens, para que nenhuma porta se feche a Cristo e para que todos possam reconhecê-lo como a verdadeira alegria, a fonte de toda esperança e a causa de toda salvação. De Cristo, mais que nada, tem necessidade os homens e as mulheres, as famílias, as crianças, os idosos, os enfermos, os fortes e os fracos. Como sucedeu ao Mestre, tão pouco vosso caminho é fácil. Mas de novo vos digo: “Não tenhais medo! Seguindo os passos de Cristo que se fez Caminho, vossos pés não vacilarão na vereda (Sal. 17/16, 3). Não decaia vosso ânimo! Ele nunca nos abandona e sabemos bem em Quem colocamos nossa confiança (2 Tim. 1, 12). Sede fiéis! Não vos deixeis seduzir por falazes propagandas que prometem o que não tem e o que não podem dar. Tenha os olhos postos no Senhor que não deixará de reconhecer a quem o segue com fidelidade e prudência (Mt. 25, 23)‖. Unidos a Cristo e sob a materna proteção da Virgem, nossa Senhora de Guadalupe, prossiga em vosso testemunho cristão, em vosso serviço à Igreja e em vosso compromisso missionário. Com estes sentimentos os envio com afeto a Benção Apostólica. Vaticano, 8 de abril de 1998.
  • 9. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 9 Capítulo I Generalidades de uma missão 1. O que são as missões? As missões são atividades de Evangelização que se realizam em uma comunidade urbana ou rural de maneira periódica e sistemática, conforme uma metodologia específica, sob a dependência do pároco do lugar e com a aprovação do respectivo Bispo. 2. Quais são os objetivos de uma missão? a. Busca-se levar a mensagem de Cristo a cada casa, família e pessoa que vive na comunidade que receberá a missão. b. Promover, em colaboração com os párocos e os demais agentes da pastoral diocesana, a ação missionária da Igreja, promovendo a fé católica e prevenindo-a dos inimigos que atentam contra essa mesma fé. c. Tem como finalidade a Evangelização, a busca de uma vivência autêntica do cristianismo, que se concretize na vida de graça, em obras e compromisso com a paróquia. d. Criar um clima adequado onde possam nascer, desenvolver e concretizar inquietudes vocacionais e também a maior entrega ao apostolado na Igreja. e. Imprimir no mundo católico um estilo militante de viver o compromisso batismal através do trabalho missionário. f. A promoção de catequistas, evangelizadores e agentes de pastoral de tempo completo e parcial. As missões de Família Missionária têm, além disso, o seguinte objetivo: g. Promover os valores próprios da família e do matrimônio, e criar um clima em que se propicie o conhecimento e o diálogo entre os membros da família.
  • 10. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 10 3. Fórmula para a consagração missionária (Rito para a imposição do crucifixo missionário) Depois de uma breve exortação (pode ser depois da homilia quando este rito seja realizado dentro da Celebração Eucarística), o celebrante ou o diretor dirige a seguinte oração: V. Senhor Jesus, que quiseste chamar para colaborar na obra da extensão do teu Reino a inumeráveis filhos e filhas de tua Igreja, para que fossem mensageiros do teu amor entre os homens e testemunho vivo de tua caridade, concede a estes missionários teus que hoje se consagram a teu Coração, a graça de ser apóstolos incansáveis ao serviço do teu Reino. Fortaleça sua fé, para que possam confirmá-la a seus irmãos. Robustece sua esperança, para que saibam contagiar com sua alegria. Inflama sua caridade, para que possam consolar aos que sofrem e ajudá-los com eficácia. Concede-lhes teu Espírito Santo e fazei-os dóceis as suas inspirações. Faz com que saibam imitar a pureza, a humildade, a alegria e a entrega de tua Mãe. Que Ela lhes sustente e anime durante esta missão e durante o resto de suas vidas. Amém. Em seguida os missionários passam a frente para recolher seu crucifixo. Voltam a seus lugares, o sustentam com a mão e todos dizem a seguinte oração: R. Jesus Cristo: Te entrego minhas mãos a Ti Senhor, para trabalhar com amor; Te entrego meus pés, para seguir teu caminho com decisão. Te entrego meus olhos, para ver Senhor, as necessidades do mundo. Te entrego minha língua para falar, tuas palavras de caridade. Minha alma é tua, habita-a, que nela cresça sempre teu amor; com confiança e fé em Ti, vive e ora sempre em mim.
  • 11. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 11 CAPÍTULO II O MISSIONÁRIO DE JUVENTUDE E FAMILIA MISSIONÁRIA 1. A espiritualidade de Juventude e Família Missionária Os missionários põem o fundamento de todo seu empenho e trabalho apostólico em cinco grandes amores: Jesus Cristo, Maria, a Igreja, o Papa e Pastores e as almas. Estes grandes amores, vividos com autenticidade, constituem as linhas fundamentais da pregação e do apostolado dos missionários de Juventude e Família Missionária. Os missionários fazem de Jesus Cristo o centro e o ideal de suas vidas, o modelo em que tem que se transformar e a meta de sua realização humana e cristã. Para os missionários o amor a Cristo consiste fundamentalmente na amizade com Ele, no cumprimento de seus mandatos e na vivência fiel do Evangelho, muito especialmente em tudo o que faz referência à caridade fraterna e ao mandato missionário «Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho» (Mc. 16,15). Os missionários amam a Santíssima Virgem com um amor terno e filial, imitando-a em suas virtudes, especialmente na caridade, na humildade, na pureza e na obediência, encomendando-lhe todos os assuntos e necessidades, e muito especialmente a propagação da mensagem evangélica. Os missionários amam com devoção e respeito filial o Papa, prestando com fé, total acatamento e obediência amorosa a suas disposições e mandatos, como vindos do mesmo Jesus Cristo. Veneram com espírito de fé os Bispos que ensinam a comunhão com o Romano Pontífice, como aos sucessores dos Apóstolos. Os missionários amam apaixonadamente a Igreja, seguidora da missão de Cristo e principio de seu Reino na terra. Por isso, dedicam o melhor de si mesmos e fazem render seus talentos com eficácia, de modo que através de seu apostolado Jesus Cristo seja conhecido e amado pelo maior número possível de almas. Os missionários, valorizando o amor que Cristo tem por cada alma, não poupam nenhum esforço nem sacrifício com o propósito de ganhá-las para o Reino, estando dispostos a dar a vida pela salvação de uma só alma. Os missionários de Família Missionária cultivam, além disso, um alto apreço pela vida matrimonial e familiar. Os missionários que são esposos são autênticos testemunhos de vida cristã pelo amor e respeito mútuo, pela responsabilidade e seriedade com que vivem seu compromisso matrimonial, pela busca em comum da vontade de Deus, pelo carinho e ternura recíproca e pela ajuda que mutuamente se prestam. Os esposos
  • 12. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 12 missionários se unem em oração, cultivam a vida sacramental, penetram sua vida com o espírito e as virtudes do Evangelho, e fazem da vida familiar uma escola doméstica de cristãos íntegros. Os missionários que são filhos compreendem e ajudam seus pais, os respeitam, compreendem e os amam. 2. A mística de Juventude e Família Missionária a. O missionário busca conhecer cada dia mais a Cristo e sua fé. b. O missionário é um homem apaixonado pela salvação das almas. c. O missionário é portador da mensagem de Cristo. d. O missionário é apóstolo copado e polarizado pela missão. e. O missionário é o homem líder, guia de seus irmãos na fé. f. O missionário atua com urgência na missão. g. O missionário é zeloso promotor de novos apóstolos para a Evangelização. h. O missionário é um homem de oração que busca crescer em santidade. i. O missionário se entrega sem cálculo nem medida, com audácia e intrepidez. j. O missionário trabalha com método, disciplina e desejo de superação constante. k. O missionário fundamenta sua fé na ressurreição de Cristo. l. O missionário é testemunho de alegria que convence. m. O missionário cuida da fé católica de seus irmãos e luta por incrementá-la em sua própria vida. 3. Carta a um missionário Amado missionário: Chamei-te e escutaste no silêncio este chamado que meu Coração te faz. São tão poucas as almas que desejam caminhar com meu chamado e levar aos demais minhas palavras de amor e misericórdia. São tantos os que perdem a pureza pela influência do ambiente, pela ignorância, pelos meios de comunicação...! Antes de conhecer-me e saber o que sou capaz de fazer por eles! Compreende o porquê que os missionários são tão perseguidos pelo inimigo. Em teu coração disposto a evangelizar está a solução de muitos lares e de muitas almas. Terás que te abrir para que o Espírito Santo te ilumine por meio da oração; terás que trabalhar na preparação dos temas para ser um melhor instrumento em minhas mãos. Faze tudo com amor: sofre o possível cansaço, contratempos... por amor. Trabalha por amor, quero valer-me de ti durante estes dias para ajudar e salvar muitas almas. Tem presente que Eu estou contigo sempre que desejar. Esforça-te e conta-me o que sentes: tuas alegrias, tuas tristezas, teus triunfos,... Eu te compreendo porque sofri e sigo padecendo. Vem ao Sacrário contar-me e verás como encontrar consolo em teu coração. Te amo intensamente, Jesus Cristo
  • 13. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 13 4. As qualidades dos apóstolos da Nova Evangelização Para ir e pregar o Evangelho é necessário antes de tudo formar um coração apostólico. E recordar que se é apóstolo desde dentro. Se for apóstolo, como foi São Paulo, por vocação, por que Cristo nos chamou a estender seu Reino, porque a vocação cristã é essencialmente vocação ao apostolado, porque quem renasceu como homem novo em Cristo pelo batismo, se compromete a dar testemunho Dele ante os demais. Se é apóstolo na medida em que o homem está unido a Cristo pela graça, e se identifica com sua missão redentora. A urgência do apostolado vem de dentro, do amor que cada um de vocês professe a Cristo em seu coração. Ser apóstolo é, pois, um componente essencial do ser cristão. Por isso, pregar o Evangelho não é uma tarefa mais ao lado de outras muitas. É a missão em torno ao qual o cristão deve polarizar sua vida. Não se é apóstolo por horas ou por dias. Ou é apóstolo ou não é. Ou tem mensagem ou não tem. Para formar um coração de apóstolo, lhes aconselho que passem longos momentos aos pés de Cristo Eucarístico. Só o amor a Cristo dá força para ―sair de si mesmo‖. Sair de si: esta é a condição indispensável para ―pregar‖. O melhor apóstolo é aquele que consegue ser um imitador de Cristo. Então a vida é pregação e a evangelização é o testemunho de uma vida plenamente evangélica. Movido pelo amor a Cristo, o apóstolo é lutador, é militante. O apóstolo concebe sua missão como uma luta constante contra as forças do mal que existem tanto dentro como fora dele. É o Senhor quem dá a força para enfrentar este combate. E é Ele também quem dá a vitória e a recompensa. O apóstolo é magnânimo. Sabe que foi chamado por Cristo para coisas grandes e que não tem tempo para deter-se em lamentações ou pequenez, nem pode distrair- se no que seja essencial. O apóstolo deve ter antes de tudo um grande coração onde caiba todo o mundo, pois ao mundo foi enviado para pregar. Seu espírito tem de estar sempre à altura da missão encomendada. Grandes devem ser suas aspirações, grandes seus desejos de luta, grande sua capacidade de amar e de se doar. O apóstolo é tenaz, forte e perseverante. O apóstolo tem que ser tenaz para não desistir do esforço; forte para combater sem esmorecer até o final, até o ―tudo está consumado‖; perseverante para não deixar-se vencer pelo capricho ou pela inconstância. Só uma vontade firme e bem disciplinada, fundada no senhorio dos sentimentos e emoções, poderá perseverar até conseguir o objetivo.
  • 14. Manual do missionário Juventude e Família Missionária 14 A luta será continua. Terá sempre que combater. Por isso, necessita de apóstolos convencidos da necessidade da laboriosidade e da paciência como componentes intrínsecos de sua missão; homens habituados na tenacidade esforçada. O apóstolo é realista. O apóstolo não pode deixar de ver com clareza qual é a situação real do campo a evangelizar, nem a de sua própria vida, nem as circunstâncias concretas em que deve trabalhar. Trabalhar com realismo é trabalhar com inteligência, apoiando-se no conhecimento das dificuldades que entra na consecução dos objetivos e dos elementos positivos com que conta para consegui- los. O apóstolo é eficaz em seu trabalho. A eficácia do apóstolo vem do fato que se compromete a fazer todo o possível, humanamente falando, para cumprir com a missão que Cristo lhe confia. Não se detém nas dificuldades nem sacrifícios. Para ele não existem obstáculos infranqueáveis. Sabe que se deve colocar ao serviço do Reino seus melhores talentos e que a causa do Evangelho não
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