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Melisma

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O que é uma melisma - Exemplos na voz
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  Philip Tagg – EPMOW – (2000) - http://www.tagg.org/articles/epmow/melisma.html Tradução: Jorge de Jesus Gomes Leandro – oCientista- 2005 Melisma : cadeia de várias notas cantadas em uma sílaba.  Melismático  é usualmente o oposto de silábico , este último significando que cada nota é cantada em uma diferente sílaba.  Melismático e silábico  são usados relativamente para indicar a qualidade geral de uma linha vocal em termos de notas por sílaba, algumas linhas sendo mais melismáticas, outras mais silábicas. Uma seqüência de notas cantadas em staccato para a mesma sílaba, por exemplo “oh – oh – oh – oh – oh” em Peggy Sue (Holly 1957) ou Vamos a la Playa (Righeira 1983), não constitui um melisma porque cada “oh” consecutivo é articulado como se estivesse em uma sílaba separada (staccato == separado, cortado). Portanto um melisma sempre é executado em legato, cada nota constituinte suavemente ligada à precedente e/ou subseqüente (legato = ligado). Como a inalação antes do início de uma nova frase constitui uma quebra no fluxo melódico, nenhum melisma pode durar mais do que a duração de uma exalação vocal. Como diversas notas são cantadas em uma sílaba sem dentro da duração de uma frase musical, valores de notas longos são incomuns em melismas.O canto melismático difere mais radicalmente do canto silábico da fala do quotidiano em que é incomum mudar a altura uma vez, muito menos diversas vezes, dentro da duração de uma sílaba falada. Quando tal mudança de altura na fala ocorre em Inglês,  por exemplo, um portamento descendente rápido na palavra “Why?”, tende a sinalizar emoção mais intensa.Junto com a tendência geral de considerar a melodia como uma forma de fala intensificada transcendendo o uso quotidiano das palavras (veja Melodia - parágrafo 1.2), talvez seja natural que o canto melismático seja freqüentemente considerado como que para constituir um tipoparticularmente emocional de expressão vocal. Tais conotações são mais enfatizadas pelo fato de que algumas das palavras mais comuns a serem cantadas melismaticamente na canção popular da língua Inglesa são exclamações (ex: “oh!”, “ah!”, “yeah!”; veja Vitone 1998) ou conceitos emocionalmente carregados (ex: “love”, “feel”, “alright”, “pain”, “fly”, “goodbye”, “why?”).Os melismas ocorrem na maioria das culturas musicais, por exemplo na chamada para a oração dos muçulmanos, na música RAJ (ex.: Khaled 1992), nas seções alap das  performances dhrupad do Norte da Índia (ex.: Dagar), no jojk Saami (veja Edström 1977), no bïlinï Russo, duma Ucraniano, doina Romano, etc. (veja Ling 1997:84-9,106-7). Também ocorrem na maior parte dos contextos de canto litúrgico de Alleluia e Kyrie eleison, assim como em pontos particularmente emocionais em arias da ópera Européia e do repertório do oratório. Enquanto os coros Luteranos grandemente silábicos, uma significante minoria de hinos da baixa-igreja caracterizam passagens melismáticas (veja exemplo 1).Particularmente influentes sobre o desenvolvimento do melisma na canção popular Anglo-Americana são vários floreados, altamente ornamentados, freqüentemente  Philip Tagg – EPMOW – (2000) - http://www.tagg.org/articles/epmow/melisma.html Tradução: Jorge de Jesus Gomes Leandro – oCientista- 2005 tradições vocais pentatônicas srcinárias nas pequenas ilhas Britânicas (ex: “a adoração no lar” hébrida – veja Knudsen 1970 e HETEROFONIA), i.e. o tipo de projeção vocal encontrada no penetrante Gaelic (caoine) e lento, canto em balada solo no estilo sean-nós (ex.: Moloney 1973, também ex. 2).Estas maneiras “antigas” de cantar parecem ter sido as antecessoras das linhas vocais floreadas produzidas pelos Batistas Antigos e congregações “dissidentes” do centro-sul dos EUA (ex.: Watson 1964; veja também ex. 3 e Wicks 1989).Tais técnicas vocais têm influenciado fortemente a música popular de tanto brancos como negros americanos dos EUA, os primeiros através da música gospel branca nascanções de artistas Country como Dolly Parton, Emmylou Harris, Bonnie Raitt e George Jones (veja Wicks 1989), e os últimos através dos cantores negros de gospel no curso do mercado de música pop internacional. O prolongado, proclamatório “We-------ll!” no começo de Shout (Isley Brothers 1959; Lulu 1964) provê um exemplo antigo do melisma do gospel negro nas gravações de sucesso Anglo-Americanas. Melismas similares não foram incomuns nas linhas vocais da Motown (ex.: “Mr Po-o-o-o-stman’, Marvelettes 1961 e Beatles 1963, veja CONTRAPONTO), nem em Merseybeat influenciada pelos estilos gospel (ex.: 4-5).Como os tipos de melisma mencionados aqui têm sido, desde a 2ª Guerra Mundial, amplamente disseminados através de gravações feitas ou influenciadas por artistas Afro-Americanos, freqüentemente assume-se que tais técnicas melismáticas são de oriundas do Leste Africano. Entretanto, já que, por exemplo, nenhum dos quarenta exemplos de música nos capítulos com respeito às linhas vocais na música Africana (Nketia 1992:147-174) contém sílabas com mais do que duas notas separadas, a suposição  popular de que a ornamentação melismática é inerentemente ‘black’ deve ser desafiada  Philip Tagg – EPMOW – (2000) - http://www.tagg.org/articles/epmow/melisma.html Tradução: Jorge de Jesus Gomes Leandro – oCientista- 2005 da mesma maneira que a identificação do BANJO (um instrumento de srcem Africana) com música ‘white’ deve ser considerado historicamente impreciso (Tagg 1989). Nas décadas recentes os melismas pentatônicos derivados das tradições gospel têm se tornado muito comuns em gravações em solo por divas tais como Whitney Houston que, por exemplo, na palavra ‘much’ na frase ‘I wish I didn’t like it so much’ de So  Emotional  (Houston 1987), entra num elaborado melisma pentatônico consistindo de  pelo menos seis notas curtas separadas a cada vez que a frase ocorre na preparação do coro. Estas técnicas virtuosas tinham se tornado um maneirismo de abandono nos idos de 1980, que foram facilmente parodiados, por exemplo pelo compositor de filme Nile Rodgers no jingle para shampoo ‘Soul Glow’ do filme Eddy Murphy ‘Coming to America’ (1988), ou por Frank Zappa que, em ‘You Are What You Is” (1981), estabelece conceitos prosaicos como ‘apropriado’ e ‘o correio’ para os melismas  pentatônicos gospel criados com emoção excessiva. Referências Verbais:  Philip Tagg – EPMOW – (2000) - http://www.tagg.org/articles/epmow/melisma.html Tradução: Jorge de Jesus Gomes Leandro – oCientista- 2005 Referências Musicais:

Aula 3: Gráficos

Apr 16, 2018

19th English

Apr 16, 2018
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