Book

!!! !!! MUDANÇAS CLIMÁTICAS E O DIREITO AO CONSUMO NUMA SOCIEDADE DE RISCO E DE LIQUIDEZ. Lismar Lucas 1 RESUMO: ABSTRACT:

Description
RESUMO: MUDANÇAS CLIMÁTICAS E O DIREITO AO CONSUMO NUMA SOCIEDADE DE RISCO E DE Este trabalho versa sobre principais aspectos relativos às mudanças climáticas e o homem enquanto ator social interrelacionando-se
Categories
Published
of 20
All materials on our website are shared by users. If you have any questions about copyright issues, please report us to resolve them. We are always happy to assist you.
Related Documents
Share
Transcript
RESUMO: MUDANÇAS CLIMÁTICAS E O DIREITO AO CONSUMO NUMA SOCIEDADE DE RISCO E DE Este trabalho versa sobre principais aspectos relativos às mudanças climáticas e o homem enquanto ator social interrelacionando-se com o meio. Objetiva compreender o comportamento humano dentro deste contexto, dentro de uma acepção sociológica, suas interações com o meio ambiente, enfatizando relações de produção e consumo como ferramentas para a satisfação pessoal, apontando algumas características do universo capitalista e algumas diretrizes que devem ser aplicadas para amenizar a crise ambiental, evitando assim, perdas irreversíveis. Palavras-chave: Mudanças Climáticas. Sociedade de Consumo. Mundo Artificial. Consumo Sustentável ABSTRACT: LIQUIDEZ 1 Lismar Lucas 1 This paper presents an approach to key aspects of climate change and man as a social actor interrelating with the environment. Finally, aims to understand human behavior within this context, in a sociological sense, their interactions with the environment, emphasizing the relations of production and consumption as tools for personal satisfaction, pointing out some features of the capitalist universe and some guidelines that should be applied to mitigate the environmental crisis, thus avoiding irreversible losses. Keywords: Climate Change, Consumer Society, Artificial World, Sustainable Consumption 1 Advogado 2 Introdução: Este texto versa sobre o comportamento do homem em relação ao meio ambiente partindo de sua própria perspetiva. Observando analiticamente as relações sóciomercadológicas em uma esfera social ampla enfatiza o consumismo exacerbado como principal causa do desequilíbrio ecológico. Onde tenta compreender as razões que levam o ser humano a adotar tal postura contemplando soluções que visam o consumo equilibrado dentro de um cenário capitalista global e fragmentado. 1 O Direito de Consumir numa Sociedade de Risco e de liquidez No mundo contemporâneo, os padrões de consumo se tornam a cada dia mais elevados. Com o crescimento do consumo em todas as camadas sociais vivemos períodos de intensa escassez de material para atender a demanda dos padrões sociais. Estudos crescentes de uma nova ciência denominada Consumoterapia medem a relação de consumo em razão do stress cotidiano. Enquanto o cidadão aumenta o consumo para reduzir o stress, por outro lado tal relação ocasiona um supertrabalho para saldar as dívidas geradas pelo consumo excessivo, reduzindo o tempo dedicado ao lazer e às demais relações sociais. O lazer e o tempo livre tornam-se compulsórios, influenciados por trocas monetárias que alimentam o ciclo. Ao mesmo tempo, a felicidade vendida como produto dentro da sociedade de consumo excluiu-se da mesma, pois deve brotar do interior e não precisa de bens materiais para se fazer presente. Para Bauman (2000, p. 242 e s.): A sociedade é verdadeiramente autônoma quando sabe, tem que saber, que não há significados assegurados. Segundo o autor não existem verdades absolutas e esse caos social nunca encontra amparo de forma a fixar-se dentro de um contexto valorativo social. Os indivíduos encontram-se livres e autônomos se condicionando mutuamente. Conceitos moralmente valorativos perdem seu espaço em uma sociedade predominantemente líquida e mutável. Dessa forma, a felicidade também é substituída, por conforto e bem estar. Fundada na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, a felicidade era garantia de todo cidadão. Paralelamente, este mesmo cidadão é reduzido a um cliente consumidor, uma pequena gota no oceano do consumo, onde lhe é imposta uma 3 obrigação moral: A de consumir (PORTILHO, 2010, p 21 e s.). Segundo o professor da Academia de Ciências da Universidade de Brasília Oton Leonards, a forma de consumo do mundo está nos destruindo, devemos dar vários passos para trás e seguir outros caminhos, caminhos esses baseados em princípios mais humanos, deixando a competição e dando lugar à colaboração. Entende que a humanidade, assim como os produtos que consumimos, tende a ser entulhada como lixo. Diz ainda que a Terra está passando por transformações oriundas de processos geológicos, climáticos e biológicos. Para ele, uma simples bactéria pode desequilibrar a Terra 2 O binômio consumo-stress torna-se um ciclo vicioso dentro do contexto social. Tal característica para sobreviver exige um preço elevado uma vez que consome altos níveis de matéria-prima do meio ambiente gerando escassez de recursos uma vez que o consumo é exponencialmente maior do que a capacidade de regeneração do meio. 2 A Sociedade de Consumo Com a Revolução Industrial no século XIX, estabeleceu-se uma intensa produção. Com a produção em larga escala, surgiu também o incentivo ao consumo. Por idealização do norte americano Victor Lebow na década de 50 as relações de consumo atingem larga escala, após a Segunda Guerra Mundial, em função da necessidade dos EUA de impulsionar sua economia devastada pela guerra. Lebow sugeriu então uma relação onde as pessoas fizessem do consumo uma forma de vida. O economista idealiza [...] que a compra e o uso de bens fossem um ritual; que a satisfação espiritual e a satisfação do ego fossem buscadas no consumo; que as coisas, fossem consumidas destruídas e descartadas em um ritmo cada vez maior. (PEREIRA & HORN, 2009, p.13). Nessa seara, ocorreram a unificação da Itália (1861) e dez anos mais tarde a REDE BRASIL ATUAL. Com informações da Agência Brasil. Riscos ao meio ambiente ligados ao 2 consumo. Disponível em: http://www.fatoexpresso.com.br/2010/10/31/riscos-ao-meio-ambiente-ligadosao-consumo/ . Acesso em 25 de Maio de 2012. 4 unificação da Alemanha, juntamente com a Comuna de Paris esta última traduzida como um governo popular que intencionou melhorar a qualidade de vida do trabalhador em uma sociedade conflituosa. Tais ocorrências levaram ao crescimento industrial e científico. Para o mercado consumidor, o grande marco viria com Henry Ford (1909), que conseguiu baixar signicativamente os preços dos automóveis atingindo uma grande fatia de consumidores. Mais adiante, haveria ainda outras situações de intensa demanda consumista com a queda da Bolsa em NY, denominada Grande Depressão em 1929 e com o advento das politicas de J. M. Keynes até a década de Segundo Bauman, a sociedade industrial era uma sociedade não somente consumidora, mas também produtora. Uma sociedade produtora que além de consumir moldava seus membros para produzir em larga escala, onde o valor do cidadão se dava em função daquilo que ele conseguisse produzir. (apud PORTILHO, 2010, p.74). No decorrer dos séculos XIX e XX, o consumismo aumentou exponencialmente, para o século XXI chegamos ao chamado hiperconsumo pois toda a sociedade está baseada em consumo, todo o individuo com capital é um consumidor em potencial. Os mecanismos publicitários avançaram, começaram escritas, depois com o rádio, através da fala, passando pela imagem no cinema e televisão e atualmente na internet, onde nos chega de todas as maneiras, de forma cada vez mais direcionada por nossas preferências. Dentro desse contexto, as pessoas são predeterminadas a consumirem de forma exacerbada, uma vez que acreditam que a felicidade depende da aquisição das novidades oriundas do mercado de produtos. O caráter publicitário psicológico imposto pelas empresas através da mídia no individuo forma uma intensa pressão social externa advinda do grupo social para que todos busquem consumir mais produtos, é a chamada novidade. Nos diz Carlos Alberto Bittar: Comandada por maciça e atraente publicidade, em especial através da mídia eletrônica, a comunicação dessas empresas e de seus produtos, ou de seus serviços, cria, frequentemente, novos hábitos, despertando ou mantendo o interesse da coletividade, que assimila e adere às mensagens, inserindo-se ou AGUIMON, Professor. Geodireito. A sociedade de consumo da massa. Disponível em: http:// 3 geodireito.blogspot.com.br/p/sociedade-de-consumo-de-massa.html . Acesso em 10 de Junho de 2012. conservando-se no elenco de seus clientes; com isso, sucessivos impulsos de compra são gerados, em todas as partes, aumentando-se o contingente consumidor da população terrestre (BITTAR, 2009, p.14) A manipulação psicológica que sofre o indivíduo em função do consumo vai além de mero consumo de produtos, atinge o comportamento pessoal como um todo, sendo bastante presente a vida hedonista agarrada aos prazeres imediatos, tal comportamento busca se satisfazer através do consumo o mais rapidamente possível, sem se preocupar com o destino do antigo produto que fora descartado ou com o uso dos recursos do meio ambiente, muitas vezes usados de maneira irresponsável para produzir o novo que muitas vezes é somente uma nova roupagem do antigo com um preço elevado e uma campanha publicitária inteligente. Interessante conceito nos traz o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, o qual afirma vivermos em uma Sociedade Líquida : 5 Líquidos mudam de forma muito rapidamente, sob a menor pressão. Na verdade, são incapazes de manter a mesma forma por muito tempo. No atual estágio líquido da modernidade, os líquidos são deliberadamente impedidos de se solidificarem. A temperatura elevada ou seja, o impulso de transgredir de substituir, de acelerar a circulação de mercadorias rentáveis não da ao fluxo uma oportunidade de abrandar, nem o tempo necessário para condensar e solidificarse em formas estáveis, com uma maior expectativa de vida 4 Enquanto que na modernidade a segurança limitava a liberdade necessária para a felicidade individual, atualmente na pós-modernidade a liberdade pela procura de prazer é tamanha que limita uma segurança individual muito pequena (PORTILHO, 2010, p.78). Na sociedade líquida, a velocidade é característica primordial em todos os sentidos, seja na comunicação, na mudança de opiniões ou mesmo nos próprios relacionamentos. Nela pessoas acreditam e desacreditam em um simples intervalo de tempo, assim entre o dia e a noite. Isso vale para tudo, roupas, gostos musicais e literários e até religiões são consumidos rapidamente. E o que dizer do amor? Este não dura mais que uma simples ida ao shopping center, deverá ser consumido PRADO, Adriana. Entrevista com o sociólogo polonês Zygmunt Bauman. Vivemos tempos líquidos. Nda é 4 para durar. Disponível em : http://www.istoe.com.br/assuntos/entrevista/detalhe/102755_vivemos +TEMPOS+LIQUIDOS+NADA+E+PARA+DURAR+ . Acesso em 11 de Junho de 2012. 6 instantaneamente e substituído em seguida, tal como os bens de consumo. 5 Marx em sua obra O Capital, afirma que o valor agregado de uma mercadoria se dá em função das despesas com matéria-prima e as matérias auxiliares de fabricação, como algodão e carvão. Depois ao maquinário usado em função da produção e por fim ao salário do trabalhador (MARX, 1982, p.16) 6. Interessante que sendo o bem material algo palpável e concreto, precisamos conectar esse produto com o campo sentimental, pois dessa natureza é feita a felicidade e somente dessa maneira tal produto deverá ser consumido rapidamente. Baudrillard (2000), agregou à ideologia mercadológica de Marx a uma nova concepção a que chamou de valor-forma ou valor-signo. Tal nomenclatura advém do poder dos profissionais da propaganda sobre os produtos, podendo caracterizar diversas formas para atingir o emocional do consumidor, por meio da música, imagens sentimentais, promoções ou pesquisas de mercado. Tais profissionais são denominados por Featherstone (1995) de intermediários culturais, eles concedem significado aos bens de consumo no meio social dentro dos padrões culturais, dessa forma [...] consumidores meramente assimilam os significados transferidos para dentro deles via manipulação do código da mercadoria (valor-signo) pelos profissionais de marketing. Portanto não é um processo somente econômico mas também cultural (apud PORTILHO, 2010, p.94 e s.). Quando as relações de consumo assumem valor sentimental, a felicidade se apresenta enraizada com o hiperconsumo. Em outras palavras, o ser humano é valorizado em função do que ele consome. As pessoas acreditam que se consumirem 5 MMA. Ministério do Meio Ambiente. Conceitos de consumo sustentável. Disponível em: http:// Acesso em: 15 de Junho de O Capital é um conjunto de livros escritos pelo sociólogo alemão Karl Marx, o primeiro foi escrito em com o título Das Kapital em seu original. A referida edição data de 1982 e é um resumo da obra de Marx feito por Julian Borchardt. 7 mais do que a grande maioria serão mais felizes. O hiperconsumo traz consigo uma ideia de poder e status social, onde a sociedade assimilou a idéia do ter para ser feliz. Então, nos últimos anos, a humanidade começa a notar que tal sistema de hiperconsumo não é sustentável, traz problemas sociais como a competitividade excessiva e ambientais pela degradação do meio ambiente em larga escala (PEREIRA & HORN, 2009, p.16 e s). 3 Meio Ambiente, Consumo Sustentável e o Mundo Artificial No meio ambiente, são inúmeros os problemas enfrentados pela natureza com base no cenário social atual. Tal qual as relações de consumo se configuram de maneira rápida. Tais relações geram problemas climatológicos, escassez dos recursos naturais existentes, grandes acúmulos de lixo, dentre outros. Analisa-se de forma mais abrangente, os problemas climatológicos enfrentados a nível global, com as cheias e secas e sua influência na produção dos alimentos em uma sociedade em que o lucro e o consumo estão acima de tudo. O Consumo Sustentável deriva do princípio de Desenvolvimento Sustentável, está ligado ao melhor aproveitamento dos recursos naturais, ele envolve a escolha de produtos que utilizem um menor número de recursos naturais em sua produção garantindo um salario digno aos que produziram determinados produtos, sendo estes facilmente reaproveitados de alguma forma, elevando a vida útil ao máximo dos mesmos. Mas principalmente, consumimos de forma sustentável quando consumimos na medida do que precisamos. Tal maneira de consumir requer livre escolha de maneira ponderada, responsável e consciente dos impactos ambientais gerados em cada uma delas de forma positiva ou negativa. Tal conscientização abrange aspectos comportamentais, economizamos recursos quando evitamos o desperdício de água e energia e também quando renunciamos a última liquidação de sapatos, ou o mais novo modelo de celular, em função de já possuirmos o necessário para o nosso uso. Populacionalmente, o Brasil já conta com 192 milhões de pessoas em 2011, que aumentam seu poder aquisitivo gradativamente. Estima-se que em 2020 sejam 117 milhões de brasileiros a fazer parte da nova classe média. Sendo o a renda do individuo diretamente proporcional ao seu consumo, devemos adotar medidas de consumo sustentável, de mandeira equilibrada não só nos aspectos econômicos, mas sócio- 8 culturais da sociedade. 7 Nas sociedades anteriores à era moderna, havia como característica marcante a distinção entre passado, presente e futuro. Tais estados de tempo se confundem hoje no tempo presente, vivemos em uma sociedade imediatista. Tal racionalização não enxerga o valor de um ecossistema disposto em um floresta virgem, tal qual se construiu ao longo de milhares de anos, através das interações com o meio ambiente. A destruição de uma floresta virgem não é apenas uma derrubada de árvores, mas sim a destruição de ciclos de vidas (PEREIRA & HORN, 2009, p.21 ). Em um primeiro momento, tal conceito de consumo sustentável parece ir contra os preceitos de Marx dentre seu modelo capitalista de lucro. Tal como a sociedade imediatista, o lucro decorrente das operações devido ao consumo de maneira desenfreada possui vantagens a curto prazo. Uma floresta virgem desmatada, ou afetada por mudanças climáticas severas, acarretará o desequilíbrio natural, podendo gerar a extinção das espécies presentes em seu ecossistema, acarretando um dano irremediável, um custo elevado a longo prazo (SINGER apud PEREIRA & HORN, 2009, p. 21). Nossa sociedade atual é muito mais obra do ser humano do que obra do meio natural. O homem transformou seu habitat natural de tal forma que muitas vezes os aspectos naturais de determinada região se tornam praticamente irreconhecíveis, afetando as espécies e ocasionando mudanças irreversíveis no clima da região. Grande parte do ambiente ao nosso redor se constitui por símbolos ou objetos abstratos, tal mundo transformado pelas mãos humanas, denominamos Mundo Artificial. Todo o meio encontra-se regido por leis naturais, entretanto, há distinções entre uma floresta e uma MMA. Ministério do Meio Ambiente. Conceitos de consumo sustentável. Disponível em: http:// 7 Acesso em: 15 de Junho de 2012. 9 fazenda. 8 Através da despersonalização das cidades pela ação humana, torna-se difícil estabelecer o inventário que deveria ser preservado. Dificil missão a de resgatar os primeiros tempos e hábitos de vida dos primeiros moradores e seu esforço para dominar seu habitat visando uma vida saudável e em equilíbrio com o meio ambiente. No Brasil, a urbanização desenfreada caracterizou-se para chamar indústrias, mesmo aquelaas emissoras de poluentes e já indesejáveis em seus locais de origem (NALINI, 2010, p. 178). Para Erich Fromm (2007), os mundos artificiais, especialmente os da indústria de entretenimento são mais cativadores que o mundo natural ou até mesmo a relação com as crianças, se torna mais atraente conversar com desconhecidos na Austrália ou Califórnia do que com um vizinho. O homem se sente mais em casa em seus mundos virtuais do que entre suas próprias quatro paredes (FROMM apud PEREIRA & HORN, 2009, p.23). O mundo artificial vai muito além do físico, se estende ao emocional, conectando pessoas, graças à nossas máquinas de conexão as pessoas se mantém interligadas através de seus blogs, páginas pessoais, fotos no Flickr, perfil e fan pages no Facebook, vídeos no YouTube, conversas e notícias no Twitter e através de muitos outros meios de comunicação vindouros. Hoje em dia a interatividade é tanta que mesmo não publicando nenhum conteúdo diretamente, qualquer interação no meio social deixará algum rastro no Google. Dados da Alloy, empresa que atua no ramo de marketing, relataram que já em 2007 o uso das redes sociais pelo público jovem a nível mundial era de 96% o que hoje provavelmente já ultrapassou essa marca (JARVIS, 2010, p.255). Influenciados pela tecnologia deixamos de lado o mundo real, convulsionando com a extração de recursos naturais para a fabricação de produtos industriais, com a produção de rejeitos em função da fabricação e do uso de produtos, resultando em uma VON ZUBEN, Fernando J. O mundo natural e o mundo artificial. UNICAMP. Disponível em: ftp:// 8 ftp.dca.fee.unicamp.br/pub/docs/vonzuben/ia707_1s11/notas_de_aula/topico1_ia707_1s11.pdf . Acesso em 25 de Junho de 2012. [...] massa de refugos humanos que perambulam pelas cidades; com o descarte cada vez mais rápido dos produtos (PEREIRA & HORN, 2009, p.23 ). Por nossa natureza humana, precisamos produzir e consumir bens. Nossa sociedade é reflexo de tal característica, no entanto, pela capacidade racional, devemos refletir acerca da forma como produzimos e consumimos os bens e o impacto gerado na natureza. 4 Uma Sociedade de Consumo Jurídicoambiental: limites e possibilidades Ao definirmos a crise ambiental como algo inerente aos padrões de consumo na sociedade, trazendo alguns problemas ambientais que ocorrem diretamente devido aos fatores externos desencadeados pela ação humana no meio ambiente. Deparamos-nos com alguns aspectos relevantes, visto que o consumidor é o novo ator social e, como tal, exerce funções ora dentro da esfera privada e ora dentro da esfera pública como cidadão (PORTILHO, 2010, p.163). Há algum tempo, nas décadas de 1970 e 1980 vivíamos com meia dúzia de canais de TV, quase todo mundo ouvia as mesmas músicas em seus discos de vinil e suas fitas K-7. Cada cidade tinha três ou quatro estações de rádio e apenas os mais afortunados tinham seus próprios discos de vinil para ouvirem em suas casas. Assistíamos aos mesmos filmes e seriad
Search
Similar documents
View more...
Related Search
We Need Your Support
Thank you for visiting our website and your interest in our free products and services. We are nonprofit website to share and download documents. To the running of this website, we need your help to support us.

Thanks to everyone for your continued support.

No, Thanks