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O Poema do Haxixe , de Baudelaire

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1. Comparação com As Portas da Percepção e Céu e Inferno , de Aldous Huxley 2. <ul><li>Quase toda a crítica moderna concorda que Baudelaire inventou uma…
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  • 1. Comparação com As Portas da Percepção e Céu e Inferno , de Aldous Huxley
  • 2. <ul><li>Quase toda a crítica moderna concorda que Baudelaire inventou uma nova estratégia da linguagem. Erich Auerbach observou que sua poesia foi a primeira a incorporar a matéria da realidade grotesca à linguagem sublimada do romantismo. Nesse sentido Baudelaire criou a poesia moderna, concedendo a toda realidade o direito de ser submetida ao tratamento poético. </li></ul><ul><li>Revolucionário em seu próprio tempo. </li></ul><ul><li>Revela-se, de um lado, o herdeiro do romantismo negro de Edgar Allan Poe e Gérard de Nerval, e de outro o poeta crítico que se opôs aos excessos sentimentais e retóricos do romantismo francês. </li></ul>
  • 3. <ul><li>O poema do Haxixe faz parte da obra Paraísos Artificiais , uma obra especulativa e confessional. O título do livro parte do conceito do autor de que o homem busca satisfações momentâneas para fugir da mediocridade existencial a que a grande maioria estava condenada, mesmo que o despertar daquele fugaz momento de êxtase tivesse horríveis conseqüências. </li></ul>
  • 4. <ul><li>É interessante notar que, em sua descrição sobre os efeitos do consumo de drogas, Baudelaire permeia seus textos com inúmeras expressões de cunho religioso, como &quot;graça&quot;, &quot;elevação&quot;, &quot;forças espirituais&quot; e &quot;angélico&quot;. Segundo ele, o que cada um procura ao se valer de determinado entorpecente é atingir o Nirvana, um estado de absoluta plenitude transcendental. </li></ul><ul><li>De acordo com o escritor, o viciado termina por descobrir nas drogas &quot;uma fonte de alegrias mórbidas&quot;, mesmo que recorrer a elas seja um “paraíso artificial”, construído ao custo da debilidade física e psíquica do usuário. </li></ul>
  • 5. <ul><li>Ainda ostentando um tom religioso, Baudelaire, que durante anos recorreu aos entorpecentes a fim de estimular sua inspiração, concluiu que deveria existir alguma espécie de &quot;gênio maléfico&quot; que explicasse a inclinação do homem para cometer certos atos e pensamentos repentinos (conceito este que ainda reapareceria em diversos outros trabalhos do autor). </li></ul><ul><li>A obra é parcialmente inspirada nas Confissões de um comedor de ópio (1822), de Thomas De Quincey; e nos Diários íntimos -- que contém Fusées (notas escritas por volta de 1851) e Meu coração desnudo --, cuja primeira edição completa foi publicada em 1909. </li></ul>
  • 6. <ul><li>Aborda as drogas, primeiro, de forma generalizada, e trata também da postura do homem do século XIX perante sua utilização. </li></ul><ul><li>Em seguida, ele particulariza, descrevendo o haxixe desde a sua origem, sem descuidar sequer de comentar a etimologia da palavra. </li></ul><ul><li>&quot;O teatro de Serafim&quot;, terceiro capítulo do livro, traz uma ilustração dos efeitos do haxixe por intermédio de três narrativas que Baudelaire chama de anedotas. Essas narrativas correspondem às três fases do efeito da droga . </li></ul>
  • 7. <ul><li>1ª fase: “alegria alternadamente lânguida e pungente” </li></ul><ul><li>2ª fase: apaziguamento, frescor nas extremidades, sentidos apurados, possibilidade de paranóia. </li></ul><ul><li>3ª fase: fome, sede, sonolência, alucinações que causam grande interesse pelos ambientes. </li></ul><ul><li>De se notar que a última fase nada mais é que o tema da &quot;correspondência entre as artes&quot;, caríssimo a Baudelaire, e que serviu de base para a geração de simbolistas franceses que o sucederam. </li></ul>
  • 8. <ul><li>Depois de comentar de forma extraordinária a obra que escreve, o autor discute por fim a moral. Baudelaire troca então as anedotas por um personagem único, criado por ele para melhor explicar a questão moral: um indivíduo viciado em haxixe que acredita ser Deus! </li></ul><ul><li>Jean-Paul Sartre situou-o como protótipo de uma escolha existencial que teria repercussões no século XX, enquanto a crítica centrada nas relações históricas, como a de Walter Benjamin, dedicou-se a examinar sua consciência secreta de uma relação impossível com o mundo social. </li></ul>
  • 9. <ul><li>Publicado em 1954, descreve sua experiência com a mescalina, um alcalóide extraído do peiote, um cacto mexicano. </li></ul><ul><li>O título da obra provém de uma célebre citação do poeta William Blake, &quot;se as portas da percepção estivessem limpas, tudo apareceria para o homem tal como é: infinito”. </li></ul><ul><li>Baseado neste conceito, Huxley assume que o cérebro humano filtra a realidade, não permitindo que todas as imagens e percepções que de fato existem cheguem até ele. Se tal fato não ocorresse, o processamento de tamanha informação seria simplesmente insuportável. </li></ul>
  • 10. <ul><li>Segundo o autor, as únicas formas de atenuar a existência deste filtro e vivenciar o mundo como ele realmente é seriam através do consumo de drogas, de práticas de jejuns prolongados e auto-flagelação e de períodos prolongados de silêncio e isolamento. </li></ul><ul><li>Com o intuito de verificar esta teoria, Huxley passa a ingerir, sob orientação médica, doses de mescalina, LSD, psilocibina, entre outros entorpecentes. </li></ul><ul><li>Sob o efeito destes tóxicos, sua principal impressão é a de que os objetos do nosso cotidiano perdem a sua funcionalidade, passando a existirem &quot;por si mesmos&quot;. </li></ul>
  • 11. <ul><li>O espaço e as dimensões tornam-se irrelevantes, pois a percepção se alarga de uma forma espantosa e humilhante, já que o ser humano assim percebe sua incapacidade de assimilar tantas impressões. </li></ul><ul><li>Desse modo, Huxley elabora uma cartografia das áreas não-mapeadas da consciência humana, tratando da descoberta de uma tradição arcaica que a droga tornaria visível: a semelhança entre a mente do homem e a realidade substancial do cosmos. </li></ul>
  • 12. <ul><li>Ensaio posterior a As portas da Percepção, também trata da ingestão de mescalina, sob o ponto de vista de meio de conhecer “antípodas da mente” (áreas desconhecidas, inconsciente). </li></ul><ul><li>A mescalina altera a percepção, tornando conscientes coisas que o cérebro ignora em seu estado normal por serem inúteis a sobrevivência (interfere, possivelmente, no sistema enzimático, diminuindo a eficiência do cérebro como válvula reguladora de informações percebidas). </li></ul>
  • 13. <ul><li>Citação da obra Diário de uma Esquizofrênica , como descrição do inferno na experiência visionária: existencialismo aterrador, claridade elétrica e implacável, percepção muito apurada, sensação de estar ais presa ao corpo e à condição. O exemplo é utilizado para traçar um possível paralelo entre os efeitos de droga e os sintomas da esquizofrenia, especulando que o desequilíbrio químico que há em ambos os casos fosse semelhante. </li></ul><ul><li>Mudanças na percepção: luzes e cores intensificadas, ampliação dos valores (significado puro), geometria (enxerga-se “desenhos dentro de desenhos”). Nos antípodas da mente estamos quase livres de linguagem e conceitos. </li></ul>
  • 14. <ul><li>Componentes comuns nas experiências visionárias: pedras preciosas, vidro, paisagens. Interpretação em termos teológicos e tradução artística da experiência visionária. </li></ul>
  • 15. <ul><li>Uso de drogas à procura de uma espécie de paraíso </li></ul><ul><li>Busca do homem por diferentes percepções </li></ul><ul><li>Temas/termos teológicos </li></ul><ul><li>Ligação do uso de drogas e da experiência visionária com a arte </li></ul>
  • 16. <ul><li>FONTES: </li></ul><ul><li>Coelho, Jacinto do Prado, DICIONÁRIO DE LITERATURA, 3.ª edição, 4.º volume, Porto, Figueirinhas, 1979 </li></ul><ul><li>Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda. </li></ul><ul><li>Beatrix Algrave </li></ul><ul><li>Bruno Fischer Dimarch </li></ul><ul><li>“ O Gótico e as Sombras: comunicação não comunicada” </li></ul><ul><li>Programa de Pós-graduação em comunicação e semiótica PUC-SP </li></ul><ul><li>Leonardo Martinelli de Campos Mattos </li></ul><ul><li>(Mestrando do Curso de Teoria Literária) </li></ul><ul><li>“ Las Vegas na cabeça e o Estranho Freudiano” </li></ul><ul><li>http://www.traca.com.br/?mod=LV153243&origem=resultadodetalhada </li></ul>
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