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PCN- Parâmetros Curriculares Nacionais

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Os Parâmetros Curriculares Nacionais, mais conhecidos como PCN, é uma coleção de documentos que compõem a grade curricular de uma instituição educativa. Esse material foi elaborado a fim de servir como ponto de partida para o trabalho docente, norteando as atividades realizadas na sala de aula. É claro que cada instituição deve montar o seu Projeto Político Pedagógico, sua proposta pedagógica, adaptando esses conteúdos à realidade social da localidade onde está inserida. O documento é uma orientação quanto ao cotidiano escolar, os principais conteúdos que devem ser trabalhados, a fim de dar subsídios aos educadores, para que suas práticas pedagógicas sejam da melhor qualidade.
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  • 1. SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO CURSO DE LETRAS JULIANA SANTOS AZEVEDO SIDIANE MATOS ALMEIDA PINHEIRO VANESSA BATISTA DE SOUZA SAMPAIO IMPACTOS CAUSADOS PELOS PCN-PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS: Ao professor de Lingua Portuguesa Ipirá-Ba 2014
  • 2. JULIANA SANTOS AZEVEDO SIDIANE MATOS ALMEIDA PINHEIRO VANESSA BATISTA DE SOUZA SAMPAIO IMPACTOS CAUSADOS PELOS PCN-PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS: Ao professor de Lingua Portuguesa Trabalho apresentado ao Curso de Letras da UNOPAR - Universidade Norte do Paraná, para o 4º Semestre. Tutor eletrônico: Maria Lucia de Andrade Bueno Turma: 2014/2 – Noturno – 4º Semestre Unidade: Ipirá-Ba Professores: Antônio Lemes Guerra Junior, Rosemari Calzavara, Juliana Fogaça Sanches Slimm, Anderson Teixeira Rolim, Ana paula Pinheiro da Silveira. Ipirá-Ba 2014
  • 3. INTRODUÇÃO Foram muitas as tranformações no ensino da língua portuguesa com o passar tempo depois da publicação dos Parâmetros Curriculares Nacionais, por exemplo nos anos 60, buscava-se no aluno o fracasso escolar; havendo lógica, visto que em parte dos discentes o ensino parecia funcionar. Nos anos 80, começava a circular entre os educadores livros e artigos que davam conta de uma mudança no processo de alfabetização: “Como se ensina” e “Como se aprende”. Esse seguimento ajudou os professores a compreenderem aspectos importantes de aprendizagem da leitura e da escrita. A parti daí o ensino da língua portuguesa vem sido muito tratado acerca da necessidade de melhorar a educação do país. Uma das maiores dificuldades enfrentadas nas escolas é ensinar seus alunos a ler e a escrever, tal impedimento reflete num indicador de pessoas alfabetizadas não desejável. Esses estudos também favoreceram para o entendimento que o processo de alfabetização não é um procedimento baseado em apenas memorização, mas sim um seguimento no qual o aluno, para aprender a ler e escrever, precisa construir um conhecimento de natureza conceitual, ou seja, ele precisa entender não só o que a escrita representa, mas de que forma representa graficamente. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) de Língua Portuguesa surgiram no meio educacional brasileiro como uma espécie de revolução da teoria para uma nova prática do ensino das disciplinas da educação fundamental e média. Foi como se, enfim, tudo o que de mais moderno e “correto” chegasse ao alcance dos professores de nossas escolas, de forma documentada e cabal. De fato, apoiada nos resultados das pesquisas em diversas áreas ligadas ao ensino- aprendizagem, a equipe responsável pelo documento parecia apresentar uma concepção finalmente integrada ao paradigma da contemporaneidade em ensino.
  • 4. IMPACTOS CAUSADOS PELOS PCN-PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS Os PCN estão divididos a fim de facilitar o trabalho da instituição, principalmente na elaboração do seu Projeto Político Pedagógico. São seis volumes que apresentam as áreas do conhecimento, como: língua portuguesa, matemática, ciências naturais, história, geografia, arte e educação física. Outros três volumes trazem elementos que compõem os temas transversais. O primeiro deles explica e justifica o porquê de se trabalhar com temas transversais, além de trazer uma abordagem sobre ética. No segundo volume os assuntos abordados tratam de pluralidade cultural e orientação sexual; e o terceiro volume aborda meio ambiente e saúde. Quando o Ministério da Educação e do Desporto consolidou os Parâmetros Curriculares Nacionais - PCNs, apontou metas para ajudar o aluno a enfrentar os problemas do mundo atual como cidadão participativo, reflexivo e autônomo, conhecedor de seus direitos e deveres. O compromisso com a construção da cidadania pede necessariamente uma prática educativa voltada à compreensão da realidade social e dos direitos e responsabilidades em relação à vida pessoal, coletiva e ambiental. Ao analisarmos os Parâmetros Curriculares Nacionais (doravante PCNs) para o Ensino Fundamental e Ensino Médio, elaborado por educadores e especialistas de todo o país, com a finalidade de servir de referencial para a escola e para o trabalho do professor, percebemos que, apesar de o professor ter à disposição materiais endossados politicamente, que contemplam os avanços dos estudos linguísticos (particularmente da Linguística aplicada), ele pouco faz para superar o modelo tradicional de ensino da língua portuguesa. São evidentes as influências da Análise do Discurso, da Lingüística Textual, da Lingüística Aplicada, da Sociolingüística, da Pragmática e da Psicolingüística. Não obstante, a proposta se apresentava também essencialmente coerente com o que há muito já se discutia em termos do que haveria de mais apropriado para a sala de aula e toda sua diversidade. Contudo, não foi um trabalho livre de falhas.
  • 5. Há nos PCNs inúmeras considerações oriundas das discussões pedagógicas atuais acerca da necessidade de revisão e reestruturação das práticas tradicionais de alfabetização e do ensino do português. Objetiva-se aí não só encontrar formas de assegurar, de fato, a aprendizagem da leitura e da escrita, mas também repensar a longa tradição de ensino da gramática normativa. A aplicação das propostas de documentos como os PCNs não é possível, sem que ao professor sejam dadas as condições necessárias à sua formação continuada, sem a qual o desenvolvimento do senso crítico sobre as lições da gramática normativa torna-se pouco provável. Das transformações que ocorreu no ensino de língua materna iniciou em uma ligeira mudança de uma perspectiva centrada na tradição gramatical para uma perspectiva centrada na competência comunicativa do aluno. Essas teorias reforçam a idéia de língua como um meio de comunicação. A modalidade oral da língua é, nessa perspectiva, um potencial a ser desenvolvido no aluno, assim como a modalidade escrita. Muito se tem discutido sobre o ensino de língua portuguesa e as variações padrão e não-padrão da língua. Dessas discussões insurgem questões, como: as variações não-padrão devem ou não ser utilizadas no ensino de língua materna?; deve-se, ou não, substituir a norma padrão pela não-padrão no ensino?; ou mesmo, de que forma essas teorias sociolinguísticas são consideradas no ensino de língua portuguesa?. Questões como essas são frequentemente levantadas nos debates entre alunos e professores nos cursos de graduação e pós-graduação em letras e linguística. Desses debates surgem argumentos pouco esclarecedores, quando não errados. No Brasil, transformações no ensino de língua portuguesa começaram a se fazer sentir necessárias, a partir da década de 1960. Questões sobre a heterogeneidade lingüística foram postas em debate, quando aos filhos do analfabetismo foi concedido o direito à educação. Nessa década, o país enfrentava um momento de crise política, social e educacional. Mechi (2006) argumenta que o golpe militar de 1964, que instalou a Ditadura no país, produziu a chamada “democratização do ensino”, a rede física foi expandida e um grande contingente de pessoas, da classe trabalhadora, pôde freqüentar a escola. Como conseqüência, (conforme se poderá perceber a seguir) a escola que desde sempre esteve preparada para receber alunos da classe média,
  • 6. cuja variedade padrão da língua portuguesa haviam adquirido através da interação com seu grupo social letrado, ao qual também pertenciam seus professores, mergulhou num período de crise do ensino, fortemente ocasionado por causa da discrepância entre a variedade falada pelos professores, filhos da tradição gramatical, que compreendiam a escrita como um retrato irretocável da fala, e as variedades produzidas pelo alunado emergente. Segundo Gregolin (op. cit., p. 66), As Novas propostas para o ensino de língua portuguesa, documento elaborado pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo no início dos anos 1980, era um texto fundamentado nas teses da sociolinguística. A autora argumenta que a proposta do “estudo das variedades, dos níveis de linguagem, da relação entre oralidade e escrita, aponta para uma concepção profundamente humanista e social do ensino”. Os debates amadureceram, a partir dessa década, quando alguns professores, inseridos em programas de pós-graduação, desenvolveram estudos sobre o ensino de língua portuguesa que apresentavam alternativas para a melhoria do ensino. Entre esses professores, que serviram de fonte para a construção dos futuros PCN, estão grandes nomes da Linguística na atualidade: Carlos Franchi, Sírio Possenti, Luiz Carlos Travaglia, João Wanderley Geraldi, Luiz Percival Leme Britto, Rodolfo Ilari, Magda Soares, entre outros. Esses debates seguiram seu curso, atingindo grande impulso com as publicações, respectivamente, em 1997 e 1998, dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) de Língua Portuguesa para os 1º/2º e 3º/4º ciclos do Ensino Fundamental e, posteriormente, pelas Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN + Ensino Médio. Está escrito nos PCN dos 1º e 2º Ciclos (1997) que os avanços do conhecimento científico por si mesmos não produzem mudanças no ensino. Depende do momento histórico e da demanda existente na sociedade, conforme citação: As transformações educacionais realmente significativas – que acontecem raramente – têm suas fontes, em primeiro lugar, na mudança das finalidades da educação, isto é, acontecem quando a escola precisa responder a novas exigências da sociedade. E, em segundo lugar, na transformação do perfil social e cultural do alunado: a significativa ampliação da presença, na escola, dos filhos do analfabetismo – que hoje têm a garantia de acesso mas não de sucesso – deflagrou uma forte demanda por um ensino mais eficaz (BRASIL, 1997, p. 21).
  • 7. Observa-se, através dessa citação, a situação caótica que o ensino de língua materna vivenciou com a inserção, na escola, dos filhos dos operários e dos contingentes rurais. Com a transformação do perfil social e cultural desse alunado – que anteriormente era constituído pelos filhos da classe média letrada – a elaboração de materiais didáticos e estratégias de ensino tiveram que ser repensadas. A linguística tem passado ao largo da questão e pouco se conhece do processo sociolinguístico de transformação dos dialetos rurais brasileiros em variedades urbanas”. Além disso, as principais causas que ocasionavam e disseminavam a variação lingUística no país, conforme citação: No Brasil, a variação está ligada à estratificação social e à dicotomia rural- urbano. Pode-se dizer que o principal fator de variação lingüística no Brasil é a secular má distribuição de bens materiais e o conseqüente acesso restrito da população pobre aos bens da cultura dominante. Diferentemente de outros países, como os Estados Unidos, por exemplo, a variação lingüística não é um índice sociossimbólico de etnicidade, exceto nas comunidades bilíngues, sejam as de colonização européia ou asiática, sejam as das nações indígenas (BORTONI-RICARDO, p. 131-132 Contudo, isso nos permitie observar que essas questões continuam sendo uma realidade pouco praticada no ensino de português no Brasil. Quando as teorias da variação lingüística são levadas para o ensino de língua, cumprem um papel apenas esclarecedor da realidade linguística no país. Isto é, informam os alunos que existem variedades linguísticas que identificam geográfica e socialmente as pessoas e dos preconceitos decorrentes do valor social que é atribuído aos diferentes modos de falar. Entretanto, a escola não está preparada para oferecer ao aluno condições de acesso ao “padrão linguistico de prestígio”.
  • 8. CONSIDERAÇÕES FINAIS É comum, nos dias de hoje, enfatizar a importância do papel da Educação numa sociedade. A educação é um grande desafio, tanto no âmbito das políticas e programas nacionais, quanto no âmbito restrito de uma sala de aula. Diante deste desafio, o governo brasileiro tem adotado, no decorrer de nossa recente história educacional, diversas estratégias que visam a melhorar e a universalizar o ensino, em função de objetivos específicos relacionados às demandas da sociedade de cada tempo e às posições ideológicas de cada governo. A proposta em voga, hoje, é a dos Parâmetros Curriculares Nacionais, os PCN. Porém, atualmente a realidde é outra, os problemas estruturais, operacionais e sociais que influenciam no processo educacional são ainda muito acentuados. É aí que se encontram os grandes desafios. Aproximar a prática pedagógica das teorias atualmente difude – sob as quais os próprios PCN foram elaborados – requer muito esforço e em diversas frentes, tais como a formação dos professores, a melhoria das condições de trabalho dos profissionais ligados à educação e das condições sociais dos alunos e suas famílias. Em sua abordagem, os Parâmetros Curriculares Nacionais definem que os currículos e conteúdos não podem ser trabalhados apenas como transmissão de conhecimentos, mas que as práticas docentes devem encaminhar os alunos rumo à aprendizagem. A reflexão da prática docente deve ser feita através de reuniões com todo o grupo da escola, direção, coordenação, orientação, psicopedagoga, psicóloga, professores, dentre outros profissionais, ligados à rotina da instituição e de sala de aula. A escola deve ter responsabilidade social, instituir situações didáticas fundamentais entre os temas a serem abordados e a prática docente, as formas pelas quais a aprendizagem acontecerá, através do desenvolvimento de habilidades de leitura, interpretação, estudo independente e pesquisa.
  • 9. REFERÊNCIAS BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais - 1ª a 4ª Séries: língua portuguesa / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília, 1997. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: terceiro e quarto ciclos do Ensino Fundamental: linguagens, códigos e suas tecnologias. Brasília: MEC/SEF, 1998. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Média Tecnológica. Parâmetros curriculares nacionais: Ensino Médio: Língua Portuguesa. Brasília: MEC/SEMT, 1999. BORTONI-RICARDO, Stella Maris. Nós cheguemu na escola, e agora? sociolinguística na sala de aula. São Paulo: Parábola Editorial, 2006. GERALDI, J. W. Portos de passagem. São Paulo: Martins Fontes, 1997 GNERRE, Maurizzio. Linguagem, escrita e poder. São Paulo: Martins Fontes, 1991. GREGOLIN, Maria do Rosário. O que quer, o que pode esta língua? Teorias lingüísticas, ensino de língua e relevância social. In: FARACO, Carlos Alberto (et al);
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