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Perfil epidemiológico e satisfação com a vida: estudo com idosos institucionalizados

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1296 Perfil epidemiológico e satisfação com a vida: estudo com idosos institucionalizados Epidemiological profile and satisfaction with life: study with elderly institutions Perfil epidemiológico y satisfacción
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1296 Perfil epidemiológico e satisfação com a vida: estudo com idosos institucionalizados Epidemiological profile and satisfaction with life: study with elderly institutions Perfil epidemiológico y satisfacción con la vida: estudio con idosos institucionalizados Agna Soares da Silva Menezes 1 *, Isabel Cristina Alves Pereira 2, Priscilla Durães de Carvalho 2, Nayara Teixeira Gomes 2, Daniela de Fátima Sena Borges 3, Paula Cristina Santana dos Santos 3, João Alves Pereira 4 RESUMO Objetivo: Descrever as características sociodemográficas, clínicas e satisfação com a vida em residentes de uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) da cidade de Montes Claros (MG). Materiais e métodos: Foi realizada uma pesquisa descritiva, de corte transversal e abordagem quantitativa com 33 idosos residentes na ILPI. Os dados foram coletados por meio de planilha e analisados pelo Software SPSS (Statistical Package for the Social Science). Resultados e conclusões: Participaram da pesquisa 33 idosos (19 do sexo masculino e 14 do sexo feminino) com idade média de 75,5 anos (± 9,1 anos) que variou entre 61 e 102 anos. Prevaleceram nesse estudo, idosos do sexo masculino (57,6%), solteiros (51,5%) e aposentados (90,1%). O tempo de institucionalização variou de 2 a 9 anos e 51,55% não possuem filhos. Dentre as patologias, destacou-se a hipertensão (36%) e o diabetes (21,2%), sendo que 57,6% faz usos de antidepressivos. O estudo revelou que 66,7% dos idosos estão satisfeitos com a vida. Conclusão: Os dados resultantes deste estudo têm o potencial para subsidiar de forma mais efetiva e individualizada, ações de promoção, proteção e recuperação da saúde do idoso institucionalizado. Palavras Chave: Idoso. Serviços de Saúde para Idosos. Perfil Epidemiológico. Satisfação pessoal. ABSTRACT Objective:To describe the sociodemographic, clinical and life satisfaction characteristics of residents of a Long Stay Institution for the Elderly (ILPI) of the city of Montes Claros (MG). Materials and methods: A descriptive, cross-sectional and qualitative approach was carried out with 33 elderly people living in ILPI. Data was collected through a spreadsheet and analyzed by SPSS (Statistical Package for the Social Science). Results and conclusions: 33 elderly (19 male and 14 female) with a mean age of 75.5 years (± 9.1 years), ranging from 61 to 102 years, participated in the study. Prevalence in this study were male (57.6%), unmarried (51.5%) and retired (90.1%). The time of institutionalization ranged from 2 to 9 years and 51.55% did not have children. Among the pathologies, hypertension (36%) and diabetes (21.2%) were highlighted. Regarding medicines, 57.6% use antidepressants and 3% use sleeping pills. Conclusion: The study revealed that 66.7% of the elderly are satisfied with life. The data resulting from this study have the potential to subsidize, in a more effective and individualized way, actions to promote, protect and recover the health of the institutionalized elderly. Keywords: Elderly. Health Services for the Elderly. Epidemiological profile. Personal Satisfaction. 1 Professora da Faculdade de Saúde Ibituruna (FASI). * 2 Secretaria Municipal de Saúde de Montes Claros/MG 3 Acadêmica de Psicologia pela FASI 4 Secretaria Estadual de Saúde (SES/MG) DOI /REAS85_2017 Recebido em: 8/2017 Aceito em: 9/2017 Publicado em: 10/2017 1297 RESUMEN Objetivo: Describir las características sociodemográficas, clínicas y satisfacción con la vida en residentes de una Institución de Larga permanencia para ancianos (ILPI) de la ciudad de Montes Claros (MG). Materiales y métodos: Se realizó una investigación descriptiva, de corte transversal y abordaje cuantitativo con 33 ancianos residentes en la ILPA. Los datos fueron recolectados por medio de planilla y analizados por el software SPSS (Statistical Packageforthe Social Science). Resultados y conclusiones: Participaron en la investigación 33 ancianos (19 varones y 14 hembras) con una edad media de 75,5 años (± 9,1 años) que oscila entre 61 y 102 años. Prevalecieron en este estudio, ancianos varones (57,6%), solteros (51,5%) y jubilados (90,1%). El tiempo de institucionalización varía de 2 a 9 años y el 51,55% no tiene hijos. Entre las patologías destacaron la hipertensión (36%) y la diabetes (21,2%), siendo que el 57,6% usa antidepresivos. Conclusión: El estudio reveló que el 66,7% de los ancianos están satisfechos con la vida. Los datos resultantes de este estudio tienen el potencial para subsidiar de forma más efectiva e individualizada, acciones de promoción, protección y recuperación de la salud del anciano institucionalizado. Palabras clave: Ancianos. Servicios de Salud para Ancianos. Perfil epidemiológico. Satisfacción Personal INTRODUÇÃO Na atualidade, o envelhecimento populacional é um fenômeno cada vez mais constante no mundo, estando frequentemente associado às regiões econômica e socialmente desenvolvidas (MELO et al.,2016). Gera grande impacto na economia e nos sistemas de saúde, considerando o predomínio de doenças crônico-degenerativas entre os idosos e a crescente demanda por serviços de saúde e por políticas públicas voltadas a esse público (BORGES et al., 2015). Paralelamente ao aumento da população idosa e da expectativa de vida, cresce a demanda por cuidados de saúde e, consequentemente, por instituições voltadas ao cuidado dessas pessoas. A oferta insuficiente de cuidadores familiares também contribui para a crescente procura pelas denominadas Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI), que prestam assistência nas atividades da vida diária e, quando necessário, cuidados de saúde aos clientes (MELO et al.,2016). Nesse contexto, o Brasil está vivenciando um processo de envelhecimento populacional rápido e intenso, no qual a população idosa brasileira atingirá aproximadamente 65 milhões de pessoas em 2050, conforme estimativa do Banco Mundial (OLIVEIRA et al., 2014). No último censo demográfico, realizado em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população idosa acima de 60 anos chegou a cerca de 20 milhões, predominando o número de idosas do sexo feminino com mais de 11 milhões (BRASIL, 2010). A institucionalização é um grande desafio para os familiares e cuidadores, uma vez que as alterações inerentes ao envelhecimento e as doenças preexistentes podem ser agravadas, ocasionando níveis de dependência diversos nos idosos. Mesmo o idoso independente pode se tornar dependente em razão das dificuldades de aceitação da nova realidade e de adaptação às novas condições de vida, que podem ocasionar a desmotivação e desencorajamento comuns nesses ambientes (BORGES et al., 2015). Sabe-se que, várias vezes, os idosos inseridos nas ILPI, com o passar do tempo vivem um sentimento de soledade e de abandono e que, em consequência disso, alguns se tornam amargurados, agressivos, resistentes e carentes. Sendo assim, haveria a necessidade de explorar as potencialidades que eles ainda possuem, visando instituir uma assistência mais qualificada (HARTMANN e GOMES, 2015). As evidências apontam que a incapacidade funcional adquirida após a institucionalização está relacionada a diversos fatores como: incapacidade de realização de tarefas que eram executadas anteriormente na rotina do indivíduo e que deixaram de ser realizadas na ILPI (Fechine e Trompiere, 2012); perda da identidade construída e das funções que realizava (Soares e Istoe, 2015); preconceito de que o envelhecimento está relacionado à incapacidade ou ao fim da vida (Simões et al.,2016); desconstrução do ambiente familiar (Silva e Almeida, 2012); perda de autonomia por questões de saúde ou abandono; ausência, na ILPI, de projetos interventivos que visem o bem estar dos idosos (Dias et al.,2013); 1298 hipossuficiência de processos de trabalho nas ILPI (Santos et al.,2012); e aspectos psicológicos negativos e dificuldades de estabelecer novas relações sociais (GOMES et al.,2016). Contudo, o afastamento do vínculo familiar, do contato social e a convivência com outros idosos que estejam na mesma situação, se tornando dependentes e assim não se sentem úteis e sim frustrados. Mesmo recebendo os cuidados necessários, a satisfação e a autoestima, também são prejudicadas, bem como o aparecimento de outras doenças (COSTA et al., 2012). A satisfação com a vida é um processo de juízo individual e subjetivo e depende de uma comparação entre as reais condições de vida do indivíduo e um padrão por ele estabelecido. O grau de satisfação é determinado pelas expectativas individuais, existência ou não de recursos individuais e do meio, qualidade dos relacionamentos, continuidade ou não das visitas dos familiares e condições de saúde (XAVIER et al.,2003). O modo como uma pessoa lida com essa situação será um determinante para alcançar uma vida satisfatória com a doença controlada, mas pouco se sabe a respeito da satisfação com a vida de idosos que residem em instituições de longa permanência. Conhecer as características da população a qual assiste é um imperativo a ser perseguido pelas equipes de saúde em qualquer tipo de serviço e em qualquer nível assistencial, uma vez que a equipe subsidia as ações a ser realizadas com base nas demandas específicas do grupo, possibilitando o desenvolvimento de ações de promoção da saúde e de prevenção de doenças. No caso das ILPI, tais ações devem visar também prevenir a instalação da dependência e da incapacidade funcional. Nesse sentido, faz-se importante a realização de estudos de diagnóstico, a fim de dispor de conhecimentos essenciais para melhorar a assistência ofertada no âmbito das ILPI por meio do planejamento estratégico situacional com enfoque nas demandas locais, objetivando uma atuação mais efetiva e um cuidado individualizado. Considerando esses pressupostos, que nos permitem abordar conceitualmente a problemática da institucionalização de idosos, o estudo objetivou descrever as o perfil epidemiológico e a satisfação com a vida dos idosos residentes em uma ILPI de Montes Claros/MG, Brasil. O estudo justifica-se pelo potencial em contribuir para o estabelecimento de novas evidências científicas sobre a população em estudo, e sobretudo, para estabelecer novas estratégias de cuidados e de abordagens na atenção aos idosos residentes em ILPI. MÉTODOS Trata-se de uma pesquisa descritiva, de corte transversal e abordagem quantitativa, realizada na cidade de Montes Claros Minas Gerais. Este estudo é originado de um projeto maior intitulado: Qualidade de vida e depressão em idosos institucionalizados, sendo um recorte das variáveis pesquisadas no projeto de origem. A população do estudo foi composta por 177 idosos institucionalizados no asilo São Vicente de Paulo de Montes Claros MG. De acordo com o critério de inclusão participaram do estudo aqueles idosos com 60 anos ou mais, que aceitaram participar da pesquisa de forma voluntária e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, sendo excluídos aqueles idosos que estavam sem condições para responder aos questionários, devido a condições físicas e cognitivas. Depois da aprovação do comitê de ética e o consentimento da instituição, teve-se um contato com o psicólogo do asilo, onde foram identificados os idosos que teriam condições de participar do estudo, o psicólogo sugeriu que as pesquisadoras tivessem um contato com os participantes da pesquisa antes do início das coletas para que estes adquirissem confiança. Logo após, deu-se início as coletas, apresentando a cada um dos idosos individualmente o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido de forma oral, para melhor entendimento deixando evidente os objetivos e o direito de desistência a qualquer momento, lhes garantindo que os dados obtidos eram para fins de pesquisas, as dúvidas foram esclarecidas antes mesmo de obter a assinatura dos idosos participantes. 1299 Em seguida aplicou-se um questionário sociodemográfico na forma de entrevista com as seguintes variáveis: sexo, idade, estado civil, tempo de institucionalização, patologia principal e satisfação com a vida (YESAVAGE,1983). Também foi realizado uma busca de dados pessoais e de saúde no banco de dados da ficha cadastral e prontuários dos idosos institucionalizados para a obtenção das informações sobre doenças crônicas e uso de medicamentos. A coleta deu-se no período do primeiro semestre de Para o tratamento dos dados, optou-se pela análise descritiva, sendo que para a caracterização da amostra do estudo foram realizadas análises descritivas com a apresentação de médias e desvio padrão, frequências absolutas e relativas às variáveis analisadas. Para a variável satisfação com a vida foi utilizada questionário Escala de Depressão Geriátrica de Yesavage (1983), nele há 15 perguntas com opções de resposta sim ou não, e para este estudo foram utilizadas duas perguntas (Está satisfeito com sua vida e Vale a pena viver como vice agora?). Os dados foram processados e tabulados no Software SPSS (Statistical Package for the Social Science) versão 18.0 para Windows, considerando um nível de significância p 0,05 (α=5%) e um intervalo de confiança de 95%. O estudo segue as regulamentações descritas na Resolução Nº 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde (CNS), que regula, no Brasil, as pesquisas envolvendo seres humanos. Foi submetido ao crivo do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) das Faculdades Integradas do Norte de Minas (FUNORTE), sendo apreciado e aprovado pelo CEP mediante o parecer Nº A coleta de dados foi iniciada apenas após a aprovação do CEP. RESULTADOS Participaram da pesquisa 33 idosos institucionalizados, foram excluídos 85 idosos que não estavam dentro dos critérios de inclusão e os não preenchiam condições para responder aos questionários, devido a condições físicas e cognitivas. Do total de participantes, 22 (57,6%) do sexo masculino e 11 (33,3%) do sexo feminino. A idade variou de 61 a 102 anos, com média de 75,5 anos e desvio-padrão de 9,1 anos (± 9,1 anos). Verificou-se a prevalência de solteiros (51,5%) e de casados (33,3%). Em relação aos filhos, 16 (48,5%) relatam possuí-los, ao passo que 17 (51,5%) não possuem. No que tange a ocupação, 90,1% são aposentados. O tempo de institucionalização variou de 2 meses a 9 anos, com média de 2,7 anos e desviopadrão de 2,5 anos (± 2,5 anos), conforme a tabela 1. Tabela 1: Distribuição dos idosos residentes em uma ILPI, segundo as características sociodemográficas. Montes Claros/MG, Brasil, (N=33) Variáveis N % Sexo Masculino 22 57,6 Feminino 11 33,3 Estado civil Solteiro 17 51,5 Casado 11 33,3 Divorciado 1 3,0 Viúvo 4 12,1 Presença de filhos Sim 16 48,5 Não 17 51,5 Aposentado Sim 30 90,1 Não 3 9,9 1300 Quanto à patologia principal que acomete os idosos institucionalizados, a maior prevalência é de hipertensos 39,4% são hipertensos, 21,2% são diabéticos, 6,1% possuem Mal de Alzheimer, 3% apresentam confusão na fala, 3% possuem Mal de Parkinson e 3% foram diagnosticados com Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG). Destes, 57,6% faz usos de antidepressivos e 3% utilizam medicamentos para dormir (Tabela 2). Em relação a satisfação com a vida 22 (66,7%) responderam estarem felizes com a sua vida e 11 (33,3%) afirmaram não sentir-se satisfeito com sua vida, sendo que 84,8% responderam que vale a pena viver a vida como vivem agora (Gráfico 1). DISCUSSÃO Na pesquisa prevaleceu o número maior de idosos do sexo masculino (57,6%), assim como o estudo de Borges et al. (2015), realizado no Município de Fortaleza-CE. Em contrapartida esses dados se divergem em relação a outras pesquisas que prevalece o sexo feminino no ambiente asilar (DANILOW et al., 2007). Essa diferença pode estar relacionada ao fato da Instituição de Longa Permanência ter apresentado a listagem dos idosos que tinham condições clínicas de participarem da pesquisa, sendo que a maioria das mulheres apresentou alguma demência ou estava acamada, não podendo desta forma participar do estudo. Observou-se nesta pesquisa que a maioria dos institucionalizados eram solteiros e sem filhos. Esses dados se assemelham com o estudo de Barbosa et al. (2014) realizado em Uberlândia-MG, em que predominou a situação conjugal como solteiro (39,5%) e na pesquisa de Pinheiro et. al. (2016) feita em Natal-RN onde grande parte (76,9%) também não têm filhos. Porém, difere da pesquisa de De Lima et al. (2016) em que a amostra de solteiros também é maior enquanto a maioria possui filhos. Os dados podem se divergir pelo fato da maioria dos idosos solteiros desta pesquisa não terem tido algum parceiro até chegar à terceira idade. Tabela 2: Distribuição dos idosos residentes em uma ILPI, segundo características clínicas. Montes Claros/MG, Brasil, (N=33) Patologia Principal N % Hipertensos 13,0 39,4 Diabéticos 7,0 21,2 Alzheimer 2,0 6,1 Confusão na fala 1,0 3,0 Parkinson 1,0 3,0 Transtorno de ansiedade generalizada 1,0 3,0 Hipertenso e tumor de garganta 1,0 3,0 Hipertenso e epilepsia 1,0 3,0 Hipertenso e trombose 1,0 3,0 Hipertenso e Alzheimer 2,0 6,1 Diabético e chagas 1,0 3,0 Medicamentos para depressão Sim 19,0 57,6 Não 14,0 42,4 Medicamentos para dormir Sim 1,0 3,0 Não 32,0 97,0 ,8 66,7 33,3 Satisfeitos Insatisfeitos Vale a pena viver como Gráfico 1 - está hoje Distribuição dos idosos residentes em uma ILPI segundo a satisfação com a vida- Montes Claros/MG, Brasil, (N=33) A amostra estudada revelou que 90,1% são aposentados, o que corrobora com estudo realizado por Pinheiro et al. (2016), em que a maior parte (33,5%) recebem o benefício da aposentadoria. Quanto ao tempo de institucionalização, o estudo de De Lima et al. (2016) variou de 1 a 10 anos, o que aproxima com os dados encontrados nesta pesquisa. Quanto a patologia principal, os dados encontrados vão de encontro com o estudo de Oliveira et al. (2011) realizado em regiões metropolitana de Vitória do Espírito Santo, onde a maioria dos idosos asilares são hipertensos e diabéticos. O que reforça a ideia da intensificação da promoção e atenção à saúde dos idosos, e mais precisamente aqueles que estão associados à hipertensão e diabetes. Quanto ao uso de medicamentos, os dados deste estudo estão de acordo com o estudo feito em Pouso Alegre-MG por Galhardo et al. (2010), em que mostra que 37% dos idosos utiliza medicamento para depressão. Desta forma, a atenção a esse grupo deve ser maior, devido a outras condições que podem estar associadas. Neste estudo a população idosa institucionalizada se mostrou satisfeito com a vida. Esse achado corrobora o estudo de Lenardt et al. (2010) em que a maioria 90% dos idosos institucionalizados relatam satisfação com a vida. Já no estudo de Medeiros et al. (2010), os idosos mostraram ser indiferentes quanto a satisfação com vida. A satisfação é uma avaliação subjetiva que as pessoas fazem, esta variável pode estar enviesada pela carência emocional e pela resignação pelo fato de estar na instituição pode ser a única opção, sendo uma acomodação passiva a situação que se encontram. O presente estudo apresenta como limitações o fato de ser transversal, o que impossibilita estabelecer relação causal. O fato de excluir os idosos que estavam sem condições para responder aos questionários, devido a condições físicas e cognitivas colaborou para diminuir o tamanho da amostra desse estudo. CONCLUSÃO O envelhecimento populacional traz uma série de desafios para a sociedade, com nítidas repercussões nas políticas públicas de saúde e na distribuição dos recursos disponíveis, de forma a assegurar a inclusão social e a atenção integral de saúde para os idosos. Conclui-se através do estudo realizado com os idosos que predominaram o sexo masculino, com idade entre 61 a 92 anos, em sua maioria solteiros e sem filhos e 1302 com tempo de institucionalização até 9 anos, grande parte são hipertensos, diabéticos e fazem usos de medicamentos para depressão, e apesar de estarem institucionalizados a maioria estão satisfeitos coma vida. Os dados resultantes desse estudo exibem a importância de conhecer mais sobre o perfil do idoso asilado, contribuindo para a constituição do se
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