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  • 1. POLêmica Jornal do Centro Acadêmico de Ciência Política da Universidade de Brasília n° 10 - junho de 2008“A sala de aula é minha mas a universidade é nossa” Ueslei Marcelino/O Globo Entrevista Cristovam Buarque N o dia 18 de março, o Senador Cristovam Buarque recebeu alguns dos integrantesdo CAPOL. Na entrevista, falou desde a educação debase até a educação superior. Tocou pontos polêmi-cos como o REUNI e a gestão democrática da Uni-versidade.POLêmica — Qual será a pauta da educação esse ano?Cristovam Buarque — Eu não sei qual vai ser a pauta colocada de diferente dessa que esta aí. Ela não pode mais ficar limitadapelos outros. Mas a minha, que estou levando de cidade em cida-de, é a de Educação é Progresso. Ideologicamente o que vai nem aos departamentos nem ao ensino presencial. Os meiosfazer o mundo ser diferente, socialismo do século 21, se quiser- de comunicação já permitem o aprendizado não apenas na biblioteca ou assistindo aulas, mas também por meios eletrô-mos chamar assim, é a escola igual para todos. Houve um tempoem que se defendia retirar o capital do patrão para dar para o nicos.trabalhador. Esse era o caminho da igualdade. Para mim, o cami- Não há como ter um ensino superior de qualidade semnho não é mais esse. Hoje é pegar o filho do trabalhador e colo- termos uma boa educação de base. Se hoje nós entramos em uma universidade, não entramos por sermos os melhores,car na mesma escola do filho do patrão. Essa é a ideologia, deno- entramos por sermos os melhores de 1/3 que termina o segun-minada Educacionismo. O que coloco é a Federalização da Edu-cação no país, para mim, o caminho da igualdade. Enquanto a do grau. Quantos gênios não ficaram para trás? O Reuni nãoeducação de base for municipal ou estadual ela vai ser muito cuida disso.desigual., porque os estados são desiguais. Entre as falhas do REUNI, a primeira, é ver o ensino supe- rior como uma coisa separada do ensino de base. Isso não existe. Muitos alunos não estão preparados para seguir a uni-POLêmica — Na discussão sobre a Universidade Pública, fala-se muito do REUNI. Será possível cumprir a proposta, ou seja, versidade, têm que fazer um cursinho, que acaba funcionandoexpandir as vagas nas Universidades, mantendo a qualidade do como uma revisão do ensino médio. A primeira falha é essa: ver a universidade como uma coisa que não exige uma mu-ensino? dança na educação de base. A segunda, é pensar apenas naCristovam — Vai, mas isso não é o que a universidade precisa.O que ela precisa, muito mais do que aumentar vagas e mudar a administração e no aumento de vagas e não na sua refundação completa.sua gerência, é ser refundada. O século 21 exige uma universida- Entrevista continua na página 3 Editorial Artigo Artigo Engenharia Política Carreira em Ciência Política Ética x Moral Página 2 Página 5 Página 6
  • 2. 2 - n° 10 - junho de 2008 Opinião/Noticias POLêmica é a solução para o Brasil!", "sem estra- da de ferro este país não vai pra fren- O primeiro semestre de 2008 é diferente dos te!", ou ainda em casos mais severosdemais. Ocupação da reitoria, saída do reitor, "só uma ditadura pra endireitar estediscussão sobre a paridade, eleições da A- país!". Mas em seguida, nos metemos A Strategos Consultoria é a Empresa Jú-DUnB... enfim. Para muitos, só mais um gos- em salas de aula, ou enfiamos as caras nior do curso de Ciência Política da UnB quetinho de novidade na já conhecida rotina aca- em livros desconexos da realidade ou esse ano completa três anos de existência.dêmica, para outros este é o primeiro semes- pior, conversamos com veteranos que Fundada em 12 de abril de 2005 a empresatre, o inicio. É para estes que o POLêmica é há muito se distanciaram da política cresceu muito nestes poucos anos, tanto emdedicado. para evitarem constrangimentos e nos- número de membros, quanto em importância Aproveitamos então esta oportunidade não sas soluções se transformam em cli- no movimento de empresas juniores.apenas para dar-lhes as boas vindas, mas tam- chês, nossos sonhos são chamados de ingenuidades e acabamos solucionan- A Strategos também já desenvolveu al-bém para lhes falar um pouco do curso. Assim do o amor e ódio da forma mais demo- guns projetos importantes e garante o ano decomo na política, o curso se divide pratica-mente em dois: os estudantes de direita versus crática e mais apática possível: no cen- 2008 como um ano promissor. O campo deaqueles de esquerda, os cientistas do ser ver- tro. atuação da empresa é dividido basicamentesus os do dever ser, os mais chegados aos Por isso você calouro que está en- em duas áreas, a saber: o núcleo de Pesqui-números versus os mais chegados às palavras, trando agora no curso, que ainda tem o sas e o núcleo de Assessoramento Legislati-os fãs de Luiz Felipe Miguel versus os fãs de entusiasmo da "ignorância" não se vo.Paulo Kramer, os da Antártica versus os da deixe perder pelo ódio que muitos no Pelo Núcleo de Pesquisas já foram desen-Skol, os do Chupol versus os da Semana Polí- curso têm pela política, não percam o volvidos projetos desde 2006, com realiza-tica, os que são a favor versus os que são con- amor que ainda têm por ela, não se ção de pesquisa eleitoral no Distrito Federal etra a humilhação pública... são infinitas as limitem às salas de aulas, aos textos nas xerox, ou às opiniões já formadas no interior de Goiás. A primeira visava captarcoisas que nos separam e triviais as que nos de seus veteranos. A revitalização do as intenções de voto da eleição presidencialunem. Mas então por que acabamos todos nomesmo curso? Como é que conseguimos POLêmica é uma demonstração do e a segunda visava analisar a viabilidade danamorar, sermos amigos, colegas de trabalhos que pode ser feito quando os alunos candidatura a prefeito de um certo candidato.se existem mais coisas que nos separam do não se perdem em sua apatia. Este Para este ano de eleições municipais, a em-que nos unem? jornal é um primeiro passo para o de- presa planeja atuar, principalmente, na área A resposta é tão simples que chega a ser senvolvimento de cientistas políticos de pesquisa de opinião no interior de Goiás.óbvia. O que nos une é a mesma coisa que produtivos! No núcleo de Assessoramento Legislativo,nos separa e talvez a mesma coisa que une Esperamos que este primeiro semes- a empresa está desenvolvendo atualmentetodos os cidadãos: a política. tre de 2008 possa proporcionar para um projeto piloto, onde a Strategos é respon- É uma relação de amor e ódio. Amor por todos os estudantes (e não apenas aos calouros) uma experiência acadêmica, sável por toda a representação institucional evermos na política a solução, e ódio por ver- profissional, mas sobretudo política governamental da Confederação Brasileiramos a própria política como um problemasem solução. Como então conseguir conciliar que não permita que os estudantes de Empresas Juniores, a Brasil Júnior. A em-o nosso ódio e o nosso amor pela política? odeiem e passem a evitar a política, ou presa possui ainda um processo contínuo de Empolgados nos corredores e botecos fala- pior, que fiquem indiferentes a ela por acompanhamento legislativo, onde é disponi-mos em sistemas perfeitos e em soluções en- vê-la indiferentes a eles. bilizado diariamente em seu sítio eletrônico: aquanto proclamamos frases como "a educação agenda semanal do Executivo (Presidência Felipe Mello Mourão — Coordenadoria Acadêmica da República) e do Legislativo (Câmara dosEXPEDIENTE: POLêmica é uma publicação do Centro Acadêmico de Ciência Política da Deputados e Senado Federal).UnB. Diagramação: Leonardo Rodrigues Tiragem: 1000 exemplares Distribuição: Gratui-ta, dirigida aos estudantes da Universidade de Brasília Fotolitos e Impressão: Gráfica Visite o site da empresa e conheça maisCESPE Composição CAPOL 2008: Coordenadoria Geral: Felipe Mourão – Rodolfo Tavares de sua estrutura, equipe e projetos– Rafael Barroso – Jaqueline Buckstegge Tesouraria: Cláudia Almeida – Evandro Prioli Dire- (www.strategos.org.br).toria Acadêmica: João Sobrinho – Lizie Camara – Priscilla Carolline – Mariana Marques –Fernanda Marciano – Graziella Testa – Anna Beatriz Almeida – Maria Martins Diretoria de Participe você também da empresa júniorEventos: Moisés Siqueira – Gabriel Rodrigues – Natasha Machado – Bruno Nogueira Direto- do seu curso, faça do empreendedorismoria de Mobilização Social: Mauro Faria – Gabriel Santelli – Victor Tretter – Isadora Vasconce-los – Pedro Barbosa – Juliana Andrade Diretoria de Comunicação: Jaqueline Buckstegge – uma oportunidade de aprendizagem paraRayssa Vieira. O CAPOL não se responsabiliza pelo conteúdo dos artigos assinados. Matérias o seu futuro!para publicação no POLêmica deverão ser enviadas devidamente identificadas com nomecompleto e telefone para o e-mail polemica_unb@yahoo.com.
  • 3. POLêmica Entrevista n° 10 - junho de 2008 - 3♦Continuação - entrevista Cristovam BuarquePOLêmica — Na sua gestão na Rei- de discussão sobre a relação entre funda- União Nacional dos estudantes, na UnB.toria da UnB, foram implementados ções de apoio e a universidade. O apri- Isso é um indício da sua crença na UNE?projetos como o do CEAM e dos Nú- moramento da democracia nos espaços Cristovam — A minha geração não podecleos Temáticos, essa refundação vai de decisão da universidade poderia ser perder a crença na UNE. Mas, atualmente,nesse sentido, de criar mais inter e uma das soluções ? ela tem dois problemas: o primeiro é que atrans disciplinariedade dentro da uni- Cristovam — Creio que fechar as funda- entidade está muito acomodada, você nãoversidade? ções é ruim. É necessário colocá-las abai- a vê brigando por coisas realmente revolu-Cristovam — Sem dúvida alguma, a xo do Conselho Universitário cionárias, transformadoras, como, por e-fundação de uma nova universidade (CONSUNI). Se a decisão de assinar um xemplo, a escola do filho do patrão igual anão deve nascer de um departamento, convênio da FINATEC com uma empre- escola do filho do trabalhador. A luta só ée sim do casamento de vários departa- sa for debatida por 60 professores, nada por pequenas reivindicações corporativas.mentos. de errado será feito. Ninguém peca ao ar Não vejo a UNE querendo se modernizar,Para alguém estudar neurobiologia livre, só escondido. A transparência tam- reconhecer que algumas das antigas ban-tem que trabalhar com pessoas de ou- bém é necessária. deiras foram superadas. Também não vejotras áreas, como computação, microe- Quanto à paridade, para mim, a democra- a entidade querendo radicalizar. Em segun-letrônica, psicologia. Não tem como cia não está no fato dela existir ou não. do lugar, acho que a UNE se atrelou muitovocê estudar lá na ponta sem você ca- Por isso defendo o voto universal. Acho ao poder. Quando fui Ministro da Educa-sar outras disciplinas. que aluno é menos corporativo que pro- ção, uma das primeiras coisas que fiz foi fessor e funcionário. O que considero visitar a UNE. Hoje, é ela que vai ao go-POLêmica — Percebemos que o realmente democrático é o debate de idéi- verno, sobretudo apoiá-lo.Governo Federal tem interesse em as. Mesmo hoje a eleição pelo voto uni-influenciar as universidades. Como versal não é muito democrática, por não POLêmica — Atualmente, há uma maiorfazer isso sem ferir a autonomia uni- ter debate de propostas. Os votos acabam preocupação com a educação?versitária? sendo por grupos e a universidade fica Cristovam — Creio que não. Se há, éCristovam — Temos que lutar pela prisioneira destes. Temos que libertar a pouca, no máximo um pequeno avanço.autonomia, não pelo autismo. O di- Universidade, e o caminho é a comuni- Quando se trata de educação, há pouconheiro é do governo, e ele tem o direito dade. compromisso tanto do trabalhador quantode escolher onde vai colocar. A auto- do patrão. Chamo de trabalhador e patrãonomia está no conteúdo acadêmico. O POLêmica — Inclusive, existe uma dis- porque chamar de rico e pobre é pior ainda.governo tem todo o direito de querer cussão sobre a inclusão de grupos orga- O rico não está preocupado com a educa-aumentar vagas. O que ele não tem o nizados da comunidade nos conselhos da ção de seu filho, mas sim com o saláriodireito é dizer ao professor o que ele Universidade... que ele vai ter. E o pobre menos ainda,vai falar em sua aula. A autonomia é Cristovam — Sou favorável. Temos que porque no Brasil educação é a última coisaacadêmica, não gerencial. O Estado quebrar o corporativismo. A sala de aula que os pobres acham que têm direito. Elesrepresenta a sociedade, e por isso ele é minha, mas a universidade é nossa! Na acham que educação é um privilégio quetem objetivos, e o governo deve traba- sala de aula ninguém deve se meter. Deve Deus deu aos ricos. Por isso, a minha cam-lhar com isso. A universidade não po- existir avaliação, mas de resultados. A panha é despertar no povo brasileiro a idéiade ter o autismo de dizer que não exis- Universidade tem que prestar contas, por de que liberdade, emancipação, salário ete sociedade. O campus faz parte do isso, sou favorável à inclusão de represen- emprego estão na educação.mundo, mas a sala de aula é do profes- tantes da comunidade no Conselho Uni-sor. versitário. Responsáveis: POLêmica — No ano passado, o se- Rafael Holanda - Ciência Política 5° SemestrePOLêmica — Na UnB há uma gran- nhor participou do 50° Congresso da Maria Gutenara - Ciência Política 3° Semestre Mariana Marques - Ciência Política 3° Semestre
  • 4. 4 - n° 10 - junho de 2008 Artigo/Informe POLêmica UnB – 1968 e 2008: duas gerações, uma só luta! Grupo de monitoria de Introdução à Ciência Política Danilo Silvestre“Só existirá democracia no Bra- garam a retirar O grupo de monitoria de Introdu-sil no dia em que se montar no os pertences da sala de Roman ção à Ciência Política surgiu no pri- país Blanco e também de seu aparta- meiro semestre de 2007 por meio a máquina que prepara as de- mento na Colina. Em 2008 foram de uma iniciativa de alguns graduan- mocracias. Essa máquina é a 13 dias de ocupação até a renúncia dos e da coordenação do curso de da escola pública.” do reitor e do vice-reitor. A UnB torna-se assim a primeira universi- Ciência Política. Além de ajudar o (Anísio Teixeira) dade a ter seus dirigentes instituto na organização administrati- “cassados” pelo Movimento Estu- va da disciplina, o grupo também dantil. auxilia os professores na construção Dia 1º de abril de 1968: os da ementa do curso e no desenvol-estudantes da UnB decidiram em Outro ponto bastante rele- vimento do mesmo. Desde o primei-Assembléia Geral pedir a expulsão vante e que está presente tanto em ro semestre de 2007, inicio das ativi-do então professor Roman Blanco. 68 quanto em 2008 é o desejo repri- dades, o número de vagas da disci-Contra ele constavam várias denún- mido que o corpo discente da UnB possui de participar de forma ativa plina triplicou, e hoje mais de 600cias, dentre as quais a de delatar alunos estão matriculados.estudantes para a Ditadura. Dia 3 das decisões da universidade. Oude abril de 2008: após Assembléia seja, torna-se imperioso que a co- munidade da UnB dê vez e voz aos O trabalho do grupo não é impor-Geral, os estudantes da UnB ocu-pam a Reitoria com uma extensa seus estudantes. Não estamos mais tante somente pela organização dapauta de reivindicações, como a no período da Ditadura Militar. disciplina, mas também por oferecerparidade e a exigência de renúncia Sem essa justificativa, como expli- aos monitores uma experiência de car que na universidade idealizada docência (além de elaborar e corrigirdo Reitor e do Vice-Reitor. por Darcy Ribeiro e Anísio Teixei- os controles, os monitores também Mais do que a semelhança ra e que deveria ser a máquina da dão aulas e auxiliam na aplicaçãonas datas, esses dois movimentos democracia, esta não existe além do das provas).têm em comum o fato de serem ideal estudantil? Ideal que de tem-vitoriosos e de defender a Universi- pos em tempos se levanta e quedade Pública. Em 68 alguns meses hoje ecoa assim: “o estudante quer O grupo é formado por 15 monito-(cinco para ser mais exato) foram paridade! Democracia dentro da res dos quais três se encarregam dapercorridos para que o então pro- Universidade!” coordenação. Ao final de cada se-fessor fosse, de fato, expulso da mestre, uma nova seleção é feita oUnB. Para isso, os estudantes che- E a pergunta fica no ar... que possibilita uma renovação cons- tante do grupo. Fique atento para as datas de seleção. Participe!Danilo Silvestre: Ciência Política 11° Semestre. Coordenador de Comunicação do DCE-UnB 02 e 18 da Ceilândia. Com isso, o rias em quadrinhos, brincadeiras, teatro, número de crianças trabalhadas ao etc. longo de sua história alcançaria a O projeto busca, cada vez mais, ampli- marca de aproximadamente ar sua atuação e já produziu, além O projeto de extensão de ação 2.673 crianças. de diversas parcerias e sorrisos, dois pro-contínua do Curso de Ciência Política Para aqueles que não o conhecem, jetos de monografia, um case apresenta-inicia o seu quinto ano com uma equi- o Política na Escola trabalha na Ceilân- do na Argentina e um painel exposto nospe de 27 pessoas com ótimas pers- dia com crianças entre 8 e 15 anos Estados Unidos.pectivas de trabalho para o semestre. e apresenta quinzenalmente temas Venha você participar e descobrir jun-O projeto pretende trabalhar com como O que é Política, Participação tamente com as crianças que a políticacerca de 473 crianças de terceiras e Política, Representação, História do está em todos lugares e que é tambémquartas séries das Escolas Classes Voto e Democracia. O ensino é feito nosso o dever de transformá-la! através de dinâmicas de grupo, histó-
  • 5. POLêmica Artigo n° 10 - junho de 2008 -5 Carreira em Ciência Política Giovanna Victer O s desafios impostos pelo com- petitivo mercado de trabalhogeram um questionamento natural política possui uma familiaridade com definições e debates que são funda- mentais para o sucesso em diversos lista não possui um fundamento científico, trata-se apenas de fruto da observação de caminhos percorridos por meus colegasquanto ao escopo de atuação do profis- tipos de atuações profissionais. Quem nesses últimos dez anos.sional formado em Ciência Política. poderia questionar a relevância de uma Burocratas – Seja como servidor do Po-Essa reflexão pode ser embasada tanto vasta compreensão sobre legitimidade der Executivo Federal, Estadual ou Muni-na expertise adquirida durante o pro- de poder, pluralismo, materialismo cipal, as carreiras de gestão pública passamcesso de formação do intelectual quan- histórico, instituições, entre tantos ou- por um processo de valorização, refletidato na observação dos caminhos que tros conceitos que, se aplicados no dia tanto na remuneração dos profissionaisforam percorridos por colegas já gra- a dia, sem dúvida serão fatores decisi- quanto na sua influência na implantação deduados. vos de sucesso. políticas públicas. Nossa formação acadêmica exige Aqui vale a pena uma pausa para Assessores Parlamentares – As peculiari-uma significativa carga de leitura, mui- refletir o que significa esse sucesso. dades do processo legislativo brasileirotas vezes em mais de um idioma. O Nos semestres finais do nosso curso de levam à necessidade de atuação de umdesenvolvimento desse hábito, se a- graduação somos tomados por uma profissional que conheça não somente ocompanhado da interpretação coerente insegurança quanto ao que estará por regimento interno das casas (conhecimentodo material absorvido, constitui por si vir, ou mesmo para definir qual camisa técnico imprescindível), mas principal-só um importante diferencial. Numa vamos vestir na nossa carreira, se será mente que saiba interpretar as forças políti-sociedade de superexposição a novas a do assessor, do burocrata, do consul- cas que atuam em seu contexto.informações, faz-se imperativo o de- tor ou mesmo se nos enveredaremos Acadêmicos – A pesquisa e a atividadesenvolvimento da habilidade de assi- por uma disputa eleitoral para protago- acadêmica
  • Verda

    Apr 16, 2018
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